6 principais doenças do sistema urinário e como tratar

Infecção urinária pode causar dor ao fazer xixi; veja causas

6 principais doenças do sistema urinário e como tratar

A infecção do trato urinário (ITU), mais conhecida como “infecção urinária”, é um dos tipos de infecção bacteriana mais comuns no ser humano. Quase sempre, é causada por micro-organismos que ficam nas fezes sem provocar doença, mas que, por alguma razão, entram no canal urinário, ou seja, onde não podiam entrar.

Quando limitado ao trato urinário baixo, ou seja, a bexiga, a condição recebe o nome de cistite e costuma ser resolvida sem problemas com antibiótico.

Se a infecção “subir” para o trato urinário alto, passando pelo ureter até os rins, a condição passa a ser chamada de pielonefrite e pode ser muito perigosa, pois há risco de as bactérias caírem na circulação sanguínea, causando febre e até uma infecção generalizada. Por isso, é importante procurar o médico ou ir ao pronto-socorro ao sentir ardor ou dor ao fazer xixi.

Mulheres são mais vulneráveis

As mulheres são bem mais vulneráveis ao problema por uma questão anatômica: a uretra delas é mais curta e sua entrada fica mais próxima à vagina e ao ânus. Estudos indicam que mais da metade das mulheres terá pelo menos uma infecção urinária na vida. De acordo com a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), essa é a principal causa de afastamento no trabalho para elas.

A relação com a atividade sexual e o início da vida sexual é frequente, tanto que, quando esse é o motivo da infecção, muitos médicos se referem ao quadro como “cistite de lua-de-mel”.

É importante ressaltar que infecções urinárias não são DST (doenças sexualmente transmissíveis), já que, na maioria das vezes, as bactérias que causam a cistite são da própria pessoa. Mas muitas DST —que atualmente são chamadas de IST (infecções sexualmente transmissíveis) — podem causar sintomas urinários e, além disso, aumentar a predisposição à infecção.

Cistite de repetição

A cistite recorrente ou de repetição, definida por três episódios em um ano, ou dois em seis meses, é comum a cerca de 25% das pacientes que sofrem uma infecção no trato urinário. Apesar de esses quadros não representarem uma ameaça na maioria das vezes, eles podem prejudicar bastante a qualidade de vida e até a função sexual.

Sintomas

  • Ardor ou dor ao fazer xixi
  • Pressão ou dor no baixo ventre (abaixo da barriga)
  • Vontade de fazer xixi o tempo todo, mas ao ir ao banheiro quase não há o que urinar
  • Xixi escuro, com sangue ou odor diferente
  • Cansaço ou mal-estar

Atenção: febre, dor nas costas, náusea, vômitos, perda de apetite e calafrios podem indicar que a infecção alcançou os rins. É preciso procurar o serviço médico com urgência nesses casos.

É possível ter uma infecção urinária e não perceber?

Sim. A presença de bactérias na urina sem causar sintomas é chamada de bacteriúria assintomática. Quando o processo inflamatório é menor há a possibilidade de não causar sintomas. É mais frequente em mulheres com mais idade e em grávidas, mas nas gestantes sempre deve ser tratada.

Idosos merecem atenção especial

Devido a mudanças associadas ao envelhecimento ou a eventuais doenças crônicas, os idosos podem não ter os sintomas clássicos de infecção urinária, o que leva ao atraso no diagnóstico.

A pessoa pode não sentir dor ao urinar, por exemplo, e não apresentar febre mesmo que as bactérias já tenham atingido os rins. Em vez disso, pode ter sonolência ou confusão mental.

Por isso é importante ficar atento a mudanças de comportamento.

Fatores de risco

Questões biológicas e comportamentais podem interferir no risco de infecção urinária. Veja algumas delas:

Malformações Alterações anatômicas nas vias urinárias podem fazer com que a urina não seja eliminada completamente, aumentando o risco de infecção. Essa costuma ser a causa mais comum de infecção urinária em recém-nascidos.

Fimose A inflamação do prepúcio é uma causa comum de infecções urinárias em meninos.

Fraldas ou absorventes O uso aumenta o calor e a umidade, favorecendo o crescimento de bactérias, e também há o risco de exposição às fezes.

Atividade sexual O atrito pode causar fissuras minúsculas que favorecem a exposição às bactérias do períneo. É por isso que os médicos recomendam que se faça xixi logo depois das relações. A probabilidade aumenta quando se faz sexo anal sem proteção, ou quando a penetração vaginal ocorre depois da anal sem a troca do preservativo.

Uso de espermicida O gel, seja quando usado com o diafragma ou na camisinha, pode aumentar o risco por interferir na flora vaginal.

Menopausa A diminuição do estrogênio pode trazer várias consequências, como falta de lubrificação (que facilita a ocorrência de microfissuras durante o sexo) e alterações na flora vaginal, deixando o ambiente próximo à uretra mais propício à colonização por micro-organismos.

Gravidez Mais ou menos 17% das gestantes desenvolvem o quadro, que tem a ver com o aumento do nível de progesterona, alterações no sistema imunológico e pelo próprio volume do útero, que afeta a micção.

Maus hábitos Beber pouca água e a mania de adiar a ida ao banheiro têm sido apontadas como facilitadores de cistites em crianças e adultos. Meninas e mulheres que urinam de pé, para evitar o contato com o assento, também podem acabar não esvaziando a bexiga direito, por não relaxarem. Por último, a higiene incorreta após usar o banheiro também pode expor ao risco.

Intestino preso A constipação crônica pode deixar as mulheres mais vulneráveis ao problema.

Incontinência urinária Mulheres com o problema têm seis vezes mais propensão a infecções do trato urinário de repetição, segundo estudos.

Lesões na medula Pacientes com esse tipo de lesão são mais propensos a infecções no trato urinário.

Imunidade baixa Pessoas imunodeprimidas —devido a doenças como diabetes e Aids — devem ter atenção redobrada. A queda de imunidade natural do envelhecimento também pode interferir no risco, e as infecções urinárias respondem por 25% das infecções em idosos.

Medicamentos Alguns tipos de drogas, como os imunossupressores —utilizados em doenças autoimunes e em pacientes transplantados — e uma classe de remédios para diabetes, podem facilitar infecções.

Aumento da próstata A hiperplasia benigna dificulta o ato de urinar, levando alguns homens a ter infecções urinárias.

Pedra nos rins Alguns tipos de cálculos renais são formados por causa de bactérias que têm uma enzima chamada urease. Essa enzima transforma ureia em amônia e forma um cálculo de fostato-amoníaco-magnesiano — comum a cerca de 20% dos pacientes que precisam ser operados por causa do problema.

Sondas e cateteres Pacientes internados correm um risco maior por que esses materiais podem facilitar a entrada de bactérias, ainda mais em indivíduos que já estejam mais vulneráveis devido a doenças, cirurgias ou envelhecimento.

Diagnóstico

Em geral, na suspeita de uma infecção urinária, o médico deve pedir um exame de urina e uma cultura de urina para determinar a bactéria envolvida e quais os antibióticos indicados para aquele micro-organismo.

Em alguns casos, o médico também pode solicitar exames de imagem, como a cistoscopia (exame endoscópico do trato urinário inferior), ultrassonografia ou tomografia para checar alguma anormalidade nas vias urinárias, bexiga ou rins.

Principais vilões

A bactéria que causa infecções urinárias com maior frequência (aproximadamente 80% dos casos) é a Escherichia coli (E. coli), que está presente naturalmente no intestino. Na maioria das vezes, essa bactéria causa apenas cistite, mas alguns tipos têm a capacidade de aderir e invadir o trato urinário chegando até os rins.

Outros organismos que podem estar associados a infecções urinárias são: Klebsiella spp, Pseudomonas spp, Enterococcus spp e Enterobacter spp. A Candida (um fungo, causador da candidíase) e certos vírus também podem ser responsáveis por casos mais raros de infecção, especialmente em pacientes imunodeprimidos.

Tratamento

A infecção urinária é tratada com antibióticos e analgésicos para aliviar a dor nas vias urinárias. O paciente deve descansar e ingerir bastante líquido. Outras causas menos frequentes de infecção, como vírus ou fungos, podem exigir terapias específicas. É recomendável que, terminado o tratamento, o fim da infecção seja confirmado por um novo exame.

Nos casos em que a infecção se repete, é fundamental que o urologista seja consultado para investigar as causas por trás do problema.

Pode ser necessário instituir um tratamento preventivo, com uso prolongado de antimicrobiano específico para as vias urinárias, por exemplo.

Alguns médicos podem sugerir o uso de um tratamento oral que funciona como vacina contra a E. coli, que trouxe resultados positivos em alguns estudos clínicos.

Uma das novidades, hoje em dia, é o auxílio da fisioterapia para o tratamento de infecções recorrentes em crianças com problemas funcionais, como as que adquiriram um hábito incorreto durante o desfralde, por exemplo, ou que adiam a ida ao banheiro.

Quando malformações ou obstruções estão por trás das infecções, uma cirurgia de correção do problema pode ser indicada. Em geral, esses procedimentos são pouco invasivos e a recuperação dura cerca de uma semana.

Bactérias resistentes: um problema crescente

O ideal é sempre tratar a infecção com o antibiótico indicado na cultura de urina. Porém, como o exame demora alguns dias para ficar pronto, é comum que alguns médicos prescrevam antibióticos de amplo espectro —capazes de eliminar diferentes tipos de bactérias —, como a norfloxacina ou a ciprofloxacina.

O uso indiscriminado desses medicamentos tem causado aumento na resistência bacteriana no mundo. Isso torna alguns casos mais difíceis de serem tratados.

Embora o uso de antibióticos em animais de abate tenha grande influência no problema, é preciso que as pessoas tomem cuidado também —médicos devem ter cautela ao prescrever os medicamentos e os pacientes, seguir corretamente a prescrição (e não parar de tomar antes do prazo determinado pelo médico, por exemplo).

Como ajudar quem está com infecção urinária?

  • Ofereça água e sucos com frequência
  • Compressas mornas ou banhos de assento podem diminuir a dor no baixo ventre
  • Não deixe que a pessoa pare de tomar os antibióticos antes do período indicado na prescrição, mesmo que já esteja se sentindo melhor
  • Se a pessoa ainda estiver com sintomas alguns dias depois de iniciar o tratamento com antibióticos, procure o médico
  • Quem tem infecções urinárias de repetição deve ser encaminhado para o urologista para avaliação de possíveis causas e tratamento preventivo

Como prevenir infecções urinárias

– Tome água com frequência A quantidade ideal varia para cada pessoa, por isso uma dica simples é observar se a urina está sempre clara. Se estiver concentrada, é sinal de que é preciso tomar mais líquido.

– Não espere a vontade apertar A bexiga deve ser esvaziada no mínimo a cada quatro horas; para quem é muito ocupado ou esquece de ir ao banheiro, o alarme do celular pode ser útil.

– Relaxe na hora de fazer xixi Se houver a sensação de que sobrou urina na bexiga, faça uma forcinha.

– Faça xixi logo após as relações sexuais O jato de urina ajuda a “lavar” as vias urinárias.

– Evite passar muito tempo com roupas íntimas molhadas e prefira peças feitas com tecidos que absorvem o suor, como algodão.

– Use camisinha e faça exames de rotina para afastar o risco de DST. E depois do sexo anal, troque o preservativo caso volte à penetração vaginal.

– Troque fraldas e absorventes com frequência Isso evita a exposição da uretra a bactérias.

Ensine as meninas a fazer a higiene íntima sempre de frente para trás.

– Cremes vaginais com estrogênio podem evitar o risco de infecções urinárias nas mulheres durante a menopausa.

– Considere o tratamento da próstata, caso essa seja a causa de infecções recorrentes

Suco de cranberry evita infecção urinária?

Estudos laboratoriais indicam que o cranberry (oxicoco) é rico em uma substância que inibe a aderência de bactérias como a E. coli no trato urinário. Porém, estudos maiores, com mulheres, trazem resultados contraditórios, de modo que a maioria dos médicos não indica a ingestão do suco ou de suplementos como forma de prevenção. De qualquer forma, tomar líquidos sempre ajuda.

Fontes: Alexandre Danilovic urologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e do Hospital Oswaldo Cruz; Flávio Trigo, urologista e presidente da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia); CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), nos EUA; Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia); Ministério da Saúde.

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/02/26/infeccao-urinaria-veja-causas-sinais-e-como-tratar-a-doenca.htm

Cistite: o que é, causas, sintomas, crônica X aguda

6 principais doenças do sistema urinário e como tratar

A cistite, também chamada de infecção urinária baixa, é uma doençainflamatóriaouinfecciosa da bexiga urinária, órgão responsável pelo armazenamento da urina antes de sua eliminação para o meio externo. A cistite, geralmente, é desencadeada pela colonização da bexiga por bactérias presentes em nosso intestino, sendo a principal delas a Escherichia coli.

Vale destacar que a bactéria pode não apenas afetar a bexiga, podendo acometer também outros órgãos do sistema urinário, como uretra e os rins. Nesse caso, temos um caso de uretrite e pielonefrite, respectivamente.

Leia também: Sistema urinário

Causas da cistite

Uma das principais bactérias causadoras da cistite é a Escherichia coli.

A cistite é causada por bactérias que penetram pela uretra e seguem em direção à bexiga.

Geralmente, as bactérias são provenientes do próprio organismo, principalmente do trato gastrointestinal, sendo a Escherichia coli o agente etiológico mais frequente.

Essa bactéria é responsável por quase 75% dos casos de cistite. Outras bactérias também podem causar o problema, como Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae e Staphylococcus saprophyticus.

Você sabia que, em razão de a uretra feminina ser mais curta que a do homem e estar mais próxima da região anal, as mulheres apresentam risco aumentado de desenvolverem infecção urinária?

Cistite é transmissível?

A cistite não é uma doença transmissível.

Vale salientar, no entanto, que a relação sexual pode favorecer o desenvolvimento da cistite por causa fato da fricção entre os órgãos no momento do ato que pode ajudar as bactérias a migrarem da região anal para uretra e, posteriormente, atingir a bexiga. Sendo assim, um ponto que reduz os riscos de cistite é urinar após a relação sexual, pois pode ajudar a eliminar as bactérias que podem ter entrado na uretra.

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Leia também: HPV

Sintomas da cistite

A cistite causa dor ao urinar, dor na bexiga, baixo ventre e costas e necessidade de urinar frequentemente.

A cistite pode ser assintomática ou então desencadear alguns sintomas bastante desagradáveis. Veja a seguir os principais sintomas desse problema de saúde que afeta tanto mulheres quanto homens:

Sintomas da cistite
Dor ou ardência ao urinar
Dor na região da bexiga, nas costas e baixo ventre
Eliminação de pequena quantidade de urina em cada micção
Febre baixa (sintoma pouco comum)
Necessidade de urinar com maior frequência no período noturno
Necessidade de urinar frequentemente
Urina contendo sangue (casos mais graves)

Diagnóstico de cistite

O diagnóstico de cistite será feito, principalmente, analisando-se os sintomas do paciente e por meio de exames de urina que irão buscar identificar se há bactérias na urina e qual tipo de bactéria está presente. Um dos métodos mais importantes para o diagnóstico é a cultura de urina, em que se colhe a urina e coloca-se uma pequena amostra em um meio de cultura.

Caso haja a presença de bactérias, elas crescerão nesse meio nutritivo. Após a realização da cultura da urina, é importante realizar o antibiograma que visa a determinar qual antimicrobiano será mais eficaz no tratamento daquela infecção.

Leia também: Insuficiência renal crônica

Tratamento da cistite

A cistite é desencadeada pela colonização da bexiga por bactérias, sendo o tratamento, portanto, voltado para a eliminação desses micro-organismos.

Os medicamentos utilizados são os antibióticos, os quais devem ser ingeridos no horário correto e pelo tempo recomendado pelo médico.

Vale destacar que mesmo que os sintomas tenham cessado, o tratamento deve ser continuado pelo tempo estabelecido pelo médico, pois desse modo garante-se a completa destruição das bactérias.

Leia também: O perigo das superbactérias

Prevenção da cistite

A cistite é uma infecção ou inflamação da bexiga que pode ser prevenida com algumas atitudes bem simples. O quadro abaixo apresenta algumas dicas importantes para prevenir esse problema de saúde tão comum:

Dicas para se prevenir da cistite
Beber sempre muita água.
Após a relação sexual, lembrar-se sempre de esvaziar a bexiga.
As mulheres ao se limparem após ir ao banheiro devem ter em mente a importância de sempre fazer a higienização da frente para trás.
Evitar roupas e roupas íntimas muito apertadas que retenham calor e umidade.
Mulheres devem sempre se lembrar de trocar o absorvente com frequência.
Urinar sempre que sentir vontade, evitando sempre reter a urina por um período longo de tempo.

Cistite na gestação

A cistite é uma condição que afeta cerca de 1% a 1,5% das gestantes.

Assim que feito o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível para evitar possíveis complicações, por exemplo, a migração das bactérias da bexiga para a região renal.

Vale destacar que alguns medicamentos não são adequados para gestante, entretanto, há antibióticos seguros para esses casos.

Cistite intersticial

A cistite intersticial, também conhecida como síndrome da bexiga dolorosa e síndrome da dor pélvica crônica, é diferente da cistite aguda que foi tratada neste texto. Na cistite intersticial, o que se observa é que se trata de uma doença inflamatória crônica, sem uma causa completamente conhecida.

A cistite intersticial causa dor principalmente quando a bexiga está cheia.

Nessa situação, percebe-se um aumento da sensibilidade da bexiga. Seus sintomas são dor na bexiga, dor na pelve, aumento da frequência e da urgência urinária, dificuldade de urinar e noctúria (urinar com frequência durante a noite).

A dor e o desconforto é prolongado, sendo esse quando observado por mais de seis meses. Alguns pacientes percebem o aumento da dor com o consumo de alguns alimentos e bebidas, principalmente alimentos condimentados e ácidos, bebidas alcoólicas e alimentos e bebidas com cafeína.

Para se realizar o diagnóstico, é fundamental analisar os sintomas e excluir o diagnóstico de outras doenças, como a cistite desencadeada por bactéria.

Após o diagnóstico, o tratamento será feito a fim, principalmente, de se controlar os sintomas do problema.

A cistite intersticial apresenta períodos de crise e períodos de remissão, desse modo, é fundamental descobrir o que intensifica o problema e evitar hábitos que podem desencadear as dores.
 

Por Ma. Vanessa Sardinha dos Santos

Источник: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/cistite.htm

6 CAUSAS DE DOR PARA URINAR EM HOMENS

6 principais doenças do sistema urinário e como tratar

A dor para urinar, também conhecida como disúria, é um dos sintomas mais comuns nos pacientes que apresentam inflamação/infecção do trato urinário.

Consideramos disúria qualquer desconforto que surja na hora da micção, seja ele dor, ardência, sensação de peso, queimação ou pontadas.

Nas mulheres, a principal causa de disúria é a infecção urinária, mais especificamente a cistite, que é o nome que damos à infecção da bexiga.

Nos homens, porém, a história é diferente, pelo menos para aqueles que estão na faixa etária entre 15 e 50 anos, já que, nesse grupo, a cistite não é uma situação comum. Nos homens, a uretrite (inflamação da uretra) provocada por doenças sexualmente transmissíveis é uma causa muito mais frequente de dor na hora de urinar do que a infecção urinária.

Neste artigo, vamos falar sobre as principais causas de incômodo ou dor na hora da micção entre os homens.

Se você quiser saber mais sobre a disúria em geral, incluindo os casos em mulheres, acesse o seguinte link: PRINCIPAIS CAUSAS DE DOR AO URINAR.

Principais causas de disúria nos homens

A disúria habitualmente surge quando há uma inflamação, de origem infecciosa ou não, em algum ponto do trato geniturinário inferior, que no homem é composto pela próstata, bexiga, testículos e uretra.

É muito importante conhecer as principais causas de disúria para não cair na armadilha de achar que toda dor ao urinar é causada por uma infecção urinária. Nas mulheres, esse raciocínio pode até levar você a acertar o diagnóstico na maioria dos casos, mas nos homens jovens, ele está completamente equivocado.

A seguir, vamos falar resumidamente sobre as 6 situações mais comuns que podem provocar dor na hora da micção. São elas:

  • Uretrite.
  • Prostatite.
  • Cistite.
  • Cálculo urinário.
  • Epididimite.
  • Hiperplasia benigna da próstata

Uretrite

Chamamos de uretrite a inflamação da uretra, que é o canal que passa por dentro do pênis e escoa a urina da bexiga.

A uretrite é a causa mais comum de disúria nos homens jovens e sexualmente ativos. As principais causas de uretrite são a gonorreia e a clamídia, duas infecções bacterianas transmitidas pela via sexual.

Em ambas infecções, além da disúria, o paciente costuma ter também um corrimento uretral purulento, que pode surgir de forma espontânea ou apenas quando o paciente “ordenha” o pênis.

Esse sintoma é o ponto-chave que ajuda a diferenciar a uretrite da infecção urinária, pois pacientes com cistite não costumam ter corrimento uretral.

Além da gonorreia e da clamídia, a uretrite também pode ser provocada por outros germes, como Mycoplasma genitalium, Ureaplasma urealyticum, adenovírus e herpes simplex vírus.

A inflamação da uretra também pode ter origem não-infecciosa, como nos casos de traumas, como durante a passagem de uma sonda vesical, ou irritação por produtos químicos, como antissépticos ou espermicidas.

Masturbação excessiva também pode provocar trauma na uretra e disuria temporária.

Para saber mais sobre a gonorreia e a clamídia, leia: GONORREIA – Sintomas, Transmissão e Tratamento e CLAMÍDIA – Sintomas, Transmissão e Tratamento.

Prostatite

A prostatite, que é a inflamação da próstata, é outra causa comum de disúria nos homens.

Ao contrário da hiperplasia benigna da próstata e do câncer de próstata, que são duas complicações que ocorrem quase que exclusivamente em idosos, a prostatite pode surgir em adultos jovens.

A prostatite pode ser aguda ou crônica.

A prostatite aguda é um quadro que costuma ser provocado por uma bactéria, como a Escherichia coli, Proteus ou Klebsiella.

Os sintomas mais comuns da prostatite aguda são dor para urinar, febre, calafrios, vontade de urinar a todo instante, dificuldade para conseguir urinar, dor pélvica, fraqueza e mal-estar geral.

Já a prostatite cônica, que também é chamada de síndrome da dor pélvica crônica, é um quadro de causa desconhecida que pode durar meses.

Além da disúria, a prostatite crônica também pode provocar dor testicular, dor ao ejacular, dificuldade para urinar e sangue no esperma.

Explicamos a prostatite com mais detalhes no seguinte artigo: PROSTATITE – Sintomas, Causas e Tratamento.

Infecção urinária

Como já referido no início do texto, a infecção urinária é a principal causa de disúria nas mulheres, mas é pouco comum nos homens jovens.

A infecção urinária nos homens só costuma ocorrer naqueles que apresentam alguma anomalia do sistema urinário, como estenose da uretra, refluxo vesico-ureteral ou alterações da próstata que provoquem obstrução do fluxo urinário.

Portanto, em homens jovens e saudáveis com queixa de dor para urinar, a cistite não deve ser a primeira nem a segunda hipótese a ser considerada.

Por outro lado, se o paciente já tiver mais de 50 anos e um histórico de hiperplasia benigna da próstata, a infecção urinária pode, sim, ser a casa da disúria.

Para saber mais sobre a infecção urinária, leia:10 SINTOMAS DA INFECÇÃO URINÁRIA.

Cálculo urinário

A passagem de um cálculo urinário pela uretra pode provocar lesão da mesma, o que leva ao surgimento da disúria.

Dependendo do tamanho da pedra, ela pode ficar impactada na uretra, provocando também sintomas como sangue na urina, dificuldade para urinar, jato urinário fraco e dor na região do pênis.

Muitas vezes, o paciente consegue ver o momento em que a pedra passa pela uretra, pois ela sai na urina e cai no vaso sanitário. Se a passagem da pedra tiver sido muito traumática, a dor para urinar pode persistir por mais alguns dias.

Para saber mais sobre o cálculo urinário, leia: CÁLCULO RENAL (Pedras nos Rins) – Causas, Sintomas e Tratamento.

Epididimite

O epidídimo é uma estrutura que fica localizada acima dos testículos e tem como função armazenar os espermatozoides produzidos.

A epididimite é uma quadro de inflamação do epidídimo, que costuma ocorrer por infecção pela bactéria Chlamydia trachomatis.

A epididimite pode provocar dor na hora de urinar, mas os seus sintomas mais comuns são a dor testicular e edema na bolsa escrotal.

Hiperplasia benigna da próstata

Conforme os homens envelhecem, a sua próstata tende a aumentar de volume, um quadro que é chamado de hiperplasia benigna da próstata (HBP). Cerca de metade dos pacientes com mais de 50 anos tem HBP. Já na faixa etária acima dos 80 anos, a taxa é maior que 80%.

Como a uretra passa por dentro da próstata, ela pode ficar comprimida nos casos de hiperplasia benigna da próstata. Essa compressão dificulta a passagem da urina, provocando obstrução do fluxo urinário.

A obstrução pode provocar dor ao urinar pela própria dificuldade que o paciente tem de fazer a urina passar pela uretra, mas também porque favorece a proliferação de bactérias na urina, o que aumenta o risco de infecção urinária.

Além da disúria, os sintomas mais comuns da HBP são jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção, vontade de urinar a toda hora, mesmo com pouco volume de urina na bexiga, necessidade de fazer força para urinar e vontade frequente de urinar à noite, durante o sono.

Falamos com mais detalhes sobre a HBP no seguinte artigo: HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA – Causas, Sintomas e Tratamento.

Referências bibliográficas

Источник: https://www.mdsaude.com/urologia/dor-para-urinar-em-homens/

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