15 CAUSAS DE COCEIRA VAGINAL

Vaginose bacteriana

15 CAUSAS DE COCEIRA VAGINAL

A vaginose bacteriana é uma infeção vaginal da mulher que consiste na substituição da flora normal da vagina por várias bactérias anaeróbias.

Neste tipo de infeção genital há um aumento exagerado e variado das bactérias potencialmente patogénicas (que provocam doença) e uma diminuição dos Lactobacillus (bactérias que promovem a proteção da vagina), podendo estar associado a sintomas da área genital.

A vaginose bacteriana ocorre em cerca de 5-15% das mulheres e faz parte das infeções que ocorrem na mulher, denominadas de vulvovaginites, onde se inclui também a tricomoníase e a candidíase.

Causas da vaginose bacteriana

Este tipo de infeção vulvovaginal (da vulva e da vagina) pode ser causada por múltiplas bactérias anaeróbias como a Gardnerella vaginalis, Ureaplasma, Mycoplasma hominis, Prevotella sp., Mobiluncus sp. Assim, a vaginose bacteriana é uma infeção vulvovaginal (da vulva e da vagina) polimicrobiana que pode ter mais do que um agente etiológico.

A vaginose bacteriana não é considerada uma infeção sexualmente transmissível mas está associada à frequência da atividade sexual.

Existe uma maior prevalência nas mulheres com múltiplos parceiros sexuais, com novo parceiro sexual, que não utiliza preservativo, que realiza duches vaginais (que leva à diminuição de lactobacilos vaginais) ou nas mulheres que têm relações sexuais com mulheres. No entanto, as mulheres que nunca tiveram relações sexuais podem também contrair este tipo de infeção.

A ocorrência de recorrências, a vaginose bacteriana de repetição, pode dever-se ao desaparecimento dos lactobacilos por fatores ambientais (duches vaginais ou alteração do pH da vagina) ou à dificuldade dos lactobacilos recolonizarem a vagina (algumas infeções por vírus) que levam ao crescimento excessivo das bactérias anaeróbias.

Sinais e sintomas na vaginose bacteriana

Em cerca de 50% das mulheres afetadas pela vaginose bacteriana podem ser assintomáticas (sem sintomas).

No entanto, os sintomas habituais são o corrimento branco-acinzentado abundante com cheiro a peixe, que agrava com a menstruação ou com as relações sexuais, e o ardor vulvovaginal (da vulva e da vagina). Os sinais clássicos que caracterizam esta infeção é o corrimento descrito, homogéneo e fino, que reveste as paredes da vagina e a vulva, a ausência de sinais inflamatórios (edema ou inchaço, eritema ou vermelhidão).

A vaginose bacteriana não está associada ao prurido (comichão) não havendo áreas de coceira e feridas vulvares associadas.

Saiba, aqui, tudo sobre corrimento vaginal.

A vaginose bacteriana é contagiosa?

A vaginose bacteriana não é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), ou seja, a transmissão da doença não ocorre através do contacto sexual.

No entanto, a vaginose bacteriana pode ter como complicação a sobreposição de outro tipo de infeções que podem ser transmissíveis, ou seja, a doença “passa” ou “pega-se” através das relações sexuais. Nestes casos, a infeção é transmitida pelo ou para o homem se não houver a utilização de métodos para evitar esta forma de contágio, como o preservativo.

Diagnóstico da vaginose bacteriana

O diagnóstico da vaginose bacteriana é feito através da avaliação clínica e de análises laboratoriais.

Os critérios clínicos para o diagnóstico da vaginose bacteriana são: corrimento vaginal homogéneo branco-acinzentado; corrimento vaginal com odor a peixe (intensificado por gotas de KOH 10%); pH vaginal > 4,5; e, presença de clue cells no exame microscópico a fresco (feita colheita do corrimento das paredes da vagina e observado ao microscópio).

O método laboratorial gold standard para o diagnóstico é o exame Gram, em que é possível detetar as bactérias Gardnerella e/ou Mobiluncus, clue cells (células do epitélio da vagina com aspeto pontiagudo por se encontrarem com bactérias aderentes na sua superfície) e verificar a escassez ou ausência de Lactobacillus.

Vaginose bacteriana na gravidez

A vaginose bacteriana pode ocorrer também na gravidez. O tratamento da vaginose bacteriana na mulher grávida está recomendado de forma a aliviar os sintomas da infeção e para prevenir o risco de complicações infeciosas associadas ao parto pré-termo e a morte fetal.

Veja mais informação em tratamento da vaginose bacteriana.

Complicações da vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana não tratada pode ser complicada por outro tipo de infeções.

As bactérias provenientes da vagina podem subir para o trato genital superior (útero, trompas uterinas e cavidade pélvica), o que pode provocar uma doença mais grave como a endometrite ou a doença inflamatória pélvica.

Na gravidez, este tipo de infeção ascendente pode ter como consequências o maior risco de morte fetal tardia e o parto pré-termo (parto antes das 37 semanas).

A vaginose bacteriana aumenta o risco de infeção por outros agentes de transmissão sexual como a Trichomonas vaginalis, a Neisseria gonorrhoeae, a Chlamydia trachomatis, o HSV-2 (herpes vírus tipo 2) e o VIH-1. Algumas destas infeções podem provocar complicações no futuro quando a mulher pretende engravidar.

A vaginose bacteriana recorrente ou crónica ocorre em muitas mulheres.

Nestes casos a infeção repete-se dentro de 3 a 12 meses, mesmo quando realizado um tratamento adequado.

Nas infeções de repetição (quando a infeção volta a ocorrer) pode estar indicado o tratamento prolongado, o que impede que ocorram algumas complicações. Veja mais informação em tratamento.

Vaginose bacteriana tem cura?

A vaginose bacteriana tem cura se for diagnosticada de forma correta e tratada com fármacos (medicamentos) adequados, conforme discutiremos de seguida.

Tratamento da vaginose bacteriana

O tratamento da vaginose bacteriana tem como objetivo o alívio dos sintomas e a diminuição dos riscos de complicações, como as infeções sexualmente transmissíveis. Deve ser feito o tratamento das mulheres com sintomas e das mulheres assintomáticas (que não apresentam sintomas) mas vão ser submetidas a uma cirurgia (operação).

Os medicamentos (ou remédios) de toma oral (comprimidos) e os que são tópicos (pomada) têm uma eficácia semelhante no tratamento desta infeção. Os fármacos (medicamentos) indicados são a clindamicina e o metronidazol (antibióticos).

Nos casos de vaginose bacteriana recorrente pode estar indicado o tratamento contínuo com metronidazol durante 4 a 6 meses. Para a prevenção de recorrência (repetição) da infeção a aplicação de probióticos durante 6 meses em associação com o tratamento antibiótico pode ser útil. Nestes casos, a mulher deve utilizar o preservativo durante o tratamento.

Na vaginose bacteriana não está indicado o tratamento dos parceiros sexuais.

Na gravidez, a vaginose bacteriana deve ser tratada com o metronidazol ou a clindamicina durante 7 dias.

A mulher deve tomar a medicação atrás descrita sempre de acordo com a receita médica, na posologia indicada e até acabar, executando escrupulosamente o plano terapêutico estipulado.

É importante realçar que a mulher não se deve, em caso algum, automedicar e que não existe qualquer tipo de tratamento caseiro ou natural com eficácia comprovada no tratamento da vaginose bacteriana.

Existem, no entanto, algumas medidas preventivas que devem ser tomadas em consideração, conforme descrevemos de seguida.

Como se previne a vaginose bacteriana?

Nas situações de infeção vaginal deve ser promovido o tratamento específico e adequado ao tipo de infeção. Cuidados com a higiene íntima genital podem ter indicação para um alívio dos sintomas e deve ser encarada como preventiva, mas não pode ser considerada como tratamento.

Atitudes que possam dificultar o tratamento da infeção, promover a sobreposição de outro tipo de infeções ou fragilizar a mucosa da vagina e da vulva devem ser evitadas, como a utilização de penso higiénico e de tampões.

Devem ser evitados os comportamentos sexuais de risco como a promiscuidade sexual (vários parceiros sexuais) e relações sexuais sem utilização de preservativo.

Na vaginose bacteriana há um défice de lactobacilos que favorecem o crescimento de agentes patogénicos (que provocam doenças) e a recorrências (repetição) da infeção.

Alguns estudos demonstraram que a toma oral ou intravaginal de lactobacilos através dos próbióticos pode melhorar o ambiente normal da vagina levando a uma maior taxa de cura e à prevenção de novas recorrências.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ginecologia/vaginose-bacteriana/

Coceira na vagina: quando pode ser uma DST e quando é uma simples coceira?

15 CAUSAS DE COCEIRA VAGINAL

A coceira na vagina, conhecida cientificamente como prurido vaginal, geralmente é um sintoma de algum tipo de alergia na região íntima ou de candidíase.

Quando é causada por uma reação alérgica, a região afetada é, na maior parte das vezes, a mais externa.

Neste caso, o uso de calcinhas que não sejam de algodão e de calças jeans, diariamente, podem causar irritação e aumentar a coceira.

Já quando a coceira é mais interna, normalmente está sendo causada pela presença de algum fungo ou bactéria e a coceira pode vir acompanhada de dor ao urina, inchaço e corrimento esbranquiçado.

Para descobrir a possível causa da coceira na vagina, assinale todos os sintomas que estão presentes:

Como alguns destes sintomas são comuns a várias alterações, o melhor é sempre consultar o ginecologista caso a coceira não melhore após 1 semana de cuidados simples como manter a região íntima bem limpa e seca, evitar roupa de materiais sintéticos e fazer uma alimentação com menos alimentos açucarados.

Tratamento para coceira na vagina

Uma boa forma para aliviar a coceira na vagina, no clitóris e nos grandes lábios é lavar a região íntima com chá de alecrim e sálvia, pois tem propriedades antimicrobianas que eliminam bactérias e evitam o crescimento de fungos, que podem piorar a coceira. Confira a receita deste e outros remédios caseiros para coceira na vagina.

No entanto, é sempre importante consultar o ginecologista para iniciar um tratamento mais específico, de acordo com a causa:

1. Candidíase

O tratamento para candidíase normalmente é feito com o uso de pomadas antifúngicas ou antifúngicos orais receitados pelo ginecologista, como Clotrimazol ou Miconazol, além de ser recomendado melhora dos hábitos de higiene. Confira quais são as pomadas ginecológicas mais indicadas em caso de candidíase. 

2. Alergia a substâncias químicas

Algumas substâncias químicas, como o cloro presente na água do jacuzzi, banheira ou piscina, por exemplo, pode causar coceira na vagina, sendo nesses casos recomendados que a região íntima seja bem lavada com sabão de pH neutro. Depois de seca, é recomendado utilizar calcinha de algodão.

Depois de sair da piscina, também é importante tirar o biquíni para que não seque no corpo e permita o crescimento de fungos ou o contato prolongado com cloro.

3. Infecções sexualmente transmissíveis

As infecções sexualmente transmissíveis, popularmente conhecidas como IST's ou DST's, também podem causar coceira na vagina.

Por isso, é importante que caso haja comportamento de risco, ou seja, contato íntimo sem preservativo, sejam feitos exames específicos para que seja identificada a causa e iniciado o tratamento mais adequado, seja com antibióticos ou com antivirais. Entenda como é feito o tratamento das principais IST's.

4. Hábitos de higiene

A falta de higiene adequada também pode resultar em coceira na vagina. Por isso, é recomendado que a região externa seja lavada diariamente com água e sabão neutro, incluindo após a relação sexual. A região deve estar sempre seca, sendo melhor usar calcinha de algodão, e evitar o uso de calças muito apertadas e calcinha com elástico apertado.

Além disso, durante a menstruação é recomendado que o absorvente seja trocado sempre a cada 4 ou 5 horas, mesmo que não esteja aparentemente muito sujo, pois a vagina fica em contato direto e constante com fungos e bactérias presentes na região íntima.

Em qualquer caso, se a coceira durar por mais de 4 dias ou surgirem outros sintomas, como corrimento com mau cheiro ou inchaço da região, é aconselhado ir ao ginecologista para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

Como não ter mais coceira na vagina

Para evitar a coceira na vagina, clitóris e grandes lábios é indicado:

  • Usar roupa íntima de algodão, evitando materiais sintéticos que não deixam a pele respirar, facilitando o crescimento de fungos;
  • Ter uma boa higiene íntima, lavando somente a região externa, com sabonete neutro, mesmo após o contato íntimo;
  • Evitar o uso de calças muito justas, para impedir a elevação da temperatura local;
  • Utilizar preservativo em todas as relações, para evitar a contaminação com as DSTs.

Estes cuidados ajudam também a aliviar a irritação local e a diminuir a coceira, quando já existe. É, ainda, recomendado evitar fazer uma alimentação com alimentos muito açucarados. Veja algumas dicas da dieta para tratar a coceira:

Источник: https://www.tuasaude.com/coceira-na-vagina/

Coceira vaginal: entenda os motivos do problema e saiba como evitar

15 CAUSAS DE COCEIRA VAGINAL

Foto: Thinkstock

Com saúde não se brinca, e é exatamente por isso que, a qualquer sintoma estranho, a maioria das pessoas tende a questionar se ele não pode ser sinal de algum problema mais grave.

Provavelmente, todas as mulheres já apresentaram, por exemplo, em algum momento da vida, episódios de coceira na região vaginal – na parte interna ou externa. E se viram, a partir daí, em dúvida sobre o que poderia ter ocasionado este sintoma que causa tanto incômodo.

Uma preocupação bastante comum é: será que a coceira vaginal pode ser sinal de alguma doença sexualmente transmissível? Dúvidas como “a partir de que momento é necessário buscar ajuda médica?”, “o que fazer para evitar a coceira?”, entre outras, também são frequentes.

Pensando nisso, abaixo você confere as respostas para essas e outras perguntas relacionadas à coceira vaginal.

Principais causas da coceira vaginal

Vale ressaltar que a coceira vaginal pode ser originada por diversos fatores e se manifestar tanto na região externa da vagina como na região interna.

Milca Cezar Chade, ginecologista e obstetra da Clínica Chade, destaca que os sintomas como o prurido (coceira) vaginal interno e externo, queimação e desconforto para urinar podem representar corrimento vaginal, sendo a candidíase a segunda causa mais comum de corrimentos.

Os fatores de risco clássico para o problema, de acordo com a ginecologista Milca, são:

  • uso de antibióticos,
  • uso de corticoides,
  • uso de contraceptivos hormonais combinados,
  • gestação,
  • diabetes,
  • estresse,
  • imunossupressão,
  • hábitos de higiene e vestuário,
  • alérgenos,
  • ambiente quente e úmido.

Em resumo, a candidíase é causada pelo fungo Candida albicans que pode se proliferar na vagina por um desequilíbrio do ambiente, normalmente ocasionada por alguns comportamentos inadequados, como, por exemplo: deixar a calcinha secar no banheiro e não em local arejado, passar o dia inteiro com a mesma roupa etc.

Vale destacar que a coceira vaginal somente na região externa, muitas vezes, é sintoma bastante característico de um processo alérgico. O uso constante de calcinha de lycra, sabonete íntimo, asseio com substâncias abrasivas como vinagre e outras, podem desencadear o prurido (coceira) associado à vermelhidão e irritação da região.

Coceira vaginal x DST

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A coceira vaginal pode ser sinal de alguma doença sexualmente transmissível? Esta é uma preocupação bastante comum entre as mulheres.

Milca Chade destaca que algumas doenças sexualmente transmissíveis, como condilomatose (verrugas de HPV), podem abrir o quadro com coceira na região externa. “Mas a coceira está mais associada à candidíase – que não é considerada uma doença sexualmente transmissível”, explica.

Coceira vagina: quando procurar ajuda médica?

Milca Chade explica que o auxílio médico deve ser procurado o mais breve possível, assim que a coceira começar.

Na consulta, o profissional, além de examinar a paciente, provavelmente fará perguntas que podem incluir:

  • Quando começou a coceira?
  • Onde exatamente é a coceira?
  • A coceira é intensa (a ponto de atrapalhar suas ações do dia a dia)?
  • Você já teve este problema antes?
  • Você utiliza roupas apertadas com frequência?
  • Você é sexualmente ativa?
  • Você toma anticoncepcional?
  • Está fazendo atualmente o uso de algum medicamento?
  • Você pratica atividades físicas?
  • Além da coceira, há outros sintomas?
  • Você é alérgica?

Os exames de diagnóstico que poderão ser realizados, de acordo com pedido do médico, incluem: cultura e exame microscópico de corrimento vaginal; papanicolau; biópsia de pele da área da vulva; exames de urina; exame de sangue.

Como tratar a coceira vaginal

Somente um médico poderá indicar a melhor forma de tratamento, após diagnosticar o problema que ocasionou a coceira vaginal. Por isso reforça-se a necessidade de procurar um profissional assim que o prurido (interno ou externo) começar a incomodar.

A ginecologista Milca destaca, de forma geral, que existem vários drogas antifúngicas recomendadas para o tratamento da coceira vaginal interna e externa, como pomadas e cremes vaginais e também comprimidos orais.

Como evitar a coceira vaginal

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A ginecologista Milca destaca que para evitar o prurido (interno e externo) e o aparecimento da candidíase é preciso adequar os hábitos de higiene e vestuário. “É notória a prevenção e a melhora da recorrência com a mudança de hábitos como evitar o uso de vestimentas apertadas, sintéticas e molhadas”, diz.

“O uso de produtos higiênicos adequados também minimizam os riscos alergênicos e irritantes, além de interferir menos com a microbiota regional”, acrescenta.

É preciso evitar ainda as medicações que são fatores de risco, conforme lembra a ginecologista Milca: antibióticos, corticoides, contraceptivos hormonais combinados.

De olho nas orientações, você confere abaixo algumas dicas práticas de como evitar a coceira vaginal:

  • Evite calcinhas de lycra, dando preferência às de algodão;
  • Evite usar calça jeans por muito tempo;
  • Foi para a praia ou piscina? Troque a roupa molhada o mais rápido possível;
  • Não deixe calcinha secando no banheiro;
  • Não fique por muito tempo com a roupa que praticou atividade física;
  • Evite usar papel higiênico colorido ou perfumado;
  • Evite o uso de espumas de banho;
  • Mantenha sua área genital sempre limpa e seca;
  • Use sabonete neutro para a higienização da área genital;
  • Se tem diabetes, mantenha sua glicemia controlada;
  • Faça o que puder para evitar o estresse e, se necessário, procure ajuda profissional para isso.

Agora você já sabe que mudanças simples de hábitos – principalmente relacionados à higiene e vestuário – podem evitar a coceira vaginal. Porém, não se esqueça de que seu médico deve ser procurado caso o prurido venha a te incomodar. Somente um profissional poderá indicar a melhor forma de tratamento de acordo com as particularidades de cada caso.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/coceira-vaginal-entenda-os-motivos/

Tricomoníase: o que é, sintomas, causas e tratamentos

15 CAUSAS DE COCEIRA VAGINAL

A tricomoníase uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. Ela atinge tanto homens como mulheres, afetando principalmente a vagina e o trato urinário. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, 156 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos foram diagnosticadas com o problema.

A tricomoníase na mulher

A ginecologista Iara Moreno Linhares, da Comissão Nacional em Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), conta que o perigo de contágio para a população feminina é maior. “O risco varia de 60% a 80% em uma relação sexual desprotegida”, relata.

Para evitar a enfermidade, é imprescindível usar camisinha masculina ou feminina.

Nas mulheres, a doença acomete principalmente a vulva, a vagina e o colo do útero. Mas também pode afligir a uretra e as glândulas de Skene e Bartolin. “São glândulas que têm sua abertura na parte interna da vulva, o vestíbulo, e produzem muco, que ajuda na proteção e na lubrificação durante a relação sexual”, explica.

A maior parte dos casos são assintomáticos. Quando os sinais surgem, as mulheres tendem a sofrer com corrimento vaginal, geralmente amarelo ou amarelo-esverdeado. Ao contrário da candidíase, surge um odor bem desagradável, que lembra o cheiro de peixe. E ocorre uma sensação de irritação e ardor local.

“A vulva pode ficar avermelhada e sensível, causando bastante desconforto. E é possível que haja dor ao urinar. Logicamente, o sexo se torna desconfortável na presença desses sintomas”, avisa Iara, que também é professora da Universidade de São Paulo (USP).

A tricomoníase no homem

A tricomoníase no homem afeta frequentemente a uretra. Apesar de os sintomas aparecerem com menos frequência, os principais na população masculina são irritação e corrimento no pênis, além de ardor ao urinar ou ejacular.

Principais maneiras de prevenção

Assim como qualquer IST, a melhor maneira de prevenir a tricomoníase é usando camisinha. Visitas periódicas ao ginecologista ou urologista também são úteis.

A educação sexual e o conhecimento sobre quaisquer ISTs são importantes entre os adolescentes e os adultos jovens. Entretanto, os idosos não podem ser esquecidos. A tricomoníase é capaz de infectar pessoas de todas as idades.

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Como funciona o diagnóstico

“A análise dos sintomas e os achados do exame físico já levantam uma forte suspeita no médico. Mas o diagnóstico de certeza é feito através de testes realizados no laboratório ou no próprio consultório, se o ginecologista ou urologista tiver um microscópio disponível”, aponta Iara.

Para esses testes, o profissional coleta secreções da genitália. Nos homens, um exame de urina também pode ser utilizado.

Tricomoníase tratamento

A tricomoníase tem cura, que depende do uso adequado de remédios específicos. São antibióticos tomados de forma única ou em várias doses por alguns dias, a depender do quadro de cada um. Só um médico deve prescrevê-los — pedir a receita da vizinha aumenta o risco de complicações.

“É muito importante que todos os parceiros sexuais sejam tratados simultaneamente para que não ocorra reinfecção e para evitar as possíveis complicações”, orienta Iara. Transparência é tudo nessa fase.

Nesse período, não se deve consumir bebidas alcoólicas nem transar. “Depois, é necessária uma nova avaliação para confirmar a cura e controlar o estado do paciente”, complementa a ginecologista.

Mesmo sem sintomas, a tricomoníase pode persistir por algum tempo no corpo e se disseminar. E dá para pegar a doença mais de uma vez.

Tricomoníase é grave? Quais as complicações?

Quando não diagnosticada ou não cuidada corretamente, a tricomoníase facilita o aparecimento da chamada doença inflamatória pélvica (assim como a clamídia, por exemplo). Ela, por sua vez, levaria à infertilidade.

“Se a mulher estiver grávida, há o risco de complicações na gestação, como ruptura precoce de membranas, conhecida como ‘perda das águas’, e parto prematuro”, alerta a professora.

Na ala masculina, os perigos são prostatites (inflamação da próstata), epididimite (inflamação do epidídimo, uma estrutura dos testículos) e alterações na mobilidade e capacidade de fertilização dos espermatozoides (o que eleva o risco de esterilidade).

“Além disso, pesquisas têm mostrado que o Trichomonas vaginalis pode ‘ajudar’ outras infecções sexuais”, informa Iara. Ou seja, diversas ISTs podem aproveitar a ação desse protozoário para causarem mais estragos no trato genital. Sabe-se, por exemplo, que o processo inflamatório facilita a entrada e a disseminação do HIV no corpo.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-tricomoniase/

Candidíase: sintomas, tratamento e como evitar a coceira na região íntima

15 CAUSAS DE COCEIRA VAGINAL

Um assunto muito discutido em fóruns sobre saúde feminina é a candidíase vaginal. Muitas participantes relatam um enorme incômodo, não só durante as crises, como também nos casos em que não encontram solução para o problema. Nessa hora, algumas tentam de tudo, até banhos de assento com alho, tomilho e orégano. Na maioria das vezes, não encontram alívio.

De fato, esse processo inflamatório e infeccioso causado por fungos, especialmente a Candida albicans, pode ser desafiador. Os médicos não sabem exatamente qual é a sua incidência na população em geral, mas quando acomete a área genital o problema é considero a segunda causa mais comum das infecções, perdendo apenas para a vaginose bacteriana.

Um estudo publicado pela revista Critical Reviews in Microbiology revelou que 70% a 75% das mulheres terão candidíase ao longo da vida ao menos uma vez, e metade dessas vai ter um segundo evento. Mais: em 5% a 10% das pessoas afetadas pela infecção, a doença poderá ser tornar crônica.

Embora a enfermidade seja mais conhecida em razão das infecções na região genital, ela não é considerada uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível) e pode se manifestar em outras áreas do corpo, bem como afetar homens, crianças e idosos.

Candida é uma espécie de fungo que normalmente está presente na pele, no aparelho digestivo e na área genital. Na maioria das vezes, ele permanece silencioso. Mas, a depender de determinadas condições, o micro-organismo é capaz de infectar localmente as mucosas (como a boca) e porções da pele.

As zonas de infecção mais comuns se classificam em dois tipos:

– Genital Vulva, vagina e pênis;

– Extragenital Boca (afta ou sapinho), axilas, dobras da pele (por exemplo, região inguinal), a área entre os dedos dos pés, a pele abaixo das mamas (mulheres), a região das fraldas em bebês e até o esôfago (esofagite). Nesses casos, outros fungos podem estar em ação. Mas o mais comum é a Candida.

Fatores que podem desencadear uma infecção:

  • Lesões locais;
  • Ambientes quentes e úmidos;
  • Roupa íntima apertada e de material sintético;
  • Falta ou excesso de higiene;

Quem precisa ficar atento

Todas as mulheres estão suscetíveis. Mas as pessoas com seu sistema de defesa do corpo (sistema imunológico) prejudicado por algum motivo estão mais expostas ao problema. São elas:

  • Transplantados;
  • Pessoas com diabetes;
  • Usuários de corticoides;
  • Imunodeficiência por HIV;
  • Grávidas.

A relação entre estresse e candidíase

Muitas mulheres não se encaixam em nenhuma dos grupos acima e mesmo assim sofrem com o problema. De acordo com Paulo César Giraldo, professor titular de ginecologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na maior parte das vezes, a culpa é do estilo de vida moderno.

“A resposta imunológica pode estar alterada só na vagina, por vários motivos. Porém, pode tratar-se simplesmente de estresse. Ele aumenta a circulação de cortisol que, por sua vez, reduz as defesas aos micro-organismos, por modificação da resposta inflamatória dos tecidos”, diz o ginecologista.

Reconheça os sintomas da candidíase

Embora os sinais da candidíase possam ser desagradáveis para um número significativo de pessoas, boa parte delas não apresenta sintoma algum, isso é, será assintomática. No caso das mulheres, estima-se que 20% não perceberão a infecção.

Caso a doença se instale na parte genital, você pode notar os seguintes alterações, consideradas típicas da infecção:

Nas mulheres

  • Secreção (corrimento) branca em flocos (consistência de leite coalhado), que nem sempre tem odor pronunciado;
  • Coceira intensa (a parte externa da vagina);
  • Dor ou ardência durante as relações sexuais;
  • Inchaço;
  • Vermelhidão;
  • Ardor (nem sempre acontece);
  • Pequenas fissuras de pele e mucosa –em alguns casos, elas podem aparecer e são muito dolorosas, especialmente nas relações sexuais e nas micções (ato de urinar).

Nos homens

  • Irritação, queimação e vermelhidão em volta da cabeça do pênis ou na parte superior do prepúcio e até nos testículos;
  • Secreção branca, com consistência de leite coalhado;
  • Odor desagradável;
  • Desconforto ao manusear a pele do prepúcio.

Sinais de candidíase em outras partes do corpo

Se a Candida atacar a boca, as unhas, a parte interna dos dedos, o ânus etc., os sintomas mais comuns são:

  • Coceira;
  • Ardor intenso;
  • Vermelhidão e amolecimento da pele;
  • “Capinha” branca na boca.

Quando procurar um médico

Nos casos ginecológicos, de modo geral, o conselho médico é fazer uma consulta regular, pelo menos uma vez a cada ano.

Porém, ao notar algum tipo de corrimento que persiste por mais de três dias, suja a calcinha e mantém a vulva mais úmida, ou mesmo se sentir dor ou coceira, a melhor coisa a fazer é procurar um especialista.

Evite automedicar-se. Por vezes, os sintomas que você notará são semelhantes a uma infecção por Candida, mas pode se tratar de outro tipo de problema. Só um médico pode identificar qual é.

Nos demais casos, você pode consultar um dermatologista ou um urologista, caso você seja um homem.

Como é feito o diagnóstico

Nos casos ginecológicos, depois de ouvir o relato do paciente, o médico fará o exame físico e solicitará uma bacterioscopia vaginal (estudo microbiológico). Esse exame é importante porque aumenta a chance de acerto do diagnóstico.

Nas situações de competência de um dermatologista, a médica Tatiana Villas Boas Gabbi, porta-voz da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), explica que a história do paciente nem sempre é tão importante.

O que conta mais é o exame clínico, ou seja, “o médico vai examinar a lesão e, se ainda tiver dúvida, poderá solicitar exames complementares, especialmente o teste micológico direto, que serve para identificar infecções por fungos.

Ele é feito por meio da coleta de material retirado da pele do paciente”.

Como tratar a candidíase

Uma vez definido que o problema realmente é candidíase, o médico escolherá entre as várias opções de antifúngicos disponíveis —para uso tópico ou oral.

Entre os ginecologistas, os mais comumente utilizados são os azóis e, dentro dessa classe, os triazóis ou imidazóis, cujas apresentações serão em creme ou comprimidos.

O que fazer quando a problema vai e volta

No mundo inteiro, 138 milhões de mulheres sofrem com candidíase de repetição na região genital. Estima-se que em 2030 esse número chegue a 158 milhões. Os dados foram publicados na prestigiosa revista Lancet Infectious Diseases.

Essas pacientes são fungorresistentes ou têm a imunidade rebaixada na área genital. Nesses casos, as opções de tratamento incluem o uso de óvulos com substâncias de pH mais neutro, que ajudam no controle do fungo, o tratamento será mais longo e serão utilizados medicamentos via oral, esclarece o ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

Tratamentos caseiros funcionam?

Os especialistas consultados nessa reportagem afirmam que até o momento não existem estudos científicos que provem a segurança nem a eficácia de soluções caseiras, como banho de assento, consumir iogurte e outros alimentos probióticos ou banho de assento. Além disso, algumas táticas podem prejudicar sua saúde. Portanto, antes de colocar em prática qualquer receita desse tipo, fale com seu médico. Pode ser que o seu caso nem se trate de candidíase.

Como reduzir o risco de infecções

Mantenha a sua pele limpa e seca, além de usar antibióticos somente quando eles forem prescritos por um médico, e exatamente na forma como ele indicar. Você também deve apostar nas seguintes atitudes.

– Invista em uma dieta saudável.

– Adote práticas que tragam maior qualidade de vida para a sua rotina.

– Controle a glicemia: caso você seja um paciente com diabetes.

– Capriche na higiene genital: esta não se limita apenas às boas práticas de higiene íntima e inclui as melhores opções de depilação, vestuário e até o cuidado com a atividade sexual —que deve ser moderada a fim de evitar lesões (fissuras).

O objetivo é manter a saúde da mucosa genital. A limpeza deve ser realizada três vezes ao dia (pela manhã, à tarde e ao retornar para casa).

Mulheres submetidas a estresse, obesas, no período menstrual ou no pós-parto precisam estar ainda mais atentas.

– Habitue-se a lavar a região genital após urinar ou defecar com água corrente e secar com uma toalha de algodão. O papel higiênico deixa resíduos e afeta a mucosa local. Se tal providência for impossível, faça uso de lenços umedecidos. Mas, atenção, tudo deve ser feito com bom senso. O excesso de limpeza também é prejudicial.

– Invista em exercícios do assoalho pélvico: trabalhar a musculatura local aumenta a irrigação sanguínea e a oxigena, melhorando as condições das células da região. Isso evita até hiperacidez vaginal, tão comum entre as mulheres.

– Use camisinha: apesar de a candidíase não ser uma IST, o preservativo protege a região e evita lesões.

– Evite suor ou umidade na região inguinal: se você for um esportista, adote o uso de tecidos que absorvam a umidade, use hidratantes para evitar atrito e tão logo seja possível seque a região.

– Faça uso de talcos secantes na região dos pés: eles são úteis tanto para atletas quanto para quem não pratica exercícios.

– Troque o maiô ou biquíni molhado tão logo seja possível;

– Use uma toalha para se sentar sobre a areia;

– Evite usar calças e calcinhas apertadas por longos períodos.

Fontes:Paulo César Giraldo, professor titular de ginecologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e vice-presidente da Comissão de Doenças infectocontagiosas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia); Tatiana Villas Boas Gabbi, dermatologista porta-voz da SBD (Sociedade Brasileira Dermatologia); Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra, membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Revisão Técnica: Paulo Cesar Giraldo.

Referências:- Higiene Genital Feminina: Orientação para a mulher moderna, 2015. Paulo C. Cesar Giraldo & Joziani Beguini: www.higienegenitalfeminina.com.br- Guia de Higiene Genital Feminina da FEBRASGO: www.febrasgo.com.br- David W Denning, Matthew Kneale, Prof Jack D Sobel, Riina Rautemaa-Richardson.

Global burden of recurrent vulvovaginal candidiasis: a systematic review. The Lancet Infectious Diseases. Volume 18, Issue 11, PE339-E347, November 01, 2018.

– Bruna Gonçalves, Carina Ferreira, Carlos Tiago Alves, Mariana Henriques, Joana Azeredo, Sónia Silva. Vulvovaginal candidiasis: Epidemiology, microbiology and risk factors.

Crit Rev Microbiol, 2016; 42(6): 905-927.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/09/24/candidiase-sintomas-tratamento-e-como-prevenir-a-coceira-na-regiao-intima.htm

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