6 razões para ter a caderneta de vacinação atualizada

A importância da vacinação: por que imunizar crianças e adultos é essencial

6 razões para ter a caderneta de vacinação atualizada
 

Afinal, qual a importância da vacinação? Em tempos de fake news, é nosso dever contribuir com informação de utilidade geral: as vacinas são um ganho imensurável, um marco na história da humanidade.

 

Existem muitos mitos e argumentos contrários à vacinação, mas é fundamental que você entenda tudo que a saúde ganhou e o quanto a sociedade evoluiu com essa descoberta. 

 

A vacinação é o método mais efetivo de prevenir doenças graves que, no passado, levavam crianças e adultos a óbito e assustaram muitas gerações.

 

Se é “melhor prevenir do que remediar”, é hora de entender melhor a importância da vacinação. 

 

Para isso, traremos, neste artigo: 

 

  • Qual a importância da vacinação?
  • Qual a importância da vacinação na infância
  • Qual a importância da vacinação para adultos
  • Quais os perigos da falta de vacinas?

 

Boa leitura!

Qual a importância da vacinação?

A vacinação é uma forma de preparar o organismo para combater antígenos de doenças que poderiam levar ao óbito

 

Para entendermos a importância da vacinação, é crucial que possamos resgatar algumas informações e dados históricos. 

 

Assim, podemos compreender o cenário de onde partimos, em uma época em que a vacinação não existia.

 

É verdade que, atualmente, muitos debates em torno do tema “vacina” têm acontecido. Provavelmente, por isso mesmo, é de extrema importância relembrar a trajetória do setor da saúde.

 

Assim, é possível entender (e defender) os argumentos racionais e científicos de quem afirma que a vacina é, sim, a melhor forma de prevenir doenças.

 

Você também pode ler o artigo sobre os principais mitos relacionados à vacinação, clicando aqui.

— O que são Vacinas

Para começar, vamos explicar o que são, afinal, as vacinas. 

 

A vacina é uma forma de “forçar” o organismo a produzir anticorpos para combater uma determinada substância, que ele entende como um corpo estranho. Isso acontece quando injetamos, propositalmente, o agressor que se deseja combater.

 

A diferença da vacina para a doença efetiva, no entanto, está no agressor: na vacina, ele estará presente em uma forma menos agressiva, ou até mesmo desativado, ou seja, incapaz de produzir a doença. 

 

A presença no organismo servirá, somente, para que o corpo seja capaz de produzir os anticorpos necessários para combatê-lo, impedindo que a doença seja desenvolvida, mesmo por meio de uma nova exposição e contágio. 

— Uma breve história da vacina

Uma das doenças mais temidas do mundo durante o século XVIII, a varíola, foi a responsável pela invenção da vacina. 

 

Com uma taxa de mortalidade de 10% a 40%, foi descoberto que os sobreviventes não contraíam a doença novamente. Assim, surgiu a ideia de usar o vírus em uma forma um pouco mais branda, evitando que a doença fosse contraída em sua forma mais agressiva.

 

Essa prática ficou conhecida como variolação, em função, claro, de ter sido usada para combate específico da varíola.

 

Em 1798, o médico inglês Edward Jenner compartilhou suas investigações. Ele descobriu que as pessoas contaminadas por um vírus semelhante ao da varíola, porém mais brando, também se tornavam imunes à grave doença. 

 

Em 1800, a marinha britânica já começava a usar a vacinação, a partir dessas descobertas. No Brasil, as vacinas chegaram em 1804, trazidas pelo Marquês de Barbacena.

 

Em 1956, a OMS (Organização Mundial da Saúde) patrocinou um projeto para erradicação da varíola no mundo. 

 

Em apenas quatro anos, a doença sumiu dos países industrializados e, em 1977, se estabeleceu o único episódio de erradicação de uma doença em uma escala mundial. 

 

Com esse poder de controle e eliminação de doenças, a vacina é uma importante aliada para a promoção da saúde e ampliação da expectativa de vida dos seres humanos.

 

O Brasil é um dos países que oferece o maior número de vacinas à população. 

 

São disponibilizadas mais de 300 milhões de doses anuais, sendo 43 diferentes categorias de imunobiológicos: 26 vacinas, 13 soros heterólogos (imunoglobulinas animais) e 4 soros homólogos (imunoglobulinas humanas), utilizadas na prevenção ou tratamento de doenças.

 

As campanhas nacionais de vacinação resultaram na eliminação da varíola em 1973, e da poliomielite, em 1989. O vírus da rubéola também é considerado fora de circulação, desde 2009.

 

O Brasil ainda tinha conseguido tirar de circulação o vírus do sarampo, tendo sido considerado livre da doença em 2016. No entanto, no final de 2018 o vírus ressurgiu, deixando vítimas de todas as idades e reforçando a importância da vacinação para o controle imunológico do País.

 

O programa de vacinação nacional também controla o tétano neonatal, as formas graves da tuberculose, a difteria, o tétano acidental e a coqueluche. Algumas dessas vacinas fazem parte do calendário de vacinação da gestante, sendo etapa essencial do pré-natal. 

— Para que servem as vacinas

Como explicado, as vacinas servem para estimular o organismo a produzir anticorpos que combatem os agressores (antígenos). 

 

Quando um antígeno entra em contato com o organismo pela primeira vez, ele é incapaz de produzir anticorpos em uma velocidade maior do que o desenvolvimento da doença. Por isso, o paciente pode ir a óbito antes que o sistema imunológico dê alguma resposta.

 

No entanto, quando o organismo é contaminado pelo mesmo antígeno uma segunda vez, ele já conhece o invasor, e pode combatê-lo com mais agilidade. Isso se chama imunidade. Ou seja, o organismo fica imune àquele agente. 

 

A vacina serve para que o primeiro contato com o antígeno, ou seja, o agente agressor, seja de uma forma controlada, com o antígeno desativado ou enfraquecido. 

Qual a importância da vacinação na infância

 

Bebês, crianças e adolescentes precisam manter suas vacinas em dia, evitando uma série de doenças contagiosas e graves

 

É na infância que a maioria das vacinas são aplicadas. Isso porque a criança, além de se desenvolver física e cognitivamente, também precisa evoluir seu sistema imunológico. 

 

Quanto antes a criança ficar imune contra doenças, melhor para a sua saúde.

 

Para recém-nascidos, tanto as primeiras vacinas, quanto as vacinas recebidas por sua mãe, durante a gestação, são fundamentais para a prevenção de doenças. Isso porque seu sistema imunológico ainda é bastante frágil e suscetível a doenças e infecções.

 

Para as crianças de até 10 anos, devem ser aplicadas as vacinas e reforços para evitar que a exposição nas escolas facilite o contágio de doenças como difteria, coqueluche, tétano e influenza.

 

Já os adolescentes precisam se imunizar contra a meningite meningocócica, já que fazem parte do grupo de maior risco de contração da doença. 

 

Nessa idade, meninos e meninas também devem receber a imunização contra o vírus HPV, responsável por mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis. O HPV também é um dos principais responsáveis pelo câncer de colo do útero que, em 2018, teve 570 mil novos diagnósticos em todo o mundo.

— As principais vacinas indicadas para bebês e crianças

Confira, na tabela abaixo, as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde para cada idade, bem como as quantidades de doses necessárias para a imunização. 

 

Você pode ter acesso ao calendário completo, clicando aqui.

 

IdadeVacina
Ao nascer– BCG Dose única– Hepatite B
2 meses– Pentavalente 1.ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2.ª dose)– Poliomielite 1.ª dose (VIP)– Pneumocócica conjugada 1.ª dose– Rotavírus 1.ª dose
3 meses– Meningocócica C conjugada 1.ª dose
4 meses– Pentavalente 2.ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2.ª dose)– Poliomielite 2.ª dose (VIP)– Pneumocócica conjugada 2.ª dose– Rotavírus 2.ª dose
5 meses– Meningocócica C conjugada 2.ª dose
6 meses– Pentavalente 3.ª dose (Tetravalente + Hepatite B 3.ª dose)– Poliomielite 3.ª dose (VIP)– Influenza (1 ou 2 doses anuais)
9 meses– Febre Amarela (dose única)– Influenza (1 ou 2 doses anuais)
12 meses– Pneumocócica conjugada reforço– Meningocócica C conjugada reforço– Tríplice Viral 1.ª dose– Influenza (1 ou 2 doses anuais)
15 meses– DTP 1.º reforço (incluída na pentavalente)– Poliomielite 1º reforço (VOP)– Hepatite A (1 dose de 15 meses até 5 anos)– Tetra viral (Tríplice Viral 2.ª dose + Varicela)– Influenza (1 ou 2 doses anuais)
4 anos– DTP 2.º reforço (incluída na pentavalente)– Poliomielite 2º reforço (VOP)– Varicela (1 dose)– Influenza (1 ou 2 doses anuais)
9 – 14 anos– HPV 2 doses– Meningocócica C (reforço ou dose única)

 

Qual a importância da vacinação para adultos

Adultos e idosos devem ficar de olho em sua carteira de vacinação, fazendo reforços sempre que necessário

 

É comum, ao pensarmos em vacinação, ligar vacina à crianças ou idosos, como se fossem os únicos grupos de risco, portanto, os únicos que necessitam da imunização. Essa é uma ideia incorreta.

 

O lugar onde você mora, sua idade, seu histórico de vacinação, doenças em tratamento e até suas atividades cotidianas podem influenciar a necessidade de uma ou outra vacina. 

 

Se você for viajar para um lugar com risco de febre amarela, por exemplo, e não estiver com essa vacina em dia, é obrigatória a vacinação, já que a carteira de vacina será um dos documentos exigidos para permitir o embarque. 

 

Além disso, adultos com doenças crônicas, como diabetes, pode ter um prejuízo maior em caso de contágio com alguma doença que pode ser prevenida por vacina. 

 

Idosos também precisam estar atentos, já que tendem a ter um sistema imunológico mais frágil, respondendo aos tratamentos com mais dificuldade. 

 

É por isso que as campanhas de vacinação contra o vírus Influenza (gripe) sempre colocam os idosos como grupo prioritário, pois são as principais vítimas da doença. Essa é uma estratégia da saúde pública para aumentar a qualidade de vida desse público.

– As principais vacinas indicadas para adultos

Confira abaixo, as vacinas direcionadas para adultos e idosos. Você pode ter acesso ao calendário de vacinação, clicando aqui.

 

  • Hepatite B: 3 doses, dependendo da situação vacinal do paciente
  • Febre Amarela: dose única para quem não tiver sido vacinado, ou não possuir comprovante de vacinação
  • Tríplice Viral: 2 doses até os 29 anos, ou 1 dose para aqueles maiores de 30 anos. A idade máxima para a vacinação é de 49 anos
  • DT: deve ser realizado reforço da vacina a cada 10 anos
  • dTpa: vacina para gestantes a partir da 20.ª semana, que não foram vacinadas anteriormente

   Consulte seu médico para avaliar a necessidade de aquisição de vacinas não aplicadas de forma gratuita pelo SUS, como a meningite meningocócica A, C, W e Y, cólera, entre outras. 

Quais os perigos da falta de vacinas?

Mais do que uma prevenção individual, a falta de vacinação é um hábito que prejudica toda a humanidade. 

 

Por quê? Simples! Quanto mais pessoas não vacinadas, maiores as chances dos vírus de doenças já erradicadas retornarem. Foi o que aconteceu com o sarampo, no Brasil, já mencionado anteriormente. 

 

Talvez porque algumas doenças não estejam ativas há um bom tempo, as pessoas mais novas não tenham consciência de suas gravidades. Com isso, não dão a devida importância para a vacinação. 

 

Em 2011, a vacina contra a poliomielite tinha cobertura de 99,6% em território nacional. Em 2017, a cobertura foi de 78,47%. Isso significa que existem muitas pessoas deixando de vacinar seus filhos contra essa doença.

 

A poliomielite, considerada erradicada das Américas em 1994, pode deixar sequelas permanentes, como a paralisia, além de insuficiência respiratória, podendo levar à morte. 

 

A doença, que geralmente atinge crianças menores de 4 anos, pode ser uma dentre tantas capazes de reaparecer pois, pessoas não vacinadas, criam condições para que o vírus recomece a transmissão.

 

Outros perigos da falta de vacinação: 

 

  • Aumento nos números de casos de doenças infecciosas
  • Aumento da mortalidade, inclusive infantil
  • Reaparecimento de doenças consideradas erradicadas
  • Redução da expectativa de vida

Conclusão

 

Compreender a importância da vacinação é a melhor forma de combater a desinformação

 

A importância da vacinação está, como já vimos, diretamente ligada com a prevenção individual de doenças, mas também com a melhora da qualidade de vida e o aumento da expectativa de vida dos seres humanos.

 

Com o potencial para controlar e erradicar doenças que muito assombraram nossos antepassados, a vacina é a melhor forma de imunização. 

 

Através da aplicação do vírus desativado ou enfraquecido, o corpo pode produzir anticorpos para combater a doença, quando houver uma segunda infecção. Assim, se torna imune. 

 

Graças às vacinas doenças como a varíola, rubéola, poliomielite e sarampo haviam sido erradicadas. A varíola, em escala global! No entanto, em função das discussões e grupos contrários à vacinação, o Brasil já presenciou, em 2018 e 2019, o retorno do sarampo, que resultou em mortes, incluindo bebês. 

 

Para evitar que outras doenças importantes voltem a ser transmitidas, é preciso reforçar a importância da vacinação: acompanhe o calendário de vacinas do Ministério da Saúde e mantenha sua carteirinha em dia.

 

Se desejar mais informações sobre esse importante tema, confira os artigos sugeridos, abaixo: 

   

Tem alguma dúvida ou quer compartilhar sua opinião? Deixe um comentário!

Fonte: Ministério da Saúde e Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Источник: https://www.unimed.coop.br/viver-bem/saude-em-pauta/a-importancia-da-vacinacao

10 Motivos para atualizar a carteira de vacinação:

6 razões para ter a caderneta de vacinação atualizada

A vacinação possui várias armas poderosas na prevenção de uma sucessão de doenças, não apenas na infância, mas em qualquer idade.

As doenças graves — como a meningite, caxumba, sarampo, rubéola e poliomielite — possuem vacinas específicas que estão acumuladas até os 15 meses de vida com reforços entre quatro e cinco anos de idade.

Já para os adolescentes a vacina contra HPV e a famosa vacina dos 15 anos, DT (tétano, difteria e coqueluche) são aplicadas entre nove e quinze anos. Apesar disso, existem doses para serem tomadas após e durante esses períodos para completar a proteção do seu filho.

No Brasil, o Ministério da Saúde oferece de graça mais de 25 vacinas para toda a população de todas as faixas etárias, contando com o maior programa público de vacinação. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de crianças vacinadas no Brasil teve o número mais baixo nos últimos 16 anos. As vacinas indicadas para crianças com menos de um ano ainda não alcançaram a meta desejada.

No post de hoje, enumeramos 10 razões para se atentar com a vacinação e manter a carteira atualizada!

1. ATRASOS E ANTECIPAÇÃO

Evite deixar com que as doses de vacina atrasem. Ao seguir o esquema vacinal conforme o prazo de vacinação, você garantirá a imunização do seu filho, mantendo-o saudável e forte por mais tempo.

Não antecipe a vacinação da criança! Cada vacina deve ser tomada no seu tempo certo. O sistema imunológico do bebê é imaturo e é preciso ter os meses completos indicados para dar cada uma das doses.

2. INFORMAÇÕES FALSAS – FAKE NEWS

Várias notícias falsas circulam diariamente nas redes sociais e um simples áudio basta para que alguém não se proteja do vírus. Cuidado! É melhor tomar a vacina e estar seguro do que correr o risco de adquirir a doença e sofrer com problemas maiores.

3. PERDA DA GUARDA

Nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias é obrigatória a vacinação das crianças.

Pais ou responsáveis que não cumprem o esquema obrigatório de vacinação podem ser processados por negligência, maus tratos e sofrer diversas penalidades e poderá virar um crime grave caso a criança adoeça por não estar imunizada. Além de multas de três a 20 salários mínimos, pode acarretar na perda da guarda.

4. DOENÇAS ERRADICADAS

Não esqueça de dar todas as vacinas! Atualmente é possível imunizar seu filho contra um número enorme de doenças que foram responsáveis por milhares de mortes no século anterior. Sempre existe o risco de doenças desaparecidas há algum tempo voltarem – como sarampo e poliomielite-, não podemos deixar que nos afetem. Por conta disso, fique atento com as alterações.

5. CARTÃO DE VACINAÇÃO

Tenha o cartão sempre em mãos e o guarde com cuidado! Com isso, caso houver alguma dose atrasada, o esquema de vacina pode ser corrigido e atualizado.

6. VACINAÇÃO EM DIA, FAMÍLIA PROTEGIDA

Algumas doenças, como a coqueluche, afetam bebês com menos da idade necessária para tomar a dose da vacina. Por conta disso é extremamente importante que a família inteira esteja vacinada contra a doença para não colocar em risco a vida do bebê mais novo. Inclusive a mãe do bebê, para evitar transmitir o vírus ao feto antes do nascimento.

7. EVITAR CUSTOS ALTOS E DESNECESSÁRIOS

Quando a pessoa não é vacinada devidamente, ela pode se deparar com algumas doenças na fase adulta que não só exigem afastamento dos estudos e dos trabalhos, como também envolvem custos altos de tratamento e até mesmo internação. Sendo assim, vale muito a pena participar anualmente das campanhas de vacinação do governo.

8. REAÇÕES

Geralmente as crianças apresentam reações após as vacinas, como exemplo febre e dor no local que foi vacinado. É importante conversar com o pediatra e estar atento e preparado para isso, não deixando de esclarecer suas dúvidas. Os efeitos colaterais não são nada comparado à gravidade das doenças, que pode chegar até a morte.

9. TÃO IMPORTANTE QUANTO DIETAS

Todos nós sabemos que nos alimentar bem, praticar exercícios, deixar de fumar, fazer exames de prevenção pode ajudar e fazer toda a diferença para haver o envelhecimento saudável. Estar devidamente vacinado também é uma das melhores formas de prevenção. Principalmente nos dias de hoje, que as pessoas viajam para vários lugares que já foram foco de epidemias.

10. CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO

O Ministério da Saúde faz revisões periódicas, incluindo vacinas ou alterando doses das existentes. Esteja sempre atenta as mudanças no Calendário Nacional de Vacinação.

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Источник: http://www.ionsbeneficios.com.br/blog/10-motivos-para-atualizar-a-carteira-de-vacinacao-posso-perder-a-guarda-dos-filhos/

Por que as pessoas estão tomando menos vacina

6 razões para ter a caderneta de vacinação atualizada

Foi durante uma conversa com uma ordenhadora de vacas que o médico britânico Edward Jenner (1749-1823) teve a brilhante ideia de criar uma vacina contra a varíola, doença marcada por mal-estar e erupções na pele.

A camponesa dissera a ele que, apesar de contagiosa, jamais pegaria a moléstia porque já tinha contraído sua versão bovina. Intrigado, o médico resolveu testar a teoria da moça.

Em maio de 1796, inoculou o vírus da varíola bovina em um garoto de 8 anos, que logo apresentou sintomas brandos. Dois meses depois, com o menino já curado, o infectou novamente com o vírus da varíola humana. E, para sua surpresa, ele não adoeceu.

Logo, Jenner constatou que a exposição à varíola bovina, de baixa gravidade, tinha imunizado o garoto contra o tipo mais letal da doença.

Nascia, aí, o conceito de vacina, que, dois séculos depois, permitiria que a mesma varíola fosse erradicada da face da Terra. O último caso registrado ocorreu em 1977, na Somália.

“Até poucas décadas atrás, doenças como pólio, sarampo e difteria eram ameaçadoras. Quando não matavam, deixavam sequelas.

Graças às vacinas, a expectativa de vida da população aumentou em 30 anos”, explica o médico Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Tem vírus que até podia tomar o caminho da varíola, mas voltou das sombras. É o caso do sarampo. Em março, o Brasil perdeu o status de país livre da doença, conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) em 2016.

De fevereiro de 2018 a fevereiro de 2019, registramos 10 374 casos, com 12 mortes.

E o que está por trás disso? “A queda nos índices de vacinação provoca o retorno de doenças já eliminadas ou controladas”, responde a epidemiologista Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização.

“Há uma percepção equivocada de que algumas vacinas já não são mais necessárias”, observa. Cenário propício para vírus e bactérias reemergirem, espalhando doenças que (só) pareciam coisa do passado.

A vacina tríplice viral, que nos defende de sarampo, caxumba e rubéola, é uma das sete destinadas a crianças que estão com a cobertura abaixo do ideal, segundo dados do Ministério da Saúde.

Entre os imunizantes infantis, somente a BCG, que combate a tuberculose, bateu a meta proposta — especialistas acreditam que ela obteve êxito porque tem dose única e é aplicada na maternidade.

Entre as vacinas que não chegaram lá estão as versões para poliomielite, hepatite A e pneumonia.

Por que as pessoas estão se vacinando menos

São muitas as hipóteses que ajudam a entender esse preocupante declínio. A primeira delas soa até irônica: as vacinas são vítimas de seu próprio sucesso.

“Muitos pais nunca ouviram falar de pólio, rubéola e difteria. Por essa razão, não levam os filhos para se proteger”, nota o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

Além disso, nosso calendário é tão completo — ao todo, são 19 imunizantes, que previnem 28 doenças — que, só no primeiro ano de vida da criança, os pais são obrigados a ir ao posto nove vezes. E tem quem reclame disso.

“Alguns se esquecem ou deixam para depois”, relata Cunha.

Até mudanças no mercado de trabalho têm um dedo nessa história. “Cada vez mais mulheres passaram a trabalhar fora. Como os postos de saúde só funcionam de segunda a sexta, das 8 às 17 horas, nem elas nem os pais têm tempo de imunizar os filhos”, aponta Cristina Albuquerque, chefe de Saúde e Desenvolvimento Infantil do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

A crise econômica também bagunçou as coisas. “Muitas famílias não têm condições de levar os pequenos até o posto”, conta Cristina.

Falta de confiança e informação

Uma pesquisa da Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP), lançou luz sobre as crenças e percepções de parte da população em relação à vacinação infantil.

De 352 pessoas entrevistadas, 23% relataram hesitação e 7% recusa em imunizar os filhos.

Entre as que demonstraram hesitação, 41% alegaram falta de confiança nas vacinas, 25% duvidaram de sua segurança ou eficácia e 24% admitiram preocupação com eventos adversos, como dor, vermelhidão e inchaço.

Ou seja, uma fração dos cidadãos, sob influência de argumentos errôneos ou fake news, está a um passo de negligenciar as vacinas para seus entes mais queridos. É problema pra família… e pra sociedade toda.

“Quando uma pessoa é imunizada, protege, de forma indireta, as que não foram. É como se formasse um escudo de proteção em torno das que, por motivo de doença ou uso de medicamentos, não podem se vacinar”, esclarece a pediatra Eliane Matos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Biomanguinhos), no Rio de Janeiro.

Doenças mais sazonais e que são evitadas por meio de vacinas também podem surfar na onda do desconhecimento e do medo das picadas. Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o risco de uma “terceira onda” de febre amarela no país. Entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, o país registrou 36 casos, com oito mortes.

“Os recentes surtos revelam que certas doenças podem voltar a qualquer momento. Basta aparecerem pessoas infectadas em uma região com baixa cobertura vacinal”, alerta a microbiologista Daniela Rosa, da Sociedade Brasileira de Imunologia.

A gripe, que reaparece anualmente no período de outono e inverno, é outra encrenca que se aproveita dessa corrente de “vacina pra quê?”. Embora o índice nacional de imunização tenha sido atingido, alguns grupos de risco — pessoas com doenças crônicas, crianças e gestantes — e estados ficaram com taxas abaixo do previsto.

Entre os oito estados que não bateram a meta, os que apresentaram a mais baixa cobertura são Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Convém lembrar que a gripe pode levar a complicações graves, potencialmente fatais.

Movimento antivacina: um problema mundial

As baixas na vacinação, é preciso dizer, não são um desafio exclusivo do Brasil — país que ostenta um dos programas públicos mais bem-sucedidos do globo. Ao redor do mundo, os episódios de sarampo, por exemplo, cresceram 300% em 2019.

Diferentemente do que acontece por aqui, lá fora quem ganha força e voz é o movimento antivacina. Os anti-vaxxers, como são conhecidos, se espalham por Estados Unidos, França, Itália… E ecoam, pelas redes sociais, seu discurso para o Brasil e o resto do planeta.

Em 2017, o político italiano Massimiliano Fedriga, de 38 anos, um desses militantes antivacina, chegou a classificar como “ditatorial” o programa que torna obrigatória a imunização infantil na Itália — entre outras medidas, o governo multa os pais que não cumprem a lei e proíbe crianças não imunizadas de frequentar creches ou jardins de infância. Em março deste ano, Fedriga caiu doente e foi levado às pressas para um hospital.

Por ironia do destino, foi diagnosticado com catapora! Depois de cinco dias internado, já recuperado do susto, declarou ter mudado de ideia sobre a importância das vacinas.

“Hoje em dia, um mito vale mais do que mil evidências”, critica a médica Lessandra Michelin, coordenadora do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“Precisamos reeducar nossa população, reforçando que vacinas salvam vidas.”

A mãe das conspirações contra os imunizantes é obra do médico britânico Andrew Wakefield, que, em 1998, publicou um estudo fraudulento indicando que a vacina tríplice viral podia causar autismo.

Movido por interesses escusos, o profissional forjou um elo do qual teve que se retratar tempos depois. O caso foi tão absurdo que Wakefield teve seu registro médico cassado em 2010.

“Mesmo assim, o estrago já estava feito”, lamenta a pediatra Bárbara Furtado, gerente médica de vacinas do laboratório GlaxoSmithKline (GSK).

Vinte anos depois, um novo estudo, o mais completo já produzido sobre o tema, reafirma o óbvio: a tríplice viral não aumenta o risco de autismo.

A conclusão vem de uma análise robusta do epidemiologista dinamarquês Anders Peter Hviid, que monitorou 657 461 crianças, todas nascidas em seu país entre 1999 e 2010. “A maioria das vacinas apresenta mais benefícios do que riscos.

Os pais não devem colocar a vida dos filhos e a de outras crianças em perigo por medo do autismo. Está mais do que provado que autismo é uma condição genética”, diz Hviid.

Ainda assim, a fake news continua a circular por aí — e em má companhia. Pelas redes e grupos de WhatsApp, deparamos com mensagens como “Vacinas podem ser fatais porque seus efeitos colaterais ainda são desconhecidos”, “Vacinas são apenas uma forma de a indústria farmacêutica ganhar dinheiro” ou “Aplicar mais de uma vacina pode sobrecarregar o sistema imunológico da criança”.

É tanta notícia sem cabimento que o Ministério da Saúde elucida algumas em seu portal e disponibiliza um número de WhatsApp — (61) 99289-4640 — para esclarecer outras. “A melhor forma de combater fake news é não compartilhar fake news. Na dúvida, cheque a fonte ou consulte seu médico”, prescreve a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo.

Enquanto os gestores italianos não permitem a matrícula de alunos sem a caderneta de vacinação completa e pediatras americanos podem se recusar a atender pais com filhos não imunizados, os especialistas brasileiros sugerem medidas menos drásticas: abertura dos postos em horários alternativos (à noitinha ou nos fins de semana), instalação de pontos de vacinação em parques, clubes e igrejas e realização de mutirões em áreas carentes.

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Um levantamento de 2017, encomendado pela GSK, mostra que 46% dos brasileiros relatam nunca ter recebido orientação sobre vacinas de médicos ou enfermeiros. “A ciência precisa dialogar com a população. Ninguém entende o cientifiquês. Precisamos falar a língua do povo”, ressalta a pediatra Isabella Ballalai, da SBIm. Então informe-se, vacine-se e compartilhe!

Infecções à solta ou que podem voltar diante de baixas taxas de vacinação

Sarampo: é transmitido por secreções respiratórias, como espirro ou tosse, e pode deixar sequelas, caso de surdez e cegueira. O Brasil é o recordista de novos casos nas Américas.

Causador: Morbilivirus.

Sintomas: manchas avermelhadas na pele, febre, tosse, coriza e mal-estar.

A vacinação: são duas doses. A primeira a partir do 12º mês de vida do bebê e a segunda entre o 15º e o 24º mês. Adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância devem tomar também.

Poliomielite: doença contagiosa que pode levar à atrofia dos membros inferiores. A transmissão se dá através de fezes ou secreções expelidas pela boca. O último caso no Brasil foi em 1989, em Sousa (PB).

Causador: Poliovirus.

Sintomas: febre, mal-estar, dor de cabeça, vômitos, diarreia e flacidez muscular.

A vacinação: a Salk (injeção) é aplicada aos 2, 4 e 6 meses e em pessoas com baixa imunidade e seus contactantes. Já a Sabin (gotinha) é usada nos reforços dos 15 meses e 4 anos de idade e nas campanhas de vacinação. Pessoas que vão viajar para áreas de risco podem receber a Sabin ou a Salk, de acordo com a epidemiologia do país

Gripe: ataca o sistema respiratório geralmente quando a temperatura começa a baixar. Como o vírus sofre modificações todo ano, a vacina tem de ser aplicada anualmente. Até 1º de junho, foram registrados 1 560 casos, com 281 óbitos.

Causador: Influenza.

Sintomas: febre, calafrios, tosse, fraqueza, congestão nasal e dor de garganta.

A vacinação: qualquer pessoa pode tomar a vacina, mas alguns grupos são prioritários, caso de crianças (de 6 meses a 6 anos), gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas.

HPV: infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, está ligada a tumores no útero, na garganta etc. A vacina disponível na rede pública imuniza contra quatro tipos do vírus, sendo dois de alto risco para o câncer. A adesão por aqui ainda deixa a desejar.

Causador: papilomavírus humano.

Sintomas: em geral, não há. Mas podem surgir lesões na genitália e no ânus.

A vacinação: é fornecida a meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, além de soropositivos e transplantados de 9 a 26 anos.

Meningite: é uma inflamação séria da meninge, membrana que reveste o cérebro e a medula espinhal, provocada por vírus ou bactérias. O risco de sequelas cresce à medida que se retarda o início do tratamento.

Principais causadores: meningococos (bacteriana) e enterovírus (viral).

Sintomas: incluem febre, dor de cabeça, vômito e dificuldade de encostar o queixo no peito.

A vacinação: devem ser imunizadas todas as crianças, aos 3 e aos 5 meses de idade, com uma dose de reforço aos 12 meses.

Pneumonia bacteriana: é uma infecção respiratória grave que, em alguns casos, precisa de internação e, quando não tratada corretamente, pode levar à morte. Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis.

Causador: Streptococcus pneumoniae.

Sintomas: febre alta, tosse, dor no tórax, falta de ar e calafrios.

A vacinação: o imunizante se destina a todas as crianças aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforço entre 12 e 15 meses. Há versões para o público mais velho.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/por-que-as-pessoas-estao-tomando-menos-vacina/

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