10 sinais e sintomas da leucemia

Descubra quais são os primeiros sintomas da leucemia infantil

10 sinais e sintomas da leucemia

Apesar de ser considerada rara, a leucemia infantil apresenta milhares de novos casos todos os anos no Brasil, segundo o INCA. E como todo tipo de câncer, precisamos ficar atentos aos seus sinais.

Por isso, trouxemos neste conteúdo os 7 primeiros sintomas que podem indicar a presença de leucemia infantil. E além disso, exploraremos também sobre os tipos e tratamentos para a doença. Leia!

O que é leucemia?

A leucemia é uma doença maligna dos leucócitos (glóbulos brancos) e que, geralmente, tem origem sua origem desconhecida. A principal característica dessa doença é o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células normais.

Para entender, a medula óssea é onde são produzidas as células sanguíneas e que ocupa a cavidade dos ossos. Nela, são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e às plaquetas.

A origem da leucemia se dá por uma célula sanguínea que não consegue amadurecer de forma correta e sofre uma mutação genética – o que resulta em uma célula cancerígena.

1. Febre acima de 38º C

A febre em si pode estar envolvida com vários tipos de doenças. Porém, no caso de leucemia, os medicamentos comuns não respondem corretamente e não revertem o quadro febril da criança. Por isso, este pode ser um dos primeiros sinais de leucemia infantil.

2. Dor nos ossos ou articulações

As células da leucemia geralmente se agrupam em volta da articulação e também da superfície dos ossos. Por isso, uma criança com leucemia infantil pode se queixar constantemente de dores nestas regiões.

3. Manchas roxas ou pontinhos vermelhos na pele

Devido a hemorragia dos vasos sanguíneos que foram danificados, o corpo da criança pode apresentar uma grande quantidade de manchas vermelhas e hematomas espalhados pela pele.

4. Cansaço frequente sem razão aparente

A leucemia infantil pode levar a criança a se cansar rapidamente. Além disso, por conta do aumento das células leucêmicas, o fluxo sanguíneo fica mais lento nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro, o que provoca a fadiga extrema e uma sensação de fraqueza.

5. Inflamação dos gânglios linfáticos

A inflamação dos gânglios linfáticos acontece quando há a presença de alguma infecção no local. Essas inflamações são conhecidas como “ínguas” e podem aparecer no pescoço, axilas ou virilha.

6. Perda de peso sem razão aparente

Um dos sinais que também pode surgir com a presença da leucemia infantil é a falta de apetite da criança, o que resulta em uma perda de peso considerável e aparente.

7. Palidez

Com a diminuição dos glóbulos vermelhos no corpo, a criança começa a ficar com uma aparência pálida, sem coloração.

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Tipos de leucemia

Existem basicamente dois tipos de leucemia, linfóide e mielóide, que podem ser classificadas em aguda e crônica. Entenda as principais diferenças agora:

Mieloide

Aguda – Seu desenvolvimento ocorre de uma forma bem rápida e pode afetar tanto adultos quanto crianças. Neste tipo, o tratamento pode ser feito através de quimioterapia ou transplante de medula óssea e tem cerca de 80% de chances de cura;

Crônica – Seu desenvolvimento é mais lento e ocorre principalmente nos adultos. Como é crônica, seu tratamento é feito com o uso de medicamento, durante toda a vida.

Linfóide

Aguda – Assim como a mielóide, este tipo de leucemia também se desenvolve rapidamente e pode atingir tanto adultos quanto crianças. As primeiras opções de tratamento são radioterapia e quimioterapia, mas caso não apresentem resultado, o transplante de medula óssea também pode ser utilizado;

Crônica – Desenvolve-se de forma lenta e afeta principalmente os idosos. Neste tipo de leucemia, nem sempre é necessário fazer tratamento.

Subtipos de leucemia

Leucemia linfocítica granular T ou NK: Este é um subtipo raro de leucemia, onde as células cancerígenas são granulares, grandes. Também têm características dos linfócitos T ou das células denominadas Natural Killer (NT).

Seu desenvolvimento é lento mas um pequeno número pode ser mais agressivo e difícil de tratar;
Leucemia Agressiva de células NK: Este subtipo de leucemia agressiva pode ser causada pelo vírus Epstein-Barr e afeta adolescentes e jovens adultos.

Seu tratamento é feito por meio de quimioterapia;
Leucemia de células T do adulto: É causada pelo vírus (HTLV-1), um retrovírus semelhante ao HIV, sendo bastante grave. Seu tratamento é pouco eficaz, mas é feito com quimioterapia e transplante de medula óssea.

Leucemia de células pilosas: É um tipo de leucemia linfocítica crônica – que dura um longo tempo – e que afeta as células que parecem ter pelos. Ela afeta principalmente os homens, não sendo encontrada em crianças.

Leucemia infantil tem prevenção?

Na maioria das casos, os pacientes que desenvolvem leucemia não apresentam nenhum fator de risco que possa ser modificado. Desta forma, o aparecimento desta doença não poderia ser prevenido.

Por isso, a prevenção deveria ser em tentar diagnosticar a doença o quanto antes. Principalmente quando se trata de crianças, as quais os pais são os principais responsáveis por notar as mudanças em seu corpo.

Diagnóstico e tratamento de leucemia

Vistos os primeiros sinais – dentre os quais apresentamos neste texto – é preciso que o paciente consulte um médico e faça alguns exames de sangue para a comprovação (ou não) da presença da doença.

Por meio de um hemograma, é possível detectar possíveis alterações no número de leucócitos, associado ou não à diminuição das hemácias e plaquetas. Alguns exames que também podem auxiliar neste processo são: bioquímica, coagulação e mielograma.

Para cada tipo (e subtipo) de leucemia é recomendado um tratamento específico. Assim, pode ser feito, por exemplo, através de quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, transplante de medula ou poliquimioterapia.

A leucemia infantil tem cura?

A resposta é: sim! Porém, as chances são maiores somente quando a doença é detectada em sua fase inicial. Assim, também será possível iniciar os tratamentos cedo, destruindo as células cancerígenas com maior rapidez. Caso contrário, o paciente terá que passar por um longo período de tratamento.

O bom é que agora você já conhece os primeiros sintomas de leucemia infantil e sabe que – se diagnosticada precocemente e tratada – ela tem cura.

E para aprender mais sobre a saúde infantil, sugerimos que leia agora: Dor de ouvido em crianças: o que pode ser e como tratar da melhor forma?

Источник: https://drogariasantoremedio.com.br/leucemia-infantil/

Mortes por leucemia aumentam no Brasil. O que é essa doença?

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A leucemia atinge células do sangue. Foto: GI/Getty Images

A leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue e pode ser curada com o tratamento adequado. Mesmo assim, a taxa de mortalidade segue alta no Brasil, como indica um novo levantamento da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).

A partir de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a entidade contabilizou 62 385 óbitos decorrentes da doença entre 2007 e 2016. No primeiro ano analisado, foram 5 721 fatalidades. Quase uma década depois, o número chegou a 7 061.

Para ter ideia do tamanho do problema, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer é de 10 800 novos casos ao ano. “Isso demonstra que ainda não temos políticas públicas eficazes para o diagnóstico precoce e acesso rápido ao tratamento”, comenta Merula Steagall, presidente da Abrale.

O que é a leucemia

Ela surge quando células imaturas do sangue sofrem uma mutação ainda na medula óssea, onde são fabricadas, e passam a se multiplicar desenfreadamente, ocupando o lugar das células saudáveis. Existem mais de 12 tipos de leucemia, divididos em agudos e crônicos.

“As leucemias crônicas geralmente são descobertas por acaso e têm sintomas leves, que se agravam lentamente”, aponta Nelson Hamerschlak, hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. “Já as agudas são mais agressivas e exigem início de tratamento imediato”, diferencia.

As variedades mais comuns no Brasil são:• Leucemia linfoide aguda

• Leucemia linfoide crônica

• Leucemia mieloide aguda

• Leucemia mieloide crônica

Quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver as versões crônicas da leucemia mieloide e linfoide. As agudas, por sua vez, são as mais frequentes em crianças e adolescentes, embora também apareçam na vida adulta.

O que causa leucemia?

A origem desse câncer ainda é desconhecida. O que se sabe é que certos fatores podem aumentar o risco de ele surgir. Entram na lista substâncias químicas, como o benzeno, formadeíldos e agrotóxicos, cigarro, exposição excessiva à radiação, além de algumas síndromes e doenças hereditárias.

Diagnóstico

Se detectada e medicada logo, a leucemia tem chances altas de cura, principalmente quando acomete os mais novos. “Em adolescentes e adultos jovens, esse índice chega a 80%. Em idosos, fica em torno de 20%”, comenta Hamerschlak.

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Para o diagnóstico precoce, é preciso que o profissional de saúde suspeite de leucemia quando a pessoa com sintomas procurar atendimento – falaremos deles mais abaixo.

A investigação começa com o exame de sangue mais simples, o hemograma. Ele pode apresentar alterações em plaquetas, leucócitos e hemácias, que pedem uma avaliação mais pormenorizada.

Com a confirmação do quadro, outros testes são solicitados para determinar qual é o tipo de leucemia a ser enfrentado. É o caso do mielograma, que colhe sangue diretamente da medula óssea, de exames genéticos e da biópsia de uma parte da medula.

Sintomas

Não existe rastreamento populacional para a detecção precoce da leucemia. O jeito é ficar atento aos primeiros sintomas e procurar atendimento se notá-los.

Certos sinais são genéricos e nem sempre indicarão um câncer, mas vale eliminar a possibilidade com o médico, principalmente se eles persistem com o tempo:

• Febre ou suores noturnos• Anemia• Cansaço extremo• Sangramentos na gengiva ou nariz• Infecções recorrentes, como resfriados

• Perda de peso sem motivo aparente

• Desconforto abdominal provocado pelo aumento do tamanho do baço• Manchas roxas pelo corpo• Dor nos ossos e nas articulações

• Nódulos inchados na região do pescoço, virilha e axila

Tratamento

As leucemias agudas precisam de quimioterapia com o paciente internado e do controle das infecções que costumam surgir por causa das alterações no sangue. Além disso, mesmo quando os exames indicam o desaparecimento da enfermidade, sessões adicionais de químio são comumente prescritas para eliminar quaisquer células cancerosas que possam estar circulando pelo corpo.

Já as crônicas têm uma abordagem um pouco diferente. A mieloide crônica em geral é tratada com um comprimido que inibe a ação de uma proteína por trás da multiplicação celular que desencadeia a doença.

A linfoide crônica pode ser combatida com quimioterapia, mas, dependendo do estado do paciente, o médico pode optar por outras terapias, como remédios orais e anticorpos monoclonais.

O transplante de medula óssea é outra opção tanto para as leucemias agudas quanto para as crônicas. Contudo, só é indicado em situações específicas – como quando o paciente não responde bem ao tratamento convencional.

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  • Câncer
  • Exames
  • Tratamentos de saúde

Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/mortes-por-leucemia-aumentam-no-brasil-o-que-e-essa-doenca/

Leucemia: febre, anemia e manchas roxas pelo corpo são sintomas do problema

10 sinais e sintomas da leucemia

Entenda se a leucemia tem cura e quais os possíveis tratamentos

A leucemia é um tipo de câncer que afeta o sangue ou, para ser mais específico, os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do nosso organismo contra infecções. Atualmente, é o 9º tipo de câncer mais comum entre homens e o 11º entre as mulheres no Brasil. É também o tipo mais frequente em crianças e adolescentes.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados cerca de 10.800 novos casos de leucemia por ano, e cerca de 6.300 mortes em decorrência da doença.

As células do nosso sangue são produzidas na medula óssea, um líquido gelatinoso que fica na parte interna e central dos ossos, popularmente chamado de tutano. Existem três tipos de células:

  • Hemácias, ou glóbulos vermelhos (contêm hemoglobina, que carrega oxigênio para o corpo);
  • Leucócitos, ou glóbulos brancos (protegem o corpo contra infecções e estruturas estranhas);
  • Plaquetas (responsáveis pela coagulação, evitam hemorragias).

A leucemia é uma doença dos leucócitos. Suas células progenitoras, dentro da medula óssea, sofrem uma mutação, ou seja, uma alteração no seu DNA, e se transformam em células doentes (blastos), que passam a se multiplicar de forma anormal.

Existem diferentes tipos de leucócitos, com funções diferentes no sistema imunológico:

  • Linfócitos (se dividem principalmente em linfócitos B e as células T);
  • Granulócitos (há três tipos: neutrófilos, basófilos e eosinófilos);
  • Monócitos.

Os neutrófilos, basófilos, eosinófilos e monócitos surgem a partir de células-tronco mieloides. Já os linfócitos se originam a partir de células-tronco linfoides.

Sintomas da leucemia

Além de favorecer infecções, o excesso de leucócitos doentes também compromete a produção dos glóbulos vermelhos, o que pode resultar em anemia, e de plaquetas, resultando em hematomas ou sangramentos. Assim, os sintomas mais comuns da leucemia são:

  • Febres de causa não explicada;
  • Infecções;
  • Anemia (palidez, cansaço, fraqueza ou tontura);
  • Sangramentos (por ex: no nariz ou nas gengivas);
  • Manchas roxas ou pontos vermelhos na pele;
  • Dor óssea;
  • Aumento dos gânglios linfáticos, baço e fígado.

Se a doença afetar o Sistema Nervoso Central, podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.

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Tipos de leucemia

De acordo com a evolução, a doença pode ser aguda (quando a multiplicação de células anormais é muito rápida e os sintomas se agravam rápido) ou crônica (quando a multiplicação não é tão rápida e os sintomas se agravam gradualmente). Esta última é mais comum em adultos.

Além disso, quando as células linfoides é que são afetadas, as leucemias podem ser chamadas de linfoide, linfocítica ou linfoblástica. Já quando as células mieloides é que estão doentes, as leucemias são chamadas de mieloide ou mieloblástica.
Veja, a seguir, os tipos de leucemia mais comuns, suas características e prevalência:

– Leucemia linfoide aguda (LLA): mais comum em crianças e adolescentes (cerca de 70% dos casos são em pediatria). Os leucócitos alterados são os linfócitos, chamados de linfoblastos.

Sua multiplicação desordenada é rápida e compromete todas a produção de células sanguíneas, por isso é importante que o diagnóstico seja rápido. Os sintomas também podem incluir dores de cabeça e vômitos. A boa notícia é que 90% das crianças em tratamento são curadas.

Entre os adultos com a doença, o que é menos comum, cerca de 50% entram em remissão completa.

– Leucemia linfoide crônica (LLC): não acomete crianças e adolescentes, e é mais comum após os 50 anos.

Os leucócitos alterados são os linfoblastos, mas sua multiplicação desordenada é lenta e não costuma afetar a produção de células normais.

A maior parte dos casos afeta os linfócitos B, mas há subtipos mais raros que podem afetar também os linfócitos T (leucemia prolinfocítica ou linfocítica granular) ou as células pilosas (tricoleucemia).

– Leucemia mieloide aguda (LMA): pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum a partir dos 65 anos. Cerca de 25% dos casos são em crianças e adolescentes. Os leucócitos alterados são os granulócitos, chamados de mieloblastos.

Sua multiplicação desordenada é rápida. Sangramentos persistentes podem ser um sintoma comum. Pacientes com mielodisplasia, mielofibrose e leucemia mieloide crônica têm mais risco de desenvolver a doença, bem como pacientes com doenças raras como a anemia de Fanconi.

Existem 9 subtipos de LMA.

– Leucemia mieloide crônica (LMC): mais comum após os 50 anos; apenas 5% dos casos são em crianças e adolescentes. Os leucócitos alterados são os granulócitos, chamados de mieloblastos. Sua multiplicação desordenada é lenta.

A diferença da LMC em relação às outras leucemias é a presença de uma anormalidade genética nos glóbulos brancos, denominada cromossomo Philadelphia (Ph+). Mesmo assim, não se trata de uma doença hereditária.

Hoje, mais de 70% dos pacientes entram em remissão completa após tratamento.

Ainda existem outros tipos menos frequentes, como a leucemia mielomonocítica crônica (LMMC), mais comum após os 60 anos, e a leucemia bifenotípica (LAB).

Causas da leucemia

Ainda não se sabe quais as causas das leucemias, apenas os fatores de risco. De qualquer forma, sabe-se que as mutações que resultam nesse tipo de câncer não são hereditárias, ou seja, elas são adquiridas ao longo da vida.

Fatores de risco

Alguns dos fatores de risco abaixo já foram associados a determinados tipos de leucemia:

  • Tabagismo;
  • Exposição à radiação (por ex: radioterapia, raios X);
  • Tratamento prévio com quimioterápicos;
  • Doenças hereditárias como síndrome de Down, síndrome de Bloom, ataxia, telangiectásica, neurofibromatose e anemia de Fanconi;
  • Doenças do sangue, como policitemia vera, trombocitopenia essencial e mielofibrose idiopática;
  • Exposição ao benzeno (solvente encontrado na fumaça do cigarro, na gasolina e largamente utilizado na indústria química).

Diagnóstico

A suspeita é através da história clínica e do exame físico do paciente. O diagnóstico é feito com exames de sangue (como o hemograma) e confirmado com exames da medula óssea (mielograma, imunofenotipagem, estudo genético/cariótipo).

Outros exames, como líquor (coleta do líquido da espinha), ultrassom e radiografia de tórax podem ser solicitados para avaliar a extensão da doença. Testes moleculares também ajudam no diagnóstico e na definição das terapias mais indicadas para cada caso.

Leucemia tem cura?

Cerca de 80% das crianças são curadas com quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em adultos este número é menor.

No entanto, uma boa parte dos casos é curada com procedimentos intensivos, como o transplante de medula óssea“, afirma Nelson Hamerschlak, coordenador de Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein e membro do comitê médico da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale)..

Tratamentos

Para cada tipo de leucemia existem abordagens específicas, mas, em linhas gerais, o objetivo é destruir as células doentes para que a medula óssea volte a produzir células normais, ao mesmo tempo em que as complicações da doença são controladas.

Nos últimos anos foram obtidos grandes avanços com a quimioterapia, os transplantes de medula óssea e as terapias-alvo.

“Recentemente a terapia com células geneticamente modificadas, imunoterapia e anticorpos bi-específicos acrescentam chances inéditas ao atendimento de pacientes portadores de leucemia”, conta Hamerschlak.

– Quimioterapia: costuma ser a principal forma de tratamento; grandes avanços para se obter a cura foram alcançados com a associação de medicamentos (poliquimioterapia). A administração é realizada em ciclos e os efeitos colaterais envolvem enjoo, diarreia, alteração no paladar, boca seca e queda de cabelo, entre outros.

– Medicamentos de suporte: para minimizar o surgimento de infecções e os efeitos colaterais da quimioterapia é comum a prescrição de antivirais, antibióticos, antifúngicos e anti-inflamatórios.

– Radioterapia: o uso de raios de alta energia para destruir células cancerígenas é pouco comum na leucemia, mas pode ser empregado para tratar linfonodos ou baço aumentados, ou complicações como dores ósseas. Os efeitos colaterais podem incluir irritação na pele no local da aplicação.

– Terapia-alvo: medicamentos que atacam apenas as células doentes têm trazido resultados importantes para alguns tipos de leucemia. É o caso dos inibidores de tirosina quinase (como Imatinibe, Desatinibe e Nilotinibe), atual tratamento padrão para a leucemia mieloide crônica.

– Transfusão de sangue: pode ser necessária para controlar o baixo número de plaquetas e hemorragias.

– Imunoterapia: medicamentos que permitem que o sistema imunológico reconheça as células doentes e as ataque. Alguns anticorpos monoclonais como Ribuximab, Obinutuzumab, Ofatumumabe e Alentuzumabe podem ser utilizados na leucemia linfoide crônica e aguda.

– Leucoferese: pode ser indicado em alguns casos de na leucemia linfoide crônica para remover o excesso de leucócitos.

– Transplante de medula óssea: indicado para alguns casos de leucemias agudas, após a quimioterapia. O paciente recebe células-tronco formadoras do sangue de um doador compatível (alogênico). Às vezes, são usadas células retiradas do cordão umbilical.

Quando não há um irmão ou parente próximo compatível, pode-se tentar uma busca no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). No transplante autólogo, são usadas células-tronco do próprio paciente.

Um dos efeitos mais importantes a curto prazo dos transplantes é o risco de infecções graves, por isso é preciso tomar uma série de cuidados.

Vale lembrar que, como em outros tipos de câncer, o trabalho é feito por uma equipe multidisciplinar, que, além dos médicos e enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educadores e outros profissionais.

Como se ajudar

  • Siga todas as orientações dos profissionais de saúde e tire dúvidas sempre que surgirem;
  • Mantenha higiene adequada, uma dieta saudável, e evite aglomerações de pessoas, para evitar infecções;
  • Em caso de febre procure imediatamente o hospital;
  • Não hesite em pedir ajuda de amigos e parentes;
  • Procure conversar com outras pessoas que passaram pelo tratamento;
  • Busque métodos para reduzir o estresse, como ioga e meditação;
  • Seja positivo: apesar de ser uma doença grave, o câncer pode ser tratado e muitas vezes curado.

Como ajudar quem tem leucemia

O trabalho do cuidador é de extrema importância para o paciente, especialmente no câncer infantil.

Estudos têm mostrado que o suporte social faz muita diferença para o prognóstico, por isso é importante estar bem para ajudar o familiar em tratamento.

Participar das consultas, buscar informações, ajudar o paciente a fazer perguntas e absorver as respostas, incentivar o auto cuidado e os hábitos saudáveis são atitudes que ajudam bastante o paciente com câncer.

Seja um doador voluntário

A doação de medula óssea também é uma forma de ajudar pacientes com leucemia e outras doenças que podem demandar um transplante. Para isso, basta comparecer ao hemocentro de sua cidade, fazer um exame de sangue e se cadastrar. O doador só é acionado se aparecer um paciente compatível. Em geral, a doação de medula é um procedimento ambulatorial, feito com anestesia –as células-tronco são retiradas por uma agulha por meio de punção no osso da bacia. Podem ocorrer sintomas como dor local ou fraqueza após a doação, mas eles são passageiros. O procedimento não traz nenhum prejuízo à saúde do doador. Mais informações podem ser obtidas no site redome.inca.gov.br.

Prevenção

Não há uma forma específica de se evitar a leucemia, mas ter hábitos saudáveis é sempre recomendável para evitar o câncer e outras doenças.

Detecção precoce

“Trabalhar o diagnóstico precoce com os pediatras e com a população é muito importante.

Os sinais e sintomas do câncer em pediatria são inespecíficos, mimetizando outras doenças comuns da infância e podendo dificultar o diagnóstico precoce”, afirma a onco-hematologista Sandra Loggetto, da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e do Centro de Hematologia de São Paulo. Para ela, é importante que as pessoas tenham informação e que os médicos sejam capacitados para identificar a leucemia o quanto antes.

Fontes: Nelson Hamerschlak (hematologista/Hospital Israelita Albert Einstein/Abrale) e Sandra Loggetto (onco-hematologista/Abrale); American Cancer Society; Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale); Instituto Oncoguia; Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/10/30/leucemia-febre-anemia-e-manchas-roxas-pelo-corpo-sao-sintomas-do-problema.htm

LEUCEMIA – Tipos, sintomas e tratamento

10 sinais e sintomas da leucemia

A leucemia é uma neoplasia maligna (câncer) dos glóbulos brancos, as células que compõem nosso sistema de defesa contra germes invasores. Existem 4 tipos principais de leucemia, conhecidas como leucemia mielóide aguda (LMA), leucemia mielóide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA), leucemia linfocítica crônica (LLC).

Existem 4 grandes grupos de cânceres que acometem o sangue, um deles é a leucemia, tema deste artigo. Os outros tipos de câncer do sangue são:

  • Linfoma.
  • Mieloma múltiplo.
  • Síndrome mielodisplásica.

Antes de falar da leucemia em si, é preciso explicar o que são os leucócitos, já que são eles que sofrem transformação maligna.

O que são os leucócitos?

Os glóbulos brancos, ou leucócitos, são células produzidas na medula óssea e estão presentes no sangue, nos sistema linfático (gânglios e linfa) e em órgãos como fígado e baço. Essas células têm como função básica a defesa do organismo contra invasores, seja atacando-os diretamente ou produzindo de anticorpos contra invasores específicos.

Todos os dias milhões de leucócitos são criados e destruídos no nosso organismo. A medula óssea produz em média 100 milhões de leucócitos por dia. Em média, temos uma concentração de 4.000 a 11.000 células em cada mililitro de sangue do nosso corpo.

Quando ocorre uma infecção, o corpo passa a produzir mais leucócitos para aumentar as nossas defesas, voltando aos níveis normais após a resolução do quadro. Em casos de infecção, a concentração sanguínea de leucócitos aumenta, em geral, até 20 mil células por mililitro.

A leucemia se caracteriza pela produção excessiva e inapropriada de leucócitos defeituosos, ultrapassando, normalmente em muito, os valores sanguíneos normais ou esperados para casos de infecção. Algumas leucemia podem se apresentar com mais de 100 mil leucócitos/ml.

Existem 5 tipos diferentes de leucócitos:

  • Neutrófilos
  • Eosinófilos
  • Basófilos
  • Linfócitos
  • Monócitos

Leia esta parte com atenção. Se você entendê-la, já estará pronto para saber tudo de leucemia. Acompanhe a figura para um melhor entendimento.

Dentro da nossa medula óssea existem células mães, chamadas de célula-tronco ou célula precursora, que darão origem a todas as células circulantes no sangue, nomeadamente leucócitos glóbulos brancos), plaquetas e hemácias (glóbulos vermelhos).

A célula-tronco se divide primeiramente em dois grupos: Células mielóides e células linfóides.

As células primordiais mielóides vão se desenvolver e dar origem aos:

  • Leucócitos da linhagem neutrófilos, eosinófilos, basófilos e monócitos
  • Hemácias ou eritrócitos (glóbulos vermelhos)
  • Plaquetas

As células primordiais linfoides darão origem aos leucócitos da linhagem linfócitos (linfócitos B e linfócitos T).

Cada uma das linhagens descritas acima pode se transformar em câncer, o que justifica a existência de diferentes tipos de leucemia.

Apesar da leucemia ser uma doença basicamente dos leucócitos, é possível haver leucemias da série mielóide afetando as plaquetas ou as hemácias.

Leia ENTENDA OS RESULTADOS DO SEU HEMOGRAMA para saber mais detalhes sobre as células do sangue.

Classificação

Baseado no que foi explicado acima, podemos entender por que as leucemias são dividas em leucemias mielóides (também chamadas de mieloblásticas ou mielocíticas) e leucemias linfóides (também chamadas de linfoblásticas ou linfocíticas), de acordo com a linhagem que sofre transformação maligna.

A segunda classificação se dá entre leucemias agudas e leucemias crônicas. As agudas são aquelas causados pela produção excessiva de leucócitos jovens, chamados de blastos, enquanto que a crônica ocorre por acúmulo de leucócitos maduros. Nas duas formas, tanto os leucócitos maduros quanto os blastos são células defeituosas, sem função, e produzidas descontroladamente.

Bom, chegamos então a classificação final das principais leucemias. São elas:

  • Leucemia mieloide aguda (LMA).
  • Leucemia mieloide crônica (LMC).
  • Leucemia linfocítica aguda (LLA).
  • Leucemia linfocítica crônica (LLC).

Antes de falar um pouquinho sobre cada um dos 4 principais tipos de leucemia, vamos descrever os principais sintomas da doença.

Leucemia mielóide aguda (LMA)

A LMA ocorre por transformação maligna das células jovens (blastos) que irão dar origem a linhagem mielóide do sangue (parte dos leucócitos, hemácias e plaquetas)

Pode ocorrer em todas as idades, sexo e grupo étnico, porém, é mais comum em adultos acima dos 60 anos, no sexo masculino e em brancos.

Exposição prévia a quimioterapia, radiação ou produtos tóxicos, como benzeno, parece aumentar o risco.

O cigarro, possui inúmeras substâncias tóxicas, entre elas o próprio benzeno, favorecendo o aparecimento de leucemias. (leia: COMO E PORQUE PARAR DE FUMAR CIGARRO).

A LMA é divida em subgrupos. A classificação mais antiga é feita em 7 subgrupos (M1 a M7) de acordo com o tipo de célula neoplásica (plaquetas, monócitos, neutrófilos, eosinófilos, hemácias, etc.). A classificação mais atual é ainda mais complexa e envolve além do tipo de célula acometida, a mutação no cromossoma responsável pela malignização.

Tratamento da LMA

A LMA ainda é uma doença com baixa taxa de cura. A resposta ao tratamento depende de vários fatores incluindo o tipo de mutação cromossomial responsável pela neoplasia, a idade (melhor em jovens, pior em idosos) e o estado de saúde do paciente.

O tratamento é feito com quimioterapia, sendo dividido em duas fases: Indução e consolidação.

A indução consiste na tentativa de se eliminar todas as células cancerígenas e costuma durar 4 semanas.

Uma vez eliminada todas as células cancerígenas, a fase de consolidação visa impedir que a medula continue produzindo novas células malignas. A fase de consolidação pode ser feita com novos ciclos de quimioterapia ou com transplante de medula óssea.

Atualmente cerca de 30% dos adultos com menos de 60 anos atingem critério de cura (mais de 5 anos livre de doença). Já entre os pacientes com mais de 60 anos, essa taxa cai para abaixo dos 10%.

Leucemia mielóide crônica (LMC)

A LMC é a transformação maligna das células adultas da série mielóide. É uma doença com curso mais arrastado do que a forma aguda. Porém, após 5 anos existe um risco de transformação blástica, ou seja, de agudização, passando a ser tão agressiva como a LMA.

A LMC é causada por um defeito de um cromossoma, que se torna mais curto do que o usual, chamado de cromossoma Filadélfia. Este defeito não é transmitido dos pais para os filhos, e sim adquirido durante a vida. Já existem exames que detectam a presença deste cromossoma defeituoso.

Ao contrário da LMA, a LMC praticamente só acomete adultos entre 30 e 50 anos, sendo muito rara em crianças e jovens. Quando esta ocorre abaixo dos 30 anos, costuma ser mais agressiva.

O aumento do baço e/ou fígado, associado a uma contagem de leucócitos muito elevada no hemograma é um achado típico da LMC.

A LMC é dividida em 3 fases:

  • Fase crônica: é a fase em que 85% dos pacientes são diagnosticados. A doença é mais branda e facilmente controlada com medicamentos. Esta fase pode durar vários anos.
  • Fase acelerada: É a fase onde começa haver acometimento dos blastos. O paciente já não responde tão bem ao tratamento.
  • Fase blástica: É a transformação da LMC em LMA, porém, neste caso a resposta ao tratamento é muito frustrante. A sobrevida média nesta fase é de apenas 6 meses.

Tratamento da LMC

O objetivo do tratamento é eliminar todas as células que possuam o cromossoma Filadélfia, tentando impedir a evolução da doença crônica para as fases acelerada e blástica. Existe uma classe de medicamentos nova que atua eliminado essas células defeituosas. A droga mais usada para esse fim é a Imatiniba (Gleevec®).

A resposta é muito boa, acima dos 75%, porém, o seu uso é por tempo indefinido, uma vez que a interrupção da droga está associada a recorrência das células neoplásicas.

O transplante de medula óssea é o único tratamento que leva a cura e é a melhor opção para aqueles que não têm boa resposta a Imatiniba. O grande problema é a alta taxa de complicações associada ao procedimento.

Leucemia linfocítica aguda (LLA)

A LLA se caracteriza por uma grande produção de linfócitos imaturos, chamados de linfoblastos. É a leucemia mais comum nas crianças, sendo também bastante comum nos adultos. O prognóstico da doença em crianças é atualmente bem melhor que nos adultos.

A febre, com ou sem causa aparente, é um dos sintomas mais comuns da LLA. Assim como em qualquer leucemia, o diagnóstico definitivo da LLA é feita através da biópsia de medula óssea.

Tratamento da LLA

O tratamento da leucemia linfocítica aguda é dividido em 3 partes.

  • Fase de indução: o objetivo é eliminar todas as células neoplásicas da circulação. O tratamento é feito com quimioterapia + corticoides por 4 semanas.
  • Fase de consolidação: o fase de consolidação visa impedir o retorno das células cancerígenas após a indução. Esta fase pode ser feita repetindo-se o esquema da indução com doses menores ou com transplante de medula óssea.
  • Fase de manutenção: o tratamento quimioterápico é geralmente prolongado por mais 2 anos. O objetivo é eliminar qualquer resíduo de leucemia que possa ainda existir sem que seja detectado nos exames.

Enquanto nas crianças esse protocolo atinge taxas de cura acima dos 80%, nos adultos os resultados são bem menos expressivos, com sucesso em apenas 20-30%. Crianças com mais de 10 anos apresentam reposta pior do que crianças mais novas. Leucemias dos linfócitos B apresentam melhor prognóstico que leucemia dos linfócitos T.

Leucemia linfocítica crônica (LLC)

A LLC é a leucemia dos linfócitos maduros. É a forma de leucemia mais comuns nos adultos, exceto nos países asiáticos. É uma doença de adultos mais velhos, acometendo principalmente aqueles acima de 55 anos.

Assim como na LMC, a LLC apresenta uma evolução mais lenta que sua forma aguda. A sobrevida costuma variar entre 2 e 10 anos.

O quadro é normalmente insidioso. O aumento dos linfonodos (gânglios), localizado ou generalizado, é o sinal mais comum, ocorrendo em até 90% dos pacientes. O aumento do baço também é comum.

Existem 2 sistemas de avaliação clínica que visam classificar os pacientes de acordo com a gravidade da LLC.

– O sistema Rai é dividido de 0 a 4, enquanto que o sistema Binet é dividido em A, B e C. Ambos levam em conta o grau de distribuição dos linfonodos, o aumento do baço e do fígado, e a presença de anemia e queda das plaquetas.

Tratamento da LLC

Pacientes com LLC Binet A ou Rai 0, 1 ou 2, em geral, apresentam bom prognóstico e evolução lenta, não sendo indicado tratamento com quimioterapia. O tratamento só é indicado caso haja progressão da doença. Aqueles com doença mais agressiva são submetidos ao tratamento com quimioterapia + anticorpos sintéticos contra linfócitos (Alemtuzumab ou Rituximab).

O transplante de medula óssea é o único tratamento curativo, porém, a sua taxa de complicações é muito elevada, principalmente nos idosos.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/hematologia/leucemia/

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