Alcoolismo [Saiba se você bebe álcool demais]

Alcoolismo: 10 perguntas e respostas sobre essa doença crônica

Alcoolismo [Saiba se você bebe álcool demais]

O abuso de álcool está relacionado a diversos problemas de saúde e sociais. Foto: rebcenter-moscow/Pixabay

O alcoolismo é uma doença crônica ocasionada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Por causar dependência, a pessoa que sofre com esse problema deixa de se dedicar às suas atividades diárias para se voltar ao álcool em qualquer ocasião.

Para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, celebrado em todo 18 de fevereiro, o E+ selecionou as dez principais perguntas feitas pelos internautas sobre alcoolismo.

As respostas foram dadas pela enfermeira Vivian Toscano da Silva, supervisora técnica de saúde no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III, no Jardim Ângela. Administrado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), o local oferece, entre outros atendimentos, assistência aos familiares de usuários de drogas e álcool com orientação especializada.

Confira a seguir dez perguntas e respostas sobre alcoolismo:

O que é alcoolismo?

Alcoolismo não é o termo mais adequado que se usa, porque carrega uma questão mais negativa, a sociedade olha isso como prejudicial, então chamamos de dependência de álcool.

A dependência de álcool é quando a pessoa que faz uso frequente de álcool começa a diminuir as ações diárias dela.

Por exemplo: antes trabalhava e começa a faltar, estudava, mas abandona o estudo, começa a ter conflitos na família e a não dar conta de tudo o que é do cotidiano.

Dependentes de álcool abandonam progressivamente os prazeres e atividades cotidianas da vida. Foto: jarmoluk/Pixabay

Quais os sintomas do alcoolismo?

Socialmente, conflitos na família e problemas no trabalho. Outra coisa é quando a pessoa começa a restringir toda a atividade social em detrimento do uso de álcool, não vai mais a encontros, não participa de festas, só vai aos locais onde tem álcool.

Fisicamente, ela pode sentir tremor de extremidades pela manhã, tontura e cãibra em qualquer região do corpo. Ela se sente muito mal quando está sem álcool e quando levanta pela manhã precisa da primeira dose, não por prazer, mas para diminuir o mal-estar. A pessoa pode ainda ter náusea, vômito e, em alguns casos, até crise convulsiva.

Há sintomas afetivos também, como irritabilidade, ansiedade, fraqueza, depressão e de sensopercepção, como ilusões e alucinações.

Quais as consequências do alcoolismo?

No longo prazo, pode causar perda de memória, doenças hepáticas, cirrose e desnutrição, deficiência de vitaminas porque não se alimenta direito.

Há complicações no pâncreas e alterações gastrointestinais. O álcool é um carboidrato e, dentro do organismo, vai reduzir a fome, e a pessoa vai cada vez mais beber do que se alimentar.

Nos homens, pode causar impotência sexual.

Como é feito o tratamento para alcoolismo? Existe remédio?

Existe um medicamento que é o antietanol, o único que realmente combate o álcool. Mas os médicos dão esse medicamento apenas em alguns casos porque, com ele, o paciente bebe menos e pode passar muito mal, o que leva a um problema grave de saúde.

O antietanol é prescrito quando o médico tem confiança de que o paciente não vai fazer uso de álcool junto, ele inclusive assina um termo em que sabe dos riscos de juntar os dois. Outros medicamentos vão tratar os sintomas, como ansiolíticos e antidepressivos.

O diazepam, por exemplo, é usado apenas nos primeiros dias de tratamento, durante a desintoxicação, porque, dentro do organismo, ele compete com o álcool.

Alcoolismo tem cura? Ou a pessoa sempre corre o risco de ter uma recaída?

No alcoólicos anônimos, a gente usa uma frase que é: 'só por hoje'. Quando o paciente já tem o diagnóstico, ele tem uma mudança no cérebro chama neuroplasticidade. O cérebro já conheceu aquela substância e mesmo se depois de dez, 20 anos a pessoa tiver contato com álcool, o cérebro vai desencadear sintomas, chamados de tolerância.

A pessoa não vai conseguir ficar só em uma dose e vai querer 'tirar o atraso'. Pensando nisso, a cura está em não beber. Hoje, a gente lida com redução de danos, e a medicação para reduzir o consumo é prescrita até a pessoa parar de beber. É diferente daquele que só abusa do álcool e não é dependente, consegue ficar uma semana sem beber.

Uma dose de bebida alcoólica por dia não indica dependência, mas há chances de se tornar. Foto: rawpixel/Pixabay

Quem bebe cerveja todos os dias é alcoólatra?

Não necessariamente. Não podemos determinar só pela frequência e quantidade consumidas. O diagnóstica inclui parte do social também.

Quanto mais o paciente não dá conta, não consegue trabalhar, tem a vida comprometida, mais tem inclinação para ser dependente. Mas há questionário em que se apresentar três de sete critérios já pode considerar dependente de álcool.

Por outro lado, há chance de em uma dose de vinho ou de whisky por dia desenvolver dependência.

Como identificar um dependente de álcool?

Identifica-se pelos prejuízos sociais, principalmente, mas também pela pessoa que se separa da família, não aguenta mais, perdeu o emprego, largou o estudo. Um dos sintomas da dependência é o abandono progresso dos prazeres e dos interesses alternativos, ou seja, de tudo o que faz na vida. 

A própria pessoa consegue identificar que está se tornando dependente do álcool?

É muito difícil acontecer. A pessoa tem a ilusão de que vai parar quando quiser, mas, normalmente, não são todos os casos. Ela sofre uma pressão psicológica por parte das pessoas ao redor para parar de beber, mas essa percepção é subjetiva, que ela nega.

O dependente de álcool dificilmente percebe que o caso tornou-se patológico. Foto: rebcenter-moscow/Pixabay

Há tipos de alcoólatras?

Temos casos leves, moderados e graves. Quem convulsiona é considerado o mais grave. Os outros dois são mais perceptíveis durante a entrevista. Aquele que percebe e ainda está no trabalho, tem problemas, mas está seguindo é leve. O moderado muitas vezes já perdeu o emprego e o grave, além de tudo isso, tem sintomas clínicos mais graves.

Como ajudar um dependente de álcool?

Tem de ser sutil, com alertas em forma de perguntas. Por exemplo: “Você já percebeu que perdeu o emprego por causa do álcool?”. Tem de ser de forma respeitosa e menos invasiva, respeitando a pessoa no seu dia a dia, 'colocando a pulga atrás da orelha'.

Quanto a tratamento, perguntar se ela já pensou em parar de beber, mostrar as consequência da bebida na vida dela. Tem de fluir com a pessoa, fazendo-a perceber os prejuízos de forma gradual. A intenção é fazer refletir.

Quando a pessoa percebe e aceita que precisa de tratamento, tem de levá-la na hora [a um centro de ajuda], pois ela pode ter o sintoma da ambivalência, em que quer e ao mesmo tempo não quer parar de beber.

VEJA TAMBÉM: Vai beber? Saiba como amenizar os efeitos do álcool

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Источник: https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,alcoolismo-10-perguntas-e-respostas-sobre-essa-doenca-cronica,70002726513

O que acontece no seu corpo quando você ingere bebida alcoólica?

Alcoolismo [Saiba se você bebe álcool demais]

Beber com os amigos para comemorar uma conquista, uma vitória ou apenas mais um dia de missão cumprida, pode parecer um hábito saudável, mas não é.

O assunto é sério.

 Mais de dois bilhões de pessoas no mundo consomem bebida alcoólica e o fato de ser uma droga lícita na maioria dos países influencia muito no seu impacto: cerca de 4% de todas as mortes no planeta envolvem o uso de álcool, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o que representa algo entre 2,3 milhões de mortes ao ano diretamente ocasionadas pelo uso, ou abuso, de bebida alcoólica.

“Não existe uma fórmula para consumo seguro, já que são vários os fatores que influenciam em uma experiência etílica, como idade, peso corporal, quantidade de gordura no organismo, ritmo do metabolismo do fígado.

Porém, estudos indicam que para um homem adulto há baixo risco de desenvolver dependência quando ele consome duas doses de álcool em um dia, seguidas de dois dias de abstinência.

No caso da mulher, falamos de uma dose por dia, seguida pelo mesmo período sem consumo”, explica Claudio Jerônimo, psiquiatra e diretor da Unidade Recomeço Helvetia.

Vamos partir do princípio de que, genericamente, uma dose tem em média de 10 ml de etanol puro, que demoram cerca de uma hora para metabolizar, quer dizer, sair do organismo.

Devemos ainda considerar a variação da concentração de álcool das bebidas, que pode chegar até a 40%.

Com isso em mente, te convidamos a uma pequena viagem para conhecermos o que acontece no seu corpo quando você ingere álcool. Preparado?

O começo

Logo nos primeiros goles, o álcool ingerido vai para o estômago, é absorvido e começa a viajar pelo corpo por meio da corrente sanguínea, passando pelos órgãos e até o cérebro. O tempo que demora essa viagem pelo sangue depende de vários fatores, como quantidade de bebida ingerida, volume de gordura no corpo, etc.

“As mulheres ficam mais suscetíveis aos efeitos do álcool exatamente porque, fisiologicamente, têm mais gordura retida no organismo, o que acaba por repelir a absorção do álcool pelas células, fazendo com que ele permaneça por mais tempo na corrente sanguínea, o que chamamos de biodisponibilidade do álcool.

Isso faz com que seus órgãos passem mais tempo expostos aos seus efeitos nocivos, principalmente os mais sensíveis, como cérebro, fígado e coração, por exemplo. Esse é um dos motivos pelos quais as mulheres adoecem mais rápido por conta de bebida: elas têm alterações no Sistema Nervoso Central antes, demência.

A cirrose, por exemplo, aparece em média cinco anos antes na mulher que no homem”, explica o psiquiatra.

Os idosos também são mais suscetíveis aos efeitos do álcool, principalmente porque eles já têm pequenas alterações fisiológicas no organismo, ou algumas doenças como hipertensão e diabetes.

Nos primeiros dez minutos, seu corpo vê o álcool se transformar em veneno, o acetaldeído, e tenta se livrar dele o mais rápido possível. Essa substância é resultado da ação de uma enzima chamada álcool-deidrogenase, presente no fígado, que destrói a molécula do álcool.

Se apenas algumas doses forem consumidas, o período de ação do acetaldeído é curto e os estragos são menores, pois ele é atacado por outra enzima, o aldeído-desidrogenase, junto com outra substância, a glutationa, que transformam o acetaldeído em acetato, uma espécie de vinagre, não tóxica.

Mas a glutationa armazenada no fígado não é suficiente para uma grande quantidade de bebida alcoólica, deixando o supertóxico acetaldeído por mais tempo no organismo. O que ele causa? Além de aumentar a pressão arterial, pode causar derrame, mas, mais comumente, causa fadiga, náuseas, irritação do estômago, dor de cabeça. Reconheceu? É a chamada ressaca. Voltaremos a ela mais adiante.

Enquanto o álcool passa por esse processo químico no fígado, já nos primeiros 20 minutos você começa a se sentir mais solto, eufórico, como se pudesse fazer e ser tudo no mundo.

É aqui que geralmente aparece o conquistador que existe em você: sua libido aumenta e você se sente mais ousado, irresistível e paquerador.

A felicidade e a excitação nesse momento são comuns, mas essas sensações passam muito rápido.

Embriaguez

Enquanto que para chegar a esse estado bastam uma ou duas doses, para chegar à embriaguez é um pulinho, ou mais alguns goles. E assim, com trinta a quarenta minutos de ingestão contínua, você já não tem mais controle do seu senso crítico. Seu julgamento fica comprometido e você fica sensível ao ambiente, rindo ou chorando ao sabor do vento.

“O álcool tem ação direta no sistema límbico, do Sistema Nervoso Central, e age como um depressor das funções cerebrais, diminuindo o centro da crítica da pessoa, que fica mais expansiva. A ansiedade, a variação de humor e a depressão são consequências da ingestão de bebida alcoólica”, explica Claudio Jerônimo.

Entre os 45 e 90 minutos, o nível de álcool no seu corpo atinge o ápice e a ação diurética começa a funcionar: pode demorar para que você se levante pela primeira vez para urinar, mas esse passeio vai ser frequente até o fim da farra.

Você está bebendo bebida alcoólica, que tem apenas uma pequena parte de água, mas seu organismo não está entendendo a presença de tanto líquido, então aumenta a diurese.

Mas, como não é água o que você está colocando pra dentro, pode ocorrer desidratação, que não chegará a um quadro grave, mas é responsável pela sonolência que pode se apresentar se você parar de beber nesse momento – o que não quer dizer, de forma nenhuma, que a qualidade de um possível sono seja perto da adequada. Muito pelo contrário, o consumo de álcool é um enorme perturbador do sono.

Para evitar a desidratação, é indicado que se tome, a cada hora, ao menos um copo de água. Essa dica funciona ainda para retardar a absorção do álcool, dilui a bebida e ainda faz com que bebamos menos, o que acaba por resultar em uma diminuição da ressaca.

Ah, a ressaca!

Voltamos ao tema, já que, entre 12 e 24 horas após a ingestão de bebida alcoólica, você provavelmente acordou com ela: dor de cabeça, tontura, náusea, sede, palidez e tremores são alguns dos sintomas mais frequentes.

“São os primeiros sinais da síndrome de abstinência, é o organismo pedindo mais bebida. Essas sensações desagradáveis são efeitos da intoxicação”, explica o psiquiatra.

E dá para prevenir? A dica para evitar a ressaca é: não beba! Mas, para diminuir os sintomas, existem alguns truques:

– Beber menos.

– Beber espaçadamente, devagar.

– Beber de estômago cheio.

A má notícia mesmo é que, além da ressaca física, resultado da ação tóxica do acetaildeído (lembra dele?) e da desidratação, tem ainda a “ressaca moral”, que nada mais é que “O arrependimento! Com a diminuição da crítica, a pessoa se dá o direito de fazer coisas que, de outro modo, não faria. O álcool pode causar o esquecimento, o que traz a insegurança pelo fato de não saber até que ponto a pessoa se expôs. Não é uma reação física, é puramente psicológica”, explica Cláudio Jerônimo.

Gravidez e bebida não combinam

Nem um pouquinho. Se não há uma quantidade segura de álcool para uma pessoa adulta saudável, imagina para uma mulher que está gerando outra pessoa! “O álcool ultrapassa a placenta e atinge o feto em desenvolvimento, afetando principalmente o Sistema Nervoso, ou seja, a primeira coisa desenvolvida no bebê.

E, apesar de a fase mais perigosa ser nos primeiros três meses, em qualquer época da gravidez o álcool pode afetar de tal maneira a gestação que causa a síndrome alcoólica fetal (SAF), uma condição que impacta a formação do bebê, causando retardo no desenvolvimento psicomotor, aumentando a distância entre os olhos do bebê, microcefalia, dificuldades de aprendizagem, entre outros problemas”, afirma o psiquiatra.

Isso coloca por terra a ideia de que vinho e cerveja preta, durante a gestação, aumentam a produção de leite. Isso, além de não ter nenhum tipo de comprovação científica, coloca em risco o bebê.

Danos internos   

O uso frequente de bebida alcoólica pode levar a situações de abuso e dependência química.

Quando os sintomas do uso do álcool começam a demorar em aparecer, ou ficam amenizados, isso significa que o organismo está se acostumando à substância, ou seja, quando achamos que estamos ficando mais fortes para a bebida, ou seja, mais tolerantes, isso quer dizer que já nos adaptamos a ela. É uma péssima notícia, e uma enorme desvantagem.

Além da preocupação com a dependência, temos ainda os danos que o uso frequente de álcool causa aos órgãos internos. Os mais vulneráveis são:

Cérebro – o álcool afeta o Sistema Nervoso Central e pode causar perda de reflexo, problemas de atenção, perda de memória, sonolência e coma, que pode levar à morte.

Coração – o álcool libera adrenalina, que acelera a atividade do sangue no coração, aumentando a frequência dos batimentos cardíacos.

Fígado – altera a produção de enzimas, mudando o ritmo do metabolismo do álcool consumido, ocasionando inflamação crônica, hepatite alcoólica e cirrose.

Estômago – irrita as mucosas do estômago e esôfago, ocasionando esofagite, gastrite e diarreia.

Rins – o efeito diurético do álcool acaba por sobrecarregar os rins, comprometendo a eficácia do processo de filtragem das substâncias que ocorre nesse órgão.

Источник: https://www.spdm.org.br/saude/noticias/item/2266-o-que-acontece-no-seu-corpo-quando-voce-ingere-bebida-alcoolica

5 sintomas do alcoolismo que indicam que é hora de procurar ajuda

Alcoolismo [Saiba se você bebe álcool demais]

A bebida alcoólica é um item com forte presença na realidade brasileira. Seu consumo dificilmente pode ser restringido por conta de questões culturais e sociais. No entanto, o abuso do álcool leva à dependência e pode causar sérios problemas de saúde.

A Organização Mundial da Saúde chega a classificar o alcoolismo como uma doença psiquiátrica, que apresenta componentes físicos e mentais. Isso significa que, embora existam fatores fisiológicos envolvidos, a dependência muitas vezes é psíquica.

Neste post, vamos compreender quais são os sintomas de alcoólatra e quando indicam que é o momento de buscar ajuda. Acompanhe!

O alcoolismo no Brasil

O vício do álcool é um problema com abrangência global: mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo morrem em consequência direta ou indireta do alcoolismo.

Porém, a cultura brasileira e certas condições presentes no país tornam as estatísticas nacionais ainda mais preocupantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool no Brasil superou a média mundial em 2016.

O relatório da entidade aponta que o brasileiro consumiu em média 8,9 litros de álcool naquele ano, já considerando a quantidade diluída da substância. Entre os 143 países avaliados, a média foi de 6,4 litros por pessoa.

O hábito de “beber socialmente” coloca as pessoas em contato constante com o álcool. Mesmo quem não tem vontade de beber está exposto a esse contato em ocasiões comemorativas e até eventos relacionados ao trabalho.

Grandes festas nacionais ou regionais, como é o exemplo do carnaval, aceleram ainda mais o consumo de bebida alcoólica. Também é muito comum que eventos de negócios ofereçam uma variedade de opções dessas bebidas.

Além disso, existe no país uma forte tendência a diminuir os riscos do consumo excessivo de álcool, e até mesmo banalizar os sintomas de alcoólatra. Não é raro ouvir, em tom bem humorado e despreocupado, histórias de pessoas que se excederam na bebida e cometeram atos perigosos, como dirigir enquanto embriagado e se colocar em situações de risco que normalmente evitariam.

Entre os fatores que contribuem para o surgimento da dependência, estão:

  • facilidade de acesso;
  • associação do álcool ao ambiente social e à diversão;
  • glamourização do consumo de bebidas alcoólicas;
  • histórico familiar de abuso do álcool;
  • contato precoce com a bebida;
  • problemas de saúde mental não resolvidos.

Todos esses fatores fazem com que o alcoolismo, um problema grave para a saúde pública, seja um mal difícil de combater.

Sintomas do alcoolismo

O metabolismo do álcool pelo organismo é feito principalmente pelo fígado, que remove cerca de 98% da substância do corpo humano. O restante é eliminado pelos rins, pulmão e pele.

Os sinais de embriaguez são amplamente conhecidos: euforia, alterações no comportamento, perda da timidez, emotividade exagerada e, em alguns casos, tendência à agressividade. Porém, os sintomas de alcoólatra vão muito além da intoxicação por álcool.

Em geral, pessoas que já se tornaram dependentes tendem a:

  • beber sozinhos e fora de situações sociais;
  • continuar a beber mesmo quando percebem que estão se afastando da família e dos amigos;
  • demonstrar agressividade quando confrontados;
  • ter dificuldades para parar de beber mesmo estando embriagados;
  • apresentar paranoia e alucinações;
  • tentar esconder as evidências do consumo de bebidas alcoólicas;
  • apresentar sinais preocupantes, como perda de memória, tremores, insônia e falta de apetite.

Contudo, para identificar os sintomas do alcoolismo é necessário analisar o quadro geral, e não apenas um episódio isolado. Veja alguns indícios que indicam que é hora de procurar ajuda:

1. Necessidade de beber a qualquer momento

A bebida alcoólica é uma substância química que causa alterações no organismo de quem a consome. Ela atua no sistema nervoso central do indivíduo, promovendo as sensações de prazer, euforia e entorpecimento.

Essas sensações podem facilmente fazer com que um indivíduo se torne dependente. Uma pessoa que abusa do álcool e procura beber em qualquer ocasião devido à necessidade de manter os efeitos dessas substâncias.

Além disso, à medida que o consumo dessa substância aumenta, a tendência é que o indivíduo se torne mais resistente aos efeitos do álcool e tenha de beber cada vez mais para alcançar as sensações desejadas.

Algumas pessoas chegam a trocar as refeições pela bebida, o que oferece um grande risco à saúde.

2. Fadiga e dificuldade de raciocínio

Por atuar no sistema nervoso do indivíduo, é comum o álcool afetar sua capacidade cognitiva.

Entre as drogas psicoativas ou psicotrópicas, ele é classificado como um depressor. Assim, seu consumo causa sonolência e sensação de relaxamento.

No longo prazo, o abuso do álcool pode provocar cansaço físico e dificuldade de raciocínio. Confusão mental e até alucinações podem ocorrer em casos mais graves.

Esses sintomas tendem a ficar mais intensos à medida que a pessoa desenvolve tolerância a essa substância e precisa consumi-la cada vez mais para obter as sensações desejadas.

3. Distúrbios alimentares ou do sono

O desejo de consumir bebida alcoólica pode inibir a vontade de se alimentar e causar problemas relacionados à alimentação como a anorexia ou bulimia alcoólicas. Nesses casos, a pessoa deixa de se alimentar intencionalmente e pode induzir-se ao vômito ou purgação (com o uso de laxantes, por exemplo).

Além disso, o álcool costuma retardar o sono de um indivíduo, causando distúrbios como insônia, sonambulismo e até problemas respiratórios, como a apneia do sono.

4. Alterações no metabolismo

O álcool é uma substância rapidamente absorvida pelo organismo após o consumo. Passado o efeito imediato de prazer e euforia, ele pode causar dor de cabeça, náusea e vômito, a chamada ressaca.

O consumo em excesso dessa substância pode prejudicar o funcionamento dos órgãos que trabalham para processar essa substância. Assim, fígado, pâncreas e rins costumam ser os mais afetados pelo abuso do álcool.

Além disso, a falta de bebida alcoólica pode causar a síndrome de abstinência. Ela ocorre quando a concentração de álcool no sangue diminui e costuma causar irritabilidade, taquicardia e suor em excesso (sudorese). Em casos extremos, pode provocar convulsões e até levar a óbito.

5. Alterações de humor

Uma pessoa sob o efeito do álcool costuma demonstrar alegria, euforia e relaxamento. Ela pode se tornar dependente dessas sensações e passar a consumir álcool em quantidades cada vez maiores para prolongar esses efeitos.

Por outro lado, quando a quantidade álcool diminui em um organismo que tem o hábito de processá-lo em grande volume, ansiedade, depressão, irritabilidade e agressividade são alguns dos sinais que podem aparecer.

Assim, torna-se necessário recorrer ao tratamento médico para reduzir gradualmente o consumo dessa substância de modo que o organismo não sofra.

Alcoolismo funcional

Existem diferenças na maneira como cada organismo processa e tolera o consumo de álcool. Assim, determinar um quadro de alcoolismo depende da compreensão de como cada indivíduo reage à substância.

Segundo a OMS, homens podem consumir até 15 doses dessa substância por semana sem grande prejuízo à saúde. Já para as mulheres, o recomendado é o consumo de 10 doses no máximo. Cada dose corresponde a 14 gramas de álcool diluído na bebida.

Uma pessoa que bebe com frequência ou em grandes quantidades pode pensar que não é alcoólatra por conseguir ficar alguns dias sem consumir bebida. No entanto, ela pode sofrer de alcoolismo funcional.

Esse tipo de dependência ocorre quando o indivíduo tem uma vida estável, mas sente que está exagerando na bebida, já recebeu reclamações por beber demais ou sente-se culpado por algo que fez ao consumir essas substâncias. Além disso, sente uma necessidade constante de beber para relaxar.

Existem algumas formas de consumir bebida alcoólica com moderação, conforme explica o doutor Cláudio Duarte, psiquiatra do Hospital Santa Mônica. O ideal é que o contato com o álcool seja evitado durante a gravidez ou tratamento que requer o consumo de medicamentos.

Também é importante hidratar-se antes de beber, pois a sede pode estimular o abuso do álcool.

Vale lembrar que oferecer bebida alcoólica a menores de 18 anos é crime. Conforme a Lei Federal 13.106/2015, a pena para quem violar essa regra é de dois a quatro anos de prisão e multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil.

Mas antes de lançar mão dessas dicas, é importante refletir sobre a real necessidade de consumir bebida alcoólica.

Uma pessoa em situação de risco deve, em primeiro lugar ter consciência de seu quadro. Depois, procurar a ajuda adequada para controlar ou eliminar o consumo dessas substâncias para ter uma vida mais saudável.

Diagnóstico do alcoolismo

Ao identificar sintomas de alcoólatra em si mesmo ou em alguma pessoa próxima (amigo ou familiar), é fundamental procurar auxílio especializado para fazer o diagnóstico correto e evitar que o problema evolua.

Existem alguns critérios básicos para diagnosticar a dependência de álcool. Os sintomas de alcoolismo são avaliados de acordo com os parâmetros do Código Internacional de Doenças (CID), que estabelece o diagnóstico quando o paciente apresentar ao menos 3 das seguintes condições nos últimos 12 meses:

  • desejo incontrolável (compulsão) por bebidas alcoólicas;
  • falta de controle quanto ao consumo (para começar, parar ou regular a ingestão de álcool);
  • sinais de abstinência física ao cessar o consumo;
  • evidências clínicas de aumento da tolerância ao álcool;
  • perda  de interesse (gradual e progressiva) por atividades da rotina e de convívio social;
  • insistência no consumo de álcool apesar da percepção das consequências do ato para a saúde e cognição.

Além disso, existem diversos testes, exames e questionários que podem auxiliar no diagnóstico e na análise dos sintomas de alcoólatra. Por isso, é fundamental buscar auxílio especializado para combater a dependência e evitar as consequências do problema.

Agora que você conhece melhor os sintomas do alcoolismo, está preparado para identificar quando uma pessoa precisa de ajuda. Contar com profissionais qualificados é fundamental para uma recuperação efetiva, sem recaídas no futuro.

Você precisa ou conhece alguém que necessita de ajuda? Então, entre em contato com nossos especialistas para obter o diagnóstico e o tratamento adequados.

Источник: https://hospitalsantamonica.com.br/5-sintomas-do-alcoolismo-que-indicam-que-e-hora-de-procurar-ajuda/

Beber todo dia não é normal; saiba como identificar o alcoolismo

Alcoolismo [Saiba se você bebe álcool demais]

O termo alcoólatra é usado até hoje para caraterizar alguém que bebe demais, que não tem controle do hábito e que está viciado em bebidas alcoólicas no geral.

No entanto, segundo Nathalia Klein, psiquiatra e pesquisadora médica do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), a denominação é antiga e até pejorativa. “O correto é falar alcoolista ou pessoa que sofre com transtorno por uso de álcool”, afirma.

De fato, o alcoolismo é uma doença crônica, de origem multifatorial e para ser diagnosticado com a condição, o indivíduo precisa apresentar sinais e danos como perda de emprego, violência física, agressividade, mudança de comportamento e afastamento de pessoas ao seu redor. Na maioria dos casos, a pessoa não reconhece o problema e sempre nega os sintomas.

O quadro também é acompanhado pelo aumento da tolerância. “Ele sempre precisa de doses maiores do que a vez anterior. Além disso, também apresenta sinais de abstinência física, pressão alta e aumento da frequência cardíaca”, diz Klein.

Beber socialmente não é um problema quando se há controle e o indivíduo não oferece riscos a ele mesmo ou a outras pessoas. No entanto, beber todos os dias e perder o controle em algumas situações pode indicar alcoolismo ou predisposição ao problema.

Imagem: Getty Images

“Beber todo dia não é para o ser humano. O etanol é tóxico para o organismo e o uso frequente pode trazer problemas recorrentes, que vão além do alcoolismo”, explica Ana Cecília Roseli Marques, psiquiatra e membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas.

Isso inclui até aquela famosa tacinha vinho com o intuito de cuidar da saúde do coração e supostamente prevenir outras doenças. Segundo Marques, não existe consenso sobre a questão, “pois as poucas pesquisas sobre o tema foram feitas em países europeus com homens saudáveis e que nem foram acompanhados por anos para avaliar as consequências.”

Inclusive, um estudo publicado pela revista científica The Lancet, em agosto de 2018, mostrou que não existe nível seguro de consumo de álcool. Os cientistas admitiram que beber de forma moderada pode proteger contra doenças cardíacas, mas pode aumentar o risco de desenvolver câncer e outros problemas, o que sobrepõe o benefício.

No estudo, feito com pacientes de 15 a 95 anos, os pesquisadores compararam os voluntários que não bebem álcool com consumidores de bebida alcoólica. Ao analisar os resultados, dos 100 mil participantes que não consumiam álcool ou tinham um consumo moderado, 914 desenvolveram problemas de saúde relacionado à bebida, como câncer ou algum tipo de lesão.

Outro fator que indica que a pessoa está perdendo o controle e pode sofrer com a doença é se o consumo de 60 gramas ou mais de álcool, o equivalente a quatro doses, é frequente e também se, ao consumir bebidas alcoólicas, ela perde o controle das situações.

Como procurar ajuda?

O ideal é aceitar ajuda de pessoas próximas, familiares e enxergar como algo benéfico esse apoio.

É fundamental que terceiros e os próprios familiares não estigmatizem o alcoolista, usando palavras feias e de baixo calão.

É muito comum algumas pessoas acharem que é frescura, xingar, ofender, mas essa é uma doença séria e que merece atenção”, reforça Klein.

Caso prefira, procure ajuda no grupo de Alcoólicos Anônimos, inclusive durante a pandemia, as reuniões têm acontecido de forma online.

Reunião na sede dos Alcóolicos Anônimos no bairro do Bexiga, em São Paulo (SP) Imagem: Fernando Donasci/Folhapress

Como funciona o tratamento?

A ajuda médica será feita em várias fases e construída de forma multidisciplinar, envolvendo psiquiatra, psicólogos, assistente social e outras abordagens terapêuticas tratadas de forma individualizada.

O tratamento será feito em etapas e o primeiro passo é o diagnóstico por um médico. O processo pode levar meses e se estender por até um ano ou mais.

Na primeira fase, é feita a desintoxicação, em que retira-se totalmente o álcool ou ocorre a retirada gradual da bebida.

Na segunda etapa, ocorre a prevenção de recaída, para a pessoa não voltar a consumir a substância. Além disso, são feitas entrevistas para estabilizar a motivação e trabalhar a manutenção do tratamento.

Depois de alguns meses de terapia, ele estará em remissão parcial ou total, mas os especialistas não falam em cura, já que a doença é crônica como muitas outras e, se não há um cuidado, a pessoa pode apresentar novamente o vício.

Depois disso, o paciente terá que voltar ao médico por pelo menos uma vez ao ano. “O alcoolismo tem que ser visto com uma doença como as demais, que precisam de tratamento e cuidado. Por isso, todo o tempo o paciente terá que voltar ao médico e ter um acompanhamento de um profissional”, diz Marques.

A especialista ressalta ainda que o indivíduo terá que fazer uso da terapia por praticamente a vida toda, além de se policiar e evitar situações em que era exposto à bebida.

A família também precisa cooperar, mas acima de tudo o próprio paciente. Se ele bebia no bar, por exemplo, terá que parar de ir ao local.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/07/27/beber-todo-dia-nao-e-normal-saiba-como-identificar-o-alcoolismo.htm

Coma Alcoólico – Sinais e o que fazer

Alcoolismo [Saiba se você bebe álcool demais]

O coma alcoólico acontece quando a pessoa fica inconsciente devido aos efeitos do excesso de álcool no organismo.

Geralmente, ele ocorre quando se bebe descontroladamente, ultrapassando a capacidade do fígado de metabolizar o álcool, o que leva à intoxicação do cérebro e de diversos órgãos do corpo.

Quando é verificado mais que 3 gramas de álcool por litro de sangue, há maior risco de coma alcoólico.

Esta condição é considerada um estado grave, e caso não seja rapidamente tratada, pode levar à morte, devido à diminuição da capacidade respiratória, diminuição do ritmo dos batimentos cardíacos, além de queda dos níveis de glicose no sangue ou outras complicações como desenvolvimento de arritmias e coma acidótico, por exemplo. 

Ao se detectar sinais que indiquem coma alcoólico, como perda dos sentidos, sono profundo em que a pessoa não responde aos chamados e estímulos ou dificuldades para respirar, é importante chamar o SAMU ou uma ambulância o mais rápido possível, para evitar o agravamento da situação que pode causar a morte ou graves sequelas neurológicas. 

Um sinal de coma alcoólico é ficar desacordado ou perder os sentidos apos um consumo excessivo de bebida alcoólica. Alguns sinais que podem surgir antes do coma alcoólico são:

  • Sonolência excessiva;
  • Desmaio ou perda de consciência;
  • Dificuldade em articular palavras ou frases;
  • Incapacidade de se concentrar;
  • Perda da sensibilidade e dos reflexos;
  • Dificuldade em andar ou se manter de pé.

Isto acontece pois apesar de, inicialmente, o álcool ter um efeito de desinibição, o consumo exagerado desta substância tem o efeito contrário, e acaba causando uma depressão do sistema nervoso.

Após o excesso de álcool, a inibição excessiva do sistema nervoso central pode levar à incapacidade de manter a respiração, diminuição dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial, que pode levar à morte, caso o tratamento não seja feito adequadamente.

Estes sinais e sintomas surgem quando o figado, responsável por metabolizar e ajudar a eliminar o álcool, já não consegue metabolizar todo o álcool que é ingerido, o que leva ao aumento da concentração desta substância a níveis tóxicos no sangue. Confira também outros efeitos do álcool no organismo. 

O que fazer em caso de coma alcoólico

Em primeiro lugar, é muito importante estar atento ao surgimento de sintomas que antecedem o coma alcoólico, especialmente a dificuldade em articular palavras ou frases, desorientação, sono e vômitos, pois, caso a pessoa ainda tenha algum nível de consciência e consiga se alimentar, é possível prevenir a piora, através da hidratação com água e ingestão de alimentos, especialmente os açucarados. 

No entanto, caso identifique alguns dos sintomas que indicam o coma alcoólico é necessário chamar rapidamente o atendimento médico, como o SAMU 192, para que a pessoa possa ser socorrida o mais breve possível.

Além disso, até o SAMU chegar, deve-se manter a pessoa deitada de lado, na chamada posição lateral de segurança para evitar possíveis sufocamentos com o vômito. Para evitar a hipotermia, é importante garantir que a pessoa fique coberta e em um ambiente quente, em que não haja corrente de ar frio ou exposição a mudanças bruscas de temperatura.

Não é recomendado oferecer líquidos, alimentos ou medicações, caso a pessoa não esteja consciente, pois pode aumentar o risco de engasgar.

Também não é indicado induzir o vômito na pessoa inconsciente e nem dar um banho de água fria para tentar acordá-la.

 Caso a pessoa apresente um parada da respiração ou dos batimentos cardíacos, é indicado iniciar a manobra de reanimação cardiopulmonar. Confira o que fazer na parada cardiorrespiratória. 

Como é feito o tratamento

O tratamento do coma alcoólico pela equipe médica é feito com soro diretamente na veia para hidratação, para ajudar a acelerar a eliminação do álcool e recuperação, além da glicose intravenosa, reposição de vitamina B1 e a regularização dos níveis de eletrólitos, caso estejam alterados. 

Além disso, se necessário, o médico poderá indicar a aplicação de medicamentos antieméticos ou anticonvulsivantes, de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente. Será necessária uma monitorização contínua dos dados vitais da pessoa, pois é possível que haja piora do quadro e uma parada respiratória ou cardíaca. 

Após a recuperação, é indicado alertar o paciente e à família sobre os perigos do alcoolismo e, se for o caso, encaminhar a pessoa a um centro especializado em tratamento do alcoolismo. Saiba como pode ser feito o tratamento do alcoolismo.

Источник: https://www.tuasaude.com/coma-alcoolico/

Alcoolismo: sintomas, tratamentos e causas

Alcoolismo [Saiba se você bebe álcool demais]

Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a conseqüências irreversíveis.

A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho.

O abuso de álcool é diferente do alcoolismo porque não inclui uma vontade incontrolável de beber, perda do controle ou dependência física. E ainda o abuso de álcool tem menos chances de incluir tolerância do que o alcoolismo (a necessidade de aumentar as quantias de álcool para sentir os mesmos efeitos de antes).

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Sintomas de Alcoolismo

A palavra alcoolismo é conhecida de todos. Porém, são poucos os que sabem exatamente o seu significado. Portanto, vamos lá.

O alcoolismo, também conhecido como “síndrome da dependência do álcool”, é uma doença que se desenvolve após o uso repetido de álcool, tipicamente associado aos seguintes sintomas (que não necessariamente ocorrem juntos):

  • Compulsão: uma necessidade forte ou desejo incontrolável de beber
  • Dificuldade de controlar o consumo: não conseguir parar de beber depois de ter começado
  • Sintomas de abstinência física, como náusea, suor, tremores e ansiedade, quando se para de beber
  • Tolerância: necessidade de doses maiores de álcool para atingir o mesmo efeito obtido com doses anteriormente inferiores ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância.

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Diagnóstico de Alcoolismo

  • Você já pensou que deveria diminuir seu consumo de álcool?
  • Alguém já te criticou por causa da bebida?
  • Você já se sentiu mal ou culpado por beber?
  • Você já acordou e a primeira coisa que fez foi beber para se sentir bem?

Mesmo que todas as respostas sejam negativas, recomenda-se que o indivíduo busque a ajuda de profissionais da saúde quando ocorrem situações nas quais o álcool possa influenciar negativamente a rotina, funções acadêmicas e/ou profissionais e as relações pessoais.

Apenas um “sim” sugere um possível problema. Em qualquer dos casos, é importante ir ao médico psiquiatra para que um diagnóstico preciso seja realizado. Eles podem ajudar a determinar se você tem ou não um problema com a bebida, e, se você tiver, poderão recomendar a melhor atitude a ser tomada.

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Tratamento de Alcoolismo

Reconhecer que precisa de ajuda para um problema com álcool talvez não seja fácil. Porém, tenha em mente que, o quanto antes vier a ajuda, melhores serão as chances de uma recuperação bem sucedida.

Em nossa sociedade prevalece o mito de que um problema com álcool é sinal de fraqueza moral. Como resultado disto, você pode até achar que procurar ajuda é admitir algum tipo de defeito, que você deveria se envergonhar. Contudo, o alcoolismo é uma doença como outra qualquer. Identificar um possível problema com álcool tem uma compensação enorme, uma chance de viver com mais saúde.

Quando falar com seu médico sobre o uso de álcool, tente ser o mais completo e honesto possível. Isso é necessário para que ele possa avaliar se você está ou não tendo problemas com o álcool.

Você também pode passar por exames físicos.

Se o médico concluir que você é dependente de álcool, ele deve recomendar que você se dirija a um especialista para tratar o alcoolismo, que vai explicar e indicar o tratamento mais adequado.

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A natureza do tratamento depende do grau de dependência do indivíduo e dos recursos disponíveis na comunidade.

O tratamento pode incluir a desintoxicação (processo de retirar o álcool de uma pessoa com segurança); o uso de medicamentos, para que o álcool se torne aversivo, ou para diminuir a compulsão pelo álcool; aconselhamento, para ajudar a pessoa a identificar situações e sentimentos que levam à necessidade de beber, além de construir novas maneiras de lidar com essas situações. Os tratamentos podem ser feitos em hospitais, em casa ou em consultas ambulatoriais.

O envolvimento e apoio da família são essenciais para a recuperação. Muitos programas oferecem aconselhamento conjugal e terapia familiar como parte do processo de tratamento.

Quase todos os programas de tratamento do alcoolismo também incluem encontros de Alcóolicos Anônimos (AA), cuja descrição é “uma comunidade mundial de homens e mulheres que se ajudam a ficarem sóbrios”.

Enquanto o AA é geralmente reconhecido como um programa eficiente de ajuda mútua para recuperar dependentes de álcool, nem todas as pessoas respondem positivamente ao estilo e mensagens do AA, e outras abordagens podem estar disponíveis.

Até mesmo os que vêm conseguindo ajuda pelo AA geralmente descobrem que a recuperação funciona melhor com outros tratamentos juntos, inclusive aconselhamento e tratamento médico.

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Embora o alcoolismo seja uma doença tratável, ainda não há cura. Isto significa que, mesmo que um dependente de álcool esteja sóbrio por muito tempo, ele é suscetível a recaídas.

Por isso deve-se evitar qualquer bebida alcóolica, em qualquer quantidade.

“Reduzir” o consumo pode até diminuir ou retardar problemas, mas não é suficiente: a abstinência é necessária para que a recuperação seja bem-sucedida.

Recaídas são muito comuns. Mas isso não significa que a pessoa fracassou ou não irá se recuperar do alcoolismo. No caso de uma recaída, é muito importante retomar o foco no objetivo e manter o apoio necessário para não voltar a beber.

Se o seu médico determinar que você não é dependente de álcool, mas está envolvido em um padrão de abuso de álcool, ele pode ajudá-lo:

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  • Examine os benefícios de parar de beber e o risco de continuar bebendo
  • Examine as situações que desencadeiam seus padrões não saudáveis de consumo de bebidas alcoólicas, e desenvolver novas formas de lidar com essas situações.

Algumas pessoas que pararam de beber depois de terem tido problemas relacionados ao álcool frequentam os AA para obter informação e apoio, mesmo não sendo dependentes.

Medicamentos para Alcoolismo

Os medicamentos mais usados para o tratamento de alcoolismo são:

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  • Dissulfiram, também conhecido como antietanol, é um medicamento conhecido por seu efeito aversivo
  • ou seja, se fizer uso dele em conjunto com álcool pode ocorrer náuseas, vômitos, rubor facial, taquicardia e queda de pressão.Naltrexona: medicação desenvolvida para o tratamento adjunto da dependência de álcool que atua sobre o sistema opioide, bloqueando os efeitos de recompensa do álcool e evitando recaídas
  • Acamprosato: medicação que age como antagonista dos receptores glutamatérgicos, atenuando os sintomas de abstinência ao álcool.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar o médico, e não altere as doses prescritas.

Complicações possíveis

O consumo excessivo e continuado de álcool aumenta o risco para complicações de saúde. Os efeitos do álcool sobre cada indivíduo são diferentes e dependem de uma série de fatores, mesmo quando consumido em quantidades iguais.

Além disso, ainda que o consumo leve a moderado de álcool – até uma ou duas doses* por dia, respeitando ao menos dois dias de intervalo em uma semana e não ultrapassando este limite – possa contribuir na diminuição do risco de doenças cardiovasculares, maiores quantidades podem elevar esse risco.

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Apesar de ser aceito pela sociedade, o álcool oferece uma série de perigos tanto para quem o consome quanto para as pessoas que estão próximas.

Por essa razão o consumo abusivo de álcool é uma questão de saúde pública.

Parte dos acidentes de trânsito, comportamentos antissociais, violência doméstica, ruptura de relacionamentos e problemas no trabalho são provenientes do uso nocivo de álcool.

O alcoolismo implica aumento do risco para várias complicações de saúde, como doenças do fígado, problemas gastrointestinais, pancreatite, neuropatias periféricas, problemas cardiovasculares, prejuízos cerebrais, imunológicos, anemias, osteoporose e câncer.

Vale lembrar que, para algumas pessoas, de acordo com idade, gênero e aspectos individuais de saúde, o consumo pesado e continuado de bebidas alcoólicas por muitos anos, mesmo que não seja diagnosticado como alcoolismo, pode estar relacionado às doenças mencionadas.

Alcoólicos Anônimos

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Referências

Ministério da Saúde

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/alcoolismo

Sobre a Medicina
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