5 dicas para viver bem com diverticulite

Diverticulite: alimentos que devem ser evitados

5 dicas para viver bem com diverticulite

A diverticulite é um transtorno no qual o revestimento do cólon sai para a parte externa como se fossem pequenas bolsinhas ou pelos, o que gera mal-estar e dor ao ingerir determinados tipos de alimentos. Conheça neste artigo quais alimentos devem ser evitados por aqueles que sofrem com esta disfunção.

O que saber sobre a diverticulite?

Como dito no início, a diverticulite é a presença de pequenas bolsas, hérnias ou avultamento no intestino, mais precisamente no trecho que corresponde ao cólon.

É uma afecção muito comum que não apresenta sintomas, exceto se os dejetos ou partículas de alimentos ficarem “presos” nestas protuberâncias ou divertículos, o que faz com que as bactérias se proliferem.

Dessa forma, é neste momento que começam as dores na parte baixa e esquerda do abdômen, sendo este o primeiro sinal. Também temos que prestar atenção se sofremos com diarreias seguidas de prisão de ventre, febre, náuseas ou vômitos, por exemplo.

Uma vez que aconteçar um episódio de diverticulite, há um risco de até 45% de que aconteça novamente. Os médicos aconselham alguns alimentos que não podem ser consumidos ou, ao menos, evitados para que o quadro não piore.

Leia também: 6 sinais de que seu intestino está doente.

Grãos

Evite comer produtos derivados de cereais, como é o caso da pipoca, pães de milho, aveia ou qualquer alimento que seja feito com farelo ou arroz integral. Todos eles contêm muita quantidade de fibras difíceis de digerir e que poderiam ficar presos nos divertículos, agravando o quadro.

Para substituí-los, prefira grãos refinados, como massas, arroz branco, alimentos assados ou biscoitos de farinha branca refinada.

Frutos e vegetais

É verdade que não podemos viver sem consumir estes alimentos, mas, ao menos, durante o momento em que se manifesta o quadro, aconselha-se não consumi-los.

Evite consumir os frutos secos, como as uvas passas, pois têm muita fibra. Afaste-se das bagas, ou seja, mirtilos, framboesas etc., pois suas sementes são difíceis de ingerir, assim como também os vegetais crucíferos como o brócolis, o repolho e a couve-flor.

Não beba sucos com polpa e certifique-se de que todos os vegetais que você consumir estejam cozidos, assim você amolecerá as fibras e conseguirá digeri-las com mais facilidade.

Evite, por sua vez, quase todas as frutas cruas, com exceção dos pêssegos, abacate, melão e banana.

Carnes e proteínas

Escolha os cortes de carne mais finos ou picados, os peixes (de qualquer espécie) e os ovos para que sejam suas principais fontes de proteína. Estes alimentos não irritam o cólon e são fáceis de diferir.

Não consuma queijos fortes porque eles contêm uma grande dose de caseína, ruim para a diverticulite. Retire de seu menu todos os pratos que contenham sementes ou nozes, como as manteigas de amendoim, por exemplo. Reduza as porções de feijões, ervilhas e legumes porque é sabido que são uma grande fonte de fibras.  

Cascas e especiarias

Estes alimentos também estão proibidos porque causam mais inflamação da que já se manifesta nesta doença. Isso quer dizer que tanto as frutas, verduras ou carnes não devem ter pele nem casca. As especiarias muito picantes também são ruins para o organismo.

Bebidas energéticas

Neste grupo estão o café, chá, mate, chocolate e refrigerantes ou bebidas com gás, pois irritam o intestino.

No caso da cafeína, incluída em quase todos estes, contraem os músculos do cólon, tem a capacidade de eliminar a água que as fezes contêm e de causar a prisão de ventre. Se é difícil deixar o café, comece a tomar o descafeinado, mas procure aos poucos deixá-lo.

Leia também: Quando café podemos tomar diariamente?

Dicas, conselhos e remédios para a diverticulite

  • Beber muita água (entre seis a oito copos por dia);
  • Ir ao banheiro apenas quando sentir vontade e não segurar quando tiver necessidade porque pode agravar a situação;
  • Faça exercícios para beneficiar os músculos das pernas, do quadril e os do cólon, para facilitar as evacuações;
  • Não use laxante ou enemas se sofre de prisão de ventre, porque podem irritar ainda mais seus intestinos e criar a dependência, já que não há um funcionamento correto do aparelho excretor;
  • Evitar consumir alimentos que sejam muito processados ou com gordura, assim como os picantes, os açúcares e as frituras;
  • Evitar alimentos que contenham sementes. Mastigar bem antes de engolir porque os fragmentos podem se alojar entre os divertículos causando dor e inflamação;
  • Comer papas ou purês de vegetais ou frutas cozidas. Você pode preparar batidas sem polpa também para estimular à cura durante seu tratamento.

As plantas recomendadas para tratar a diverticulite são: 

  • Camomila: reduz a inflamação e traz alívio. Consuma, ao menos, um chá de camomila por dia.
  • Hortelã: serve para aliviar o inchaço no abdômen, as dores, as náuseas e os gases. Beba até 3 xícaras por dia.
  • Orégano: reduz a inflamação no cólon.
  • Tomilho: é uma grande fonte de fibras e de compostos analgésicos antiespasmódicos e anti-inflamatórios. Você pode usá-lo como condimento para sopa, molhos ou saladas.
  • Cúrcuma: é um anti-inflamatório natural que se usa para qualquer tipo de inflamação e para reduzir os divertículos.

Imagens cortesia de Hey Paul Studios, Orin Zebest, Memi Beltrame e woodleywonderwork.

Источник: https://melhorcomsaude.com.br/diverticulite-alimentos-evitados/

Tem diverticulite? Saiba mais sobre o que você (não) deve comer

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Baseie a sua alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados, aposte nas fibras e beba mais água.

Você já ouviu falar na diverticulite? O nome parece estranho, mas essa doença pode estar cada vez mais ligada ao estilo de vida moderno.

Isso porque, além dos fatores genéticos, os hábitos alimentares ruins aumentam as chances do surgimento dessa doença, conforme afirma o médico Sérgio Lima, Coordenador do Serviço de Coloproctologia do Hospital Universitário João De Barros Barreto, ligado a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Em entrevista ao Saúde Brasil, ele explica alguns pontos sobre a doença e como é possível evitar que ela apareça. Mas antes de falar sobre tratamento e prevenção, vamos explicar o que são os divertículos e a diverticulite.

Afinal, o que são os divertículos? Todo mundo tem?

Tudo começa com o surgimento dos divertículos, que são pequenas bolsas que podem aparecer em qualquer parte do tubo digestivo, sendo mais comum no intestino grosso, também conhecido como cólon, conforme explica o Blog da Saúde. Como o próprio nome sugere, diverticulite nada mais é que a inflamação de um dos divertículos.

Mas o médico lembra que nem todo mundo tem essas pequenas bolsas no intestino grosso. Elas podem se desenvolver ao longo do tempo, tendo uma prevalência de 30% aos 60 anos e 65% ou mais aos 80 anos.

Como identificar a diverticulite?

Segundo Sérgio Lima, a maioria dos pacientes apresentam dor abdominal, especialmente no canto inferior esquerdo. Sentir dor ao apertar o abdome também é um sinal de algo não vai bem. Ainda de acordo com  a reportagem feita pelo Blog da Saúde, outros sintomas comuns da doença são febre e diarreia.

Em caso de suspeita da doença, o exame indicado para o diagnóstico é a tomografia de abdome, afirma o médico. E ele alerta que, em situação de crise, a colonoscopia deve ser evitada, pois pode agravar o quadro inflamatório.

Como o estilo de vida pode influenciar a diverticulite?

Nas últimas décadas, o Brasil passou por diversas mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais que evidenciaram transformações no modo de vida da população. Nesse contexto, o setor saúde tem importante papel na promoção da alimentação adequada e saudável, compromisso expresso na Política Nacional de Alimentação e Nutrição e na Política Nacional de Promoção da Saúde.

Existem três fatores que podem ser associados ao surgimento dos divertículos e, consequentemente, da diverticulite: a predisposição genética, idade e os hábitos alimentares.

Segundo Sérgio Lima, a ingestão de água e alimentos ricos em fibras, além da prática de atividade física, podem evitar o surgimento da doença.

Vale ressaltar que a obesidade pode favorecer as complicações da diverticulite. 

O Guia Alimentar para a População Brasileira é um documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação adequada e saudável, configurando-se como instrumento de apoio às ações de educação alimentar e nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS) e também em outros setores.

Saiba mais Como tomar mais água

O que você não deve comer?

Alguns estudos mostram um risco aumentado de desenvolvimento da doença diverticular associado à dieta rica em carne vermelha e gordura, conforme afirma o médico Sérgio Lima.

Ele explica ainda que beber pouca água e comer alimentos com pouca fibra provoca a constipação intestinal, causando o aumento da pressão no interior do cólon, o que força a mucosa da região e contribui para a formação dos divertículos.

Alimentos como legumes, verduras e frutas são excelentes fontes de fibras, vitaminas, minerais e de vários compostos que contribuem para a prevenção de muitas doenças. Os ultraprocessados, como biscoitos recheados, salgadinhos “de pacote”, refrigerantes e macarrão “instantâneo”, são nutricionalmente desbalanceados e podem ser muito pobres em fibras.

Por conta de sua formulação e apresentação, eles tendem a ser consumidos em excesso. Já a falta de fibras decorre da ausência ou da presença limitada de alimentos in natura ou minimamente processados nesses produtos.

Além disso, alguns medicamentos como os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que é caso do paracetamol, podem provocar a diverticulite, segundo o médico.


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Por que consumir fibras é importante?

Segundo o livro Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição, de autoria do Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a inclusão de fibras na dieta tem impacto positivo na normalização das concentrações de lipídeos sanguíneos, redução dos níveis glicêmicos, aumento do bolo fecal e melhoria do trânsito intestinal. Efeitos que evitariam a formação dos divertículos, explica o médico.

Xô, intestino preso 

A publicação explica ainda que as fibras insolúveis (não solúveis em água) aumentam a capacidade de retenção de água do material não digerido e, por isso, ocorre o aumento do volume fecal e a diminuição do tempo do trânsito intestinal, aumentando a frequência das evacuações.

Fontes de fibra insolúvel: grãos (feijão, grão de bico, soja, lentilha), cereais integrais (arroz, centeio, trigo e farelos), vegetais e talos de vegetais (brócolis, couve-flor), verduras folhosas, cascas e bagaços de frutas.

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Qual o tratamento para a diverticulite?

O tratamento é clínico em casos mais leves, combinando medicamentos e dieta, conforme explica o médico. Em casos mais intensos e graves, pode ser preciso internar o paciente e até mesmo realizar uma intervenção cirúrgica.

Источник: http://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/tem-diverticulite-saiba-mais-sobre-o-que-voce-nao-deve-comer

Cirurgia do Intestino Grosso | Dr. Rodrigo Cirurgião Bariátrico

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Cirurgia do Intestino Grossohttps://bariatricaemetabolicabh.com.

brCirurgia do Intestino Grosso

Se você já ouviu falar em cirurgia do intestino grosso, mas não sabe exatamente do que se trata, aqui você irá conferir o que é, para quem ela é indicada e saber outros detalhes importantes sobre o assunto. Então, para iniciar, vamos, primeiramente, entender o que é intestino grosso.

O que é Intestino Grosso?

O intestino grosso é uma importante parte do sistema digestivo do corpo humano, localizado após o estômago e o intestino delgado. Inicia-se no ceco e termina no reto.

Ele é responsável por absorver a água dos alimentos ingeridos, possuindo uma flora bacteriana bastante rica.

Após a absorção da água ser realizada pelo intestino grosso, os resíduos dos alimentos são eliminados através do ânus em forma de bolo fecal.

Esse bolo é o restante das substâncias que não foram necessárias para aproveitamento pelo organismo.

Devido à sua importância para o organismo como um todo, o intestino grosso precisa de cuidados e, o ideal é que ele passe por avaliação médica periodicamente.

No caso do surgimento de eventuais problemas mais sérios nessa região, um profissional especializado deverá ser consultado para verificar o melhor tratamento e se há a necessidade de se realizar algum procedimento cirúrgico  do intestino grosso.

O que é Cirurgia do Intestino Grosso?

A cirurgia do intestino grosso é um grupo de procedimentos com o objetivo de tratar afecções do cólon que não respondem ou não podem ser tratadas de forma conservadora: doença diverticular do cólon com complicações, tumores do cólon, obstrução intestinal, apendicite aguda, doença de Chron entre outros.

Antes, era preciso passar por uma dolorosa operação, que contava com a realização de cortes profundos na região abdominal, o que costumava causar muita dor e dificuldades na recuperação.

Hoje, os procedimentos podem ser feitos através de técnicas avançadas da medicina, trazendo inúmeras vantagens ao paciente, quando comparada aos métodos anteriores.

É o caso da cirurgia laparoscópica, que é considerada uma técnica minimamente invasiva, proporcionando rápida recuperação com menores taxas de complicações.

Outra técnica minimamente invasiva é a Cirurgia Robótica, que além dos benefícios já conhecidos da laparoscopia, proporciona inúmeros outros.

Cirurgia do Intestino Grosso: Colostomia, o que é?

A Colostomia é um tipo de procedimento cirúrgicos sobre o intestino grosso, que por meio de um corte na parede abdominal, desvia o trânsito de fezes do intestino grosso para o exterior. Esse corte ou incisão com o intestino exteriorizado é chamado de estoma, onde pode ser anexada uma bolsa de colostomia que coleta as fezes.

As colostomias podem ser temporárias ou definitivas, dependendo da doença que motivou a operação.

As indicações de colostomia podem variar bastante, como para tratar os casos de:

  • Obstrução Intestinal;
  • Lesões traumáticas;
  • Doença de Crohn com complicações;
  • Câncer colorretal;
  • Diverticulite aguda com perfuração;
  • Isquemia mesentérica (infarto intestinal);
  • Colite ulcerativa complicada;
  • Como proteção para uma anastomose ou sutura intestinal.

Cirurgia Colorretal por Laparoscopia

Entre as diversas técnicas cirúrgicas sobre o intestino grosso, destacamos as menos invasivas realizadas com com pequenas incisões no abdômen:  cirurgia minimamente invasiva (cirurgia laparoscópica e cirurgia robótica).

Basicamente, neste tipo de operação, o cirurgião introduz uma pequena câmera de vídeo em um corte pequeno, utilizando também outros instrumentos cirúrgicos introduzidos na cavidade abdominal também por pequenas incisões com 0,5 a 1,5 cm de diâmetro..

Pelo vídeo, o médico consegue visualizar o órgão afetado e tratá-lo impondo menor trauma tecidual ao paciente.

Não há dúvidas de que a cirurgia minimamente invasiva sobre o intestino grosso reduz o desconforto pós-operatório e acelera a recuperação após a intervenção cirúrgica.

Benefícios da Cirurgia do Intestino Grosso com Técnicas Minimamente Invasivas (Laparoscopia e Robótica)

A cirurgia do intestino grosso feita nos dias de hoje por meio de técnicas minimamente invasivas já oferece muitas vantagens:

  1. Ameniza a dor pós-cirúrgica;
  2. Reduz o tempo de hospitalização;
  3. Agiliza o processo de recuperação;
  4. Minimiza riscos de infecções;
  5. Reduz a incidência de complicações pós-operatórias em geral.

Riscos da Cirurgia do Intestino Grosso

Os riscos da cirurgia do intestino grosso geralmente são minimizados devido à técnica avançada que tem sido utilizada.

Porém, como em qualquer procedimento cirúrgico, podem ocorrer complicações como:

  • Hemorragias;
  • Infecções;
  • Trombose e embolia pulmonar;
  • Fístulas.

Dica importante

Vale lembrar que somente o médico poderá definir qual a melhor técnica para o seu caso: convencional, laparoscópica ou robótica.

Logo, as informações acima são apenas para conhecimento geral sobre o assunto, e qualquer dúvida mais específica sobre uma situação em particular deve ser sanada conversando com um especialista.

Cirurgia do Intestino Grosso em BH

Falando nisso, a Clínica BAROS – Cirurgia da Obesidade e Diabetes e Cirurgia Digestiva Minimamente Invasivas, dispõe de profissionais altamente especializados.

Portanto, você pode entrar em contato e agendar uma consulta, ou enviar seu questionamento online via contatos abaixo:

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Colectomia – Retirada Parcial ou Total do Intestino Grosso (Cólon)

5 dicas para viver bem com diverticulite

O procedimento deve ser realizado quando há tumor benigno ou maligno no intestino grosso. É necessária a retirada do segmento envolvido para evitar duas complicações muito comuns: sangramento e obstrução intestinal, complicações que obrigam o paciente a ser submetido a cirurgia de urgência.

Igualmente, é indicada para paciente portador de mais de duas crises de diverticulite aguda, que corre o risco de ter mais alguma crise com perfuração ou abscesso, necessitando cirurgia de urgência e internação hospitalar por vários dias – além dos riscos de complicações graves, como infecção e até a morte.

A intestino grosso não faz falta?

A principal função do cólon ou intestino grosso é a absorção de líquidos. Portanto, quando retirado, exige do paciente um período de adaptação, no qual é normal a produção de fezes muito líquidas. No entanto, devido à adaptação do organismo, haverá uma maior absorção pelo restante do intestino, com a normalização das funções em algumas semanas e ou meses.

Indicação cirúrgica

Permite que o paciente realize a cirurgia em caráter eletivo, isto é, podendo escolher dia, cirurgião e hospital. Evitando o desconforto de realizá-la em caráter de urgência ou com infecção, o que costuma exigir um procedimento aberto e demanda vários dias de internação.

Marcação da cirurgia

Normalmente, a cirurgia é marcada para dia escolhido por cirurgião e paciente. São necessários exames laboratoriais e avaliação cardiológica pré-operatória para a realização da cirurgia com segurança.

Internação hospitalar

O paciente é internado um dia antes da cirurgia para preparo intestinal.  Deve seguir jejum de, no mínimo, oito horas, inclusive sem água. O procedimento é realizado sob anestesia geral.

A cirurgia pode levar de duas a quatro horas, dependendo das condições locais e do segmento intestinal retirado.  Em 99% dos casos, pode ser realizada por videolaparoscopia.

Em apenas 1% dos casos necessita a conversão (passagem da cirurgia de videolaparoscopia para a convencional – aberta).

Cirurgia

São feitas cinco incisões: uma de 1 cm na cicatriz umbilical umbilical (por onde é colocada a câmera que oferece ao cirurgião, pelo monitor, uma visão com 20 vezes de aumento e iluminação potente), quatro em HD- alta definição  incisões de 5 mm e uma de 1 cm ao longo de quatro quadrantes do abdômen. O abdômen é insuflado com gás carbônico para que o cirurgião possa enxergar dentro da cavidade.

O intestino é dissecado e ressecado parcial ou totalmente,  dependendo do envolvimento da lesão.

São utilizados materiais do tipo stapler, grampeadores intestinais que cortam e suturam ao mesmo tempo, tornando a cirurgia mais rápida e segura.

 A retirada do segmento do intestino é realizada com uma pequena ampliação de uma das incisões. Ao final do procedimento, retira-se também o gás carbônico.

Pós-Operatório

Após a cirurgia o paciente fica na sala de recuperação por três a quatro horas, acompanhado diretamente por uma enfermeira. Assim que acorda, é liberado para o quarto.

No quarto, o paciente já terá condições de levantar e caminhar.

Deve levantar bem devagar e em etapas: primeiro, elevar a cabeceira da cama, aguardar 15 minutos, sentar na cama com os pés para fora, aguardar mais 15 minutos, para, então, levantar – sempre com ajuda de alguém. Deve chamar a enfermeira para ajudá-lo.

Mesmo assim, na primeira vez em que levantar, o paciente ainda poderá ter tonturas, náuseas e vômitos, taquicardia, hipotensão postural, sudorese e mal-estar, os quais devem passar após estas primeiras levantadas.

Sempre haverá medicação para dor leve, moderada ou forte, e também em caso de náuseas ou vômitos. O paciente deve solicitar à enfermeira quando necessário.

No segundo dia após a operação, é iniciada dieta líquida, que progredirá (água/ dieta líquida/ pastosa e branda) na medida em que o paciente se sinta bem, satisfeito e recuperado, o que deve ocorrer em uma semana. Considerando que a videolaparoscopia permite uma ótima recuperação, com muito menos dor do que a cirurgia aberta ou convencional, o período de internação hospitalar pode ser muito menor.

Alta hospitalar

Geralmente, o paciente tem alta hospitalar até o sétimo dia de pós-operatório. Ele receberá instruções da equipe médica quanto a curativos e eventuais dores.

Micropores são colocados sobre as incisões e devem permanecer ali até retorno do paciente ao cirurgião, dentro de sete a dez dias. Os micropores podem ser molhados durante o banho, pois secam no lugar.

Se o paciente preferir, pode ainda passar um secador no local.

O paciente pode caminhar à vontade (quanto mais caminhar, melhor). Pode subir e descer escadas, se abaixar, se esticar e dirigir o carro. Deve apenas evitar esforços físicos e esportes, como carregar peso, correr, nadar, fazer ginástica – pelo período de 60 dias.

Retorno às atividades

O paciente pode retornar ao trabalho quando estiver se sentindo bem. Geralmente, isso ocorre em torno de 15 a 30 dias, dependendo da evolução pós-operatória. O limite da movimentação é a dor. Se não tiver dor, a pessoa pode realizar o que quiser.

Источник: http://luizdecarli.com.br/blog/2018/05/25/colectomia-retirada-parcial-ou-total-do-intestino-grosso-colon/

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