7 causas comuns de barriga Inchada e o que fazer

#DoutoraFeliz: barriga sempre inchada – causas e o que pode fazer

7 causas comuns de barriga Inchada e o que fazer

Hoje vamos falar um pouco sobre os possíveis motivos de estar inchada e como podemos encontrar algumas respostas. De uma vez por todas.

A distensão abdominal e os gases acontecem a todos nós, de vez em quando; no entanto, se isso acontecer de forma consistente, então podemos estar perante um problema. Enquanto médica funcional, para realmente resolvermos qualquer problema, precisamos identificar primeiro a causa-raiz.

Quais são as causas da produção excessiva de gás?

Lacticínios e alguns alimentos

Os lacticínios causam inchaço em pessoas que não produzem a enzima lactase, responsável por decompor a lactose em açúcares simples. A lactose não digerida chega até ao cólon, onde as bactérias podem começar a fermentá-la, criando gás.

De forma semelhante ao glúten, isso pode causar inflamação e má digestão da lactose e dos alimentos que ingerimos, enquanto o nosso intestino está bastante inflamado. E se não for intolerante à lactose, pode ainda ser intolerante a duas outras proteínas encontradas no leite: a caseína e o soro do leite.

Por isso, lacticínios… testem (ou evitem mesmo).

Outros alimentos, como o feijão e alguns dos vegetais crucíferos, como a couve de Bruxelas ou os brócolos, têm maior probabilidade do que outros de causar gases, porque contêm substâncias que não podem ser digeridas. Esses alimentos contêm rafinose, um trissacárido que leva à fermentação e à produção de gases intestinais.

Outros factores, como os adoçantes – por exemplo, o sorbitol e a frutose – causam também inchaço e problemas digestivos em algumas pessoas, assim como excesso de gordura. Comecem a ler os rótulos dos “alimentos” que andam a comer.

Doença celíaca ou doenças inflamatórias intestinais

A doença celíaca é uma doença auto-imune, que pode causar mais de 300 sintomas (trezentos!), incluindo diarreia, fadiga, perda de peso, gases e distensão abdominal.

Quando alguém tem esse problema, o glúten ataca o revestimento do intestino, causando inflamação percetível e sintomas agudos, que podem levar a doenças graves.

Mas para além da doença celíaca, existe um quadro chamado de “leaky gut”, ou intestino permeável, que é o começo de muitas das doenças auto-imunes.

Quer tenha ou não doença celíaca, recomendo a todos que evitem o glúten, pois este desencadeia a libertação de uma substância chamada zonulina, que causa permeabilidade intestinal. Por sua vez, esse intestino permeável leva à inflamação, que pode causar uma série de problemas em todo o corpo, incluindo inchaço e várias doenças.

Supercrescimento de Candida

Quando há desequilíbrios na microbiota intestinal, pode ocorrer uma hiperproliferação do fungo Candida, sendo muito comum causar sintomas como inchaço, prisão de ventre, infecções fúngicas, erupções cutâneas, cansaço e outros sintomas que nem sempre relacionamos com o intestino.

O excesso de Candida pode iniciar um processo de fermentação no intestino, que causa esse inchaço na barriga, tal como quando observamos o pão a crescer na fermentação.

Pessoas que já eliminaram vários alimentos e mesmo assim mantêm persistentemente uma distensão abdominal, com dor e desconforto, devem ser testadas.

SIBO (“small intestinal bacterial overgrowth”)

A maioria das bactérias intestinais deve estar localizada no cólon. Quando as bactérias normalmente encontradas no cólon começam a colonizar o intestino delgado, ocorre o supercrescimento bacteriano no intestino delgado, ou SIBO. O SIBO também pode ser causado por um crescimento excessivo de bactérias normais no próprio intestino delgado.

Essas bactérias em desequilíbrio alimentam-se de alimentos não digeridos e produzem metano ou hidrogénio, dependendo da estirpe da bactéria que está em excesso, causando os sintomas de inchaço abdominal intenso, flatulência e arrotos. Algumas pessoas incham tanto que parecem estar grávidas de seis meses no final do dia.

Nestas situações, temos que fazer um estudo da microbiota intestinal (teste das fezes).

AS SOLUÇÕES: passos simples por onde pode começar

  1. Testes de intolerância alimentar.
    As alergias e intolerâncias alimentares são causas comuns de inchaço e problemas digestivos. Um teste de intolerância alimentar a diferentes grupos alimentares, ou procurar apoio médico/nutricional para uma dieta de eliminação direcionada para as suas necessidades, podem ser o primeiro passo.
  2. Comer devagar.
    Comer muito rápido fará com que engula uma grande quantidade de ar, que produz gases. Mastigue cada garfada com calma e deguste o sabor dos alimentos.
  3. Reduza a ingestão de álcool.
    Efeitos da pandemia? Alguém se identifica…? O stress e ansiedade dos últimos meses levaram muitas pessoas a aumentar o consumo de bebidas alcoólicas. Dependendo dos seus objetivos, pode decidir evitar o álcool completamente. A retenção de líquidos é um sinal de que o seu corpo está com défices de eletrólitos e que pode estar vulnerável a algumas alterações no fígado. Com uma alimentação e hidratação adequadas, pode repor os eletrólitos de que o corpo está em carência.
  4. Hidrate (mas não abuse!).
    Conforme bebemos mais água, o nosso corpo elimina mais líquidos e pode reduzir o inchaço. No entanto, muita água de uma só vez (principalmente para pessoas que bebem habitualmente pouca água) pode sobrecarregar o sistema e desequilibrar os níveis de sódio. Vá avaliando como o seu corpo se comporta e vá com calma.
  5. Identifique e elimine infecções intestinais.
    Muitas pessoas têm graves desequilíbrios da flora intestinal, que devem ser testados e tratados. Já identifiquei em centenas de pacientes na minha prática clínica, que tiveram infecções de SIBO ou de Candida, como muitos dos sintomas gastrointestinais (e outros) foram resolvidos rapidamente.
  6. Excessos na ingestão de fibra.
    O excesso de fibra pode causar inchaço, porque permanece no corpo por um tempo demasiado longo. As nossas bactérias intestinais podem alimentar-se dela, produzindo excesso de gás. No entanto, pouca fibra também pode causar inchaço, bem como prisão de ventre, porque isso pode desacelerar a sua digestão e dar aos alimentos mais tempo para fermentar enquanto estão no trato digestivo. Fazer um diário alimentar pode ajudar a encontrar o que não está a funcionar para si.
  7. Incluir os alimentos certos.
    Existem muitos alimentos funcionais que podem ajudar a aliviar a distensão abdominal. Inclua um sumo de aipo durante 7-10 dias, logo em jejum, todas as manhãs.

É aqui que uma avaliação funcional mais completa pode ser útil.

Uma consulta de medicina funcional inclui sempre uma avaliação alimentar e devemos tentar identificar junto dos nossos pacientes quais os alimentos, bebidas ou estilos de vida que podem estar a agravar a distensão abdominal. Também permite a avaliação de fatores como ingestão de fibras e líquidos, que podem contribuir para a prisão de ventre e distensão abdominal.

Por vezes temos que ir mais longe, com testes funcionais, como uma análise abrangente das fezes e outros testes gastrointestinais, que nos ajudem a identificar infecções digestivas e/ou desequilíbrios na função ou na flora intestinal.

Esses testes são muito mais abrangentes do que os testes-padrão das fezes, e podem ajudar a descobrir as variações fundamentais responsáveis ​​pela distensão e pelo desconforto abdominal.

Soluções personalizadas, com os suplementos certos e mudanças na dieta, são fundamentais para restaurar a função gastrointestinal.

A medicina funcional também pode avaliar os desequilíbrios hormonais que contribuem para a distensão abdominal.

Desequilíbrios no estrogénio e progesterona, ou um excesso da hormona do stress (o cortisol), podem contribuir para a retenção de água na cavidade abdominal e consequentemente aumento de peso.

O primeiro passo é identificar as verdadeiras causas da distensão abdominal e promover todos os passos que apoiem o equilíbrio hormonal e da flora intestinal.

Sorriam para o vosso intestino, tratem-no com o carinho que ele precisa e vejam a vossa saúde e bem-estar a mudar.

A Dra Andreia de Almeida é médica certificada em Medicina Funcional e Medicina Anti-Aging, com treino especializado em Modulação Hormonal e suplementação avançada. Conhecida pela sua abordagem empoderadora e focada na pessoa, através da sua prática clínica procura inspirar as pessoas a encontrarem o equilíbrio, bem-estar e felicidade interior. Escreveu o livro “Saúde para ELAS: o kit de sobrevivência para mulheres dos 20 aos 60+”, um livro dedicado à saúde feminina

Источник: https://miranda.sapo.pt/outras-coisas/artigos/doutorafeliz-barriga-sempre-inchada-causas-e-o-que-pode-fazer

Causas de Barriga Inchada (abdômen distendido)

7 causas comuns de barriga Inchada e o que fazer

O termo barriga inchada é muito usado pela população para designar uma sensação de aumento do volume abdominal associado a desconforto, geralmente por excesso de gases.

Por não ser um termo médico, a “barriga inchada” não possui uma definição clara, podendo significar situações completamente distintas,  desde um simples e inocente  acúmulo de gases até a presença de um tumor abdominal, passando por gravidez e acúmulo gordura na barriga.

Neste texto vamos esclarecer as principais situações que podem provocar a queixa de barriga inchada. Vamos abordar não só a barriga inchada, mas também todos os outros termos que designam situações semelhantes, como abdômen distendido, barriga dura, excesso de gases, barriga grande, inchaço abdominal, estômago distendido, estômago alto, abdômen volumoso, intumescimento abdominal, etc.

Se você quiser saber também quais são as principais causas de dor na barriga, acesse o seguinte artigo: DOR NA BARRIGA | DOR ABDOMINAL | Principais causas.

Causas

O melhor termo para designar uma barriga inchada é distensão abdominal. Um abdômen distendido é aquele que encontra-se com volume aumentado pela presença de alguma substância no seu interior, seja ela gás, líquido ou sólido.

Existem também as situações onde o paciente queixa-se de barriga inchada, mas, visualmente, não conseguimos notar uma real alteração do volume abdominal. Geralmente, o paciente queixa-se de excesso de gases nestas situação.

Portanto, o paciente sente sua barriga inchada e cheia de gases, mas na verdade, ela encontra-se praticamente do mesmo tamanho.

Vamos começar abordando essa sensação de barriga inchada e seguiremos, depois, com as outras causas de distensão abdominal.

Excesso de gases e sensação de barriga inchada

Como acabei de referir, a sensação de inchaço abdominal é muitas vezes atribuída ao excesso de gases. No entanto, a relação entre a quantidade de gases intestinais e a sensação de abdômen inchado não é linear.

Em um estudo que comparou o volume médio de gás intestinal em pacientes com queixas de sensação de barriga inchada e pessoas sem queixa alguma, notou-se que a quantidade gás nos dois grupos era muito parecida (176 e 199 mL, respectivamente). Estudos com radiografias simples e tomografia do abdômen também não demonstraram qualquer evidência de aumento relevante do gás em indivíduos com queixa de distensão gasosa.

Muitos desses pacientes apresentam a sensação de inchaço após a ingestão de determinados tipos de alimentos.

Os mais comuns são os oligossacarídeos, um tipo de carboidrato que é mais difícil de ser digerido.

Associado ao mal estar, o paciente passa realmente a eliminar mais gases, seja em forma de eructações (arrotos) ou flatos (pum). Exemplos de alimentos que podem levar ao aumento dos gases são:

  • Feijão.
  • Ovos.
  • Leite.
  • Batata.
  • Milho.
  • Farelo de trigo.
  • Cereais.
  • Brócolis.
  • Aspargos.
  • Alho.
  • Repolho.
  • Bebidas gaseificadas.
  • Couve-flor.

Algumas pessoas têm algum grau de intolerância a açúcares contidos em certos alimentos. Dois exemplos comuns são:

  • Frutose, contida nas frutas secas, mel, cebola e alcachofras.
  • Sorbitol, um substituto do açúcar contido em alguns doces e gomas de mascar ditos sem açúcar.

O consumo destes alimentos pode gerar aumento dos gases e sensação de barriga inchada em algumas pessoas.

É importante destacar que o fato de estar eliminando mais gases não significa necessariamente que a barriga está visivelmente inchada.

Uma pequeno aumento na produção intestinal de gases pode ser suficiente para causar desconforto e aumento na frequência dos flatos, mas não é suficiente para distender o abdômen de forma visível.

O paciente, portanto, tem sintomas de barriga inchada, mas o volume abdominal está praticamente inalterado.

Para saber mais sobre o excesso de gases, leia: GASES INTESTINAIS | Por que soltamos puns e arrotos?

Muitos dos pacientes que se queixam de excesso de gases e barriga inchada, sem ter aumento real do volume abdominal, podem possuir uma forma mais branda da síndrome do intestino irritável.

Estes pacientes teriam uma maior sensibilidade à distensão gasosa dos intestinos, sentindo desconforto e inchaço com pequenos aumentos do volume de gás intestinal, o que na maioria das pessoas passa despercebida.

Vídeo

Para saber mais sobre a produção de gases intestinais, assista a esse curto vídeo sobre puns e arrotos produzido pela nossa equipe.

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio funcional dos intestinos. Um distúrbio funcional significa que existe um problema com a função do órgão, mas nenhuma alteração na estrutural é identificada.

Na síndrome do intestino irritável não há lesão visível dos intestinos, mas a motilidade dos mesmos encontra-se alterada e o paciente apresenta diversos sintomas gastrointestinais cuja origem não conseguimos explicar totalmente, tais como, episódios de constipação alternados com diarreia, sensação de barriga inchada, dor e cólicas abdominais, aumento da liberação de gases, mal estar, cansaço, náuseas e outros.

A síndrome do intestino irritável pode provocar somente uma sensação de barriga inchada, mas também pode levar a uma real distensão do volume abdominal, causada pela dilatação do cólon por excesso de gases.

Para saber mais detalhes sobre a síndrome do intestino irritável, leia: Síndrome do Intestino Irritável – Causas, Sintomas e Tratamento.

Constipação intestinal

A constipação intestinal, chamada popularmente de prisão de ventre, é uma possível causa para aumento do volume abdominal. Quanto mais intensa for a constipação, maior é o risco do paciente ter distensão abdominal.

A prisão de ventre pode ser idiopática, ou seja, não ter causa definida, mas também pode ser resultado de problemas de saúde, como tumores intestinais, divertículos, diabetes, doenças da tireoide, lesões neurológicas… Alguns medicamentos também podem tonar o intestino preguiçoso, levando à constipação. Os mais comuns são analgésicos opioides, antidepressivos, antipsicóticos, anti-histamínicos, ferro e antiácidos à base de alumínio.

Para saber mais detalhes sobre a prisão de ventre, leia: PRISÃO DE VENTRE – CONSTIPAÇÃO INTESTINAL.

Doença celíaca

A doença celíaca é uma doença de origem imunológica que se caracteriza pela ocorrência de uma reação inflamatória no intestino delgado toda vez que este é exposto a alimentos que contenham glúten, uma proteína presente em vários cereais, como trigo, aveia, centeio ou cevada.

Um dos sintomas da doenças celíaca é o aumento da produção de gases, cólicas e sensação de barriga inchada.

Para saber mais sobre a doença celíaca, leia: DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten.

Gordura abdominal

Um aumento do volume da barriga pode ser causado por acumulo de gordura na região abdominal. Mesmo que você se sinta cheia de gases, lembre-se que pessoas com excesso de gases podem engordar.

Muitas vezes, o motivo para aquela calça já não fechar na região do abdômen pode não ser propriamente uma barriga inchada, mas sim, deposição de gordura localizada na região abdominal.

O aumento do peso corporal é uma dica, pois gases não o fazem um paciente ganhar 1,2 ou 3 quilos a mais na balança.

Gravidez

Pode parecer tolo falar em gravidez, mas a verdade é que muitas mulheres chegam a fases avançadas da gestação sem saber que estão grávidas. Isso é particularmente comum em mulheres com sobrepeso, que já têm um barriguinha saliente, e naquelas com ciclo menstrual muito irregular, que torna difícil saber quando a menstruação está atrasada por muito tempo.

Mesmo quando o feto ainda é muito pequeno para causar expansão do útero, algumas mulheres podem notar um certo inchaço na região abdominal, que ocorre já como preparação do corpo para suportar o crescimento uterino.

O crescimento real da barriga começa a aparecer ao redor da 16ª semana de gestação, mas nas mulheres grávidas pela primeira vez e com uma boa musculatura abdominal, a “barriga de grávida” pode só dar sinais mais tarde.

A gravidez provoca um aumento do volume abdominal com barriga dura, o que é diferente da maioria das outras causas de barriga inchada.

Para aprender a reconhecer os sintomas de gravidez, leia: SINTOMAS DE GRAVIDEZ

Ascite

A ascite, chamada popularmente de barriga d’água, é o nome que se dá ao acumulo de líquido dentro da cavidade abdominal. A ascite é quase sempre o sinal de algum doença mais séria, como a cirrose hepática.

Na maioria dos casos, a ascite não é único sinal de doença que o paciente tem, portanto, se você queixa-se apenas de barriga inchada, e não é portador de doenças do fígado, rins ou coração,  é pouco provável que a você tenha ascite.

Em alguns casos mais graves, o acúmulo de líquidos na região abdominal pode ser bem intenso, chegando a vários litros, o que provoca uma barriga muito inchada, dura e dolorosa. Alguns paciente tem até dificuldade para respirar quando deitados.

Para conhecer todas as causas e sintomas da ascite, leia: ASCITE | Causas e tratamento

Intolerância à lactose

A intolerância à lactose ocorre quando o seu corpo tem dificuldade em digerir a lactose, o açúcar encontrado na maioria dos produtos à base de leite.

Os sintomas da intolerância à lactose incluem diarreia, cólicas e flatulência depois de consumir leite ou outros produtos lácteos. Nem todas as pessoas têm diarreia.

Se você costuma apresentar sensação de abdômen inchado até duas horas após a ingestão de laticínios, a intolerância à lactose pode ser a causa.

Para saber mais sobre a intolerância à lactose, leia: INTOLERÂNCIA À LACTOSE | Sintomas e tratamento

Aumento de órgãos intra-abdominais ou pélvicos

Órgãos dentro da cavidade abdominal ou pélvica que crescem demais também podem provocar aumento do volume abdominal. Alguns exemplos:

Parasitoses

Cólicas, excessos de gases e diarreia podem ser sintomas de parasitoses. As mais comuns são a giardíase e estrongiloidíase.

Menstruação

Durante o período pré-menstrual, as mulheres podem notar sintomas de barriga inchada, com queixas de aumento dos gases, sensação de peso na barriga e cansaço. Estes sintomas são ainda mais intensos nas mulheres que sofrem de TPM (tensão pré-menstrual).

Saiba mais lendo: SINTOMAS DA TPM – Tensão pré-menstrual.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/barriga-inchada/

Visão | Mitos relacionados com a sensação de barriga inchada e formas de a combater

7 causas comuns de barriga Inchada e o que fazer

Sentir a barriga inchada depois das refeições acontece com muita frequência e pode estar relacionado com fatores muito diferentes, incluindo a acumulação de gases ou a obstipação, o excesso de peso, uma alimentação sem regras (com ingestão de alimentos muito processados, com muita gordura e pouca fibra) e apressada e até a acumulação de stress.

É importante, por isso, perceber as razões que provocam essa sensação de inchaço para se conseguir atuar da melhor maneira. Isto porque, às vezes, o que parece não é e, ao tentar soluções que acha serem corretas, pode estar a manter ou até a piorar o problema.

Estes são alguns mitos relacionados com a sensação de barriga inchada e algumas formas eficazes de a combater:

1. A sensação de barriga inchada tem uma causa comum

Sentir-se demasiado “cheio” depois de comer ou ficar com o estômago dilatado após as refeições pode parecer fruto da mesma causa: uma refeição pesada, principalmente à noite. Mas a verdade é que esta sensação é muito subjetiva e pode significar problemas diferentes, assim como formas de tratamento diferentes.

“Muitas vezes, as pessoas chegam com um autodiagnóstico que, frequentemente, tem muito pouco a ver com as causas reais dos seus sintomas”, explica à CNN Yevgenia Pashinsky, gastroenterologista no Hospital Mount Sinai, em Nova York.

Há pessoas que já são mais suscetíveis a este problema e uma das causas é a Síndrome do intestino irritável, uma perturbação motora do tubo digestivo em que o tecido muscular do intestino é mais sensível e reage de forma mais intensa à alimentação.

Neste caso, evitar certos alimentos é a melhor forma de controlar os seus sintomas. Alguns alimentos como o feijão, repolho, couve-flor, cebola crua, uva e ameixa são causadores de dor ou distensão em certos doentes. Mas também, o vinho, a cerveja e bebidas com cafeína podem não ser tolerados.

A flatulência é outro dos motivos que pode provocar o inchaço abdominal e que, em casos mais excessivos, pode ser acompanhada de diarreia. Para evitar este problema, não se deve comer muito rápido ou conversar enquanto se mastiga, comer pastilhas, bebidas com gás e fumar. As carnes e alimentos muito ricos em proteínas, como ovos e tofu ou também provocam gases.

Os doentes celíacos também sofrem, frequentemente, deste problema, e, para estes pacientes, o recomendado é que sigam uma dieta rigorosa, sem glúten.

As diferenças hormonais também podem provocar sensação de barriga inchada. Neste caso, o exercício pode ajudar, assim como beber líquidos e comer fruta, legumes e grãos integrais, que evitam a prisão de ventre.

2. Consegue resolver o problema sem ajuda de um médico ou nutricionista

Pode pensar que consegue melhorar os sintomas de barriga inchada evitando ou ingerindo com mais frequência certos alimentos ou a praticar mais exercício, por exemplo. Contudo, isto não chega, já que o inchaço pode estar ligado a problemas mais graves de saúde que são diagnosticados apenas com o apoio de um gastroenterologista.

Além disso, é importante consultar um nutricionista que, de acordo com a causa do inchaço, realiza um plano de refeição adequado a si, com os nutrientes, proteínas e fibras que precisa, sem restringir alimentos que até podem ser essenciais para si

3. O sódio provoca inchaço

Existe a ideia de que alimentos com muito sódio provocam retenção de líquidos e sensação de inchaço.

Contudo, a nutricionista americana Tamara Freuman diz que, apesar de, realmente, poder causar retenção de líquidos, já que está relacionada com o equilíbrio entre o sódio e a água e envolve os rins e os vasos sanguíneos, a sensação de inchaço aparece com mais frequência no rosto e nas extremidades do corpo e não no abdómen.

À CNN, a nutricionista explica que, embora seja verdade que fazer uma dieta pobre em sal e beber mais água possa ajudar a diminuir a retenção de líquidos caso os rins estejam a funcionar adequadamente, não vai ter qualquer efeito no seu inchaço abdominal.

É importante, por isso, saber distinguir os sintomas, já que inchaço abdominal e inchaço provocado pela retenção de líquidos são situações muito diferentes e que implicam formas de agir distintas.

4. O inchaço pode ser provocado por um desequilíbrio bacteriano

Há quem diga que a sensação de barriga inchada é provocada pelas bactérias presentes na microbiota intestinal e que fazem com que o desconforto abdominal e certas doenças apareçam.

A verdade é que se podem dividir os tipos de bactérias existentes em três tipos: os probióticos, ou “bactérias do bem”, que podem produzir vitaminas e ácidos gordos benéficos para a saúde; as bactérias comensais, que são inofensivas; e bactérias potencialmente patogénicas ou prejudiciais.

Todas as pessoas hospedam bactérias dos três grupos mas há quem pense que comer mais alimentos ricos em probióticos – iogurtes e queijos, por exemplo – vai reduzir a sensação de barriga inchada. Contudo, esta noção é errada já que, segundo Tamara Freuman, as conhecidas bactérias do bem podem fermentar nutrientes na mesma medida que as “más” bactérias, podendo provocar gases.

5. Certos alimentos eliminam o inchaço completamente

Apesar de haver alimentos que podem ajudar a reduzir os sintomas, não há nenhum que elimine milagrosamente a sensação de barriga inchada.

Até porque, às vezes, adicionar alimentos à dieta pode piorar o inchaço. “Se estiver com muitos gases e comer espargos ou aipo, pode pensar que vai desaparecer, mas isso pode não acontecer”, explica a nutricionista. O ideal é consultar um nutricionista, em vez de procurar a resolução do problema em algum alimento específico.

6. O inchaço na barriga é gordura

Há uma grande diferença entre ter a sensação de barriga inchada e acumular gordura na zona abdominal. Muitas pessoas confundem as duas e, para o segundo caso, a solução é a perda de peso de forma saudável, com uma dieta rica em proteínas e fibras, poucas calorias e, claro, com a realização de exercício físico.

Источник: https://visao.sapo.pt/visaosaude/2018-11-25-mitos-relacionados-com-a-sensacao-de-barriga-inchada-e-formas-de-a-combater/

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