11 Causas de Cansaço Persistente (falta de força)

Cervicobraquialgia: principais causas e sintomas – Dr. Alberto Gotfryd

11 Causas de Cansaço Persistente (falta de força)

Cervicobraquialgia significa dor que inicia no pescoço e irradia para o braço. Os sintomas podem ser unilaterais ou bilaterais. Existem diversas causas para surgimento de cervicobraquialgia, sendo compressões nervosas na coluna as mais comuns. Entretanto, há outras condições ortopédicas e clínicas capazes de produzir sintomas semelhantes.

Como compressões no pescoço produzem dor no braço?

Os nervos dos membros superiores se originam da coluna. Cada parte do membro é suprida por um nervo específico, que confere sensibilidade e força motora.

Dessa forma, nas cervicobraquialgias, os pacientes percebem dor e/ou fraqueza em locais específicos (escápula, ombro, braço, antebraço ou dedos das mãos) oriundas de problemas da coluna.

Assim, o médico especialista em coluna realiza exame físico que permite formular hipóteses diagnósticas responsáveis pelo surgimento do problema.

Distribuição dos dermátomos cervicais. Cada parte do membro superior é suprida por determinada raiz nervosa.

Dor referida diz respeito a presença de sintomas distantes da origem do problema. Exemplo típico é compressão de nervo na região cervical seguida de dor e formigamento no braço.


Quais problemas de coluna podem causar cervicobraquialgia?

As causas mais comuns de dor cervical com irradiação para o braço são hérnia de disco e estenose (estreitamento) do canal cervical.  Além disso, causas menos frequentes são fraturas, tumores e infecções da coluna.

Sintomas

Na compressão de nervos na coluna cervical, são comuns os seguintes sintomas:

  • Dor no pescoço, escápula (popular “asa”), ombro e braço;
  • Formigamento até os dedos das mãos;
  • Sensação de choque;
  • Perda de força.

Exame físico pelo médico especialista em coluna

Faz parte da rotina de exame físico do médico especialista em coluna avaliação da sensibilidade, da motricidade (força de diferentes grupos musculares) e dos reflexos tendinosos profundos dos membros superiores e inferiores.

Teste de força motora do músculo bíceps braquial.

Cada reflexo tendinoso ocorre por ação de determinado nervo. Dessa forma, nas compressões nervosas pode haver diminuição (hiporreflexia) ou ausência (arreflexia) do reflexo. Por outro lado, lesões medulares produzem aumento dos reflexos (hiperreflexia). Para testar reflexos tendinosos, o médico utiliza martelo específico para essa finalidade.

Exemplo de martelo usado para teste de reflexos tendinosos profundos.

Exemplo de dois testes distintos de reflexos: bicipital à esquerda e tricipital à direita

Outra manobra importante é o Teste de Spurling. Trata-se de teste provocativo, que visa reproduzir sintomas dolorosos. Quando positivo, ocorre piora da dor e do formigamento no braço. Essa informação, portanto, é sugestiva de compressão nervosa na região cervical.

Teste de Spurling para hérnia de disco cervical.

Exames de imagem

Quando há suspeita clínica de compressão nervosa na coluna (hérnia de disco ou estenose do canal cervical), a confirmação diagnóstica é feita por meio de ressonância magnética (RM).

  Entretanto, se houver contraindicação para ressonância magnética (ex. pacientes com marca-passo), pode-se utilizar tomografia computadorizada.

Por fim, em algumas situações clínicas específicas pode ser indicado eletroneuromiografia, exame que avalia condução nervosa dos braços e pernas.

Ressonância magnética mostrando compressão nervosa (círculo amarelo).

Ombro doloroso

Dores no ombro frequentemente se assemelham àquelas provenientes da coluna. As causas mais comuns de dor no ombro são processos inflamatórios nos tendões (tendinites), além de inflamação da bursa (bursite).

Além disso, degeneração articular (artrose) também pode ser causa de dor no ombro. Entretanto, é possível diferenciar dores de origem do ombro e da coluna por meio de testes específicos durante exame físico.

Por fim, algumas pessoas podem ter combinação de problemas da coluna e do ombro.

Compressões de nervos periféricos:

Nessas situações, ocorre compressão nervosa em pontos específicos do membro superior. Não há compressão neural na coluna.

A compressão periférica mais comum é do nervo mediano na região punho, denominada “síndrome do túnel do carpo”.

Além disso, outra neuropatia compressiva frequente é do nervo ulnar ao nível do cotovelo, conhecida como “síndrome do túnel cubital”, acompanhada por perda da sensibilidade do nervo anular e mínimo.

Síndrome do desfiladeiro cervicotorácico

Trata-se de problema decorrente de compressão de vasos sanguíneos e/ou nervos na região denominada canal cervicotorácico.

O canal cervicotorácico é a comunicação entre a raiz do pescoço e a axila e permite passagem do plexo braquial e dos grandes vasos da região cervical ao tórax.

As principais causas são costela cervical e síndrome dos escalenos (aumento anormal de volume dos músculos escalenos), que promove compressão de vasos e nervos).

Imagem do canal cervicotorácico, por onde passam vasos e nervos desde a base do pescoço ao tórax.

Durante o exame físico, a positividade do teste de Adson sugere compressão vascular no canal cervicotorácico (pulso radial se torna fraco ou ausente após realização de manobra específica).

Teste de Adson para avaliação de compressão vascular no canal cervicotorácico.

Herpes Zoster

Trata-se de causa menos frequente de cervicobraquialgia. Herpes zoster é doença causada pelo vírus Varicela zoster, caracterizada por erupção cutânea dolorosa que geralmente segue trajeto de única raiz nervosa. É mais comum em idosos e pacientes imunossuprimidos.

Neuropatia periférica

Trata-se de doença dos nervos periféricos caracterizada por dor, formigamentos e fraqueza muscular dos braços e das pernas. Acomete tanto homens quanto mulheres, geralmente após 40 anos de vida.

Pode ocorrer em decorrência de diversas causas, como diabetes mellitus ou uso de medicações crônicas (quimioterápicos, antibióticos e estatinas). Além disso, outras causas comuns são doenças reumatológicas, alcoolismo e hipotiroidismo.

Não há cura para o problema e o tratamento tipicamente é feito por médico neurologista.

Infarto agudo do miocárdio

Em crises agudas de cervicobraquialgia não é raro suspeitar de infarto agudo do miocárdio (IAM).

No IAM, entretanto, frequentemente também estão presentes sintomas de dor no peito, sudorese, falta de ar, taquicardia (sensação de batedeira no peito), azia e náusea.

De qualquer forma, sempre que houver suspeita ou dúvida sobre IAM, deve-se procurar serviço de emergência clínica o mais rápido possível.

Источник: https://www.drgotfryd.com.br/cervicobraquialgia-entenda-as-principais-causas-e-sintomas/

Principais causas para falta de ar (dispneia)

11 Causas de Cansaço Persistente (falta de força)

O cansaço e falta de ar são sintomas que costumam andar juntos, por isso, são muitas vezes tratados pelos pacientes como se fossem a mesma coisa. Mas não são. 

A falta de ar, também chamada de dispneia, é uma sensação de dificuldade para respirar. É a impressão de que a quantidade de ar que entra nos pulmões é insuficiente. A dispneia pode se manifestar também como uma dificuldade para expulsar o ar já respirado.

Já o cansaço ou a fadiga é a dificuldade de se realizar esforços, mesmo que mínimos, como escovar os dentes ou pentear os cabelos. Esse sintoma é geralmente descrito pelos pacientes como uma falta de força ou desânimo para fazer tarefas que requeiram esforço, seja físico ou mental.

Outros termos também usados para descrever o cansaço são: exaustão, letargia, sonolência, fraqueza, astenia, falta de energia ou cansaço mental.

O cansaço e a falta de ar costumam estar juntos, mas podem surgir isoladamente.

Para saber mais sobre as causas de cansaço, leia: CANSAÇO – Principais causas.

Dispneia

A queixa de falta de ar pode ser real, quando paciente realmente tem alguma dificuldade de oxigenar o sangue, ou pode ser apenas uma sensação, quando o paciente refere dificuldade para respirar, mas ele efetivamente não apresenta nenhuma dificuldade de oxigenar os tecidos. Esse último caso costuma ocorrer nas crises de ansiedade.

Uma vez estabelecida que a queixa de falta de ar realmente indica uma má oxigenação tecidual, é preciso quantificá-la para avaliar a gravidade do caso.

Para poder distinguir as queixas de falta de ar da ansiedade das dispneias reais, é preciso entender como funciona a captação e utilização do oxigênio do ambiente.

O ar entra nas vias aéreas, desce pela traqueia e chega aos pulmões. Nos alvéolos pulmonares ocorre o que chamamos de trocas gasosas. O oxigênio vai para o sangue, e o gás carbônico (CO2), que estava no sangue, vai pra o alvéolo para ser devolvido às vias aéreas e expelido na respiração. Portanto, inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico.

O oxigênio não fica “solto” no sangue. Ele precisa das hemácias (glóbulos vermelhos) para ser transportado para os tecidos. Uma vez nos tecidos, as células usam o oxigênio para produzir energia. Esse processo produz CO2, que é captado novamente pelas hemácias e levado em direção aos pulmões para se reiniciar o ciclo.

A falta de ar é um sintoma que surge quando o cérebro recebe a informação de que a quantidade de oxigênio nos tecidos está baixa e não é suficiente para a sobrevivência das células ou quando a quantidade de CO2 está alta.

A falta de ar verdadeira pode, então, acontecer por vários mecanismos:

  • Quando o nível de oxigênio no ar está baixo.
  • Quando algo obstrui nossas vias aéreas e não conseguimos respirar adequadamente.
  • Quando o coração está fraco ou há alguma obstrução ao fluxo sanguíneo e não se consegue levar sangue oxigenado para os tecidos.
  • Quando há algum problema no pulmão que impede a troca dos gases (gás carbônico e oxigênio).
  • Quando o sangue não consegue transportar oxigênio adequadamente, como nos casos de anemia grave ou hemácias defeituosas.

Sintomas da falta de ar

Assim que o cérebro recebe a informação de há má oxigenação dos tecidos, a primeira providência é aumentar a frequência e intensidade da respiração. Em adultos a frequência respiratória média varia entre 12 a 20 incursões por minuto. Chamamos de taquipneia quando a frequência está acima de 20.

Não conseguimos contar a nossa própria frequência respiratória, pois uma vez que tomamos consciência da nossa respiração, ela passa a ser diferente. Quando nós médicos contamos a frequência respiratória dos pacientes, o fazemos sem que o mesmo se aperceba do fato.

O aumento da frequência respiratória é um processo de adaptação que ocorre a todo momento. Por exemplo, quando corremos precisamos gerar mais energia e por consequência, nossas células precisam de mais oxigênio. O que o cérebro faz? Aumenta a frequência respiratória e cardíaca. Mais oxigênio chega aos pulmões e mais sangue é transportado para os tecidos, resolvendo-se o problema.

Portanto, a primeira coisa que se faz frente a uma queixa de falta de ar, é contar a frequência respiratória. Não se espera que uma verdadeira falta de ar não venha acompanhado de aumento da frequência respiratória.

É importante salientar que uma pessoa com crise de pânico ou muito ansiosa pode perfeitamente estar respirando mais rápido pelo nervosismo, sem que isso indique falta de oxigenação real.

Quando a falta de ar começa a se intensificar, surgem alguns sinais de esforço respiratório. Um deles é o aumento e diminuição do diâmetro das narinas enquanto puxamos o ar. Este sinal é chamado de batimento de asa do nariz. Indica esforço para se puxar o ar.

Outros sinal de esforço é quando podemos notar a contração dos músculos do peito e da barriga enquanto se respira. O uso dos músculos acessórios da respiração é um sinal de desespero do organismo tentando aumentar de qualquer maneira o aporte de oxigênio para os pulmões.

Esse sinais podem ser vistos após exercícios extenuantes. Nesse caso não há problemas pois após o repouso, em questão de minutos, a oxigenação adequada se restabelece.

Um sinal de gravidade da falta de ar é a presença de cianose, que é a tonalidade arroxeada dos dedos, lábios e nariz. A hemácia quando rica em oxigênio fica avermelhada, e quando pobre, arroxeada. Quando as hemácias possuem pouco oxigênio, podemos notar esse tom mais roxo na regiões mais finas da pele.

Pessoas com problemas pulmonares crônicos apresentam um alargamento das pontas dos dedos, chamado de baqueteamento digital pelo fato dos dedos ficarem parecidos com baquetas de tambor.

Nem todo mundo com dispnéia precisa se apresentar com os sinais de gravidade descritos acima. Pode-se ter apenas falta de ar e o único sinal ser a taquipnéia. Para se saber então se a dispnéia indica alguma doença ou não, temos que avaliar qual o grau de oxigenação do sangue.

Isto pode ser feito através do oxímetro de pulso, que é aquele aparelhinho que se coloca nos dedos dos pacientes. A saturação normal de oxigênio é maior que 95%. Valores abaixo de 90% indicam insuficiência respiratória.

Se houver algum sinal clínico ou algo na história que aponte para uma causa de dispnéia, solicita-se uma gasometria arterial, uma análise onde se colhe sangue de uma artéria para se medir diretamente os níveis de oxigênio e CO2 do sangue.

Na gasometria identifica-se facilmente aqueles com falta de ar por ansiedade uma vez que o nível de oxigênio encontra-se bem alto e o de CO2 bem, baixo devido a rápida respiração, fato que não ocorre nas causas reais de dispneia.

Causas de falta de ar

As principais doenças que podem provocar falta de ar são:

Tratamento da falta de ar

O tratamento depende da causa. Se for devido a uma pneumonia, trata-se com antibióticos; Se for por insuficiência cardíaca, usa-se diuréticos; Se for anemia, trata-se com transfusão de sangue, e assim por diante.

Enquanto a causa da dispneia não for resolvida, é importante assegurar que o paciente tenha sempre saturações de oxigênio adequadas para não entrar em colapso.

Quando há saturação de O2 está reduzida, o tratamento deve ser feito com oxigênio suplementar. Se mesmo com oxigênio em volumes altos o paciente ainda não for capaz de manter boas saturações, faz-se necessária a intubação e adaptação a um ventilador mecânico.

Alguns pacientes com doença pulmonar crônica, tipo enfisema, precisam de oxigênio suplementar com frequência, e às vezes, passam mais de 12 horas por dia com O2 em máscara.

Falta de ar na gravidez

A dispneia é muito comum na gravidez. Até 2/3 das gestantes se queixam de falta de ar, fato que normalmente inicia-se no segundo trimestre. A dispneia da gestação costuma ser pior quando a grávida encontra-se sentada e não apresenta relação com esforço físico.

Alguns fatores contribuem para essa dispneia:

  • Anemia que ocorre em toda gravidez.
  • Elevação do diafragma pelo feto, principalmente no 3 trimestre
  • Excesso de progesterona, que por si só causa aumento da frequência respiratória

Apesar de comum, é importante não confundir a dispneia normal da gestante com dispneia causada por doenças pulmonares ou cardíacas que podem muito bem ocorrer em quem está grávida. Um exame físico e uma boa história clínica costumam fazer essa distinção.

Источник: https://www.mdsaude.com/pneumologia/falta-de-ar-dispneia/

Hipotireoidismo e até depressão: o que seu cansaço está querendo te dizer?

11 Causas de Cansaço Persistente (falta de força)

Há poucos anos, na praia, a administradora Carolina Godoy, de 35 anos, começou a sentir um sono incontrolável. “Não era preguiça que se resolvia com cochilo. Eu sentia necessidade de dormir. Às vezes, dormia até sentada”, lembra. Somando-se o inchaço no corpo sem motivo aparente, desconfiou que algo andava errado.

De volta a São Paulo, onde mora, seus exames de sangue apontaram que a tireoide estava desregulada. “Jamais imaginei que seria isso, porque ninguém na família tem esse problema”, comenta. Por orientação de um endócrino, começou a ser medicada para controlar um hipotireoidismo.

À época, a situação se normalizou. Um ano e meio mais tarde, porém, o cansaço voltou a se manifestar, tão intenso quanto antes. “Eu tinha preguiça de fazer as coisas, uma indisposição, só vontade de dormir”, relata. Não deu outra: as funções da tireoide estavam novamente alteradas, o que levou o médico a aumentar a dosagem e indicar o uso contínuo da medicação.

Quando o cansaço indica um problema de saúde

Imagem: iStock Hipotireoidismo é apenas uma das várias doenças que têm o cansaço como indício. “Este talvez seja um dos sintomas mais comuns”, diz Francisco Torggler Filho, clínico geral e geriatra do Hospital Sírio-Libanês.

O diagnóstico do cansaço é clínico e, de acordo com o especialista, “se caracteriza por uma sensação generalizada de fraqueza e de falta de vitalidade, que afeta a capacidade de trabalhar e de realizar tarefas intelectuais e mesmo as habituais, do dia a dia, além de sonolência, sem que esteja associado a outros sintomas específicos”.

Há que se lembrar, é claro, que a exaustão constatada depois de um esforço fora da rotina é esperada e normal, bem como aquela relacionada à falta de preparo físico. O problema é quando a fraqueza se mostra intensa e se estende por mais tempo que uma óbvia reação diante de estímulos extras.

“Toda sensação de cansaço persistente e duradoura, fora do seu nível habitual e que esteja afetando as atividades habituais da vida diária deve ser considerada como potencialmente anormal e ser avaliada pelo médico para um diagnóstico correto”, ressalta Mauro Iervolino, clínico geral do Hospital Israelita Albert Einstein.

Abaixo, listamos algumas patologias bastante comuns associadas ao cansaço. Procure um médico, caso identifique tais situações na sua rotina:

Fontes: Mauro Iervolino (clínico geral), Paulo Rosenbaum (endocrinologista), Pedro Wey (otorrinolaringologista), Ricardo B.

Magaldi (pneumologista), Marcelo Franken (cardiologista), Jacyr Pasternak (infectologista) e Ana Merzel (coordenadora do serviço de psicologia), do Hospital Israelita Albert Einstein, e Francisco Torggler Filho (clínico geral e geriatra), do Hospital Sírio-Libanês.

Hipotireoidismo

O que é: problema decorrente da diminuição da produção do hormônio da tireoide, que leva à redução de várias funções no organismo.

Por que ocorre o cansaço: um organismo com funcionamento lento deixa a pessoa sem pique.
Como o cansaço se manifesta: diminuição de disposição e raciocínio, sonolência.

Sintomas associados: pele seca, queda dos cabelos, sensação de frio, constipação intestinal, falta do apetite, inchaço.

Diabetes

O que é: produção insuficiente de insulina ou quando o hormônio não consegue agir adequadamente, provocando aumento da glicose no sangue.

Por que ocorre o cansaço: a falta ou dificuldade da ação da insulina provoca o acúmulo de glicose no sangue, aumentando o volume de urina e provocando desidratação. Os carboidratos ingeridos, que deveriam ser utilizados para gerar energia, não são aproveitados.

Como o cansaço se manifesta: indisposição, fraqueza, fadiga.
Sintomas associados: excesso de fome, de sede e de urina, perda de peso e de força, disposição e até alterações do nível de consciência.

Anemia

O que é: desordem sanguínea causada pela redução de hemoglobina e glóbulos vermelhos, podendo ser decorrente da deficiência na produção ou do excesso de destruição destes elementos.

Por que ocorre o cansaço: com a taxa de glóbulos vermelhos reduzida no sangue, o transporte de oxigênio dos pulmões para todo o organismo é prejudicado; menos oxigênio disponível para as células causa maior sensação de cansaço.

Como o cansaço se manifesta: falta de energia, menor disposição, fraqueza.
Sintomas associados: pele e mucosas pálidas, indisposição, batimentos cardíacos acelerados.

Apneia do sono

O que é: a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é a interrupção recorrente do fluxo de ar na via aérea superior durante o sono, com baixa dos níveis de oxigênio e despertares frequentes.

Por que ocorre o cansaço: a fragmentação do sono por conta das pausas respiratórias constantes impedem que a pessoa atinja as fases mais profundas do sono.
Como o cansaço se manifesta: fadiga, sensação de sono não reparador.

Sintomas associados: falta de concentração, sonolência diurna, alterações de humor, perda de memória, déficit de atenção.

Enfisema pulmonar e bronquite crônica

O que são: doenças pulmonares bastante associadas à exposição ao cigarro (fumantes ativos e passivos), que provoca lesão dos alvéolos pulmonares, inflamação das vias aéreas e contração da musculatura que envolve os brônquios.

Por que ocorre o cansaço: tais alterações comprometem a capacidade de oxigenação do sangue.
Como o cansaço se manifesta: cansaço diante de esforços e falta de ar.

Sintomas associados: tosse produtiva (elimina a secreção) e chiado no peito.

Asma

O que é: doença crônica de inflamação das vias aéreas (brônquios e bronquíolos), que está relacionada a fatores genéticos e ambientais ou situações a que estamos expostos no dia a dia.

Por que ocorre o cansaço: a inflamação pode levar a crises de asma, quando ocorre edema da mucosa dos brônquios, aumento da secreção das vias aéreas e contração da musculatura que envolve os brônquios. Desta forma, fica mais difícil para o ar passar pelos brônquios.

Como o cansaço se manifesta: falta de ar, cansaço muscular.
Sintomas associados: tosse recorrente, desconforto no peito e chiado.

Insuficiência cardíaca

O que é: quando o coração não consegue bombear o sangue adequadamente, o que leva ao acúmulo de sangue em outros órgãos.

Por que ocorre o cansaço: há um extravasamento de líquido da região vascular para onde deveria ter ar, onde ocorrem as trocas gasosas e, com isso, pode surgir o cansaço.

Como o cansaço se manifesta: falta de ar, dificuldade para respirar, fadiga diante de esforço, fraqueza, pouca força, falta de ânimo.
Sintomas associados: inchaço, tosse, ganho de peso, perda de apetite, náusea e vômito.

Depressão

O que é: doença caracterizada pelo humor triste e desânimo crônicos, podendo também afetar outras esferas, como a cognição e a psicomotricidade –integração das funções motoras e psíquicas.

Por que ocorre o cansaço: a pessoa perde a vontade de realizar atividades e se sente desmotivada, com cansaço constante.
Como o cansaço se manifesta: fadiga, perda de energia, sem ânimo para atividades diárias.

Sintomas associados: baixa autoestima, humor deprimido, desânimo, perda de interesse e da capacidade de sentir prazer, apetite alterado, pessimismo, entre outros.

Insuficiência coronária

O que é: quando alguma artéria coronária se encontra entupida, o coração sofre, bombeando menos sangue, o que provoca o acúmulo desse sangue em outros órgãos.

Por que ocorre o cansaço: diante do acúmulo de sangue, há um extravasamento de líquido da região vascular, gerando o cansaço.
Como o cansaço se manifesta: falta de ar, fadiga.

Sintomas associados: dor no peito, tosse seca, tontura, inchaço, má circulação, entre outros.

Gripe

O que é: doença infecciosa provocada pelo vírus influenza.
Por que ocorre o cansaço: o corpo usa todas as energias para combater os microorganismos.

Como o cansaço se manifesta: fraqueza, falta de força.

Sintomas associados: febre alta, dor muscular, náusea e vômito, além de sintomas de infecção respiratória baixa –tosse, dor torácica.

Mas não é só. O cansaço ainda pode ser indicação de outros problemas de saúde, entre os quais:

  • Anorexia e outros distúrbios alimentares
  • Doença renal crônica
  • Insuficiência hepática
  • Fibromialgia
  • Lúpus
  • Artrite
  • Síndrome de fadiga crônica
  • Alergia ao glúten
  • Câncer
  • Lúpus e outras doenças autoimunes
  • Doenças musculares e neurológicas
  • Estresse
  • Hipertensão

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2017/07/25/o-que-seu-cansaco-esta-querendo-te-dizer.htm

Cansaço e sono excessivo: 8 possíveis causas e o que fazer

11 Causas de Cansaço Persistente (falta de força)

O cansaço excessivo geralmente indica falta de tempo para descansar, mas também pode ser um sinal de algumas doenças como anemia, diabetes, alterações da tireoide ou até mesmo depressão. Normalmente, nos casos de doença a pessoa sente-se cansada e sem forças, mesmo após ter uma noite de descanso.

Assim, ao se identificar o cansaço frequente é aconselhado observar se existem outros sintomas associados e buscar auxílio médico para iniciar o tratamento adequado. Enquanto se espera pela consulta, o que se pode fazer para combater este cansaço excessivo é utilizar remédios caseiros para o cansaço.

As 8 doenças que podem causar cansaço excessivo e frequente são:

1. Diabetes

A diabetes descompensada causa cansaço frequente porque nela a glicose do sangue não chega a todas as células e por isso falta energia no corpo para realizar as tarefas do dia a dia. Além disso o excesso de açúcar no sangue faz o indivíduo urinar mais, leva ao emagrecimento e diminuição dos músculos, assim é comum os diabéticos com hiperglicemia queixarem-se de cansaço muscular.

Que médico procurar: Endocrinologista e nutricionista, para que seja indicada a realização dos exames de glicemia em jejum e o teste da curva glicêmica, estabelecimento do plano nutricional de acordo com o resultado dos exames e seja feito o acompanhamento do tratamento.

O que fazer para combater a diabetes: Deve-se tomar os remédios receitados pelo médico e ter cuidados com a alimentação, evitando alimentos ricos em açúcar, além de ser importante praticar atividade física de forma regular. Veja o que comer na diabetes.

2. Anemia

A falta de ferro no sangue pode causar cansaço, sonolência e desânimo. Nas mulheres esse cansaço se torna ainda maior na época da menstruação, em que as reservas de ferro no organismo diminuem ainda mais.

Que médico procurar: Clínico geral ou ginecologista, no caso das mulheres, para que seja verificado se o fluxo menstrual é normal e se não há alterações como a menorragia, por exemplo. Para identificar a anemia é necessária a realização do hemograma.

O que fazer para combater a anemia: Deve-se consumir alimentos ricos em ferro, de origem animal e vegetal, diariamente, como por exemplo carnes vermelhas, beterraba e feijão. Além disso, em alguns casos pode ser necessária o uso de suplemento de ferro, que deve ser recomendado pelo médico ou pelo nutricionista. Veja um bom remédio caseiro para anemia.

3. Apneia do sono

A apneia do sono é caracterizada pela parada da respiração durante o sono, que pode acontecer por breves períodos e várias vezes durante a noite, prejudicando o sono e o descanso do indivíduo. Ao dormir mal, é normal acordar muito cansaço, ter cansaço muscular e sentir sono durante o dia. Conheça outros sinais ajudam a identificar a apneia do sono.

Que médico procurar: Médico especialista em distúrbios do sono, que pode solicitar um exame chamado polissonografia, que verifica como é o sono da pessoa.

O que fazer para combater a apneia do sono: É importante descobrir a sua causa para o médico consiga indicar a melhor alternativa para melhorar o sono.

Assim, se a apneia for devido ao excesso de peso, pode ser recomendada a realização de dieta e uso de uma máscara CPAP própria para dormir.

Caso seja devido ao tabagismo, é recomendado evitar, assim como o consumo de álcool e medicamentos sedativos ou tranquilizantes, sendo importante procurar orientação do médico para ajustar a dose ou alterar o medicamento.

Um dos sintomas típicos da depressão é o cansaço físico e mental frequente, em que o indivíduo fica sem ânimo de realizar suas tarefas diárias e até mesmo de trabalhar. Apesar de ser uma doença que afeta a parte mental da pessoa, ela também acaba afetando o corpo.

Que médico procurar: O mais indicado é o psiquiatra, pois dessa forma é possível identificar os sinais indicativos de depressão e iniciar o tratamento adequado, que normalmente é feito com medicamentos e terapia.

O que fazer para combater a depressão: É aconselhado ser acompanhado por um psicólogo e um psiquiatra que pode indicar o uso de medicamentos, em alguns casos, no entanto é importante também realizar atividades que antes eram prazerosas, pois assim é possível modificar a resposta cerebral e melhorar o humor. Entenda melhor como é feito o tratamento da depressão.

5. Fibromialgia

Na fibromialgia há uma dor no corpo todo, principalmente nos músculos, e se associa com cansaço frequente e persiste, dificuldade de concentração, alterações de humor, dificuldade para realização das tarefas do dia a dia, podendo interferir no desempenho profissional, além de também poder afetar o sono, de modo que a pessoa já acorda cansada, como se não tive descansado nada durante a noite. Veja como identificar a fibromialgia.

Que médico procurar: Reumatologista que pode solicitar uma série de exames para excluir outras causas, mas o diagnóstico é feito com a observação dos sinais e sintomas da doença e realização de um exame físico específico.

O que fazer para combater a fibromialgia: Recomenda-se tomar os remédios receitados pelo médico, fazer exercícios como Pilates, Yoga ou Natação, para promover o alongamento dos músculos e mantê-los devidamente fortalecidos para se tornar mais resistente a dor.

6. Doenças cardíacas

A arritmia e a insuficiência cardíaca podem causar cansaço e tonturas frequentes. Nesse caso, o coração não tem forças suficientes para fazer uma boa contração para enviar sangue para todo o corpo e por isso o indivíduo está sempre cansado.

Que médico procurar: Cardiologista, que pode pedir exame de sangue e eletrocardiograma, por exemplo.

O que fazer para combater as doenças cardíacas: Ir ao cardiologista e tomar os remédios receitados por ele. Além disso cuidar da alimentação, evitando gorduras e açúcar, e praticar exercícios supervisionados e de forma regular. Confira 12 sinais que podem indicar problemas no coração.

As infecções como gripes e resfriados podem causar muito cansaço porque, nesse caso, o corpo tenta usar todas as energias para combater os microrganismos envolvidos. No caso de infecções, além do cansaço pode-se observar outros sintomas, como a febre e a dor muscular, que devem ser investigadas pelo médico.

Que médico procurar: Clínico geral, que pode pedir exames de sangue ou outros mais específicos, dependendo dos sintomas envolvidos. De acordo com o resultado do exame, a pessoa pode ser encaminhada para um médico mais especializado, como por exemplo o infectologista.

O que fazer para combater as infecções: Após descobrir de que infecção se trata, o médico poderá prescrever o medicamento para curar a doença. Ao seguir todas as recomendações médicas, a cura pode ser alcançada e todos os sintomas relacionados à infecção, incluindo o cansaço, desaparecem.

8. Alterações da tireoide

Como os hormônios tireoidianos são responsáveis por manter o metabolismo no seu ritmo normal, quando estão afetados pode haver cansaço como resposta a alteração. Veja como saber se pode estar com alguma alteração da tireoide.

Que médico procurar: Endocrinologista, que pode pedir o exame de sangue TSH, T3 e T4 com o objetivo de verificar o funcionamento da glândula tireoide.

O que fazer para combater as alterações da tireoide: É importante tomar os medicamentos receitados pelo médico para manter os níveis hormonais sob controle, porque assim o metabolismo volta ao normal e o cansaço desaparece.

Uma das melhores formas de combater o cansaço é tendo tempo suficiente para descansar e para dormir um sono reparador.

Agendar umas férias pode ser uma boa solução para diminuir o estresse e o ritmo de trabalho, mas se mesmo isso não for o suficiente, deve-se ponderar a possibilidade de marcar uma consulta médica para investigar o que pode estar causando o cansaço excessivo.

Além disso, é recomendado baixar o peso, caso seja necessário, e seguir o tratamento no caso de doenças como diabetes, infecções e alterações na tireoide.

Источник: https://www.tuasaude.com/8-doencas-que-causam-cansaco-excessivo/

Cansaço constante pode ser sinal de problema de saúde

11 Causas de Cansaço Persistente (falta de força)

Você se sente cansado mesmo após uma boa noite de sono? Não se sente relaxado nem depois de voltar do final de semana? Tem vontade de voltar para a cama logo depois de acordar? O cansaço é uma resposta natural do organismo à correria e ao estresse do dia a dia. Mas quando ele se torna excessivo e constante, é melhor investigar: ele pode ser sinal de que algo não está muito bem com a sua saúde.

O excesso de tarefas e preocupações do dia a dia, a agenda lotada e corrida e a competitividade do mundo moderno deixam qualquer um cansado.

No entanto, essa fadiga tende a ser pontual: ou seja, ela melhora após um bom período de descanso.

Quando isso não acontece e a sensação de cansaço permanece por um longo tempo e se torna tão intensa que não há ânimo para fazer as tarefas mais simples, é importante buscar ajuda médica para avaliar adequadamente suas causas.

“O cansaço constante pode ser sintoma de várias doenças.

As mais comuns são distúrbios de sono, estresse, depressão, hipotireoidismo, anemia, carência de determinadas vitaminas, doenças cardiovasculares e pulmonares, infecções e até tumores”, aponta o neurologista Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo. “Por isso é importante procurar auxílio médico para encontrar as causas do problema e seguir com um tratamento adequado”, diz.

Sinal de alerta

A fadiga é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com o coração. Quando o coração está dilatado ou fraco, ele não bombeia o sangue com eficiência, causando a sensação de cansaço. Esse é o caso de doenças como angina, insuficiência cardíaca e arritmia.

O cansaço constante também é um dos sintomas de doenças pulmonares. Nas doenças pulmonares crônicas, como asma, hipertensão arterial pulmonar (HAP) e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), há problemas na troca de oxigênio no corpo. Com pouco oxigênio, a pessoa acaba se sentindo cansada mesmo após pequenos esforços.

O diabetes também pode causar a sensação de cansaço. Isso porque a doença, quando não está controlada, causa desequilíbrio no metabolismo, afetando a nutrição adequada e o controle de líquidos do corpo.

Se você já acorda cansado, pode ser que o problema esteja na hora de dormir. Distúrbios do sono, como apneia, síndrome das pernas inquietas ou insônia, prejudicam a qualidade do sono e o descanso apropriado. E as noites mal dormidas se refletem na sensação de cansaço durante o dia.

Má alimentação

Os alimentos são o combustível do corpo. Uma dieta rica em gordura e açúcar e pobre em vitamina e nutrientes não nutre o corpo adequadamente, não fornecendo energia suficiente para as atividades do dia a dia. Daí a sensação de fadiga.

A deficiência de vitaminas e a anemia ferropriva (deficiência de ferro no organismo) são umas das causas mais comuns da fadiga.

Além disso, alguma dietas muito restritivas podem ter déficit de albumina, o que tira a força do organismo e, consequentemente, causa a sensação de cansaço.

Fadiga crônica

Sentir-se cansado constantemente também pode ser sinal da chamada síndrome da fadiga crônica. “É uma coleção de sintomas que se manifesta principalmente por meio de uma queixa persistente em torno do cansaço, da falta de força, mesmo para as atividades triviais do cotidiano”, explica o psicanalista Christian Ingo Lenz Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP.

A síndrome é ainda pouco conhecida. Embora seja classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença do sistema nervoso, pouco se sabe sobre suas causas. Ela geralmente aparece depois de alguma doença infecciosa, como gripe, resfriado ou sinusite. Porém, mesmo após a cura desses males, o cansaço e a indisposição persistem — às vezes por mais de seis meses.

Cansaço mental

No mundo moderno, em que uma grande parcela da população trabalha em frente a um computador, e em que cada vez mais se exige pensamento rápido, criatividade e empreendedorismo, é muito fácil deixar o cérebro “cansado”. E exigir que o cérebro trabalhe com energia total por períodos muito longos pode causar o esgotamento mental, causando a sensação de cansaço.

“Podemos dizer que o excesso de demanda da química necessária para manter o corpo e a mente ativados se 'esgotam' em algum momento”, afirma Sergio Klepacz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo.

Essa química é composta por hormônios e neurotransmissores como cortisol e  noradrenalina.

E essas substâncias sofrem uma queda durante períodos de estafa, causando falta de atenção, dificuldade de memória, perda de concentração, desânimo e, é claro, cansaço — excessivo e constante.

Buscando ajuda

Se o problema persistir ou se agravar, é fundamental procurar auxílio médico para seguir com um tratamento adequado. “É fundamental o auxílio de um médico para o correto diagnóstico da causa. Só conhecendo a causa é possível tratar o problema”, alerta Anghinah. 

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Источник: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/02/20/cansaco-constante-pode-ser-sinal-de-problema-de-saude.htm

Por que sinto tanto cansaço e desânimo? – Blog CPAPS

11 Causas de Cansaço Persistente (falta de força)
Tempo de leitura 3 minutos

Você continua cansado mesmo após uma noite de descanso? Sente que o sono não foi reparador independentemente da quantidade de horas que dormiu? Saiba que o cansaço excessivo nem sempre é causado por falta de descanso, e pode ser um sinal de doenças como anemia, diabetes, tireoide, depressão e até mesmo apneia do sono. Continue lendo e entenda!

Veja também: Por que sentimos sono depois do almoço?

Cansaço excessivo: o que pode ser?

O cansaço excessivo é um forte sinal de que não está tendo tempo para descansar o suficiente. Mas, além disso, algumas doenças podem levar a sensação de cansaço extremo. Além do cansaço, é importante estar atento a outros sintomas que possam estar associados a alguma alteração no seu organismo.

Muitas pessoas acreditam que sentir cansaço e sono durante o dia são resultados apenas de uma noite mal dormida. Mas, esses sintomas podem ser sinais de algumas doenças como a apneia do sono.

O distúrbio é caracterizado por pausas respiratórias durante o sono, que podem se repetir mais de 60 vezes por hora, prejudicando o sono e o descanso. Uma característica muito comum de quem sofre com esse distúrbio, é ter um ronco alto e persistente.

Mas atenção, em alguns casos, a pessoa com apneia pode não ter presença do ronco, por isso é importante considerar outros sintomas desse distúrbio do sono.

A consequência disso é que mesmo após horas de descanso, a pessoa se sente extremamente cansada, fadigada com qualquer atividade do dia a dia, ter dificuldade de concentração, ficar mau humorada e entre outros inúmeros sintomas.

Você pode fazer o teste do sono e saber qual a possibilidade de ter apneia do sono, clique aqui e faça o teste.

Ao detectar, o primeiro passo é procurar um médico do sono para obter o diagnóstico. É muito provável que o médico peça exames, como a polissonografia, um exame que consiste em monitorar o sono por meio de sensores fixados no corpo.

Durante a polissonografia, que é popularmente conhecida como o “exame do sono”, são verificadas as ondas cerebrais, atividade respiratória, atividade cerebral, batimentos cardíacos e níveis de oxigênio no sangue enquanto o indivíduo dorme, além da movimentação dos olhos e das pernas.

Quais são os sintomas da apneia do sono?

Além do cansaço excessivo, um dos primeiros sintomas de alerta da apneia do sono é o ronco. Neste caso, os pacientes param de roncar por alguns instantes, mas pouco tempo depois, o som volta ainda mais forte, geralmente junto com tosses ou engasgos.

Além disso, acordar muitas vezes durante a noite pode ser uma consequência das paradas respiratórias que a apneia do sono ocasiona, o que também está diretamente relacionado com a sonolência diurna e com dores de cabeça matinais.

Isso acontece porque essas pausas respiratórias provocam a falta de oxigenação no cérebro, que resultam nas dores de cabeça ao acordar.

Boca e garganta seca, estresse e até impotência sexual – no caso dos homens – também merecem atenção. Em razão do ronco, a boca fica aberta durante o sono, portanto, as pessoas acometidas pela apneia do sono costumam acordar com a boca e a garganta seca.

Já o estresse está ligado a má qualidade do sono, que afeta o sistema nervoso, aumentando o hormônio do estresse, o cortisol.

A impotência sexual relaciona-se com a falta de oxigenação do cérebro que altera a produção de óxido nítrico, substância essencial para a ereção.

Caso sejam identificados alguns dos sintomas citados no tópico acima, é muito importante agendar o exame de polissonografia.

Como tratar a apneia do sono?

Após realizar a polissonografia, receber o diagnóstico e prescrição médica, é hora de iniciar o tratamento! No caso da apneia do sono, o método mais eficaz é a terapia com CPAP, um aparelho que envia fluxo de ar positivo constante às vias aéreas. O fisioterapeuta Eduardo Partata explica que microdespertares causados pela apneia do sono impedem que o paciente chegue à fase reparadora do sono, causando cansaço excessivo no dia seguinte.

“O uso do CPAP inibe esse problema ao manter as vias aéreas superiores abertas durante o sono, impedindo seu bloqueio e permitindo que a respiração flua. É importante que o usuário procure a ajuda de um especialista, que irá indicar o modelo correto de máscara e a configuração ideal do CPAP para o tratamento da apneia do sono”, ressalta Eduardo.

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Aqui no blog da CPAPS, você encontra as melhores dicas para dormir bem. Separamos outros conteúdos que podem te interessar. Confira abaixo:

Polissonografia: o exame que vai ajudar a melhorar seu sono

7 sintomas que podem apontar apneia do sono

Injeção contra ronco já está sendo testada no Brasil

Fonte: Eduardo Partata – fisioterapeuta – CREFITO – 3/121685-F

Источник: https://www.cpaps.com.br/blog/por-que-sinto-tanto-cansaco-e-desanimo/

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