Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)

Anemia ferropriva: o que é e quais são seus sintomas

Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)
Imagem de Narupon Promvichai por Pixabay

A anemia é uma doença causada pela carência de hemoglobina – uma proteína existente no interior das hemácias (células sanguíneas também conhecidas como glóbulos vermelhos), cuja principal função é o transporte de oxigênio – no sangue.

A anemia, ou carência de hemoglobina no sangue, pode ser causada pela deficiência de vários nutrientes, como ferro, zinco, vitamina B12 e proteínas.

Quando a anemia decorre da deficiência de ferro, a condição é chamada anemia ferropriva. Essa costuma ser a causa principal dos quadros de anemia – normalmente 90% dos casos.

A deficiência de ferro é uma condição perigosa para a saúde do organismo. O ferro é um nutriente essencial para a manutenção da vida, uma vez que atua principalmente na fabricação de células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

Apesar da anemia ferropriva ser comum, muitas pessoas não sabem que a possuem. Isso porque, mesmo apresentando os sintomas durante anos, as pessoas não os relacionam com a doença e não procuram ajuda especializada.

Em mulheres em idade fértil, a causa mais comum de anemia ferropriva é a perda de ferro no sangue devido à menstruação intensa ou à gravidez. Uma dieta pobre em ferro e vitamina C ou certas doenças intestinais que afetam a forma como o corpo absorve o ferro também podem causar anemia ferropriva.

Apesar do grupo mais afetado pela anemia ser o das mulheres em fase de reprodução, gestação e lactação, a doença pode afetar qualquer pessoa em qualquer fase da vida.

Certos distúrbios ou cirurgias que afetam os intestinos também podem interferir na forma como o organismo absorve ferro. E mesmo se houver ingestão suficiente de ferro na dieta, a doença celíaca ou cirurgia intestinal podem limitar a quantidade de ferro absorvida pelo intestino.

Sintomas de anemia ferropriva e diagnóstico

Os sinais e sintomas de anemia ferropriva são inespecíficos. É necessário realizar exames laboratoriais de sangue para confirmar o diagnóstico. De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas de anemia ferropriva são:

  • Fadiga generalizada;
  • Falta de apetite;
  • Palidez de pele e da parte interna do olho e das gengivas;
  • Menor disposição para o trabalho;
  • Dificuldade de aprendizagem;
  • Apatia (pessoa muito parada);
  • Retardamento do crescimento;
  • Baixo peso ao nascer;
  • E mortalidade perinatal.

Além desses sintomas, a anemia ferropriva está associada a até 50% das mortes de mulheres que dão à luz.

Outros sintomas de anemia podem ser:

  • Fraqueza;
  • Falta de ar;
  • Tontura;
  • Vontade de comer coisas estranhas que não são alimentos, como sujeira, gelo ou argila;
  • Formigamento nas pernas;
  • Inchaço ou dor da língua;
  • Mãos e pés frios;
  • Batimentos cardíacos rápidos ou irregulares;
  • Unhas quebradiças;
  • Dores de cabeça.

Prevenção

Para evitar o desenvolvimento de anemia ferropriva é necessário consumir boas fontes de ferro. E o ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. Entretanto, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes de ferro.

Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais; nozes e castanhas, melado de cana, rapadura e açúcar mascavo.

Mas, para absorver o ferro dos vegetais, é necessário consumir quantidades suficientes de vitamina C, cuja fonte pode ser limão, laranja, kiwi, entre outras.

Tratamento

A anemia ferropriva normalmente é tratada com suplementos de ferro ou mudanças na dieta. Se você suspeita que está anêmico, consulte um médico, pois ele saberá diagnosticar e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.

Diagnosticar e tratar por conta própria a anemia por deficiência de ferro pode resultar em efeitos adversos para a saúde, devido ao excesso de ferro no sangue. As complicações de muito ferro no sangue incluem danos no fígado e constipação. Se tiver sintomas de anemia por deficiência de ferro, fale com o seu médico.

Fontes: Healthline e Ministério da Saúde

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Anemia ferropriva: o que é, sintomas e tratamento

Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)

A anemia ferropriva é um tipo de anemia que acontece devido à falta de ferro no organismo, o que diminui a quantidade de hemoglobina e, consequentemente, hemácias, que são as células do sangue responsáveis por transportar oxigênio para todos os tecidos do corpo. Assim, há sintomas como fraqueza, desânimo, cansaço fácil, pele pálida e sensação de desmaio, por exemplo.

O tratamento para a anemia ferropriva é feita por meio de suplementação de ferro por aproximadamente 4 meses e uma dieta rica em alimentos que contém ferro, como feijão preto, carne e espinafre, por exemplo.

Essa doença é grave e pode colocar a vida da pessoa em risco quando os valores de hemoglobina estão abaixo de 11 g/dL para mulheres e de 12 g/dL para homens. Isso é potencialmente grave porque pode impedir a realização de alguma cirurgia que seja necessária.

Sintomas de anemia ferropriva

Inicialmente a anemia ferropriva apresenta sintomas sutis que nem sempre são percebidos pela pessoa, mas à medida que a falta de ferro no sangue vai se agravando, os sintomas se tornam mais aparentes e frequentes, sendo eles:

  • Cansaço;
  • Fraqueza generalizada;
  • Sonolência;
  • Dificuldade para praticar exercícios;
  • Tontura;
  • Sensação de tontura ou desmaio;
  • Palidez cutânea e das mucosas dos olhos;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos da memória;
  • Dor de cabeça;
  • Unhas fracas e quebradiças;
  • Pele seca;
  • Dor nas pernas;
  • Inchaço nos tornozelos;
  • Queda de cabelo;
  • Falta de apetite.

A anemia ferropriva é mais fácil de acontecer em mulheres e crianças, pessoas com hábitos vegetarianos ou que fazem doações de sangue de forma frequente.

Para saber o risco de estar com anemia, selecione os sintomas que possa estar apresentando no teste de sintomas a seguir:

Principais causas

A principal causa da anemia ferropriva é a alimentação pobre em ferro, que pode acontecer mesmo em pessoas que estão dentro do peso ideal ou acima do peso. Além disso, a falta de ferro pode acontecer devido à dificuldade de absorção do ferro pelo organismo, que é o que acontece no caso de doença celíaca ou quando uma parte do intestino foi removido do corpo.

A diminuição da quantidade de ferro circulante no organismo também pode ser devida à perda de sangue contínua e prolongada dentro do sistema digestório, sendo essa causa comum em caso de hérnias ou úlceras de estômago, por exemplo. No entanto, a menstruação abundante ou o sangramento de escape que persiste por mais de 8 dias também pode causar a deficiência de ferro.

Durante a gravidez é normal que a mulher tenha baixas concentrações de ferro no sangue, isso porque o organismo da mulher prioriza o desenvolvimento do bebê, o que faz com que os estoques e o ferro presentes sejam direcionados para o desenvolvimento do feto.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da anemia ferropriva é feito por meio do hemograma, em que se observa principalmente a quantidade de hemoglobina e os valores de RDW, VCM e HCM, que são índices presentes no hemograma, além da dosagem de ferro sérico, ferritina, transferrina e saturação da transferrina.

O principal parâmetro utilizado para confirmar a anemia é a hemoglobina, que nesses casos é:

  • Menor que 13,5 g/dL para recém-nascidos;
  • Menor que 11 g/dL para bebês até 1 ano e gestantes;
  • Menor que 11,5 g/dL para crianças;
  • Menor que 12 g/dL para mulheres adultas;
  • Menor que 13 g/dL para homens adultos.

Em relação aos parâmetros relacionados com o ferro, na anemia ferropriva é percebida pela diminuição de ferro sérico e da ferritina e aumento da transferrina e da saturação da transferrina.

Tratamento para anemia ferropriva

O tratamento da anemia ferropriva deve ser feito de acordo com a sua causa e normalmente inclui o uso de 60 mg de suplemento de ferro por dia, além do consumo de alimentos ricos em ferro como lentilha, salsa, feijão e carnes vermelhas, por exemplo. Veja como fazer uma alimentação rica em ferro.

Comer alimentos ricos em vitamina C potencializa a absorção do ferro. Em contrapartida, existem alguns alimentos que prejudicam a absorção do ferro como, por exemplo, os taninos e a cafeína encontrados no café e o oxalato presente no chocolate. Assim, a melhor sobremesa para quem tem anemia é uma laranja, e as piores são café e chocolate.

O tratamento deve ser indicado pelo médico e a alimentação pode ser orientada por um nutricionista, sendo importante repetir os exames 3 meses depois de iniciar o tratamento, porque o excesso de ferro pode prejudicar o fígado.

Veja como curar a anemia ferropriva no vídeo a seguir:

Источник: https://www.tuasaude.com/anemia-ferropriva/

Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)

Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)

Existem três grupos de células circulando em nosso sangue: glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.

Anemia é nome dado quando há diminuição do número de glóbulos vermelhos circulantes no sangue.

A anemia ferropriva, chamada em Portugal de anemia ferropénica, é a anemia provocada pela carência de ferro. Essa forma de anemia é a mais comum em todo mundo.

O ferro é um mineral essencial para a produção da hemoglobina, proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio pelo nosso organismo. Quando há carência de ferro, a medula não consegue produzir hemácias em quantidades adequadas.

Vamos explicar essa relação com mais detalhes.

Relação entre ferro e anemia

Os glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias ou eritrócitos, são as células do sangue responsáveis pelo transporte de oxigênio. São as hemácias que captam o oxigênio inspirado pelos pulmões e o leva até todas as células do nosso corpo.

Chamamos de anemia quando a concentração de hemácias do sangue está reduzida. Para um melhor entendimento do que é uma anemia, sugiro a leitura do nosso texto: ANEMIA – Sintomas e Causas.

O principal componente da hemácia é a hemoglobina, uma proteína que necessita de ferro para ser formada. Quando ocorre uma deficiência de ferro no organismo, há falta de matéria-prima para a formação da hemoglobina e, consequentemente, para a formação das hemácias. A incapacidade de produzir hemácias provoca a anemia.

Portanto, toda vez que os estoques de ferro do organismo estão baixos, nós desenvolvemos uma anemia ferropriva ou anemia por carência de ferro.

O corpo controla seus estoques de ferro de modo preciso, mantendo-o sempre estável. Quando estamos com o estoque completo, o intestino para de absorver o ferro dos alimentos, deixando-o ser excretado nas fezes. Se os níveis de ferro baixam, o intestino delgado volta a absorver o ferro dos alimentos, repondo nossos estoques.

O ferro absorvido no intestino é estocado no fígado, “empacotado” em uma proteína chamada ferritina. Quando temos níveis baixos de ferritina, significa que os nossos estoques de ferro estão baixos (leia: EXAMES DE SANGUE | VHS, PCR, LDH, Ferritina e CK).

Geralmente, da quantidade total de ferro existente no nosso corpo, metade fica dentro das hemácias e metade estocada em forma de ferritina.

Ainda há uma pequena fração ligada à transferrina, uma proteína que transporta o ferro dos estoques em direção à medula óssea, onde são produzidas as novas hemácias.

Geralmente, adultos saudáveis não precisam de muito ferro na dieta, pois o ferro já presente no organismo é constantemente reciclado.

Quando uma hemácia torna-se velha e é destruída (mais ou menos com 120 dias de vida), o seu ferro é captado pela transferrina e levado de volta à medula óssea, sendo reaproveitado na formação de uma nova hemácia.

Portanto, são precisos muitos anos com uma baixa absorção de ferro para que haja uma deficiência nos estoques corporais.

O grande risco de uma alimentação pobre em ferro se dá naqueles indivíduos que estão precisando de mais ferro do que o existente nos estoques.

Dois exemplos fáceis de se entender são as crianças e as grávidas. O primeiro grupo está constantemente em crescimento e, portanto, necessitando de quantidades cada vez maiores de ferro. As crianças de 6 meses a 3 anos são as mais propensas a desenvolverem carência de ferro, pois apresentam grande demanda e ainda não tiveram tempo para criarem seus estoques.

As grávidas geralmente apresentam bons estoques de ferro, todavia, passam a gastá-lo de forma rápida na formação de um novo ser. Nestes dois grupos, uma dieta rica em ferro é essencial para se manter os estoques em níveis adequados.

Dieta

Como já explicado, uma deficiência simples de ferro na dieta é atualmente uma causa rara de anemia ferropriva em adultos saudáveis. A dieta da maioria das pessoas contém quantidades suficientes de ferro para compensar as pequenas perdas que ocorrem ao longo do tempo.

A não ser em pessoas com desnutrição por falta de alimentação, não é preciso haver muita preocupação com a dieta, pois a maioria das carnes têm quantidades suficientes de ferro. Mesmo os vegetarianos são capazes de ingerir boas quantidade de ferro, já que alimentos como espinafre, ovos, creme de trigo, feijão e cereais contêm bastante ferro.

Má absorção

A deficiência de ferro e a anemia ferropriva podem surgir em pacientes com doenças do trato gastrointestinal que impeçam a absorção de ferro cronicamente, como nos casos de gastrite atrófica ou doença celíaca (leia: DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten). Esse pacientes podem ingerir até bastante ferro, mas não conseguem absorvê-lo, impedindo-os de repor seus estoques quando necessário.

Perdas de sangue

A principal causa de anemia ferropriva é perda de sangue. Quando perdemos sangue, perdemos junto o ferro que estava dentro das hemoglobinas, obrigando o organismo a lançar mão dos seus estoques na produção de novas hemácias.

Quando o sangramento é visível, como nos casos de vômitos com sangue, sangue nas fezes (leia: SANGUE NAS FEZES | Principais causas de hemorragia digestiva) ou traumatismos com sangramentos, por exemplo, a causa da anemia torna-se óbvia, pois há perdas agudas de grande volume de hemácias.

Nestes casos, até há uma grande perda de ferro, mas a causa da anemia é uma perda imediata de sangue, sem que haja tempo hábil para o organismo produzir mais hemácias. Mulheres com períodos menstruais muito fortes também podem desenvolver anemia ferropriva.

A anemia ferropriva é mais difícil de ser identificada quando há pequenos sangramentos, mas de forma constante. Esses quadros são comuns em úlceras de estômago, tumores do intestino e hemorroidas (leia: HEMORROIDAS | SINTOMAS E TRATAMENTO).

Muitas vezes o paciente nem sequer nota a presença de sangue nas fezes.

A quantidade de sangue perdida é pequena para causar uma anemia imediata, mas a longo prazo faz com que o organismo tenha que estar sempre usando seus estoques de ferro para compensar as hemácias perdidas nos sangramento.

Nestes casos, a quantidade de ferro na dieta pode ser menor do que a necessária para repor os estoques, fazendo com que o paciente esgote suas reservas e desenvolva anemia ferropriva ao longo do tempo.

Portanto, atualmente, qualquer anemia ferropriva, a não ser que haja uma causa óbvia, deve indicar a investigação de uma fonte de sangramento oculta.

Sintomas

Os sintomas da anemia ferropriva são os mesmos dos de qualquer anemia: cansaço, palidez da pele, falta de ar, intolerância ao exercício, taquicardia (coração acelerado).

Todavia, a anemia ferropriva pode causar alguns sintomas que não são comuns em outras anemias, como perversão do apetite (também chamado de pica), que é o desejo de comer não-alimentos, como gelo, terra, papel, concreto, etc.

A síndrome das pernas inquietas é também um achado comum. Um outro sinal típico da anemia ferropriva é a presença de uma urina muito avermelhada após a ingestão de beterraba.

Diagnóstico

O diagnóstico de anemia é feito através do hemograma, que é o exame de sangue que nos mostra os valores da hemoglobina e do hematócrito (percentual de hemácias no sangue).

Em geral, dizemos que há anemia quando o hemograma mostra:

  • Hematócrito menor que 41% nos homens ou 35% nas mulheres.
  • Hemoglobina menor que 13 g/dL nos homens ou 12 g/dL nas mulheres.

O hemograma estabelece o diagnóstico da anemia, mas não é capaz de nos dizer a sua causa. Os valores do VCM (volume corpuscular médio) e HCM (hemoglobina corpuscular média), que também são avaliados no hemograma, costumam estar reduzidos na anemia ferropriva, mas a confirmação da carência de ferro precisa ser feita com outras análises.

Explicamos os resultados do hemograma com mais detalhes no artigo: HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados.

Avaliação dos estoques de ferro corporal

No seguimento da investigação da anemia devemos dosar a quantidade de ferro no sangue, a ferritina e a saturação de transferrina, que são exames que basicamente nos dizem como estão os estoques de ferro no organismo.

Estando estes valores baixos na presença de anemia, pode-se dizer que há uma anemia por carência de ferro.

Se não houver causas óbvias para a anemia ferropriva, tipo gravidez ou hemorragias visíveis, o indicado é investigar perdas sanguíneas ocultas do trato digestivo. Os dois exames mais utilizados para esse fim são a endoscopia digestiva e a colonoscopia.

Alimentos ricos em ferro

Apesar da dieta ser importante, as pessoas com deficiência de ferro costumam precisar de mais ferro do que podem consumir através da sua alimentação.

Em uma dieta normal de 2000 calorias, existe, em média, cerca de 10 mg de ferro elementar. Já um único comprimido de sulfato ferroso 325 mg contém 65 mg de ferro elementar.

Portanto, o aumento do consumo de ferro na dieta não é normalmente recomendada como único tratamento para uma anemia por deficiência de ferro. Isso não significa, porém, que uma dieta rica em ferro não possa ajudar. Quanto mais ferro o paciente conseguir consumir em sua dieta, menor será a necessidade de repor ferro com suplementos.

Em geral, os alimentos mais ricos em ferro são:

  • Carne vermelha.
  • Gema de ovo.
  • Farinha de peixe (farinha de pescado).
  • Folhas verde escuras, como espinafre e couve.
  • Frutas secas, como ameixa e passas.
  • Cereais e grãos enriquecidos com ferro (verifique os rótulos).
  • Moluscos (ostras, mariscos e vieiras).
  • Miúdos de peru ou frango.
  • Feijão, lentilha, grão ervilhas e soja.
  • Fígado.
  • Alcachofras.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/hematologia/anemia-ferropriva/

O que é anemia ferropriva? | Boa Pergunta

Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)

Não tem segredo: a anemia ferropriva nada mais é do que a versão dessa doença provocada pela deficiência de ferro. Apesar de não ser o único tipo — ela também pode surgir por falta de ácido fólico, entre outras causas —, é de longe a mais prevalente em todo o mundo.

Até por isso, a leitora Maria Rosimeire Peixoto nos enviou uma carta pedindo para esclarecermos o que caracteriza essa encrenca. Quais são seus sintomas? Como tratá-la?

Para tirar essas e outras dúvidas, SAÚDE conversou com o pediatra especializado em nutrologia Flávio Diniz Capanema, coordenador do Núcleo de Inovações Tecnológicas e Proteção ao Conhecimento da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Antes de tudo, cabe lembrar que toda e qualquer anemia é marcada pela baixa concentração de hemoglobina. Essa proteína, presente nas hemácias (as células vermelhas do sangue) transporta o oxigênio pela circulação. E o ferro é peça-chave nesse processo.

Como a anemia ferropriva surge e quais seus sintomas

Em cerca de 80% dos casos, decorre de uma alimentação inadequada que leva ao consumo insuficiente do mineral, especialmente nas fases da vida em que há uma maior demanda por ele, como na infância e durante a gravidez. No entanto, a má absorção de ferro ou a perda crônica de sangue também estão por trás da chateação.

O paciente apresenta palidez, cansaço, sonolência e tontura. Nos quadros mais severos, há falta de ar, insuficiência cardíaca e palpitações.

Se notar esses sinais, procure um clínico geral ou, no caso dos pequenos, um pediatra. Para fechar o diagnóstico, ele precisará pedir um hemograma, o famoso exame de sangue.

A queda nos índices de hemoglobina também afeta o sistema límbico, que é a área do cérebro responsável pela regulação do prazer, incluindo aí o gustativo. Por isso, o apetite é comprometido.

“A pessoa não se alimenta adequadamente e pode desenvolver hábitos bizarros, como comer terra ou chupar gelo”, relata o médico.

Como o nutriente participa ativamente do trabalho dos neurônios, crianças anêmicas às vezes desenvolvem déficit cognitivo e dificuldades de memorização, raciocínio e linguagem. “Com pouco ferro para ajudar no crescimento, elas podem ter sequelas permanentes”, informa o especialista.

Por fim, a deficiência impacta o sistema imunológico, tornando os portadores mais vulneráveis a infecções.

Como na infância as consequências são mais sérias, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda verificar a presença de anemia já aos 12 meses de idade. “O profissional deve ficar atento. Com diagnóstico precoce, há menor risco de sequelas”, afirma Capanema.

Quais são os grupos de risco

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população mundial é anêmica. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, sua prevalência é cerca de quatro vezes maior — e a anemia ferropriva responde por 95% de todos os casos.

As crianças são as maiores vítimas, sobretudo nos primeiros dois anos de vida.

Adolescentes e gestantes também merecem atenção especial. “Como a mulher passa a nutrir o feto, o corpo privilegia as reservas de ferro para ele, criando uma deficiência extra”, explica o profissional.

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Capanema lembra que a molecada acima do peso não está livre de se tornar anêmica. “Os pais acham que o filho está saudável porque é gordinho, mas temos que desmistificar isso. Os obesos estão em um processo inflamatório contínuo, o que prejudica a absorção de ferro”, avisa.

Anemia indica a presença de outras doenças?

“Ela tem um diagnóstico sindrômico. Isso significa que é uma manifestação comum de várias enfermidades diferentes”, responde o coordenador da Fhemig.

Quando não resulta da dieta, a anemia pode vir de problemas por trás de hemorragias ou hemólise — a destruição das células vermelhas do sangue. Alguns exemplos de males que disparam esses processos: doenças parasitárias (leishmaniose, esquistossomose), enfermidades hereditárias (talassemia) ou cânceres que atacam a medula (linfomas, leucemia).

Como tratar a anemia ferropriva

O tratamento em si é simples: o doutor receita doses de sulfato ferroso via oral por mais ou menos três meses. Ajustes na dieta também são importantes em alguns cenários.

No mais, é fundamental verificar se não há doenças escondidas que estão provocando a deficiência de ferro.

Dá para evitar?

Antes de mais nada, a prevenção passa pela reeducação alimentar. Carne vermelha, espinafre, feijão, couve e agrião possuem boas doses de ferro.

“No entanto, o ferro vindo de origem vegetal não é tão bem absorvido pelo organismo. Quando o associamos a fruta cítricas, o ácido fólico presente nelas dá uma ajuda”, ensina o especialista.

Por isso, a orientação é comer mais frutas azedinhas com as refeições. Vale laranja, uva, abacaxi, acerola, limão, caju, pitanga…

Via de regra, as gestantes vão precisar de suplementação. Elas são aconselhadas durante o pré-natal.

Agora, para os recém-nascidos a coisa muda. A melhor e mais eficaz maneira de evitar a anemia ferropriva na infância é a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida. “O leite materno é o alimento que mais passa ferro para o organismo do bebê. É uma orientação mundial que surte bons efeitos”, indica o médico.

No momento do parto, uma medida interessante é esperar entre um e dois minutos para cortar o cordão umbilical. Isso aumenta os estoques do nutriente no recém-nascido.

Dos 6 meses até os 2 anos, a suplementação é comum devido à alta prevalência de anemia ferropriva. “Bebês prematuros ou de baixo peso correm risco adicional”, completa o profissional.

Capanema lembra ainda da importância de não oferecer leite de vaca antes do primeiro ano de idade do pequeno. É que a bebida concentra bastante caseína. “Essa proteína costuma inflamar a mucosa intestinal, levando a pequenos sangramentos no órgão por trás da anemia”, esclarece Capanema.

Portanto, as crianças que não são amamentadas por qualquer motivo devem receber fórmulas específicas. E não o leite de caixinha do restante da família.

A ingestão inadequada de ferro motivou uma regulamentação no Brasil. Desde 2004, a indústria é obrigada pelo Ministério da Saúde a fortificar farinha de trigo e milho com esse mineral — e com ácido fólico também.

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  • Alimentação
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  • Anemia
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  • Exames
  • Gravidez

Источник: https://saude.abril.com.br/blog/boa-pergunta/o-que-e-anemia-ferropriva/

Anemia ferropriva: sintomas, tratamentos e causas

Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)

Anemia ferropriva é o tipo de anemia decorrente da privação, deficiência, de ferro dentro do organismo levando à uma diminuição da produção, tamanho e teor de hemoglobina dos glóbulos vermelhos, hemácias.

O ferro é essencial para a produção dos glóbulos vermelhos e seus níveis baixos no sangue comprometem toda cascata de produção das hemácias.

Dentro dos glóbulos vermelhos existe uma proteína chamada hemoglobina que tem na sua estrutura bioquímica a presença de moléculas de ferro e de cobalto (o cobalto está presente na vitamina B12).

A hemoglobina é a responsável pelo transporte do oxigênio que respiramos até todas as células do corpo humano. Na diminuição desta (hemoglobina) o transporte de oxigênio fica comprometido e várias consequências danosas serão desencadeadas. Estima-se que 90% das anemias sejam causadas por deficiência de ferro.

Causas

Existem diversas causas para a anemia ferropriva, são elas:

Falta de ferro na alimentação: Continua sendo ainda a causa mais frequente de anemia ferropriva no mundo, principalmente em crianças abaixo de 2 anos e mulheres gestantes.

No Brasil, estima-se que atinja 25 % das crianças até os 2 anos de idade e 21% até os 5 anos de idade.

Alguns estudos no Brasil chegaram a apontar uma prevalência de anemia em 50% ou mais em crianças até os 5 anos de idade, que frequentavam escolas ou creches e Unidades Básicas de Saúde.

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Diminuição da absorção do ferro pela mucosa intestinal: Várias condições clínicas podem afetar a absorção de ferro na mucosa intestinal. São elas:

  • Cirurgias que retiram partes do estômago e/ou intestino que afetam a absorção do ferro como gastrectomias por úlceras no estômago e cirurgia bariátrica que retira parte do estômago e do intestino para redução do peso
  • Parasitoses (verminoses) intestinais como ancilostomíase, causada pelo parasita Ancylostoma duodenales, que “roubam” o ferro dos alimentos antes destes ser absorvido pelo intestino
  • Trânsito intestinal acelerado, como nos casos de diarreias frequentes dificultando a absorção do ferro durante sua passagem pelo tubo digestivo que é o local de absorção deste
  • Doença Celíaca (enteropatia pelo glúten) que leva à diminuição da absorção do ferro causada pela inflamação crônica da mucosa intestinal e diarreias frequentes.

Perda de sangue recorrente causada por:

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  • Fluxo sanguíneo menstrual de grande volume e por muitos dias, condição chamada de hipermenorréia pelos ginecologistas. Também podem ser a causa de sangramentos vaginais excessivos os miomas uterinos
  • Sangramentos crônicos do tubo digestivo causado por úlceras gástricas ou duodenais, câncer gastrointestinal, hemorroidas, divertículos, doenças inflamatórias intestinais em fase aguda como Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, varizes esofágicas e parasitoses intestinais
  • Sangramentos constantes pelo nariz (epistaxe ) ou pela urina ( hematúria e hemossidenúria )
  • Doenças descamativas da pele que cursam com descamação cutânea excessiva.

Fatores de risco

O fator de risco mais importante para a anemia ferropriva é a dieta deficiente em ferro. Crianças e adolescentes, gestantes e idosos são os públicos mais vulneráveis.

Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica para redução do peso também correm maior risco de deficiência de ferro. Pessoas que dependem de terceiros para se alimentarem como idosos em asilos ou incapacitados fisicamente também podem ter anemia ferropriva.

Pacientes com hipotireoidismo podem desencadear anemia como manifestação secundária. Vegetarianos mal orientados são também grupo de risco.

Sintomas de Anemia ferropriva

Existe uma gama de sintomas desencadeados pela anemia ferropriva, são eles:

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  • Fadiga crônica e desânimo
  • Cansaço aos esforços
  • Pele e mucosas pálidas (descoradas)
  • Tonturas e sensação de desmaio
  • Dores de cabeça e dores nas pernas
  • Geofagia ( vontade incontrolável de comer terra )
  • Queda de cabelo e unhas fracas e quebradiças
  • Falta de apetite
  • Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos )
  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória
  • Diminuição do desejo sexual.

Buscando ajuda médica

Se um ou alguns dos sintomas acima citados estão fazendo parte do seu dia a dia é importante procurar ajuda médica para confirmar o diagnóstico de anemia ferropriva.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma anemia ferropriva são:

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  • Clínico geral
  • Nutrólogo
  • Endocrinologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

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O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Há quanto tempo você tem esses sintomas?
  • Como são seus hábitos alimentares?
  • Você tem perda de sangue recorrente?
  • Você passou por alguma cirurgia no intestino ou estômago?.

Diagnóstico de Anemia ferropriva

Com um simples exame de sangue já é possível confirmar se o paciente está anêmico e se é a carência do ferro a causa. Os exames mais apropriados são:

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  • Hemograma (série vermelha): detecta se a taxa de hemoglobina está baixa e se o formato dos glóbulos vermelhos está alterado. Glóbulos vermelhos muito pequenos (microcitose) e de coloração mais descorada (hipocromia ) são dados que confirmam ser a deficiência de ferro a principal causa
  • Ferritina: avalia as reservas de ferro dentro do organismo, que geralmente estão baixas na anemia ferropriva
  • Outros parâmetros como dosagem de ferro e capacidade total de ligação do ferro podem se alterar em outras condições clínicas e não apenas na anemia ferropriva, devendo ser avaliados com cautela para não haver confusão no diagnóstico.

Estes parâmetros acima citados, quando alterados, muitas vezes exigem exames complementares à fim de procurar causas para a carência de ferro. Uma boa anamnese alimentar (entrevista sobre os hábitos alimentares do paciente) pode confirmar uma alimentação pobre em ferro. Quando não parece ser a falta de ferro na alimentação causas secundárias devem ser investigadas exigindo exames como:

  • Endoscopia Digesta Alta
  • Colonoscopia
  • Exame Parasitológico de Fezes
  • Esfregaço da Medula Óssea
  • Urina Tipo 1
  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes.

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Tratamento de Anemia ferropriva

O tratamento à princípio é repor a necessidade imediata de ferro do organismo, por meio da prescrição de doses medicamentosas deste nutriente.

As doses de sais de ferro podem chegar a 200 ou 300 mg tomadas em doses diárias por no mínimo 2 a 3 semanas, variando conforme cada caso e grau de anemia.

As causas secundárias como má absorção intestinal, perdas sanguíneas crônicas e parasitoses intestinais devem ser tratadas conforme cada caso.

O que é anemia?

Medicamentos para Anemia ferropriva

Os medicamentos mais para o tratamento de anemia ferropriva são:

  • Combiron
  • Combiron fólico
  • Ferronil
  • Hemax Eritron
  • Hemogenin
  • Neutrofer
  • Noripurum EV
  • Noripurum fólico

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Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Complicações possíveis

O não tratamento da anemia por carência de ferro pode trazer complicações cardiovasculares como insuficiência cardíaca podendo levar ao óbito, quando a anemia for profunda. Em casos de anemia mais leve o paciente poderá se queixar frequentemente dos sintomas acima citados e sua imunidade pode ficar comprometida e infecções frequentes podem ocorrer.

Anemia ferropriva tem cura?

O tratamento da anemia ferropriva devolve a qualidade de vida do paciente.

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Referências

Roberto Navarro, nutrólogo, CRM: 78392/SP

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/anemia-ferropriva

Sobre a Medicina
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