Ancilostomose: transmissão, sintomas e tratamento

Contents
  1. Ancilostomíase
  2. Descrição
  3. Agente Etiológico
  4. Modo de Transmissão
  5. Período de Transmissibilidade
  6. Complicações
  7. Diagnóstico
  8. Diagnóstico Diferencial
  9. Tratamento
  10. Características Epidemiológicas
  11. Objetivos
  12. Notificação
  13. MEDIDAS DE CONTROLE
  14. SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS DO DOCUMENTO
  15. Ancilostomíase: sintomas, transmissão e tratamento
  16. O que é a ancilostomíase?
  17. Quais os sintomas da ancilostomíase?
  18. Como a ancilostomíase é transmitida?
  19. Ciclo de vida do Necator americanus e Ancylostoma duodenale
  20. Como a ancilostomíase é tratada?
  21. Como a ancilostomíase pode ser controlada?
  22. Ancilostomose ou Ancilostomíase – causas, sintomas, tratamento
  23. Transmissão
  24. Sintomas
  25. Prevenção
  26. Ancilostomíase: o que é, sintomas, tratamento, prevenção | MS
  27. Nome popular: como é conhecida a ancilostomíase?
  28. Causas
  29. Ciclo de vida e transmissão
  30. Grupos de risco
  31. Quais os sintomas da ancilostomíase?
  32. Incômodos abdominais
  33. Problemas respiratórios
  34. Fadiga
  35. Como é feito o diagnóstico?
  36. Tem cura?
  37. Quais são as formas de tratamento da ancilostomíase?
  38. Medicamentos
  39. Prognóstico
  40. Ancilostomíase pode ter complicações?
  41. Pneumonite
  42. Profilaxia: como prevenir ancilostomíase?
  43. Ancilostomíase canina
  44. Posso pegar ancilostomíase através do meu animal de estimação?
  45. Por que a ancilostomíase é conhecida como doença do jeca tatu?
  46. Ancilostomíase ou ancilostomose: o que é?
  47. Transmissão e prevenção da ancilostomíase
  48. Diagnóstico e tratamento da ancilostomíase
  49. Ancilostomose: ciclo, sintomas, tratamento, prevenção, transmissão
  50. O que é ancilostomose (ou ancilostomíase)?
  51. Qual o agente causador da ancilostomose?
  52. Qual o agente causador do bicho geográfico (larva migrans cutânea)?
  53. Qual é o habitat dos vermes da ancilostomose?
  54. Como é a morfologia dos agentes etiológicos da ancilostomose?
  55. Como é o ciclo da ancilostomose?
  56. Quais são os sintomas da ancilostomose?
  57. Pele
  58. Pulmões
  59. Infecção perioral
  60. Intestino delgado
  61. Anemia
  62. A ancilostomose pode causar anemia?
  63. Por que a ancilostomose também é conhecida como amarelão?
  64. Como é feito o diagnóstico da ancilostomose?
  65. Como é o ovo de ancilostomídeo?
  66. Qual é o tratamento da ancilostomose?
  67. Tratamento Antianêmico
  68. Como é a transmissão da ancilostomose?
  69. Como é a prevenção da ancilostomose?
  70. Quem é o hospedeiro definitivo na ancilostomose?
  71. A ancilostomose pode ocorrer em cães e gatos?
  72. Referências

Ancilostomíase

Ancilostomose: transmissão, sintomas e tratamento

Reproduzido de:

DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS – GUIA DE BOLSO – 8ª edição revista [Link Livre para o Documento Original]

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Vigilância em Saúde

Departamento de Vigilância Epidemiológica

8ª edição revista

BRASÍLIA / DF – 2010

Ancilostomíase

CID 10: B76

Descrição

Infecção intestinal causada por nematódeos, que nos casos de infecções leves, pode apresentar-se assintomática.

Apresentações clínicas importantes, como um quadro gastrointestinal agudo caracterizado por náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e flatulência, também podem ocorrer.

Em crianças com parasitismo intenso, pode ocorrer hipoproteinemia e atraso no desenvolvimento físico e mental. Com frequência, dependendo da intensidade da infecção, acarreta anemia ferropriva.

Agente Etiológico

Nematóides da família Ancylostomidae: A. duodenale e Necator americanus.

Modo de Transmissão

Os ovos contidos nas fezes são depositados no solo, onde se tornam embrionados. Em condições favoráveis de umidade e temperatura, as larvas se desenvolvem até chegar ao 3º estágio, tornando-se infectantes em um prazo de 7 a 10 dias.

A infecção nos homens ocorre quando essas larvas infectantes penetram na pele, geralmente pelos pés, causando dermatite característica. As larvas dos ancilóstomos, após penetrarem pela pele, passam pelos vasos linfáticos, ganham a corrente sanguínea e, nos pulmões, penetram nos alvéolos.

Daí migram para a traqueia e faringe, são deglutidas e chegam ao intestino delgado, onde se fixam, atingindo a maturidade ao final de 6 a 7 semanas, passando a produzir milhares de ovos por dia.

Período de Transmissibilidade

Não se transmite de pessoa a pessoa, porém os indivíduos infectados contaminam o solo durante vários anos, quando não adequadamente tratados. Em condições favoráveis, as larvas permanecem infectantes no solo durante várias semanas.

Complicações

Anemia, hipoproteinemia, podendo ocorrer insuficiência cardíaca e anasarca. A migração da larva através dos pulmões pode causar hemorragia e pneumonite.

Diagnóstico

Em geral clínico, devido ao prurido característico. O diagnóstico laboratorial é realizado pelo achado de ovos no exame parasitológico de fezes, por meio dos métodos de Lutz, Willis ou Faust, realizando-se, também, a contagem de ovos pelo Kato-Katz.

Diagnóstico Diferencial

Anemia por outras etiologias, outras parasitoses.

Tratamento

Mebendazol, 100 mg, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Não é recomendado seu uso em gestantes. Essa dose independe do peso corporal e da idade.

Pode ser usado Albendazol, 2 comprimidos, VO, em dose única (1 comprimido=200 mg), ou 10 ml de suspensão (5 ml=200 mg). O Pamoato de Pirantel pode ser usado na dose de 20-30 mg/kg/dia, durante 3 dias.

O controle de cura é realizado no 7º, 14º e 21º dias após o tratamento, mediante exame parasitológico de fezes.

Características Epidemiológicas

Distribuição mundial. Ocorre, preferencialmente, em crianças com mais de 6 anos, adolescentes e em indivíduos mais velhos, independente da idade. No Brasil, predomina nas áreas rurais, estando muito associada a áreas sem saneamento e cujas populações têm o hábito de andar descalças.

Objetivos

Diagnosticar e tratar precocemente todos os casos, evitando-se, assim, as possíveis complicações.

Notificação

Não é doença de notificação compulsória. Entretanto, os surtos devem ser notificados aos órgãos de saúde locais.

MEDIDAS DE CONTROLE

Desenvolver atividades de educação em saúde com relação a hábitos pessoais de higiene, particularmente o de lavar as mãos antes das refeições e o uso de calçados. Evitar a contaminação do solo mediante a instalação de sistemas sanitários para eliminação das fezes, especialmente nas zonas rurais (saneamento).

Tratamento das pessoas infectadas.

SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS DO DOCUMENTO

Consta no documento:

“Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.”

O objetivo do site MedicinaNet e seus editores é divulgar este importante documento. Esta reprodução permanecerá aberta para não assinantes indefinidamente.

Источник: http://medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1723/ancilostomiase.htm

Ancilostomíase: sintomas, transmissão e tratamento

Ancilostomose: transmissão, sintomas e tratamento

A ancilostomíase, também conhecida como ancilostomose, amarelão ou doença do Jeca Tatu, é uma doença causada por parasitas nematódeos das espécies Necator americanus e Ancylostoma duodenale.

A doença é contraída quando entramos em contato com solo contaminado por larvas desses nematódeos, que penetram ativamente pela pele. As larvas entram na corrente sanguínea, atingem o sistema respiratório, seguem até a faringe, onde são deglutidas, e continuam seu caminho até o intestino, desenvolvendo-se em vermes adultos.

A doença pode causar anemia, o que leva à apatia e queda de produtividade. Em casos de infecções leves, pode apresentar-se assintomática.

Leia mais: Doenças provocadas por vermes

O que é a ancilostomíase?

A ancilostomíase ou ancilostomose é uma verminose causada por parasitas nematódeos das espécies Necator americanus e Ancylostoma duodenale. Esses animais apresentam de um a dois centímetros de comprimento e alojam-se no intestino, desencadeando complicações, como a anemia.

Quais os sintomas da ancilostomíase?

A ancilostomíase é desencadeada por nematódeos parasitas que se fixam no intestino delgado.

A ancilostomíase pode ocorrer de maneira assintomática em infecções mais leves, porém pode ter sintomas em casos mais graves. Na pele, após a penetração da larva, pode ser observada coceira local.

Quando a larva passa pelo pulmão, pode provocar pneumonite (inflamação do pulmão) e hemorragias.

Quando se instala no intestino delgado, pode provocar dores abdominais, diarreia (com sangue ou não), perda de apetite, enjoo e vômito.

Esses vermes provocam nos seres humanos grande perda de sangue, uma vez que utilizam o sangue como alimento e podem provocar feridas ao se fixarem.

Essa perda de sangue pode provocar anemia, o que leva o indivíduo a ficar apático, fraco e pálido (daí o nome amarelão).

Em crianças com infecção intensa, a doença pode provocar atraso no desenvolvimento físico e mental.

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Como a ancilostomíase é transmitida?

A transmissão da ancilostomíase ocorre pelo contato com solo contaminado com larvas dos parasitas das espécies Necator americanus e Ancylostoma duodenale. Os ovos desses parasitas são eliminados com as fezes do indivíduo doente. Se encontrarem um ambiente favorável, os ovos eclodem no solo, tornando-se larvas rabditoides.

Elas se desenvolvem e transformam-se em larvas de segundo e terceiro estágio, sendo essas últimas as capazes de infectar os seres humanos. Elas permanecem ativas no solo, sem se alimentar, até entrarem em contato com a pele do hospedeiro e darem continuidade ao ciclo ou suas reservas nutritivas acabarem e elas morrerem.

Saiba mais: Oxiurose – infecção intestinal pelo nematódeo Enterobius vermiculares

Ciclo de vida do Necator americanus e Ancylostoma duodenale

O homem é o hospedeiro do Necator americanus e do Ancylostoma duodenale.O ciclo tem início quando uma pessoa doente elimina suas fezes e estas atingem o solo. Em condições favoráveis, os ovos do parasita eclodemem 18 h ou até 24 h.

As larvas que saem do ovo, chamadas de rabditoides, encontram-se no seu primeiro estágio. Essas larvas alimentam-se de partículas orgânicas e bactérias encontradas no solo e nas fezes. Elas se desenvolvem então em larvas de segundo e terceiro estágio, atingindo o terceiro estágio em um prazo de, aproximadamente, uma semana.

Observe atentamente o ciclo de vida do Necator americanus e Ancylostoma duodenale.

A larva no terceiro estágio tem a capacidade de infectar os seres  humanos. Ela penetra na pele quando, por exemplo, andamos descalços em solo contaminado.

Após a penetração pela pele, as larvas atingem os vasos sanguíneos e seguem até os capilares pulmonares. Elas entram pelos alvéolos pulmonares e sobem pela árvore brônquica, atingindo a laringe e a faringe.

Na faringe, as larvas são deglutidas, seguindo, via sistema digestório, para o intestino delgado.

No intestino as larvas atingem a fase adulta e fixam-se por meio de seu aparato bucal. É no intestino que as larvas conseguem o sangue necessário para sua alimentação e é nesse local que também ocorre a cópula. Vários ovos são produzidos, sendo eliminados com as fezes. Se as fezes forem eliminadas em locais adequados para a eclosão do ovo, podem reiniciar o ciclo.

Leia também: Platelmintos – podem ter vida livre ou ser parasitas de outros animais

Como a ancilostomíase é tratada?

A ancilostomíase é diagnosticada por meio do achado de ovos no exame parasitológico de fezes. Após o diagnóstico, a doença será tratada com o uso de medicamentos anti-helmínticos (vermífugos), como o mebendazol e albendazol. Em caso de anemia, ela também deverá ser tratada.

Como a ancilostomíase pode ser controlada?

A doença pode ser controlada por meio da adoção das seguintes medidas:

  • Tratar os doentes.
  • Fornecer informações sobre a doença, explicando a importância de eliminar-se as fezes no local adequado e sempre andar calçado.
  • Investir em saneamento básico.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

Источник: https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/ancilostomose.htm

Ancilostomose ou Ancilostomíase – causas, sintomas, tratamento

Ancilostomose: transmissão, sintomas e tratamento

Ancilostomose é uma enfermidade caudada por duas espécies de helmintos, o Necator americanus e Ancylostoma duodenale. Popularmente conhecida como amarelão, a doença só acomete os seres humanos.

Os helmintos que causam a ancilostomose em outros animais como os gatos e os cachorros não chegam a completar o ciclo de vida nos humanos, raramente sendo maléficas para a nossa espécie.

Esse verme é muito comum nas áreas mais pobres do mundo, devido à falta de saneamento básico.

Helminto causador da ancilostomose. Foto: CDC.

Transmissão

A larva dessas espécies é encontrada em solos úmidos e aquecidos, penetrando a pele de humanos (principalmente pelos mês, ao andar descalço em superfície contaminada) ou pela alimentação. A larva migra para a corrente sanguínea chegando até os pulmões, indo dos alvéolos até a parte superior da sistema respiratório.

Ao chegar na epiglote (conexão do tubo respiratório com o tubo digestório) o verme se aproveita da deglutição dos alimentos e líquidos ingeridos e percorre até o intestino delgado, onde ocorre a maturação sexual. Assim, se fixam na parede do intestino, perfurando-o para realizar a sucção do sangue para a sua alimentação.

Nessa fase o animal pode viver até dois anos eliminando ovos através das fezes para o meio ambiente extracorpóreo. Esses ovos ao ficarem expostos a condições ambientais favoráveis eclodem após um ou dois dias eliminando larvas rabditiformes que ainda não estão prontas para causar a infecção.

Entre o 5º e 10º dia essa larva evolui para a forma penetrante da pele, a forma filariforme. Nesse estágio o verme consegue sobreviver, dependendo das condições ambientais, de 3 a 4 semanas.

Sintomas

Os sintomas nos primeiros momentos após a penetração da larva não são apresentados, apenas pequenas lesões devido à coceiras no local da penetração.

No pulmão, a larva pode causar a síndrome de Löffler por danificar os tecidos dos pulmões por excesso de células do sistema imunológico, os eosinófilos especificamente. Isso pode causar tosse com sangue, além dos barulhos ao respirar (sibilos), febre e falta de ar.

Ao chegar no intestino, por estar retirando sangue do hospedeiro para alimentar-se é comum causar anemia ferropriva resultando em palidez, dificuldade de raciocínio, fraqueza, falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos e até acumulo de líquido que gera inchaço no local onde se fixa. Em gestantes essa perda de nutrientes pode resultar na má formação do feto e em crianças, à longo prazo pode causar problemas cardíacos.

Prevenção

Para prevenir a doença é recomendado evitar o contato direto da pele com o chão, utilizando calçados e forrar o chão com algo antes de sentar ou se deitar.

Também é recomendado lavar as mãos sempre após a utilização do banheiro, não evacuar próximo de rios e poços, não utilizar adubo com excrementos humanos, não irrigar vegetais com água contaminada, além de higienizar os alimentos adequadamente antes do consumo, em especial legumes e verduras.

A principal estratégia do governo é de vermifugar a população que vive em áreas de maior risco, principalmente crianças em idade escolar, com intervalos não maiores do que 4 meses. Mesmo não tendo grande impacto na espécie humana também é recomendado vermifugar periodicamente os animais domésticos.

Referências:

https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/doen%C3%A7as-infecciosas/nemat%C3%B3deos-vermes-filiformes/infec%C3%A7%C3%A3o-por-ancilostom%C3%ADdeos

https://www2.ibb.unesp.br/departamentos/Educacao/Trabalhos/obichoquemedeu/helminto_ancilostomose.htm

http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.

htm?infoid=1163&sid=8AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/doencas/ancilostomose/

Источник: https://www.infoescola.com/doencas/ancilostomose/

Ancilostomíase: o que é, sintomas, tratamento, prevenção | MS

Ancilostomose: transmissão, sintomas e tratamento

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Uma larva capaz de infiltrar o organismo e atingir a corrente sanguínea? Sim, estamos falando da ancilostomíase. Condição frequente, que atinge regiões mais quentes, com alta umidade e pouca infraestrutura.

Se você ficou interessado para saber mais sobre essa condição, então confira o artigo na íntegra abaixo!

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

A ancilostomíase é uma infecção intestinal causada pelas larvas Ancylostoma Duodenale e Necator Americanus, que causa náuseas, enjoos, anemia, entre outros.

Popularmente conhecida como amarelão ou doença do jeca tatu, a larva do ancilóstomo, responsável pela infecção, infiltra o organismo através da boca ou pele, podendo atingir a corrente sanguínea e consequentemente, afetando todo o corpo.

Atualmente, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) cerca de meio bilhão de pessoas estão infectadas com ancilostomíase, representando uma quantidade extremamente significativa e, consequentemente, uma preocupação mundial.

O parasita é encontrado com maior frequência em regiões tropicais e seu ciclo evolutivo ocorre por meio das fezes do hospedeiro, neste caso, os seres humanos.

Dependendo do estágio da doença, ela pode ser assintomática. Porém, existem apresentações clínicas que podem ocasionar quadros gastrointestinais, que englobam náuseas, vômito, flatulência, diarréia e dor abdominal.

Essa condição é classificada no CID 10 nos seguintes códigos:

  • B76 – Ancilostomíase;
  • B76.9 – Ancilostomíase não especificada.

Ambas as condições podem ser classificadas como parasitoses, ou seja, doenças causadas por parasitas.

Ao entrarem em nosso organismo, esses seres desenvolvem doenças, além de provocar diversos danos ao corpo humano. Em alguns casos, sem o devido tratamento, esses parasitas podem levar ao óbito.

A ancilostomíase é uma condição que tem como um dos principais sintomas a pele amarelada. Isso porque o parasita causador da doença é responsável por sugar o sangue do paciente, gerando uma anemia, responsável por deixar a pele amarelada.

Dessa forma, uma das maneiras mais comuns de chamar a ancilostomíase é amarelão.

A condição também é popularmente conhecida como Jeca Tatu, em decorrência de uma história de Monteiro Lobato. O autor era conhecido por escrever literatura infanto-juvenil, porém, algumas de suas histórias tinham como princípio o cunho social.

É o caso da história do Jeca Tatu, que visava representar um personagem que estivesse à mercê do descaso com questões agrícolas e sanitárias. Como a doença tem uma forte relação com a precariedade sanitária, houve uma relação entre as condições.

Causas

A ancilostomíase é uma infecção causada por um tipo de parasita conhecido como nematoide.

Essa espécie possui um formato cilíndrico e é frequentemente encontrada em áreas de defecação humana ou em que as fezes são utilizadas como fertilizantes para cultura do solo.

Por isso, a ancilostomíase ocorre com frequência em países de clima tropical e com pouca infraestrutura com relação a higiene e saneamento básico. Os vermes liberam ovos que ficam presentes no solo até atingirem a capacidade para eclodirem em larvas e penetrar a pele humana.

Em alguns casos específicos é possível que as larvas sofram o processo de mutação, atingindo os vasos linfáticos e chegando até à corrente sanguínea.

Nesses casos, a infecção pode atingir os pulmões e alvéolos, migrando para outras áreas do organismo, como faringe e traqueia.

A partir desse estágio, as larvas podem ser ingeridas, atingindo o intestino delgado, onde devido às condições ideais, se estabilizam por 6 a 7 semanas, quando atingem maturidade e começam a se reproduzir.

Nessa fase, as larvas podem liberar milhares de ovos, que sugam sangue das paredes do intestino, impedindo a absorção de nutrientes, causando uma anemia.

Leia mais: Falta de higiene e saneamento afetam 1 em cada 4 centros de saúde

Ciclo de vida e transmissão

A ancilostomíase é uma condição causada pelos ovos das larvas Ancylostoma Duodenale e Necator Americanus.

Elas precisam estar em condições favoráveis de umidade e temperatura para que possam se desenvolver até ficarem infectantes. Esse estágio tem duração de 7 a 10 dias e é durante esse período que elas penetram a pele dos pés, causando uma dermatite característica.

A transmissão da ancilostomíase não é direta, de pessoa para pessoa, porém, o solo pode permanecer contaminado por muito tempo caso fique sem os tratamentos adequados para adaptação do solo.

Ou seja, ocorre quando as pessoas andam descalças em um terreno com solo contaminado ou quando se alimentam sem a higienização adequada, levando à boca larvas que estão presentes no ambiente.

Outra possibilidade é receber a infecção através do seu bichinho de estimação, especialmente se ele tiver o costume de ficar em espaços abertos. Isso porque o animal pode ir passear fora e trazer pra dentro de casa possíveis larvas.

Grupos de risco

Algumas regiões têm maiores chances de desenvolver condições como a ancilostomíase. Isso porque, geralmente, esses locais possuem pouco saneamento e infraestrutura voltada para o descarte e destino do esgoto.

Existe um grupo de pessoas que têm uma tendência maior em desenvolver a condição, entre as quais podemos citar:

  • Crianças;
  • Mulheres grávidas ou amamentando;
  • Pessoas que trabalham em áreas rurais.

Quais os sintomas da ancilostomíase?

 A ancilostomíase é uma condição que geralmente pode ser percebida através de erupções cutâneas e coceira no local em que a larva infiltra o corpo.

Além disso, é possível perceber alguns outros sintomas, entre os quais podemos citar:

Incômodos abdominais

Devido à mutação da larva e sua movimentação para o intestino, é possível que o paciente apresente dores abdominais, falta de apetite, náuseas, cólicas abdominais e diarreia.

Problemas respiratórios

Quando presente nos pulmões e vias respiratórias, a larva da ancilostomíase pode causar irritações no pulmão, além de tosse e respiração sibilante.

Fadiga

A ancilostomíase é uma infecção que pode causar muita perda de sangue, uma vez que os parasitas presentes no intestino se alimentam do sangue presente nas paredes. Como consequência, é possível desenvolver uma anemia grave o suficiente para gerar fadiga e inchaço generalizado.

Como é feito o diagnóstico?

O principal método de diagnóstico da ancilostomíase é por meio da identificação de ovos de larvas presente nas fezes. Para isso, é preciso realizar uma coleta de amostras para serem analisadas em laboratório.

Os profissionais mais indicados para o acompanhamento e indicação de tratamento da doença são o clínico geral e o infectologista.

Além disso, em alguns casos pode ser realizado um exame hematológico, a fim de verificar a presença de anemia no organismo.

O exame é feito por meio de uma coleta de sangue simples, em que são medidas as taxas de células de sangue a fim de verificar baixas concentrações.

Tem cura?

Sim. Com o tratamento adequado, é possível curar a ancilostomíase sem grandes complicações.

Quais são as formas de tratamento da ancilostomíase?

O tratamento da ancilostomíase é realizado com a prescrição de medicamentos anti-helmínticos, destinados para infecções isoladas ou avançadas. Na maioria dos casos o tratamento é rápido, em torno de 1 a 3 dias de medicação, a fim de eliminar os parasitas e melhorar o organismo.

Caso o paciente apresente anemia, o recomendado é fazer reposição de ferro por via oral.

Medicamentos

Os medicamentos indicados para ancilostomíase são da classe anti-helmínticos. Entre eles podemos citar:

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento.

Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Prognóstico

O prognóstico é bem positivo para pessoas que seguem o tratamento corretamente. Após concluir o ciclo correto de uso dos medicamentos, grande parte dos pacientes se-encontra completamente curado e sem riscos de complicações.

Ancilostomíase pode ter complicações?

Quando a infecção permanece por um longo período de tempo, a ancilostomíase pode provocar a perda excessiva de ferro e proteínas.

Como consequência, o organismo pode apresentar um atraso em crescimento e desenvolvimento mental e cognitivo. Além disso, é possível apresentar a seguintes complicações:

A falta de ferro ocasiona o desenvolvimento de uma anemia, que causa a diminuição de glóbulos vermelhos. Em casos extremos, essa diminuição pode ocasionar uma insuficiência cardíaca.

Pneumonite

Ao migrar para os pulmões, as larvas podem acabar causando uma inflamação no órgão, que irá reagir causando uma condição chamada de pneumonite.

Profilaxia: como prevenir ancilostomíase?

A principal medida de controle e prevenção da ancilostomíase está relacionada ao desenvolvimento de materiais educativos, que visam compartilhar dicas e hábitos de higiene pessoal e comunitária.

Além disso, uma boa maneira de reduzir as chances de mutação da larva é dando atenção aos possíveis riscos da contaminação do solo.

Manter o saneamento correto, evitando o despejo de fezes e esgoto no solo, contribui para a prevenção da ancilostomíase.

Outras dicas englobam:

  • Evitar andar descalço fora de casa;
  • Beber água potável;
  • Higienizar corretamente alimentos e recipientes;
  • Lavar sempre as mãos.

Ancilostomíase canina

A ancilostomíase pode acometer cães domésticos, por meio do parasita Ancylostona caninum. A principal forma de infecção desses animais é cutânea, através do contato com ambientes externos, em passeios, por exemplo.

Da mesma forma que em humanos, a ancilostomíase em animais também atinge o intestino, pois é onde as larvas consideram ideal, devido à temperatura e umidade.

Posso pegar ancilostomíase através do meu animal de estimação?

Sim. Para garantir a sua saúde e a de seu bichinho, leve-o para tomar todas as vacinas necessárias e certifique-se de levá-lo de em consultas de rotina, a fim de confirmar que está tudo ok.

Por que a ancilostomíase é conhecida como doença do jeca tatu?

A ancilostomíase é uma condição que foi representada em um conto do Monteiro Lobato, intitulado Jeca Tatu. A história aborda os problemas agrícolas causados devido à falta de saneamento básico, ou seja, o Jeca Tatu é usado para criticar as circunstâncias da época.

A ancilostomíase pode ser considerada uma condição de fácil transmissão. Dessa forma, é preciso redobrar os cuidados em áreas de baixo saneamento, sempre evitando ficar descalço em locais de grande umidade e temperaturas elevadas.

Conhece alguém que mora ou frequenta lugares como os mencionados acima? Então compartilhe esse artigo para que eles tenham dicas e auxílio na hora de procurar tratamento!

Источник: https://minutosaudavel.com.br/ancilostomiase/

Ancilostomíase ou ancilostomose: o que é?

Ancilostomose: transmissão, sintomas e tratamento

Ancilostomíase, ancilostomose, amarelão ou doença do Jeca Tatu é o nome dado a uma verminose causada por nematódeos das espécies Necator americanus e Ancylostoma duodenale. Essa doença é contraída quando entramos em contato com solo que contenha a larva desses parasitas. Uma das formas de prevenção, portanto, é sempre andar calçado.

As larvas, após entrarem pela nossa pele, chegam à corrente sanguínea e depois atingem o sistema digestório, onde se desenvolvem. É no intestino delgado humano que o parasita se alimenta e se reproduz. Esses vermes se alimentam do sangue e podem provocar anemia em casos mais graves da doença.

Leia também: Doenças causadas por vermes

Transmissão e prevenção da ancilostomíase

A ancilostomíase é uma doença transmitida pelo contato da pele com a larva do parasita, a qual é encontrada no solo contaminado.

As larvas de Necator americanus e Ancylostoma duodenale contaminam o solo quando uma pessoa doente elimina suas fezes em ambiente inadequado.

Se os ovos presentes nas fezes do doente encontrarem um ambiente adequado, eles eclodirão e liberarão larvas, que sofrerão modificações até se tornarem capazes de infectar os seres humanos.

Como a transmissão ocorre a partir do contato com a larva presente no solo contaminado, é importante tomar alguns cuidados para evitar a doença, sendo o principal deles andar sempre calçado.

Para controlar a verminose, é importante também que se construam instalações sanitárias adequadas, evitando a eliminação de fezes em locais inadequados, e que se realize o tratamento dos doentes.

Campanhas de conscientização sobre a doença são também necessárias.

Leia também: Risco da areia contaminada de parquinhos

Diagnóstico e tratamento da ancilostomíase

A ancilostomíase é diagnosticada por meio da detecção de ovos do parasita em exames parasitológicos de fezes. Após diagnosticada, a doença pode ser tratada com uso de vermífugos, como o mebendazol e albendazol. Se a pessoa estiver anêmica em decorrência da doença, esse problema também deverá ser tratado.

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Источник: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/ancilostomose.htm

Ancilostomose: ciclo, sintomas, tratamento, prevenção, transmissão

Ancilostomose: transmissão, sintomas e tratamento

Nesse texto nós vamos responder as suas principais perguntas sobre ancilostomose. Seguem abaixo algumas das perguntas que vamos responder nesse texto:

O que é ancilostomose (ou ancilostomíase)?

Qual o agente causador da ancilostomose?

Qual o agente causador do bicho geográfico (larva migrans cutânea)?

Qual é o habitat dos vermes da ancilostomose

Como é a morfologia dos agentes etiológicos da ancilostomose

Como é o ciclo da ancilostomose?

Quais são os sintomas da ancilostomose?

A ancilostomose pode causar anemia?

Por que a ancilostomose também é conhecida como amarelão?

Como é feito o diagnóstico da ancilostomose?

Como é o ovo de ancilostomídeo?

Qual é o tratamento da ancilostomose?

Como é a transmissão da ancilostomose?

Como é a prevenção da ancilostomose?

Quem é o hospedeiro definitivo na ancilostomose?

A ancilostomose pode ocorrer em cães e gatos?

Esperamos que você possa aproveitar muito esse texto que elaboramos com muito carinho para você. Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa, rs!

O que é ancilostomose (ou ancilostomíase)?

Ancilostomose, ancilostomíase, amarelão, opilação ou doença do Jeca Tatu é a doença causada pelos parasitas intestinais Ancylostoma duodenale, Necator americanus e em alguns países do Sudeste Asiático pelo Ancylostoma ceylanicum (que tem como hospedeiros cães e gatos). A espécie Ancylostoma braziliense também tem como hospedeiros cães e gatos, mas no ser humano pode causar a larva migrans cutânea, ou bicho geográfico.

Qual o agente causador da ancilostomose?

O agente causador da ancilostomose (agente etiológico) é o Ancylostoma duodenale. A ancilostomose também pode ser causada pelo Necatur americanus, sendo conhecida como necatoríase. Em alguns países do Sudeste Asiático ela também pode ser causada pelo Ancylostoma ceylanicum, que tem como hospedeiros os cães e gatos.

Qual o agente causador do bicho geográfico (larva migrans cutânea)?

O agente causador da larva migrans cutânea é o Ancylostoma braziliense.

Essa espécie de nematoide parasita cães e gatos, e penetra na pele humana, mas permanecem se movimentando entre a epiderme e a derme. Eles não conseguem completar sua evolução no homem.

O quadro clínico resultante é a larva migrans cutânea, que é bastante conhecida popularmente como bicho geográfico, ou bicho das praias.

(fonte: adaptado de cdc.gov)

Qual é o habitat dos vermes da ancilostomose?

Os vermes adultos residem nas porções altas do intestino delgado, após a ampola de Vater. Nos casos de infecções maciças eles podem ser observados no íleo e no ceco. Os adultos também se deslocam de vez em quando para sugar mais sangue em outro local ou para realizarem aproximação sexual. Na maioria das vezes eles permanecem aderidos à mucosa intestinal pela cápsula bucal.

Algumas espécies habitam o intestino humano, outras o intestino de cães e gatos. Em alguns casos elas podem sobreviver por até 8 anos no intestino humano.

Como é a morfologia dos agentes etiológicos da ancilostomose?

Como na maioria das espécies, as fêmeas são maiores que os machos. Elas medem em torno de 1 cm de comprimento e têm corpo cilíndrico. Suas extremidades são mais finas. Os machos apresentam a bolsa copuladora em sua extremidade posterior (ver imagem abaixo).

(Fonte: Rey, 2010).

A morfologia das espécies causadoras da ancilostomose varia um pouco, principalmente no que diz respeito à cápsula bucal (ver imagem abaixo).

(Fonte: Rey, 2010).

Como é o ciclo da ancilostomose?

O ciclo inicia com a penetração cutânea das larvas filarioides. Esse contato geralmente ocorre na pele dos pés ou das mãos do ser humano no caso da espécie Necator americanus. As larvas de Ancylostoma duodenale também podem penetrar pela pele, mas diferente do Necator americanus, elas também podem entrar no organismo humano pela via oral.

Quando estão na pele, as larvas se movimentam continuamente e buscam a circulação linfática ou sanguínea. Ao atingem a circulação elas são levadas até o coração ou aos pulmões. Isso leva em torno de 3 a 5 dias.

Nos pulmões, as larvas de quarto estadio do parasita passam para a luz dos alvéolos pulmonares. As secreções brônquicas e os movimentos ciliares da mucosa dos brônquios, bronquíolos e traqueia faz com que as larvas subam para a laringe e faringe do hospedeiro. Essa etapa é conhecida como ciclo pulmonar.

Agora as larvas são deglutidas junto com o muco e são levadas para o intestino. No intestino as larvas completam sua maturação e se transformam em vermes adultos. Há o amadurecimento sexual dos machos e das fêmeas que já podem copular para originar os novos ovos.

Como citamos anteriormente, as larvas de Ancylostoma duodenale também podem ser ingeridas com alimentos ou com água contaminada. Nesse caso elas não passam pelo ciclo pulmonar, e completam sua evolução no tubo digestivo.

Fonte: adaptado de https://www.cdc.gov/dpdx/hookworm/index.html

Quais são os sintomas da ancilostomose?

A ancilostomose geralmente é assintomática. Quando são observados sintomas, eles geralmente estão relacionados ao estágio de desenvolvimento do parasita e ao local da infecção no hospedeiro. Os sintomas em muitos casos começam quando há penetração na pele, na forma de uma reação eritematosa localizada (coceira da terra).

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Pele

A larva migrans cutânea (ancilostomose zoonótica) começa com uma pápula eritematosa que se desenvolve posteriormente na característica dermatite serpiginosa. Ela é conhecida popularmente como bicho geográfico ou bicho das praias.

Sua principal característica é o desenvolvimento de túneis de 1 a 5 cm na pele. Eles ocorrem quando a larva não é capaz de penetrar nas camadas mais profundas da pele e fica nas camadas mais superficiais.

Esse tipo de infecção normalmente afeta as mãos e os pés, que são os principais locais de contato com o solo (areia da praia).

Pulmões

Durante o estágio pulmonar, a infecção pode se expressar na forma de tosse, espirro, bronquite, hemoptise (expectoração de sangue) e pneumonia eosinofílica (síndrome de Loeffler). Esses sintomas geralmente são autolimitados e não necessitam de intervenção clínica.

Infecção perioral

Os sintomas geralmente são náuseas, vômitos, irritação faríngea, tosse e dispneia (síndrome de Wakana).

Intestino delgado

Assim que os vermes atingem o intestino delgado, os sintomas abdominais não específicos podem ocorrer, como dor abdominal e distensão, diarreia, sangue oculto nas fezes e melena ocasional.

Anemia

A principal característica da ancilostomose é a anemia por deficiência de ferro (anemia ferropriva) secundária à deficiência de ferro. Isso ocorre pelo consumo direto de ferro pelo parasita ou pela perda de sangue pela ligação do parasita ao intestino.

Adicionalmente, a hipoalbunemia pode levar à formação de edema e anasarca generalizada.

Ocasionalmente, alguns pacientes podem sentir vontade de comer terra (geofagia)

A ancilostomose pode causar anemia?

Sim, a anemia é o quadro clínico mais típico da ancilostomose, trazendo consigo todas as consequências (ver sintomas da ancilostomose).

Por que a ancilostomose também é conhecida como amarelão?

O quadro clínico mais característico da ancilostomose é a anemia e suas consequências. Alguns dos sinais e sintomas comuns incluem palidez ou cor amarelada na pele, conjuntivas e mucosas descoradas, cansaço frequente, desânimo e fraqueza.

Essa anemia crônica pode trazer mudanças na personalidade que, juntamente com a desnutrição, compõem o tipo clássico do “Jeca Tatu”, um camponês desanimado e indolente, descrito por Monteiro Lobato.

Como é feito o diagnóstico da ancilostomose?

O diagnóstico parasitológico da ancilostomose é feito pela busca dos ovos em amostras de fezes. Os ovos são bem característicos e costumam aparecer em grande número nas fezes dos pacientes.

O exame parasitológico de fezes pode ser feito com um simples esfregaço em uma lâmina com solução fisiológica. Nos casos em que há infecções mais leves, o recomendado é que sejam utilizadas técnicas de enriquecimento.

Um dos métodos indicados é o de centrífugo-flutuação no sulfato de zinco.

O método de Stoll também pode ser interessante, por fornecer uma estimativa da carga parasitária (número de ovos/grama de fezes).

(fonte: adaptado de cdc.gov)

Como é o ovo de ancilostomídeo?

As fêmeas de Ancylostoma duodenale põe 20.000 a 30.000 ovos/dia. Já as fêmeas de Necator americanus põe aproximadamente 9.000 ovos/dia. Os ovos das diferentes espécies são muito parecidos.

Eles são ovoides, ou elípticos, de casca fina e transparente. E entre a casca e a célula-ovo já sempre um espaço claro. A larva já pode estar completamente formada depois de 18 horas.

Já a eclosão pode ocorrer no ambiente 2 a 3 dias depois.

(Fonte: adaptado de cdc.gov)

Qual é o tratamento da ancilostomose?

Os anti-helmínticos mais utilizados na prática clínica são:

1. Mebendazol (100 mg v.o., 2x/dia – 3 dias): esse medicamento é efetivo contra Necator americanus, Ancylostoma duodenale e ceylanicum.

2. Albendazol (400 mg v.o., 1x/dia, 3 dias): não deve ser utilizado durante a gravidez.

3. Pirantel (10 mg/kg, v.o., 3 dias; ou 20 mg/kg, dose única): igualmente eficiente contra ancilostomídeos.

Tratamento Antianêmico

O tratamento básico consiste na administração de ferro e de nutrição adequada, particularmente rica em proteínas e vitaminas. A resposta à administração de sulfato ferroso costuma ser rápida (200 mg, v.o., 3x/dia, 3 meses).

Como é a transmissão da ancilostomose?

A transmissão da ancilostomose ocorre quando há contato da pele com fezes humanas contendo ovos larvados de ancilostomatídeos. Quando há esse contato, as larvas penetram ativamente na pele, ou podem ser ingeridas.

É importante salientarmos que o comportamento humano é decisivo para a existência dessa parasitose. O homem é o único hospedeiro, então é a única fonte de infecção.

Quando pessoas infectadas defecam no chão, podem ser eliminados mais de 10.000 ovos por grama de fezes.

Tudo isso aliado às condições precárias de moradia e de higiene, fazem com que a população local tenha grandes chances de se contaminar.

As crianças constituem um dos grupos mais vulneráveis, pois têm o hábito de andar descalços e de sentarem-se e brincar no chão. Além de muitas vezes não higienizarem adequadamente as mãos, levando-as constantemente à boca.

Como é a prevenção da ancilostomose?

– Uso de calçados: Utilizar calçados constantemente é o meio mais efetivo de controle da ancilostomose

– Tratamento com anti-helmínticos: mebendazol, albendazol, pirantel etc.

– Tratamento com antianêmicos: utilizado para recompor as reservas fisiológicas de ferro no organismo

– Destino adequado das excretas humanas: construção e uso de latrinas ou instalações sanitários adequadas. Além disso a educação sanitária é imprescindível.

– Combate às larvas no solo: diversas substâncias podem interferir na biologia das larvas, como capim-limão e capim-cidreira.

Quem é o hospedeiro definitivo na ancilostomose?

Não há hospedeiro intermediário na ancilostomose humana. O homem é o único hospedeiro na maioria das espécies que infectam o ser humano. Os animais também podem ser acometidos por essa parasitose, então abaixo vamos apresentar as principais espécies de ancilostomatídeos e seus respectivos hospedeiros.

1. Necator americanus: praticamente exclusivo do homem (e alguns primatas);

2. Ancylostoma duodenale: parasita habitual do homem

3. Ancylostoma caninum: infecta cães e gatos, pode invadir a pele humana, produzindo dermatites (larva migrans cutânea).

4. Ancylstoma braziliense: próprio de cães e gatos domésticos ou silvestres

5. Ancylostoma ceylanicum: parasita cães e gatos. Também pode infectar com frequência o homem (Ásia, Pacífico, Suriname).

A ancilostomose pode ocorrer em cães e gatos?

Sim, a ancilostomose também pode ocorrer em cães e gatos. Aliás, algumas espécies de ancilostomatídeos parasitam preferencialmente, ou exclusivamente, cães e gatos. Nesses casos, algumas espécies podem causar a larva migrans cutânea, ou bicho geográfico, no ser humano. Esse é o caso da Ancylostoma braziliensis.

Referências

https://www.cdc.gov/dpdx/hookworm/index.html

https://www.cdc.gov/parasites/zoonotichookworm/biology.html

Neves, D. P. Parasitologia Humana – 12ª Ed. 2011.

Rey, Luis. Bases Da Parasitologia Médica – 3ª Ed. 2011.

Para saber mais sobre o diagnóstico parasitológico, conheça o curso de Técnicas Parasitológicas Aplicadas às Análises Clínicas (clique aqui).

Источник: https://ibapcursos.com.br/ancilostomose-ciclo-sintomas-tratamento-prevencao-transmissao/

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