5 dúvidas comuns sobre o adoçante stevia

Qual é o melhor adoçante? Saiba prós e contras de 10 tipos

5 dúvidas comuns sobre o adoçante stevia

Na prateleira do mercado, a lista de tipos de adoçante é grande: acessulfame K, aspartame, ciclamato de sódio, esteviosídeo/stévia, frutose, manitol, sacarina, sorbitol, sucralose e xilitol. Mas você sabe como escolher a melhor opção?

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“Como profissional e, em uma situação em que todos os estudos mostram-se obscuros, o mais prudente seria a recomendação de produtos que levam em sua composição os adoçantes naturais, como stévia, sorbitol, manitol.

A sucralose, embora seja artificial, tem sido a mais utilizada e recomendada pela comunidade científica, pela segurança de uso e pelo paladar mais agradável, já que não deixa gosto residual como outros adoçantes”, disse a nutricionista Alessandra Paula Nunes, da Salutem – Nutrição e Bem Estar.

Para saber prós e contras de cada tipo de adoçante, o Terra conversou com Nunes e com a nutricionista Alessandra Almeida, da Clinica Andrea Santa Rosa. Vale lembrar que a escolha do produto deve ser guiada por um nutricionista ou médico.

Detalhes: é um sal derivado do potássio. Para atingir a dose máxima permitida por dia, uma pessoa com 70 kg precisaria consumir diariamente seis litros de um refrigerante zero.

Prós: possui poder adoçante 125 vezes maior que o açúcar.

Contras: a única restrição ao consumo desse adoçante é para portadores de doenças renais ou outras patologias cujo tratamento deve restringir o consumo de potássio.

Calorias: não-calórico

2. Aspartame

Detalhes: é muito utilizado principalmente nas bebidas dietéticas.

Prós: tem poder adoçante 200 vezes maior que o açúcar.

Contras: existem dúvidas quanto aos malefícios desse adoçante, pois alguns estudos falam do

seu potencial carcinogênico, enquanto outros relatam a segurança do uso.

Calorias: aspartame líquido contém 1,3 cal/10 gotas e em pó 4 cal/g

3. Ciclamato de sódio

Detalhes: se houvesse um adoçante comercial composto 100% por ciclamato, uma pessoa de 70 kg poderia consumir diariamente, no máximo, seis sachês. Mas não há marca comercial que utilize apenas o ciclamato na composição.

Ele está sempre associado a outros adoçantes e, dessa forma, a quantidade presente nos produtos é muito pequena.

“Vale ressaltar que, no Brasil, o uso dessa substância é controlado pela Anvisa, que autoriza a comercialização com o limite máximo de 0,04 g de ciclamato para cada 100 g de alimento ou bebidas”, acrescentou a nutricionista Alessandra Nunes.

Prós: adoça 50 vezes mais que o açúcar.

Contras: talvez seja o mais polêmico de todos. É amplamente utilizado em produtos alimentícios e farmacêuticos. No final da década de 1960, iniciaram-se alguns estudos sobre sua toxicidade, já que a metabolização do ciclamato pelo organismo gera um produto tóxico com ação carcinogênica.

A maioria relata risco de desenvolvimento de câncer de trato urinário.

As pesquisas sugerem que o consumo em longo prazo de alimentos contendo essa substância, como por exemplo, duas latas de refrigerante dietético por dia, durante 10 anos, seriam suficientes para aumentar em até três vezes a chance da doença.

Porém, nada até esse momento se mostrou comprovado, pois todos esses estudos foram realizados com doses acima da recomendada. A nutricionista Alessandra Almeida acrescentou que o produto contém sódio em sua composição e, portanto, é um fator de risco para os hipertensos. 

Calorias: não-calórico

4. Esteviosídeo/Stévia

Detalhes: extraído de uma planta conhecida como Stevia rebaudiana, tem dose diária recomendada de 5,5mg/kg, então uma pessoa de 70 kg poderia consumir 385 mg por dia de steviosídeo. Não tem contraindicação e é totalmente atóxico.

Prós: é natural e possui sabor 300 vezes mais doce que o açúcar. Tem boa estabilidade em altas e baixas temperaturas, podendo ser levado ao fogo e ao congelador.

Contras: possui forte sabor amargo residual.

Calorias: não-calórico

5. Frutose

Detalhes: extraída das frutas maduras, de alguns vegetais e do mel, pode ser consumida por diabéticos, mas só com orientação médica ou de uma nutricionista. Produz 4 cal/g, o mesmo valor da sacarose (açúcar comum). Por essa razão, é desaconselhável para regimes de emagrecimento.

Prós: a frutose é uma vez e meia mais doce que o açúcar, reduzindo assim a quantidade usada, ou seja, precisa de menos frutose para dar o mesmo sabor doce do açúcar.

Contras: não possui limite de consumo, mas o excesso de frutose pode causar aumento nos triglicerídeos sanguíneos e provocar cáries, como informou Alessandra Nunes.

Calorias: 4 cal/g 

 6. Manitol

Detalhes: é um edulcorante natural amplamente encontrado em vegetais como aipo, cebola e beterraba. Seu consumo diário é de 30g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g.

Prós: seu poder adoçante é de 70% em relação ao açúcar. Não provoca cáries.

Contras: há relatos de que provoca um significativo efeito laxante quando ingerido em doses elevadas. 

 Calorias: 2,4 cal/grama

7. Sacarina

Detalhes: uma pessoa com 70 kg pode consumir até 28 sachês por dia.

Prós: tem poder adoçante 300 vezes maior que o açúcar.

Contras: até hoje não existem comprovações quanto a sua toxicidade. “Sacarina sódica possui sódio em sua composição, sendo um fator de risco para os hipertensos”, alertou a nutricionista Alessandra Almeida.

Seu uso não é indicado em período gestacional, pois é permeável à placenta e de difícil excreção pelo feto, o que estaria associado à diminuição do crescimento do bebê e ao aparecimento de tumores malignos, como informou Alessandra Nunes.

 Calorias: não-calórico

8. Sorbitol

Detalhes: 50% menos doce que o açúcar, seu consumo diário é de 30g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g.

Prós: é uma substância natural de algumas frutas e de algas marinhas. Resiste a temperaturas elevadas.

Contras: contraindicado para obesos e diabéticos descontrolados. Doses muito altas são diuréticas e aumentam a perda de cálcio no organismo, segundo Alessandra Nunes.

Calorias: 0,01 cal/gota 

9. Sucralose

Detalhes: embora feita a partir de açúcar e com gosto de açúcar, não é reconhecida pelo organismo como um hidrato de carbono e, por isso, tem zero calorias. É uma alternativa útil para quem está tentando reduzir o açúcar ou a ingestão de calorias. Muitos produtos diet ou light, incluindo refrigerantes, bebidas gasosas e doces, são adoçados com sucralose.

Prós: é cerca de 600 vezes mais doce do que o açúcar e, portanto, pequenas quantidades são necessárias para adoçar bebidas e alimentos.

Contras: “A sucralose, possui cloro em sua composição, que compete com a absorção de iodo na glândula da tireoide, sendo contraindicado para pessoas que possuem distúrbios na tireoide”, segundo a nutricionista Alessandra Almeida.

Calorias: não-calórico           

10. Xilitol

Detalhes: tem sabor semelhante ao da sacarose (açúcar comum). Não é encontrado puro e, normalmente, é usado na composição de adoçante para atenuar o gosto amargo de outros edulcorantes. Seu consumo diário é de 30 g a 50g em doses parceladas por dia, embora algumas pessoas não tolerem quantidades superiores a 10g. Seu poder adoçante corresponde a 50% da sacarose.

Prós: tem o diferencial de causar uma sensação refrescante na saliva.

Contras: doses acima de 30 g/dia podem causar diarreia.

Calorias: 2 cal/g

Fotos: Getty Images

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Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias

Источник: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/nutricao/qual-e-o-melhor-adocante-saiba-pros-e-contras-de-10-tipos,04edfa23d4818410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

Adoçante Artificial: As perguntas mais frequentes

5 dúvidas comuns sobre o adoçante stevia

Como você decide se deve usar açúcar ou adoçante? Quando chega na prateleira do supermercado você consegue saber qual a melhor opção na escolha do adoçante que melhor atenda aos seus objetivos?  Essas e outras questões são respondidas nessa matéria gentilmente compartilhada pela nutricionista  Edina Aparecida Tramarin Trovões. Gratidão!!

Leia com atenção e reveja seus hábitos. Vale muito a pena!!

Quando devemos usar açúcar e quando usar adoçante?

O açúcar, extraído da cana de açúcar, é um alimento natural que pode ser utilizado por todas as pessoas que não apresentem problemas com o metabolismo da glicose, como no caso de diabetes e pessoas que produzem muita insulina. Deve ser consumido em pequenas quantidades, variando de 20 a 50 g/dia (incluindo o utilizado para adoçar líquidos e preparar sobremesas) dependendo do peso da pessoa. Isso equivale de 4 a 10 colheres de chá.

Os adoçantes (os que não são calóricos) são indicados para pessoas que não podem consumir açúcar, como diabéticos. Também pode ser utilizados por pessoas muito obesas que fazem restrição de calorias.

Atualmente, há pessoas que usam adoçante para manutenção do peso ou para “poupar calorias”, mas vale ressaltar que a troca do açúcar ou mel por adoçante não é sinônimo de alimentação saudável.

Quais as diferenças entre os adoçantes que estão à venda no comércio?

Existem adoçantes calóricos e não calóricos. Os calóricos fornecem a mesma quantidade de calorias que o açúcar (cerca de 4 cal/g), mas como apresentam poder de adoçar maior que o açúcar, usa-se pequenas quantidades resultando em média 0,02 cal/g.

Vale lembrar que os adoçantes ou edulcorantes não funcionam como o açúcar: quanto mais se usa mais doce fica, nos adoçantes a intensidade da doçura não aumenta proporcionalmente ao aumento da quantidade utilizada.

Frutose: Extraído das frutas maduras e do mel. Adoça 2 vezes mais que o açúcar. É calórico e não possui limite de consumo, mas o excesso pode elevar o triglicérides no sangue.

Aspartame: Apresenta sabor parecido com açúcar, sem deixar sabor residual. Adoça de 120 a 200 vezes mais que o açúcar. Não pode ser levado ao fogo. É calórico, mas pode ser utilizado por diabéticos e obesos graves.

Ciclamato: Adoça em média 50 vezes mais que o açúcar, apresenta uma percepção tardia de doçura e deixa sabor residual amargo. Não é calórico, possui sódio na composição (maior risco para hipertensos). Pode ser levado ao fogo.

Sacarina: Em média 400 vezes mais doce que o açúcar, apresenta uma precepção tardia de doçura, deixa sabor residual amargo metalico. Não é calórico, possui sódio na composição.

Acesulfame K: Doçura de rápida percepção, não possui sabor residual e adoça de 100 a 200 vezes mais que o açúcar. É difícil de ser encontrado no comércio. Não é calórico.

Stévia: Extraído das folhas de uma planta, é 300 vezes mais doce que o açúcar. Não é calorico. Deixa um suave sabor residual e pode ser levado ao fogo.

Sucralose: Em média 600 vezes mais doce que o açúcar, extraído a partir do açúcar e não é calórico. Doçura de rápida percepção e não deixa sabor residual. Não está amplamente disponível no mercado. Pode ser levado ao fogo.

Crianças e mulheres grávidas podem usar adoçante?

Somente sobre orientação médica ou do nutricionista.

O adoçante existe para substituir o gosto doce do açúcar, mas apresenta algumas restrições e ainda são desconhecidos seus efeitos acumulativos ao longo dos anos.

Crianças diabéticas podem usar adoçante, respeitando o limite diário de ingestão, já as crianças obesas deveriam ser orientadas a não ingerir alimentos muito calóricos (refrigerantes, doces, chocolates, biscoitos recheados, frituras e outros) ao invés de substituir o açúcar por adoçante.

No caso de gestantes, utilizar um adoçante que não passe pela placenta e acabe se acumulando nos tecidos do bebê.

Considera-se que a Sacarina e o Ciclamato de sódio devem ser evitados por gestantes enquanto que o aspartame, a sucralose e o aceslfame K, não apresentaram, até o momento, riscos (desde que respeitadas as dose limites por dia).

Caso eu decida usar adoçante diariamente, há limites na quantidade ou posso usar a vontade?

Se você não tem diabetes, o ideal seria adoçar suavemente os líquidos, com açúcar ou mel (para cada 100 ml de liquido usar 5g de açúcar, ou 20 a 30 g por dia, dependendo do seu peso). Caso opte pelo adoçante, usar por dia a menor quantidade de adoçante possível, respeitando o limite máximo diário.

Consumo máximo permitido de adoçante por dia

Aspartame: 40 mg/KG de peso/dia, aproximadamente 10 gotas para cada quilo de peso

Ciclamato: 11 mg/KG de peso/dia

Acesulfame K: 15 mg/KG de peso/dia

Sacarina: 5 mg/KG de peso/dia

Stévia: 5,5 mg/KG de peso/dia

Sucralose: 15 mg/KG de peso/dia

Manitol: até 150 mg/KG de peso/dia

Frutose, sorbito, e xilitol não possuem recomendações quanto os limites máximos diário.

Gestantes devem considerar o peso que tinha antes de ficar grávida.

Cada adoçante apresenta um limite máximo de consumo recomendado, porém esta informação não está disponível no rótulo do fabricante. Fique atento a escolha que fizer e procure variar o tipo de adoçante no decorrer do tempo.

Fique atento na escolha que fizer e procure variar o tipo de adoçante periodicamente.

Por: Edina Aparecida Tramarin Trovões

Nutricionista – CRN 3-1579

E-mail – [email protected]

Texto publicado inicialmente na Revista City Penha

Adoçante Artificial: As perguntas mais frequentes was last modified: janeiro 23rd, 2021 by Edina A T Trovões

Источник: https://viverdepoisdos50.com/2016/11/adocante-artificial-as-perguntas-mais-frequentes/

Seis opções de adoçante natural sem edulcorante sintético

5 dúvidas comuns sobre o adoçante stevia
Imagem editada e redimensionada de Doris Jungo, está disponível no Pixabay

Conheça seis opções de adoçante natural para se livrar de uma vez por todas do açúcar branco e dos edulcorantes artificiais. Entenda:

Açúcar e adoçantes artificiais

O termo açúcar é o nome genérico para designar os diferentes tipos de carboidratos, como glicose, frutose, maltose, lactose e sacarose.

Existem também os adoçantes ou edulcorantes, que são substâncias diferentes do açúcar utilizadas para dar sabor doce aos alimentos, ou seja, são utilizadas para substituir totalmente ou parcialmente a sacarose, que é o tipo mais comum de açúcar extraído da beterraba e da cana-de-açúcar.

Riscos à saúde

Sabemos que existem muitos problemas relacionados ao consumo excessivo do açúcar, como o aumento de peso, obesidade e, por consequência, o risco de desenvolver diabetes (saiba mais sobre esse tema na matéria: “Açúcar: o mais novo vilão da saúde”).

Várias pesquisas também apontam os efeitos negativos na saúde provenientes do consumo de adoçante, como a ingestão em menor quantidade de vitaminas e minerais devido ao maior consumo de adoçante ou produtos que contêm adoçante, como os refrigerantes diet.

O adoçante contém os edulcorantes como princípio ativo, que são substâncias que podem ser artificiais ou naturais.

As dúvidas sobre os efeitos na saúde estão relacionadas ao consumo de adoçante que contém edulcorantes artificiais, como o aspartame que, ao ser metabolizado, origina produtos que podem causar danos à saúde. Por isso, adoçantes naturais são apontados como alternativas mais saudáveis.

Alternativa ao adoçante

Como dito anteriormente, existem outros tipos de adoçante que contêm edulcorantes naturais, como o xilitol e o stévia ou estévia.

1. Estévia contra diabetes

O edulcorante estévia é extraído das folhas da planta Stevia rebaudiana (Bert.) Bertoni, originalmente encontrada desde o Paraná até o Paraguai, sendo a única dentre 200 espécies de Stevia que possui o extrato usado como adoçante, apesar de ter um sabor levemente amargo.

Os usos da planta e dos cristais adoçantes de estévia datam de muitos séculos, sendo aproveitada por diversos povos indígenas da América do Sul para adoçar preparações, como chás.

Esse extrato que adquire a característica de um pó branco e que não possui calorias, segundo estudo, é utilizado pela indústria de alimentos em bebidas, enlatados, biscoitos e gomas de mascar, tanto no Brasil como no Japão.

Imagem editada e redimensionada de 13082, está disponível no Pixabay

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o estévia tem o poder de adoçar até 300 vezes mais que o açúcar comum, sendo que 16 mg do adoçante natural equivalem a uma colher de sopa de açúcar. A ingestão máxima permitida por dia de estévia é de 5,5 mg/kg de peso corporal.

Segundo pesquisa sobre as propriedades do estévia no tratamento contra o diabetes, o adoçante natural foi capaz de estimular a produção de insulina em testes realizados, mostrando-se efetivo no tratamento.

Outro aspecto positivo do estévia para a saúde, apontado pela mesma pesquisa, é a sua capacidade de atuar como antioxidante, combatendo radicais livres que podem destruir células saudáveis. O estévia também pode ser utilizado para o tratamento de uma doença genética chamada fenilcetonúria, que reduz a expectativa de vida da pessoa portadora, além de causar outros graves problemas.

Contudo, seu uso deve ser moderado. Análises mostram que a Stevia não oferece riscos quando utilizada como adoçante, porém o uso da planta está relacionado com baixa fertilidade em ratos, danos ao DNA de células cerebrais em ratos, além de reações alérgicas e enjoos. A erva também não é recomendada para gestantes.

Além disso, algumas empresas dizem que o produto é à base de edulcorantes naturais de steviosídeo, quando a quantidade da substância é mínima e na verdade eles possuem muitos adoçantes químicos artificiais. Por esse motivo, as fabricante Stevia Brasil e Gold Nutrition foram multadas pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) em 2012.

2. Xilitol previne cáries, osteoporose e outras doenças

O xilitol é um álcool obtido da glicose e da frutose. Ele possui propriedade de limitar a proliferação das bactérias causadoras da cárie nos dentes. O álcool xilitol também é eficiente no combate à bactéria causadora de sinusites e infecções do ouvido.

Como o xilitol não depende da insulina para ser metabolizado pelo organismo, ele pode ser utilizado por pessoas com diabetes tipo I ou tipo II. Para pessoas que estão em estado de pós-operatório ou pós-traumático, o xilitol ajuda na metabolização eficiente da glicose pelo organismo porque proporciona um aumento limitado de insulina e glicose no sangue destas pessoas.

Outro beneficio proporcionado pelo uso do xilitol é no combate e tratamento da osteoporose, ele é capaz de estimular a absorção de cálcio pelo intestino, permitindo que passe do sangue para os ossos.

3. Agave, antioxidante natural

A família da planta chamada Agave sp. possui várias espécies capazes de produzir o chamado mel de agave ou xarope de agave. As plantas agave são nativas do México e de alguns locais dos Estados Unidos, como a Flórida.

As espécies de agave são utilizadas há muitos séculos por indígenas dessas regiões como alimento e para preparo de bebidas.

A espécie Agave tequilana fornece a seiva para produção de tequila e existem pesquisas que atestam a possibilidade de usar a substância para produção de etanol.

Imagem editada e redimensionada de Lawra V , está disponível no Pixabay

O mel de agave pode ser utilizado como um adoçante natural substituto do açúcar. Esse produto, segundo estudo, é extraído da agave após alguns anos do seu desenvolvimento e antes do período de floração.

A seiva adocicada fica armazenada no centro da planta e então é extraída e filtrada. No México, o nome do mel ou xarope de agave é aguamiel.

O mel de agave é um antioxidante natural, probiótico, ou seja, estimula o crescimento de bactérias benéficas para o ser humano e possui índice glicêmico baixo (entre 20 e 30), porém ele não pode ser utilizado por diabéticos porque possui de 50% a 90% de frutose em sua composição. Existem estudos que apontam para a contribuição da frutose para o aumento do peso porque ela colabora com o aumento de gordura no corpo e diminui os níveis de produção de insulina.

A seiva de agave possui 16 calorias em uma colher de sopa, as mesmas calorias contida em uma colher de açúcar comum (sacarose), porém a seiva é 70% mais doce do que o açúcar. Desse modo, precisamos de menos quantidade de seiva. É importante que a agave seja utilizada com cautela, principalmente por causa dos efeitos de aumento de peso e devido à grande quantidade de frutose nela presente.

4. Açúcar de coco

O açúcar de coco é amplamente utilizado na Indonésia, sendo conhecido como nira. Na culinária da Indonésia, o ingrediente é utilizado em bebidas, lanches e molhos, como o típico molho de soja.

A matéria-prima para produção do açúcar de coco é a seiva das flores do coqueiro. Esta seiva é extraída da base das flores que ainda não brotaram.

É feito um pequeno corte na base e então a seiva pode ser extraída, rendendo litros, dependendo da quantidade de água que o coqueiro recebeu.

Com relação às propriedades, o açúcar de coco possui bastante sacarose e pouca quantidade de glicose e frutose, pode substituir o açúcar comum em diversas receitas, possui também vitaminas C e B, zinco, ferro, potássio e magnésio. Não é muito recomendável para pessoas diabéticas, apesar de possuir baixo índice glicêmico (35 a 54). O importante é sempre consultar o seu médico para ver se é possível incluir esse alimento na sua dieta.

Como a sacarose está presente em grande quantidade no açúcar de coco, é importante para os diabéticos que o total de sacarose não ultrapasse 10% do valor calórico total da sua dieta no dia, assim como também a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que a sacarose seja substituída por outros carboidratos no plano alimentar. Para saber mais sobre o açúcar de coco, dê uma olhada na matéria: “Açúcar de coco: mocinho ou mais do mesmo?”.

5. Farinha de coco

A farinha de coco é obtida como subproduto do leite de coco. Pesquisas apontam que alimentos preparados com farinha de coco possuem índices glicêmicos baixos e que, quanto mais farinha de coco é adicionada ao alimento, menor o índice glicêmico encontrado.

Dessa maneira, a farinha de coco, que possui índice glicêmico 35, ajuda na prevenção e controle da diabetes, além de fornecer alternativas para alimentos que possuem altos índices glicêmicos, como massas e pães.

Além desses benefícios, a farinha de coco é livre de glúten, possui muitas fibras e proteínas, fazendo dela um dos melhores adoçantes naturais.

6. Xarope de bordo

O xarope de bordo é um adoçante natural que serve como uma alternativa ao açúcar branco e ao mel de abelha, podendo ser usada em vários pratos. Mais conhecido no mundo como maple syrup, é a seiva circulante das árvores de bordo.

Apesar do nome ser pouco conhecido, a folha dessa árvore é bastante famosa, pois está presente na bandeira nacional do Canadá, sendo considerada um emblema do país. Mais de 80% de produção do xarope de bordo vem da província de Quebec, no Canadá.

Apesar de ser alto em açúcares, contém vitaminas, minerais e baixo índice glicêmico. Saiba mais sobre esse adoçante natural na matéria: “O que é xarope de bordo e para que serve?”.

Veja também:

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Источник: https://www.ecycle.com.br/2080-adocante-natural.html

5 adoçantes artificiais que fazem mal à saúde

5 dúvidas comuns sobre o adoçante stevia

A combinação de problemas crescentes em relação ao peso de jovens e adultos e, sua compulsão por comida, levou o mundo, nas últimas décadas a um verdadeiro tsunami de adoçantes artificiais que inundaram o mercado.

Eles agora possuem uma variedade de alimentos light ou de baixas calorias, e aparecem em todos os lugares desde fórmulas para chicletes para crianças.

No entanto, uma nova pesquisa revela que, longe de ajudar a acabar com os quilos indesejados, esses adoçantes artificiais podem realmente levar ao ganho de peso, especialmente no ganho indesejado de gordura.

Um novo estudo realizado recentemente – publicado no jornal Trends in Endocrinology and Metabolism – descobriu que muitos adoçantes artificiais, quando agem sobre os hormônios, podem realmente aumentar o desejo por açúcar, levando ao aumento no risco de obesidade e complicações posteriores, como diabetes e doenças no coração.

Enquanto mais pesquisas certamente falarão sobre o assunto, evitar os seguintes adoçantes é uma escolha certamente mais saudável.

#1. Sacarina

Embora ele seja mais de 300 vezes mais doce do que o açúcar, este substituto é, muitas vezes misturado com outros compostos, devido ao fato de ter um sabor ligeiramente metálico.

Por quase 20 anos, o programa de toxicologia dos EUA tinha esse adoçante em sua lista de substâncias cancerígenas.

Mesmo que, posteriormente ele tenha sido retirado dessa lista, em 2000, por suposta falta de provas, existem controvérsias sobre os danos da sacarina até hoje. Por outro lado, ela faz parte dos compostos dos adoçantes mais baratos e comuns no mercado.

#2. Sucralose

A Sucralose é 600 vezes mais doce que o açúcar, e ainda assim não contém calorias. É encontrada em uma séria de produtos alimentares especialmente os diet.

Mas, vários estudos têm demonstrado que a sua composição química não é muito compatível com o sistema digestivo humano, e que não pode ser completamente metabolizado pelo nosso organismo.

Algumas pessoas têm experimentado problemas gastrointestinais como diarreia, cólicas ou dores intestinais, dores de cabeça, irritação na pele, tonturas, edema ou agitação, quando ingerem essa substância.

600 vezes mais doce do que o açúcar, a sucralose é um risco à saúde.

#3. Acessulfame de potássio

Este não é um dos adoçantes mais conhecidos, mas ainda pode ser encontrado numa grande variedade de produtos.

Ainda é preciso ter investigação detalhada para saber se esse adoçante artificial pode causar câncer.

As preocupações giram em torno de um dos seus ingredientes, o cloreto de metileno, que foi identificado como uma substância cancerígena.

#4. Aspartame

Esse é um dos mais notórios adoçantes artificiais, e tem sido alvo de reclamações e protestos há anos. E com razão. Ela está ligada a diversos problemas de saúde, incluindo problemas neurológicos e psicológicos, como depressão, enxaqueca, mal de Alzheimer, comportamento agressivo e tendências suicidas.

Existem muitos estudos que podem comprovar a ligação na formação de tumores cerebrais. Está inserido em produtos voltados para os diabéticos, por ser o substituto dito mais adequado para o açúcar.

#5. Neotame

Digamos que esse é o adoçante mais potente que existe. Sendo 8 mil vezes mais doce que o açúcar. Esse é o mais novo dos adoçantes disponíveis no mercado e foi produzido pela gigante industrial Monsanto.

Sua estrutura química é semelhante ao da aspartame e um dos seus metabolitos é o formaldeído. Além disso, ele contém outro produto químico chamado 3-dimetilbutano, que está listado como um produto químico nocivo.

O neotame é 8 mil vezes mais doce que o açúcar e, um risco à saúde em potencial.

Todo cuidado é pouco

Esses adoçantes, como um todo, apesar da promessa de ajudar na perda de peso e ter hábitos de vida mas saudáveis, poder ser qualquer coisa, menos classificados como saudáveis.

A melhor alternativa para qualquer um destes produtos é o consumo consciente. Consumir pequenas quantidades de açúcar comum ou, melhor ainda, usar adoçantes como mel, agave ou extrato de frutas, que têm origem natural e trazem consigo benefícios adicionais à saúde, é o melhor a se fazer.

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Este artigo foi adaptado do original, “5 Artificial Sweeteners that are Really Bad for the Health”, do NaturalNews.

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Источник: https://jornaldoempreendedor.com.br/destaques/vida-saudavel/5-adocantes-artificiais-que-fazem-mal-a-saude/

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