4 principais tipos de diabetes

Diabetes Mellitus – tipos, causas, sintomas, tratamento

4 principais tipos de diabetes

Diabetes Mellitus é uma doença comum, caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). No corpo humano, a insulina possui a função metabolizar a glicose para produção de energia. Ela é produzida pelo pâncreas.

A glicose é um monossacarídeo que provem da quebra dos carboidratos. Ela chega na corrente sanguínea e depende da insulina para conseguir entrar dentro das células e participar do processo de produção da energia, juntamente com o oxigênio, dentro de uma organela celular denominada mitocôndria.

Existem alguns tipos de diabetes, mas são utilizadas duas grandes classificações, sendo elas: Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2.

A diabetes tipo 1 é mais frequente em crianças e é o resultado da destruição das células beta pancreáticas, que pode ocorrer por um processo imunológico, por isso pode ser considerada uma doença autoimune. Esse tipo de diabetes não está associado ao excesso de peso e obesidade e é um quadro crônico.

A diabetes tipo 2, mais frequente em pessoas mais velhas e associada com aumento de peso e obesidade, é a mais comum, sendo uma condição frequente na população brasileira.

Nesse caso a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica.

A diabetes tipo 2 tem uma associação com fatores hereditários, quem tem histórico familiar da doença pode ter uma maior predisposição para desenvolve-la.

Existe ainda a diabetes gestacional, que ocorre durante a gestação. Nesses casos, a doença pode ser transitória e terminar ao final da gravidez.

Sintomas

Os sintomas podem ter uma evolução rápida e incluem sede, boca seca, manchas na pele, que podem ser confundidas com uma dermatite, aumento da diurese, fome excessiva, emagrecimento, cansaço e fraqueza, mudanças de humor e feridas que demoram para cicatrizar.

Os sintomas podem evoluir ainda para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. A cetoacidose diabética, distúrbio metabólico, é a complicação mais importante, que requer internação.

Outros sintomas como alterações visuais e dores nas articulações também são frequentemente relatados.

Em ambos os casos, podem surgir complicações futuras como cegueira, insuficiência renal, doenças cardíacas, AVC e amputação de pés e pernas.

Diagnóstico

O exame mais comum para detectar a diabetes, é o destro, baseado em uma gota de sangue em uma fitinha e analisada em um aparelho. O resultado é rápido, em minutos.

Em casos onde se detecta as alterações de glicose, outros exames são indicados, como a chamada glicemia de jejum, que deve estar entre 70 a 110 mg por 100 ml de sangue e a curva glicêmica.

Tratamento

O tratamento da diabetes depende do tipo associado. Nos casos do tipo 1 é utilizada a aplicação de insula, várias vezes por dia. A insulina humana (NPH e Regular) utilizada no tratamento, atualmente é desenvolvida em laboratório, a partir da tecnologia de DNA recombinante.

A insulina chamada regular é idêntica à humana na sua estrutura e deve ser administrada em casos de urgência, quando as taxas glicêmicas estão elevadas. Já a NPH é associada a duas substâncias (protamina e o zinco) que promovem um efeito mais prolongado.

Já no tipo 2, o mais é indicado a medicação oral, sendo poucos os casos onde é necessário a aplicação de insula injetável.

Em ambos os casos, deve se fazer um controle da dieta, com alimentos diet e controle do consumo de carboidratos e açúcar e exercícios físicos que são importantes para reduzir o nível de glicose. Os diabéticos devem medir a glicose diariamente em casa, para fazer o controle.

Prevenção

A diabetes tipo 2, mais frequente na população está associadas com hábitos de vida, então a melhor forma de preveni-la é o consumo de alimento saudáveis, pratica de exercícios físicos e controle do peso.

As taxas da doença vêm aumentando nos últimos anos, principalmente nas populações mais jovens, devido ao aumento do consumo de gorduras e carboidratos.

Infelizmente não existe nenhuma forma de prevenir a Diabetes tipo 1. Porém, alguns hábitos saudáveis podem ajudar a prevenir ou a reduzir as complicações associadas à doença.

Fontes:

http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/diabetes#prevencao

https://www.endocrino.org.br/o-que-e-diabetes/

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diabetes/

https://www.diabetes.org.

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Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/doencas/diabetes-mellitus/

Источник: https://www.infoescola.com/doencas/diabetes-mellitus/

DIABETES MELLITUS – O que é, causas e tipos

4 principais tipos de diabetes

Diabetes mellitus é o nome dado a um grupo de distúrbios metabólicos que resultam em níveis elevados de glicose no sangue. Conhecido popularmente com açúcar alto no sangue, existem vários tipos e várias causas de diabetes. Todos os tipos, porém, costumam apresentar complicações semelhantes, como maior risco de lesão dos rins, dos olhos e dos vasos sanguíneos.

O diabetes é uma das doenças mais comuns no mundo e sua incidência tem aumentado ao longo dos anos, devido principalmente à má alimentação e à obesidade.

O que é a glicose?

A glicose, também chamada de dextrose, é uma molécula simples de carboidrato (monossacarídeo), cuja principal função é fornecer energia para as células funcionarem. Praticamente todo alimento da classe dos carboidratos possui glicose na sua composição.

A maioria dos carboidratos da nossa dieta é composta por três monossacarídeos: glicose, frutose e galactose. Para ficar mais fácil de entender, pense nessas três moléculas como pequenos tijolos.

O modo como esses tijolos se agrupam dá origem aos diferentes tipos de carboidratos que comemos, desde as frutas, até cereais, mel, massas, pão, vegetais, etc. Exemplos: o famoso açúcar de mesa, chamado de sacarose, é a junção de apenas dois monossacarídeos, a glicose e a frutose.

Já o carboidrato presente no leite, chamado de lactose, é a junção de glicose com galactose.

O nosso corpo precisa de glicose para funcionar, ela é o nosso combustível. Na verdade, desde bactérias até o ser humano precisam da glicose para sobreviver. A glicose é a única molécula de carboidrato que pode nos fornecer energia. Tanto a frutose quanto a galactose precisam antes serem transformadas em glicose pelo fígado para poderem ser aproveitadas pelas células.

Controle da glicose no sangue – Papel da insulina

Após uma refeição, os carboidratos que foram ingeridos passarão pelo processo da digestão. Digerir um carboidrato significa quebrá-lo em vários micro pedaços até que se libertem todos os “tijolos” de glicose, frutose e galactose. No intestino delgado, estas moléculas serão absorvidas, chegando à circulação sanguínea.

Após uma refeição, uma grande quantidade de glicose, frutose e galactose chegam à corrente sanguínea, aumentando a glicemia  [glicemia = concentração de glicose no sangue].

Sempre que há uma elevação na glicemia, o pâncreas libera um hormônio chamado insulina, que faz com que a glicose circulante no sangue entre nas células do nosso corpo.

A insulina também estimula o armazenamento de glicose no fígado, para que, em períodos de necessidade, o corpo tenha uma fonte de glicose que não dependa da alimentação. Estas duas ações da insulina promovem uma rápida queda na glicemia, fazendo com que os níveis de glicose se normalizem rapidamente.

O que é diabetes?

Diabetes mellitus é o nome dado ao grupo de doenças que cursam com uma dificuldade do organismo em controlar os níveis de glicose do sangue, mantendo-os sempre acima do normal. Dizemos que o diabetes é um grupo de doenças porque existe mais de um tipo de diabetes, apresentando causas diferentes e mecanismos distintos para a desregulação da glicemia.

Habitualmente o diabetes surge por falta de produção insulina ou por uma incapacidade das células de reconhecerem a presença da mesma, ou seja, existe insulina, mas ela não consegue colocar a glicose para dentro das células. Há casos ainda em que o paciente apresenta os dois problemas, além de produz pouca insulina, ela ainda funciona mal.

O resultado final desta redução da produção de insulina, ou do seu mal funcionamento, é o acúmulo de glicose no sangue. O paciente se alimenta, recebe uma carga de glicose no sangue, mas as células não conseguem captá-lo, mantendo a glicemia elevada constantemente.

Essa glicemia elevada, chamada de hiperglicemia, provoca dois grandes problemas. O primeiro, a curto prazo, é a falta de glicose nas células, que precisam da mesma para funcionar adequadamente. O segundo, que ocorre após anos de doença, é a lesão dos vasos sanguíneos.

O excesso de glicose é tóxico para as células dos vasos, fazendo com que as artérias sofram progressivas lesões, levando às complicações típicas do diabetes, como problemas renais, cegueira, doenças cardiovasculares, lesões neurológicas, gangrena dos membros, etc.

Tipos

Existem vários tipos de diabetes, mas três respondem pela imensa maioria dos casos, são eles:

  • Diabetes tipo 1.
  • Diabetes tipo 2.
  • Diabetes gestacional.

Vamos explicá-los.

Diabetes tipo 1

O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença autoimune, isto é, ocorre devido a produção equivocada de anticorpos contra as nossas próprias células, neste caso específico, contra as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

Não sabemos exatamente o que desencadeia esta produção equivocada de auto anticorpos, mas sabe-se que há um fator genético importante. Todavia, só a genética não explica tudo, já que existem irmãos gêmeos idênticos em que apenas um deles apresenta diabetes tipo 1.

Imagina-se que algum fator ambiental seja necessário para o início da doença. Entre os possíveis culpados podem estar infecções virais, contato com substâncias tóxicas, carência de vitamina D e até exposição ao leite de vaca ou glúten nos primeiros meses de vida.

O fato é que em alguns indivíduos, o sistema imunológico de uma hora para outra começa a atacar o pâncreas, destruindo-o progressivamente.

Conforme as células beta do pâncreas vão sendo destruídas, a capacidade de produção de insulina vai se reduzindo progressivamente. Quando mais de 80% destas células encontram-se destruídas, a quantidade de insulina presente já não é mais capaz de controlar a glicemia, surgindo, assim, o diabetes mellitus tipo 1.

O diabetes tipo 1 é responsável por apenas 10% dos caso de diabetes e ocorre geralmente na juventude, entre os 4 e 15 anos, mas pode acometer até pessoas de 30 a 40 anos.

Como o diabetes tipo 1 é uma doença que habitualmente surge nos primeiros anos de vida, costuma provocar complicações ainda na juventude. Um paciente com apenas 25 anos pode ter diabetes há mais de 20 anos, sofrendo, assim, as consequências da doença ainda jovem, principalmente se o controle do diabetes não tiver sido bem feito nestes anos todos.

Como o diabetes tipo 1 é provocado pela falta de insulina, o seu tratamento consiste basicamente na administração regular de insulina para controlar a glicemia.

Explicamos o diabetes tipo 1 com mais detalhes no artigo: Diabetes mellitus tipo 1.

Diabetes tipo 2

O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença que também apresenta algum grau de diminuição na produção de insulina, mas o principal problema é uma resistência do organismo à insulina produzida, fazendo com que as células não consigam captar a glicose circulante no sangue.

O diabetes tipo 2 ocorre em adultos, geralmente obesos, sedentários e com histórico familiar de diabetes. O excesso de peso é o principal fator de risco para o diabetes tipo 2.

A associação entre obesidade e diabetes tipo 2 é tão forte, que muitos pacientes podem até deixar de ser diabéticos se conseguirem emagrecer. O modo como o corpo armazena gordura também é relevante.

Pessoas com acúmulo de gordura predominantemente na região abdominal apresentam maior risco de desenvolver diabetes.

O diabetes tipo 2 vem muitas vezes acompanhado por outras condições, incluindo hipertensão arterial e colesterol alto. Esta constelação de condições clínicas (hiperglicemia, obesidade, hipertensão e colesterol alto) é referida como síndrome metabólica, sendo um grande fator de risco para doenças cardiovasculares.

Além da obesidade e do sedentarismo, há outros fatores de risco para o diabetes tipo 2:

  • Idade acima de 45 anos.
  • História familiar de diabetes.
  • Hipertensão arterial.
  • História prévia de diabetes gestacional.
  • Glicemia de jejum maior que 100 mg/dl (pré-diabetes).
  • Ovário policístico.
  • Colesterol elevado.
  • Uso prolongado de medicamentos, como corticoides, tacrolimo, ciclosporina ou ácido nicotínico.
  • Tabagismo.
  • Dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos e pobre em vegetais e frutas.

Inicialmente, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicações por via oral. Geralmente são drogas que estimulam a produção de insulina pelo pâncreas ou aumentam a sensibilidade das células à insulina presente.

Com o tempo, a própria hiperglicemia causa lesão das células beta do pâncreas, fazendo com que haja uma redução progressiva da produção de insulina. Por este motivo, é comum que pacientes com diabetes tipo 2, depois de muito anos de doença, passem a precisar de insulina para controlar sua glicemia.

Diabetes gestacional

O diabetes gestacional é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez e habitualmente desaparece após o parto. Este tipo de diabetes ocorre por uma resistência à ação da insulina.

Durante a gravidez a placenta produz uma série de hormônios, sendo que alguns deles inibem a ação da insulina circulante, fazendo com que a glicemia da mãe se eleve.

Imagina-se que parte deste efeito seja para assegurar uma boa quantidade de glicose para o feto em desenvolvimento. É bom lembar que a mulher grávida precisa de glicose para ela e para o feto.

Se não existisse essa ação anti-insulina, haveria mais riscos de hipoglicemia durante períodos de jejum, como, por exemplo, durante o sono noturno.

Na maioria das mulheres esta resistência à insulina não causa maiores problemas, já que o pâncreas é capaz de controlar a glicemia aumentando a sua produção de insulina. As mulheres grávidas produzem em média 50% mais insulina que as mulheres não grávidas.

O problema surge nas gestantes que já apresentam algum grau prévio de resistência insulínica ou cujo pâncreas não consegue aumentar sua produção de insulina além do basal. Os principais fatores de risco para o diabetes gestacional são o excesso de peso, gravidez tardia e o pré-diabetes (explico mais à frente, no tópico pré-diabetes).

O diabetes gestacional costuma surgir somente após a 20ª semana de gestação, época em que os hormônios anti-insulina começam a ser produzidos em grande quantidade.

O diabetes gestacional está associado a diversos problemas para o feto, incluindo parto prematuro, problemas respiratório, hipoglicemia após o parto, bebês de tamanho acima do normal e maior risco de diabetes tipo 2 para a mãe e para o filho.

Para saber mais sobre o diabetes gestacional, leia: DIABETES GESTACIONAL.

Pré-diabetes

O pré-diabetes é a situação na qual o organismo não consegue manter a glicemia em níveis normais, mas ela ainda não encontra-se elevada o suficiente para o diagnóstico do diabetes.

Em pessoas com funcionamento normal da insulina, a glicemia de jejum (pelo menos 8 horas de jejum) encontra-se sempre abaixo dos 100 mg/dl. Para o diagnóstico de diabetes é preciso uma glicemia de jejum persistentemente acima de 126 mg/dl. Portanto, todos aqueles com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl são considerados pré-diabético

Habitualmente, o que ocorre nos pacientes com glicemia de jejum alterada é uma falta de resposta do organismo à insulina produzida. O pâncreas pode funcionar bem, mas as células não respondem como deveriam à insulina presente no sangue, fazendo com que a passagem da glicose para os tecidos fique prejudicada.

A principal causa desta resistência à insulina é o excesso de peso e o acúmulo de gordura na região abdominal. As células de gordura têm mais dificuldades em utilizar a insulina do que as células dos músculos.

Além disso, o excesso de gordura produz vários mediadores químicos que diminuem o efeito da insulina no corpo.

Como podemos ver, os fatores de risco e os mecanismos do pré-diabetes são semelhantes aos do diabetes tipo 2.

Pacientes com pré-diabetes apresentam elevado risco de evoluírem para o diabetes tipo 2 em curto/médio prazo. Na verdade, a cada 100 pacientes diagnosticados com pré-diabetes, 11 desenvolvem diabetes no prazo de apenas um ano. Em 10 anos, mais de 50% dos pacientes terão evoluído para diabetes.

Explicamos o pré-diabetes com mais detalhes no seguinte artigo: PRÉ-DIABETES – Diagnóstico, Riscos e Tratamento.

Referências

  • Clinical presentation, diagnosis, and initial evaluation of diabetes mellitus in adults – UpToDate.
  • Classification of diabetes mellitus and genetic diabetic syndromes – UpToDate.
  • What is Diabetes? – The National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases
  • What is Diabetes? – Centers for Disease Control and Prevention.
  • Diabetes symptoms – American Diabetes Association.
  • Kasper DL, et al., eds. Diabetes mellitus: Diagnosis, classification and pathophysiology. In: Harrison’s Principles of Internal Medicine. 19th ed. New York, N.Y.: McGraw-Hill Education; 2015.
  • Papadakis MA, et al., eds. Diabetes mellitus and hypoglycemia. In: Current Medical Diagnosis & Treatment 2018. 57th ed. New York, N.Y.: McGraw-Hill Education; 2018.
  • Ferri FF. Diabetes mellitus. In: Ferri’s Clinical Advisor 2018. Philadelphia, Pa.: Elsevier; 2018.

Источник: https://www.mdsaude.com/endocrinologia/diabetes/

Diabetes Tipo 1 e Diabetes Tipo 2: Qual é a Diferença?

4 principais tipos de diabetes

O diabetes é uma doença crônica que afeta a maneira como o corpo utiliza a glicose contida nos alimentos. Isso ocorre devido à falta de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, responsável por levar a glicose até as células.

Como as pessoas com diabetes não conseguem produzir quantidades suficientes para transformar e levar o açúcar para dentro de muitas das células do corpo, consequentemente ocorre uma diminuição da geração de energia nessas células. Devido à falta ou escassez de insulina, a glicose que não é capaz de entrar na célula sem esse hormônio acaba ficando presa na corrente sanguínea, levando a um quadro de hiperglicemia, ou excesso de açúcar.

Existem dois tipos de diabetes: o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2.

Apesar do nome, são doenças diferentes, que possuem duas coisas em comum: a deficiência na produção da insulina e o excesso de açúcar no sangue.

No entanto, como veremos a seguir, as razões por que isso ocorre são diferentes. Para isso, precisamos entender quais são as diferenças entre o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2.

Diferenças entre Diabetes Tipo 1 e Diabetes Tipo 2

Como dissemos, o diabetes é uma doença crônica que impede que o corpo utilize a glicose adquirida através dos alimentos. A causa desse problema é a falta ou ausência de insulina, o hormônio responsável por levar a glicose até as células.

Assim, pessoas com diabetes tipo 1 e com diabetes tipo 2, sofrem com o mesmo problema decorrente do diabetes.

No entanto, o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2 são doenças diferentes.

Por quê?

Veja qual é a diferença entre o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2:

A principal diferença entre o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2 é que o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que faz com o que pâncreas pare de produzir insulina definitivamente.

No diabetes tipo 2, o pâncreas ainda produz insulina; porém, além de ser insuficiente, ela não pode ser plenamente metabolizada pelo organismo em decorrência da resistência à insulina que ocorre nos órgãos e músculos.

Ou seja, a principal diferença entre os dois tipos de diabetes é a causa da doença.

O diabetes tipo 1 é uma doença de origem autoimune, onde anticorpos da própria pessoa agridem as células produtoras de insulina.

Normalmente isso acontece na infância ou adolescência, e por isso é também chamado de Diabetes Juvenil. No caso do diabetes tipo 2, há uma grande influência genética agravada pela obesidade e sedentarismo.

O que é Diabetes Tipo 1

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os casos de diabetes tipo 1 representam entre 5% e 10% do total dos casos de diabetes. Ou seja: a incidência de diabetes tipo 1 é muito menor do que a de diabetes tipo 2.

Outra característica importante do diabetes tipo 1 é que a doença costuma aparecer durante a infância, mas também pode ser diagnosticada na adolescência ou até mesmo na idade adulta.

Ao contrário do diabetes tipo 2, o diabetes tipo 1 não ocorre devido ao estilo de vida, mas devido a um defeito no sistema imunológico, que ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, impedindo que o pâncreas possa desempenhar a sua função corretamente.

Como não existe cura para o diabetes tipo 1, é importante que ele seja controlado. Por isso, pessoas com diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina, com o objetivo de manter o controle da glicemia, além de outras medidas preventivas, incluindo o uso de medicamentos, alimentação saudável e a prática de exercícios físicos.

Veja como é feito o controle para diabetes tipo 1:

  • Insulina;
  • Medicamentos;
  • Dieta controlada;
  • Exercícios físicos.

Além disso, pessoas com diabetes tipo 1 estão mais suscetíveis a crises de hipoglicemia, que podem acontecer de forma rápida e precisam ser tratadas imediatamente.

Veja quais são os sintomas de diabetes tipo 1:

  • Excesso de urina;
  • Sede constante;
  • Perda de peso;
  • Aumento da fome;
  • Cansaço.

O que é Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que pode ter origem genética, mas que, na maioria dos casos, está relacionada ao estilo de vida.

O diabetes tipo 2 representa 90% dos casos de diabetes e é uma doença que vem aumentando muito nos últimos anos, devido às alterações no estilo de vida, como alimentação inadequada e sedentarismo.

Por se tratar de uma doença assintomática, muita gente não sabe que tem diabetes tipo 2. Isso aumenta o risco da doença, pois impede as pessoas de tomarem as medidas necessárias para tratar a doença antes que ela se torne descompensada, o que costuma ocorrer alguns anos após a pessoa começar a desenvolver a doença.

Como dissemos, no caso do diabetes tipo 2, no começo, o pâncreas até produz bastante insulina, tentando vencer a dificuldade que esse hormônio encontra para agir nas células e permitir a entrada de açúcar, mas, depois de algum tempo, o pâncreas entra numa espécie de estafa, perdendo a capacidade de produzir quantidades suficientes de insulina para metabolizar a glicose. Esse fato se deve a uma condição chamada resistência à insulina, que ocorre tanto em pessoas com diabetes como em pessoas que possuem síndrome metabólica.

Pessoas que desenvolvem resistência à insulina têm a capacidade reduzida de utilizar a glicose disponível, obrigando o pâncreas a produzir ainda mais insulina, uma vez que a insulina disponível não pode ser aproveitada pelo organismo.

Esse fato acaba resultando em hiperglicemia, que é o acúmulo de glicose na corrente sanguínea.

A maneira correta de avaliar a presença de hiperglicemia é através do exame de glicemia, que mede a quantidade de açúcar no sangue.

Causas do Diabetes tipo 2

As principais causas do diabetes tipo 2 são as alterações no estilo de vida, principalmente a dieta inadequada e o sedentarismo.

A obesidade também é considerada um importante fator de risco para o diabetes tipo 2, pois é esse excesso de gordura em alguns órgãos que causa a resistência à insulina. Foi constatado que o excesso de gordura corporal está diretamente associado a várias doenças metabólicas, como hipertensão, síndrome metabólica e diabetes tipo 2.

Por isso, é importante a presença de um nutricionista que oriente o paciente com sobrepeso ou obesidade a se alimentar de forma adequada.

Da mesma forma, um plano de exercícios físicos deve ser implementado, com o objetivo de ajudar o diabético a controlar o peso e aumentar a massa muscular.

Sintomas

Veja quais são os sintomas do diabetes tipo 2:

  • Excesso de sede;
  • Grande quantidade de urina;
  • Fome em excesso;
  • Perda de peso;
  • Fadiga;
  • Visão embaçada.

Riscos do Diabetes

Caso não tratado, o diabetes pode se tornar descompensado. Isso significa que a doença avançou e os sintomas já podem começar a aparecer.

Veja alguns dos riscos que o diabetes tipo 2 (caso não tratado) representa para a saúde:

  • Hipoglicemia;
  • Desmaios;
  • Infecções;
  • Problemas cardíacos (infarto, angina);
  • Acidente Vascular Cerebral – AVC (derrame);
  • Problemas na visão;
  • Nefropatia e insuficiência renal;
  • Neuropatia;
  • Amputações.

Tratamentos

O tratamento para diabetes tipo 2 pode incluir:

  • Medicamentos;
  • Dieta;
  • Exercícios físicos;
  • Cirurgia.

Pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 30 que não estão obtendo resultado com os tratamentos conservadores, podem recorrer à cirurgia metabólica como tratamento para o diabetes.

Segundo o cirurgião baiano Marcos Leão Vilas Boas, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a cirurgia deve ser considerada apenas em pacientes com o diabetes tipo 2, não sendo recomendada para os pacientes com diabetes tipo 1. O especialista ressalta ainda que é necessário um acompanhamento por toda a vida, mesmo para quem está com o açúcar totalmente normalizado e não precise mais usar medicações para controlá-lo.

Источник: https://www.vidanovametabolica.org.br/diabetes-tipo-1-diabetes-tipo-2-diferenca/

4 principais tipos de diabetes

4 principais tipos de diabetes

Os principais tipos de diabetes mellitus são o tipo 1 e o tipo 2, que apresentam algumas diferenças, como em relação à sua causa, podendo ser auto-imune, como no caso do tipo 1, ou associada a genética e hábitos de vida, como acontece no tipo 2.

Estes tipos de diabetes também podem variar de acordo com o tratamento, que pode ser feito com o uso de medicamentos em comprimido ou com aplicação de insulina.

Entretanto, existem ainda outras variantes destes tipos de diabetes, que são a diabetes gestacional, que surge em mulheres grávidas por influência das alterações hormonais deste período, a diabetes Latente Autoimune do Adulto, ou LADA, e o Maturity Onset Diabetes of the Young, ou MODY, que misturam características da diabetes tipo 1 e 2.

Assim, para entender melhor a diferença entre os tipos de diabetes, é importante saber como cada doença se desenvolve:

1. Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, na qual o organismo ataca, de forma errada, as células do pâncreas que produzem insulina, destruindo-as. Assim, a falta de produção de insulina, faz com que haja um acúmulo de glicose no sangue, o que pode trazer malefícios para vários órgãos, como insuficiência renal, retinopatia ou cetoacidose diabética.

Inicialmente, esta doença pode não provocar sintomas, entretanto, em alguns casos pode surgir:

  • Vontade frequente para urinar;
  • Sede e fome excessivas;
  • Perda de peso sem causa aparente.

Este tipo de diabetes, geralmente, é diagnosticado na infância ou na adolescência, pois é quando acontece esta alteração da imunidade.

Normalmente, o tratamento para a diabetes tipo 1 é feito com injeções diárias de insulina, além de uma alimentação com pouco açúcar e baixa quantidade de carboidratos. Saiba como deve ser a alimentação e o que deve e não deve comer se tem diabetes.

Também é importante que os pacientes mantenham a prática regular de exercício físico, sob orientação de um educador, para ajudar a controlar os níveis de açúcar e manter um metabolismo regulado.

2. Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é o tipo mais comum de diabetes, sendo causado por fatores genéticos juntamente com maus hábitos de vida, como consumo exagerado de açúcar, gordura, sedentarismo, sobrepeso ou obesidade, que provocam defeitos na produção e na ação da insulina no corpo.

Geralmente, este tipo de diabetes é detectado em pessoas acima dos 40 anos, pois é desenvolvido ao longo do tempo e, nas fases iniciais não causa sintomas, provocando danos ao corpo de forma silenciosa. Entretanto, em casos graves e com falta de tratamento, pode causar os seguintes sintomas:

  • Sensação constante de sede;
  • Fome exagerada;
  • Vontade de urinar frequente;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Dificuldade de cicatrização de feridas;
  • Visão turva.

Antes de se instalar a diabetes, normalmente, a pessoa já teve um período de glicose alta no sangue por vários meses ou anos, que é chamada de pré-diabetes. Nesta fase, ainda é possível impedir o desenvolvimento da doença, através da realização de atividades físicas e controle da dieta. Entenda como identificar e tratar a pré-diabetes, para impedir que se desenvolva a doença.

O tratamento da diabetes tipo 2 é feito com remédios para controlar a glicose no sangue, como metformina, glibenclamida ou gliclazida, por exemplo, prescritos pelo clínico geral ou endocrinologista. Mas, dependendo do estado de saúde do paciente ou da piora dos níveis de açúcar no sangue, pode ser necessário o uso diário da insulina.

Além do tratamento farmacológico, também se deve manter uma alimentação controlada em açúcar e outros carboidratos e também gorduras, além de ser importante praticar exercício físico regular. Estas medidas são essenciais para o controle correto da doença e para um envelhecimento com melhor qualidade de vida. Saiba mais como deve ser o tratamento e as consequência do diabetes tipo 2.

Diferenças entre o diabetes tipo 1 e tipo 2

Na tabela, encontra-se um resumo das principais diferenças entre estes dois tipos de diabetes:

Diabetes Tipo 1Diabetes Tipo 2
CausaDoença auto-imune, em que o corpo ataca as células do pâncreas, que deixam de produzir insulina.Predisposição genética, em pessoas que têm fatores de risco, como sobrepeso, sedentarismo, dieta com excesso de carboidratos, gorduras e sal.
IdadeComum em crianças e adolescentes, geralmente, dos 10 aos 14 anos.Na maioria das vezes, em pessoas acima dos 40 anos que passaram por um período prévio de pré-diabetes.
Sintomas

Os mais comuns são boca seca, urina excessiva, muita fome e perda de peso.

Os mais comuns são perda de peso, urina excessiva, cansaço, fraqueza, alteração da cicatrização e visão turva.

TratamentoUso de insulina dividida em várias doses ou em bomba de insulina, diariamente.Uso de antidiabéticos em comprimido, diariamente. Pode ser necessário o uso de insulina em casos mais avançados.

O diagnóstico do diabetes deve ser feito com exames de sangue que identificam o excesso de glicose na circulação, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada, teste de tolerância à glicose e teste da glicemia capilar. Veja como são feitos estes exames e os valores que confirmam a diabetes.

3. Diabetes gestacional

A diabetes gestacional surge durante a gravidez e pode ser diagnosticada nos exames de teste de glicose após as 22 semanas de gestação, sendo, também, causada por disfunção na produção e ação da insulina no corpo.

Geralmente, acontece em mulheres que já tem uma predisposição genética ou que têm hábitos de vida que não são saudáveis, como uma alimentação com excesso de gorduras e açúcares.

Os sintomas da diabetes gestacional são semelhantes aos da diabetes tipos 2 e o seu tratamento é feito com alimentação adequada e exercícios para o controle da diabetes, já que esta tende a desaparecer após o nascimento do bebê. No entanto, na maioria dos casos, é necessário o uso de insulina para um controle adequado da glicose no sangue.

Saiba melhor quais são os sintomas do diabetes gestacional, seus riscos e como tratar.

4. Outros tipos

Existem, ainda, outras formas de desenvolver a diabetes, que são mais raras e que podem ser desencadeadas por diferentes motivos. Alguns deles são:

  • Diabetes Latente Autoimune do Adulto, ou LADA, é um forma autoimune do diabetes, mas que acontece em adultos. Geralmente, suspeita-se deste tipo em adultos com diabetes tipo 2 que apresentam um comprometimento muito rápido da função do pâncreas e que precisam usar insulina de forma precoce;
  • Maturity Onset Diabetes of the Young, ou MODY, é um tipo de diabetes que acontece em jovens, mas é mais brando que a diabetes tipo 1 e mais parecido com o diabetes tipo 2. Assim, não é necessário o uso de insulina logo do início. Este tipo de diabetes está sendo cada vez mais comum, devido ao aumento do número de crianças com obesidade;
  • Defeitos genéticos que pode causar alterações na produção ou ação da insulina;
  • Doenças do pâncreas, como tumor, infecção ou fibrose;
  • Doenças endócrinas, como síndrome de Cushing, feocromocitoma e acromegalia, por exemplo;
  • Diabetes desencadeada pelo uso de medicamentos, como corticoides.

Existe ainda uma doença chamada diabetes insipidus que, apesar de ter nome semelhante, não se trata de diabetes, sendo uma doença relacionada a alterações de hormônios que produzem a urina. Se quer saber mais sobre esta doença, veja como identificar e tratar o diabetes insipidus.

Источник: https://www.tuasaude.com/tipos-de-diabetes/

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