12 tratamentos para parasitose (verminoses)

Remédios para vermes: 10 mais usados e como tomar

12 tratamentos para parasitose (verminoses)

O tratamento com remédios para vermes é feito em dose única, porém também podem ser indicados esquemas de 3, 5 ou mais dias, o que varia de acordo com o tipo de medicamento ou do verme a ser combatido.

Os remédios para vermes devem ser sempre tomados de acordo com a recomendação do médico e, geralmente são indicados quando são detectados vermes no exame de fezes ou quando existe suspeita da infecção através de sintomas, como fome excessiva, perda de peso acentuada ou alterações do trânsito intestinal, por exemplo. Confira os principais sintomas de vermes.

Os principais remédios utilizados e sua ação para cada tipo dos vermes mais comuns, são:

1. Albendazol

O Albendazol é um medicamento muito utilizado, pois combate grande parte das parasitoses intestinais, como Ascaridíase, Tricocefalíase, Enterobíase (oxiuríase), Ancilostomíase, Estrongiloidíase, Teníase e Giardíase. Sua ação consiste em degenerar as estruturas das células e tecidos dos vermes e protozoários, causando a morte destes parasitas.

Como usar: geralmente, a dose utilizada do Albendazol é de 400 mg, em dose única, para o tratamento de adultos e crianças acima de 2 anos, conforme a bula. Entretanto, em alguns casos, pode ser orientado pelo médico o uso por um período mais alargado, como por 3 dias em casos de Estrongiloidíase e Teníase, ou por 5 dias, em casos de Giardíase, por exemplo.

Efeitos colaterais mais comuns: dor abdominal, dor de cabeça, vertigem, enjoo, vômito, diarreia, urticária e elevações dos níveis de algumas enzimas do fígado.

2. Mebendazol

Este medicamento é utilizado para o tratamento de muitos tipos de vermes, pois destrói as funções das células responsáveis pela energia dos parasitas, causando a morte de vermes que causam doenças como Enterobíase (oxiuríase), Ascaridíase, Tricocefalíase, Equinococose, Ancilostomíase e Teníase.

Como usar: a dose recomendada, conforme a bula, é de 100 mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias, ou conforme orientação do médico, para adultos e crianças acima de 2 anos. Já a dose para tratar eficazmente a Teníase em adultos, pode ser de 200 mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias.

Efeitos colaterais mais comuns: dor de cabeça, tontura, queda de cabelo, desconforto abdominal, febre, vermelhidão na pele, alterações nas células sanguíneas e elevação dos níveis das enzimas do fígado.

3. Nitazoxanida

Também conhecida pelo nome comercial Annita, este medicamento é um dos mais eficientes no combate a diversos tipos de vermes e protozoários, pois atua inibindo as enzimas das células indispensáveis à vida dos parasitas, dentre eles a Enterobíase (oxiuríase), Ascaridíase, Estrongiloidíase, Ancilostomíase, Tricocefalíase, Teníase e Himenolepíase, Amebíase, Giardíase, Cripstosporidíase, Blastocitose, Balantidíase e Isosporíase.

Como usar: seu uso, geralmente, é feito com a dose de 500mg, de 12 em 12 horas, por 3 dias. Já a dose em crianças acima de 1 ano é de 0,375 ml (7,5 mg) da solução oral por kg de peso, de 12 em 12 horas, por 3 dias, conforme consta na bula, ou seguindo a orientação do médico.

Efeitos colaterais mais comuns: urina de cor esverdeada, dor abdominal, diarreia, enjoo, vômito, dor de cabeça, elevação dos níveis das enzimas do fígado e anemia.

É um vermífugo útil para o tratamento de Ascaridíase e Enterobíase (oxiuríase), e atua bloqueando a resposta muscular dos vermes, causando paralisia, por isso, eles podem ser eliminados ainda vivos pelo organismo.

Como usar: a dose recomendada deste medicamento é orientada pelo médico, sendo que, conforme a bula, para tratar a Enterobíase é de 65 mg por kg de peso, por dia, durante 7 dias, para adultos e crianças. No caso da Ascaridíase, a dose é de 3,5 g, por 2 dias, para adultos e 75 mg por kg de peso, por 2 dias, para crianças.

Efeitos colaterais mais comuns: enjoo, vômitos, diarreia, dor abdominal, vermelhidão, urticária e tontura.

5. Pirantel

É um anti-parasitário que também age paralisando os vermes, que são expelidos vivos pelos movimentos intestinais, útil para combater infecções como Ancilostomíase, Ascaridíase e Enterobíase (oxiuríase). 

Como usar: a dose recomendada pela bula do medicamento é de 11 mg por kg de peso, com dose máxima de 1 g, em dose única, para adultos e crianças, podendo-se repetir o tratamento após 2 semanas para garantir o tratamento da Enterobíase.

Efeitos colaterais mais comuns: falta de apetite, cólicas e dor abdominal, náuseas, vômitos, tonturas, sonolência e dor de cabeça.

6. Ivermectina

A Ivermectina é muito útil para o tratamento de larvas que causam a Estrongiloidíase, Oncocercose, Filariose, Escabiose e Pediculose, que são os piolhos, e mata estes parasitas ao alterar a estrutura de suas células musculares e nervosas.

Como usar: de acordo com a bula, a dose recomendada desta medicação é de 200 mcg por kg de peso, 1 vez ao dia, ou conforme indicação médica, para adultos e crianças com mais de 15 kg de peso. 

Efeitos colaterais mais comuns: diarreia, enjoo, vômito, fraqueza, dor abdominal, falta de apetite, prisão de ventre, tontura, sonolência, tremor, urticária.

7. Tiabendazol

Também é um medicamento útil na eliminação de larvas, sendo utilizada para tratar Estrongiloidíase, Larva migrans cutânea e Larva migrans visceral (toxocaríase), pois inibe as enzimas das células dos vermes, causando a sua morte.

Como usar: a dose recomendada pode variar de acordo com a indicação médica, mas costuma ser orientada a dose 50 mg para cada kg de peso (máximo de 3 g), dose única, para adultos e crianças, podendo ser necessários vários dias de tratamento para eliminar a Larva migrans visceral.

Efeitos colaterais mais comuns: enjoo, vômitos, secura na boca, diarreia, perda de peso, dor no estômago, dor abdominal, cansaço e tontura.

O secnidazol é um medicamento que interfere no DNA dos protozoários, causando a sua morte, sendo muito utilizado para o tratamento de Amebíase e Giardíase. 

Como usar: a dose recomendada deste medicamento é de 2 g, dose única, ou conforme orientação médica, para adultos. Para crianças, a dose é de 30 mg por kg de peso, sem ultrapassar a dose máxima de 2 g. Este remédio deve ser ingerido com um pouco de líquido, de preferência após o jantar.

Efeitos colaterais mais comuns: enjoo, dor no estômago, alteração do paladar, com gosto metálico, inflamação da língua e da mucosa da boca, diminuição do número de glóbulos brancos do sangue, tontura.

9. Metronidazol

É um antibiótico útil para diversos tipos de bactérias, entretanto, tem uma ótima ação contra protozoários que causam doenças intestinais como Amebíase e Giardíase, agindo ao interferir no DNA de bactérias e protozoários, causando sua morte. Além disso, também é muito utilizado para outros tipos de infecções por protozoários, como infecções vaginais por Gardnerella vaginalis e Tricomoníase.

Como usar: segundo a bula, o uso recomendado para tratar a Giardíase é de 250 mg, 3 vezes ao dia, por 5 dias, enquanto que, para tratar a Amebíase, é recomendado tomar 500 mg, 4 vezes ao dia, por 5 dias a 10 dias, o que deve ser orientado pelo médico. 

Efeitos colaterais mais comuns: dor abdominal, enjoo, vômito, diarreia, mucosite oral, alterações no paladar como gosto metálico, tontura, dor de cabeça, urticária.

10. Praziquantel

É um antiparasitário que serve para o tratamento de infecções como Esquistossomose, Teníase e Cisticercose, atuando ao causar paralisia do verme, que é morto em seguida pela ação da imunidade do corpo. 

Como usar: para tratar a Esquistossomose de adultos e crianças acima de 4 anos, são orientadas 2 a 3 doses de 20 mg por kg de peso, num único dia. Para tratar a Teníase, recomenda-se 5 a 10 mg por kg de peso, em dose única e para a Cisticercose, 50 mg/kg ao dia, dividido em 3 doses diárias, durante 14 dias, conforma a bula do medicamento.

Efeitos colaterais mais comuns: dor abdominal, enjoo, vômitos, dor de cabeça, tontura, fraqueza e urticária.

Em alguns casos, também é possível que a dose e a quantidade de dias de uso dos medicamentos citados varie, conforme indicação médica, caso haja particularidades no tratamento de cada pessoa, como a existência de uma imunidade prejudicada, como em casos de pessoas portadoras de AIDS, ou caso a infecção pelos vermes seja mais grave, como acontece em casos de hiperinfecção ou infecções de órgãos fora do intestino, por exemplo.

Quem não deve usar remédios para vermes

No geral, os remédios para vermes não devem ser usados por crianças menores de 2 anos, gestantes e mulheres em período de amamentação, exceto sob orientação médica. Deve-se ler a bula do medicamento atentamente, porque cada remédio pode ter contraindicações diferentes.

Existem opções de remédios naturais que podem ajudar a combater os vermes, entretanto nunca devem substituir o tratamento orientado pelo médico, sendo apenas opções complementares.

Alguns exemplos são comer sementes de abóbora, sementes do mamão ou tomar uma bebida de hortelã-pimenta com leite, por exemplo, mas não existem comprovações científicas da eficácia desses remédios caseiros para o tratamento. Confira informações em opções de remédios caseiros para vermes.

Como evitar se contaminar novamente

Os vermes podem estar sempre ao redor, na água sem tratamento, no chão e até na comida que não foi bem lavada. Por isso, para proteger da infecção por vermes, é importante seguir algumas dicas como:

  • Manter as mãos higienizadas, lavando-as com água e sabão, após uso de banheiros ou frequentar locais públicos;
  • Evitar roer unhas;
  • Evitar andar descalço, principalmente em chão com terra e lama;
  • Não beber água que não esteja devidamente filtrada ou fervida;
  • Lavar e higienizar as saladas e frutas antes de comer. Veja uma forma simples de lavar bem os vegetais antes de comer.

Veja, também, outras opções do que fazer para tratar e como se proteger dos vermes, no vídeo a seguir:

Источник: https://www.tuasaude.com/remedios-para-vermes/

Sintomas de Verminose (Parasitose Intestinal)

12 tratamentos para parasitose (verminoses)

Verminose ou parasitose intestinal é a condição na qual um parasito invade o sistema gastrointestinal e fica aderido à parede dos intestinos, passando a viver, se alimentar e se reproduzir.

Os principais grupos de parasitos intestinais são os protozoários e os helmintos.

Os protozoários são seres unicelulares e microscópicos. As principais parasitoses por protozoários nos humanos são provocadas por Entamoeba histolytica, Dientamoeba fragilis, Giardia lamblia, Blastocystis hominis, Cryptosporidium parvum e Isopora belli.

Já os helmintos são os vermes típicos, visíveis a olho nu, com corpo cilíndrico e órgãos internos. Podem medir desde centímetros até alguns metros de comprimento.

Os helmintos causadores de parasitose nos seres humanos mais comuns são: Ascaris lumbricoides, Ancilostomídeos, Enterobius vermicularis, Strongyloides stercolaris, Trichuris trichiura, Schistosoma mansoni, Taenia sp, Hymenolepis diminuta e Hymenolepis nana.

Para mais informações sobre as verminoses, acesse os seguintes artigos:

Sinais e sintomas de parasitose intestinal

Em geral, os sintomas mais comuns das verminoses são a diarreia, fezes sanguinolentas, anemia, dor abdominal, náuseas com ou sem vômitos, emagrecimento e perda do apetite.

É importante destacar, porém, que cada parasito provoca um quadro clínico diferente. Alguns causam mais diarreia, outros dor abdominal, há os que provocam perda de peso ou sangue nas fazes, etc.

Também há parasitoses que não provocam diarreia nem dor abdominal. Portanto, não há um conjunto de sinais e sintomas fixos que se encaixem em todas as verminoses.

É preciso avaliar cada parasito individualmente.

Sendo assim, o que vamos discutir resumidamente são os sinais e sintomas de cada uma das parasitoses intestinais mais comuns.

Amebíase

Amebíase é o nome da doença causada pela ameba Entamoeba histolytica, um protozoário que pode causar sintomas gastrointestinais.

Em cerca de 90% dos casos, o paciente contaminado não desenvolve doença e torna-se apenas um portador assintomático da ameba.

Nos 10% dos pacientes que apresentam doença, os sintomas mais comuns costumam ser dor abdominal, dor ao evacuar, intensa diarreia aquosa, com várias evacuações por dia e perda de peso.

O quadro da amebíase costuma ser mais arrastado que os das gastroenterites virais ou intoxicação alimentar, com piora dos sintomas ao longo de 1 a 3 semanas. Não é incomum haver também febre e diarreia sanguinolenta.

A maioria dos casos de amebíase é de leve a moderada intensidade, mas raramente, em cerca de 0,5% dos casos, a doença pode se apresentar de forma fulminante, com necrose intestinal, perfuração do cólon e peritonite grave.

Para informações mais completas sobre a amebíase, leia: Amebíase – sintomas, transmissão e tratamento.

Ancislostomose

A ancilostomose, também chamada de necatoríase, é uma parasitose intestinal provocada pelos nematódeos da família Ancylostomidae: Ancylostoma duodenale ou Necator americanus.

A contaminação com o Ancylostoma duodenale ou Necator americanus se dá através de contato direto da pele dos pés com o solo contaminado ou por ingestão acidental da larva presente no ambiente através de mãos contaminadas.

Após penetrar a pele, a larva viaja até os pulmões através dos vasos sanguíneos. Quando o paciente tosse, o parasito pode ser lançado dos pulmões em direção à cavidade oral e depois deglutido sem que o paciente perceba.

Se a contaminação inicial não tiver sido pela pele, mas sim por ingestão acidental da larva, essa primeira parte do ciclo não existe, indo o parasito diretamente para o trato gastrointestinal.

A ancilostomose é uma parasitose com quadro clínico predominantemente gastrointestinal. Antes do verme chagar ao intestino, os sintomas são discretos. No local de penetração do verme na pele pode haver uma pequena reação inflamatória, que provoca coceira. Durante a passagem pelos pulmões, o paciente costuma apresentar tosse seca.

Os sintomas típicos surgem quando o parasito migra para o intestino delgado. Nessa fase, o paciente pode apresentar náuseas, vômitos, diarreia, cansaço, aumento do gases e dor abdominal.

O principal problema da ancilostomose é a anemia e a desnutrição, pois o parasito consome sangue e proteínas. Em crianças, pode haver desaceleração do crescimento e alterações no desenvolvimento neurológico.

Para mais detalhes sobre a ancilostomose, leia: Ancilostomose – transmissão, sintomas e tratamento.

Ascaridíase

A ascaridíase é uma parasitose intestinal causada pelo helminto Ascaris lumbricoides.

Na maioria dos casos, a infecção é assintomática. Entretanto, nos pacientes com número elevado de vermes no trato gastrointestinal sintomas respiratórios e gastrointestinais podem existir.

A larvas do Ascaris lumbricoides atravessam a parede do intestino delgado e alcançam a corrente sanguínea, migrando para os pulmões.

Um quadro inflamatório dos pulmões durante a breve passagem das larvas pelo sistema respiratório é bastante comum. Manifestações, como tosse seca, bronquite, febre e dor torácica são chamadas de síndrome de Loeffler.

Durante os episódios de tosse, é possível que o paciente ejete uma ou mais larvas de áscaris pela boca.

As larvas expelidas pela boca podem ser deglutidas acidentalmente, retornando para o sistema digestivo.

Os sintomas da ascaridíase relacionados ao sistema gastrointestinal são: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, distensão abdominal e perda de peso. Eliminação de vermes adultos visíveis nas fezes também pode ocorrer.

Crianças contaminadas podem apresentar desnutrição e atraso no crescimento.

Em casos de grande infestação de vermes, um “bolo” de áscaris pode causar obstrução intestinal, sendo necessária intervenção cirúrgica ou endoscópica para a remoção dos vermes.

Explicamos com mais detalhes todo o ciclo do Ascaris lumbricoides no artigo: Ascaridíase – transmissão, sintomas e tratamento.

Estrongiloidíase

A estrongiloidíase é uma verminose causada pelo helminto Strongyloides stercoralis.

A infecção humana ocorre quando há penetração da pele por larvas de Strongyloides stercoralis, geralmente por contacto direto com o solo contaminado por fezes humanas.

A maioria do pacientes infectados não apresenta sintomas relevantes. Quando há sintomas, o quadro mais comum é dor abdominal, geralmente ao redor do estômago, que pode vir acompanhada de vômitos, enjoos, diarreia ou perda de apetite.

Lesões na pele no local da penetração das larvas são comuns. O local mais habitual são os pés. Estas lesões são pequenas inflamações que podem coçar bastante. Em alguns casos, as lesões têm forma de serpente, evidenciando o caminho de migração da larva sob a pele.

Assim como ocorre nas outras verminoses que têm um ciclo pulmonar, sintomas respiratórios podem surgir durante a fase de migração das larvas pelos pulmões. Tosse, garganta irritada, falta de ar, febre e até expectoração sanguinolenta são alguns dos sintomas possíveis. Quadros semelhantes à asma ou pneumonia também podem ocorrer.

Para informações mais detalhadas sobre a estrongiloidíase, leia: Estrongiloidíase – transmissão, sintomas e tratamento.

Giardíase

A giardíase é uma verminose provocada pelo protozoário Giardia lamblia.

A maioria das pessoas contaminadas pela Giardia lamblia não apresenta sintomas. Nos casos sintomáticos os mais comuns são diarreia, dor abdominal, flatulência, náuseas, vômitos e emagrecimento.

Febre é um sinal menos comum e só ocorre em cerca de 15% dos casos sintomáticos.

Após uma fase aguda, cerca de 2/3 dos pacientes que tiveram sintomas apresentam melhora espontânea. 1/3, porém, desenvolvem a infecção crônica pela Giardia, mantendo-se infectados e sintomáticos por longos períodos. Na giardíase crônica, os sintomas mais comuns são:

  • Fezes pastosas.
  • Esteatorreia (fezes gordurosas e com forte odor).
  • Perda de peso.
  • Cansaço.
  • Depressão.

Um dos principais problemas da infecção pela Giardia é a síndrome de má absorção, caracterizada clinicamente pela perda de peso e esteatorreia. Até 40% dos pacientes desenvolvem intolerância à lactose.

Para mais informações sobre a giardíase, leia: Giardia lamblia – sintomas, transmissão e tratamento.

Oxiuríase ou enterobíase

A oxiuríase, também conhecida como enterobíase, é uma parasitose provocada pelo helminto Enterobius vermicularis ou Oxiurus vermicularis.

A maioria dos paciente infectados pelo oxiúrus não apresenta sintomas. Em geral, os sintomas surgem quando o paciente se reinfecta sucessivamente com o parasito, a ponto de ter uma grande quantidade de vermes no seu trato intestinal, o que pode ocorrer somente meses depois da contaminação inicial.

Quando o verme provoca sintomas, o mais comum é a coceira anal. Em alguns casos, a coceira é intensa e deixa o paciente inquieto e com dificuldade de dormir. Os vermes adultos podem migrar para locais além do ânus, como a região vaginal. Nas mulheres pode haver vulvovaginite (inflamação da vulva e da vagina), coceira e corrimento vaginal.

Ocasionalmente, em paciente que se auto contaminam repetidamente, a carga de vermes nos intestinos pode ser tão alta, que o paciente passa a sentir os sintomas típicos das parasitoses intestinais, tais como dor abdominal, dor para evacuar, náuseas e vômitos.

Para mais detalhes sobre a oxiuríase, leia: Oxiuríase (enterobíase) – infecção pelo enterobius vermicularis.

Tricuríase

A tricuríase é uma verminose causada pelo parasito Trichuris trichiura, um helminto de aproximadamente 4 cm de comprimento que habita o intestino grosso dos indivíduos infectados.

A imensa maioria dos pacientes contaminados com o Trichuris trichiura não apresenta sintomas. Em geral, somente os indivíduos com os intestinos infestados com centenas de parasitos é que desenvolvem sintomas de tricuríase.

Nos sintomáticos, o quadro clínico mais comum é de diarreia crônica, que pode vir acompanhada de muco ou sangue misturado às fezes. Distensão abdominal, enjoos, perda de peso, flatulência e anemia são outros sinais e sintomas possíveis.

Outro sinal típico, geralmente presente em crianças com contaminação maciça, é o prolapso retal, uma protusão de parte do reto através do ânus. Nestes casos, é comum conseguirmos ver vermes aderidos à mucosa do reto que está exteriorizada.

Ranger os dentes é sintoma de verminose?

O bruxismo, que é o ato de trincar ou ranger os dentes, costuma ser equivocadamente classificado como um sinal da presença de vermes. Crianças com bruxismo são facilmente rotuladas por familiares e conhecidos como portadoras de verminose.

A verdade, porém, é que existem diversas causas de bruxismo e na imensa maioria das vezes, o motivo real é outro que não uma verminose. A maioria das pessoas com verminose não tem bruxismo e a maioria das pessoas com bruxismo não tem verminose.

Comer terra é sinal de parasitose?

O ato de comer terra, pedaços de concreto, carvão, ou outros elementos não alimentares também é popularmente atribuído à presença de vermes. Neste caso, porém, há um fundo de verdade.

A presença de anemia, principalmente nas crianças, pode desencadear comportamentos alimentares bizarros.

Como algumas parasitoses podem causar anemia, tais como a ancilostomose, amebíase ou tricuríase, esse é um sintoma possível de verminose.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/sintomas-de-verminose/

Verme em crianças: sintomas e tratamento

12 tratamentos para parasitose (verminoses)

A nossa barriga possui uma gama gigantesca de microrganismos benéficos, que vivem harmoniosamente e compõem o que chamamos de flora intestinal, fundamental para o processo de digestão tanto das crianças, quanto dos adultos. Entretanto, como o nosso intestino é um ambiente propício para a vida de vários desses bichinhos, é muito comum que outros, que não nos fazem bem, cheguem até lá e se proliferem — a eles é dado o nome de parasitas.

Há muitos tipos de parasitas, mas os especialistas e estudos científicos costumam dividi-los em dois grandes grupos: os vermes, nome dado àqueles que possuem um tamanho maior e, portanto, podem ser vistos a olho nu, e os menores, compostos de apenas uma única célula, que recebem a nomenclatura de protozoários.

É comum que crianças desenvolvam essas parasitoses intestinais porque ainda estão desenvolvendo a sua flora intestinal.

Como surgem os vermes?

A transmissão de vermes está ligada às condições de higiene, como a falta de saneamento básico.

A principal forma de contágio é a oral, o que explica o alto número de casos em crianças pequenas, já que os pequenos costumam colocar a mão na boca o tempo inteiro.

Além disso, alguns alimentos podem estar contaminados com as ovas dos parasitas e, caso não sejam higienizados corretamente, também favorecem o aparecimento das parasitoses.

Há, ainda, animais que podem ser vetores, como é o caso dos caramujos, que transmitem a esquistossomose. Bichinhos de estimação, como gatos e cachorros, também podem ser vetores.

Para evitar o contágio, é importante que o animal ingira vermífugo, de acordo com a frequência adequada pelo veterinário, e que a criança nunca tenha acesso ao espaço em que os pets fazem cocô: os parasitas podem penetrar a pele da criança e causar irritações e inflamações, com risco de atingir até o pulmão e os olhos.

Quais são os principais tipos de vermes? E seus sintomas?

Muitos tipos de vermes e parasitas podem provocar efeitos nocivos para o intestino humano e de outros animais. Porém, listamos abaixo os tipos mais comuns e os sinais da sua presença no organismo humano.

Tênias: Existem quatro tipos de tênia, sendo que um dos tipos mais comuns é a  T. solium, comumente chamada de solitária. Todos os quatro tipos podem ser facilmente identificados na borda do ânus, tanto de crianças, quanto de adultos.

A infecção causada por esse tipo de microrganismo normalmente não apresenta sintomas. Porém, em alguns casos, podem aparecer sinais como náuseas, vômito, diarreia e dor no abdômen. Os pacientes também costumam relatar um desconforto na região do bumbum, devido à movimentação do bichinho.

Além disso, algumas pessoas também relatam sentir muita vontade de evacuar, em contrapartida à eliminação ínfima das fezes.

Caso a criança não receba tratamento adequado, os ovinhos da tênia podem ultrapassar as paredes do intestino através da corrente sanguínea e se alojarem no cérebro, olhos, músculos e órgãos como o coração. Em casos mais graves, o paciente pode desenvolver cegueira, convulsões, além de correr risco de morte.

Lombriga: Este é o nome popular para o parasita conhecido cientificamente pelo nome de Ascaris lumbricoides. A contaminação causa dor abdominal e sinais de má absorção, provocando a desidratação.

Caso a infecção pelo microrganismo não seja identificada precocemente, pode envolver o pulmão, causando pneumonia, com febre alta e, em casos  mais graves, a síndrome de Löffler, caracterizada pelo acúmulo de células do sistema imune nos pulmões. Conforme os bichinhos vão crescendo, é comum que os pacientes se queixem de obstruções da região do ânus.

Outras complicações possíveis de aparecer são: inflamação da vesícula ou dos canais biliares, pancreatite (inflamação do pâncreas) e peritonite, ou seja, a inflamação da camada que reveste os órgãos da barriga.

Oxiúrus: Este é o nome popular para os parasitas Enterobius vermicularis, pequenos vermes branquinhos que causam intensa coceira na região anal.

Caso a infecção atinja mulheres, é comum que seja acompanhada de inflamação da vulva e da vagina.

Alguns pacientes também podem apresentar outros sintomas ocasionais e genéricos como náuseas, vômito, perda de peso, dor no abdômen e para evacuar.

Esquistossomo: A infecção causada por esse tipo de verme ocorre por meio da penetração do microrganismo pela pele. A esquistossomose, popularmente chamada de barriga d’água, é frequente em regiões onde o saneamento básico seja precário e que possuem água onde habitam caracóis, os vetores da doença.

Os sintomas mais comuns são erupções cutâneas, febre, diarreia com presença de muco e sangue, calafrios, além de forte dor na barriga, dor nas articulações e nos músculos, aumento anormal e doloroso do fígado.

Caso não seja diagnosticada e tratada precocemente, a doença pode evoluir e comprometer funções realizadas pelo baço e fígado, como a filtração de todas as substâncias do corpo humano e a produção e armazenamento de glicose, respectivamente.

Giárdia: A giardíase é causada pelo verme giárdia e pode contaminar as crianças através de alimentos contaminados, água ou pelo contato com pessoas já infectadas. Comum em regiões em que as condições de higiene e saneamento são precárias, os principais sintomas da doença são a diarreia aguda ou crônica.

A desidratação também pode ser um dos sinais recorrentes, visto que os parasitas causam uma má absorção do intestino. Distensão do abdômen, aumento da frequência de flatulência e evacuação com cheiro forte são outros sintomas que merecem atenção.

Em casos mais graves, caso não seja tratada, pode ocasionar perda considerável de peso, anorexia e anemia.

Como se descobre que uma criança tem verme?

A forma mais comum de se descobrir a presença de vermes ou parasitas no intestino humano é na observação das fezes. Na maioria das vezes, eles são visíveis a olho nu. Entretanto, em alguns casos, exames microscópicos podem identificar os ovos nas amostras fecais.

É fundamental que logo após a comprovação do diagnóstico, o tratamento seja realizado, pois a presença das parasitoses está intimamente relacionada ao déficit no desenvolvimento cognitivo e físico das crianças, além de proporcionar problemas como a desnutrição. Estudos científicos mostram que pequenos com esses parasitas desenvolveram redução no peso e na altura.

Existe remédio pra verme? Como funciona o tratamento?

Sim. Porém, o que vai determinar a dose e o tipo do medicamento a ser receitado é o resultado do exame de fezes, que mostrará o tipo e se há ou não uma grande infestação no organismo da criança. A maioria dos pediatras receitam vermífugos, para terem certeza que todos os vermes e parasitas serão mortos, mesmo quando não há infestação.

Como evitar o contágio por vermes?

  • Como a maioria dos vermes é de fácil contágio, algumas dicas podem aumentar a segurança são:
  • Sempre lavar bem as mãos com sabonete antes e após a troca de fraldas.
  • Sempre se atentar à procedência dos alimentos e cozinhá-los muito bem antes de oferecer à criança, principalmente vegetais folhosos e carne de porco.
  • Quando consumir frutas, verduras e outros alimentos crus, use água potável na sua lavagem.
  • Alguns especialistas também indicam a higienização com hipoclorito de sódio.
  • Somente ofereça à criança água filtrada ou fervida.
  • Atente-se à limpeza da casa e, principalmente, do quartinho do bebê.
  • Se você possui bichos de estimação, não deixe que seu filho se aproxime do cocô.
  • Incentive seu pequeno a, desde muito cedo, lavar as mãos.
  • Esse hábito não deve ser rotina somente antes de fazer as refeições, porque são muitas as vezes que ele as levará até a boca.

Источник: https://www.danonenutricia.com.br/infantil/crianca/saude/verme-em-criancas-sintomas-e-tratamento

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: