8 VÍRUS QUE CAUSAM CÂNCER EM HUMANOS

Infarto, verruga, câncer: 10 doenças que HPV causa e talvez você não saiba

8 VÍRUS QUE CAUSAM CÂNCER EM HUMANOS

Por muitas vezes não gerar problemas ou apresentar sintomas, o HPV (papiloma vírus humano) não costuma preocupar algumas pessoas. Mas deveria.

De transmissão fácil, que ocorre no contato entre a pele, o vírus pode ser contraído durante o sexo vaginal, anal e oral, e até na masturbação.

Existem mais de 150 diferentes subtipos de HPV, divididos em baixo e alto grau e, ter uma ideia do poder desse causador de IST (infecções sexualmente transmissíveis) em se espalhar, saiba que mais da metade da população com idade entre 16 e 25 anos tem o vírus, segundo estudo feito pelo Ministério da Saúde.

Em grande parte dos casos, nosso sistema imunológico consegue eliminar o HPV do organismo, mas seu comportamento no corpo ainda não é totalmente conhecido pelos cientistas e o vírus está associado a diversas doenças, que vão desde câncer (problemas mais conhecidos que ele pode causar) até infarto ou uma verruga no dedo. A seguir, mostramos dez delas.

1. Doenças cardiovasculares

Um estudo publicado recentemente na revista Circulation Research demonstrou que mulheres infectadas pelo HPV de alto risco apresentaram maior propensão às doenças cardiovasculares, especialmente quando além do vírus possuem obesidade ou síndrome metabólica.

Os pesquisadores acreditam que isso se dá porque o HPV é capaz de mexer com vias de inflamação e atuar nas paredes dos vasos sanguíneos aumentando a formação de placas de obstruções arteriais, causando a aterosclerose (acúmulo de placas de gordura). A evolução dessa doença pode gerar infarto e AVC (acidente vascular cerebral). Apesar da associação, os especialistas ressaltam que ainda são necessários mais estudos para comprovar de forma concreta essas afirmações.

2. Verrugas na pele e olho de peixe

Na maioria das vezes, o HPV provoca infecções na pele e mucosas, que levam ao surgimento de verrugas. Quando do afeta as camadas mais superficiais da pele, o problema geralmente ocorre na região genital, mas também podem surgir na mão ou qualquer parte do corpo com vírus.

O que difere a verruga do olho de peixe é a forma como eles se desenvolvem. As verrugas se projetam para fora da pele, originando pequenas lesões ásperas e que geralmente não geram dor. Já a lesão do olho de peixe se desenvolve na sola do pé e não se projeta muito para fora. Ela tem pequenos pontos escuros no centro e tende a provocar incômodos, especialmente ao pisar no chão.

3. Lesões orais, na língua e orofaringe

São as verrugas ou papilomas que ocorrem nas mucosas da boca. Podem ser muito pequenas e desaparecerem lentamente, ou crescer bastante e gerar problemas sérios, como infecções extensas e dor.

O que determina a evolução dessas lesões é, sobretudo, a imunidade do indivíduo portador do vírus. Caso haja alguma condição de imunossupressão, provocada por Aids, câncer, quimioterapia, entre outros, a evolução pode ser mais grave e o tratamento mais difícil.

Muitas vezes, as verrugas geradas na boca são lesões benignas e o sistema imunológico é capaz de resolver. Agora, quando essas lesões se repetem constantemente ou não somem, é preciso buscar tratamento, que se dá de forma cirúrgica ou com medicamentos.

4. Câncer de borda de língua

Alguns dos subtipos do HPV são chamados oncogênicos, ou seja, podem causar câncer.

Como são sexualmente transmissíveis, em relações orais, por exemplo, pode haver contato desses vírus com a mucosa oral e a língua, que vão gerar verrugas e lesões que podem provocar tumores.

De acordo com dados de pesquisas internacionais, cerca de 25% dos casos de câncer de orofaringe (boca, língua, palato e faringe) têm relação com infecção pelo HPV.

“Esse processo é bastante complexo e costuma estar relacionado às mutações que os vírus são capazes de causar no material genético das células, levando à formação do tumor.

Além disso, também pode haver um desequilíbrio do sistema imunológico do indivíduo portador da HPV, fazendo com que o processo de defesa seja falho, o que proporciona um ambiente favorável para o desenvolvimento do câncer”, esclarece Dania Abdel Rahman, infectologista do Hospital Albert Sabin, em São Paulo.

Existem estágios do HPV que não são visíveis a olho nu inicialmente. Por outro lado, também há alterações visíveis ou perceptíveis já no estágio inicial por meio do desenvolvimento de lesões pré cancerígenas, chamadas neoplasia intraepitelial, que se não forem tratadas rapidamente podem culminar na formação de tumores e outras alterações.

5. Câncer no pênis

Basicamente, todos os tipos de cânceres que o HPV pode desenvolver apresentam o mesmo mecanismo: verruga ou lesão na pele ou mucosa que se não for tratada pode ser precursora de um tumor.

“Isso ocorre principalmente quando há fatores de risco associados, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, outras IST e/ou quadros deficiência imunológica”, esclarece João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Além da verruga, outros sinais da doença são mudança de cor ou presença de nódulo em alguma parte do pênis, ferida que não cicatriza ou secreção com mal cheiro. O câncer de pênis não é tão comum, mas pode gerar amputação do órgão.

6. Câncer de vulva

De acordo com estudos internacionais, a doença representa de 3% a 5% dos casos de câncer do trato genital feminino inferior, e existe uma grande variedade de tumores raros na vulva, como melanoma, sarcomas, carcinomas de células escamosas, sendo esse último o mais frequente e relacionado ao HPV.

Assim como as outras doenças, existem estágios até chegar ao câncer. Isso porque o vírus com potencial oncogênico começa a alterar as formas das células de revestimento da vulva em graus.

Então, no primeiro momento (nível 1), cerca de um terço do epitélio é acometido; no segundo grau, até dois terços; e no terceiro instante, mais de dois terços do epitélio encontram-se comprometidos.

Pode acontecer dessas células atípicas crescerem e invadirem outros órgãos próximos, como a vagina, ocorrendo o chamado carcinoma invasivo.

7. Câncer de vagina

Mesmo sendo considerada uma doença rara, cerca de 80% dos casos de câncer de vagina têm relação com o HPV. Isso porque, em geral, a vagina é o local de disseminação de câncer originado em outras regiões, como o colo do útero e a vulva. A característica da doença e seus mecanismos de formação são iguais aos de outros tumores causados pelo vírus.

8. Câncer de colo do útero

Essa é a doença grave mais comum relacionada ao HPV, e 95% dos casos de câncer de colo uterino estão relacionados ao vírus humano. Mas nem toda mulher que tem PV vai desenvolver o tumor: em torno de 90% das pacientes eliminam o vírus no período de até dois anos.

“Para isso ocorrer depende muito da resposta imunitária de cada mulher, além do fato de a pessoa não ter fatores de risco, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, fatores nutricionais e genéticos, e do tipo do vírus infectado”, afirma Maria Elisa Noriler, médica responsável pelo setor de ginecologia endócrina infantopuberal e climatério do Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo.

9. Câncer anal

Cerca de 90% dos casos desse tipo de doença estão diretamente relacionados ao papilomavírus humano. Porém, o câncer de ânus é bastante raro, representando de 1% a 2% de todos os tumores colorretais, de acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Um dos possíveis sinais do câncer anal é a presença de lesões pré-cancerígenas, que são diagnosticadas por meio do exame de toque, anuscopia ou proctoscopia.

10. Infertilidade nos homens

Alguns estudos têm demonstrado que pacientes sem diagnóstico concreto para a causa da infertilidade apresentam maior prevalência de infecção no sêmen por HPV, o que pode sugerir uma relação.

“Por outro lado, essas mesmas pesquisas são inconsistentes em demonstrar que existe uma piora da qualidade dos espermatozoides em pacientes com infecção de papilomavírus humano, o que dificulta, de certa forma, a associação desses fatores”, pondera Matheus Gröner, urologista, especialista em reprodução humana assistida, médico e pesquisador no setor de reprodução humana da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Fontes:Cristhieni Rodrigues, cardiologista da unidade de controle de infecção hospitalar do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP –Universidade de São Paulo); Dania Abdel Rahman, infectologista do Hospital Albert Sabin, em São Paulo; Élcio Pires Júnior, coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro – Rede D'or, em Osasco e membro especialista da SBCC (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular); Glauco Baiocchi Neto, diretor do departamento de ginecologia oncológica no AC Camargo Câncer Center, em São Paulo; João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Matheus Gröner, urologista, especialista em reprodução humana assistida, médico e pesquisador no setor de reprodução humana da Unifesp; e Luisa Lina Villa, chefe do laboratório de inovação em câncer do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/05/06/infarto-verruga-cancer-10-doencas-que-hpv-causa-e-talvez-voce-nao-saiba.htm

IDENTIFICAÇÃO DE MICRORGANISMOS QUE CAUSAM CÂNCER

8 VÍRUS QUE CAUSAM CÂNCER EM HUMANOS

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Revista Brasileira de Pesquisa em Ciências da Saúde – RBPeCS – ISSN: 2446-5577

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Источник: http://revistas.icesp.br/index.php/RBPeCS/article/view/30

O que causa câncer e quais seus sintomas e tratamentos

8 VÍRUS QUE CAUSAM CÂNCER EM HUMANOS

O que causa câncer? Ora, ele surge quando uma célula do corpo sofre um conjunto de mutações que a fazem se proliferar desordenadamente, invadir locais onde não deveria estar e escapar de mecanismos de defesa do organismo que a destruiriam. Esse crescimento descontrolado pode acontecer em diferentes áreas – pulmão, cólon, mama, cérebro, pele, lábios, ossos, nervos, intestino, estômago (como foi com a jovem modelo Nara Almeida, que infelizmente morreu em decorrência da doença).

Aos poucos, as células tumorais tomam o lugar das saudáveis e abalam o funcionamento do órgão afetado. Quando a doença avança, pode se espalhar pelo corpo, fenômeno conhecido como metástase. Aí o tratamento fica mais complexo.

O desenvolvimento anormal da célula acontece por um defeito no DNA. Essas alterações podem ser herdadas dos pais, pipocar de modo espontâneo ou decorrer de agentes externos, como cigarro, vírus, exposição excessiva ao sol, obesidade e consumo de certos alimentos. Esses são os fatores cancerígenos.

Essa doença pode atingir células sanguíneas (são os cânceres líquidos, assim por dizer) ou órgãos (os sólidos). No primeiro caso, por exemplo, enquadram-se as leucemias, que dão as caras na medula óssea – nossa fábrica de unidades sanguíneas – e os linfoma, formados nos gânglios linfáticos.

Os tumores sólidos, por sua vez, englobam os sarcomas, que atingem músculos, ossos e cartilagens e são mais prevalentes em pessoas jovens. Ou os carcinomas, que atingem o tecido epitelial – que recobre a pele e a maioria dos órgãos – e são mais comuns com a avançar da idade.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que, em 2018, ocorrerão no Brasil cerca de 600 mil novos casos de câncer.

Sintomas e sinais

– Nódulos

– Dores

– Lesões

– Manchas

– Coceira

– Perda de peso

– Fadiga

– Febre frequente

– Sangue nas fezes ou na urina (câncer anal ou de bexiga)

– Rouquidão e dificuldade de fala (câncer de boca e garganta)

– Tosse persistente e sangramento nas vias respiratórias (câncer de pulmão)

– Anemia (leucemia)

– Dificuldade para urinar ou fazer xixi diversas vezes por dia (câncer de próstata)

– Confusão mental, distúrbios visuais, convulsões (câncer no cérebro)

Dependendo da localização e da agressividade, os sintomas podem demorar mais a aparecer. Isso, claro, impacta na precocidade do diagnóstico e nas chances de sucesso do tratamento.

Fora que esses sinais muitas vezes são confundidos com outros problemas de saúde – um indicativo de que podem sinalizar algo grave é o tempo. Ou seja, se o sintoma não tem motivo aparente e não desaparece após alguns dias, possivelmente está atrelado a alguma doença.

Fatores de risco

– Tabagismo

– Excesso de ingestão de bebida alcoólica

– Obesidade

– Alimentação desregrada: por exemplo, o consumo excessivo de alimentos industrializados ou embutidos, com substâncias como nitritos e nitratos, favoreceria tumores

– Sexo sem proteção

– Exposição a poluentes ou substâncias tóxicas, como amianto, arsênio e níquel

– Exposição prolongada aos raios solares sem proteção

– Radiação

– Remédios à base de hormônios

– Idade: o risco de sofrer de câncer duplica a cada cinco anos após os 25 anos de idade

– Infecções virais a exemplo de HPV e hepatite B

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– Doenças inflamatórias como colite ulcerativa

– Herança genética

A prevenção

Embora o componente hereditário tenha participação importante no desenvolvimento de tumores, é possível se cercar de cuidados para reduzir o risco da doença.

Evitar a exposição ao sol entre as 10 e as 16 horas, assim como passar protetor, diminui bastante a probabilidade de câncer de pele, por exemplo. Não fumar afasta inúmeros tumores, dos de pulmão aos de intestino. Maneirar no álcool resguarda a boca e a garganta.

Já o HPV, responsável por praticamente todos os tumores de colo de útero, pode ser prevenido com uma simples vacina. Outras infecções cancerígenas, como a hepatite B, são preveníveis com uso de camisinha.

A dieta também tem peso importante. Um cardápio equilibrado, com frutas, legumes e verduras, abastece o corpo de nutrientes antioxidantes, que formam uma barreira contra os radicais livres, moléculas que podem danificar o DNA e originar uma célula tumoral.

Isso sem contar um considerável efeito indireto: quem opta por esse tipo de alimentação costuma ter mais facilidade em controlar o peso. E a obesidade promove processos inflamatórios e alteração dos níveis de certos hormônios, entre outras coisas que servem de estopim para a enfermidade.

Para ter ideia, estudos apontam ainda que uma alimentação com baixo teor de gordura diminui o risco de aparecimento de tumores de mama, intestino e próstata. Por outro lado, comidas gordurosas, embutidos, produtos processados cheios de conservantes e açúcar demais devem ter seu consumo restrito.

O diagnóstico

O ideal é que o câncer seja flagrado antes mesmo de o paciente apresentar sintomas. Quanto mais cedo o problema for detectado e tratado, maiores as chances de ser contido.

Pessoas com história de tumores malignos na família devem relatar esses casos ao médico.

Para mulheres que tiveram mãe, tias ou avós com câncer de mama, por exemplo, o especialista poderá antecipar a solicitação de exames de ultrassom ou mamografia, em geral recomendado a partir dos 40 ou 50 anos de idade na população. E, independentemente do histórico familiar, o autoexame da mama é recomendado a partir dos 18 anos.

O ideal é conversar com um profissional para checar qual o acompanhamento mais adequado no seu caso. Se alguma alteração for observada, o passo seguinte será a realização de exames específicos para cada tipo de suspeita: ultrassom, testes de sangue, de fezes, biópsias.

De olho no diagnóstico precoce, os médicos costumam solicitar exames em consultas de rotina, a partir de determinada idade. Exemplo: acima dos 50 anos, homens e mulheres devem fazer exame para detecção de sangue de fezes, o que pode indicar câncer de intestino.

O toque retal é indicado anualmente para homens a partir dos 50 anos – ou antes, em certas situações –, assim como o teste de sangue para medir o PSA, substância produzida pela próstata e que, em níveis elevados, sugere que a glândula sexual masculina está sob ameaça.

E por aí vai.

O tratamento

A decisão sobre a estratégia de combate do câncer é complexa e envolve sua localização, o estágio da doença e as características moleculares dela. O próprio estado geral de saúde do paciente é importante, uma vez que certas medicações e os procedimentos podem provocar efeitos colaterais e abalar o organismo.

Muitas vezes, a terapêutica envolve a combinação de diferentes estratégias:

Quimioterapia

O paciente recebe remédios, em geral injetáveis, dotados de alta toxicidade. Eles vagam pela circulação e atacam praticamente toda célula que se reproduz de forma rápida e desordenada.

Mas, por essa mesma característica, o tratamento afeta também unidades saudáveis do corpo, gerando efeitos adversos como falha na imunidade, queda de cabelo, náusea, perda de apetite e de peso. Verdade que, hoje, as drogas são menos tóxicas do que antes e existem alternativas à disposição para controlar as reações indesejadas.

A quimioterapia é feita em sessões distribuídas num período de tempo após o qual o paciente é reavaliado. A depender do resultado, novas rodadas podem ser indicadas.

Radioterapia

O método se vale de raios de alta energia capazes de matar as células que formam o tumor, reduzindo seu tamanho e evitando sua disseminação. Como é quase impossível focar esses raios apenas na área doente, eles acabam prejudicando células sadias.

Atualmente, as máquinas emitem raios que contornam o tecido saudável sem atingi-lo em cheio. Com isso, lesões em órgãos próximos ao tumor são minimizadas ao mesmo tempo que a potência da radiação sobe, tornando o tratamento ainda mais letal contra a doença.

Reações como lesões na pele, náusea e perda de peso também podem acontecer. Assim como na quimioterapia, o tratamento é feito em sessões por um determinado tempo, com reavaliações periódicas.

Cirurgia

Esse tipo de intervenção pode ser escolhido para dar cabo de tumores mais localizados. Por exemplo: um câncer em estágio inicial nas mamas ou na próstata. Com o bisturi, o médico extrai a área afetada pela doença.

O paciente é acompanhado meses depois a fim de comprovar que não existem mais resquícios do problema. E talvez tome remédios para destruir eventuais células malignas escondidas. Com o avanço tecnológico, hoje tumores como os de próstata já são extirpados em cirurgias guiadas por robôs.

Também é possível que a cirurgia entre em cena para reduzir os estragos de um tumor já espalhado pelo organismo.

Terapia-alvo

Em resumo, são uma espécie de míssil teleguiado. Em vez de atacar o corpo todo, como a químio, esses remédios miram características únicas do câncer, impedindo que ele se prolifere ou matando-o de fome, assim por dizer.

Como se focam em alterações específicas, muitas vezes é necessário checar, por meio de exames laboratoriais, se o tumor do paciente em questão apresenta essas particularidades ou não. O desenvolvimento desse arsenal terapêutico acelerou muito o que se chama de individualização do tratamento oncológico.

Imunoterapia

A ideia é fazer com que o próprio sistema imune da pessoa seja capaz de reconhecer e atacar o tumor. O tratamento é feito com moléculas que instigam o nosso próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar a doença.

Nos últimos anos, ela tem ganhado cada vez mais importância na oncologia. Hoje, já é usada contra cânceres de pele, rim, pulmão e por aí vai.

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-causa-cancer-e-quais-seus-sintomas-e-tratamentos/

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