8 formas de ajudar seu filho a vencer a timidez

Por que as crianças são tímidas e como ajudá-las a superar a timidez?

8 formas de ajudar seu filho a vencer a timidez

Crianças podem ser tímidas quando pequenas. Algumas rapidamente saem dessa fase, mas outras podem ter dificuldade em se sentir à vontade perto de desconhecidos – ou até mesmo de pessoas que já conhecem bem. Nesse artigo, vamos falar sobre como você pode ajudar uma criança tímida a lidar com situações novas.

Conteúdos:

  • Sobre a timidez e crianças tímidas
  • O que leva uma criança a ser tímida?
  • Como ajudar uma criança tímida a adquirir confiança
  • Reaja apropriadamente e ofereça apoio

Sobre a timidez e crianças tímidas

As crianças exibem um comportamento tímido. Isso é normal para elas, e não deve causar alarme. A maioria das vezes, os pais podem se esquecer de que seus filhos precisam ser persuadidos delicadamente a ficar mais à vontade.

A mudança de tímido para confiante não acontece da noite para o dia. A timidez é muito pior quando a criança só tem alguns anos de idade.

O fenômeno

Um bebê se agarra a você e chora ou esconde o rosto, ou então fecha os olhos a fim de evitar o contato visual.

Essa criança só se sente segura com seus pais. Para ela, é difícil se sentir à vontade com rostos novos a seu redor.

Mas logo esse bebê cresce e precisa ir para a pré-escola. Lá, se um desconhecido fala com ele, ele pode não responder. Ele se esconde atrás de um pai, evita iniciar contato com coleguinhas e pode até mesmo chorar se for forçado a conhecer novas pessoas.

Quando chega a hora de deixar a pré-escola, a timidez pode se manifestar no fato de a criança evitar responder perguntas na aula, ou quando ela tenta fazer novos amigos, mas sem sucesso, preferindo ser ignorada ou passar despercebida.

Leia também: O que fazer se o seu filho não tem amigos

Há três categorias ou subtipos de timidez infantil. Todas apresentam desconforto de formas diferentes. Vale notar que nem todas as crianças se enquadram nestas categorias. As crianças em alguns desses subtipos podem ser tímidas, mas reagir de formas diferentes a situações desconfortáveis.

Crianças tímidas agradáveis

Este subtipo de criança tímida pode não começar conversas ou pedir para brincar, mas responde calorosamente quando alguém toma a iniciativa. Geralmente, crianças assim tendem a ser aceitas por seus colegas, chegando a ter até a mesma quantidade de amigos que as crianças mais sociáveis.

Outras crianças tendem a considerá-las bem divertidas e mais inteligentes do que a média. Elas podem não iniciar nada, mas respondem bem quando abordadas, indicando relações familiares positivas que permitem o desenvolvimento de habilidades sociais suficientes para ter sucesso nisso.

Ajude seu filho a lidar com o problema e certifique-se de que ele esteja se sentindo à vontade na companhia de outros. Saiba sempre onde seu filho está, entre em contato rapidamente quando necessário, e escute o que está acontecendo ao redor dele com o app Find My Kids.

Crianças tímidas imaturas

As crianças tímidas imaturas têm muito mais dificuldade do que as agradáveis. Esse subtipo de criança se afasta de situações sociais, mas nem sempre. No entanto, quando decide se aproximar de outras crianças, ela pode se valer de métodos que aborrecem as outras crianças ou que são vistos por elas como demasiado infantis.

Pense naquela criança que sempre fica perguntando aos amigos se podem brincar de esconde-esconde – mesmo quando elas já estão brincando esconde-esconde. As outras crianças se irritam e podem até mesmo reagir mal.

Outras crianças podem não reagir, mas ignorar a criança tímida imatura. A probabilidade de que seus colegas não gostem dessa criança é maior do que com as crianças tímidas agradáveis.

O temperamento dessas crianças oscila entre ficar em silêncio ou se esconder e começar a chamar atenção para si de forma incomum. Por isso, elas tendem a ter menos amigos em média.

Crianças tímidas agressivas

Pode parecer estranho que uma criança possa ser agressiva e tímida ao mesmo tempo. No entanto, esse subtipo de criança é geralmente caracterizado por crianças mais reservadas. Quando interagem com outros, elas tendem a agir de forma hostil ou irritada.

Em comparação com as crianças mais amigáveis, as crianças tímidas e agressivas tendem a ser rejeitadas e excluídas, podendo sofrer bullying porque seu comportamento é tido como desagradável. Geralmente, elas têm poucos amigos que as possam defender ou proteger, e dependem de seus irmãos para obter proteção quando sofrem com as reações de outros.

Descubra mais sobre o bullying aqui: Bullying em escolas: métodos de prevenção e combate.

Sinais de timidez

Nem todas as crianças mais reservadas também são tímidas. A maioria das crianças tímidas tende a sentir medo e ansiedade. Entre os indícios que você pode procurar identificar a fim de saber se a criança é tímida, alguns são:

  • a criança nunca quer sair do lado dos pais;
  • ela tem resultados ruins na escola ou dificuldade em fazer amigos.
  • a criança pode sofrer bullying na escola, o que gera a timidez;
  • crianças que são ridicularizadas demais podem começar a agir agressivamente para compensar a timidez.

Às vezes, crianças que foram negligenciadas arriscam desenvolver timidez. O que é necessário ter em mente ao conversar sobre a timidez é como identificar corretamente os fatores que podem piorar a situação, quais exercícios ajudam a criança a ter mais confiança, e como eliminar coisas que podem só piorar o problema.

Por que a timidez pode ser um problema

A timidez pode ser controlada, desde que não haja fatores agravantes. No entanto, ela pode se tornar um problema em certas situações. Se isso estiver causando a você (o pai ou mãe) ou à criança muita aflição no dia a dia, você já sabe que algo precisa ser feito.

Outras situações que podem indicar que a timidez é um problema incluem:

  • a criança parece não ser capaz de ir a certos lugares por conta da timidez;
  • a criança parece ficar ansiosa e se sentir desconfortável em situações sociais, como na escola ou em festas;
  • seu filho se sente sozinho e não sabe como se divertir com outras crianças;
  • seu filho sente que não sabe responder a perguntas na sala de aula ou manifestar opiniões, ideias ou questões.

Algumas crianças tímidas acabam por se tornar ansiosas em sua vida adulta. Há certas coisas que você pode fazer para tentar ajudar a criança a amadurecer e experimentar situações sociais de forma incremental, acostumando-se gradualmente aos outros. No entanto, em outros casos pode ser preciso conversar com um profissional, como um psicólogo ou pediatra.

Já desde o começo, 15% dos bebês nascem com uma tendência à timidez. Existem diferenças aparentemente biológicas nos cérebros de pessoas tímidas. Essas diferenças são algo que já vem do nascimento. No entanto, a tendência à timidez não é somente biológica, podendo ser influenciada por experiências sociais.

A maioria das crianças tímidas desenvolve a timidez como resultado de interações com os pais. Alguns pais podem ser superprotetores ou autoritários, levando seus filhos a ter medo de tudo e se sentir ansiosos sempre que fazem algo novo.

É uma sensação desconfortável. Quando a criança cresce, ela tenta evitar se sentir desta forma.

Pare de super-proteger seu filho e afetar negativamente o desenvolvimento de sua personalidade! Ao mesmo tempo, saiba sempre onde seu filho tímido está e o que está acontecendo a seu redor, e certifique-se de que tudo esteja bem ao seu redor com o app Find My Kids.

Imagine que os pais adotem uma abordagem calorosa e carinhosa na educação de seus filhos. Neste caso, as crianças geralmente crescem sentindo-se à vontade ao redor de outras pessoas, tendo habilidades sociais bem desenvolvidas que as permitem interagir sem irritar a outros ou ter dificuldades.

A rede de escolas, comunidades, cultura e bairros – isso tudo molda a criança e contribui para o seu desenvolvimento. Crianças com pais tímidos podem emular o mesmo comportamento.

Os adultos devem reconhecer do que consiste o comportamento tímido e ajudar a crianças que têm problemas – mas sem intensificá-los.

Como ajudar uma criança tímida a adquirir confiança

Há várias abordagens possíveis. Vamos dividi-las em diferentes idades, já que cada abordagem depende do nível de desenvolvimento da criança.

Bebês

  1. Não force o bebê a ir até uma pessoa que ele não conhece bem. Dê a ele tempo de estabelecer contato visual e reagir à outra pessoa.
  2. Encoraje o bebê tímido a ver programas que mostram crianças à vontade umas com as outras. Não fique em cima. Deixe que a criança sinta que pode explorar.
  3. Use afirmações: diga à criança como ela é corajosa, como você está orgulhoso dela.
  4. Deixe claro que ter sentimentos é normal, e que pode levar um tempo para nos aproximarmos de outras pessoas; que é razoável ir com cuidado.
  5. Dê o exemplo do comportamento que você quer que a criança copie.

    Se ela o vir sendo social, ela tentará replicar isso em suas ações.

Idade pré-escolar

  1. Encoraje a criança a aceitar encontros para brincar com amiguinhos.
  2. Não mantenha a criança perto demais o tempo todo: isso pode levá-la a pensar que o mundo é perigoso.

  3. Não peça desculpas a outros pela timidez da criança ou faça com que ela sinta que pode haver um problema com isso. Esse tipo de etiqueta pode prejudicar a sua auto-imagem.
  4. Encoraje interações um a um, em vez de socialização em grupo.

    Deixe a criança passar gradualmente para grupos maiores.

Idade escolar – como não ser tímido na escola?

  1. Encoraje a criança a ter atividades extracurriculares e pós-aula nas quais podem participar de tudo.
  2. Não compare a criança com seus irmãos ou com outras crianças.

    Isso pode fazer com que ela se sinta inferior por um longo tempo.

  3. Explique o que pode acontecer em novas situações, de forma que a criança nunca se surpreenda demais.

  4. Seja gentil para com os outros: as crianças sempre observam e imitam maneirismos e regras de boa educação.

Reaja apropriadamente e ofereça apoio

Muitas crianças não sabem como reagir. Enquanto ainda são pequenas, elas precisam de nossa ajuda, como adultos. Aliás, mesmo adultos precisam descobrir o que fazer com uma criança tímida. Às vezes, podemos ter reações desproporcionais, causando ainda mais dano ao desenvolvimento da criança.

Se você acha que há outros pais que podem precisar ouvir isso tudo que acabamos de cobrir aqui, não deixe de compartilhar estas informações, que as ajudarão a cultivar uma cultura de espaços seguros que ajudam as crianças a se adaptar às interações da vida.

Esperamos que você tenha obtido alguma informação útil para a compreensão das causas, indícios e reações ligadas à timidez infantil. Esse é um ótimo primeiro passo para compreender as crianças a seu redor e ser o pilar que as leva a desenvolver autoestima e confiança.

Leia mais:

Источник: https://findmykids.org/blog/pt-br/por-que-as-criancas-sao-timidas-e-como-ajuda-las-a-superar-a-timidez

Veja como ajudar seu filho a vencer a timidez na escola!

8 formas de ajudar seu filho a vencer a timidez

A timidez na escola não é, de nenhuma forma, uma questão incomum. No entanto, nem sempre o tratamento dado a essa característica é feito da forma adequada para os estudantes considerados tímidos. Esse grupo de crianças e adolescentes é, infelizmente, comumente discriminado pelos colegas e até mesmo por alguns educadores ou pelas próprias famílias.

É isso mesmo! Muitas vezes, a timidez é vista como um problema que precisa ser resolvido, o que acaba gerando insegurança e problemas de autoestima nos estudantes que têm essa característica na personalidade.

Por isso, aprender a lidar com essa situação da forma adequada é fundamental para todos os envolvidos na educação dos jovens tímidos.

Pensando nisso, criamos um texto que tem como o principal objetivo elucidar as principais questões sobre a timidez na escola e mostrar como os pais podem participar desse processo, ajudando os filhos a superarem os obstáculos trazidos por esse traço e melhorando o relacionamento entre as partes. Vamos lá? Boa leitura!

O que é, afinal, a timidez?

Vista por muitos como um problema, a timidez nada mais é do que um traço de personalidade que confere características únicas àqueles que o possuem. Em outras palavras, podemos comparar uma pessoa tímida a outra extrovertida, carismática, sensível ou impaciente.

Todos os traços, quando analisados friamente, podem ser benéficos ou maléficos aos seus portadores. Tudo isso dependerá de uma série de fatores, como o ambiente em que a pessoa está inserida e o trabalho feito com aquele traço em particular, estimulando-o positivamente.

Pessoas tímidas são, no geral, indivíduos muito observadores e atentos, características extremamente vantajosas e que são procuradas por muitos empregadores atualmente. Além disso, têm uma sensibilidade mais aguçada e são mais empáticos com os problemas do próximo.

Quando devemos nos preocupar com a timidez em nossos filhos?

Apesar de poder ser um traço responsável por muitas vantagens e diferenciais, a timidez, quando pouco trabalhada, pode conferir características negativas às crianças tímidas. Nesses casos, é necessário intervir e buscar alternativas para lidar com a questão da melhor maneira possível.

Mas afinal quando é que precisamos nos preocupar com a timidez de nossas crianças e adolescentes? A resposta é bem simples: quando essa característica passa a atrapalhar no desempenho do indivíduo em diversas áreas da vida, como o âmbito social e acadêmico.

Os sintomas e sinais de uma timidez prejudicial incluem:

  • falta de vontade de ir à escola;
  • dificuldade extrema de falar em público;
  • problemas para fazer novas amizades;
  • isolamento;
  • dores de barriga;
  • dores de cabeça;
  • queda no desempenho escolar.

Tanto os pais quanto os professores devem estar sempre atentos a esses sinais para que a questão possa ser resolvida o quanto antes, sem trazer prejuízos para a vida escolar e social da criança. Outro ponto importante é lembrar que a personalidade do jovem sempre deve ser respeitada nesse contexto.

Além disso, devemos salientar que nem sempre esses sinais indicam problemas com a timidez. No ambiente escolar, eles podem ser indicativos de bullying ou outras questões. Por isso, avaliar cada caso individualmente é muito importante.

Quais são as melhores maneiras de lidar com a timidez na escola?

Agora que já sabemos o que é a timidez e conhecemos os sinais que podem estar relacionados a uma interferência negativa dessa característica no dia a dia dos jovens em idade escolar, que tal conhecermos também maneiras de trazer mais qualidade de vida a essas crianças e lidar melhor com essa situação? Veja algumas dicas a seguir:

Não force a barra

Um dos piores erros cometidos ao lidar com crianças e adolescentes tímidos é forçar a barra, ou seja, colocá-los em situações extremas com as quais eles não conseguem lidar.

O equilíbrio é fundamental e deixar os tímidos caminharem no próprio ritmo é mais que necessário. O ideal é incentivar novas situações, mas sempre deixando claro que a decisão final cabe a eles e que o seu tempo será respeitado.

Invista sempre em reforços positivos

A maioria das pessoas tímidas tem uma autoestima prejudicada e não acreditam em seu próprio potencial. Por isso, fortalecer essas características é uma maneira de torná-los mais confiantes e seguros, mesmo convivendo com a timidez. Pouco a pouco, isso traz frutos positivos e faz com que a pessoa conviva melhor com esse traço.

Por isso, a participação dos pais é muito importante. Sempre que possível, elogie o seu filho e exalte os seus pontos fortes. Fazer com que ele acredite em si mesmo é uma das melhores maneiras de ensiná-lo a lidar com a timidez e impedir que essa característica se torne problemática em seu dia a dia.

Considere matriculá-lo em atividades artísticas

A arte é uma forma de expressão completamente singular e muitas vezes não-verbal. Por meio dela, os tímidos conseguem se expressar e se comunicar com o mundo de uma maneira completamente única. Portanto, aulas de desenho, música ou dança são ótimas maneiras de integrar as pessoas tímidas.

Além disso, por incrível que pareça, as aulas de teatro também são extremamente benéficas. Outra vantagem desse tipo de atividade é a sociabilização com outras pessoas, muitas delas também tímidas, que compreendem bem a situação e podem criar um belo grupo de apoio e amizade.

Dialogue com o colégio de seu filho

Outra ótima maneira de lidar bem com a timidez de seu filho é conversar frequentemente com a escola em que ele está matriculado. A união entre pais e educadores é fundamental para assegurar a estabilidade psicológica da criança, pensando em alternativas viáveis para garantir a sua integração no ambiente sem prejudicar o seu emocional.

Por isso, compareça sempre às reuniões, sejam elas gerais ou individuais, e comunique-se com a direção e os professores de seu filho. Fale sobre as preferências do jovem e conversem sobre as melhores abordagens para a questão, sempre respeitando a personalidade da criança e focando em uma educação humanizada.

Como podemos observar, a timidez na escola não deve ser vista como um problema a ser resolvido e sim como um traço de personalidade que pode ser muito benéfico, desde que bem trabalhado. Por isso, o respeito e a paciência são fundamentais para estimular a resposta das crianças e adolescentes tímidos, fazendo com que eles se integrem de maneira completa.

Gostaria de saber ainda mais sobre como os pais são cruciais no processo de educação de seus filhos? Confira dicas importantes sobre a participação e o acompanhamento escolar das crianças e adolescentes!

Источник: https://blog.colegioarnaldo.com.br/como-ajudar-a-timidez-na-escola/

Como ajudar um filho tímido?

8 formas de ajudar seu filho a vencer a timidez

Atimidez é vista por muitos como um charme, porém, este “charme” pode ser um tormento para quem vive com ela. As principais características são:

  • Dificuldade em estar perto de outras pessoas
  • Medo de críticas
  • Não conseguir falar sobre seus sentimentos
  • Ansiedade, suor frio, fala atrapalhada antes de apresentações escolares e entrevistas de emprego
  • Dificuldade em olhar para quem está perto

O que é timidez?

Antes de tudo, é preciso esclarecer que timidez não é o mesmo que introversão. A timidez é uma dificuldade de expressão vinda do medo da reação alheia.

A introversão, conceito desenvolvido pelo psicólogo e psiquiatra suíço Carl Gustav Jung é a qualidade de afastar-se um pouco do mundo exterior para conectar-se ao seu mundo interior.

Uma pessoa introvertida e até mesmo um extrovertido podem ter momentos de timidez.  Veja as características da introversão:

  • Gostar de ficar sozinho
  • Não expor ideias sem pensar
  • Interagir após analisar o grupo
  • Falar somente o indispensável

A palavra timidez tem duas origens, a primeira vem do verbo latino timidus, que significa medo, a segunda é a palavra grega thumos que origina a palavra tino, glândula perto do coração importante para o sistema imunológico.

Origens

Críticas constantes, repressão, humilhações e rejeição dos pais e colegas de escola são algumas explicações para a timidez.

É hereditário?

O comportamento não passa dos pais para os filhos, mas pai e mãe com essa característica podem sim influenciar a criança, pois, não conseguirão ensinar algo que está fora do alcance. A timidez dos pais é uma influência ambiental.

Mitos e verdades

Há quem ache lindo uma pessoa tímida. Os tímidos preferem ficar sozinhos? Será que tudo isso é verdade? Confira nossa sessão de mitos e verdades para tirar suas dúvidas.

Mitos

Timidez é doença? Não, como já dissemos, ela é provocada por críticas, repressão e rejeição, ou então influência do ambiente em que a pessoa vive.

Ser tímido é um charme? Um dos maiores mitos sobre a timidez. Na conquista, confiança e comunicação são elementos muito apreciados. Existem pessoas que se encantam, mas são poucas.

O tímido prefere ficar sozinho? Na verdade, um tímido evita interagir porque não tem autoestima e acredita que todo mundo vai criticá-lo.

Verdades

A timidez começa na infância? Em alguns casos sim, pais tímidos ou repressores, ou então, ser muito magro, gordinho ou gago podem ser o gatilho desse comportamento.

Deficiência torna alguém tímido? Pode ser, mas, além da deficiência física, mental, visual ou auditiva, uma cicatriz no rosto pode levar a pessoa a evitar fazer amizades, não querer namorar e se isolar.

Precisa fazer terapia para se livrar? Depende da pessoa, alguns conseguem mudar sua percepção sobre si e reverter o quadro, entretanto, a timidez crônica (ou fobia social) precisa de tratamento psicológico.

O Shyness Research Institute, centro de pesquisa fundado em 1994 que investiga a timidez, fobia social e transtornos de ansiedade, desenvolveu esse teste para medir a timidez. Cada alternativa tem um ponto, alternativa A: 1 ponto, B: 2 pontos e C:3 pontos. Você deverá somar os pontos para identificar o perfil. Responda as perguntas sinceramente e confira o resultado:

1 – Com que frequência você experimenta momentos de timidez:

a) Uma vez por mês
b) Quase todos os dias
c) Constantemente, várias vezes ao dia

2 – Comparado com seus conhecidos, você é:

a) Menos tímido que eles
b)Tão tímido quanto eles
c) Mais tímido que eles

 3 – “Minhas mãos suam e o coração bate acelerado quando fico tímido.” Esta descrição:

a) Não se parece comigo
b) Às vezes, me sinto assim
c) Tenho esses sintomas sempre

4 – “A timidez me faz pensar que as pessoas reagem negativamente ao que penso e falo”. Esta descrição:

a) Não se parece comigo
b) Às vezes, me sinto assim
c) Tenho esses sintomas sempre

5 – “Sinto dificuldade de me apresentar socialmente ou começar uma conversa.” Esta descrição:

a) Não se parece comigo
b) Às vezes, me sinto assim
c) Tenho esses sintomas sempre

6 – “Fico tímido na frente de alguém a quem admiro ou que me atrai.” Esta descrição:

a) Não se parece comigo
b) Às vezes, me sinto assim
c) Tenho esses sintomas sempre

7 – “Fico tímido quando converso com pessoas em posição de autoridade – chefe, professor, especialistas no meu ramo.” Esta descrição:

a) Não se parece comigo
b) Às vezes, me sinto assim
c) Tenho esses sintomas sempre

Resultado

7 a 11 pontos: você não tem problema nenhum com timidez.

12 a 16 pontos: você é um pouco tímido, comportamento que, frequentemente, atrapalha seu dia a dia. Tente mudar suas atitudes, enfrente o problema.

17 a 21 pontos: a timidez é um traço marcante, que lhe impede de aproveitar a vida em todos os sentidos. É melhor procurar ajuda.

Terapia para timidez

Psicoterapia Cognitiva Comportamental. Veja detalhes sobre essa terapia.

Dica de livro

Manual de Sobrevivência dos Tímidos é o primeiro livro do ilustrador, designer e quadrinista Bruno Maron. A obra tem sete capítulos que abordam o tema com muito bom humor.

O prefácio da jornalista Alexandra Moraes, autora da tirinha e livro homônimo O Pintinho, faz uma analogia a aviação: “O terror dos tímidos, neste livro e na vida real, não difere tanto assim do pânico de uma aterrissagem forçada, de um pouso na água, da inflação de um colete salva-vidas na hora da desgraça.”

Fobia social

Muitas vezes, a timidez passa da conta.

O psiquiatra Nei Nadvorny explica o que é fobia social, transtorno reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que atinge aproximadamente 5% da população mundial: O fóbico social vive em um mundo de fantasia, na medida em que acredita que há um holofote sobre sua cabeça em qualquer lugar frequentado por ele.” Usar banheiros públicos, comer na frente de outras pessoas e entrar em uma sala cheia são coisas impossíveis para quem sofre com a doença. Náuseas, tontura, tensão muscular, diarreia e batimento cardíaco acelerado são sintomas das crises.

Causas

Hereditariedade

Para o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, a fobia social é uma doença hereditária.

Estrutura do cérebro

Pessoas cuja amídala cerebelosa é hiperativa são mais propensas a ter a fobia. A estrutura forma e regula comportamentos sociais e reações emocionais, como o medo.

Traumas

Bullying, rejeições, conflitos familiares e abuso sexual estão relacionados ao transtorno.

Diagnóstico

A confirmação vem quando os sintomas abaixo começaram há seis meses ou mais:

  • Sensação de que é constantemente observado e analisado
  • Medo de fazer algo ridículo, constrangedor ou humilhante
  • Ansiedade que vai além das situações do cotidiano
  • Evitar interações sociais ou vivê-las com medo e ansiedade ao extremo
  • Medo e ansiedade sem explicação

Tratamento

Psicoterapia Cognitiva Comportamental.

Timidez infantil

Ela é problema quando a criança tem extrema dificuldade para se expressar, não quer sair de casa, se esconde quando tem visitas e demonstra sofrimento por não conseguir interagir. Criticar a timidez, fazer piadas e comparações agravam ainda mais a situação.

Crianças excessivamente tímidas que não recebem apoio da família e tratamentos psicológicos serão adultos com problemas sérios, conforme explica a especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial, Maria Irene Maluf: “Seja na profissão ou nos relacionamentos amorosos, a participação da pessoa muito tímida será inibida e, do ponto de vista psicológico, pode até se tornar uma neurose.”

Como ajudar seu filho?

  • Superproteger sufoca, portanto, deixe seu filho interagir com outras crianças
  • Respeite o jeito de ser dele, não critique, nem compare com ninguém
  • Não interrompa a criança, tampouco responda por ela. Agindo dessa forma, ela fica ainda mais insegura
  • Não crie situações constrangedoras. Nem pense em fazer uma festa de aniversário surpresa cheia de gente. Faça algo menor com pessoas mais próximas, convide mais gente apenas quando seu filho pedir
  • Nada de forçar a criança a fazer alguma coisa. Saiba quais são os interesses dela e convide seu filho para atividades que ele gosta. Nas palavras do psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Antônio Benedito Lombardi: “Os interesses em comum sempre aproximam as pessoas, nos dão um motivo para chegar perto do outro.”

Dica de livro

Vencendo a Timidez, do autor Bernardo J. Carducci aborda a influência familiar e traz um guia para ajudar o tímido nas seguintes situações:

  • O primeiro dia em uma nova escola
  • O encontro com parentes em reuniões de família
  • Passar a noite na casa de amigos
  • Ser chamado em sala de aula
  • Práticas esportivas, aulas de música…

Mutismo seletivo

Pouca gente conhece esse problema. Os primeiros relatos são do século IX, mas não existem muitas pesquisas sobre o assunto. Sabe-se que atinge crianças a partir dos 3 anos, que as meninas são mais atingidas e que a cada 1000 crianças, de 3 a 8 são afetadas. O transtorno pode ter origem genética ou surgir após algum trauma (início da vida escolar e violência).

Crianças muito tímidas podem ter mutismo seletivo. Elas têm dificuldades para expressar seus sentimentos e, nas poucas vezes que sorriem, é para demonstrar ansiedade. A comunicação torna-se mais difícil em alguns lugares e situações. Crianças afetadas pelo mutismo tendem a ser comunicar com olhares ou sinais.

O DSM-IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), classifica o mutismo seletivo da seguinte maneira:

A. Não falar em situações sociais específicas (onde há expectativa para que fale, ex: escola), apesar de falar em outras situações.

B. Interfere no desempenho escolar, ocupacional ou na comunicação social.

C. Duração mínima de 1 mês (não limitado ao 1º mês de escola).

D. O fato de não falar não é devido à falta de conhecimento ou de não se sentir à vontade com a língua falada na situação social (ex: criança que mora em um país e se muda para outro com cultura totalmente diferente).

E. Não é devido a um Transtorno de Comunicação (ex: gagueira) e não ocorre durante uma psicose.

O termo mutismo seletivo não é bem visto, porque, na visão de especialistas, passa a impressão de que a criança decide por conta própria não falar. Na literatura médica, o mutismo seletivo é tratado como “problemas de comunicação” ou “estados de ansiedade”.

Esse trecho do livro Os gatos nunca mentem sobre o amor, escrito por Jayne Dillon explica o transtorno de maneira bem objetiva, confira:

“Mutismo seletivo é um transtorno de ansiedade infantil. As crianças afetadas por ele falam fluentemente em algumas situações, mas permanecem caladas em outras. Sabe-se que a condição manifesta-se precocemente e pode ser transitória – mas em casos raros, pode persistir durante toda a vida escolar da criança.

Ainda que se comuniquem de maneira não verbal, essas crianças não falam com seus professores e podem até permanecer caladas com seus colegas. (…) Com frequência, a criança não tem qualquer outro problema identificável e conversa livremente em casa e com amigos próximos.

Ela também pode ter progressos adequados à idade na escola em áreas que não exigem a fala.”

A psicóloga Elisa Neiva, que mantém a página Mutismo Seletivo – quebrando o silêncio no  explica que o psicólogo precisa ter vasto conhecimento sobre o assunto para fazer o diagnóstico correto.

Elisa ressalta ainda a importância de conversar com os pais e professores da criança. O mutismo pode durar a vida toda e ainda não há catalogado níveis de mutismo seletivo.

Veja as características desse problema:

  • Birra
  • Tristeza
  • Perfeccionismo
  • Dificuldade para manter contato visual
  • Queda do rendimento escolar

Tratamento

A opção mais indicada é a união de psicoterapia com Terapia Assistida por Animais (TAA). O animal é um polo condutor de comunicação, ajudando a criança a expressar seus sentimentos. Caso a família tenha animal de estimação, Elisa Neiva incorpora o pet, do contrário, incentiva à adoção.

Também podem ser adotadas medidas para estimular a fala, incluindo de igual forma esses três vetores, começando em baixa intensidade e aumentando ao longo da atividade:

Pessoa implicada no ato comunicativo

– Criança e professor
– Criança, professor e um colega
– Pequenos grupos de dois ou três com o professor
– Grupo/turma

Longitude da emissão requerida

– Emitir sons com o corpo
– Emitir sons articulados
– Responder com monossílabos (sim, não, outros)
– Responder com uma palavra
– Responder com frases curtas

Intensidade da emissão verbal

– Vocalização sem som
– Vocalização com som apenas audível
– Vocalização com som audível mais baixo
– Volume ajustado à situação

As atividades podem ser:

  • Jogos com produção de sons com as mãos e os pés
  • Jogos com encadeamento e gradação dos sons
  • Jogos com associação de sons e movimentos
  • Brincadeiras onde a criança precise falar no ouvido do colega

Seja timidez ou mutismo seletivo, não saber e ter vergonha de expressar os sentimentos e não querer sair de casa são sintomas que não podem ser ignorados. Não jogue seu filho em situações embaraçosas. Tenha paciência com ele e não hesite em procurar ajuda psicológica.

Gostou das nossas dicas para ajudar crianças tímidas? Conte para gente o que achou e como está usando com seu filho.

Texto escrito por Sumaia de Santana da Equipe Eu Sem Fronteiras. 

Источник: https://www.eusemfronteiras.com.br/como-ajudar-um-filho-timido/

Sobre a Medicina
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