30 mitos sobre saúde que muitos acreditam

Contents
  1. 10 mitos da ciência que as pessoas ainda acreditam
  2. Nós só usamos 10% do nosso cérebro
  3. Existe um lado negro da lua
  4. Açúcar deixa as crianças hiperativas
  5. Não existe gravidade no espaço
  6. Astronautas explodiriam no espaço sem o traje espacial
  7. Cabelo e unhas continuam crescendo mesmo depois de sua morte
  8. A Terra é redonda
  9. Mitos e verdades sobre o coração que você precisa saber – CCRMed Clínica de Cardiologia e Reabilitação
  10. Apenas obesos têm problemas no coração
  11. Homens enfartam mais que as mulheres
  12. As emoções também influenciam no surgimento de doenças
  13. Todos que praticam exercícios regularmente estão livres de doenças do coração
  14. Alguns alimentos realmente beneficiam o coração
  15. Se não sinto dor no peito irradiada para os braços, não corro risco de enfarte
  16. Jovens também enfartam
  17. O cigarro não causa problemas no coração, já que é comum ter pessoas que fumam e passam dos 90 anos
  18. Café causa problemas ao coração
  19. O estresse é um grande vilão
  20. Uma pessoa que sofre parada cardíaca certamente vai morrer
  21. Mitos sobre depressão são frequentes entre os mais velhos, aponta pesquisa
  22. Tratamento na pandemia
  23. REFERÊNCIAS
  24. Verdades e mitos sobre doenças cardiovasculares | CUF
  25. Quais são os fatores de risco?
  26. Crenças sobre a saúde e a doença
  27. 3 Mitos sobre doenças cardiovasculares
  28. 12 mitos sobre o Covid-19 não confirmados pela ciência
  29. Mito 1: As máscaras faciais podem protegê-lo contra o vírus
  30. Mito 2: Você está menos propenso a contrair a Covid-19 do que a gripe
  31. Mito 3: O vírus é apenas uma mutação do resfriado comum
  32. Mito 4: O vírus provavelmente foi produzido em laboratório
  33. Mito 5: Obter COVID-19 é uma sentença de morte
  34. Mito 6: Animais de estimação podem espalhar o novo coronavírus
  35. Mito 7: as crianças não contraem o coronavírus
  36. Mito 8: Se você tiver coronavírus, “saberá” por si só
  37. Mito 9: O coronavírus é menos mortal que a gripe
  38. Mito 10: Os suplementos de vitamina C impedirão que você pegue o COVID-19
  39. Mito 11: Não é seguro receber uma encomenda da China
  40. Mito 12: Você pode obter o coronavírus se comer em restaurantes chineses

10 mitos da ciência que as pessoas ainda acreditam

30 mitos sobre saúde que muitos acreditam

Mas agora veja um exemplo mais contundente: O Braquiossauro, aquele do pescoço gigante.

Um dos maiores herbívoros que já existiram viveu há 154 milhões de anos, no auge dos comedores de planta, quando os carnívoros ainda eram insignificantes.

Dessa forma, se colocarmos em uma linha do tempo, eu e você estamos mais perto do Tiranossauro Rex do que o Tiranossauro Rex está do Braquiossauro.

Pronto, era aqui que eu queria chegar. Aah, e só para não deixar nenhuma ponta solta, no início falei de um T-Rex caçando um Estegossauro. O Estego também era um gigante que se alimentava de folhas e viveu no auge dos herbívoros, com uma diferença de quase 100 milhões de anos entre as 2 espécies.

Em uma grande linha do tempo nós vivemos mais perto do tiranossauro rex do que o tiranossauro rex viveu do Braquiossauro

Nós só usamos 10% do nosso cérebro

Se tivesse que citar um mito como o mais difundido e acreditado desta lista, com certeza seria este daqui.

É correto dizer que a gente sabe pouca coisa sobre o cérebro, certamente o nosso órgão mais complexo, porém dizer que só estamos usando 10% dele no dia a dia e que os outros 90% poderiam nos transformar em um X-Men caso conseguíssemos ativá-lo, é muita apelação.

O cérebro possui cerca de 3% do peso do nosso corpo, consome, aproximadamente, 20% do oxigênio e glucose que consumimos e possui, via de regra, um comportamento similar em qualquer pessoa saudável. Não é porque eu não consigo fazer cálculo integral e diferencial com facilidade que meu cérebro seja menos apto ou esteja sendo menos utilizado do que um cérebro de um matemático.

O mito nasceu há bastante tempo, quando o cérebro era ainda mais misterioso do que é hoje.

O “culpado” é o psicólogo americano William James, um dos precursores da área nos Estados Unidos e que em seu livro “As Energias do Homem” cravou a enigmática frase que deu pano à manga: “Estamos usando apenas uma pequena parte dos nossos possíveis recursos mentais e físicos“.

Pronto, no século XIX isso era o suficiente para desencadear toda a sorte de teorias.

De lá para cá muitas pesquisas já deram conta de rechaçar essa furada. Atualmente o conhecimento científico afirma que no espaço de 1 dia, aproximadamente, 100% do nosso cérebro terá sido usado por alguma função específica.

Nosso cérebro não desliga nem mesmo quando estamos dormindo, momento em que ele faz a fixação da memória (por isso dormir bem é importante para quem estuda), por exemplo, sem contar que você continua respirando, continua com o coração batendo, etc.

tudo comandado involuntariamente pelo órgão.

E se apenas os estudos modernos não lhe sejam suficientes para rechaçar o mito, mais um fato: Eu nunca ouvi dizer de alguém que tivesse tido a “sorte” de ter um tumor no cérebro nos 90% não utilizado e que poderia ser removido sem problemas…

Talvez devêssemos mudar a frase “Usamos apenas 10% do nosso cérebro” para “entendemos apenas 10% do nosso cérebro“. Parece-me mais justo, o que você acha?

Existe um lado negro da lua

Não importa se você gosta de Pink Floyd ou não, a verdade é que essa coisa de lado secreto da lua não passa de uma mentira de outro mundo (HA HA HA).

O engano vem do fato de a gente só conseguir ver sempre os mesmos 59% da superfície lunar, ficando os 41% restante escondidos da nossa visão. Estaria então esses 41% condenados a escuridão eterna e uma temperatura congelante? Certamente que não.

Isso tem até um nome: Rotação Sincronizada (ou Tidal Locking) que é quando um objeto tem uma rotação regular e síncrona em seu eixo que faz com que pareça estar parado sempre na mesma posição quando observado a partir de um ponto fixo, assim como acontece com a lua a partir do nosso ponto de vista. Vemos determinado ponto da lua hoje à noite e amanhã veremos o mesmo ponto, pois a lua terá completado 1 volta em seu eixo no exato momento em que estiver passando pela Terra no mesmo local da observação da noite anterior.

Portanto, embora não pareça, cada partezinha da lua é sim iluminada pelo sol em algum momento. Então esqueça aquela história de que os nazistas estão lá tramando a volta do 4º reich. E se você realmente acreditava em algo assim, shame on you.

Quer um vídeo explicativo e legal? Confira o vídeo abaixo produzido pela NASA que mostra as fases da Lua de um outro ângulo e ajuda a entender o porquê do lado escuro ser uma falácia.

Açúcar deixa as crianças hiperativas

Mito bastante repetido nas últimas décadas, chegou-se a criar até uma denominação para descrever o suposto efeito: Sugar Buzz.

Porém testes mais recentes mostram que o açúcar não contribui em nada para a agitação das crianças ou qualquer outra faixa etária.

De acordo com os órgãos de saúde americanos, os residentes do país consomem em média 70 quilos de açúcar por ano, um recorde, sem dúvida. Porém, séculos atrás a média era de menos de 2 quilos/ano.

E será que as crianças eram “menos crianças” por isso? Certamente que não.

Longe de ser indicado em excesso para qualquer pessoa – sobretudo para crianças – o açúcar está relacionado a problemas como obesidade, resistência à insulina, doenças como cáries, hipertensão e diabetes e até aumento do risco de alguns tipos de cânceres, porém não pode ser culpado por seu filho ou filha ser “hiperativo”.     

A questão pode ser estendida a um assunto mais sério: nunca se receitou tantos remédios para crianças por conta da explosão dos diagnósticos de TDAH e hiperatividade como nas últimas décadas. A OMS já fala, inclusive, em um risco sem precedentes de uma geração de adultos viciados em medicação por conta disso.

Além do mais, um teste pode ser aplicado: encha seu filho, filha, sobrinho ou sobrinha da maior quantidade de açúcar que ele aguentar comer. Depois coloque um videogame ou tablet em suas mãos. Aposto que não haverá Sugar Buzz que chegue a tempo.

Não existe gravidade no espaço

Mais um mito que muitos tinham certeza, mas que é mentira. Existe SIM gravidade no espaço e não sou eu quem tá dizendo, é a NASA. 

Se você subir a 400 km de altitude vai perceber que cerca de 90% da gravidade da Terra já não existe, mas ainda assim, os outros 10% continuam exercendo suas funções. É por conta disso que a Estação Espacial Internacional e os satélites, por exemplo, estão “presos” à Terra: por conta do nosso campo gravitacional, ou seja, da nossa gravidade.

A gravidade foi descoberta por Isaac Newton há mais de 300 anos naquele clássico – e lendário – episódio da maçã caindo em sua cabeça. A velocidade foi calculada, a força de atração foi calculada e Newton concluiu que todo corpo possuiu gravidade, até mesmo você ou uma bola de futebol, o problema é que ela é tão insignificante para uma massa deste tamanho que não notamos atração alguma.

Mas voltando ao espaço, se fizermos o teste da maçã em órbita vai parecer que ela está paradinha no ar, certo? Mas não está, pelo seguinte motivo: A maçã estará caindo da mão do astronauta, o próprio astronauta estará caindo e a estação espacial também estará caindo. A cena parecerá estática pois todos eles estão caindo ao mesmo tempo, em direção ao mesmo lugar (puxados pelo campo gravitacional da Terra) e tendo a queda “corrigida” pelo deslocamento horizontal.

Por isso o termo gravidade zero não existe, mas sim microgravidade, ou exatos 1×10-6 g. 

Mas daí você se pergunta: “E se eu estiver em um ponto do espaço longe o suficiente de qualquer planeta, asteroide, estrela, buraco negro, etc. para não sofrer influência de nenhum campo gravitacional?”.

Nesse caso Einstein tem a resposta: Impossível! Segundo a Teoria da Relatividade o próprio espaço em si é formado e regido pelo conjunto dos diferentes campos gravitacionais agindo um sobre o outro e, portanto, fugir dele não é uma opção.

E sim, aquela história de pesos diferentes para diferentes planetas é verdade. Veja como seria o peso de uma pessoa de 80 quilos em diferentes locais da nossa galáxia e o coeficiente de gravidade em cada um desses locais:

  • Mercúrio: 30.4 kg – 0,38g
  • Vênus: 72.8 kg – 0,91g
  • Terra: 80 kg – 1,00g
  • Marte: 30,4 kg – 0,38g
  • Júpiter: 187,2 kg – 2,34g
  • Saturno: 84,8 kg – 1,06g
  • Urano: 73,6 kg – 0,92g
  • Netuno: 95,2 kg – 1,19g
  • Plutão: 4,8 kg – 0,06g

P.S. não confundir o vácuo do espaço – falaremos no próximo tópico – com microgravidade.

Astronautas explodiriam no espaço sem o traje espacial

Mais um mito que foi criado – ou no mínimo espalhado – pelo cinema e literatura de ficção. Não são raras as estórias em que astronautas explodem, literalmente, ao entrar em contato com o vácuo espacial (mas temos que concordar que uma cabeça explodindo é bem mais legal para a dramaturgia).

Mas claro que sair para o espaço sem a proteção adequada continua sendo uma má ideia. Uma astronauta exposta ao vácuo espacial duraria até 30 segundos caso NÃO tivesse ar nos pulmões no momento da exposição.

Caso seus pulmões estivessem cheios o vácuo ia fazer com que explodissem instantaneamente, sua corrente sanguínea ia ficar cheia de oxigênio e a morte seria mais rápida.

No mais, haveria falta de oxigênio, inconsciência e morte por asfixia.

Cabelo e unhas continuam crescendo mesmo depois de sua morte

Lembra da máxima de Antoine Lavoisier que dizia – há mais de 250 anos – que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma“? Pois é, nada mudou de lá para cá nesse sentido.

Por isso seria impossível que alguma coisa continuasse crescendo em nosso corpo após a morte. O cabelo, por exemplo não poderia surgir do nada sem que estivéssemos ingerindo alimento, transformando-o em nutrientes como a queratina e fazendo o processo completo para que um novo milímetro brotasse na sua cabeça.

Ressalto que o detalhe de ESTAR MORTO não deixaria que esse processo ocorresse com certa facilidade.

Esse mito pode ter surgido do fato que PARECE que nosso cabelo e unhas crescem após a morte.

O motivo é mais simples do que parece: Quando mortos a pele dos animais começa a secar, em seguida murcham e retraem-se, dando a impressão de que unha ou cabelo espicharam, quando na verdade ocorreu o contrário: o que está em volta foi que diminuiu. Note que as unhas e o cabelo não são afetados por essa perda de líquidos, por isso não diminuem, como acontece com o tecido.

Motivos mais do que suficientes para que as pessoas, antigamente, pensassem que havia um crescimento contínuo mesmo no post-mortem. Ahh, é pelo mesmo motivo que um homem que se barbeou na manhã e morreu na tarde poderá parecer ter crescido barba no dia seguinte em seu velório. Mas não se preocupe, será apenas os poros mostrando os pelos que já estavam ali, antes do tempo habitual.

A Terra é redonda

Pode parecer estranho, mas aqueles que dizem que a Terra não é redonda estão corretos. Porém, há uma grande diferença em afirmar que a Terra é plana. Acontece que a Terra não é redonda, pelo menos não como supôs Isaac newton após suas observações e como costumamos pensar, imaginar e ver através das fotos tiradas do espaço.

A culpa disso tudo é da água. Lembra do que Bruce Lee dizia? “Seja como a água. A água molda-se a qualquer formato“. Pois bem, como já falamos antes, a Terra possui gravidade.

A gravidade atrai a massa que o rodeia em direção ao seu centro e isso acontece também com a água.

Quando a gravidade puxa os oceanos em direção ao seu interior faz com que tudo se distribua de forma uniforme, fazendo com que a Terra pareça realmente lisinha e redondinha.

Mas pense comigo: somente as montanhas já seriam suficientes para acabar com o mito da esfera perfeita, certo? O Everest ergue-se a um ponto máximo de quase 9 km de altura, e o que está abaixo d’água é ainda mais perturbador: a Fossa das Marianas – local mais profundo que conhecemos – desce a mais de 11 quilômetros abaixo do nível do mar. Seria o mesmo que chegarmos na beira da praia e logo ali estar um penhasco de mais de 11 mil metros.

Além disso tudo há detalhes “técnicos” como a deformação causada pela gravidade (a gravidade na Linha do Equador é diferente da gravidade dos polos, por exemplo), alterações na crosta por marés, peso do oceano, atmosfera, placas tectônicas, glaciação, degelo, efeito do peso das migrações que altera o eixo da Terra, etc.

Resumindo: a Terra não é plana (shame on you), mas passa longe de ser redondinha. Na verdade, a Lua, Plutão e uma infinidade de outros corpos celestes parecem ser mais simétricos de que nossa casa. 

Se fosse possível remover toda a água para analisarmos sua estrutura, ela pareceria com essa coisa horrenda:

Pronto. Agora você já sabe que essas 10 mentiras não podem mais ser passadas adiante. Quando ver alguém falando sobre elas, conte a verdade, mostre esse link, compartilhe conhecimento. E se acha que faltou incluir na lista algum mito tão importante quanto, deixe a sugestão nos comentários.

Источник: https://www.oficinadanet.com.br/post/19124-10-mitos-da-ciencia-que-as-pessoas-ainda-acreditam

Mitos e verdades sobre o coração que você precisa saber – CCRMed Clínica de Cardiologia e Reabilitação

30 mitos sobre saúde que muitos acreditam

Quando o assunto é saúde do coração, muitos mitos e verdades circulam nas redes sociais ou até mesmo em conversas de café. Muitas delas são equivocadas e podem colocar a saúde do seu coração em risco. Assim, é preciso saber as informações corretas, tanto para a orientação como para prevenção.

Será mesmo que fatores emocionais também influenciam no surgimento de doenças do coração? E aqueles que praticam atividades com regularidade? Estão isentos de doenças? É verdade que os homens enfartam mais que as mulheres?

Para desmistificar e esclarecer dúvidas que cercam o órgão mais vital do corpo humano, preparamos este artigo. 

Vamos lá?

Apenas obesos têm problemas no coração

Mito. Muitas pessoas acreditam que apenas obesos têm problemas no coração. Na verdade, a obesidade faz com que as pessoas desenvolvam muitos problemas de saúde, tais como como hipertensão, diabetes e elevados níveis de colesterol que favorecem o aparecimento de doenças cardiovasculares, mas não necessariamente um obeso irá ter problemas de coração.

Homens enfartam mais que as mulheres

Um grande mito. De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade entre as mulheres e, além disso, elas também têm 50% de probabilidade de infarto maior comparado aos homens. 

Isso ocorre por vários fatores. Um deles, é pelo calibre das artérias das mulheres, onde as placas ateromatosas tendem a fechar mais, fazendo com que a obstrução seja mais grave, tornando mais propícias a oclusões arteriais.

Além disso, após a menopausa, há um aumento significativo das doenças coronarianas, onde a mulher perde a proteção cardiovascular, antes protegida pelos hormônios. 

As emoções também influenciam no surgimento de doenças

Verdade. Alguns fatores como raiva, estresse, ansiedade, tristeza e solidão – que podem levar à depressão – são fatores de risco que influenciam no surgimento de doenças cardiovasculares.

Estudos comprovam que as emoções estão cada vez mais associadas aos problemas do coração. Ele pode ser identificado quando há sensações de medo, desconforto, preocupação, irritação, frustração, indignação ou nervosismo. Como consequência, as pessoas podem apresentar ritmo cardíaco acelerado, arritmia, tremores, tontura, suor excessivo e respiração acelerada.

Todos que praticam exercícios regularmente estão livres de doenças do coração

Mito. Na verdade, os exercícios físicos têm a função de proteger o coração, por liberar uma substância que relaxa a parede dos vasos sanguíneos, favorecendo assim a saúde do órgão.

Assim, aqueles que praticam exercícios físicos regularmente e levam uma vida vida saudável, com a alimentação balanceada, possuem menores chances de desenvolver doenças coronárias, mas esses fatores não impedem que possam ter problemas cardíacos. 

Alguns alimentos realmente beneficiam o coração

Verdade. Os alimentos livres de gorduras ruins e ricos em substâncias antioxidantes beneficiam o coração e ajudam a mantê-lo protegido.

As castanhas, por exemplo, são ricas em gorduras boas e contém substâncias antioxidantes e antiinflamatórias que ajudam a estimular a dilatação dos vasos sanguíneos e, com isso, ajudam a diminuir o colesterol ruim, o risco de câncer, aterosclerose e outras doenças cardiovasculares.

Confira aqui alguns dos alimentos que beneficiam o coração

Se não sinto dor no peito irradiada para os braços, não corro risco de enfarte

Mito. Nem sempre o sinal vem do coração. Muitas pessoas ainda acreditam que o único sintoma de infarto é dor no peito, que irradia para os braços com sensação de formigamento, mas não.

Nem todos que sofrem de infarto possuem os mesmos sintomas ou a mesma intensidade deles, já que muitos deles são silenciosos.

Por esse motivo é tão necessário consultar o Médico Cardiologista com regularidade.

Jovens também enfartam

Verdade. Sempre associamos a terceira idade com aquela que mais sofre com o infarto, mas sim, os jovens também podem sofrer. Hoje, os fatores de risco estão cada vez mais presentes pelo estilo de vida. Alguns deles são o estresse, o sedentarismo, a má alimentação e o uso abusivo de álcool, favorecendo assim o aparecimento das cardiopatias.

O cigarro não causa problemas no coração, já que é comum ter pessoas que fumam e passam dos 90 anos

Você já deve ter ouvido falar ou tem alguém na família que fuma desde jovem e não tem problemas cardíacos, mas, na realidade, é um mito. Há milhares de pesquisas que comprovam que sim, o cigarro é um dos maiores causadores de progressão da aterosclerose e não somente nas artérias do coração, mas também no cérebro. 

É uma questão estatística. Há maior probabilidade em pessoas que fumam, mas muitas pessoas podem não desenvolver apesar de fumar a vida toda. Mas, é necessário constatar que a qualidade de vida daqueles que fumam é comprometida considerando as insuficiências pulmonares e a má circulação nas pernas, por exemplo.

Café causa problemas ao coração

Mito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a cafeína pode ser consumida, desde que seja de forma moderada. O café possui importantes propriedades antioxidantes capazes de preservar os vasos sanguíneos, inibindo a ação nociva de radicais livres às paredes das artérias. 

Além disso, pesquisas realizadas nos Estados Unidos (Framingham Study) mostraram não haver relações entre o consumo de café e doenças do coração ou das coronárias, tais como angina do peito e infarto do miocárdio.

O estresse é um grande vilão

Sim, é verdade. O estresse é um grande vilão para o coração. Na realidade, tanto o estresse como o desespero podem afetar negativamente a saúde do coração.

Conhecida como miocardiopatia de takotsubo, também conhecida como miocardiopatia do estresse, é um tipo de miocardiopatia não isquêmica onde ocorre o enfraquecimento repentino e temporário do miocárdio, que causam sintomas como o ataque cardíaco, por exemplo.

Uma pessoa que sofre parada cardíaca certamente vai morrer

Mito. Nem sempre que uma pessoa sofre parada cardíaca irá morrer. Quando é a reanimação cardiopulmonar é realizada imediatamente, a parada pode ser contida. Sendo assim, irá depender do tempo entre o pedido de socorro e a desfibrilação, onde as chances de recuperação aumentam significativamente.

Nosso conteúdo foi importante para você? Compartilhe e leve essas informações para mais gente. Nosso objetivo é compartilhar conhecimento para seu melhor viver e para a saúde do seu coração. Confira outras dicas

Источник: https://ccr.med.br/mitos-verdades-coracao/

Mitos sobre depressão são frequentes entre os mais velhos, aponta pesquisa

30 mitos sobre saúde que muitos acreditam

Mais suscetíveis aos transtornos mentais, os brasileiros próximos da terceira idade também têm menos informação sobre o tema, uma situação ainda mais preocupante dentro do contexto atual de isolamento social

Em tempos de pandemia e isolamento social, a saúde mental pede mais atenção. Afinal, a solidão é reconhecida pela psiquiatria como um gatilho importante para transtornos de humor em pessoas predispostas1.

E a preocupação é ainda maior nos grupos mais vulneráveis, como os idosos: se na população em geral a prevalência da depressão é de 5,8%2 no Brasil, na faixa etária que vai dos 60 aos 64 anos essa taxa sobe para 11,1%3.

Como agravante, é justamente entre os mais velhos que os mitos sobre a saúde mental ganham mais força, como apontam os dados inéditos de um levantamento sobre o tema aplicado na capital paulista e em diferentes regiões metropolitanas do País (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília).

A pesquisa4 “Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a Saúde Mental”, realizada com a população de internautas (classe ABC), aponta que os mais velhos que têm a maior dificuldade de identificar a depressão como uma doença: 30% daqueles com 55 anos ou mais de idade não estão convencidos, por exemplo, de que a condição não pode ser resumida à ‘falta de fé’. Os resultados também mostram que os brasileiros com mais de 54 anos são os que menos conseguem associar a depressão a um risco aumentado de suicídio: um em cada quatro entrevistados nessa faixa etária desconhece essa associação. Por outro lado, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 90% dos casos de suicídio estão ligados a distúrbios mentais5 e os transtornos de humor, entre os quais a depressão se destaca, representam o diagnóstico mais frequente nesses casos, presente em 36%6 das vítimas.

“A desinformação sobre a depressão, verificada com mais força justamente dentro de uma faixa etária mais vulnerável, nos coloca diante de um cenário delicado.

Afinal, o atual contexto de pandemia traz uma série de elementos que podem impactar profundamente a saúde mental.

A distância dos familiares e o rompimento de vínculos, por exemplo, tendem a ser muito impactante para os idosos”, avalia o pesquisador e psiquiatra Michel Haddad, do IAMSPE.

Em um momento de tantas incertezas, os sentimentos de medo e angústia relacionados ao novo coronavírus também podem ser sentidos com mais intensidade pelos mais velhos, uma vez que eles fazem parte dos grupos de maior risco para a covid-19. “Por isso, neste contexto de pandemia, a saúde mental precisa receber mais atenção.

É essencial desmistificar os tabus que existem em torno desse tema, para que as pessoas se sintam encorajadas a buscar ajuda”, comenta a psiquiatra Alexandrina Meleiro, coordenadora da Comissão de Estudo e Prevenção de Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria e vice-presidente do Conselho Científico da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA).

A OMS reconhece que um dos grandes entraves à prevenção do suicídio é, justamente, o estigma associado aos transtornos mentais, o que se traduz em vergonha e silêncio por parte do paciente. De fato, a pesquisa IBOPE Conecta também identificou, entre os respondentes com 55 anos ou mais, que mais de 1 a cada 10 entrevistados não iria ao psiquiatra mesmo que recebesse um encaminhamento médico.

“Infelizmente, é comum as pessoas subestimarem a depressão.

E isso acaba provocando uma resistência em se consultar com o psiquiatra, que é a especialidade médica habilitada para estabelecer o diagnóstico e o tipo de tratamento mais adequado ao paciente”, afirma o intensivista Luiz Fernando Vieira, gerente médico da Upjohn.

 “Neste momento ímpar que estamos vivendo, mais que nunca, todos nós precisamos estar atentos às possíveis mudanças de comportamento de nossos familiares para auxiliar na busca por essa ajuda especializada”, completa Alexandrina.

Aplicada pelo IBOPE Conecta, a pesquisa4 que ouviu 2 mil pessoas no segundo semestre de 2019, a pedido da Pfizer e de sua divisão focada em doenças crônicas não-transmissíveis, a Upjohn, e a área de Medicina Interna, também revela que 18% dos entrevistados com mais de 54 anos acreditam que não existem sintomas físicos, pois a depressão é apenas um momento de tristeza e não uma doença.

Desânimo persistente, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, perda de interesse por atividades que antes a pessoa apreciava, mudanças de apetite e dos hábitos de sono, dificuldades de concentração e irritabilidade são alguns dos sintomas que podem estar associados à depressão7. “A doença também pode prejudicar o tratamento de outras enfermidades e, até mesmo, piorar a evolução desses quadros”, complementa Márjori Dulcine, Diretora Médica da Pfizer Brasil.

A depressão e ansiedade, entre outras condições, também aumentam o risco de problemas cardíacos.

Por outro lado, a presença das doenças cardiovasculares acentua as chances de manifestação desses fatores psicossociais, o que demonstra uma relação forte e bidirecional8. “Os transtornos mentais podem causar, ativar e agravar danos ao coração.

Para prevenção é muito importante, uma vida com dieta equilibrada e exercícios físicos, sempre com assistência psicológica, para manter mente e corpo saudáveis”, finaliza o especialista.

Tratamento na pandemia

Além de ativar possíveis gatilhos para o desenvolvimento de transtornos mentais em pessoas predispostas, os fatores sociais ligados à pandemia também podem agravar sintomas em pacientes já diagnosticados e assistidos.

“Por isso, é importante que o paciente não interrompa um tratamento contínuo sem o conhecimento de seu médico”, ressalta Haddad, lembrando que várias medidas foram tomadas nos últimos dois meses para incentivar a manutenção do tratamento durante o isolamento social.

De um lado, o Ministério da Saúde regulamentou a telemedicina9 durante a pandemia, de modo que os pacientes possam buscar ajuda especializada a distância.

Paralelamente, outra medida que favorece a adesão aos tratamentos é uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a RDC 357/2020, válida até agosto deste ano, determinando que os pacientes possam adquirir seus medicamentos controlados por um período de até seis meses10.

A entrega desse tipo de medicação em domicílio, prática anteriormente vetada, também passou a ser permitida9. Além disso, a receita eletrônica também foi aprovada para a venda de medicamentos controlados (a prescrição médica poderá ser dada para até 90 dias de tratamento – anteriormente, só era permitida para até 60 dias).

A psicoterapia e os medicamentos antidepressivos são, em geral, as estratégias adotadas pelos médicos para o tratamento da depressão, ao lado de medidas coadjuvantes, como o estímulo à prática de atividades físicas e outras iniciativas ligadas ao bem-estar.

Incentivar a manutenção dessa qualidade de vida em tempos de pandemia é justamente o objetivo principal da campanha Se Cuida! Juntos na Quarentena, uma iniciativa lançada por Pfizer e Upjohn nas redes sociais como forma de reunir dicas práticas de autocuidado com o corpo e a mente por meio de vídeos com especialistas.

 É possível acessar esses conteúdos no , , Instagram e no site da Pfizer Brasil.

REFERÊNCIAS

1.National Health System – UK [homepage na internet]. Clinical depression – Causes. Acesso disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/clinical-depression/causes/

2.Depression and Other Common Mental Disorders: Global Health Estimates. Geneva: World Health Organization; 2017.

3.IBGE, Coordenação de População e Indicadores Sociais. – Rio de Janeiro. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira: 2016 / IBGE 146 p. – (Estudos e pesquisas. Informação demográfica e socioeconômica, ISSN 1516-3296; n. 36). Acesso disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv98965.pdf

4.Pesquisa Depressão, suicídio e tabu no Brasil: um novo olhar sobre a Saúde Mental. Pesquisa realizada com a população de internautas da classe ABC e residentes da capital paulista e de diferentes regiões metropolitanas do País (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília). IBOPE Conecta; 2019.

Источник: https://www.pfizer.com.br/noticias/releases/mitos-sobre-depressao-sao-frequentes-entre-os-mais-velhos-aponta-pesquisa

Verdades e mitos sobre doenças cardiovasculares | CUF

30 mitos sobre saúde que muitos acreditam

Ataque cardíaco, arritmia, falência cardíaca, acidente vascular cerebral. As doenças cardiovasculares (que afetam os vasos sanguíneos e o coração) são a principal causa de morte no mundo e em mais de metade na Europa, revela a Organização Mundial da Saúde.

Contudo, apesar de este ser um tipo de doença tão comum, ainda há muitas ideias que as pessoas têm acerca dela e que não passam de mitos.

E aquilo em que as pessoas acreditam acaba por influenciar a forma como lidam com a sua saúde, desde os seus hábitos de estilo de vida à postura que têm perante o tratamento.

Quais são os fatores de risco?

As doenças cardiovasculares podem ter na sua origem diversos fatores de risco, desde genéticos, fisiológicos, comportamentais ou do meio. Estes dividem-se essencialmente em dois grupos:

Estes são fatores de risco coronário, considerados fixos, como é o caso do aumento da idade e de fatores genéticos como a história familiar de doenças cardiovasculares.

Quem tem este tipo de doenças ou está em risco de vir a ter, devido a fatores de risco conhecidos (como hipertensão, colesterol elevado, diabetes), deve ser diagnosticado o mais cedo possível e desenvolver estratégias de gestão da doença, como aconselhamento clínico e medicação adequada prescrita pelo médico assistente.

Dizem respeito a fatores que estão direta ou indiretamente relacionados com o estilo de vida e crenças específicas sobre as doenças e que podem ser alterados, influenciando significativamente a probabilidade de o indivíduo desenvolver este tipo de doença.

  • Hábitos tabágicos
  • Más práticas de regime alimentar
  • Colesterol elevado
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes
  • Obesidade e a distribuição de gordura
  • Consumo excessivo de álcool
  • Sedentarismo

Crenças sobre a saúde e a doença

Está provado cientificamente que a forma como pensamos influencia o nosso comportamento, orientando-o. Isto significa que as crenças individuais sobre as doenças têm demonstrado uma forte influência sobre a adoção de mudanças comportamentais e, consequentemente, de estilo de vida.

Relativamente às doenças, estas crenças estão constantemente a ser atualizadas à medida que captamos novas informações dos meios de comunicação, das redes sociais e das práticas de saúde dos que nos rodeiam. Contudo, muitas vezes estas informações são distorcidas ou erradas e podem ter um efeito negativo na forma como se lida com a saúde em geral e com a doença em particular.

3 Mitos sobre doenças cardiovasculares

Algumas das crenças existentes relativamente às doenças cardíacas são erradas, o que pode ter um efeito negativo no que se refere, por exemplo, à procura de cuidados de saúde, à adoção de comportamentos saudáveis ou até na qualidade de vida dos indivíduos.

Estas estão muitas vezes associadas por exemplo aos fatores que causaram a doença e sobre como devem modificar os seus comportamentos para lidar com a mesma. O resultado pode ser um impacto negativo na sua saúde.

É por isso importante desmistificar algumas dessas ideias que são partilhadas e reforçadas no contexto social.

1 “O descanso é o melhor remédio para as doenças de coração”

Por vezes, o descanso é confundido com inatividade, conduzindo a níveis de sedentarismo que são prejudiciais para as doenças cardiovasculares. O doente deve esclarecer-se junto dos profissionais de saúde de forma a conseguir ajustar a prática de atividade física à sua condição clínica, de acordo com os conselhos do seu médico assistente.

2 “O stress é o principal responsável pela minha doença”

Sendo conhecida a relação entre níveis de stress e probabilidade de ocorrência de doenças, é importante clarificar que é difícil conceber uma vida sem stress.

Por isso, este é muitas vezes “o responsável” quando o que está na base do episódio de doença são os comportamentos que adotamos para lidar com o stress, desde fumar, beber ou ter uma alimentação pouco saudável.

Devemos investir em estratégias para geri-lo e na adoção de comportamentos saudáveis.

3 “Para ser saudável tenho de fazer desporto”

Há uma diferença muito importante entre desporto e atividade física. O objetivo principal da atividade física prende-se com a promoção de um estilo de vida saudável e a manutenção da saúde. Esta atividade deve ser ajustada à condição física e características do indivíduo e definida a partir da avaliação por um profissional qualificado.

É importante discutir estas ideias com os profissionais de saúde para que possam ser desmistificadas, de forma a promover uma recuperação mais rápida e positiva nos pacientes e promover comportamentos saudáveis na comunidade.

Источник: https://www.cuf.pt/mais-saude/verdades-e-mitos-sobre-doencas-cardiovasculares

12 mitos sobre o Covid-19 não confirmados pela ciência

30 mitos sobre saúde que muitos acreditam

À medida que o novo coronavírus (Covid-19) continua infectando pessoas em todo o mundo, notícias e publicações nas mídias sociais sobre o surto continuam a se espalhar online.

Infelizmente, esse fluxo incessante de informações pode dificultar a separação entre fatos e ficção – e durante um surto viral, rumores e informações erradas podem ser perigosos.

O portal norte-americano Live Science, criou uma lista dos mitos mais difundidos sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 e COVID-19 – a doença que ele causa – , detalhando por que muitos rumores são errados.

Mito 1: As máscaras faciais podem protegê-lo contra o vírus

As máscaras cirúrgicas padrão não podem protegê-lo contra o SARS-CoV-2, pois não são projetadas para bloquear partículas virais e não ficam niveladas com o rosto.

Dito isto, as máscaras cirúrgicas podem ajudar a impedir que as pessoas infectadas espalhem ainda mais o vírus, bloqueando qualquer gota respiratória que possa ser expelida da boca.

Nas unidades de saúde, as máscaras especiais chamadas “N95” – ou máscaras respiradoras N95 – demonstraram reduzir bastante a propagação do vírus entre a equipe médica.

As pessoas precisam de treinamento para encaixar adequadamente os respiradores N95 em torno de seus narizes, bochechas e queixo, para garantir que nenhum ar possa esgueirar-se pelas bordas da máscara. Como a demanda por equipamento de proteção individual (EPI), muitos hospitais estão sendo obrigados a reutilizar a mesma. Por esta razão, é importante que os usuários também saibam verificar se há danos no equipamento após cada uso.

Mito 2: Você está menos propenso a contrair a Covid-19 do que a gripe

Não necessariamente. Para estimar a facilidade com que um vírus se espalha, os cientistas calculam seu “número básico de reprodução” ou R0 (R-zero). O R0 prevê o número de pessoas que podem pegar um determinado vírus de uma única pessoa infectada.

Atualmente, o R0 para o SARS-CoV-2, o vírus que causa a doença COVID-19, é estimado em cerca de 2,2, o que significa que uma única pessoa infectada infectará cerca de 2,2 outros, em média. Em comparação, a gripe tem um R0 de 1,3.

Talvez, o mais importante, embora não exista uma vacina para prevenir o COVID-19, a vacina contra a gripe sazonal previne a gripe relativamente bem, mesmo quando sua formulação não combina perfeitamente com as cepas virais em circulação.

É por esta razão que o Ministério da Saúde antecipou a vacinação da gripe Influenza, neste ano.  Primeiro, estão sendo vacinados os idosos e os trabalhadores de saúde, que atuam na linha de frente do atendimento à população.

Uma das preocupações é evitar que as pessoas acima de 60 anos, público mais vulnerável ao coronavírus, precise fazer deslocamentos no período esperado de provável maior circulação do vírus, no país.

A primeira fase da campanha começou no dia 23 de março, em todo o Brasil. Saiba mais aqui.

Mito 3: O vírus é apenas uma mutação do resfriado comum

Não, não é. O coronavírus é uma grande família de vírus que inclui muitas doenças diferentes. O SARS-CoV-2 compartilha semelhanças com outros coronavírus, quatro dos quais podem causar resfriado comum.

Todos os cinco vírus têm projeções pontiagudas em suas superfícies e utilizam as chamadas proteínas de pico para infectar as células hospedeiras. No entanto, os quatro coronavírus frios – chamados 229E, NL63, OC43 e HKU1 – utilizam todos os seres humanos como seus principais hospedeiros.

O SARS-CoV-2 compartilha cerca de 90% de seu material genético com coronavírus que infectam morcegos, o que sugere que o vírus se originou em morcegos e depois migrou para os seres humanos. As evidências sugerem que o vírus passou por um animal intermediário antes de infectar seres humanos.

Da mesma forma, especialistas acreditam que o vírus da SARS passou de morcegos para civetas (pequenos mamíferos noturnos, comuns na África e na Ásia tropical) até chegar às pessoas, enquanto o MERS infectou camelos antes de se espalhar para os seres humanos.

Mito 4: O vírus provavelmente foi produzido em laboratório

Nenhuma evidência sugere que o vírus tenha sido produzido pelo homem.

O SARS-CoV-2 se parece muito com dois outros coronavírus que desencadearam surtos nas últimas décadas, SARS-CoV e MERS-CoV, e todos os três vírus parecem ter se originado em morcegos.

Em resumo, as características do SARS-CoV-2 estão alinhadas com o que sabemos sobre outros coronavírus de ocorrência natural que fizeram o trajeto de animais para pessoas.

Mito 5: Obter COVID-19 é uma sentença de morte

Isso não é verdade. Cerca de 81% das pessoas infectadas com o coronavírus têm casos leves de COVID-19, de acordo com um estudo publicado em 18 de fevereiro pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças.

Cerca de 13,8% relatam doença grave, o que significa que eles têm falta de ar ou necessitam de oxigênio suplementar, e cerca de 4,7% são críticos, o que significa que enfrentam insuficiência respiratória, falência de múltiplos órgãos ou choque séptico.

Os dados até agora sugerem que apenas cerca de 2,3% das pessoas infectadas com COVID-19 morrem do vírus. As pessoas mais velhas ou com problemas de saúde subjacentes correm maior risco de ter doenças ou complicações graves.

Embora não seja necessário entrar em pânico, as pessoas devem tomar medidas para se preparar e proteger a si e a outras pessoas do novo coronavírus.

Mito 6: Animais de estimação podem espalhar o novo coronavírus

Provavelmente não para humanos. Um cão na China contraiu uma “infecção de baixo nível” de seu dono, que tem um caso confirmado de COVID-19, o que significa que os cães podem estar vulneráveis a pegar o vírus das pessoas, de acordo com o periódico The South China Morning Post.

O cão infectado não adoeceu ou apresentou sintomas de doença, e nenhuma evidência sugere que o animal possa infectar seres humanos.

Vários cães e gatos testaram positivo para um vírus semelhante, o SARS-CoV, durante um surto em 2003, disse ao jornal chinês a especialista em saúde animal Vanessa Barrs, da City University of Hong Kong.

“Experiências anteriores com a SARS sugerem que cães e gatos não adoecem ou transmitem o vírus aos seres humanos”, disse Vanessa Barrs. “Importante salientar: não havia evidência de transmissão viral de cães ou gatos para humanos.

” Por precaução, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA, recomendam que as pessoas com COVID-19 definam uma outra pessoa para cuidar de seus animais de companhia enquanto estão doentes.

E as pessoas sempre devem lavar as mãos depois de interagirem com os animais, pois os animais de companhia podem espalhar outras doenças – menos graves, mas que baixam a imunidade -, de acordo com o CDC.

Mito 7: as crianças não contraem o coronavírus

As crianças podem pegar o COVID-19, embora os relatórios iniciais sugerissem menos casos em crianças do que em adultos. Por exemplo, um estudo chinês da província de Hubei, divulgado em fevereiro, constatou que, em mais de 44 mil casos de COVID-19, cerca de 2,2% envolviam crianças menores de 19 anos.

No entanto, estudos mais recentes sugerem que as crianças têm a mesma probabilidade de serem infectadas pelos adultos. Em um estudo divulgado em 5 de março, os pesquisadores analisaram dados de mais de 1.

500 pessoas na cidade chinesa de Shenzhen (um dos principais focos da doença) e descobriram que crianças potencialmente expostas ao vírus tinham a mesma probabilidade de se infectarem do que os adultos, segundo a respeitada revista científica Nature News.

Independentemente da idade, cerca de 7 a 8% dos contatos dos casos de COVID-19 mais tarde apresentaram resultado positivo para o vírus. Ainda assim, quando as crianças são infectadas, elas parecem menos propensas a desenvolver doenças graves, informou a Live Science anteriormente.

Mito 8: Se você tiver coronavírus, “saberá” por si só

Não, o COVID-19 causa uma ampla gama de sintomas, muitos dos quais aparecem em inúmeras outras doenças respiratórias, como gripe e resfriado comum.

Especificamente, os sintomas comuns do COVID-19 incluem febre, tosse e dificuldade em respirar, e sintomas mais raros incluem tontura, náusea, vômito e coriza.

Em casos graves, a doença pode evoluir para uma doença grave do tipo pneumonia – mas, no início, as pessoas infectadas podem não apresentar nenhum sintoma.

Mito 9: O coronavírus é menos mortal que a gripe

Até agora, indícios demostram que o coronavírus é mais mortal que a gripe comum. No entanto, ainda há muita incerteza em torno da taxa de mortalidade do vírus.

Esta é uma questão que envolve a falta de um padrão mundial para ser seguido pelos países, causando distorções importantes. Ou seja, existem países que somente contabilizam mortos internados em hospitais, sem contar os que morreram em casa e que não foram testados.

O último dado do Ministério da Saúde no Brasil, indica que a taxa de letalidade é de 3,2% (29/03).

Segundo o doutor em epidemiologia da UFRGS e coordenador dos cursos de Pós-Graduação e extensão da Fasaúde/IAHCS, “a Taxa de Mortalidade é o número de óbitos verificados dividido pela população naquele momento (exposta ao risco de morrer), enquanto que a Taxa de Letalidade é o número de óbitos por determinada doença dividido pelos casos desta doença. Assim, a principal diferença está no denominador que na Taxa de Mortalidade é o total da população enquanto que na Taxa de Letalidade é o número de pessoas que contraíram a doença.” Petry destaca as formulas utilizadas para se chegar ao número de mortalidade e de letalidade:

O novo coronavírus já registra mais mortes que a pandemia de H1N1 (Influenza A), ocorrida durante os anos de 2009 e 2010. A OMS informa que a pandemia da gripe matou em 16 meses 18,4 mil pessoas.

Hoje, (30), dados da Johns Hopkins indicam que em três meses, já são 37,6 mil mortes confirmadas pelo novo coronavírus em todo o mundo.

 Já a taxa de letalidade do novo coronavírus varia de 2% a 3%, enquanto a da H1N1 durante a pandemia foi estimada em cerca de 0,02%, conforme dados da Faculdade de Medicina da UFMG.

Mito 10: Os suplementos de vitamina C impedirão que você pegue o COVID-19

Os pesquisadores ainda não encontraram nenhuma evidência de que os suplementos de vitamina C possam tornar as pessoas imunes à infecção pelo COVID-19. De fato, para a maioria das pessoas, tomar vitamina C extra nem mesmo evita o resfriado comum, embora possa encurtar a duração de um resfriado se você o pegar.

A vitamina C desempenha papéis essenciais no corpo humano: apoia a função imunológica normal; como antioxidante, a vitamina neutraliza as partículas carregadas chamadas radicais livres que podem danificar os tecidos do corpo; ajuda o corpo a sintetizar hormônios, construir colágeno e selar o tecido conjuntivo vulnerável contra patógenos. Então, sim, a vitamina C deve ser absolutamente incluída em sua dieta diária, se você deseja manter um sistema imunológico saudável. Porém, é improvável que o seu consumo em suplementos diminua o risco de contrair COVID-19 e, no máximo, pode oferecer uma vantagem “modesta” contra o vírus, caso você seja infectado.

Nenhuma evidência sugere que outros suplementos que aumentam o sistema imunológico – como zinco, chá verde ou echinacea (Flor-de-cone) – também ajudem a prevenir o COVID-19. Desconfie de produtos anunciados como tratamentos ou curas para o novo coronavírus.

Desde o início do surto de COVID-19 nos Estados Unidos, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) e a Comissão Federal de Comércio (FTC) já emitiram cartas de advertência a sete empresas por venderem produtos fraudulentos que prometem curar, tratar ou impedir a infecção viral.

Mito 11: Não é seguro receber uma encomenda da China

É seguro receber cartas ou pacotes da China, de acordo com a OMS. Pesquisas anteriores descobriram que os coronavírus não sobrevivem por muito tempo em objetos como cartas e pacotes.

Com base no que sabemos sobre coronavírus semelhantes, como MERS-CoV e SARS-CoV, os especialistas acreditam que o novo coronavírus provavelmente sobrevive pouco tempo em superfícies.

Já outro estudo descobriu que coronavírus relacionados podem permanecer em superfícies como metal, vidro ou plástico por até nove dias, de acordo com um estudo publicado em 6 de fevereiro no The Journal of Hospital Infection.

Mas as superfícies presentes na embalagem não são ideais para a sobrevivência do vírus.

Para um vírus permanecer ativo, ele precisa de uma combinação de condições ambientais específicas, como temperatura, falta de exposição aos raios UV e umidade – uma combinação que você não encontrará nos pacotes de remessa, de acordo com o Dr. Amesh A. Adalja, pesquisador sênior da Johns Hopkins Center for Health Security, que conversou com a Live Science.

E assim “provavelmente existe um risco muito baixo de propagação de produtos ou embalagens enviadas por um período de dias ou semanas à temperatura ambiente”, de acordo com o CDC.

“Atualmente, não há evidências para apoiar a transmissão do COVID-19 associado a mercadorias importadas e não houve nenhum caso de COVID-19 nos Estados Unidos associado a mercadorias importadas.

” Em vez disso, acredita-se que o coronavírus se espalhe prioritariamente através de gotículas respiratórias.

Mito 12: Você pode obter o coronavírus se comer em restaurantes chineses

Não, não pode. Por essa lógica, você também teria que evitar restaurantes italianos, coreanos, japoneses e iranianos, já que esses países também estão enfrentando um surto. O novo coronavírus não afeta apenas pessoas de descendência chinesa.

Observação: Texto adaptado do site LiveScience. Veja a versão original, com links para os estudos.

Источник: https://setorsaude.com.br/12-mitos-sobre-o-covid-19-nao-confirmados-pela-ciencia/

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