6 CAUSAS DE DOR PARA URINAR EM HOMENS

DOR AO URINAR – Principais causas de disúria

6 CAUSAS DE DOR PARA URINAR EM HOMENS

Damos o nome de disúria quando o paciente queixa-se de desconforto ao urinar, principalmente quando os sintomas são dor ou ardência durante a micção.

A maioria das pessoas relaciona a dor para urinar apenas com infecção urinária, mas vários outros problemas do trato urinário ou ginecológico podem causar este tipo de sintoma.

A maior parte dos episódios de disúria ocorre por inflamação ou infecção da uretra e/ou bexiga. Porém, inflamações na próstata, testículo, epidídimo, vagina e útero também podem apresentar a disúria como um dos seus sintomas.

É muito importante conhecer as causas de disúria e saber correlacioná-las com o restante do quadro clínico para não cair na armadilha de achar que toda dor ao urinar é infecção urinária.

O termo disúria engloba vários sintomas semelhantes que costumam indicar inflamação de alguma região do trato geniturinário. Qualquer um dos sintomas abaixo pode ser considerado disúria, caso surja no momento da micção:

  • Dor.
  • Queimação.
  • Ardência.
  • Pontada.
  • Desconforto.
  • Dor na bexiga.
  • Dor na uretra (canal que leva a urina).
  • Sensação de peso.

Antes de seguirmos em frente com o artigo, não deixe de assistir também ao vídeo sobre sintomas da infecção urinária produzido pela equipe do MD.Saúde.

Causas de dor ao urinar

Vamos iniciar as explicações listando as principais causas de disúria para, a seguir, tentar mostrar como distinguir cada uma delas.

Doenças da próstata

  • Prostatite.
  • Hiperplasia benigna da próstata.
  • Câncer de próstata.

Outras causas de disúria

Como se pode ver, a dor ao urinar é um sintoma que está presente em mais de uma dezena de doenças diferentes, sendo, portanto, necessária a avaliação médica para se estabelecer um diagnóstico correto.

Sintomas comuns associados à dor ao urinar

Como a dor ao urinar é um sintoma muito comum, o médico costuma usar a história clínica e os sintomas associados à disúria na investigação do quadro.

Por exemplo, dor ao urinar em mulheres jovens costuma indicar cistite. Já em homens jovens, é mais provável que a disúria seja devido a uma prostatite ou uretrite. Em homens idosos, doenças da próstata devem ser sempre pensados, e em mulheres com corrimento, a uretrite e a vulvovaginite são as melhores apostas.

Vamos mostrar de forma resumida que tipos de informações ajudam a direcionar o diagnóstico da disúria.

1. A cistite é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria e também apresenta uma ou mais das seguintes características:

  • Mulher jovem.
  • Aumento da frequência da urina.
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
  • Sangue na urina.
  • Sintomas que se iniciaram 24-48 horas após relação sexual.

2. A pielonefrite é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria mais:

  • Febre alta.
  • Suores e Calafrios.
  • Vômitos.
  • Astenia.
  • Intensa dor lombar.
  • Sangue na urina.

3. A uretrite por gonorreia ou clamídia é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria mais:

  • Corrimento uretral purulento.
  • História recente de sexo sem preservativo.

4. A prostatite é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria e também apresenta uma ou mais das seguintes características:

  • Sexo masculino.
  • Dificuldades para urinar.
  • Febre.

5. A vaginite atrófica é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria e também apresenta uma ou mais das seguintes características:

  • Mulher após a menopausa.
  • Vagina ressecada.
  • Dor durante a relação sexual.

6. A vulvovaginite é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria e também apresenta uma ou mais das seguintes características:

7. O cálculo renal é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria e também apresenta uma ou mais das seguintes características:

  • Dor que inicia-se nas costas e desce em direção à virilha e genitália.
  • Dor que desaparece após a pedra ser expelida na urina (pode não sumir imediatamente se a pedra ferir a uretra durante a passagem).
  • Sangue na urina.

8. O aumento da próstata, seja por hiperplasia benigna ou por tumor, é um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria e também apresenta uma ou mais das seguintes características:

  • Homem acima dos 50 anos.
  • Jato urinário fraco.
  • Dificuldade para urinar.
  • Necessidade de levantar à noite várias vezes para urinar.
  • Sangue na urina.

9. Tumor de bexiga é um um provável diagnóstico quando o paciente se queixa de disúria e também apresenta uma ou mais das seguintes características:

  • Idade acima de 55 anos.
  • Emagrecimento.
  • Sangue na urina.
  • História de tabagismo.

Diagnóstico

É importante saber que a disúria é um sintoma e não uma doença. A dor para urinar é a consequência e não a causa. O diagnóstico e o tratamento devem mirar na doença que esteja causando a dor ao urinar. Em geral, os exames mais usados na investigação são:

  • Análise simples de urina (EAS ou Urina tipo I).
  • Urocultura.
  • Análise do corrimento uretral.
  • Análise do corrimento vaginal.
  • Ultrassonografia de próstata, bexiga e rins.
  • Dosagem sanguínea do PSA.

A decisão de solicitar ou não cada um dos exames citados acima depende dos prováveis diagnósticos diferenciais estabelecidos após a avaliação médica inicial.

Em mulheres jovens, a cistite é disparada a principal causa de dor ao urinar, sendo, por vezes, desnecessário solicitar exames complementares para se fazer o diagnóstico. Não é uma conduta errada do médico prescrever antibióticos para infecção urinária após uma simples avaliação clínica.

Entretanto, se em mulheres jovens a cistite é o diagnóstico mais provável nos casos de disúria, o mesmo não se aplica aos homens jovens. Neste grupo, a cistite é pouco comum e as uretrites e prostatites devem sempre ser lembradas como diagnóstico diferencial quando há queixas de ardência ao urinar.

Tratamento

O tratamento da disúria depende obviamente da causa. Infecções são tratadas com antibióticos, doenças da próstata devem ser avaliadas por um urologista, a vaginite atrófica melhora com estrogênio vaginal, etc. Não existe um remédio único que trate todas as causas de disúria ao mesmo tempo. Portanto, se não houver uma investigação adequada, não é possível haver um tratamento adequado.

Um erro muito comum é tratar apenas a dor ao urinar com analgésicos, como o Pyridium® (fenazopiridina), deixando de lado a verdadeira causa da disúria. O paciente toma o remédio, sente alívio temporário da dor, mas não se cura.

A dor volta assim que o efeito do remédio acaba (em alguns casos a dor nem sequer desaparece completamente). Essa conduta além de atrasar a cura do quadro, pode trazer complicações por deixar a doença causadora da disúria progredir.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/infeccao-urinaria/dor-urinar/

Conheça 6 causas inusitadas da infecção urinária

6 CAUSAS DE DOR PARA URINAR EM HOMENS

As diferenças entre o corpo da mulher e o do homem vão além daquelas que nos saltam aos olhos. O canal da uretra, por onde sai o xixi, é uma das diversidades que ficam escondidinhas. Enquanto na ala feminina essa via de saída mede cerca de 5 centímetros, na turma do Bolinha chega à incrível marca de 22 centímetros.

A consequência da discrepância não é nada vantajosa para as mulheres. Isso porque, nelas, bactérias que se metem a intrusas têm um caminho muito mais curto a percorrer até alcançar a bexiga. Quando chegam ao órgão, costumam fazer estragos.

Daí a vontade de urinar fica intensa, há dor e a urina às vezes vem acompanhada de sangue. É a cistite, nome formal da infecção urinária, que acomete de 20 a 30% da população feminina em certa fase da vida.

1. Obesidade

O vínculo é indireto, mas existe. Acompanhe o raciocínio: quem está muito acima do peso costuma exibir dobrinhas em várias partes do corpo. A característica muitas vezes dificulta a perfeita higiene da região genital após urinar e cria o cenário perfeito para as bactérias fazerem a festa.

Mas atenção: a limpeza em excesso também não é boa. “Isso altera a flora vaginal, resultando em uma expulsão de bactérias protetoras dali”, esclarece Wladimir Alfer Júnior, urologista do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. A recomendação é evitar duchas íntimas, sprays com aromas e outros itens capazes de desequilibrar a flora.

2. Segurar o xixi

“Não use banheiros públicos”… Está aí um conselho de mãe que se pode ignorar, tomando os devidos cuidado com superfícies sujas, é claro.

É que xixi parado na bexiga por muito tempo cria o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias do mal.

 “Urinar funciona como uma lavagem contínua”, informa o ginecologista José Geraldo Lopes Ramos, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Apesar de nada romântico, o ato também é indicado logo depois da atividade sexual, quando podem ocorrer microfissuras na região da uretra, facilitando a aderência de micro-organismos. Com uma escapadinha ao banheiro, você expulsa os pequenos invasores.

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3. Diabetes

Qualquer moléstia que comprometa as defesas do organismo, deixando-as bem capengas, predispõe à infecção urinária. É o caso do diabetes e da aids. “Aí, nosso corpo não consegue se defender direito das bactérias”, justifica Rodolfo Borges dos Reis, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), regional São Paulo.

Certos medicamentos, como aqueles indicados para quem convive com o lúpus, e a prática excessiva de exercícios físicos também contribuem para a queda da imunidade.

4. Constipação

Na famosa prisão de ventre, os problemas vão além do desconforto abdominal. Pela anatomia feminina, as bactérias do trato gastrointestinal, empacadas, têm facilidade em migrar para a uretra, contaminando-a. “A culpada pela maioria dos episódios de cistite atende pelo nome de Escherichia coli. Essa é uma bactéria que vive no intestino, onde não cria problemas.

Mas, quando passa para a área da vagina, compete com micro-organismos que vivem naturalmente ali”, descreve Milton Skaff, daBeneficência Portuguesa. Daí, se a intrusa domina o terreno, cresce o risco de infecção. “De fato, nas pacientes constipadas detectamos uma maior colonização de micro-organismos do intestino na região vaginal”, confirma o especialista.

5. Camisinha

Calma! Não vá achando que nesse tópico você vai encontrar um sinal verde para dispensar o preservativo durante o sexo. Jamais. O único contratempo é que os espermicidas – substâncias responsáveis por matar os espermatozoides – modificam a flora vaginal, deixando as mulheres mais suscetíveis à ação maléfica das bactérias.

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A saída, então, é procurar camisinhas sem o tal espermicida ou que tenham a substância na parte interna, para o gel ficar em contato apenas com o pênis.

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6. Cálculo renal

“Em certos casos, as pedras que se formam nos rins são ocasionadas por uma bactéria que interfere na acidez da urina, facilitando o depósito de sais”, explica Fernando Almeida, chefe do Setor de Urologia Feminina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O problema? O risco de esse micróbio também financiar a temida cistite. “Há a possibilidade, inclusive, de o cálculo renal culminar direto no tipo mais grave da doença infecciosa, que é a pielonefrite”, alerta Skaff.

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“Mas essa relação entre pedra no rim e infecção urinária é exceção, não a regra”, afirma o médico da Unifesp. De qualquer forma, o recado é sempre investigar. Assim, evita-se o uso constante de antibióticos e o surgimento de um exército perigoso de bactérias resistentes.

As duas faces do problema

A cistite é o tipo mais frequente de infecção urinária. Ela atinge a bexiga, e os sintomas incluem vontade de fazer xixi a todo momento, além de ardência e sangramento ao urinar. Antibiótico, analgésico e hidratação costumam dar conta do recado.

A pielonefrite, por sua vez, é a forma mais nefasta do quadro, pois a bactéria chega até os rins, causando febre e mal-estar. O tratamento é mais prolongado e pode exigir internação.

Vacina

Quem convive com a infecção urinária várias vezes ao ano pode recorrer a uma vacina para melhorar as defesas do corpo. Ela é um pouco diferente, para começar pela forma – ora, trata-se de um comprimido.

Tem outro detalhe: esse tratamento é indicado só para as mulheres atormentadas pela bactéria Escherichia coli, responsável por 85% dos episódios de cistite.

Antibiótico preventivo

Outro recurso capaz de reduzir as recorrências infecciosas é o uso profilático de antibióticos. Na prática, a paciente recebe doses baixas do medicamento – geralmente um quarto da quantidade utilizada normalmente – por cerca de seis meses.

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Nesse meio-tempo, é possível que as bactérias provoquem novas infecções, porém o risco é menor. Para definir o melhor caminho e afastar a complicação, conte com acompanhamento médico.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/conheca-6-causas-inusitadas-da-infeccao-urinaria/

Infecção urinária

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A infecção urinária é a infecção que afeta os órgãos do trato urinário. Pode ser dividida em infecções da uretra (uretrite), da bexiga (cistite) ou do rim (pielonefrite). No homem podemos, ainda, englobar as infecções associadas à próstata (prostatite) ou aos testículos (orquite e orqui-epididimite).

A maioria das infecções do trato urinário responde a tratamento simples com antibióticos, hidratação e analgésicos/anti-inflamatórios e podem ser tratadas em casa.

Nalguns casos graves, por exemplo, quando a infecção já está disseminada, é necessário o internamento hospitalar (e eventualmente intervenção cirúrgica) para tratamento e vigilância.

Veja mais informação em tratamento das infeções urinárias.

Algumas doenças do trato urinário podem ser semelhantes a infeções urinárias por originarem queixas parecidas, no entanto, nesses casos, geralmente não se encontra nenhum microorganismo responsável.

Tipos de Infecção urinária

A infecção urinária mais comum é a infecção na bexiga (cistite), sendo também a que mais facilmente é tratada. Normalmente o organismo infecioso ascende do exterior pela uretra e infeta a bexiga.

Em algumas situações a infecção pode propagar-se até ao rim originando a infecção renal (pielonefrite).

A infecção localizada nos rins geralmente necessita de tratamento mais prolongado e maior vigilância dado o seu potencial para se disseminar para o resto do organismo (sépsis).

As infeções localizadas apenas à uretra (uretrite) são provocadas geralmente por agentes transmitidos por via sexual e são mais típicas do sexo masculino (a mulher possui a uretra muito curta e a infecção transmite-se diretamente à bexiga). Geralmente a infecção da uretra caracteriza-se pelo aparecimento de um corrimento (“escorrência”) uretral, límpido ou esbranquiçado (“leitoso”) consoante o tipo de infecção.

Algumas pessoas são afetadas por várias infeções urinárias ao longo da vida: a presença de 2 infeções urinárias em 6 meses ou 3 infeções urinárias num ano é considerado infecção urinária de repetição e deverá ser investigado mais aprofundadamente.

Nalguns casos, o tratamento inicial pode não ser eficaz: o microorganismo pode ser resistente ou o tratamento não ter a duração ideal. Nestas situações é frequente as pessoas melhorarem inicialmente mas recidivarem em pouco tempo.

Infecção urinária – causas

A maioria das infeções urinárias é provocada por bactérias. Em alguns casos, podemos encontrar também infeções por fungos, geralmente em doentes diabéticos ou quando o sistema imunológico (sistema de defesa) está deficitário. As infeções do trato urinário por vírus ou parazitas são raras.

Entre 70 a 80% das infeções urinárias são provocadas por Escherichia coli. Outras bactérias comuns são o Enterococcus, o Proteus e a Klebsiella. Em 10 a 15% dos doentes com sintomas não conseguimos identificar o agente envolvido.

Infecção urinária na mulher

As mulheres apresentam um maior risco de desenvolverem infeções urinárias pelo facto de possuírem uma uretra mais curta e próxima da vagina e do ânus.

Geralmente, a infecção urinária feminina (na mulher) ocorre por contaminação de microorganismos da região vaginal ou peri-anal e associa-se com frequência a condições que alterem o pH da vagina como, por exemplo, a menstruação, utilização de produtos de limpeza vaginais, infeções fúngicas vaginais (candidíase) ou mesmo o envelhecimento (diminui a eficácia dos mecanismos protetores contra as infeções urinárias).

A atividade sexual também constitui um mecanismo frequente para o desenvolvimento de infeções urinárias de repetição: a relação sexual potencia a introdução de bactérias para o interior da vagina (introito vaginal) e a subida destas bactérias pela uretra até a bexiga.

Algumas infeções urinarias, quando não tratadas devidamente, podem transmitir-se aos órgãos ginecológicos (útero, tubas uterinas e ovários) e dificultar posteriormente a capacidade de engravidar.

A infecção urinária na gravidez é relativamente comum e deve ser objeto de tratamento, mesmo que as mulheres não tenham sintomas (denominadas bacteriúrias assintomáticas). As infeções urinárias constituem riscos consideráveis para a saúde da gestante (mãe) e do feto, como tal devem ser avaliadas cuidadosamente.

Infecção urinária no homem

A infecção urinária masculina (no homem) é mais rara e surge, normalmente, quando este não consegue esvaziar totalmente a bexiga (resíduo pós-miccinonal). Esta situação pode acontecer em condições como o aumento benigno da próstata ou em estenoses (apertos) da uretra.

A infecção urinária nos homens pode transmitir-se à próstata (prostatite), epidídimo (epididimite) e testículo (orquite/orquiepididimite), sendo que, nestes casos, o tratamento é mais prolongado que aquele preconizado para as infeções simples da bexiga (cistite).

Dado o maior comprimento da uretra, o homem pode também desenvolver infeções localizadas apenas à uretra (uretrites).

A maior parte das vezes estas infeções são sexualmente transmissíveis, provocadas por microorganismos como Neiseria gonorrhoeae ou Clamydia trachomatis e cursam com corrimento (líquido a sair pelo pénis sem relação com urinar), dor e comichão (prurido).

Nestes casos é importante tratar o próprio e o parceiro sexual simultaneamente (que pode até não demonstrar sintomas) e evitar as relações sexuais desprotegidas enquanto tiver a infecção.

Infecção urinária na criança

A infecção urinária infantil (infecção urinária em crianças) é uma das infeções bacterianas mais comuns nestas idades. A presença de infeções urinárias nesta fase precoce da vida pode ser uma manifestação de malformações do trato urinário ou de defeitos funcionais (bexiga neurogénica, refluxo vesico-ureteral,…) e devem ser estudadas cuidadosamente.

No bebé, como eles ainda não conseguem falar ou expressar o que sentem, temos de equacionar a possibilidade de uma infecção urinária no caso de febre sem causa aparente, dificuldade em se alimentar, perda de peso, mau estar geral, irritabilidade, urina com mau cheiro, etc.

Tal como como nos adultos, as infeções são mais comuns em raparigas do que em rapazes. No entanto, curiosamente, nos primeiros meses de vida, são os rapazes a serem mais afetados por esta doença.

Infecção urinária – sintomas

Os sinais e sintomas de infecção urinária variam consoante o órgão afetado.

Assim, nos casos mais comuns de infeções da bexiga (cistite) as queixas mais frequentes são dor, ardor ou desconforto ao urinar, necessidade de urinar muitas vezes e geralmente em pequenas quantidades, sensação imperiosa para urinar (urgência miccional) presença de urina turva (piúria) e/ou com mau cheiro. Ocasionalmente pode surgir sangue na urina, mais comum nas pessoas que fazem medicamentos para as plaquetas ou para a coagulação do sangue.

As infeções localizadas ao rim costumam ser mais graves e necessitar de tratamento mais prolongado. O doente com infecção do rim costuma apresentar febre, mau estar, náuseas ou vómitos e dor lombar (“dor ao fundo das costas”) do lado do rim afetado. Podem também estar presentes as mesmas queixas descritas para as infeções da bexiga.

As infeções da próstata são menos específicas: é comum surgirem queixas de febre, dor ou ardor a urinar, diminuição do jacto da urina ou mesmo incapacidade para urinar, dor na região entre o escroto e o ânus (dor perineal).

As infeções da uretra costumam causar ardor ao urinar (mais comum no início e ao final da micção) e podem provocar corrimento (escorrência) pela uretra, esbranquiçada, amarelada ou transparente.

A presença de mal-estar geral, dores musculares generalizadas, perda de apetite, náuseas e vómitos pressupõem a existência de uma infecção grave, disseminada pelo corpo e geralmente determinam a necessidade de internamento hospitalar para tratamento.

Os sintomas costumam durar 2 a 3 dias após iniciar o tratamento, sendo mais rápido para as cistites e mais lento para as prostatites e pielonefrites. No caso de febre persistente é necessário uma investigação mais pormenorizada, pois a terapêutica instituída poderá não estar a ser eficaz ou ser necessário outro tipo de tratamento.

Em alguns casos podem não existir sintomas, sendo assim chamadas de infecção urinária assintomática: estes casos são mais comuns nos doentes idosos ou em algaliados há longa data, e na maioria dos casos não necessitam de tratamento. As grávidas são um grupo de exceção, para o qual é recomendado tratar todas as infeções urinárias, mesmo que não originem sintomas.

Nos idosos a infecção urinária pode estar associada a confusão mental.

Infecção urinária é transmissível?

A generalidade das infeções urinárias não são sexualmente transmissíveis. No entanto, a relação sexual propicia o desenvolvimento destas ao fomentar a introdução de bactérias externas no tracto urinário, tanto no homem como na mulher.

Alguns tipos de uretrite são sexualmente transmissíveis, ocorrendo contágio para os diversos parceiros sexuais nas relações sexuais não protegidas, ou seja, a infecção “pega-se” ou “passa de uma pessoa para outra”. Neste caso é importante o tratamento do próprio e do(s) parceiro(s) sexual(ais) que até podem não ter sintomas.

Diagnóstico da infecção urinária

O diagnóstico da infecção urinária é feito pelos sintomas do doente e pelo exame da urina (análises de sumária de urina tipo 2 e cultura da urina). Em alguns casos pode ser necessário realizar um estudo imagiológico complementar para adquirir mais informações como a Ecografia ou a Tomografia computorizada (TC ou TAC).

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Complicações da Infecção urinária

A infecção do rim pode causar cicatrizes renais e a longo prazo contribuir para o declínio da função renal.

Saiba, aqui, tudo sobre insuficiência renal.

Em alguns casos graves, quando o tratamento é instituído demasiado tarde ou a infecção é muito grave existe inclusivamente risco de morte.

Infecção urinária tem cura?

A infecção urinária tem cura, desde que seja corretamente diagnosticada e tratada de forma atempada e adequada. Em alguns casos a infecção pode tornar-se crónica quando o tratamento não tem a duração correta ou não consegue eliminar todos os gérmenes. Nestas situações pode ser necessário um segundo tratamento com antibiótico, de maior duração.

Saiba, de seguida, como tratar a infecção urinária.

Infecção urinária – tratamento

A infecção urinária normalmente tem origem em bactérias e o tratamento baseia-se nos antibióticos.

Outros medicamentos que se associam frequentemente aos antibióticos são os anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno) ou os analgésicos para aliviar a dor e desconforto

Em relação a tratamento ou remédio caseiro o melhor complemento natural à medicação prescrita pelo médico é a ingestão abundante de água, contribuindo tanto para a cura como para a prevenção (profilaxia).

É importante o doente fazer a medicação da forma como foi prescrita, durante o tempo recomendado pelo médico, sob o risco de falhar o tratamento e a infecção se tornar crónica e mais difícil de debelar.

Não existem alimentos a evitar nas infeções urinárias pois estes não interferem na duração da infecção ou no tratamento.

No entanto, alguns doentes referem que os alimentos ácidos, os picantes ou as bebidas gaseificadas podem agravar as queixas e como tal, para estes doentes, será preferível evitar este tipo de alimentos.

Na infecção urinária persistente ou recorrente é importante, além do tratamento agudo, determinar os factores de risco presentes e corrigir estes de modo o prevenir o reaparecimento da infecção.

A duração do tratamento vai variar com o tipo de infecção e com o tipo de antibiótico indicado: algumas infeções da bexiga ou da uretra (uretrites e cistite) necessitam apenas de uma dose única (fosfomicina) ou até 5 dias de antibiótico (amoxicilina), enquanto que nas infeções do rim ou da próstata pode ser necessário tomar os comprimidos durante duas ou mais semanas.

Nas infeções sexualmente transmitidas deverá ser sempre tratado o casal em conjunto e evitar relações sexuais desprotegidas enquanto não acabar o tratamento.

É previsível que a recuperação ou melhoria clinica surja nos primeiros dias após iniciar o tratamento e, se tal não acontecer, deverá ser reavaliado pelo seu médico.

O doente nunca deve em caso algum automedicar-se, devendo sempre realizar o tratamento de acordo com a prescrição médica.

Como prevenir a infecção urinária?

A ingestão abundante de água demonstrou ser uma mais-valia para a prevenção e para o tratamento das infeções urinárias. Alguns estudos apontam também para a utilidade do arando vermelho e de alguns chás, sendo que, nestes casos, a eficácia é mais controversa.

O tabaco (fumar ou mascar), uma alimentação à base de picantes, o café, as bebidas gaseificadas ou os alimentos ácidos podem, em alguns doentes, contribuir para as queixas, e nesses casos, devem ser evitadas.

Outras medidas recomendadas para a prevenção de infeções urinárias:

  • utilizar sabões neutros para higiene local;
  • limpar após urinar ou após a relação sexual evita o acumulo de bactérias e deve ser realizada sempre da frente para trás;
  • utilizar roupa interior de algodão permite que a pele e as mucosas “respirem” e diminui a concentração local de microorganismos;
  • trocar regularmente e preferir os absorventes externos (pensos higiénicos) em detrimentos dos internos (tampões).

Nos casos em que estas medidas não sejam eficazes o seu médico pode propor-lhe outras opções como:

  • Estimular o sistema imunológico (responsável pela defesa do organismo) ao tomar diariamente um lisado de bactérias (sem capacidade para infectar);
  • Esquemas de antibiótico em doses muito baixas, como por exemplo 1 comprimido após as relações sexuais ou um comprimido diariamente ou até 10 em 10 dias consoante os casos.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/infeccao-urinaria/

Infecção urinária em criança: veja as causas e tratamentos!

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A infecção urinária, também chamada de infecção do trato urinário, pode ocorrer em todas as idades. Os adultos já conhecem alguns sintomas, como dificuldade ou ardor ao urinar, odores fortes na urina e incontinência.

No entanto, com as crianças o diagnóstico pode ser mais difícil, já que as mais novas não conseguem entender os sintomas e ainda necessitam da ajuda ou dependem totalmente dos adultos para manter uma higienização correta.

Além disso, crianças estão mais expostas a doenças. Entenda o porquê e saiba como tratar da infecção urinária nos pequenos!

O que é infecção urinária?

A infecção urinária é uma doença que atinge os órgãos do trato urinário (uretra, rins, ureteres e bexiga).

Eles são responsáveis pela filtragem e eliminação da urina, que pode conter substâncias nocivas ao corpo humano. Quando uma bactéria invade esse sistema, ocorre a infecção.

A Escherichia coli, bactéria encontrada naturalmente na microbiota intestinal, é uma das maiores responsáveis pela ocorrência de infecção no trato urinário.

As infecções que ocorrem na bexiga e na uretra são chamadas de cistite. As que envolvem os rins são chamadas de pielonefrite. 

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns das infecções do trato urinário são incontinência urinária, ardor ao urinar e odor forte. Nas crianças, porém, os sintomas podem se apresentar de forma diferente.

Os responsáveis precisam estar atentos a febre sem causa aparente, perda de apetite, vômitos, dor abdominal ou lombar, diarreia ou constipação grave (superior a 5 dias) e irritabilidade.

Quais são as causas? 

As infecções são causadas por microrganismos estranhos àquele órgão ou sistema. Uma bactéria comum ao trato gastrointestinal é extremamente prejudicial aos órgãos do trato urinário, por exemplo.

Estima-se que a doença atinja 2,9% dos bebês recém nascidos prematuros. Até os três meses de vida, os meninos estão até 8 vezes mais suscetíveis a ter infecções urinárias do que as meninas. Isso ocorre porque eles nascem com a cabeça do pênis coberta por uma pele, que pode ajudar na proliferação de microrganismos.

Porém, após esse período, os casos de infecção em meninas passam a ser mais numerosos. Em fase pré-escolar, por exemplo, elas são acometidas entre 10 a 20 vezes mais que meninos. Uma das explicações é o fato de a uretra, em meninas e mulheres, ser mais curta, o que diminui o “caminho” que a bactéria percorre até chegar na bexiga e nos rins.

As crianças podem estar mais expostas à doença em razão da fase de desenvolvimento do trato urinário. Além disso, a necessidade do uso de fraldas deixa os órgãos expostos às fezes e cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias.

Já na fase do desfralde, a criança ainda está estabelecendo uma rotina de idas ao banheiro, o que pode fazer com que ela passe muito tempo segurando xixi.

As crianças mais velhas, que já são responsáveis pela própria higiene, devem ser orientadas sobre como limpar-se corretamente após a evacuação: sempre da frente para trás. Essa orientação é essencial para as meninas! Os meninos devem ser ensinados também sobre a importância da higiene peniana adequada.

Como prevenir infecções urinárias em crianças?

Os pequenos necessitam da ajuda dos adultos para prevenir a ocorrência de infecções urinárias. Veja como ajudar:

  • mantenha a higiene adequada para impedir que bactérias, principalmente as do trato intestinal, contaminem os órgãos do trato urinário;
  • em bebês, a responsabilidade está nas mãos dos adultos. Não deixar fralda com cocô por muito tempo diminui o contato do material com a uretra. A limpeza deve ser feita sempre da área genital em direção ao ânus, nunca o contrário;
  • a ingestão de água é essencial para a limpeza dos órgãos e para mantê-los funcionando corretamente. A quantidade varia de acordo com a idade. Até os 6 meses de vida, ou para bebês que consomem leite artificial, a orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que sejam consumidos 700mL de água por dia.
  • é preciso incentivar que as crianças urinem a cada 3 horas, pelo menos;
  • uma boa dieta também faz parte da prevenção. Promova uma alimentação rica em fibras.

É preciso estimular hábitos saudáveis nas crianças, pois a alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos são essenciais para o bem-estar e saúde não só das crianças como de toda a família.

Como é feito o diagnóstico de infecção urinária?

O pediatra deve solicitar um exame de urina para atestar a presença da bactéria e para identificar o tipo de microrganismo presente. Em alguns casos, o profissional pode solicitar uma punção suprapúbica, que é a coleta feita com uma agulha e com o uso de anestesia local.

Esse tipo de exame pode ser desconfortável, mas é feito para evitar que a amostra seja contaminada por outras bactérias. Exames de imagem do trato urinário também são importantes para o diagnóstico correto.

Como é o tratamento?

Geralmente, o tratamento para infecção urinária é feito com antibióticos específicos para as bactérias encontradas no exame.

Além do antibiótico, o profissional pode receitar um remédio para aliviar a dor.

O tratamento dura, em média, de 5 a 7 dias e a medicação não deve ser interrompida antes do indicado, mesmo quando a criança aparenta já estar bem, pois há risco de a doença voltar.

O tratamento não deve ser adiado, pois as consequências podem ser graves, como a geração de cicatrizes renais. De acordo com estudo, 6% a 13% das crianças com cicatrizes renais terão hipertensão e insuficiência renal crônica.

É importante que os pais não tentem medicar sozinhos os seus filhos, afinal, o tratamento com antibiótico incorreto ou em doses inadequadas pode fortalecer a bactéria e deixar o tratamento ainda mais difícil e doloroso para as crianças. Ao perceber algum sintoma, procure uma emergência pediátrica ou o pediatra de confiança para que ele possa fazer o diagnóstico adequado.

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O que pode causar dor ao urinar

6 CAUSAS DE DOR PARA URINAR EM HOMENS

A dor ao urinar, conhecida por disúria, geralmente é causada por uma infecção urinária e é um problema muito comum em mulheres, principalmente durante a gravidez. No entanto, também pode acontecer em homens, crianças ou bebês, podendo ser acompanhada de outros sintomas como ardência ou dificuldade em urinar.

Além da infeção urinária, a dor ao urinar também pode surgir quando existem problemas como hiperplasia benigna da próstata, inflamação do útero, tumor na bexiga ou quando se tem pedras nos rins, por exemplo.

Assim, para se fazer o diagnóstico correto e iniciar o tratamento mais adequado, é necessário ir no ginecologista ou no urologista que, segundo os sintomas descritos pelo paciente e uma avaliação clínica adequada, poderá indicar a realização de exames de diagnóstico, como exame de urina.

A dor ao urinar pode surgir devido a diversos problemas como:

1. Cistite

A cistite é uma infecção urinária que afeta a bexiga e que causa outros sintomas como vontade frequente para urinar, sensação de ardor, presença de sangue na urina, febre, mal-estar geral e urina turva ou escura. Saiba reconhecer os sintomas de cistite.

O que fazer: Nesse caso é importante que o urologista ou nefrologista seja consultado para que possa ser confirmado o diagnóstico e ser iniciado o tratamento mais adequado, sendo normalmente recomendado o uso de antibióticos de acordo com o microrganismo responsável pela infecção.

2. Pielonefrite

A pielonefrite é uma infeção do sistema urinário normalmente causada por bactérias na bexiga que podem atingir os rins, causando inflamação e infecção, havendo febre, dor no fundo das costas e urina com mau cheiro.

O que fazer: O tratamento para pielonefrite deve ser feito com antibióticos e é importante que seja feito de acordo com a orientação do médico, mesmo que não existam mais sintomas, isso porque caso a bactéria permaneça no sistema urinário, é possível que surjam complicações. Veja como deve ser feito o tratamento da pielonefrite.

3. ​Uretrite

A uretrite trata-se de uma infeção urinária que compromete apenas a uretra, gerando sintomas como vontade frequente para urinar, coceira na uretra ou dificuldade para urinar. Conheça outros sintomas de uretrite.

O que fazer: Nesse caso é importante que o tratamento seja orientado pelo urologista para que sejam evitadas complicações, como a pielonefrite, por exemplo.

4. Cervicite ou vulvovaginite

A cervicite e a vulvovaginite são inflamações do útero ou da vulva, o que acontece na maioria das vezes como consequência de infecções por fungos, vírus ou bactérias, sendo acompanhada de outros sintomas como corrimento amarelado, febre acima de 38ºC e sangramento vaginal.

O que fazer: É importante que seja identificada a causa da vulvovaginite para que o ginecologista indique o tratamento mais indicado, que normalmente é feito com antibióticos, anti-fúngicos ou antivirais de acordo com a causa da cervicite e da vulvovaginite. Entenda como é feito o tratamento para essas situações.

5. Pedra nos rins

A pedra nos rins, também chamada de cálculo renal, é uma massa semelhante a pedras que podem-se formar em qualquer local do sistema urinário, criando dificuldade e dor para urinar.

O que fazer: No caso de pedra nos rins, é importante que a pessoa adote algumas atitudes para favorecer a eliminação da pedra através da urina, sendo recomendado beber bastante água, principalmente. No entanto, em alguns casos o médico pode indicar o uso de medicamentos que ajudem a aliviar os sintomas e a eliminar as pedras. Veja como deve ser o tratamento para pedra nos rins.

6. Infecções sexualmente transmissíveis

Infecções sexualmente transmissíveis, ou ISTs, como gonorreia ou clamídia podem ocorrer tanto em homens como em mulheres e gera sintomas como corrimento esverdeado, queimação na uretra e febre, além de dor ao urinar.

O que fazer: É importante que a pessoa consulte o urologista ou ginecologista para que sejam feitos exames que permitam identificar o microrganismo responsável pela infecção e, assim ser indicado o tratamento mais adequado. Além disso, é importante que o preservativo seja utilizado em toda relação sexual, sendo também recomendado que o (a) parceiro (a) também faça o tratamento mesmo que não apresente sinais ou sintomas de infecção.

7. Hipertrofia benigna da próstata

A hipertrofia benigna da próstata caracteriza-se pelo aumento da próstata do homem que, além da dor, pode causar dificuldade para urinar e vontade frequente de ir no banheiro.

Segundo alguns estudos, não existe uma relação clara entre o tamanho da próstata e a frequência e gravidade dos sintomas.

A raça, a alimentação e a história familiar podem ter influência no desenvolvimento da doença.

O que fazer: Nesse caso, o tratamento deve ser indicado pelo urologista, que leva em consideração idade do homem, tamanho da próstata e sintomas apresentados. Assim, de acordo com o caso pode ser indicado o uso de remédios que diminuem os sintomas e o tamanho da próstata, ou realização de procedimento cirúrgico.

8. Câncer

O crescimento de um tumor na bexiga, no útero ou na próstata pode causar dor ao urinar e outros sintomas como dor constante, sangue na urina, perda de peso sem causa aparente ou cansaço excessivo, por exemplo.

O que fazer: Caso seja confirmada a presença de câncer, pode ser indicado a realização de cirurgia seguida de realização de quimio e radioterapia e o uso de medicamentos imunossupressores, de acordo com a orientação do oncologista.

Uma vez que todas as causas têm sintomas muito semelhantes, a melhor forma de identificar o problema é ir ao ginecologista ou urologista para fazer exames à urina, exames de sangue, ultrassom à bexiga, exame ao útero e vagina, toque retal, ecografia ginecológica ou abdominal, por exemplo.

Outros sintomas da dor ao urinar

A disúria causa dor tipo pontada quando se está a urinar, mas outros sintomas frequentes nesses casos também incluem:

  • Ter vontade de urinar muitas vezes;
  • Incapacidade de liberar mais do que pequenas quantidades de urina, seguida por necessidade de urinar novamente;
  • Ardência e ardor e queimação ao urina;
  • Sensação de peso ao urinar;
  • Dor no abdômen ou nas costas;

Além destes sintomas, também podem surgir outros como arrepios, febre, vômitos, corrimento ou coceira nos órgãos genitais. No caso de ter algum destes sintomas, é mais provável que tenha uma infecção urinária, por isso veja que outros sinais podem indicar infecção urinária.

Como é feito o tratamento

Para aliviar a dor ao urinar é sempre necessário ir no médico, para saber qual a causa da dor e fazer o tratamento indicado.

Assim, no caso de uma infecção urinária, vaginal ou da próstata é indicado a toma de antibióticos, receitados pelo médico. Além disso, pode-se tomar um analgésico, como Paracetamol, que ajuda a aliviar o desconforto, mas não trata a doença.

Além disso, quando ocorre tumor nos órgãos genitais, pode ser necessário fazer uma cirurgia para a sua remoção e tratamentos como radioterapia e quimioterapia para curar a doença.

Источник: https://www.tuasaude.com/dor-ao-urinar/

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