Alergia à Penicilina: sintomas e tratamento

Alergia a penicilina – alergia a antibióticos

Alergia à Penicilina: sintomas e tratamento

As penicilinas são os antibióticos mais usados no mundo, principalmente em crianças. Porém uma grande parte da população refere ter alergia a  penicilina e é obrigada a usar outros medicamentos que podem não ser tão eficazes. Como podemos saber se alguém tem alergia a penicilina? 

Primeiro vamos esclarecer algumas coisas. A grande maioria das pessoas que acham que têm alergia a penicilina na verdade não são alérgicos a esse antibiótico

Estudos mostram que de cada 10 pessoas que referem alergia a penicilina apenas 1 comprovadamente é após a realização dos testes para alergia a medicamentos.

Muitas vezes a história do paciente é muito antiga: Minha mãe disse que tive uma alergia após usar benzetacil quando criança e nunca mais tomei nenhum antibiótico da família das penicilinas.

Pode ser que na verdade você nunca teve alergia a penicilina ou então com o passar do tempo deixou de ser.

Estudos mostram que 50% dos pacientes deixam de ter alergia a penicilina após 5 anos e 80% perdem a alergia após 10 anos. 

Vamos esclarecer algumas crenças:

O fato de meu pai ou irmão ser alérgico a penicilina não aumenta a chance de eu ser alérgico também. Alergia a medicamentos, incluindo alergia a penicilina,  não é hereditária.

O fato de eu ser alérgico a poeira, ter rinite, sinusite, bronquite ou outra doença alérgica não aumenta a chance de alergia a medicamentos.

 Dito isso, quais os sintomas de alergia a penicilina?

 A pele é o local mais envolvido, geralmente com placas vermelhas e inchadas tipo urticária, que podem coçar. Pode também haver inchaços no rosto, broncoespasmo (falta de ar no pulmão), edema de laringe (aperto na garganta ou alteração da voz), sintomas abdominais como diarreia e vômitos e até evoluir com choque anafilático.

 Como confirmar se tenho alergia a penicilina?

 Se você suspeita por qualquer motivo que seja alergico a penicilina deve procurar o alergista para ser avaliado.

Ao deixar de usar o antibiótico de escolha receitado pelo seu médico e trocar por outro de segunda escolha você pode deixar de usar o melhor remédio para sua condição, pode ter que pagar mais caro por outra medicação ou usar um antibiótico com mais efeitos colaterais e que seja menos eficaz. E talvez, no final das contas, você nem seja alérgico aquele antibiótico na verdade.

O alergista vai ouvir sua história e o mais importante é você saber relatar seus sintomas após a utilização do antibiótico e o tempo que demorou para aparecerem. É importante saber tambem quantas vezes voce teve a reação alérgica e há quanto tempo foi a última e se você estava em uso de outros medicamentos.

Após essa conversa o médico irá determinar se é preciso fazer o teste de provocação medicamentosa.

As vezes a história do paciente é tão sugestiva de alergia a penicilina que nem é preciso do teste e o diagnóstico é basicamente clínico.

Muitas vezes não temos certeza apenas pela história, seja por ter acontecido há muito tempo, pelos sintomas não serem tão característicos de alergia ou pelo fato do paciente ter usado outros medicamentos juntos. Nesse caso é preciso fazer o teste de provocação medicamentosa.

 Teste de alergia a medicamentos (provocação medicamentosa)

É o método preferido para avaliação e diagnóstico das alergias medicamentosas.

Não deve ser usado como triagem de pacientes que nuca tiveram alergia ao medicamento. Isso que dizer que não se faz o teste antes do paciente ter uma reação alérgica ao tomar o antibiótico.

 Consiste em testar no paciente os medicamentos que ele refere ter tido alergia.

Inicia-se com um prick teste ou teste de punctura: Coloca-se uma gotinha do medicamento a ser testado no antebraço do paciente e com uma lanceta se faz um pequeno furinho. Igual ao teste alérgico de poeira, alimentos, etc que todo alergista faz no consultório.

Posteriormente se faz o teste intradérmico com a medicação diluída: Uma pequena quantidade do medicamento é injetado logo abaixo da pele para avaliar se haverá uma reação alérgica.

Se não houver reação nenhuma é feito a administração do medicamento em doses progressivamente maiores no paciente. Esse é o teste de provocação. Deve ser feito em ambiente hospitalar, por profissional alergista com experiência em tratar reações alérgicas e com todo material de resgate e necessário.

 Porque é tão difícil achar um lugar para fazer o teste de medicamento?

Para ser seguro o teste deve ser feito em ambiente hospitalar. Mesmo seguindo o protocolo, ainda assim existe uma chance real do paciente apresentar uma reação alérgica durante o teste e o médico deve estar em um local preparado para medicar o paciente.

Não é seguro fazer esse teste em um consultório em um edifício comercial. Se o paciente tem uma alergia deverá ser transferido para o hospital e muito tempo pode ser perdido até isso acontecer.

O serviço de alergia da Policlínica de Botafogo encontra-se dentro do hospital e por esse motivo pode realizar o teste de alergia a medicamento com toda segurança.

Fazemos com frequência teste para alergia a penicilina, alergia a anestésicos, alergia a antibióticos, alergia a anti-inflamatórios e outros medicamentos.

Quem tem alergia a penicilina pode tomar azitromicina?

Sim. São medicamentos de classes diferentes (azitromicina é um macrolídeo e penicilina um Beta-lactâmico). Não tem reação cruzada. 

Quem tem alergia a penicilina pode tomar amoxicilina?

Não. A amoxacilina é do mesmo grupo farmacológico das penicilinas e podem ter reação cruzada. O mais seguro e fazer um teste de provocação antes do uso ou usar outro antibiótico de outro grupo farmacológico.

Quem tem alergia a penicilina pode tomar cefalexina?

Provavelmente sim. A penicilina e a cefalexina fazem parte da mesma família de antibióticos, os beta-lactâmicos, e possuem estruturas semelhantes porem não iguais. Os estudos mais recentes mostraram que a reação cruzada entre eles é menor do que 5%. O mais seguro seria fazer um teste de provocação antes do uso.

Источник: https://www.alergiabotafogo.com.br/2019/07/15/alergia-a-penicilina/

Alergia medicamentosa: sintomas, tratamentos e causas

Alergia à Penicilina: sintomas e tratamento

Reação adversa a medicamento segundo a ANVISA é qualquer efeito nocivo, não intencional e indesejado de uma droga, observado nas doses terapêuticas habituais em seres humanos para fins terapêuticos, profiláticos ou diagnósticos. As reações adversas a medicamentos classificam-se em previsíveis e imprevisíveis.

São comuns, podem ocorrer em qualquer indivíduo e são relacionadas à ação farmacológica da droga, são dose-dependentes. Representam 75% das reações adversas a medicamentos. Elas são divididas em quatro tipos:

  • Toxicidade
  • Efeito secundário ou indireto
  • Efeito colateral
  • Interação de drogas

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São incomuns, ocorrem em pacientes suscetíveis, não são relacionadas a ação farmacológica da droga, depende da resposta individual de cada um, de deficiências genéticas ou resposta imunológica, são dose-independentes. Representam 25% das reações adversas a medicamentos. Elas são dividas em três tipos:

  • Intolerância medicamentosa
  • Reação idiossincrática
  • Reação de hipersensibilidade ou alergia (15% das reações alérgicas a medicamentos)

As reações de hipersensibilidade ou alergia a medicamentos, segundo a WAO – World Allergy Organization podem ser alérgicas ou não alérgicas, conforme apresentem ou não mecanismo imunológico como desencadeante.

As reações a medicamentos na sua maioria não são provocadas por mecanismos imunológicos, consideradas portanto como reações de hipersensibilidade não alérgica.

(envolve anticorpo especifico ou linfócito T sensibilizado, ocorre a liberação de mediadores diretamente de mastócitos ou basófilos ou ativação do sistema complemento. As manifestações clinicas são semelhantes a de uma reação alérgica.)

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A reação adversa a medicamentos é adquirida. É possível nunca ter sido alérgico a um medicamento e de repente se tornar. Pacientes atópicos (com asma, rinite e/ou dermatite atópica) podem apresentar reações IgE mediadas mais graves.

A via de administração parenteral, ou seja, por soro, provoca reações mais intensas. A incidência de reação alérgica ao medicamento é maior quando administrado de forma intermitente.

O uso contínuo está associado a menor incidência de sensibilização alérgica.

Às vezes as drogas apresentam estruturas químicas semelhantes e por este motivo dizemos que apresentam reação cruzada, ou seja, podem provocar os mesmos efeitos. Isso explica porque pode ser necessária a suspensão de um grupo de medicamentos. Os fármacos que mais provocam reações adversas são os antibióticos e os anti-inflamatórios não esteroidais.

Tipos

Existem quatro tipos de reação causada por alergias medicamentosas:

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  • Reação imediata tipo I: tem a participação do anticorpo IgE, resultando num quadro clínico com rinite, asma, urticária, angioedema (edema da derme profunda atingindo pálpebras e lábios) e anafilaxia (em que o paciente pode apresentar coceira na pele, vermelhidão, sensação de desmaio, falta de ar, chiado no peito, queda de pressão, choque, náuseas, vômitos e diarreia, urticária e angioedema. A obstrução progressiva das vias aéreas e colapso circulatório podem levar a coma e óbito)
  • Reação tipo II: ação direta do anticorpo IgM ou IgG no tecido ou orgão, com ativação do sistema complemento. Pode atingir pele, pulmão, fígado, músculos, nervos periféricos e células sanguíneas. Pode provocar anemia hemolítica, diminuição de plaquetas e nefrite intersticial
  • Reação tipo III: Envolve a formação de um complexo antígeno-anticorpo que provoca lesão do tecido com ativação do sistema complemento. O quadro clínico envolve febre, urticária, presença de gânglios, inflamação das articulações, vasculite e envolvimento renal
  • Reação tipo IV: que é mediada por linfócitos T sensibilizados com produção de linfocinas, como a dermatite de contato.

Causas

A alergia medicamentosa ocorre quando há envolvimento do sistema imunológico, que interpreta o medicamento como uma substância que causará algum dano ao corpo e o ataca. Na primeira vez que isso ocorre, um anticorpo específico é acionado, a partir da segunda exposição haverá uma manifestação clínica.

Fatores de risco

  • Atopia (asma, rinite alérgica ou dermatite atópica), havendo um aumento do risco de reações mais graves
  • Reação alérgica a outros medicamentos: se um paciente é alérgico a um medicamento, por exemplo anti-inflamatório, pode ter o risco de ter alergia em relação a outro grupo de estrutura química semelhante.

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Sintomas de Alergia medicamentosa

Os sintomas de alergia medicamentosa podem ser divididos de acordo com as regiões que afetam:

  • Urticária
  • Erupções na pele (máculo-papulares ou vésico-bolhosas)
  • Fotosenssibilidade
  • Eritema fixo
  • Vasculite
  • Dermatite de contato
  • Dermatite esfoliativa
  • Necrólise epidérmica tóxica (NET)
  • Pustulose exantemática aguda generalizada (PEGA)
  • Angioedema.
  • Glomerulonefrite
  • Síndrome nefrótica
  • Nefrite intersticial

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  • Infiltrados eosinofílicos
  • Vasculite
  • Fibrose intersticial
  • Asma e rinite
  • Colestase
  • Lesão hepato-celular
  • Anemia hemolítica
  • Trombocitopenia
  • Agranulocitose
  • Eosinofilia

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  • Anafilaxia
  • Doença do soro
  • Febre
  • Síndrome Lupus-
  • Poliarterite
  • Síndrome de hipersensibilidade

A anafilaxia é uma situação grave, que pode resultar em coma e óbito, com sintomas de pele (urticária, angioedema, vermelhidão no corpo, coceira nas mãos e no corpo, palidez, sudorese, arrocheamento dos lábios e extremidades), do sistema respiratório (tosse, sibilos, falta de ar, rouquidão, aperto na garganta, espirros, coriza e entupimento nasal, lacrimejamento), sistema cardiovascular (arritmia, taquicardia, tontura, fraqueza, queda de pressão e dor no peito), sistema gastro-intestinal (dor abdominal, náusea, vomito e diarreia). O paciente pode apresentar perda de consciência, convulsões, podendo chegar a um estado de coma e se não for socorrido rapidamente pode chegar ao óbito.

As reações alérgicas podem ser imediatas (30 minutos até 2 horas após a administração da droga), aceleradas (2 a 48 horas após a administração da droga) e tardias (48 horas após a administração da droga).

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Buscando ajuda médica

Caso você tome um medicamento e apresente sinais de alergia, procure uma ajuda médica o mais rápido possível.

Se ocorrer uma reação anafilática, esta é uma situação de emergência, que pode se desenvolver muito rapidamente. Por isso, é importante buscar ajuda médica imediata assim que a pessoa apresentar sintomas, principalmente na fase inicial.

Se você está com alguém que está sofrendo uma anafilaxia, o primeiro passo é ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no número 192.

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Enquanto a ajuda não chega, coloque a pessoa em uma posição confortável, eleve suas pernas. A medicação indicada é a injeção de epinefrina (adrenalina auto-injetável intra-muscular na face lateral da coxa), que não está disponível no Brasil e deve ser importada. Não se esqueça de relatar ao médico da emergência que medidas você tomou quando ele chegar ao local.

Na consulta médica

O profissional indicado para diagnosticar e orientar o paciente com alergia a medicamentos é o alergologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas?
  • Quando os sintomas começaram? Após quanto tempo da ingestão do medicamento?
  • Quanto tempo os sintomas duraram?
  • Que novo medicamento você tomou? Quando você o tomou?
  • Você parou de tomar essa nova droga?
  • Que medicamentos sem prescrição médica você toma?
  • Que fitoterápicos, vitaminas e suplementos você toma?
  • Em que momento do dia você toma esses medicamentos?
  • Você aumentou a quantidade de algum desses medicamentos recentemente?
  • Você tomou algo para melhorar seus sintomas? Que efeito teve?
  • Você tem histórico de alergia medicamentosa? A quais medicamentos?
  • Você tem rinite, asma, alergia alimentar ou outro tipo de alergia?
  • Há histórico de alergias a remédios em sua família?

Tirar algumas fotos de sua reação alérgica também pode ajudar seu médico, caso os efeitos já tenham passado até o momento da consulta.

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante.

Diagnóstico de Alergia medicamentosa

Os testes para detecção de alergia a medicamentos não mostram eficácia e especificidade para todos os fármacos. A maioria das reações a drogas não é dependente de mecanismo IgE mediada, portanto não respondem a um teste alérgico Muitas reações imunológicas são provocadas por metabólitos e não pela droga principal. Estes metabólitos são de difícil identificação.

Os testes mais utilizados são:

  • Dosagem sérica de IgE específica
  • Teste cutâneo de hipersensibilidade imediata
  • Teste cutâneo intra-dérmico
  • Teste de provocação
  • Teste alérgico de contato
  • Detecção de anticorpos IgE, IgM, IgG específicos
  • Teste de ativação de basófilos
  • Teste de proliferação linfocitária.

Muitos destes testes não são realizados em consultório, porque necessitam de monitorização em ambiente hospitalar. O que melhor caracteriza o diagnóstico é a minuciosa história clínica. Os testes ficam reservados para o paciente que não tem como substituir o medicamento.

Tratamento de Alergia medicamentosa

A medida mais importante é o afastamento do medicamento suspeito. Como muitas vezes há reação cruzada com outras drogas, portanto é necessário evitar o grupo todo. O médico especialista deve orientar a substituição por um fármaco semelhante.

Alguns medicamentos podem ser usados para aliviar os sintomas persistentes da alergia. Entre eles:

  • Anti-histamínicos
  • corticosteroides
  • broncodilatadores.

Há um tratamento realizado em Hospital Escola chamado de dessensibilização, que consiste em, por meio de protocolos bem definidos, induzir a tolerância do medicamento.

Nos casos de anafilaxia além do socorro imediato com adrenalina auto-injetável, o paciente pode precisar de oxigênio e medicação intravenosa, necessitando de um suporte de emergência e internação.

Convivendo/ Prognóstico

O maior cuidado ao se ter uma alergia medicamentosa é evitar o remédio que causa essa reação.

Referências

Revisado por Rosane Bleivas Bergwerk, alergologista, especializada em Pediatria e Pneumologia Infantil e graduada pela UNIFESP em Alergia e Imunologia Adulto e Infantil (CRM-SP 69.705)

Diretrizes de Diagnóstico da Anafilaxia – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e Sociedade Brasileira de Anestesiologia (2011)

Diretrizes de Tratamento da Anafilaxia – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e Sociedade Brasileira de Anestesiologia (2011)

Clínica Mayo

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/alergia-medicamentosa

Alergia à Penicilina: Como saber se você tem?

Alergia à Penicilina: sintomas e tratamento

A penicilina é o mais antigo dos antibióticos. E vem sendo usada na medicina para tratar as infecções. Por outro lado alguns podem ter alergia à penicilina.

E por ser tão popular, ela gera muitas dúvidas. Em especial quando falamos da alergia à penicilina. Que costuma ser uma coisa comum.

Mas será que você tem isso? Siga com a leitura desse artigo e entenda mais sobre o tema.

O que é a penicilina?

A princípio usada pela primeira vez no início da década de 1940. A Penicilina foi um dos primeiros dos antibióticos a ser feitos. Desde então, ela vem salvando milhões de vida.

Após isso, a síntese de compostos similares deu lugar à criação de famílias de moléculas. Em suma, com o mesmo perfil químico. Além do mesmo meio de ação. Em conclusão, surgindo assim as Penicilinas que são as Semissintéticas. Bem como as que são as Sintéticas.

As Penicilinas, em geral, são os antibióticos com espectro de ação um pouco estreito. Isso quer dizer que elas agem de forma mais seletiva. Em síntese, matando as bactérias que causam a doença. Isso sem perturbar as bactérias que são úteis. Bem como as células que são humanas.

Por que as pessoas tem alergia à Penicilina?

Por terem a ação estreita, as Penicilinas ainda são a família de antibióticos mais usadas. Bem como a menos tóxicas. Ainda assim, elas podem se ligar às proteínas do soro humano. E então causar as reações alérgicas. Em pessoas que são suscetíveis. Além de outras reações adversas.

A alergia à Penicilina. Bem como aos antibióticos de forma geral pode ser grave. Incluindo os sintomas como a urticária, o angioedema. Bem como o chiado. Além do choque anafilático.

As pessoas com tais reações têm direito a informação e a ajuda correta. No entanto, o problema é que muitos (e talvez a maioria das pessoas) que dizem que possuem essa alergia, em fato, não a têm.

Quem tem alergia à Penicilina?

Cerca 10% de todos os pacientes. De uma população hospitalar. Relatam ter tido a reação alérgica à Penicilina no seu passado.

No entanto, muitos que relatam alergia à Penicilina. Não tiveram a real reação alérgica. Quando avaliados imunologicamente. Menos de 4% desses são de fato os alérgicos.

Além disso, cerca de 80% das pessoas com a alergia à Penicilina perdem sua sensibilidade alérgica depois de 10 anos.

Hoje em dia, os exames de sangue ao dispor comercial para a alergia à Penicilina não são úteis. Afinal, eles não se relacionam com os parâmetros que são os mais confiáveis. Como o Teste de Provocação Oral.

Recentemente, está em criação um teste que é um tanto simples e é bem confiável. Que pode dizer se uma pessoa tem ou não a alergia à Penicilina. O Teste de Alergia à Penicilina pode ser feito por um Alergista e um Imunologista . Que foi treinado para realizar os testes cutâneos. Bem como na assistência de reações alérgicas agudas.

Os pacientes negativos ao teste de Alergia à Penicilina. Tem menos de 3% de chance de ter uma reação à Penicilina. Em suma, a chance similar à de qualquer outra pessoa.

Qual a importância do Teste de Alergia à Penicilina?

Ao longo dos anos, a conduta padrão para quem diz ser alérgico à Penicilina. Tem sido a de apenas evitar todas as penicilinas. Porém, agora se sabe que existem riscos significativos ligados ao “apenas evitar”.

Os antibióticos de amplo espectro são, muitas vezes, usados como uma alternativa às penicilinas. No entanto, as pesquisas têm mostrado que o uso desses antibióticos. Em pessoas rotuladas como alérgicos. Está associado com o aumento do risco de infecções graves pelas Bactérias Super-resistentes aos Antibióticos. Conhecidas como as Superbactérias.

Além disso, há um aumento na estadia hospitalar. Bem como dos custos do atendimento para o próprio paciente. E para o sistema de saúde.

Dessa forma, ver do jeito certo os que não são alérgicos à penicilina pode diminuir o uso de antibióticos de amplo espectro. Além de reduzir a exposição desnecessária dos pacientes às infecções. Que são desencadeadas por bactérias que são multirresistentes. E os custos do atendimento em saúde.

Quem deve se submeter ao teste de alergia à Penicilina?

Quase todos com uma história da “alergia à Penicilina” podem ser testados com a segurança. Isso inclui os que tenham antecedentes de anafilaxia. Bem como de urticária ou outras erupções que são cutâneas e benignas. Além de sintomas gastrointestinais. As dores de cabeça. Ou até as reações desconhecidas. Associadas com o uso prévio da Penicilina.

O CDC é o Centro de Controle de Doenças de USA. E ele diz que todos os com o histórico de alergia à Penicilina devem realizar o teste. Assim como, todos aqueles que se veem como alérgicos. E estiverem vendo uma internação. Ou os que usam, em média, um ou mais cursos de antibióticos por ano.

O Teste de Alergia à Penicilina também tem sido uma recomendação da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia. E o American Board of Internal Medicine desde 2014.

Por fim, ainda é possível realizar a Dessensibilização Oral. Que é um método que induz a tolerância do paciente para o remédio. E assim permiti que o mesmo possa tomar a Penicilina sem risco de reações graves.

Em suma, o método deve ser pensado sempre que pessoas necessitem da Penicilina. Para a terapia de infecções que são crônicas e/ou as potencialmente fatais.

Enfim, o artigo foi útil? Quer saber mais sobre as doenças alérgicas? Veja o nosso vídeo sobre o assunto.

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga.

Alergista e Imunologista.

CRM 92607. RQE 21798.

Источник: https://www.alergiaeimunologia.com.br/voce-realmente-tem-alergia-a-penicilina/

Deborah Secco revela sintomas de alergia grave que a fez ficar internada

Alergia à Penicilina: sintomas e tratamento

Deborah Secco, que precisou ser internada às pressas no final do mês passado por conta de uma alergia grave, ainda está em recuperação. A atriz foi levada rapidamente ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, depois de seu corpo ficar coberto de bolinhas vermelhas. A forte reação alérgica foi desencadeada pelo uso de amoxicilina, um antibiótico que trata diversos tipos de infecções.

Deborah ficou internada por oito dias, recebendo medicação para combater a alergia. “Fiquei com pipoquinhas pelo corpo todo, na boca, na língua, alterou meu fígado e meu rim. Foi um tratamento longo, muitos dias de cortisona. Estou me recuperando. Ainda estou inchada”, contou ao programa “Fofocalizando”, do SBT.

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Crédito: Reprodução/InstagramDeborah Secco teve reação à amoxicilina

Alergia à amoxicilina

Cerca de 15 milhões de brasileiros são alérgicos a algum tipo de medicamento, segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). E a alergia à amoxicilina é uma das mais comuns, ocorrendo principalmente em crianças.

Crédito: DivulgaçãoAlergia à amoxicilina pode causar erupções na pele

De acordo com a Anvisa, diarreia, enjoo e erupções na pele são alguns dos sinais da reação alérgica a esse medicamento. Também podem ocorrer vômito, urticária e coceira.

Em casos raros, o paciente pode apresentar alterações no fígado e nos rins, como foi o caso de Deborah Secco. Outras manifestações incomuns incluem:

– Diminuição do número de glóbulos brancos (leucopenia reversível), que pode resultar em infecções
frequentes, tais como febre, calafrios fortes, inflamação da garganta ou úlceras na boca (aftas);

-Baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia reversível), que pode causar sangramento ou hematomascom mais facilidade que o normal;– Destruição de glóbulos vermelhos e consequentemente anemia, que pode resultar em cansaço, cefaleias(dores de cabeça), falta de ar com a prática de exercícios físicos, vertigem (tonteira), palidez eamarelamento da pele e/ou dos olhos (anemia hemolítica);– Sinais súbitos de alergia, tais como erupções da pele, prurido ou urticária, inchaço da face, dos lábios, dalíngua ou de outras partes do corpo, falta de ar, respiração ofegante ou problemas para respirar;– Hipercinesia (movimentos involuntários exacerbados);– Vertigem (tonteira) e convulsões (ataques). As convulsões podem ocorrer em pacientes que têm funçãorenal prejudicada ou nos que recebem altas dosagens do medicamento;– Candidíase mucocutânea (uma infecção causada por fungos que normalmente afeta as partes íntimas oua boca). Na área genital, essa candidíase pode causar coceira e queimação e observa-se uma fina camadabranca. Quando ocorre na boca, podem surgir manchas brancas que parecem pintas, são dolorosas enormalmente aparecem na língua ou dentro da boca;– Colite associada a antibióticos (inflamação no cólon (intestino grosso), como diarreia grave, quetambém pode mostrar a presença de sangue e ser acompanhada de cólicas abdominais);– Sua língua pode mudar de cor, ficando amarela, marrom ou preta, e você pode ter a impressão de que elaapresenta pelos (língua pilosa negra);– Efeitos relacionados ao fígado. Esses sintomas podem ser náusea, vômito, perda de apetite, sensaçãogeral de mal-estar, febre, prurido, amarelamento da pele e dos olhos, escurecimento da urina e aumentode algumas substâncias (enzimas) produzidas pelo fígado;– Reações cutâneas graves: erupção cutânea (eritema multiforme), que pode formar bolhas (com pequenasmanchas escuras centrais rodeadas por uma área pálida, com um anel escuro ao redor da borda); erupçãocutânea generalizada com bolhas e descamação da pele na maior parte da superfície corporal (necróliseepidérmica tóxica); erupções na pele com bolhas e descamação, especialmente ao redor da boca, nariz,olhos e genitais (síndrome de Stevens-Johnson); erupções na pele com bolhas contendo pus (dermatiteesfoliativa bolhosa); erupções escamosas na pele, com bolhas e inchaços sob a pele (exantema pustuloso);– Doença renal (problemas para urinar, possivelmente com dor e presença de sangue ou cristais na urina);– Sintomas semelhantes aos da gripe com erupção cutânea, febre, glândulas inchadas e resultadosanormais de exames de sangue (incluindo o aumento dos glóbulos brancos (eosinofilia) e enzimas

hepáticas)

O que fazer em caso de reação alérgica?

Se durante um tratamento com amoxicilina, perceber vermelhidão ou coceira no corpo, o primeiro passo é suspender a medicação e procurar um médico. O tratamento pode incluir o uso de medicamentos anti-histamínicos (antialérgico) e corticoides.

Em caso de reações alérgicas anteriores a antibióticos similares (penicilina, dicloxacilina, entre outros), a recomendação é não utilizar a amoxicilina.

Veja também: Jovem com alergia à água conta que não pode nem chorar

Источник: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/deborah-secco-revela-sintomas-de-alergia-que-a-fez-ficar-internada/

Alergia à Amoxicilina/Penicilina – é realmente alergia?

Alergia à Penicilina: sintomas e tratamento

Estudo testa crianças com suposta alergia à penicilina – comumente relatada pelos pais na prática pediátrica, porém rara na realidade. Será que há tantos casos assim de alergia? 

Trazemos, a seguir, a revisão de um artigo publicado no Pediatrics em agosto de 2017, intitulado “Allergy Testing in Children With Low-Risk Penicillin Allergy Symptoms“, que investiga  os dados reais de alergia à penicilina em uma população jovem. 

Assim como ocorre nos Estados Unidos, no Brasil as penicilinas são os antibióticos mais usados em pediatria e os mais relacionados à alergia.

Sabemos que muitas das crianças são classificadas como alérgicas baseadas em relatos dos pais.

Também sabemos – ou, pelo menos, temos a intuição – que grande parte dessas crianças não são alérgicas, já que muitas doenças infecciosas na faixa etária pediátrica evoluem com exantema. Esse estudo é uma pequena amostra de que nossa intuição está correta.

A estigmatização de um paciente pediátrico como alérgico à penicilina implica em consequências importantes, como:

  • a privação de tratamento com um antibiótico muitas vezes de primeira linha para uma determinada infecção bacteriana,
  • a substituição por antibióticos não tão eficazes ou de maior espectro,
  • a contribuição com o aumento da resistência bacteriana aos antibióticos,
  • custos elevados de tratamento.

ESTUDO: QUAL A PORCENTAGEM REAL DE CASOS DE ALERGIA À PENICILINA?

O estudo em questão identificou crianças e jovens de 3.5 a 18 anos que foram atendidos em um único serviço de emergência e cujos pais relataram alergia à penicilina.

 Os pesquisadores coletaram informações em um questionário de 17 itens, obtendo detalhes sobre a reação alérgica.

As perguntas incluídas no questionário eram: idade da criança quando apresentou a alergia, qual antibiótico estava tomando quando teve alergia, a indicação do antibiótico prescrito, quais os sintomas da reação alérgica e história familiar de alergia.

O objetivo era identificar uma coorte de crianças de “baixo risco”, que provavelmente não possuíam alergia verdadeira à penicilina, representando grupo sem risco de reação grave mediada por IgE ou células T e que, portanto, poderiam ser testadas para a alergia à penicilina.

Os pacientes com alto risco de alergia à penicilina foram eliminados.

 Isso incluiu crianças cujas reações apresentavam componentes respiratórios ou cardiovasculares, incluindo sibilância, dispneia, edema das vias aéreas, síncope, alterações da pressão arterial e reações cutâneas (angioedema orofacial, eritema difuso ou reações cutâneas bolhosas como Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica).

 Qualquer sintoma de anafilaxia também foi classificado como alto risco. As reações de baixo risco foram as que envolvem a pele (com ou sem prurido), sintomas gastrointestinais (vômitos ou diarreia) e alguns sintomas respiratórios superiores (coriza ou tosse). Os que apresentavam apenas uma história familiar de alergia foram considerados como de baixo risco.

O questionário foi aplicado de forma completa para 597 crianças. Dessas, 73% foram consideradas de baixo risco, de acordo com o instrumento de triagem.

Vinte e sete por cento das crianças tinham pelo menos um sintoma de alto risco para alergia.

100 crianças elegíveis foram submetidas a sequência completa de testes, constituído de teste percutâneo, seguido de um teste intracutâneo, mais sensível, e por último o enfrentamento oral.

  • Allergy Testing in Children With Low-Risk Penicillin Allergy Symptoms
  • David Vyles, Juan Adams, Asriani Chiu, Pippa Simpson, Mark Nimmer, David C. Brousseau.
  • Pediatrics Volume 140, number 02, agosto de 2017.

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RESULTADOS DO ESTUDO

A mediana de idade foi de 9 anos (5-12) e a idade mediana no diagnóstico de alergia foi de 1 ano (9 meses a 3 anos).

A erupção cutânea (97%) e o prurido (63%) foram os sintomas mais comumente relatados.

  • 17% relataram urticária,
  • 7%  diarreia,
  • 2% tinham náusea,
  • 2% vômito;
  • ≤ 1% das crianças relataram outros sintomas.

Sintomas relatados pelos participantes do estudo.

Quanto ao diagnóstico, 75% relataram ter recebido antibiótico para tratamento de otite e 12% para tratamento de infecção de garganta.

As famílias relataram que em 92% dos casos o diagnóstico de alergia foi feito por médico, porém somente 14% dos episódios relatados como alérgicos foram presenciados por médicos.

Todas as crianças apresentaram resultado negativo para alergia no teste oral. Somente 3 crianças apresentaram teste percutâneo positivo.

O estudo conclui que os sintomas relatados pelos pais e caracterizados como de baixo risco não correspondem a alergia verdadeira e que um questionário para esta avaliação pode aumentar o uso de penicilinas.

Comentários PortalPed

  • Existe um excesso de diagnóstico de alergia à penicilinas, muitas vezes baseado em relatos subjetivos fornecidos pelos pais. Soma-se a isso o uso indiscriminado de antibióticos e as inúmeras infecções virais que cursam com exantema.

    Os médicos devem ser céticos quanto a este diagnóstico e uma anamnese mais detalhada, além de avaliação por um médico no momento da manifestação clínica possivelmente alérgica, pode ajudar a descartar essa hipótese.

  • Os autores não divulgaram o questionário utilizado no estudo de forma integral, então, acreditamos que ainda não exista uma validação que permita o uso com segurança dessa ferramenta.

    No caso de dúvida no diagnóstico, principalmente para reações não mediadas por IgE, o paciente pode ser encaminhado para um alergista/imunologista para confirmação diagnóstica.

Ponto crítico do estudo

  • Idade em que os pacientes foram avaliados: as manifestações clínicas de alergia ocorreram por volta de 1 ano (9 meses – 3 anos) e o estudo incluiu crianças de 5 a 12 anos, com mediana de 9 anos. Sabe-se que muitas das crianças que apresentam alergia à penicilinas deixam de ser sensíveis algum tempo após a primeira manifestação alérgica.

  • Alguns dos sintomas classificados como de baixo risco, como diarreia, vômitos e história familiar de alergia, não se enquadram obrigatoriamente como alergia, e isso pode ter contribuído para o elevado número de pacientes que não apresentaram confirmação de alergia pelos métodos empregados no estudo.

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