Alimentos ricos em fenilalanina

Provavelmente, nas festinhas de aniversário da infância, você ficava ansioso na hora de cantar os parabéns para comer os docinhos que viriam em seguida. Entretanto, nem todas as crianças podem viver os sabores da infância. Esse é o caso de quem tem fenilcetonúria, uma doença rara e que não tem cura.

O tratamento principal da fenilcetonúria baseia-se numa dieta super-restritiva, porém, fundamental. As pessoas que têm essa doença não podem comer alimentos ricos em proteínas, como por exemplo, os de origem animal como carnes, embutidos, ovos, leite e derivados.

Mas se seguir uma dieta restritiva pela vida inteira seria motivo de tristeza, você precisa conhecer a história do pequeno Heitor, 6, morador de Cacoal, cidade localizada a 500 km de Porto Velho (Rondônia).

Um susto e a conscientização

Diagnosticado ainda recém-nascido, por meio do teste do pezinho, Heitor sempre seguiu a dieta sem reclamar. A mãe, Lucélia Storary, conta que tem conseguido fazer o tratamento sem “escapar”.

Assim que descobriu a doença, levou um susto. No entanto, não demorou para correr atrás do tratamento e já a partir do segundo mês de vida, Heitor começou a tomar uma fórmula especial associada ao leite materno.

Imagem: Arquivo pessoal

“Achava que ele tinha cólica, porque era muito chorão e acordava muito à noite. A primeira vez que ele dormiu de verdade, a noite inteira, foi quando começou a fórmula”, recorda.

Depois disso, a mãe passou por um processo de aprendizagem para entender realmente o que era a doença e qual seria o seu papel na vida do filho.

“Em primeiro lugar, me conscientizei. A parte mais difícil era aprender a lidar com aquela doença sem passar para o Heitor que ele tinha alguma coisa de errado”, frisa a mãe.

Tirando a dieta, ele é uma criança completamente comum.

Instruções e vida normal

Desde bebê, os pais começaram a “treinar” mentalmente tudo que ele não podia comer e, mais tarde, começaram a passar as instruções para o filho. “Quando ele começou a apontar para a comida, falava: 'não pode, faz dodói na cabeça do neném'”, relembra Lucélia.

Imagem: Arquivo pessoal

“Nunca deixei de comer nada na frente dele, e sempre fiz questão que todo mundo levasse uma vida normal dentro de casa, para ele se acostumar com o que podia e com o que não podia comer”.

Com o passar dos anos, a mãe foi explicando melhor o que aconteceria caso ele não seguisse a dieta. E Heitor, de forma muito natural, aceitou todas as restrições, sem hesitar, para a surpresa e alívio dos pais.

Heitor participa de tudo como qualquer outra criança. “Nunca deixei de levá-lo em nenhum evento, restaurantes ou festa. E para todo lugar que ele vai, faço a marmita dele”, diz a mãe. Hoje, aos seis anos, caso alguém lhe ofereça algum alimento que não conhece, Heitor recusa.

Acompanhamento médico

Atualmente, o menino faz exames uma vez por mês, e vai ao hospital para a consulta apenas uma vez ao ano. Isso porque os exames não têm mostrado qualquer alteração.

“Aprendo muito com ele, justamente por essa consciência que ele tem. Ele é muito responsável com a saúde. Nem preciso mais negar as coisas, porque ele sabe o que pode e o que não pode, então nem pede. E, às vezes, até me surpreendo”, relata a mãe, orgulhosa. Lucélia afirma que valeu a pena cada cuidado.

Se alguém me falasse para voltar no tempo e se eu queria ter um filho saudável, ia falar com toda a certeza que o queria do jeitinho que ele é. Ele veio com essa doença só para somar na minha vida. Veio perfeito para mim.

Educado pela boca

Felipe é muito grato a todo o apoio da mãe durante a infância Imagem: Arquivo pessoal

Quem viveu situações semelhantes na infância foi o técnico de instalações Felipe Tutini Orteiro, mas, assim como o pequeno Heitor, também teve o apoio de sua mãe, e isso foi fundamental para o seu bom desenvolvimento.

Natural do interior de São Paulo, a família descobriu a fenilcetonúria quando Felipe tinha apenas semanas de vida. “Desde bebê a minha mãe já foi me educando pela boca. Quando criança, às vezes queria experimentar um brigadeiro, uma bolacha, mas minha mãe falava: 'não pode'”, conta.

Ela foi me explicando o porquê eu não podia comer. Do que sou hoje, mental e fisicamente, 99% é por causa da minha mãe.

Felipe lembra que até o período de sua adolescência sua mãe trabalhou em escolas e sempre ficou de olho na sua alimentação.

A educação alimentar que sempre teve, aliada ao atendimento multidisciplinar de vários profissionais, fizeram com que ele se tornasse um adolescente saudável. “Nunca senti falta de nada.

Fazia churrasco com os meus amigos direto e não estava nem aí. A única diferença é que eu não comia as mesmas coisas que os outros”, diz.

Não me sentia menos feliz ou inferior porque um primo meu estava comendo um churrasco e eu estava comendo um pão com alface.

Uma pizza? Só muito de vez em quando Imagem: Arquivo pessoal

Hoje, aos 34 anos, como os exames estão em dia e apresentam bons resultados, de vez em quando ele abre uma exceção e come um pedaço de pizza de muçarela, mas sempre com autorização da médica. Todavia, ele afirma que se sucumbisse a essas delícias “proibidas” na infância, com certeza não estaria como está hoje: casado, trabalhando e vivendo uma vida normal.

“Quando vou a um hospital e vejo uma criança numa cadeira de rodas ou com um déficit cerebral, falo para a minha esposa: 'está vendo aquela criança ali? Se a minha mãe não tivesse ido atrás quando apresentei a doença que tenho, estaria daquele jeito'. A presença dela foi fundamental”, relata emocionado.

O que é a fenilcetonúria

A fenilcetonúria ou PKU (da sigla em inglês phenylketonuria) é uma doença rara, genética, crônica e que não tem cura. No Brasil, segundo os especialistas, a incidência é de um caso para 12 mil crianças nascidas vivas.

A doença é causada pela ausência ou diminuição de uma enzima no fígado, que teria o papel de converter a fenilalanina (aminoácido presente nas proteínas) em outro aminoácido chamado tirosina.

Ainda no útero, o organismo da mãe metaboliza a fenilalanina do bebê. Portanto, a criança com fenilcetonúria está normal ao nascer. No entanto, a doença é diagnosticada alguns dias após o nascimento por meio do exame de triagem neonatal (teste do pezinho), que avalia a quantidade de fenilalanina presente no sangue.

Esse diagnóstico precoce é fundamental para evitar sintomas. “O paciente que tem fenilcetonúria nasceu com uma dificuldade em produzir essa enzima.

Então, se ele não tem essa enzima ou tem em quantidade insuficiente, na verdade ele vai ter um prejuízo na metabolização do aminoácido fenilalanina, e ela vai se acumular no organismo”, explica Marlene de Fátima Turcato, neurologista infantil, responsável pela implantação do ambulatório de fenilcetonúria do HCFMRP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo).

Quando há esse acúmulo do aminoácido no organismo, o cérebro, principalmente o sistema nervoso, é gravemente atingido. Dependendo do caso, a pessoa pode ter alteração cognitiva ou até mesmo uma grave deficiência intelectual. Isso vai depender do grau da fenilcetonúria.

Por isso, o tratamento precisa começar o mais rápido possível, logo nos primeiros dias de vida, porque a partir do momento que a criança começa a se alimentar, seja com leite materno ou fórmula comum, o sistema nervoso já começa a sofrer os danos causados pelo excesso de fenilalanina.

A fenilalanina é uma substância normal e necessária para o organismo, porém, quando em excesso, como ocorre com a fenilcetonúria, ela passa a exercer um efeito tóxico para o sistema nervoso.

O tratamento

O tratamento da fenilcetonúria é baseado em uma dieta restritiva com redução na ingestão de alimentos ricos em fenilalanina, como os proteicos, e complementada de tirosina. O objetivo da dieta é manter as concentrações de fenilalanina no sangue dentro dos limites que não prejudiquem o cérebro, o crescimento e o desenvolvimento normal da criança.

Para manter a ingestão de proteínas em dia, os pacientes tomam uma fórmula em pó específica a base de aminoácidos e sem fenilalanina, durante toda a vida. Ela é parecida com o leite e indispensável ao tratamento, sobretudo por conter vitaminas, minerais e outros nutrientes que substituem os alimentos que eles não podem comer.

Em paralelo à dieta, há um medicamento que está sendo comercializado mundialmente, e que pode ser utilizado como um coadjuvante no tratamento. Entretanto, ele ainda tem um alto custo e, no Brasil, só está sendo fornecido para gestantes com fenilcetonúria.

Além do plano alimentar elaborado por um nutricionista de forma individualizada, os pacientes também precisam ser acompanhados, no mínimo, por um neurologista e um psicólogo.

A dieta

Imagem: iStock

Os alimentos que contêm grande quantidade de fenilalanina, como as proteínas são proibidos.

Isso significa todos os tipos de carnes (vermelhas e brancas), embutidos, ovos, leite e derivados, leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico, lentilha), oleaginosas (nozes, castanhas, amendoim, amêndoas), cereais como trigo, aveia, cevada, centeio, milho e produtos feitos com esses alimentos como pães, bolos, bolachas e biscoitos.

Já alimentos que contêm quantidade moderada de fenilalanina, como arroz, frutas secas, vegetais como couve, almeirão, espinafre, saladas em geral, além de batata inglesa, batata-doce, vagem, entre outros, podem ser consumidos com moderação.

Açúcar, mel, balas e doces de frutas, gomas, pirulitos, geleias de frutas, sagu, tapioca, polvilho, bebidas como limonada, chá, café, sucos de frutas e refrigerantes sem aspartame, margarina, óleos vegetais, frutas, verduras e vegetais como chuchu, abobrinha, cenoura, mandioca, moranga, entre outros, estão liberados.

Os médicos afirmam que, embora seja uma dieta restritiva, a vida dos pacientes deve seguir normalmente. “Nosso objetivo é fazer com que a família aceite e que transmita isso com naturalidade para a criança”, salienta Turcato. “As restrições não podem ser encaradas com sofrimento”, acrescenta. De acordo com a especialista, seguir a dieta é a única forma de a criança crescer saudável.

Importância do diagnóstico precoce

Se por algum motivo o resultado do teste do pezinho demorar para sair, ou a criança não fizer o exame, e mamar normalmente leite materno ou uma fórmula de leite, o excesso de fenilalanina vai atingir o cérebro e a partir do terceiro mês, a criança vai começar a sentir o efeito no organismo.

“Se a criança não for tratada precocemente, ela caminha paliativamente para um quadro de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Então é aquela criança que não senta na idade certa, demora para andar, falar. Ela acaba constituindo um quadro de deficiência mental e isso será irreversível”, explica Turcato, neurologista infantil.

E mesmo com o diagnóstico precoce, há famílias que não seguem o tratamento como deveriam, por isso, segundo os especialistas, muitos pacientes têm sequelas. Entretanto, dependendo da localidade, há casos em que o paciente pode não conseguir detectar e tratar a doença.

“Sabe-se que em alguns locais de difícil acesso no Brasil pode acontecer de não ter cobertura de 100%, porque tem aquelas populações que não conseguem chegar na maternidade para ter os bebês.

Então pode acontecer de haver indivíduos com fenilcetonúria que não foi detectada na triagem neonatal, porque não fez o teste”, ressalta Flávia Piazzon, médica geneticista do Hospital Sírio-Libanês (SP).

Além da deficiência intelectual, quando não tratada, a fenilcetonúria pode apresentar sintomas como depressão, falta de concentração, alteração nas funções executivas, hiperatividade, além de odor na urina, convulsões e atraso no crescimento.

Fontes: Marlene de Fátima Turcato, médica neurologista, responsável pelo ambulatório de fenilcetonúria do HCFMRP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo), Keila Hayashi Nakamura, endocrinologista pediátrica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Flavia Piazzon, médica geneticista do Hospital Sírio-Libanês e Nancy Yukie Yamamoto Tanaka, nutricionista responsável pelo ambulatório de fenilcetonúria do HCRP.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/08/02/ele-veio-para-somar-na-minha-vida-relata-mae-de-crianca-com-doenca-rara.htm

Para que serve Fenilalanina? Benefícios e propriedades

Alimentos ricos em fenilalanina

A fenilalanina é um aminoácido essencial aromático neutro não polar e é um dos aminoácidos mais hidrófobos. A L-fenilalanina pode-se transformar em tirosina, que é por sua vez precursora de hormonas como a tiroxina secretada pelas glândulas tireoideias, catecolaminas como noradrenalina e adrenalina ou neurotransmissores como a dopamina.

A fenilalanina junto com o triptófano, controlam a secreção de colecistoquinina, hormona que intervém no controlo da saciedade, diminuindo assim o apetite.

A fenilalanina é capaz de bloquear certas enzimas presentes no sistema nervoso central que degradam as endorfinas e as encefalinas, estas substâncias parecidas à morfina atuam como potentes analgésicos endógenos. Por esta razão, a fenilalanina reduz a sensação de dor e melhora o estado de ânimo.

Também está presente na estrutura dos neuropéptidos e crê-se que desempenha um papel importante sobre a memória, o estado de alerta e pode estar relacionada com o sentimento de estar apaixonado.

A fenilcetonúria é uma doença hereditária caracterizada pela carência da enzima fenilalanina hidroxilase encarregada da degradação da fenilalanina.

Sem esta enzima, a fenilalanina acumula-se no corpo e pode afetar ao sistema nervoso central.

A deteção precoce desta doença é fundamental para conservar a saúde destas pessoas, se não for detetada durante os primeiros meses de vida, a acumulação de substâncias tóxicas causar atraso mental.

O tratamento desta doença consiste numa dieta extremamente baixa em fenilalanina, mas satisfazendo sempre as necessidades mínimas de fenilalanina, já que não devemos esquecer que a fenilalanina é um aminoácido essencial e é necessário para a síntese de proteínas e de outros compostos no organismo. Como a dieta das pessoas que sofrem fenilcetonuria é pobre em alimentos proteicos, para compensar usufruem dos benefícios dos ácidos gordos omega 3, ferro e carnitina.

A fenilalanina está presente principalmente nos alimentos ricos em proteínas:

  • Origem animal: carne, peixe, ovo e produtos lácteos.
  • Origem vegetal: amendoim, espargos, legumes, levedura de cerveja, soja e algumas plantas ricas em proteínas.

A fenilalanina forma parte do edulcorante aspartame, estando também presente em alimentos dietéticos, doces e bebidas refrigerantes. Os alimentos que contêm uma fonte de fenilalanina devem indicar no seu rótulo para que as pessoas que sofrem de fenilcetonuria possam controlar a ingestão deste aminoácido.

A fenilalanina se subministra principalmente em três formas, L-fenilalanina como complemento dietético, D-fenilalanina para o tratamento de dores e depressão ou DL numa mistura de 50%-50%.

Aplicações

O consumo de fenilalanina tem como objetivo cobrir as suas necessidades. A fenilalanina é um aminoácido essencial e deve ser consumida através da dieta.

Devido às suas funções no organismo a fenilalanina tem sido empregada para o alivio da dor, especialmente a dor de costas, dores menstruais, enxaqueca, dores musculares, artrite reumatoide e osteoartrite.

A fenilalanina é também utilizada para o tratamento antidepressivo, já que melhora a sensação de bem-estar graças ao aumento dos níveis de endorfinas.

Por isso, pode ser encontrada em alguns produtos com substâncias estimulantes, visto que contribui para reduzir a sensação de nervosismo ou angústia.

Como consequência da sua relação com a colecistoquinina também é empregada para controlar a sensação de fome e apetite.

Por causa da sua implicação com a síntese de dopamina, as dietas são complementadas com fenilalanina para diminuir os sintomas de algumas doenças neurológicas, promover o estado de alerta e vitalidade, assim como para melhorar a memória e a aprendizagem.

A fenilalanina intervém na síntese de colágeno e se utiliza em alterações da pigmentação cutânea.

Dosagem

As necessidades de L-fenilalanina estão em 100 mg/kg/dia.

A dose empregada como complemento nas dietas é de uns 500 mg de L-fenilalanina junto com vitamina B6 duas vezes ao dia. Como complemento para o tratamento de transtornos nervosos a dose gira entorno a 100-500 mg de DL fenilalanina ao dia, visto que tiveram ótimos resultados.

Importa referir que a cafeína interfere na absorção da fenilalanina. E por esta razão, não é recomendável consumir fenilalanina juntamente com produtos que contenham cafeína como por exemplo café ou chá.

Precauções

O consumo de fenilalanina em doses convencionais considera-se seguro, principalmente se fizer parte da composição de um complemento de tipo proteico e estiver nas quantidades naturais dessa proteína.

O consumo de fenilalanina em doses superiores a 2,4 gramas ao dia podem ocasionar diarreias, náuseas, vómitos, febre, dor de cabeça e vertigem.

É importante seguir as recomendações do fabricante porque desaconselha-se consumir os complementos dietéticos que contêm uma alta concentração de fenilalanina durante mais de 2 ou 3 semanas consecutivas.

Esta recomendação não abrange a produtos como proteínas de whey, caseína e proteínas de soja que contêm fenilalanina de forma natural, senão a aqueles aos que são subministrados de forma isolada e/ou em altas concentrações.

A fenilalanina estimula a libertação de adrenalina e poderia aumentar a pressão arterial. As pessoas com afeções hepáticas ou renais não devem ingerir grandes quantidades de aminoácidos sem a expressa recomendação de um profissional da saúde.

Também não é recomendável subministrar suplementos de fenilalanina a mulheres grávidas, pessoas que sofrem de fenilcetonuria e cancro de pele.

Do mesmo modo, desaconselha-se também o consumo de fenilalanina em pacientes com um quadro clínico de envenenamento com arsénico ou pacientes que estejam submetidos à radioterapia.

Interações com outros Medicamentos e Alimentos:

  1. Levodopona: a fenilalanina pode interferir na sua absorção e no seu efeito.

  2. Medicamentos antipsicóticos: não devem ser misturados com este aminoácido.

Источник: https://blog.nutritienda.com/pt/l-fenilalanina/

O que é e para que serve a Fenilalanina

Alimentos ricos em fenilalanina

A fenilalanina é um aminoácido natural que não é produzido pelo corpo e que, por isso, só pode ser obtido através dos alimentos, especialmente através do queijo e da carne. Este aminoácido é muito importante para a formação de neurotransmissores, sendo por isso capaz de melhorar a memória, aumentar a capacidade mental e até melhorar o humor.

Além disso, acredita-se que a fenilalanina atua como um inibidor natural do apetite e que quando está combinado com o exercício, acelera a mobilização das gorduras, podendo ser, por isso, utilizada em algumas dietas para baixar o peso.

Embora tenha todos estes benefícios, existe uma doença metabólica congênita denominada fenilcetonúria, em que as pessoas portadoras dessa doença não conseguem metabolizar esse aminoácido devido a alteração por causa de defeito enzimático, o que faz com que esse aminoácido seja acumulado, sendo considerada perigosa e tóxica para o cérebro. Por este motivo, a fenilalanina deve ser excluída da alimentação dessas pessoas, no entanto nas pessoas saudáveis a fenilalanina não faz mal nenhum e pode ser ingerida de forma segura tanto nos alimentos quando como suplemento.

Principais funções no organismo

A fenilalanina é um aminoácido essencial e que faz parte da estrutura dos tecidos e das células do organismo, já que juntamente com outros aminoácidos é responsável pela síntese de proteínas no organismo

Além disso, a fenilalanina também é necessária para a produção de outras moléculas, como a tirosina, que é outro aminoácido que faz parte das estruturas do tecido, e as catecolaminas, que são hormônios produzidos pelas glândulas suprarrenais, como a epinefrina, norepinefrina e dopamina, que são hormônios responsáveis pela regulação do humor e da resposta do organismo frente a uma situação de estresse.

Para que serve a fenilalanina

A fenilalanina serve para compor as células do corpo humano, além de ser um componente essencial dos tecidos corporais. Por isso, o consumo de fenilalanina tem diversos benefícios para a saúde, como:

1. Aliviar a dor crônica

A fenilalanina tem a capacidade de aumentar os níveis de endorfinas no cérebro, que são substâncias que têm um efeito analgésico natural, reduzindo dores e desconfortos, mesmo que crônicos.

No entanto, a fenilalanina não trata a causa da dor e, por isso, continua sendo importante consultar um médico, mesmo que a dor esteja melhorando.

2. Combater a depressão

A fenilalanina atua na produção de dopamina, um hormônio que quando é liberado no organismo promove a sensação de bem estar, prazer, euforia e felicidade, melhorando a disposição mental e combatendo os sintomas característicos da depressão.

Alguns estudos demonstraram que durante uma crise depressiva, os níveis de aminoácidos, com a fenilalanina e a tirosina, encontram-se diminuídos. Por isso, o seu consumo durante episódios depressivos pode ser benéfico para a pessoa, no entanto são necessários mais estudos para determinar esse benefício.

3. Ajudar a emagrecer

Consumir a fenilalanina antes de realizar atividade física aparentemente acelera o metabolismo, ajudando a aumentar a oxidação das gorduras. Recomenda-se a suplementação de 1 a 2 gramas de fenilalanina por dia para favorecer a perda de peso, no entanto, esta suplementação deve ser realizada sob supervisão de um nutricionista ou de um médico.

Além disso, a fenilalanina atua na formação de tirosina e catecolaminas, que estão ligadas ao controle do apetite, diminuindo a sensação de fome, além de melhorar o humor, dando mais energia para realizar as atividades físicas.

4. Tratar as manchas de vitiligo

Por ajudar na produção de tirosina, a fenilalanina pode algumas vezes ser usada para disfarçar as manchas de vitiligo. Isso acontece porque a tirosina é essencial para a produção da melanina, a substância que dá cor para a pele e que está em falta nas pessoas com esta doença.

Normalmente, o tratamento para o vitiligo é feito com a suplementação oral de fenilalanina e a exposição à radiação UVA. Além disso, a aplicação de cremes com 10% de L-fenilalanina também parece aumentar os resultados, escondendo melhor as manchas.

5. Ajudar no tratamento de diversas doenças

A fenilalanina é um aminoácido essencial importante para a formação de tirosina, uma substância que aumenta a produção de vários neurotransmissores, como noradrenalina e dopamina, permitindo o equilíbrio de problemas mentais e psicológicos, como o transtorno bipolar, o déficit de atenção e a doença de Parkinson, no entanto são necessários mais estudos que comprovem esse benefício.

Alimentos que contêm fenilalanina

As principais fontes de fenilalanina são a carne e os queijos, no entanto, outros alimentos que contêm este aminoácido incluem:

  • Leite e derivados;
  • Comidas com soja;
  • Sementes e nozes, como amendoim, sementes de abóbora, chia ou sementes de girassol;
  • Todos os tipos de peixe;
  • Ovos;
  • Feijão e lentilhas;
  • Arroz, batata, pão branco, pão integral e farinha de mandioca.

Além disso, produtos com aspartame, que é usado especialmente como substituto do açúcar em diversas balas e doces, também são ricos em fenilalanina. Confira outros alimentos ricos em fenilalanina.

Como a fenilalanina intoxica os fenilcetonúricos

A fenilalanina hidroxilase é o nome da enzima que metaboliza a fenilalanina e a converte em tirosina e que devido a um problema genético, os fenilcetonúricos não a possuem.

Quando a pessoa ingere alimentos ricos nesse aminoácido, este começa a acumular na corrente sanguínea e passa a ser tóxica, interferindo no desenvolvimento e maturação do sistema nervoso e produzindo lesões irreversíveis a nível neurológico, como retardo mental e microcefalia.

A fenilalanina não deve ser utilizad quando a pessoa possui fenilalanina, sendo recomendado que qualquer alimento que contenha mais que 5% de proteína não seja consumido. Por isso, é importante ler o rótulo do alimento antes de consumi-lo.

Источник: https://www.tuasaude.com/fenilalanina/

5 Alimentos Ricos em Fenilalanina

Alimentos ricos em fenilalanina

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A fenilalanina é um aminoácido usado para produzir proteínas e substâncias químicas do cérebro, incluindo dopamina, adrenalina e hormônios da tireoide.

O corpo humano não é capaz de fabricar fenilalanina, por isso deve ser obtido através da alimentação.

A maioria dos alimentos ricos em fenilalanina são aqueles que contêm proteínas, além do adoçante artificial, bem como outros alimentos. A dosagem recomendada diária é de cerca de 1.000 mg para um adulto.

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Algumas pessoas raramente podem ter um distúrbio metabólico chamado fenilcetonúria, quando o corpo não consegue metabolizar a fenilalanina e pode levar ao retardo mental irreversível.

Exclusivamente, essas pessoas devem evitar consumir alimentos ricos em fenilalanina a qualquer custo. Porém, a maioria das pessoas pode ingeri-los sem medo e desfrutar dos benefícios para a saúde.

Acompanhe a lista de alimentos ricos em fenilalanina para inserir na sua dieta diária.

Efeitos da fenilalanina

A fenilalanina é um composto que ajuda a emagrecer, pois atua no cérebro reduzindo a sensação de fome no organismo. Ajuda também a melhorar o humor, pois confere mais energia e atua como analgésico.

A fenilalanina está diretamente associada à produção de adrenalina e tirosina, por isso a associação com o bem estar. Além disso, pode contribuir para melhorar a concentração e foco, aprimorando o aprendizado.

A fenilalanina ainda serve para compor a célula do corpo humano e é um tecido essencial dos tecidos corporais. É considerada essencial, pois o organismo não consegue sintetizá-la e deve ser obtida com a alimentação.

Alimentos Ricos em Fenilalanina

  1. Carnes e peixes: A maioria dos peixes são alimentos ricos em fenilalanina, em alguns casos, podendo chegar a 100 gramas do aminoácido, valor recomendado para o dia inteiro. Os peixeis mais indicados são o bacalhau, caranguejo, lagostas, mexilhões, ostras, atum, salmão e sardinha.

    A carne, sendo um alimento de alta proteína, também é rica em fenilalanina e, em muitos casos, pode conter mais fenilalanina por porção do que os peixes. As carnes mais ricas no aminoácidos são o bacon, carne de vaca, peito de peru, fígado e frango. Essas opções possuem 1 grama de fenilalanina a cada 85 gramas.

    Alguns frutos do mar como moluscos também são boas fontes de fenilalanina e fornecem quantidades parecidas com as dos peixes.

  2. Ovos e laticínios: Muitos produtos lácteos são alimentos ricos em fenilalanina. Queijo e leite, em especial, contêm mais de 100 gramas por porção.

    Creme de leite e cream cheese, que são mais elevados em gordura e baixos em proteínas, contêm quantidades menores, mas ainda assim acima de 100 mg. Um ovo contém mais de 500 mg de fenilalanina. O queijo cottage seco contém 2.300 mg de fenilalanina por xícara e a versão pastosa contém 1647 mg por copo.

  3. Grãos e nozes: A maioria das nozes são ricas em proteínas, o que fornece uma quantidade significativa de fenilalanina. Cinco nozes contêm 540 mg do aminoácido, 10 amêndoas contém 980 mg, 30 amendoins torrados contém 1.400 mg. A manteiga de amendoim contém mais de 1.000 mg em 28 gramas.

    O feijão, grão de bico e lentilhas contêm cerca de 400 mg de fenilalanina por porção. Produtos de soja, incluindo proteína isolada de soja, farinha de soja e tofu, também são boas fontes do aminoácido, contendo 2000 mg a cada 100 gramas e podem ser inseridas na dieta.

    Grãos e outros hidratos de carbono normalmente não contêm grandes quantidades de proteína e são muitas vezes bastante baixos em fenilalanina. As exceções a essa regra são os pães e outros grãos que são feitos com amido reduzido.

    Lentilhas secas integrais são alimentos ricos em fenilalanina excelente para os veganos e podem fornecer em torno de 2500 mg do aminoácido por xícara.

  4. Aspartame: O adoçante artificial aspartame é encontrado em mais de seis mil produtos, incluindo refrigerantes, goma de mascar, iogurte, gelatina e outros produtos, além de alguns remédios.

    O aspartame é rico em fenilalanina. Por conseguinte, um pacote de 36 mg contém 18 mg de fenilalanina. Um refrigerante sem açúcar tem o equivalente a 90 mg de fenilalanina, portanto pode ser boa opção para consumo, além de ser mais saudável do que o açúcar branco refinado.

  5. Cacau: Cacau é a base do chocolate em pó. O pó de cacau que é usado para fazer chocolate quente ou bebidas com sabor de chocolate têm fenilalanina em quantidade moderada. O cacau em pó contém mais de sete vezes mais fenilalanina por grama em comparação com a ingestão de bebidas com sabor de chocolate.

Você consome com a frequência correta estes alimentos ricos em fenilalanina? Quais deles deve aumentar o consumo no seu dia a dia? Comente abaixo!

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