6 exames de próstata: como são feitos, idade e preparo

Contents
  1. Biópsia da próstata
  2. Indicações da biópsia prostática?
  3. Como é feita a biópsia prostática?
  4. Preparação para a biópsia prostática
  5. Riscos da biópsia prostática
  6. Cuidados posteriores à biópsia
  7. A biópsia da próstata é dolorosa?
  8. Quanto tempo demora o exame?
  9. Quanto custa uma biópsia prostática?
  10. Tumores benignos vs malignos
  11. Classificação no cancro da próstata
  12. Estadiamento no cancro da próstata
  13. Exame de próstata: como é feito, tipos e quando fazer
  14. O que é o exame de próstata e para que serve?
  15. Como é feito o exame de próstata?
  16. Pré-requisitos para o exame de próstata
  17. Preparo 
  18. Contraindicações
  19. Tempo de duração
  20. Periodicidade do exame
  21. Quais fatores de risco do câncer de próstata?
  22. Qual idade para fazer exame próstata?
  23. É possível ter câncer de próstata antes dos 40 anos?
  24. Tipos de exame de próstata:
  25. Ultrassonografia transretal
  26. Medição do jato de urina
  27. Exame de urina de laboratório
  28. Biópsia
  29. Preço do exame de próstata no laboratório
  30. Biópsia da próstata: quando fazer, como é feita e preparo
  31. Quando é recomendado fazer a biópsia
  32. Como é feita a biópsia da próstata
  33. Como se preparar para a biópsia
  34. Como entender o resultado da biópsia
  35. Possíveis complicações da biópsia
  36. 1. Dor ou desconforto
  37. 2. Sangramento
  38. 3. Infecção
  39. 4. Retenção urinária
  40. 5. Disfunção erétil
  41. Biópsia da Próstata: como é feita e complicações
  42. Indicações da biópsia de próstata
  43. Como é feita
  44. Cuidados antes da biópsia
  45. Cuidados após a biópsia
  46. Exame de Próstata (toque retal): como é feito e com quantos anos fazer?
  47. Como é feito o exame de próstata? Dói?
  48. O que o urologista examinará no exame de próstata?
  49. Preparo para o exame de próstata
  50. Quando e com quantos anos devo fazer o exame de próstata fazer? Em que idade?Quem deve realizar?
  51. Câncer de próstata: exames complementares
  52. O resultado do exame de próstata indicou aumento da glândula: é câncer? Devo me preocupar?
  53. Quando realizar exames de imagem da próstata?
  54. Desmistificando o preconceito por trás do exame de próstata
  55. – Qual o médico que realiza o exame de próstata?
  56. – Qual o tamanho e o peso normal da próstata? Quando está aumentada?
  57. – Quais as chances de cura do Câncer de Próstata?
  58. Os riscos de não realizar os exames de próstata

Biópsia da próstata

6 exames de próstata: como são feitos, idade e preparo

A biópsia prostática (ou biópsia da próstata) é um exame que nos permite, através de uma agulha, recolher pequenas amostras de tecido da próstata para serem examinadas ao microscópio. A biópsia prostática é um exame muito importante e que serve para descartar ou obter um diagnóstico definitivo em casos suspeitos de doenças benignas ou malignas da próstata (cancro da próstata). 

A biópsia prostática é um exame invasivo e com riscos (veja adiante quais).

Como tal, o doente deve fazer a biópsia apenas quando não existem alternativas que nos permitam descartar as suspeitas, nomeadamente quando existem alterações no toque retal, nos valores de PSA ou nos exames imagiológicos da próstata.

Deverá ser sempre o Médico Urologista (especialista em Urologia) a decidir pela realização da biópsia. Veja mais informação em indicações da biópsia prostática.

A próstata é uma glândula, sensivelmente do tamanho de uma noz, que se encontra situada por baixo da bexiga (veja imagens) e que faz parte do sistema reprodutor masculino, produzindo parte do fluído seminal.

A biópsia é feita através da introdução de uma agulha guiada por ultrassons (ecografia prostática), através do ânus / reto, permitindo ao Médico visualizar o percurso da agulha no monitor do ecógrafo, alcançar a próstata e proceder à recolha das amostras. Em casos particulares poderá não ser possível realizar abordagem transretal, por exemplo doentes com antecedentes de amputação abdominoperineal do reto. Nestes casos opta-se por biopsia prostática por via perineal. Veja, adiante, informação detalhada sobre as principais etapas para a realização da biópsia prostática.

Indicações da biópsia prostática?

Resumidamente, o grande indicador que nos leva a decidir pela realização da biópsia prostática é quando estamos perante uma suspeita de cancro da próstata. O único exame que nos possibilita obter um diagnóstico definitivo de cancro da próstata é a biópsia com análise das células ao microscópio por um Médico especialista em Anatomia Patológica (exame histológico).

Saiba, aqui, o que é cancro da próstata.

A indicação de realização da biópsia prostática assenta no doseamento sanguíneo do PSA e sua velocidade de aumento ao longo de meses ou anos, alterações na consistência ou forma da próstata, detetadas pelo exame direto – toque prostático (toque rectal) e exames de imagiologia. Os exames mais frequentes a serem praticados no contexto de investigação da próstata são:

  • Análises de PSA – o exame ao sangue do antígeneo específico prostático (PSA) permite-nos rastrear o cancro de próstata. O PSA é uma proteína gerada, habitualmente, pela próstata e pode surgir modificada em numerosas situações como tumores benignos ou malignos da próstata, em inflamações prostáticas (prostatite – ver inflamação da próstata) ou pela simples manipulação da próstata (massagem prostática). Um PSA baixo é normalmente um sinal de saúde da próstata. Um rápido aumento pode ser um sinal de que algo está errado, sendo o cancro de próstata a causa mais grave de um PSA elevado. O PSA alto tanto pode ser indiciador de cancros agressivos como de cancros indolentes ou mesmo de patologias benignas. Neste sentido, existem algumas controvérsias em relação à utilização indiscriminada do PSA para rastreio de cancro da próstata, nomeadamente em homens com mais de 75 anos. Não existe propriamente um valor de PSA normal, existindo valores de referência que variam consoante o volume de próstata, a idade do doente e os valores prévios.
  • Toque retal – o toque retal é realizado para sentir irregularidades/ nódulos da próstata e calcular o seu volume. Para este exame, o profissional de saúde coloca uma luva lubrificada no reto e o doente é colocado de barriga para cima com os joelhos fletidos (decúbito dorsal) ou de lado (decúbito lateral). O toque é seguro e fácil, mas não consegue por si só identificar alguns dos cancros em fases precoces. O PSA e o toque retal devem ser feitos conjuntamente, pois assim podem ajudar a diagnosticar o cancro de próstata precocemente, antes de se disseminar (metastizar). Quando o tumor é descoberto cedo, pode ser tratado prematuramente, o que ajuda a suspender ou retardar a disseminação do cancro.
  • Ressonância magnética (RM) da próstata – nos últimos anos tem sido elogiada a relevância da ressonância multiparamétrica para investigação da próstata nos casos de suspeita diagnóstica de cancro. Na verdade, a ressonância pode ajudar o Urologista a reconhecer áreas de maior ou menor probabilidade de cancro de modo a poder dirigir a biópsia a essas mesmas áreas. Para tal, as imagens conseguidas na ressonância são usadas em simultâneo com a ecografia prostática transretal e assim pode ser efetuada a denominada biópsia de fusão. A ressonância é ainda um ótimo exame nos casos em que já existe um diagnóstico de cancro da próstata e se pretende conhecer a disseminação (metastização) deste aos tecidos / órgãos vizinhos. Saiba, aqui, tudo sobre RM da próstata.

Como é feita a biópsia prostática?

A biópsia prostática é realizada em ambulatório (não necessitando de internamento), com anestesia local, ministrada previamente. Em casos especiais, o exame pode ser realizado com sedação (anestesia geral), principalmente em homens não colaborantes.

Por norma, o procedimento é realizado por um Médico Radiologista (especialista em radiologia) que introduz a agulha através do ânus / reto até alcançar a próstata, socorrendo-se da ecografia prostática transretal para visualizar o trajeto da agulha até às zonas suspeitas e recolher as amostras (células da próstata para serem analisadas).

Saiba, aqui, o que é ECO da próstata transretal.

Depois de recolhidas as amostras dos tecidos da próstata, estas são enviadas para serem analisadas em Laboratório.

É o Médico Anatomopatologista (especialista em anatomia patológica) que irá analisar cautelosamente as amostras das células enviadas ao microscópio.

Desta análise é possível perceber se as células são benignas ou malignas (cancerígenas) e conhecer a sua diferenciação histológica.

Após conhecidos os resultados da análise laboratorial (exame histológico), estes são comunicados ao Médico assistente / doente. Se o resultado for positivo à suspeita de cancro deve ser realizada avaliação pelo Médico Urologista e iniciado tratamento o mais precocemente possível de acordo com a diferenciação histológica encontrada, entre outros fatores.

Saiba, aqui, tudo sobre tratamento no cancro da próstata.

Se o resultado for negativo à suspeita de cancro mesmo com um PSA alto, e dependendo dos sintomas e dos demais meios complementares de diagnóstico e terapêutica realizados (MCDT), deverá ser feita orientação pelo Médico Urologista, apesar de estarmos, à partida, perante uma situação com um potencial bem menos perigoso do que nos tumores malignos (cancro).

Preparação para a biópsia prostática

Como vimos, o exame consta de uma ecografia prostática transretal à qual se associa a recolha eco-guiada de fragmentos de próstata, devendo o trajeto estar o mais limpo possível.

A preparação para a biópsia é fundamental para evitar complicações e, vulgarmente, inclui:

  • Tomar o antibiótico indicado pelo médico, a iniciar 1-3 dias antes do exame;
  • Realizar jejum completo de 6 horas, pelo menos;
  • Realizar uma limpeza do intestino antes do exame;
  • Urinar alguns minutos antes do procedimento (esvaziar a bexiga);
  • Levar um acompanhante para o ajudar no retorno a casa.

Riscos da biópsia prostática

As infeções da próstata são um efeito colateral ou secundário possível se não forem tomadas medidas profiláticas (preventivas). De modo a acautelar possíveis infeções, deve ser realizada profilaxia antibiótica.

Ou seja, o doente deve tomar antibióticos de acordo com a indicação do Médico, de forma a acautelar uma possível infeção.

Os doentes com alterações na coagulação do sangue e imunodeprimidos também possuem riscos acrescidos.

Quando respeitadas as contra-indicações (doentes medicados com anti-agregantes ou anti-coagulantes, doenças da coagulação ou imunodeprimidos) e forem executadas as normas (profilaxia antibiótica) evitam-se as duas grandes complicações possíveis – hemorragia (sangramento) e infeção prostática (prostatite aguda).

Este exame, por norma, não apresenta qualquer influência na capacidade de urinar ou de ter relações sexuais (não causa impotência sexual).

Cuidados posteriores à biópsia

Após a biópsia de próstata, o homem deve tomar os antibióticos prescritos, fazer uma dieta leve nas primeiras horas, evitar esforço físico nos primeiros 2 dias e manter abstinência sexual por 3 semanas.

É normal que ocorra uma pequena hemorragia (surgimento de sangue na urina ou pelo ânus) após a realização da biópsia da próstata que deve cessar pouco tempo depois.

Caso o sangramento perdure deve contactar o seu Médico imediatamente.

O surgimento de febre e sintomas como dores persistentes, mau estar generalizado, entre outros a valorizar, são motivo de alarme e merecem avaliação médica urgente.

A recuperação após a biópsia é imediata, podendo o doente retomar as suas atividades normais, tendo apenas cuidado com o anteriormente descrito.

A biópsia da próstata é dolorosa?

Não. O doente não sente dor durante a realização do procedimento, pois é administrada anestesia. Contudo, trata-se de um exame invasivo causador de desconforto e que é tolerado de forma diferente de homem para homem.

Quanto tempo demora o exame?

Por norma, a biópsia da próstata demora entre 20 a 30 minutos para recolher as amostras.

Posteriormente, as amostras são enviadas para o laboratório, sendo necessários alguns dias até conseguirmos o resultado da biópsia. Este tempo, é muito variável e depende da urgência do exame.

Quanto custa uma biópsia prostática?

Os doentes do Sistema Nacional de Saúde (SNS) apenas suportam o valor das taxas moderadoras (caso não estejam isentos). De igual modo, os doentes da ADSE, apenas necessitam de suportar o custo da taxa moderadora.

Se o utente pretende executar a biópsia prostática a título particular, o seu preço é estabelecido pela clínica que realiza o exame. O valor do exame é o somatório do procedimento de recolha das amostras e pala sua análise posterior em laboratório.

Veja onde fazer a biópsia da próstata e mais informações sobre outros exames em Portugal, selecionado o seu concelho.

Tumores benignos vs malignos

Nem todos os tumores da próstata são cancro, isto é, pode -se tratar de um tumor benigno (não cancro) ou de um tumor maligno (cancro). A hipertrofia benigna prostática é um exemplo de tumor benigno da próstata, mais vulgarmente conhecido como crescimento benigno da próstata (HBP) ou uma “próstata aumentada”, que:

  • Raramente é uma ameaça à vida;
  • Não invade os tecidos ao seu redor;
  • Não se “espalha” para outras partes do corpo;
  • Pode ser removido e pode crescer muito lentamente.

Relativamente ao crescimento da próstata com origem maligna (tumor maligno ou cancro da próstata):

  • Às vezes pode ser uma ameaça à vida;
  • Pode afetar órgãos e tecidos próximos (como a bexiga ou o reto);
  • Pode-se “espalhar” (metastizar) para outras partes do corpo (como gânglios linfáticos ou ossos);
  • Muitas vezes, pode ser removido, mas por vezes volta a crescer.

Uma grande parte dos cancros prostáticos aparece nas células epiteliais do tecido glandular, denominando-se por adenocarcinoma acinar. Ainda que bastante menos frequentes, podemos também encontrar outros tipos de tumores.

Saiba, aqui, tudo sobre cancro da próstata.

Classificação no cancro da próstata

O cancro da próstata exibe diversos tipos de diferenciação histológica e naturalmente, diferentes comportamentos e agressividade.

A classificação histológica usada habitualmente é a de Gleason, sendo uma forma de atribuir a cada amostra de tecido um grau entre 3 e 5.

Um grau inferior a 3 significa que o tecido está próximo do normal e não deve ser considerada malignidade; um grau de 3 sugere um tumor de crescimento lento e um alto grau de 5 sugere uma forma altamente agressiva de cancro de próstata.

O sistema de Gleason utiliza uma “pontuação”, conciliando os dois graus mais comuns encontrados em amostras de biópsia. Por exemplo, uma pontuação de notas 3 + 3 = 6 propõe um cancro de crescimento lento; por outro lado, a maior pontuação de 5 + 5 = 10 significa que o cancro é muito agressivo.

Estadiamento no cancro da próstata

O estadio do tumor deve ser avaliado aquando do diagnóstico.

O estadiamento realizado através do exame objetivo (designadamente toque retal) e estudos imagiológicos e de medicina nuclear descreve onde o cancro se localiza dentro da próstata, quão extenso é e se se espalhou (metastizou) para outras partes do corpo. Um cancro pode ser de baixo estadio, situado apenas na próstata e sem invadir outras estruturas, mas pode ser de alto risco, ou seja, muito agressivo.

Nem todos os tipos de neoplasias malignas (cancros) da próstata necessitam de estadiamento com exames radiológicos ou de medicina nuclear. Nos casos de baixo risco, o estadiamento local pelo toque retal pode ser satisfatório.

Os exames mais vulgarmente usados no estadiamento são a tomografia computorizada (TC), a ressonância magnética (RM) e a cintigrafia óssea.

O prognóstico no cancro da próstata depende de diversos fatores. Muitos homens com cancro de próstata não morrerão da doença; eles morrerão de outras causas. Para os homens diagnosticados, o prognóstico é melhor quanto mais cedo for detetado. Uma grande parte dos doentes com cancro da próstata, tratados precocemente, ficarão curados da sua doença.

Saiba, aqui, tudo sobre cancro da próstata.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/exame/imagiologia/biopsia-da-prostata/

Exame de próstata: como é feito, tipos e quando fazer

6 exames de próstata: como são feitos, idade e preparo

O exame de próstata é um grande auxiliador na identificação de câncer de próstata, que é a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil (sendo o câncer de pele não-melanoma a primeira).

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que houve 68.220 novos casos da doença só em 2018. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

O que é o exame de próstata e para que serve?

O exame de próstata consiste em avaliar se há alterações presentes na glândula. Os exames mais indicados são o de toque retal e análise sanguínea do PSA.

Se houver alterações nesses exames, o médico especialista poderá solicitar outros, como medição do jato de urina e ultrassonografia transretal, para melhor investigação de tumores que podem ser malignos e evoluírem para câncer.

Como é feito o exame de próstata?

O exame de PSA é realizado através de coleta de uma amostra do sangue venoso, que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata, o Antígeno Prostático Específico (PSA). Com ele, é possível investigar a possibilidade de câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna e a prostatite, que é a inflamação da próstata. 

Já o exame de toque retal é realizado em consulta com urologista ou proctologista.

Consiste na introdução do dedo indicador do médico especialista, protegido por luva de látex e lubrificado, no ânus do paciente.

É um exame rápido e indolor capaz de detectar complicações como coloproctologista, fissura anal, hemorróidas ou nódulos. Ele deve ser sempre realizado para o rastreio de câncer de próstata.

Pré-requisitos para o exame de próstata

O pré-requisito para realizar o exame de próstata é ter no mínimo 40 anos de idade, especialmente quando há histórico familiar da doença. 

Preparo 

Para realizar o exame de PSA é recomendado que o paciente evite prática de esportes intensivos nas 72 horas que antecedem a coleta. Também é recomendado não ter realizado o exame de toque retal durante esse período pois pode dar alteração no valor do PSA. 

Para o teste de toque retal não é necessário nenhum tipo de preparo específico.

Contraindicações

Não há contraindicações para realizar o exame de próstata.

Tempo de duração

Os exames de próstata geralmente são rápidos e indolores, demorando de 10 a 15 minutos para realizá-lo.

Periodicidade do exame

O exame de próstata deve ser realizado anualmente por homens com mais de 40 anos de idade.

Quais fatores de risco do câncer de próstata?

Alguns fatores de risco podem aumentar as chances de desenvolver o câncer de próstata. Entenda:

  • Idade: o risco do câncer aumenta com o avançar da idade. Sendo mais comum em homens com mais de 55 anos. 
  • Histórico de câncer na família: a hereditariedade é um fator de risco importante a se observar e fazem parte do grupo de risco.
  • Obesidade: estudos mostram que pacientes obesos possuem maior risco de desenvolver o câncer de próstata.

O diagnóstico precoce do câncer de próstata pode aumentar as chances de cura. Não deixe de fazer exames periódicos para rastrear a doença.

Qual idade para fazer exame próstata?

É recomendado realizar o exame de próstata a partir de 40 anos de idade.

É possível ter câncer de próstata antes dos 40 anos?

Sim, embora seja raro, é possível ter câncer de próstata antes dos 40 anos. É importante lembrar que a hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença, portanto, recomenda-se procurar um urologista que auxiliará na melhor idade para iniciar os preventivos.

Tipos de exame de próstata:

Além dos dois exames mais comuns de próstata, que são o exame de sangue de PSA e o toque retal, existem outros tipos de preventivos capazes de identificar complicações na glândula, conheça:

Ultrassonografia transretal

 A ultrassonografia transretal é um exame invasivo que consiste em avaliar o tamanho da glândula e identificar possíveis alterações em sua estrutura. O exame permite a identificação do câncer em seu estágio inicial.

Medição do jato de urina

O exame serve para analisar a força do jato e a quantidade de urina em cada micção. Como isso é possível observar se há alterações na urina, o que pode indicar complicações.

Exame de urina de laboratório

O exame de urina de laboratório, PCA3 como é chamado, mostra a agressividade do tumor cancerígeno e auxilia na escolha do tratamento.

Biópsia

A biópsia é um exame confirmatório que pode identificar tanto tumores benignos quanto malignos. É necessária a retirada de um pequeno pedaço da glândula para enviar para análise em laboratório. 

Preço do exame de próstata no laboratório

O preço do exame de próstata varia de acordo com a unidade escolhida para realizá-lo. Consulte através do Atendimento ao Cliente: (61) 4004 3883

Saiba mais: Hemoglobina Glicada

Источник: https://laboratorioexame.com.br/saude/exame-de-prostata

Biópsia da próstata: quando fazer, como é feita e preparo

6 exames de próstata: como são feitos, idade e preparo

A biópsia de próstata é o único exame capaz de confirmar a presença de câncer na próstata e envolve a remoção de pequenos pedaços da glândula para que sejam analisados no laboratório, a fim de identificar a presença, ou não, de células malignas.

Geralmente, este exame é aconselhado pelo urologista quando existe suspeita de câncer, especialmente quando o valor de PSA está elevado, quando são encontradas alterações na próstata durante o toque retal, ou quando é realizado uma ressonância da próstata com achados suspeitos. Confira os 6 exames que avaliam a saúde da próstata.

A biópsia de próstata não dói, mas pode ser desconfortável e, por esse motivo, normalmente é feita sob anestesia local ou leve sedação. Após o exame, também é possível que o homem sinta alguma queimação na região, mas que passa em poucas horas.

Quando é recomendado fazer a biópsia

A biópsia de próstata está indicada nos seguintes casos:

  • Toque retal da próstata alterado;
  • PSA acima de 2,5 ng/mL até aos 65 anos;
  • PSA acima de 4,0 ng/mL acima dos 65 anos;
  • Densidade de PSA acima de 0,15 ng/mL;
  • Velocidade de aumento do PSA acima de 0,75 ng/mL/ano;
  • Ressonância multiparamétrica da próstata classificada como Pi Rads 3, 4 ou 5.

Na maior parte dos casos, o câncer de próstata, quando presente, é identificado logo após a primeira biópsia, porém o exame pode ser repetido quando o médico não fica satisfeito com o resultado da 1ª biópsia, especialmente se houver:

  • PSA persistentemente elevado e com velocidade superior a 0,75 ng/mL/ano;
  • Neoplasia intra-epitelial prostática (NIP) de alto grau;
  • Proliferação atípica de pequenos ácinos (ASAP).

A segunda biópsia deve ser feita apenas depois de 6 semanas da primeira. Caso sejam necessárias uma 3ª ou 4ª biópsia é aconselhado esperar, pelo menos, 8 semanas.

Assista o vídeo seguinte e conheça outros exames que o médico pode realizar para identificar o câncer de próstata:

Como é feita a biópsia da próstata

A biópsia é feita com o homem deitado de lado, com as pernas dobradas, devidamente sedado. A seguir o médico faz uma breve avaliação da próstata realizando o toque retal, e depois dessa avaliação, o médico introduz um aparelho de ultrassom no ânus, que guia uma agulha até um local perto da próstata.

Essa agulha faz pequenas perfurações no intestino para chegar até à próstata e recolhe vários pedaços de tecido da glândula, e das regiões ao seu redor, que serão analisados em laboratório, em busca de células que possam indicar a presença de câncer.

Como se preparar para a biópsia

O preparo para biópsia é importante para evitar complicações e, geralmente, inclui:

  • Tomar o antibiótico receitado pelo médico, durante cerca de 3 dias antes do exame;
  • Fazer jejum completo de 6 horas antes do exame;
  • Fazer uma limpeza do intestino antes do exame;
  • Urinar alguns minutos antes do procedimento;
  • Trazer um acompanhante para ajudar no retorno a casa.

Após a biópsia de próstata, o homem também deve tomar os antibióticos prescritos, fazer uma dieta leve nas primeiras horas, evitar esforço físico nos primeiros 2 dias e manter abstinência sexual por 3 semanas.

Como entender o resultado da biópsia

Os resultados da biópsia de próstata normalmente estão prontos em até 14 dias e podem ser:

  • Positivo: indica a presença de câncer se desenvolvendo na glândula;
  • Negativo: as células recolhidas não apresentavam alteração;
  • Suspeito: foi identificada uma alteração que pode, ou não ser câncer.

Quando o resultado da biópsia de próstata é negativo ou suspeito o médico pode pedir a repetição do exame para certificar os resultados, principalmente quando suspeita que o resultado não está correto devido aos outros exames realizados.

Já se o resultado for positivo, é importante fazer o estadiamento do câncer, que irá ajudar a adequar o tratamento. Veja os principais estádios do câncer de próstata e como é feito o tratamento.

Possíveis complicações da biópsia

Uma vez que é necessário perfurar o intestino e retirar pequenos pedaços da próstata, existe risco de algumas complicações como:

1. Dor ou desconforto

Após a biópsia, alguns homens podem apresentar uma ligeira dor ou desconforto na região do ânus, devido à cicatrização do intestino e da próstata. Caso isso aconteça, o médico pode aconselhar o uso de alguns analgésicos leves, como o Paracetamol, por exemplo. Normalmente, o desconforto desaparece em até 1 semana após o exame.

2. Sangramento

A presença de um pequeno sangramento na cueca ou no papel higiênico é completamente normal durante as primeiras 2 semanas, mesmo no sêmen. No entanto, caso a quantidade de sangue seja muito elevada ou desapareça após 2 semanas, é aconselhado ir ao médico para identificar se existe alguma hemorragia.

3. Infecção

Uma vez que a biópsia causa uma ferida no intestino e na próstata, existe um risco aumentado de infecção, especialmente devido à presença de vários tipos de bactérias no intestino. Por esse motivo, após a biópsia normalmente o médico indica o uso de um antibiótico.

Porém, existem casos em que o antibiótico não é suficiente para impedir a infecção e, por isso, caso se tenha sintomas como febre acima de 37,8ºC, dor intensa ou urina com cheiro forte, é aconselhado ir no hospital para identificar se existe alguma infecção e iniciar o tratamento adequado.

4. Retenção urinária

Embora seja mais raro, alguns homens podem ficar com retenção urinária depois da biópsia devido à inflamação da próstata, causada pela remoção de pedaços de tecido. Nesses casos, a próstata acaba comprimindo a uretra, dificultando a passagem da urina.

Caso isso aconteça, deve-se ir ao hospital para retirar o acúmulo de urina da bexiga, o que normalmente é feito com a colocação de uma sonda vesical. Entenda melhor o que é uma sonda vesical.

5. Disfunção erétil

Esta é a complicação mais rara da biópsia mas que, quando surge, geralmente desaparece em até 2 meses após o exame. Na maioria dos casos, a biópsia não interfere com a capacidade para ter contato íntimo.

Источник: https://www.tuasaude.com/como-e-feita-a-biopsia-de-prostata/

Biópsia da Próstata: como é feita e complicações

6 exames de próstata: como são feitos, idade e preparo

O termo biópsia é utilizado para todo procedimento médico no qual uma pequena amostra de um tecido é retirada de um órgão de um ser vivo para avaliação microscópica à procura de doenças.

A biópsia da próstata é feita, portanto, retirando-se uma pequena amostra da próstata para posterior avaliação em um microscópio por um médico patologista à procura de células tumorais.

Indicações da biópsia de próstata

Habitualmente, a biópsia da próstata é indicada quando o urologista suspeita da presença de um câncer da próstata após uma avaliação clínica e laboratorial inicial. Os principais dados que levam o urologista a indicar uma biópsia são um exame de PSA aumentado, um toque retal que identifique tumoração ou irregularidades da próstata ou uma ultrassonografia que detecte um nódulo suspeito.

Se você quiser saber mais sobre câncer de próstata e sua investigação, sugerimos a leitura de CÂNCER DE PRÓSTATA – SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.

Como é feita

O modo mais comum de ser realizar uma biópsia da próstata é pela via transretal, ou seja, através do ânus/reto.

A biópsia transretal é um procedimento simples, geralmente realizado no próprio consultório do urologista com o paciente acordado durante todo o procedimento e apenas com anestesia local.

O procedimento é feito com o paciente deitado de lado e com os joelhos e quadril fletidos.

O urologista insere pelo ânus uma sonda de ultrassom, semelhante à sonda usada na ultrassonografias transretais da próstata, com a diferença de haver também acoplada uma agulha de biópsia (acompanhe o texto com a ilustração abaixo). Não se assuste, pois a agulha permanece o tempo inteiro “escondida”, sendo exteriorizada apenas na hora de se obter as amostras de tecido.

O exame quando feito com anestesia é praticamente indolor, porém, ainda assim pode ser um pouco desconfortável para pessoas mais ansiosas.

Com o ultrassom o médico consegue identificar a próstata e a  localização do(s) nódulo(s) suspeito(s), inserindo a agulha no ponto exato para coleta de material.

Além dos locais suspeitos identificados pelo ultrassom, o urologista também costuma tirar pelo menos mais 6 amostras difusas de tecido prostático para aumentar a probabilidade de se obter uma amostra positiva.

Quanto maior for o volume da próstata, mais amostras podem ser obtidas.

Normalmente, o procedimento não dura mais do que 10 minutos e o paciente pode ir para casa a seguir. O resultado costuma demorar uma semana para ficar pronto.

Eventualmente, o paciente pode ter um câncer de próstata e esse não ser identificado pela biópsia. Se o tumor não for muito grande, a agulha pode não pegá-lo, sendo obtidas apenas amostras de tecido prostático sadio.

Se o quadro clínico for muito sugestivo de câncer e a biópsia apontar apenas tecido saudável, o urologista pode optar por repeti-la. Quando a biópsia é repetida, o médico pode decidir pela chamada biópsia de saturação, quando são obtidos entre 12 e 24 amostras da próstata. Deste modo, a chance de se pegar uma área acometida por células malignas torna-se bem grande.

A biópsia da próstata também pode ser feita pela via transuretral (pela uretra, canal do pênis) ou transperineal (pelo períneo, região entre o ânus e a bolsa escrotal). Essa duas vias, porém, são usadas geralmente em casos especiais apenas.

Cuidados antes da biópsia

A biópsia da próstata aumenta o risco de infecção urinária, por isso, é comum o urologista solicitar uma urocultura antes da biópsia para não fazê-la caso o paciente apresente bactérias na urina (leia: EXAME UROCULTURA | Indicações e como colher).

Se a urocultura for positiva, o paciente deve antes fazer um tratamento com antibióticos por 5 a 7 dias para esterilizar a urina. Mesmo estando a urocultura negativa, é recomendado o uso de pelo menos um comprimido de antibiótico, geralmente 500 mg a 1000 mg de ciprofloxacino, uma hora antes do procedimento. Também é comum a prescrição de antibióticos por alguns dias após a biópsia.

Alguns urologista indicam a lavagem intestinal com um enema para ser realizada no dia do procedimento em casa, porém, esta conduta não é essencial e nem todos os médicos a indicam.

Um jejum de pelo menos 4 horas é indicado.

A biópsia é um procedimento que sangra, os pacientes não devem estar tomando drogas que inibam a coagulação.

Se você toma medicamentos como Clopidogrel, Ticlopidina, Aspirina (leia: ASPIRINA | AAS | Indicações e efeitos colaterais), anti-inflamatórios (leia: ANTI-INFLAMATÓRIOS | Ação e efeitos colaterais) ou Varfarina (leia: INTERAÇÕES COM A VARFARINA (MAREVAN, VARFINE, COUMADIN)) alerte seu médico deste fato, pois a maioria dos urologistas prefere suspender estas drogas dias antes da biópsia.

Se o paciente apresenta uma próstata grande e dificuldades para urinar, o médico costuma passar uma sonda vesical para impedir que o edema da próstata após a biópsia obstrua totalmente a passagem da urina.

Cuidados após a biópsia

Após a biópsia o paciente pode ir para casa. Sugere-se evitar atividades físicas, incluindo atividade sexual até o dia seguinte. Como alguns médicos optam por uma sedação leve antes da biópsia, não é indicado dirigir após os procedimento.

É normal haver um pouco de dor na região pélvica e uma pequena perda de sangue pelo ânus. Também são comuns a presença de pequena quantidade de sangue na urina e no esperma por alguns dias. Outro achado não preocupante é uma mudança de cor do esperma por algumas semanas, ficando este geralmente mais claro.

Se o sangramento urinário ou retal for de grande quantidade ou persistir por mais de três dias, o médico deve ser consultado.

Outro sinal de complicação é a retenção urinária. Se após a biópsia o paciente tiver vontade de urinar, mas não conseguir, deve-se contatar o urologista.

Uma dor que se agrava em vez de melhorar com o passar dos dias ou a presença de febre também são sinais de possíveis complicações.

Источник: https://www.mdsaude.com/urologia/biopsia-prostata/

Exame de Próstata (toque retal): como é feito e com quantos anos fazer?

6 exames de próstata: como são feitos, idade e preparo

O principal exame de próstata para identificar a presença do câncer na região é o toque retal. E, mesmo sendo um procedimento rápido, indolor e reservado, muitos pacientes ainda têm resistência em realizá-lo.

Se esse é o seu caso ou o de alguém próximo, leia este artigo.

Vale ressaltar que os dados preocupam: mais da metade dos homens brasileiros nunca consultou com um urologista em toda a vida e em torno de 60% dos casos de câncer de próstata só são diagnosticados em um estágio já avançado da doença, com sintomas já evoluídos.

Tire as suas dúvidas sobre o exame de próstata e previna-se! 

Como é feito o exame de próstata? Dói?

Sendo o principal exame de próstata utilizado para identificar o câncer de próstata, o exame de toque retal é feito/realizado em consultório médico reservado com a introdução do dedo indicador do médico urologista no reto do paciente, com luva devidamente lubrificada.

O paciente pode sentir um desconforto leve, mas o exame é rápido (dura cerca de 1 minuto) e não causa dor.

Com esse simples exame, o médico consegue sentir o orifício e esfíncteres do ânus, a mucosa de região, além da região posterior e lateral da próstata, que é onde o tumor costuma estar localizado.

O exame costuma ser feito no paciente deitado lateralmente, sobre o braço esquerdo, que é a posição mais confortável para a realização do procedimento.

O que o urologista examinará no exame de próstata?

O urologista examinará o tamanho, formato e, principalmente, a consistência da próstata. O aspecto natural ou, ao menos, saudável da próstata, é macio e leve. Já quando há a presença de um tumor, nódulo ou anormalidade, por exemplo, a próstata fica mais dura e densa, como se fosse um osso.

Portanto, com o simples exame de toque o urologista conseguirá avaliar qualquer tipo de alteração na região.

Preparo para o exame de próstata

Não é necessário nenhum tipo de preparo para realizar o exame de toque retal. O processo é bastante rápido, e leva menos de 1 minuto.

Porém, é importante informar ao médico caso já esteja sentindo algum sintoma, como dor ou incômodo no ânus. Você deve informar o seu médico se tiver hemorróidas, fissura anal ou outro problema no ânus.

O exame será mais fácil se você respirar normalmente e tentar relaxar. Antes de fazer o exame, informe seu médico sobre quaisquer medicamentos e suplementos que você toma.

Quando e com quantos anos devo fazer o exame de próstata fazer? Em que idade? Quem deve realizar?

O recomendado é que todos os homens a partir dos 50 anos de idade façam o exame de próstata ao menos uma vez ao ano, já que a partir dessa idade pode ocorrer o aumento natural da glândula, sendo necessário o acompanhamento para detectar qualquer anormalidade.

Porém, para homens que se encontram em grupos de risco (como aqueles que possuem histórico familiar de câncer de próstata no pai, avô ou irmão, por exemplo), o indicado é que o acompanhamento seja realizado a partir dos 40 anos de idade.

Leia também:

Check up dos homens: os 4 principais exames para realizar

PET/CT com PSMA: exame fundamental no tratamento do câncer de próstata

Câncer de próstata: exames complementares

Na maioria dos casos, além do exame de toque retal (que é o que possui maior resistência), também é realizado um exame de sangue simples, chamado PSA.

E, a depender dos resultados de ambos, também podem ser solicitados exames complementares, como biópsias e diagnósticos por imagem, como ecografias, ressonâncias magnéticas e PET/CT’s.

Esses exames permitirão um diagnóstico mais preciso do quadro do paciente, para confirmar ou descartar a presença do tumor, o estágio e as condições clínicas.

Entenda melhor sobre cada um desses exames abaixo.

É um exame simples e menos invasivo para identificar o câncer de próstata. São coletadas amostras de sangue para avaliar os níveis de uma enzima específica produzida pela próstata — Antígeno Prostático Específico (ou, em inglês, Prostate-Specific Antigen). Se a concentração da PSA estiver alta no sangue, é um indicativo da presença do tumor maligno na próstata.

A biópsia é a melhor forma de diagnosticar o câncer de próstata. É retirado um pedaço pequeno da próstata para análise em laboratório, permitindo ao médico um diagnóstico mais seguro sobre a presença ou não de células cancerígenas na próstata.

Também conhecida como ultrassonografia transretal, a ecografia da próstata serve para avaliar o tamanho da glândula e detectar quaisquer alterações em sua estrutura, que podem ter relação com a presença do câncer.

A ressonância magnética permite uma visualização mais detalhada de partes moles do organismo, como é o caso da próstata. Além disso, também é capaz de avaliar se as células cancerígenas se espalharam para estruturas próximas ou para as vesículas seminais. 

Esse exame detecta onde estão presentes as lesões cancerígenas na próstata, por menor que sejam. Para isso, o tipo de radiação utilizada deixa visível as proteínas da membrana da próstata que tenham relação com as células cancerígenas. 

No vídeo abaixo, o Dr. Renato, médico do IMEB especialista em Medicina Nuclear, explica melhor sobre os principais exames para avaliar a próstata. Assista e tire suas dúvidas:

Saiba mais sobre esses exames aqui: 3 exames para detectar o câncer de próstata

Todos os exames de imagem estão disponíveis no IMEB, referência em Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem em Brasília. Faça o pré-agendamento do seu exame aqui que a nossa equipe irá entrar em contato para esclarecer quaisquer dúvidas.

O resultado do exame de próstata indicou aumento da glândula: é câncer? Devo me preocupar?

Mesmo que os exames tenham indicado o aumento da próstata, isso não necessariamente determina a presença do câncer. Isso porque, na maioria dos casos, trata-se do aumento natural, benigno e lento da próstata, que acontece ao longo dos anos, uma condição chamada de Hiperplasia Benigna da Próstata.

Nesses casos, o aumento não oferece riscos à saúde do paciente e não é necessário iniciar o tratamento comum.

Geralmente, é recomendado apenas um acompanhamento mais próximo para evitar uma evolução do quadro. Esse acompanhamento é chamado de vigilância ativa.

Os pacientes que se enquadram na vigilância ativa são monitorados por meio de exames (exame de toque, PSA) e consultas periódicas com o urologista, geralmente a cada 6 meses.

Caso haja alguma alteração no quadro serão avaliadas as melhores opções de tratamento para conter o câncer.

Quando realizar exames de imagem da próstata?

Dependendo de cada caso, o médico poderá solicitar exames de imagem para confirmar o diagnóstico do câncer de próstata, ou para analisar o estágio em que se encontra a doença e definir o tratamento.

A seguir, conheça os principais exames de diagnóstico por imagem para o câncer de próstata:

Leia também: Como tratar o câncer de próstata?

Desmistificando o preconceito por trás do exame de próstata

O preconceito em relação ao exame de toque é cultural e costuma ter como base principal a relação que se faz da região anal com a sexualidade.

A fim de “preservar sua imagem” ou por mero constrangimento, muitos homens se recusam a fazer o exame de toque retal, mesmo diante do risco de desenvolver um câncer de próstata.

Há, ainda, muitos pacientes que associam a própria doença a preconceitos infundados de que, obrigatoriamente, quem tem câncer de próstata terá disfunção erétil, condição também muito relacionada a um prejuízo da masculinidade.

Por isso, campanhas, como o Novembro Azul, são importantes para quebrar tabus e desmistificar o preconceito, conscientizando a população sobre a prevenção do câncer de próstata.

Saiba mais em:

Novembro Azul: mês de prevenção ao câncer de próstata

Vale lembrar que a cada 40 minutos um homem morre no Brasil vítima do câncer de próstata. Para contornar esse dado, o diagnóstico precoce é melhor forma de prevenção. Coloque seus exames em dia e priorize a sua saúde! 

– Qual o médico que realiza o exame de próstata?

Em geral, o médico mais indicado para realizar o exame de próstata (toque retal) e avaliar a presença de um tumor maligno na região é o urologista. Porém, o médico proctologista (que examina problemas do reto e ânus) também pode realizar o exame de toque na próstata.

– Qual o tamanho e o peso normal da próstata? Quando está aumentada?

Em geral, o tamanho e o peso normal da próstata variam entre 25 e 30 gramas (3 cm de altura, 4 cm de comprimento e 2 cm de largura), sendo um indicativo de que a próstata está aumentada. Porém, nem sempre um resultado fora desse valor referência é alarmante.

A medida e o tamanho da próstata também devem ser relacionados com outros fatores para um diagnóstico mais conclusivo, como o formato da glândula, o impacto do aumento de tamanho na capacidade de urinar do paciente e exames de sangue (PSA), por exemplo.

Esclareça essa dúvida com o seu médico.

– Quais as chances de cura do Câncer de Próstata?

Em geral, o câncer de próstata possui 90% de chances de cura, quando diagnosticado precocemente e ainda em estágio inicial. Por isso a importância de realizar exames investigativos regularmente, caso esteja indicado.

Os riscos de não realizar os exames de próstata

Com o avanço da idade, é natural que a próstata cresça de forma imperceptível. Esse aumento, por si só, não indica um câncer. No entanto, no desenvolvimento da doença, o homem só perceberia uma anormalidade ao sinal de sintomas, como ardor, incontinência urinária e dor.

O crescimento anormal da próstata pode, ainda, levar ao descontrole dos rins, o que piora a situação. 

Além disso, nos casos em que o câncer alcança um estágio avançado por não ter sido tratado, aumentam muito os riscos de metástase, que é a migração por via sanguínea ou linfática para outros órgãos do organismo. Nesses casos, as chances de cura são de 10%

Quanto mais evoluída estiver a doença, mais agressivo será o tratamento e com piores efeitos colaterais. No caso de ser necessária a cirurgia, ela pode afetar diretamente a função erétil.  

Por outro lado, quando detectados na fase inicial, os tumores na próstata não costumam apresentar metástase e a probabilidade de cura é de até 90%.

A indicação, portanto, é que todo homem, a partir dos 50 anos, consulte-se com o urologista anualmente. Em casos de histórico da doença na família, essa consulta deverá ser realizada a partir dos 40 anos de idade.

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Источник: https://imeb.com.br/exame-de-cancer-de-prostata-livre-se-do-preconceito/

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