10 SINTOMAS DE DOENÇA DOS RINS

11 sinais e sintomas de problemas nos rins (com teste online)

10 SINTOMAS DE DOENÇA DOS RINS

Os sintomas de problemas nos rins são raros, no entanto, quando existem, os primeiros sinais costumam incluir diminuição da quantidade de urina e alteração do seu aspeto, coceira na pele, inchaço exagerado das pernas e cansaço constante.

Uma vez que nem todas as pessoas podem apresentar sintomas, a melhor forma de saber se existe algum problema nos rins é fazer regularmente exames de urina e de sangue e, se necessário, fazer um ultrassom ou tomografia computadorizada. Estes exames são especialmente importantes em casos de risco aumentado de alterações nos rins, como acontece em diabéticos, idosos e pessoas com pressão alta ou histórico de insuficiência renal na família, por exemplo.

Se acha que pode estar com um problema nos rins, escolha os sintomas que está sentindo, para avaliar o seu risco:

Se existirem mais do que 2 destes sintomas é importante consultar um nefrologista ou clínico geral para fazer exames de diagnóstico e identificar se realmente existe algum problema no rim que precise ser tratado. Veja as principais causas de dor no rim.

Os problemas que mais frequentemente afetam os rins são:

  • Pedra nos rins: consiste no acúmulo de pequenas pedras no interior do rim, que podem dificultar a passagem da urina até a bexiga;
  • Cistos nos rins: são frequentes com o avançar da idade, mas, quando são muito grandes, podem causar dor nos rins;
  • Doença policística renal: leva ao surgimento de vários cistos no rim que podem dificultar o seu funcionamento;
  • Hidronefrose: surge quando a urina não consegue passar até à bexiga se acumulando no interior do rim;
  • Insuficiência renal: surge devido a lesões progressivas nos rins que vão impedindo o seu funcionamento;
  • Infecções renais: são causadas por bactérias que chegam até ao rim através das vias urinárias ou através do sangue, sendo mais comum em mulheres e manifestando sintomas, como febre, vômitos e dor de costas;
  • Lesão renal aguda: manifesta-se principalmente em pessoas que se encontram internadas na UTI, pessoas com antecedentes de problemas renais ou idosos, por exemplo, cujos rins deixam de funcionar de forma espontânea, por um período curto de tempo, cerca de 2 dias, sendo necessário tratamento urgente.

Além disso, pessoas com doenças crônicas descontroladas, como pressão alta ou diabetes, também podem desenvolver uma doença renal crônica que vai provocando pequenas lesões nos rins ao longo do tempo, podendo terminar numa insuficiência renal. Veja quais os sinais de insuficiência renal e como é feito o tratamento.

Já o câncer nos rins também é bastante frequente, principalmente em homens com mais de 60 anos, e pode se manifestar com sintomas como presença de sangue na urina, cansaço frequente, perda de peso sem causa aparente, febre constante e presença de um nódulo e dor de lado na parte de trás das costas. Veja uma lista mais completa dos sinais de câncer nos rins.

Como tratar os problemas no rim

O tratamento para alterações no rim deve ser adaptado ao problema concreto que está afetando o órgão, porém, nos casos mais leves, como presença de pequenas pedra nos rins ou cistos, os sintomas podem ser aliviados com simples alterações na dieta, como consumir mais água, evitar o consumo de sal e aumentar a ingestão de cálcio, por exemplo. Confira um cardápio para casos de pedra nos rins.

Já nos casos mais graves, como insuficiência renal ou doença renal crônica, o tratamento precisa ser sempre orientado por um nefrologista, já que pode ser necessário controlar a quantidade de água ingerida, tomar remédios específicos, realizar diálise e até fazer alguma cirurgia para tratar lesões no rim. Veja como deve ser a dieta para quem tem insuficiência renal:

Nos casos de câncer, é quase sempre preciso fazer cirurgia para remover o tumor ou todo o rim, caso se trate de uma situação grave, e recorrer a quimioterapia ou radioterapia para eliminar as restantes células cancerígenas.

Além disso, se existir outra doença que está na origem do problema renal, como diabetes ou pressão alta, também é importante fazer o seu tratamento adequado, para evitar novas lesões no rim.

Que exames fazer

Os exames que podem ser utilizados para identificar o problema que está afetando os rins, são:

  • Exames de sangue: para avaliar os níveis de substâncias que normalmente são eliminadas pelo rim, como creatinina e ureia;
  • Teste de urina: a presença de proteínas ou sangue na urina são alterações que podem indicar problemas no rim;
  • Ultrassom ou tomografia: ajudam a identificar alterações na forma do rim, permitindo observar cistos e tumores, por exemplo;
  • Biópsia: normalmente é usada quando existe suspeita de câncer, mas pode ser usada para identificar outros problemas.

Estes exames podem ser pedidos pelo nefrologista, por isso, sempre que existir suspeita de problema nos rins é importante ir ao médico para fazê-los e confirmar se existe alguma alteração.

Источник: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-problemas-nos-rins/

Por que quem tem doenças renais crônicas está no grupo de mais vulneráveis ao coronavírus? Saiba quais são os riscos

10 SINTOMAS DE DOENÇA DOS RINS

Segundo o Ministério da Saúde, as DRC são diferentes alterações que afetam tanto a estrutura, quanto a função renal.

Alcino Gama, Nefrologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e especialista em imunologia do transplante renal pela Université Laval, no Canadá, explica que os rins são os órgãos responsáveis pela limpeza do sangue. “Eles produzem a urina que é o produto em que algumas impurezas são eliminadas.”

Gama explica ainda que a DRC é o resultado final de diversos “machucados” aos rins provocados por outras doenças, como a Hipertensão arterial e o diabetes.

A OMS estima que 1 em cada 10 adultos têm algum grau de DRC. Muitos com grau leve, sem a evolução para a necessidade de dialise.

De acordo com médicos ouvidos pelo G1, os principais fatores que explicam a vulnerabilidade são:

  • Pessoas com insuficiência renal tem uma imunidade mais baixa
  • Um dos fatores para a vulnerabilidade é que não há produção de hormônios renais, como a eritropoetina, que contribui na formação de glóbulos vermelhos
  • Pacientes transplantados fazem uso de medicamentos que tornam a imunidade mais baixa

Veja os cuidados específicos que pessoas com Doença Renal Cônica devem tomar:

  • Evitar hospitais – as infecções virais se complicam com infecções bacterianas ou hospitalares
  • Vacinação a outros tipos de doenças
  • Em caso de suspeita ou confirmação da Covid-19, não interromper a diálise.

Entenda os riscos para pessoas com Doenças Renais Crônicas

O nefrologista Alcino Gama explica que há três cenários diferentes para os pacientes com alguma DRC.

  1. Pacientes em estágio inicial (sem diálise e sem transplante), que têm imunidade mais baixa por causa do acúmulo das impurezas no sangue.
  2. Pacientes que fazem diálise, que têm a mesma imunidade baixa e muitas vezes precisam realizar o procedimento em uma sala de diálise com outros pacientes na mesma situação.
  3. Pacientes que são transplantados renais, que tomam remédio para baixar a imunidade como parte do tratamento.

Rosana Richtmann, Infectologista do Instituto Emílio Ribas, explica que a pessoa com alguma doença renal crônica tem resposta imunológica pior do que uma pessoa que não tem DRC. Isso acontece pelo fato do paciente não ter o rim como um filtro e por ele ele usar uma filtragem artificial.

Marcello Bossois, alergista e coordenador do Projeto Brasil sem Alergia, explica que o doente renal crônico é imunocomprometido e não produz hormonais renais, como a eritropoetina, que contribui na formação de glóbulos vermelhos. Por isso, é comum que esses pacientes possam ter anemia.

O infectologista Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que pessoas com insuficiência renal têm uma imunidade mais baixa. Assim, fazem parte do grupo de risco para formas mais graves da Covid-19.

Mais recomendações para pessoas com DRC

O nefrologista Alcino Gama, recomenda que os pacientes sigam as orientações dos seus médicos e atualizem as suas vacinas. Para os pacientes transplantados ele destaca que é importante que não se mediquem sem orientação médica, nem alterem as doses dos seus remédios imunossupressores sem a orientação do seu nefrologista.

“Para a prevenção, é importante o controle da atividade renal, a vacinação contra outros tipos de doenças e seguir o calendário da Sociedade Brasileira de Imunização. Infecções virais se complicam com infecções bacterianas ou infecção hospitalar. Por isso, é bom evitar hospitais”, explica Marcello Bossois, alergista e coordenador do Projeto Brasil sem Alergia.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) divulgou uma nota de recomendações, muitas delas sobre como as unidades de diálise devem proceder para receber os pacientes.

Dentre as principais diretrizes, a SBN reforça a importância dos pacientes portadores de Doença Renal Crônica, que tiverem suspeita ou contraírem o vírus a não interromperem a diálise.

Em pacientes portadores de Doença Renal Crônica em diálise, a SBN não recomenda medidas que reduzam o tempo ou a frequência do tratamento dialítico nos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo COVID-19 – afirma a nota.

Os especialistas também citam cuidados básicos para evitar o contágio do coronavírus: lavar as mãos, evitar tocar o rosto sem higienizar as mãos e evitar aglomerações.

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Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Dicas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Arte/G1

Como lavar as mãos do jeito certo com água e sabão

Источник: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/03/12/saiba-quem-tem-doencas-renais-cronicas-esta-no-grupo-de-mais-vulneraveis-ao-coronavirus-e-quais-sao-os-riscos.ghtml

10 principais sintomas de uma doença renal

10 SINTOMAS DE DOENÇA DOS RINS

A maioria das pessoas que sofre de uma doença renal, não sabe que tem esta patologia, pois os primeiros sinais são muito subtis.

Geralmente, são necessários muitos anos para que uma Doença Renal Crónica (DRC) se transforme numa insuficiência renal, no entanto, a falha dos rins poderá ser fatal.

Conheça os 10 sintomas de uma doença renal e saiba diagnosticá-los corretamente para ter uma vida mais salutar.

1. Alterações na micção

Um dos sinais mais evidentes que uma doença renal provoca está relacionado com as alterações que surgem na urina. Das mais importantes, destacam-se as seguintes:

  • Acordar durante a noite para urinar
  • Urinar com mais frequência do que aquilo que é habitual
  • Ter uma urina mais espumosa
  • Mictar com menos frequência ou em quantidades menores quando a urina apresenta uma cor mais escura
  • Sangue na urina
  • Sentir uma enorme pressão durante o ato de urinar
  • Ter muitas dificuldades em urinar

2. Inchaço

Quando os rins apresentam um mau funcionamento, eles não conseguem remover o líquido extra que é produzido.

Como resultado, esse líquido acumula-se em várias partes do corpo, causando inchaço nas pernas, tornozelos, pés, rosto e mãos.

Muitas vezes, o sentir-se inchado também está relacionado com a má alimentação, especialmente nas pessoas idosas que não sabem como realizar uma dieta saudável e equilibrada.

3. Fadiga

Quando os rins estão a funcionar a 100%, eles produzem uma hormona chamada eritropoietina, que é a principal responsável pelo fabrico das células vermelhas de sangue que são usadas no transporte do oxigénio.

No entanto, com o funcionamento incorreto dos rins, a eritropoietina deixa de ser produzida. Assim sendo, com menos células vermelhas de sangue para transportar o oxigénio, os músculos e o cérebro ficam cansados mais depressa.

Esta condição é também conhecida como anemia e afeta milhares de pessoas de todas as idades.

4. Sensação de frio

A anemia pode fazer com que uma pessoa sinta frio em qualquer altura, mesmo quando se encontra numa sala com aquecimento. Esta situação acontece devido à diminuição da fluidez do sangue pelo corpo todo e faz parte do processo de envelhecimento cardiovascular.

5. Tonturas e dificuldades de concentração

Quando a anemia está relacionada com uma doença renal, é sinal de que o cérebro não está a receber a quantidade de oxigénio necessária para desempenhar as suas funções principais.

Assim sendo, podem existir perdas de memória, dificuldade de concentração e muitas tonturas que conduzem à perda de equilíbrio.

Para que esta situação não aconteça tão rapidamente, é necessário exercitar o cérebro e fazer muito exercício físico.

6. Falta de ar

Quando uma doença renal está presente, o líquido suplementar que é produzido pelos rins pode ficar acumulado nos pulmões, causando muitas dificuldades em respirar corretamente. Além dos problemas que podem ser provocados nos pulmões, a anemia pode deixar o corpo com falta de oxigénio, conduzindo à falta de ar.

7. Dor na perna

Algumas pessoas que têm problemas renais podem ter dores nas costas ou do lado da perna onde se encontra o rim afetado. A doença do rim policístico é uma das mais conhecidas, pois apresenta muitos quistos nos rins e no fígado e provoca muita dor e sofrimento.

8. Aparecimento de erupções cutâneas

Quando os rins começam a trabalhar de forma defeituosa, a acumulação de resíduos no sangue (uremia) pode causar um prurido intenso e erupções cutâneas. Estas podem surgir em qualquer parte do corpo e são frequentemente confundidas com algum tipo de alergia.

9. Gosto metálico na boca

A acumulação de resíduos no sangue pode transformar por completo o sabor dos alimentos e, geralmente, provoca mau hálito.

Uma pessoa com problemas renais não sente prazer na realização das suas refeições, pois os alimentos provocam um gosto metálico e sensaborão na boca. Os idosos são as pessoas mais afetadas e costumam perder muito peso.

Para que tal não se suceda, é necessário que se alimentem corretamente para conseguirem ter uma vida mais saudável e ativa.

10. Náuseas e vómitos

A formação de resíduos no sangue pode causar náuseas e vómitos. As pessoas que sofrem de uma doença renal estão constantemente enjoadas e sem vontade de comer, o que provoca uma inércia e falta de energia para a realização das tarefas mais básicas do dia-a-dia.

O que causa a doença renal

A doença renal não apresenta qualquer tipo de sinal ou sintoma evidente no seu estágio inicial e a única forma de saber se alguém sofre desta patologia, passa por fazer um check-up clínico. Na maioria das vezes, a alta pressão arterial, as doenças cardíacas e a diabetes são as principais causas das doenças renais, mas isso não significa que sejam as únicas.

Depois de ter sido diagnosticada, a doença renal não desaparece, antes pelo contrário, pode piorar com o tempo e levar à insuficiência renal. Se os rins deixarem de funcionar corretamente, as únicas opções de tratamento são a diálise e/ou o transplante renal. Quanto mais cedo a doença renal for detetada, mais hipóteses existem para que os rins se mantenham saudáveis durante mais tempo.

Источник: https://cuidamos.com/artigos/10-principais-sintomas-doenca-renal

Rins são os filtros do organismo; conheça as doenças que podem atingi-los

10 SINTOMAS DE DOENÇA DOS RINS

Provavelmente você já ouviu que beber água ajuda no funcionamento dos rins. Mas já parou para pensar quais as funções desse órgão para o nosso organismo? Os rins ajudam a eliminar o excesso de líquido e sal do corpo, impedem a elevação da pressão sanguínea e também filtram o sangue, eliminando as toxinas por meio da urina.

Por isso, os órgãos possuem um papel fundamental na manutenção do equilíbrio de cálcio, sódio e potássio. “Além de produzir alguns hormônios envolvidos diretamente no metabolismo da vitamina D e na produção de glóbulos vermelhos”, explica Marcelo Mazza do Nascimento, nefrologista e presidente da SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia).

No entanto, algumas doenças renais são assintomáticas. “É importante que a presença de alguns sinais e sintomas levantem a hipótese da presença de doença renal. São eles: espuma e/ou sangue na urina, inchaço (edema), anemia, hipertensão arterial e aumento do número de micções durante a noite”, completa Nascimento.

Convivendo com a insuficiência renal

Até o ano de 2004, Neila Trindade, 35, conta que seguia sua rotina diária sem ter problemas de saúde considerados graves. Mas, repentinamente começou a ter pressão alta e vômitos frequentes, além de apresentar uma anemia severa. Após exames, os médicos constataram que os rins estavam atrofiados.

“Já comecei direto com a hemodiálise, pois meus rins já haviam parado de funcionar. Foi preciso colocar um cateter no meu pescoço para realizar o procedimento. Isso porque o meu caso era muito grave e precisava realizar naquele momento ou colocaria minha vida ainda mais em risco”, relata.

Ela foi diagnosticada com insuficiência renal crônica, ou seja, os rins pararam de funcionar. Seu pai era compatível e doou um de seus rins para Neila.

No entanto, após quatro anos, ela precisou entrar na fila de transplante para conseguir um novo rim. “Atualmente, faço hemodiálise três vezes na semana e fico por quatro horas na máquina.

Quero muito fazer outro transplante, já são 11 anos aguardando. Uma vez quase consegui, mas o doador tinha diabetes e não deu certo”, diz.

Neila fazendo hemodiálise Imagem: Arquivo pessoal

Neila explica que precisou parar de trabalhar por conta da doença. No entanto, apesar de o tratamento exigir bastante do seu tempo, ela consegue manter uma rotina, se sente disposta e realiza viagens curtas aos finais de semana.

“Meu sonho é conseguir realizar o transplante, terminar a faculdade e trabalhar na área de recursos humanos. Sou casada há 10 anos e até pensamos em ter um filho, mas seria uma gravidez de alto risco. Porém, não descarto essa possibilidade para o futuro”, finaliza.

A seguir, veja detalhes de algumas doenças que acometem os rins.

Conhecida popularmente como pedras nos rins, a condição também é chamada de litíase renal. Trata-se de pequenos cristais que se formam nos rins ou na uretra. Isso acontece quando a urina contém cálcio, oxalato ou ácido úrico em excesso. Com o tempo, esses cristais vão se formando nos rins. Sabe-se que os homens são mais suscetíveis a ter o problema de saúde.

As pessoas podem ter cálculos renais e não apresentar sinais. Mas quando essas pedras se deslocam dentro do rim para o ureter (canal que liga os rins a bexiga) ocasiona dores intensas ao obstruir a passagem da urina. E em alguns casos há a presença de sangue. Outros sintomas comuns são náusea, vômito, dor para urinar e aumento do número de micções.

pedra no rim, dor na barriga Imagem: iStock

O diagnóstico ocorre por meio de exames de imagem (ultrassonografia ou tomografia). O tratamento varia de acordo com o tamanho da pedra e a localização. Quando os cálculos renais são grandes, geralmente elas não são expelidas sozinhas. Nesses casos, há a necessidade de procedimentos mais invasivos com o intuito de eliminá-las do organismo como as cirurgias.

“A herança genética é um fator de risco importante, associada a hábitos de vida, como hidratação insuficiente e dieta inadequada, com excesso de sódio, açúcar e de proteína de origem animal”, afirma Raquel Cruzeiro, nefrologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O câncer renal também é conhecido como hipernefroma ou adenocarcinoma renal. É mais frequente em pessoas acima de 50 anos. Algumas pessoas apresentam dor na lombar, sangue na urina e sentem uma massa abdominal.

“No entanto, costuma ser silencioso e acomete mais os homens. Sabe-se que tem ligação direta com a obesidade. Geralmente, é descoberto em exames de imagens de rotina como ultrassonografia. Pessoas com hipertensão e doença renal crônica têm maior risco de desenvolver esse tipo de câncer”, destaca Alexandre Augusto Manis, nefrologista do Hospital São Camilo, em São Paulo.

Imagem: beastfromeast/iStock

Por meio da tomografia computadorizada, é possível checar o estadiamento da doença e também se espalhou para outros órgãos (metástase), além de definir qual é a melhor forma de tratamento. Em alguns casos, o especialista solicita uma biópsia, ou seja, retirada de um pedaço do rim para avaliação.

Após o diagnóstico, geralmente o tratamento engloba quimioterapia e radioterapia para controlar a evolução do câncer. Em alguns casos, opta-se pela retirada parcial ou total do rim.

Chamada de pielonefrite, é um problema sério que causa inchaços nos rins e atrapalha o seu funcionamento. Os sintomas mais comuns são febre alta, dor nas costas e ao urinar, pus ou sangue na urina. Além disso, aumenta a necessidade de ir ao banheiro e o cheiro da urina pode ser mais forte.

Geralmente, essa infecção começa no trato urinário inferior, ou seja, as bactérias vão da uretra até a bexiga e rins. É um problema mais frequente em mulheres, uma vez que a uretra é mais curta, o que facilita a entrada de micro-organismos e as tornam mais suscetíveis às infecções renais.

O diagnóstico é realizado com testes de urina e de imagens. Geralmente, o tratamento é realizado com antibióticos. Em casos mais graves, há a necessidade de cirurgias para reparar algum problema no rim ou retirada de um pedaço do órgão que foi comprometido.

Também chamada de lesão renal aguda ou doença renal crônica, o problema acontece quando há uma perda súbita da capacidade dos rins de filtrarem resíduos como sais e líquidos do sangue. Nesses casos, os rins podem perder suas funções e o excesso de resíduos afeta a composição química do sangue.

Entre os sintomas, destacam-se a diminuição da produção de urina, retenção de líquidos, inchaços, sono em excesso, falta de apetite e de ar, cansaço, náusea e vômitos. Em casos mais graves, surgem ainda convulsões, coma e dores no peito.

A doença pode também ser assintomática, só ser detectada em exames de rotina ou quando há falência renal, ou seja, o rim deixa de funcionar. O problema é identificado por meio de exames de urina, sangue, testes de imagens e, em alguns casos, solicita-se uma biópsia renal.

O tratamento costuma ser mais complexo e exigir diálise, um procedimento que realiza a depuração (limpeza) do sangue. Deve ser realizado em ambulatório e as sessões duram de 3 a 4 horas, cerca de três vezes por semana.

O sangue é filtrado por meio de uma máquina de hemodiálise, em um filtro específico que substitui as funções que normalmente seriam realizadas pelos rins. Esse procedimento é necessário, na maioria das vezes, quando a função renal atinge menos de 10 % do total. No Brasil, atualmente, de acordo com o Censo Brasileiro de Nefrologia de 2019, cerca de 135 mil pessoas fazem hemodiálise.

“A doença renal crônica pode atingir uma pessoa em cada 10. É muito importante que os indivíduos que possuem fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes, idade acima de 60 anos, com histórico na família de doença renal, avaliem a sua saúde renal por meio de exames de urina e consulte um nefrologista”, completa Nascimento.

Como prevenir as doenças renais?

É importante que pessoas que tenham fatores de risco como hipertensão, diabetes, idade avançada e histórico familiar realizem exames para avaliar a função renal regularmente.

Beber água faz bem para os rins Imagem: Getty Images

Além disso, alguns hábitos podem contribuir com a saúde renal: manter uma dieta equilibrada, controlar o peso, atividade física regular e ingerir bastante água todos os dias.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/12/21/saude-dos-rins-conheca-as-doencas-mais-comuns-que-afetam-os-orgaos.htm

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