Alimentos ricos em Ácido Glutâmico

Aminoácidos: por que eles são tão importantes para a sua saúde?

Alimentos ricos em Ácido Glutâmico

A verdade é que os aminoácidos estão presentes em nosso dia a dia, porém não nos damos conta da importância deles para o funcionamento do nosso organismo. Mas por que eles são importantes para a sua saúde? Aqui você vai ter resposta para essa dúvida, além de informações importantes que vão mudar sua percepção sobre essa molécula tão importante.

Aminoácidos são nutrientes que executam diversas funções importantes para o nosso organismo, eles basicamente são essenciais para o desenvolvimento cerebral, celular e ósseo.

Aminoácidos essenciais

São os tipos de aminoácidos aos quais o organismo não consegue produzir sozinho, ou seja, são encontrados na natureza, por meio dos alimentos que precisamos ingerir e sobre os quais vamos falar aqui neste post. São eles: isoleucina, valina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e histidina.

Aminoácidos não essenciais

Já os aminoácidos não essenciais são aqueles que o organismo é capaz de sintetizar: Alanina, Arginina, Ácido aspártico, cisteína, ácido glutâmico, glutamina, glicina, prolin, pirrolisina, serina e asparagina.

Quais funções dos aminoácidos essenciais?

Isoleucina: ela está fortemente concentrada no tecido muscular, além de ser importante para as funções imunológicas, de ajudar na produção de hemoglobina e regular a energia do corpo. Faz parte da Cadeia Ramificada.

Valina: ajuda a estimular o crescimento e regeneração muscular, e está envolvida na produção de energia. Faz parte da Cadeia Ramificada.

Leucina: é importante para a síntese de proteínas para o reparo muscular. Também ajuda a regular o açúcar no sangue, estimula a cicatrização de feridas e produz hormônios do crescimento. Faz parte da Cadeia Ramificada.

Lisina: ela desempenha o papel de sintetizar proteínas, hormônios, enzimas e ajuda na absorção de cálcio. Também atua na produção de colágeno e elastina, além de fortalecer a imunidade e produzir energia.

Metionina: ajuda no metabolismo e na desintoxicação do organismo. É necessária para o crescimento de tecidos e absorção de zinco e selênio, essenciais para a saúde.

Fenilalanina: ela é precursora dos neurotransmissores tirosina, dopamina, epinefrina e norepinefrina. Ela também dá estrutura para a geração de outros aminoácidos e para que eles exerçam suas funções.

Treonina: é importante na estrutura e formação de colágeno e elastina, importantes componentes para a pele e o tecido conjuntivo. Ajuda também a metabolizar a gordura e contribui para a imunidade.

Triptofano: ele é necessário para manter o equilíbrio de nitrogênio e na proteção de serotonina, um neurotransmissor que regula o apetite, humor e sono.

Histidina: é essencial para produzir histamina, um neurotransmissor vital para a resposta imune, além de atuar na digestão, nas funções sexuais e nos ciclos de sono. Ele é fundamental para manter a barreira que protege os neurotransmissores, chamadas de Bainha de Mielina.

Importante: Existem os aminoácidos de cadeia ramificada, chamados de BCAA, sigla do termo em inglês Branched Chain Amino Acids.

São eles: leucina, isoleucina e valina, que mencionamos aqui em cima.

Estão associadas a efeitos positivos na regulação da saciedade, síntese proteica muscular e homeostase da glicose, e podem ser adquiridos por meio de suplementação alimentar também.

Benefícios dos aminoácidos para a sua saúde

São benefícios dos aminoácidos são diversos:

  • Aumentam o desempenho nas atividades diárias e exercícios físicos;
  • Pode prevenir a perda muscular;
  • Ajudam na perda de peso e na queima de gordura;
  • Podem contribuir no controle de glicemia (açúcar) no sangue;
  • Contribui na absorção de cálcio;
  • Alívio do estresse;
  • Ajuda na cicatrização, elasticidade e rejuvenescimento da pele;
  • Tem funções antioxidantes e anti-inflamatórias;
  • Ajudam a melhorar o humor e o sono.

Aqui, você encontra mais dicas para ter melhores noites de sono.

Quais as fontes de aminoácidos?

Os aminoácidos, como mencionado anteriormente, podem ser encontrados em alimentos de origem animal e vegetal. Aqui, listamos os 5 principais tipos de alimentos ricos em aminoácidos:

Esse tipo de carne é um dos principais alimentos com aminoácidos essenciais. Dê preferência às peças de carne com pouca gordura. Nela, você estará consumindo todos os 9 aminoácidos essenciais.

Mas lembre-se de manter uma alimentação variada e balanceada com outros ingredientes, a fim de garantir nutrientes diversos.

As carnes brancas, como frangos e peixes, também são ricas em proteínas e, consequentemente, aminoácidos. Os peixes têm uma vantagem: são fontes de Ômega 3.

Para quem busca uma solução prática para a ingestão de aminoácidos com pouca gordura, os laticínios são ótimas pedidas. Queijo suíço, mussarela ou parmesão, são opções mais “leves” para o consumo.

Já o iogurte é uma pedida excelente para a ingestão de proteína, mas lembre-se que ele é mais gorduroso.

São ótimas fontes de proteína, sendo um alimento muito consumido para quem quer ganhar massa muscular. Cozinhá-los é a melhor forma para ingeri-los, pois evita o consumo com gordura.

  • Arroz, feijão, chia, quinoa e soja – aminoácidos oriundos de vegetais

Por último, mas não menos importante, temos 5 alimentos ricos em aminoácidos. Todos eles são alimentos que vêm das plantas e que contêm todos os aminoácidos que nosso corpo não produz e são excelentes fontes de aminoácidos essenciais.

A quinoa se apresenta como uma possível substituta do arroz branco no dia a dia.

Importante: embora os aminoácidos essenciais possam ser encontrados em uma grande variedade de alimentos, tomar doses concentradas de forma suplementar tem sido associado a vários benefícios para a saúde.

Converse com o seu médico para que possa obter uma dieta rica em aminoácidos, pois agora você sabe que eles são importantes para a sua saúde e consequentemente, te garantem melhor qualidade de vida.

Источник: https://modernamanipulacao.com.br/alimentacao/aminoacidos-sao-importantes-para-a-saude/

O que é glutamato monossódico

Alimentos ricos em Ácido Glutâmico
Foto: Portal eCycle

Glutamato monossódico é um aminoácido não essencial que funciona como realçador de sabor dos alimentos.

Definido como o sal sódico do ácido glutâmico, ele é naturalmente produzido pelo corpo humano e pode ser encontrado em alimentos como tomate, cogumelos, alguns queijos e carnes.

Em sua versão isolada, ele é utilizado como tempero para proporcionar o gosto umami aos alimentos, sendo muito utilizado na culinária oriental para realçar a percepção dos sabores de um prato.

O sabor umami do glutamato monossódico

O umami é considerado o quinto gosto básico do paladar humano – os outros quatro são doce, salgado, azedo e amargo.

O termo foi criado junto com a versão isolada do glutamato monossódico, no começo do século XX, e significa 'saboroso' em japonês.

Em 1908, ao saborear uma sopa feita por sua esposa, o químico japonês Kikunae Ikeda percebeu um gosto diferente dos quatro classificados até então – o ‘mapa do paladar’ e a definição dos quatro primeiros gostos básicos foram criados em 1901.

A sopa fora feita com a alga kombu, que é uma das fontes naturais para se obter o glutamato monossódico que confere o sabor umami. Ikeda percebeu que o caldo causava uma sensação peculiar, mas que também podia ser percebida em outros alimentos, como tomate e queijo parmesão.

As duas principais características do sabor são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento.

Assim, em 1908, depois de realizar alguns testes, o cientista descobriu que essa sensação era causada pelo ácido glutâmico, um aminoácido naturalmente presente no corpo humano e em alimentos como carnes, tomates e cogumelos. Ikeda batizou o novo gosto com o nome umami.

O umami só foi reconhecido pela comunidade científica em 2000, quando pesquisadores da Universidade de Miami encontraram receptores específicos para ele nas papilas gustativas.

O ácido glutâmico e os nucleotídeos inosinato e guanilato são as principais substâncias que conferem o umami aos alimentos.

Mas isso não foi um problema para o professor Ikeda, já que ele conseguiu isolar o glutamato monossódico da alga kombu e, já em 1909, lançou a patente do Ajinomoto, tempero que se espalhou pelo mundo e é uma das formas mais fáceis de se obter o sabor umami.

Ikeda anunciou suas descobertas no Journal of the Chemical Society of Tokyo, explicando que havia isolado um composto com a fórmula C5H9NO4, cujas características são exatamente as mesmas do ácido glutâmico. Na natureza, quando uma proteína que contém ácido glutâmico é quebrada, por meio de cozimento, fermentação ou ao amadurecer, ela se transforma em glutamato monossódico, produzindo o sabor umami.

Consumo polêmico

A polêmica em torno do realçador de sabor começou em 1968, quando o médico Robert Ho Man Kwok escreveu uma carta para a revista New England Journal of Medicine refletindo sobre os sintomas que ele sentia toda vez que comia em restaurantes chineses.

A chamada “síndrome do restaurante chinês” foi rapidamente associada ao glutamato monossódico, que pode causar dor no peito, dor de cabeça, asma, sudorese, dormência ou queimação em torno da boca e rubor e sensação de inchaço facial em pessoas mais sensíveis à substância e quando consumido em quantidades excessivas.

De lá para cá já foram feitos vários estudos sobre o realçador de sabor, que é considerado seguro para consumo pela FDA, a Agência regulatória para Alimentos, Medicamentos e Cosméticos dos Estados Unidos.

Um estudo realizado na Austrália ofereceu doses cada vez maiores de glutamato em cápsulas para 71 voluntários saudáveis – tratando alguns deles com um placebo.

Os pesquisadores perceberam que os sintomas desagradáveis ocorriam com a mesma incidência, independente da substância ingerida.

Em 1995, buscando encerrar as dúvidas em torno do consumo de glutamato, a FDA encomendou à Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental uma avaliação de todos os estudos científicos feitos até então.

Os especialistas reunidos começaram rejeitando o termo “síndrome do restaurante chinês”, por ser “pejorativo e não refletir a natureza dos sintomas”.

Depois, os cientistas concluíram que havia evidências suficientes apontando para a existência de um subgrupo de indivíduos saudáveis que podem reagir mal a altas doses de glutamato, normalmente uma hora depois da ingestão.

Mas essas reações foram observadas em estudos nos quais os voluntários receberam três ou mais gramas de glutamato diluído em água, sem comida, um cenário difícil de ocorrer no mundo real.

Assim, o glutamato é considerado seguro para consumo em quantidades normais, não sendo indicado para pessoas com sensibilidade e para crianças, que tem um paladar mais sensível e ainda estão formando seus sistemas imunológicos.

Repense o consumo de industrializados

O grande problema do glutamato monossódico não é o seu consumo isolado, mas o fato de que ele está presente na grande maioria dos alimentos industrializados, como enlatados, conservas e comidas prontas. Esses alimentos, além do glutamato em si, contém corantes, conservantes, aromatizantes e outras substâncias que, em conjunto, são altamente prejudiciais para a saúde.

O ideal, seja para evitar os possíveis malefícios do glutamato monossódico ou para fugir de outros compostos químicos nocivos, é ter uma alimentação baseada em frutas, legumes e refeições caseiras.

Adicionar um pouco de glutamato em um alimento que você está preparando na sua casa e sobre o qual você conhece a origem de todos os ingredientes envolvidos é muito diferente de consumir uma porção de lasanha instantânea.

Entenda a diferença entre os tipos de alimento na matéria: “O que são alimentos in natura, processados e ultraprocessados”.

A alimentação é um processo fundamental para o desenvolvimento de uma vida saudável. Assim, antes de simplesmente banir o ajinomoto da sua prateleira de temperos, pense sobre a origem dos alimentos que você consome, analise sua geladeira e o seu freezer.

Dê preferência ao consumo de alimentos frescos e orgânicos, conheça os pequenos produtores próximos de sua residência e sempre valorize a comida de verdade.

Por que gastar dinheiro com caldo de legumes artificial, composto por glutamato e outras substâncias cujos nomes você não consegue pronunciar, se você pode reaproveitar a água do cozimento dos seus vegetais e fazer um caldo caseiro?

Uma opção para quem gosta do sabor umami do glutamato é preparar o tempero em casa. Assim como fazia a esposa do professor Ikeda, você pode ferver a alga kombu (encontrável em lojas de produtos orientais) e preparar um “caldo umami” para adicionar nos seus pratos. É possível ferver a alga e depois congelar o caldo. Use forminhas de gelo para ter “tabletes” de caldo umami natural.

Se você tem problemas como os que estão associados ao consumo de glutamato, um bom caminho é construir consciência alimentar: saber o que é que você come, de onde vem a sua comida e quais os impactos que ela provoca. Aprender a cozinhar é um ótimo começo.

Isso fará com você desenvolva uma relação mais saudável não só com o seu corpo, mas com todo o contexto envolvido na alimentação.

Se você não consegue cozinhar em casa e precisa comer fora, a dica é sempre procurar por lugares que servem refeições feitas na horas.

Se você apresentar sintomas relacionados à hipersensibilidade ao glutamato, o ideal é procurar um médico, que poderá fazer uma avaliação completa do quadro clínico.

Para uma alimentação mais natural, é recomendado comer pouco ou nenhum glutamato artificial – principalmente em razão dos outros aditivos que vêm misturados com o realçador de sabor. Reunimos nas listas abaixo alguns alimentos que você deve evitar para reduzir o seu consumo de glutamato monossódico.

Alimentos comuns em supermercados que potencialmente contém glutamato monossódico:

  • Molhos e condimentos prontos, enlatados ou instantâneos
  • Caldos para carnes, aves e peixes
  • Alimentos em conserva
  • Comidas prontas ‘diet’
  • Salgadinhos industrializados como batatas fritas, cheetos e nachos
  • Carnes e linguiças curadas e defumadas
  • Temperos e especiarias prontos e industrializados
  • Comida congelada
  • Ketchup
  • Proteína vegetal hidrolisada
  • Sopas em pó ou enlatadas
  • Ressaltadores de sabor

O glutamato monossódico em geral aparece na lista de ingredientes dos alimentos industrializados, mas, por conta da controvérsia sobre seus efeitos, alguns fabricantes usam outros nomes para identificá-lo.

Esses são outros possíveis nomes dados ao glutamato (são ingredientes que sempre contêm ​​ácido glutâmico livre processado):

  • Ácido glutâmico (E 620)
  • Glutamato (E 620)
  • Glutamato monossódico (E 621)
  • Glutamato de Monopotássio (E 622)
  • Glutamato de cálcio (E 623)
  • Glutamato Monoamônio (E 624)
  • Glutamato de magnésio (E 625)
  • Gutamato Natrium
  • Qualquer “hidrolisado”
  • Qualquer “proteína hidrolisada”
  • Caseinato de cálcio
  • Caseinato de sódio
  • Extrato de levedura
  • Levadura de Torula
  • Levadura
  • Nutriente de Levadura
  • Levedura autolisada
  • Gelatina
  • Proteína texturizada
  • Proteína de soro de leite / Whey
  • Proteína de soro de leite / Whey Concentrada
  • Proteína de soro de leite / Whey isolada
  • Proteína de soja
  • Proteína de soja Concentrada
  • Proteína de soja isolada
  • Qualquer “proteína”
  • Qualquer “proteína fortificada”
  • Molho de soja
  • Extrato de molho de soja
  • Qualquer “enzima modificada”
  • Qualquer coisa que contenha “enzimas”
  • Qualquer “fermentado”
  • Qualquer coisa que contenha “protease”
  • Vetsin
  • Ajinomoto
  • Umami

Nomes de ingredientes que muitas vezes contêm ácido glutâmico livre (processado junto com eles):

  • Carragenina (E 407)
  • Bouillon ( caldo )
  • Caldo básico
  • Quaisquer “sabores” ou “aroma”
  • Sabor Natural
  • Maltodextrina
  • Oligodextrin
  • Ácido cítrico,
  • Citrato (E 330)
  • Qualquer coisa “ultra-pasteurizada”
  • Malte de cevada
  • Levedura de cevada
  • Levedura de cerveja
  • Pectina (E 440)
  • Extrato de malte
  • Temperos

Para quem é altamente sensível à substância, estes são alguns ingredientes suspeitos de conter ou de criar ácido glutâmico livre processado suficiente para provocar uma reação alérgica:

  • Amido de milho
  • Xarope de milho
  • Amido de milho modificado
  • Gordura de manteiga Lipolyzed
  • Dextrose
  • Xarope de arroz
  • Xarope de arroz integral
  • Leite em pó
  • Leite desnatado
  • A maioria das coisas “baixo teor de gordura” ou “sem gordura”
  • Qualquer coisa “enriquecida”
  • Qualquer coisa “vitaminada”
  • Qualquer coisa “pasteurizada”
  • Annatto
  • Vinagre
  • Vinagre balsâmico
  • Determinados quelatos de aminoácidos (citrato, aspartato e glutamato) são utilizados como agentes quelantes com suplementos minerais

Fontes: The Guardian, Portal Umami e BBC

Veja também:

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Источник: https://www.ecycle.com.br/6265-glutamato-monossodico.html

Ácido Glutâmico: O Que é, Para Que Serve e Alimentos Ricos

Alimentos ricos em Ácido Glutâmico

O cuidado com a alimentação é indispensável quando se está à procura de um corpo saudável e em forma, uma vez que é através da dieta que nosso corpo obtém todos os nutrientes de que necessita para o metabolismo.

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Muito embora todos os nutrientes sejam importantes para o funcionamento adequado do corpo, as proteínas são indispensáveis, e simplesmente não podemos viver sem elas.

Enquanto é possível passar toda uma vida sem consumir carboidratos e sobreviver quase seis meses sem ingerir um grama de gordura, certamente não passaríamos de 80 dias sem uma fonte proteica.

É necessário, portanto, consumir proteína todos os dias para manter não só os músculos como a pele, tendões, ossos e uma série de outros tecidos que dependem de aminoácidos para formarem suas estruturas.

E dentre os 22 aminoácidos de que necessitamos para nossas funções metabólicas temos o ácido glutâmico, um nutriente que tem atuação importante na formação de massa muscular, no funcionamento cerebral e serve até mesmo para desintoxicar o organismo.

Aminoácidos

Todas as proteínas são formadas por pequenos blocos conhecidos como aminoácidos. Quando são fabricados pelo próprio corpo, essas pequenas unidades são conhecidas como aminoácidos não-essenciais. Isso não quer dizer que não sejam importantes, mas apenas que não precisam ser obtidos através da alimentação.

Já os aminoácidos que não somos capazes de sintetizar e devem chegar até nós através da alimentação são conhecidos como essenciais. Ou seja, teremos sérios problemas se não os consumirmos regularmente em nossa dieta.

O que é Ácido Glutâmico?

Também conhecido como glutamato, o ácido glutâmico é classificado como um aminoácido não-essencial. Ou seja, embora seja encontrado em uma série de alimentos, é também produzido em quantidade suficiente pelo nosso cérebro.

Nosso corpo contém aproximadamente 2 kg de ácido glutâmico, que pode ser encontrado em quase todas nossas proteínas e tecidos. E, além de fazer parte das proteínas, o ácido glutâmico também é essencial para a transmissão de impulsos nervosos (ou seja, ele atua como um neurotransmissor).

Sendo parte integrante de proteínas de origem vegetal e animal, o ácido glutâmico pode ser encontrado em quase todos os alimentos naturais, mas em maior concentração nos peixes, nas carnes vermelhas, leguminosas, laticínios e ovos.

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Para Que Serve

Diariamente, cerca de 80 gramas de ácido glutâmico são liberadas dos músculos para a circulação sanguínea a fim de atender nossas necessidades metabólicas. Entre elas:

  • Síntese de novas proteínas.
  • Metabolização de carboidratos e gorduras para produção de energia;
  • Produção de glutamina e GABA (ácido gama-aminobutírico, neurotransmissor que atua na manutenção do tônus muscular e também diminui a ansiedade);
  • Fornecimento de energia para o cérebro (o que por sua vez melhora a clareza mental e a memória);
  • Desintoxicação: o aminoácido tem função desintoxicante (através da produção de glutamina e também da glutationa, um poderoso antioxidante que protege as células contra os radicais livres);
  • Eliminar o excesso de amônia da circulação;
  • Funcionamento adequado da próstata;
  • Melhora da função cardíaca.

O ácido glutâmico também tem sido utilizado no tratamento da distrofia muscular, epilepsia, esquizofrenia, Parkinson e de transtornos de humor.

Glutamina

O ácido glutâmico não é a mesma substância que a glutamina, mas esta pode ser sintetizada no corpo a partir do ácido glutâmico. Esse processo ocorre quando o ácido glutâmico se liga a átomos de nitrogênio (resultantes da degradação das proteínas).

Aminoácido amplamente divulgado no meio fitness, a glutamina traz muitos benefícios aos praticantes de atividade física:

  • Estímulo à síntese proteica;
  • Proteção ao sistema imunológico;
  • Aumento da síntese de glicogênio;
  • Previne o catabolismo;
  • Eleva os níveis de hormônio do crescimento.

Como o estresse gerado por exercícios físicos intensos ou grande esforço mental tende a aumentar a demanda por glutamina, consumir alimentos ricos em ácido glutâmico pode ser uma maneira de, indiretamente, elevar a produção de glutamina.

Alimentos Ricos em Ácido glutâmico

As principais fontes de ácido glutâmico na dieta são as proteínas de origem vegetal e os ovos, carnes e laticínios.

Confira alguns dos alimentos mais ricos em ácido glutâmico para você aumentar naturalmente sua ingestão do aminoácido:

  • Proteína Isolada de Soja: Para quem não consome proteína de origem animal, a PIS (proteína isolada da soja) pode ser uma ótima opção para incluir mais ácido glutâmico no cardápio. Uma única colher de 10 g da proteína vegetal é suficiente para obter 1.745 mg de ácido glutâmico;
  • Caldo de galinha caseiro: Ao contrário da versão industrializada, o caldo de frango preparado em casa é altamente nutritivo e não contém conservantes. Além disso, o alimento é uma excelente fonte de ácido glutâmico: uma única xícara contém cerca de 2.150 mg do aminoácido;
  • Leite: Há um bom motivo pelo qual os fisiculturistas das épocas pré-whey protein consumiam uma grande quantidade de leite: o laticínio é uma das melhores fontes de proteína de alto valor biológico. E como resultado, a bebida também fornece uma boa quantidade de ácido glutâmico: são 1.646 mg do nutriente por copo de leite desnatado;
  • Peixes: Sejam do mar ou de água doce, os peixes são no geral ótimas fontes de proteína de alto valor biológico – e, consequentemente, de ácido glutâmico. O bacalhau, por exemplo, contém 15 g do aminoácido por porção (de 170g);
  • Gelatina: Ao contrário do doce colorido que virou sinônimo de alimento pouco nutritivo, a gelatina sem sabor e sem açúcar é uma opção saudável que pode ser utilizada para aumentar a ingestão diária de ácido glutâmico. Uma porção de 12 g de gelatina fornece 1.045 mg do aminoácido não-essencial;
  • Iogurte: Um copo padrão (170g) de iogurte desnatado fornece aproximadamente 1.907 mg de ácido glutâmico;
  • Espirulina: Por ser rica em proteínas de alto valor biológico, a espirulina é naturalmente rica em ácido glutâmico. Uma colher de chá (6g) da micro alga contém, aproximadamente, 502 mg do aminoácido;
  • Queijos: Assim como os demais laticínios, o queijo é rico em ácido glutâmico: uma fatia fina do alimento (20g) contém pouco mais de 1.600 mg do aminoácido;
  • Amêndoas torradas: As sementes originárias do Oriente Médio entram na lista de alimentos ricos em ácido glutâmico porque fornecem surpreendentes 5.165 mg do aminoácido por porção de 100 gramas. Ou o equivalente a 1.290 mg em um punhado pequeno;
  • Frango: Para quem não tem tempo de fazer ou então não é muito fã de caldo de frango, consumir a carne de ave é outra boa alternativa para obter uma alta concentração de ácido glutâmico. Uma porção de 150 g dos cortes mais magros do frango contém o equivalente a 7.420 mg do aminoácido;
  • Semente de Girassol: Outra fonte vegetal de ácido glutâmico, a semente de girassol fornece 942 mg do nutriente por porção de 8 g (equivalente a uma colher);
  • Ovos: Quando o assunto é custo/benefício, os ovos são quase que imbatíveis. Isso porque são a melhor e a mais barata fonte de origem animal de ácido glutâmico. Dois ovos de tamanho médio fornecem o equivalente a quase 11 gramas do nutriente;
  • Feijão: Da mesma família da soja, do grão de bico e da lentilha, o feijão também se destaca pelo seu teor proteico (quase 10%) e de fibra alimentar (7 gramas por concha). A leguminosa fornece ainda 2.460 mg de ácido glutâmico por concha;
  • Carne Vermelha: Um porção de tamanho médio de carne cozida, ou um bife grelhado de aproximadamente 150g fornecem o equivalente a 7.650 mg de ácido glutâmico.

Ácido Glutâmico x Glutamato Monossódico

Apesar da frequente confusão, o ácido glutâmico não é exatamente a mesma substância que conhecemos como glutamato monossódico. Vamos entender o porquê.

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Existem basicamente duas formas moleculares de ácido glutâmico, o L-ácido glutâmico e o D-ácido glutâmico.

Enquanto o L-ácido glutâmico encontrado em proteínas naturais está quase sempre ligado a um outro aminoácido, o D-ácido glutâmico é artificialmente isolado e produzido fora do corpo. A essa substância dá-se o nome de glutamato monossódico, um realçador de sabor que tem sido alvo de muitas controvérsias devido a seus possíveis efeitos colaterais sobre o sistema nervoso.

De maneira simplificada, podemos dizer então que o glutamato não está presente naturalmente nos alimentos, já que é resultante de manipulação química em laboratório.

Suplementação

Como se trata de um aminoácido que o corpo produz, não é necessário fazer suplementação com ácido glutâmico.

Para aqueles que apresentam uma deficiência do aminoácido, uma dose diária de 500 mg a 2000mg pode ser benéfica desde que consumida sob orientação profissional.

Pessoas que já tenham apresentado problemas renais, hepáticos ou neurológicos devem evitar a suplementação de ácido glutâmico – ou qualquer outro aminoácido – sem prescrição médica.

Possíveis efeitos colaterais da suplementação com ácido glutâmico incluem dores de cabeça, sudorese, sensação de queimação, taquicardia, náuseas e dores no peito.

Você acredita que precisa da suplementação de ácido glutâmico por algum motivo? Compreendeu o que é e para que serve este aminoácido? Comente abaixo!

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Источник: https://www.mundoboaforma.com.br/acido-glutamico-o-que-e-para-que-serve-e-alimentos-ricos/

Ácido glutâmico – Glutamato – Bioquímica

Alimentos ricos em Ácido Glutâmico

O glutamato ou ácido glutâmico é um aminoácido não essencial e, também está presente em muitos dos alimentos consumidos diariamente. Abundante no sistema nervoso central (SNC), exerce ação na biossíntese de proteínas, além de ser considerado como o principal neurotransmissor excitatório, essencial no desenvolvimento do aprendizado e memória.

Diferenças entre o ácido glutâmico e glutamato monossódico

O ácido glutâmico é um aminoácido não essencial, ao ser sintetizado pelo próprio organismo, onde exerce diversas ações biológicas.

Contudo, também é o aminoácido mais abundante na dieta, estando presente em alimentos como os queijos, carnes, tomates e cogumelos, lhes conferindo o sabor Umami, considerado como um dos cinco sabores básicos detectados pelo paladar – os demais sabores são o doce, salgado, azedo e amargo.

Já o glutamato monossódico é o sal do ácido glutâmico, sendo produzido através do processo da fermentação da cana-de-açúcar, onde bactérias específicas consomem o açúcar e o transforma no ácido glutâmico. Na etapa seguinte, o ácido glutâmico é então convertido em glutamato monossódico, para que possa ser consumido.

Embora possuam suas diferenças, tanto o ácido glutâmico, quanto o glutamato monossódico são fontes de aminoácido livre, sofrendo igual metabolização no organismo humano.

Características e ações

O glutamato está entre os 20 aminoácidos presentes nas moléculas de proteínas, tendo a sua síntese regulada por mecanismos genéticos. Considerado como o aminoácido livre de maior concentração no SNC, também tem ação como neurotransmissor excitatório.

Porém, este aminoácido não tem a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, sendo necessário ser sintetizado no próprio tecido nervoso, a partir da glicose e demais precursores. As enzimas envolvidas no metabolismo estão presentes nos neurônios e células da glia.

Dentre as principais ações biológicas, destacam-se:

Determinadas substâncias, como a nicotina, estimulam o sistema de recompensa (dopaminérgico), área no SNC responsável por estímulos causadores de prazer. A nicotina se liga à receptores nicotínicos para acetilcolina, que estimula a liberação do glutamato. Por sua vez, o glutamato induz a liberação de dopamina no sistema de recompensa, que resulta na dependência pela nicotina.

Também, estudos mostram que determinados compostos que possuem a capacidade de reduzir a ativação do glutamato no SNC, seja pelo bloqueio dos seus receptores, ou pela diminuição da sua liberação no espaço extracelular, têm como efeito a redução da ansiedade.

Metabolismo

Considerado como um importante aminoácido no metabolismo humano, o glutamato é o produto da transaminação do alfa-cetoglutarato, com participação na produção de metabólitos como o piruvato e oxaloacetato, que atuam nas vias metabólicas da gliconeogênese, glicólise e ciclo de Krebs. O glutamato sofre desaminação, formando alfa-cetoglutarato e amônia, que é excretada como uréia.

Metabolismo cerebral

Sendo um neurotransmissor excitatório do SNC, o glutamato se encontra armazenado em vesículas, nos neurônios pré-sinápticos. Com o potencial de ação, ou seja, impulso nervoso, ocorre a liberação do glutamato na fenda sináptica, que irá se ligar à receptores específicos presentes no neurônio pós-sináptico, ativando-os e, assim, exercendo seus efeitos.

Os receptores específicos para glutamato podem ser do tipo ionotrópicos (NMDA, AMPA e cainato) ou metabotrópicos.

Diferente da maioria dos neurotransmissores, o glutamato sofre pouca ou nenhuma alteração bioquímica no espaço extracelular, devido à inexistência de enzimas que possam degradá-lo. Portanto, este irá interagir com receptores até que se difunda ou sofra remoção do espaço extracelular, por ação de transportadores.

Assim, nas membranas dos neurônios e nas células da glia existem transportadores de glutamato, que são responsáveis por controlar o metabolismo cerebral deste neurotransmissor. O mecanismo de ação dos transportadores consiste em controlar o tempo de permanência do glutamato na fenda sináptica, retirando-o rapidamente deste espaço extracelular.

Determinadas situações, como em danos ou patologia cerebral, ocorre uma falha nesse mecanismo, onde os transportadores podem atuar de forma contrária, levando ao acúmulo de glutamato no espaço extracelular e ativação excessiva dos receptores de glutamato. Este fenômeno é conhecido como excitotoxicidade e, pode resultar na neurodegeneração, com a morte de neurônios específicos e surgimento de doenças neurológicas e neurodegenerativas.

A excitotoxicidade pode então estar envolvida em situações neuropatológicas agudas, como no acidente vascular encefálico (AVE), isquemia cerebral, traumatismo crânio-encefáfico e na epilepsia, bem como em doenças neurodegenerativas crônicas, como no Alzheimer, Huntington, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica.

Baixas concentrações do glutamato também pode resultar em patologias, como é o caso da esquizofrenia.

Bibliografia

Pinto, Mauro Cunha Xavier; Resende, Rodrido R. Excitotoxicidade e doenças neurológicas. Edição Vol. 2, N. 04, 02 de Dezembro de 2014. DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2014.12.02.003

Portal Umami. Entenda a diferença entre ácido glutâmico (glutamato) e glutamato monossódico. Disponível em .

Valli, Laura Gomes; Sobrinho, Jony de Andrade. Mecanismo de ação do glutamato no sistema nervoso central e a relação com doenças neurodegenerativas. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. 2014 Jan/Abr;18(1):58-67. http://www.revneuropsiq.com.br.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/bioquimica/acido-glutamico/

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