Anemia sideroblástica: o que é, sintomas, causas e tratamento

Anemia provoca cansaço e falta de apetite; como combater a doença?

Anemia sideroblástica: o que é, sintomas, causas e tratamento

A anemia é uma condição caracterizada pela queda no conteúdo de hemoglobina, o pigmento que dá cor aos glóbulos vermelhos no sangue. Isso pode ocorrer pela carência de um ou mais nutrientes essenciais, como ferro (de longe o mais comum), zinco, vitamina B12 e proteínas. Também pode ser consequência da perda de sangue ou de diferentes doenças ou condições adquiridas ou hereditárias.

Os glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias ou eritrócitos, têm a nobre função de transportar oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo. Daí que, com pouca hemoglobina, todo o organismo fica deficitário, embora o sofrimento seja mais pronunciado para músculos, coração e sistema nervoso central.

A queda de hemoglobina no sangue pode ser aguda, quando há perda de sangue ou destruição de glóbulos vermelhos por alguma doença, ou pode ser crônica, o que ocorre lentamente e pode ter várias causas.

Prevalência

A anemia é um problema extremamente comum.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 30% da população mundial é anêmica, em especial crianças abaixo de 2 anos e mulheres de diferentes faixas etárias, embora também possa ocorrer em homens e idosos.

Além disso, estima-se que de 27% a 50% da população seja afetada pela deficiência de ferro, principalmente em populações com menor renda e desenvolvimento.

No Brasil, os dados variam de acordo com o estudo e o grupo populacional analisado. Mas, de modo geral, estima-se que 40% a 50% das crianças tenham anemia.

Tipos de anemia

1. Anemias por carências nutricionais

– Anemia ferropriva Causada pela deficiência de ferro, representa cerca de 90% de todos os casos de anemia.

É que esse mineral, presente em carnes, leguminosas e vegetais verde-escuros, atua na fabricação de células vermelhas e no transporte de oxigênio.

A cor vermelha do sangue, por sinal, se deve à reação química que acontece entre o oxigênio e o ferro contidos na hemoblobina. Esse tipo de anemia pode ocorrer devido à má absorção do mineral, restrições alimentares ou por hemorragias.

– Anemia megaloblástica Provocada pela carência de vitamina B12 e ácido fólico, importantes para o sistema nervoso.

A falta de B12, encontrada em alimentos de origem animal, pode ocorrer devido a restrições na dieta ou por alterações intestinais que impedem sua absorção —como as doenças de Crohn ou celíaca, a proliferação anormal de bactérias ou a cirurgia da obesidade.

Muitas vezes, a deficiência ocorre pela ausência de uma proteína secretada no estômago que se chama “fator intrínseco” e nesse caso é chamada de anemia perniciosa. A condição pode estar ligada a características hereditárias ou reações autoimunes.

A deficiência de ácido fólico (ou folato), presente em frutas e vegetais com folhas verdes, também pode ser ligada a restrições na dieta, doenças intestinais, cirurgia de obesidade ou uso de álcool ou certos medicamentos, entre outros motivos. Sua demanda aumenta bastante na gravidez e amamentação, por isso a suplementação é indicada nessa fase.

2. Anemia provocada por perdas sanguíneas

O quadro é provocado pela perda crônica ou aguda de sangue em situações diversas, como período menstrual, verminoses, cirurgias, ferimentos hemorrágicos, sangramentos gastrointestinais (muitas vezes imperceptíveis), entre outras.

3. Anemia provocada por doenças

– Anemia ou doença falciforme Condição genética que leva a uma mudança no formato das células vermelhas, que assumem a forma de foice e perdem flexibilidade. Com isso, elas tendem a morrer mais rapidamente, gerando um quadro frequente de anemia e crises dolorosas. É uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil, devido à presença de afrodescendentes.

– Talassemia É outra doença genética que causa anemia crônica, devido à produção diminuída de um tipo de cadeia que forma a molécula de hemoglobina. A condição faz parte de um grupo de doenças do sangue (hemoglobinopatias) e pode provocar problemas ósseos, crescimento inadequado e aumento do baço e do fígado.

– Doenças da medula óssea Leucemias e tumores na medula podem ocasionar anemias frequentes.

– Anemia aplástica Doença rara da medula óssea caracterizada pela produção insuficiente não só de glóbulos vermelhos, mas também de glóbulos brancos e plaquetas, que pode ter causas diversas, como infecções, condições autoimunes e até pela exposição a produtos químicos.

– Anemia hemolítica Neste caso, os glóbulos vermelhos são destruídos mais rapidamente do que deveriam, e a medula óssea não consegue repô-los.

Outras doenças Outras enfermidades crônicas podem causar anemia, como a doença renal ou hepática, doenças reumatológicas e câncer, entre outras, porque a inflamação altera o metabolismo de ferro e a produção de glóbulos vermelhos diminui.

Perfis de risco

  • Mulheres em idade fértil, por causa da menstruação (aquelas que possuem fluxo intenso ou miomas podem ser mais propensas a ter anemia pela perda de sangue)
  • Gestantes ou em fase de amamentação
  • Crianças durante períodos de crescimento
  • Adolescentes em fase de crescimento
  • Idosos (que tenham a alimentação prejudicada por doenças ou dificuldades de mastigação, por exemplo)
  • Pacientes submetidos à cirurgia da obesidade
  • Indivíduos com doenças que causam perda sanguínea
  • Indivíduos que seguem dietas restritivas ou desbalanceadas (como pessoas com transtornos alimentares, veganos que não suplementam a vitamina B12, populações de baixa renda etc.)
  • Indivíduos com doenças crônicas, como câncer, doença renal ou hepática, alterações da tireoide, doença inflamatória intestinal (como Crohn ou colite ulcerativa), artrite reumatoide e outras condições autoimunes (que podem afetar os glóbulos vermelhos ou envolver tratamentos que tenham esse efeito colateral)

Sintomas de anemia

Os sintomas da anemia são inespecíficos, por isso às vezes podem ser confundidos com outras doenças. Veja algumas manifestações possíveis:

  • Cansaço generalizado
  • Falta de apetite
  • Palidez de pele e mucosas (parte interna dos olhos e gengivas)
  • Tontura
  • Falta de ar
  • Coração acelerado
  • Dor de cabeça
  • Mãos e pés frios
  • Dor no peito
  • Desejo de comer coisas estranhas, como terra, tijolo ou gelo

Algumas pessoas com anemia leve podem até não apresentar qualquer sinal e descobrir a condição numa consulta de rotina. Quanto os níveis de hemoglobina ainda não estão muito baixos, sinais como cansaço e palpitação podem aparecer somente se a pessoa realiza algum esforço. Já nos casos mais intensos as manifestações aparecem mesmo em repouso.

Possíveis consequências da anemia ferropriva

  • Comprometimento do sistema imune, com aumento da predisposição a infecções
  • Aumento do risco de doenças e mortalidade de mães e recém-nascidos
  • Redução do crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor e dificuldades de aprendizagem das crianças
  • Redução da produtividade em adultos

Diagnóstico

A partir da conversa com o paciente, análise do histórico médico e familiar e exame físico, o médico deve solicitar um exame de sangue com realização de hemograma, que permite identificar a quantidade de glóbulos vermelhos e avaliar seu formato, o que já ajuda a estabelecer possíveis causas. Outros exames podem ser solicitados para determinar outras possíveis causas, como dosagem de ferro e vitamina B12, entre outros.

Valores de referência

Os valores para concentração de hemoglobina considerados normais são de:

  • 13 g/dL para homens
  • 12 g/dL para mulheres
  • 11 g/dL para gestantes e crianças entre 6 meses e 6 anos

Como tratar a anemia

Quando a anemia é causada por carência de nutrientes, eles são repostos por meio de suplementos (como sulfato ferroso, vitamina B13 e folato) e correção da dieta. Doenças que provocam perda de sangue terão tratamento específico, bem como as que afetam diretamente a produção de glóbulos vermelhos.

Condições autoimunes demandam uso de imunossupressores, mulheres com fluxo menstrual intenso podem ser orientadas a adotar métodos contraceptivos e portadores de anemias hereditárias devem ser acompanhados para eventuais reposições de sangue e suplementação, para citar alguns exemplos.

Como deve ser a dieta de quem tem anemia?

As recomendações dietéticas dependem da causa da anemia.

Na mais comum, a ferropriva, é sugerido o consumo de carnes vermelhas, vísceras (fígado, coração e miúdos), aves, peixe, carne suína, leguminosas (como feijão e lentilha) e hortaliças verde-escuras.

Alguns alimentos industrializados são enriquecidos com ferro (como leite e as farinhas de trigo e milho), com o objetivo de minimizar o problema.

Alimentos de origem animal são as únicas fontes de vitamina B12, por isso veganos devem receber a suplementação. Já o ácido fólico é encontrado em alimentos como espinafre e outras folhas verde-escuras, feijão branco, aspargos, soja e derivados, laranja, melão e maçã.

Ferro heme e não heme

Existem dois tipos de ferro nos alimentos: o heme está presente nas carnes e subprodutos e é melhor aproveitado pelo organismo.

O ferro não heme é encontrado nos alimentos de origem vegetal, e sua absorção depende de alguns fatores, como a ingestão (na mesma refeição) de alimentos ricos em vitamina C e A.

Deve-se evitar, também, o consumo de chá, lácteos ou café na refeição rica em ferro, pois esses itens dificultam sua absorção.

Como prevenir a anemia

– Procure ter uma alimentação balanceada e variada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas, leite, carnes e ovos. Veganos devem ter acompanhamento nutricional para evitar carências de ferro e vitamina B12.

– Ao consumir fontes vegetais de ferro (como feijão e lentilha), consuma junto alguma fonte de vitamina C, como laranja, para otimizar a absorção do mineral.

– Evite o excesso de álcool, que também pode levar à anemia.

– Não exagere no consumo de medicamentos com ácido acetilsalicílico, que podem causar sangramentos gastrointestinais.

– Mulheres com fluxos menstruais intensos devem ter acompanhamento médico periódico para monitorar os níveis de hemoglobina.

Fontes:Alex Freire Sandes, hematologista do Fleury Medicina e Saúde; Elisabete Rocha, nutricionista do Centro Terapêutico Equilybrium; American Society of Hematology; Ministério da Saúde

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/07/09/anemia-quais-as-causas-sintomas-e-como-tratar-o-problema.htm

O QUE É ANEMIA – Tipos, causas e sintomas

Anemia sideroblástica: o que é, sintomas, causas e tratamento

A anemia é um dos distúrbios mais frequentes na medicina. Apesar de ser uma condição comum, ela é muitas vezes mal diagnosticada, mal tratada e quase sempre mal explicada aos pacientes.

Popularmente, a anemia é conhecida como falta de sangue. Esse conceito não está de todo errado, mas podemos ser um pouco mais precisos. Anemia é a redução do número de glóbulos vermelhos (também chamados de hemácias ou eritrócitos) no sangue. As hemácias são as células que transportam o oxigênio, levando-o para todos os órgãos e tecidos do corpo.

A anemia não é uma doença, ela é um sinal de doença. Se o paciente é diagnosticado com anemia, o próximo passo é investigar a causa, pois com certeza há alguma doença por trás provocando a queda no número glóbulos vermelhos no sangue.

Para ficar mais fácil de entender, vamos explicar o que é o sangue.

De que é feito o sangue?

O sangue pode ser dividido didaticamente em duas partes: plasma e células.

O plasma sanguíneo é a parte líquida, correspondendo a 55% do volume total de sangue. O plasma é basicamente água (92%), com alguns nutrientes diluídos, como proteínas, anticorpos, enzimas, glicose, sais minerais, hormônios, etc.

Composição do sangue após centrifugação

Os outros 45% do sangue são compostos por células: hemácias, leucócitos e plaquetas. Destas células, 99% são hemácias.

A anemia surge quando o percentual de hemácias no sangue fica reduzido, deixando-o mais diluído (as causas serão explicados mais à frente).

O diagnóstico da anemia é feito basicamente pela dosagem das hemácias no sangue, realizada através de em um exame de sangue chamado hemograma. Na prática, a dosagem das hemácias é feita através dos valores do hematócrito e da hemoglobina.

Para entender como se diagnostica uma anemia é preciso estar familiarizado com os termos hematócrito e hemoglobina. Vamos a eles, então.

O que é hematócrito?

O hematócrito é o percentual do sangue que é ocupado pelas hemácias (glóbulos vermelhos). O hematócrito normal fica ao redor de 40 a 45%, indicando que 40 a 45% do sangue são compostos por hemácias.

As hemácias são produzidas na medula óssea e têm uma vida de apenas 120 dias. As hemácias velhas são destruídas pelo baço (órgão situado à esquerda na nossa cavidade abdominal). Isso significa que após quatro meses nossas hemácias já foram todas renovadas. A produção e a destruição das hemácias  são constantes, de modo a se manter sempre um número estável de hemácias circulantes no sangue.

O que é hemoglobina?

A hemoglobina é uma molécula portadora de ferro que fica dentro da hemácia. A hemoglobina é o componente mais importante da hemácia por ser ela a responsável pelo transporte de oxigênio pelo sangue.

O ferro é um elemento essencial da hemoglobina. Pessoas com carência de ferro não conseguem produzir hemoglobinas, que por sua vez são necessárias para a produção das hemácias. Portanto, uma diminuição das hemoglobinas obrigatoriamente leva a uma diminuição das hemácias, ou seja, à anemia.

Na prática, a dosagem de hemoglobina acaba sendo a mais precisa na avaliação de uma anemia, uma vez que o hematócrito pode ser influenciado por uma sangue mais ou menos diluído.

Diagnóstico

O diagnóstico de anemia é feito quando os valores da hemoglobina e do hematócrito estão abaixo dos seguintes valores de referência:

  • Hematócrito normal: 41% a 54% nos homens ou 35% a 47% nas mulheres.
  • Hemoglobina normal: 13 a 17 g/dL nos homens ou 12 a 16 g/dL nas mulheres.

É importante salientar que os valores de referência podem variar de um laboratório para o outro, e resultados um pouco abaixo do normal devem ser interpretados pelo seu médico, uma vez que não necessariamente indicam doença. Mulheres com grande fluxo menstrual podem ter valores menores que estes, sem causar qualquer dano à saúde. Uma leve queda no hematócrito nas mulheres pode não ter relevância clínica.

Bom, explicado o básico, vamos ao que interessa.

Causas

A anemia tem três causas básicas:

  • Pouca produção de hemácias pela medula óssea.
  • Elevada destruição de hemácias pelo corpo.
  • Perda de hemácias e ferro através de sangramentos.

Como já referido, é importante entender que anemia não é uma doença, mas sim um sinal de doença. Ao se deparar com um hemograma evidenciando queda do hematócrito, o médico deve investigar qual das três causas acima é a responsável pelo quadro. Não basta prescrever ferro e achar que está tudo bem.

Exemplos de causas de anemia que não se resolvem apenas com reposição de ferro:

1- Um câncer de intestino pode causar sangramentos e perda de hemácias, levando à anemia.

Esta anemia é causada por perda de sangue e, apesar do paciente realmente ter carência de ferro, uma simples reposição não irá estancar o sangramento, nem tratar o tumor.

Na verdade, repor ferro sem investigar a causa da anemia pode melhorar os valores do hematócrito temporariamente, levando à falsa impressão de resolução do problema, o que só irá atrasar o diagnóstico final.

2- Uma infecção que atinge a medula óssea impede a produção de hemácias, levando à anemia. Neste caso, a queda do hematócrito ocorre por falta de produção de hemácias na medula. Do mesmo modo, repor ferro não irá tratar a causa.

3- Um medicamento que seja tóxico para as hemácias e cause sua destruição antes de 120 dias, também leva à anemia. Anemia por rápida destruição das hemácias também não vai ser tratada com ferro.

Portanto, o simples diagnóstico de anemia não encerra a investigação. Pelo contrário, ele é apenas o primeiro passo para se obter o diagnóstico final. Se o paciente tem uma queda no hematócrito, existe uma causa por trás.

A reposição de ferro só está indicada nos casos de anemia por carência ferro, chamada de anemia ferropriva.

Ainda assim, a reposição não elimina a necessidade de se investigar o que está causando a perda de ferro. O paciente pode perder sangue por úlceras no estômago, tumores no intestino, sangramento vaginal, etc.

Para saber mais sobre anemia por carência de ferro, leia: ANEMIA FERROPRIVA | Carência de ferro.

Doenças que podem causar anemia

Na verdade, qualquer doença que curse com inflamação crônica pode inibir a função da medula óssea e cursar com queda das hemácias, uma situação que chamamos de anemia de doença crônica. Portanto, qualquer doença mais arrastada pode causar anemia.

Anemias primárias

Na maioria dos casos, a anemia surge devido a alguma doença, como nos exemplos citados acima. Todavia, existem também as anemias primárias, ou seja, causadas por defeitos próprios na produção das hemácias. As anemias primárias são aquelas que não são causadas por outras doenças, elas são a própria doença.

Estas anemias são normalmente doenças de origem genética. As mais comuns são:

  • Anemia falciforme.
  • Talassemia.
  • Anemia sideroblástica.
  • Esferocitose.
  • Hemoglobinúria paroxística noturna.
  • Deficiência de G6PD.

Apenas para reforçar os conceitos: na anemia primária, o paciente tem um defeito genético que o impede de produzir hemácias saudáveis. O paciente nasce com esse problema. Nas anemias secundárias, o paciente passa a apresentar anemia depois de contrair algum problema de saúde ao longo da sua vida.

Anemia vira leucemia?

NÃO! nenhuma anemia causa leucemia, assim como nenhuma anemia vira leucemia. Na verdade, anemia não só não vira leucemia como nenhum outro tipo de câncer. Entretanto, como já foi explicado, a queda dos valores do hematócrito pode ser um sinal da existência de um câncer, entre eles a própria leucemia. Portanto, a leucemia leva à anemia e não o contrário.

Explicamos melhor o porquê da anemia não virar leucemia no artigo: Anemia pode virar leucemia?

Sintomas

Como as hemácias são as transportadoras de oxigênio do nosso corpo, a falta delas leva aos sintomas de uma oxigenação deficiente dos nossos tecidos. O principal sintoma da anemia é o cansaço. A anemia pode ser tão grave que tarefas simples como pentear o cabelo ou mudar de roupa tornam-se extenuantes.

Quanto mais rápido se instala a anemia, mais cansaço e fraqueza o paciente sente. Anemias que se instalam lentamente dão tempo ao paciente se adaptar e podem só causar sintomas em fases bem avançadas.

Apenas como exemplo, se o paciente perde sangue rapidamente e sua hemoglobina cai de 13 para 9,0 g/dL em dois ou três dias, o paciente sentirá um cansaço grande.

Se por outro lado houver um sangramento pequeno mas constante, fazendo com que a hemoglobina caia de 13 para 8,0 g/dL em três ou quatro meses, o paciente pode não notar muito cansaço a não ser que tente fazer esforços mais intensos.

Outro sinal de anemia é a palidez cutânea, muitas vezes identificadas até por leigos. Em pacientes de pele negra, a palidez cutânea é difícil de ser identificada.

Um jeito simples de identificar a anemia é olhar a conjuntiva, a membrana que recobre o olho e a região de dentro da pálpebra. Em pessoas normais ela é bem vermelhinha. Já em anêmicos ela é quase da cor da pele.

Anemia – conjuntiva pálida

Além do cansaço e da palidez cutânea, outros sintomas da anemia incluem palpitações, falta de ar, dor no peito, sonolência, tonturas e hipotensão. Nos idosos pode haver algum grau de perda da atenção e dificuldades no raciocínio.

Para saber mais sobre os sintomas da anemia, leia: SINTOMAS DA ANEMIA.

Conclusão

Como se pôde notar, a anemia é uma situação complexa que pode indicar dezenas de doenças diferentes. O importante é procurar ajuda médica sempre que houver suspeita de anemia.

Não se satisfaça apenas com o diagnóstico de anemia e a prescrição de ferro para tratamento. Pergunte ao seu médico qual é a causa da queda do seu hematócrito e o que está sendo feito para diagnosticá-lo e tratá-lo.

Referências

  • Anemia – American Society of Hematology.
  • Anemia – Lab Tests Online – American Association for Clinical Chemistry.
  • Your Guide to Anemia – The National Heart, Lung, and Blood Institute.
  • Approach to the adult with anemia – UpToDate.
  • Anemia in the older adult – UpToDate.
  • Greer, J. P., Arber, D. A., Glader, B. E., List, A. F., Means, R. T., Rodgers, G. M., Fehniger, T. A. (2018). Wintrobe’s clinical hematology: Fourteenth edition. Wolters Kluwer Health Pharma Solutions (Europe) Ltd.

Источник: https://www.mdsaude.com/hematologia/anemia/

Conheça os diferentes tipos de anemia

Anemia sideroblástica: o que é, sintomas, causas e tratamento

Caracterizada pela sensação de cansaço ou fraqueza, a anemia ocorre quando o número de hemácias (glóbulos vermelhos) e a quantidade de hemoglobina (proteína das hemácias) se encontram em níveis abaixo do normal. Como estes glóbulos transportam oxigênio dos pulmões para o resto do corpo, os tecidos e órgãos podem ser prejudicados se não houver suprimento necessário dele.

O que nem todas as pessoas sabem é que a anemia pode ter diferentes tipos e causas, além de diferentes intensidades. Nos casos mais graves de anemia os sintomas podem incluir, além da fraqueza, dor de cabeça, tontura, sensação de frio ou insensibilidade nas mãos e pés, palidez, falta de ar, pulso rápido ou irregular e dor no tórax.

Para identificar a existência de anemia o primeiro exame a ser realizado é o hemograma, feito a partir da coleta de uma pequena quantidade de sangue do paciente. O hemograma mede a quantidade e a proporção dos diferentes tipos de células no sangue, ou seja, é ele que fornece ao médico as informações sobre quantidade, tamanho, forma e maturidade relativa destas células.

Por se tratar de um exame de rotina, o hemograma dá um panorama inicial sobre a existência ou não, além da gravidade da anemia. Para investigar as causas, exames complementares são solicitados dependendo do tipo de anemia.

Anemia por deficiência de ferro

Este é o tipo mais comum de anemia e pode variar de intensidade. Além dos sintomas já descritos, a carência de ferro também pode se manifestar das seguintes formas: unhas quebradiças ou em forma de colher, língua inchada ou dolorosa, rachaduras e úlceras nos cantos da boca e vontade de consumir substâncias não alimentares, como gelo ou terra.

A relação do ferro com a anemia ocorre porque este elemento é essencial para a produção das hemácias. Sua deficiência pode ocorrer quando o consumo de ferro por meio da alimentação fica abaixo das necessidades do corpo. Sem ferro o corpo produz menos hemoglobina, causando a anemia.

Mas uma dieta pobre em ferro não é o único motivo para que este tipo de anemia ocorra. Um sangramento excessivo ou que dure por muito tempo também pode diminuir consideravelmente as reservas deste nutriente no corpo. Em mulheres com fluxo de menstruação muito intenso são comuns casos de anemia por deficiência de ferro.

Em relação à alimentação também é importante ficar atento às necessidades do organismo e a sua capacidade de absorção de ferro. Gestantes e lactantes, por exemplo, necessitam de mais ferro pois o bebê precisa de uma grande quantidade de ferro para crescer. Além delas, pessoas com doença celíaca e de Crohn têm dificuldade na absorção do ferro pelo intestino.

Além do hemograma, os exames que ajudam no diagnóstico da anemia por deficiência de ferro são: esfregaço de sangue, ferro sérico, ferritina, capacidade total de combinação do ferro e transferrina, além da pesquisa de sangue oculto nas fezes. Se a investigação indicar que a anemia pode estar relacionada a uma bactéria que provoca úlceras podem ser solicitados exames como endoscopia ou colonoscopia.

Anemia perniciosa e deficiências de vitamina B12 e ácido fólico

Neste tipo de anemia o corpo não produz uma substância chamada “fator intrínseco” em quantidade suficiente. Trata-se de uma proteína que se liga à vitamina B12, permitindo a sua absorção no intestino delgado. Assim como o ferro, a vitamina B12 também é importante para a produção de hemácias.

Outros motivos que podem causar a deficiência de B12 no organismo são uma dieta inadequada e problemas que afetam a absorção desta vitamina, como cirurgia, alguns medicamentos, doenças digestivas como celíaca e Crohn e infecções.

Além dos sintomas já comuns a outros tipos, a anemia por deficiência de vitamina B12 pode apresentar: fraqueza muscular, reflexos lentos, perda de equilíbrio e marcha instável. Nos casos mais graves pode causar confusão, perda de memória, depressão e/ou demência.

A deficiência de ácido fólico também pode causar anemia. Esta vitamina do complexo B pode ser encontrada em diversos alimentos, principalmente nos vegetais com folhas verdes e alguns grãos enriquecidos. Estre nutriente é essencial durante a gravidez pois ele ajuda no desenvolvimento do cérebro e da medula espinhal do feto.

Quando há suspeita de anemia por carência de B12 ou de ácido fólico o médico pode solicitar, além do hemograma, os seguintes exames: vitamina B12, ácido fólico, ácido metilmalônico, homocisteína, contagem de reticulócitos, anticorpos contra fator intrínseco ou anticorpos contra células parietais.

Anemia aplástica

Este tipo de anemia ocorre quando há diminuição de todos os tipos de células do sangue produzidas na medula óssea. Sintomas específicos deste tipo de anemia incluem: sangramento prolongado, sangramentos nasais frequentes, sangramento na gengiva, esquimoses espontâneas (quando a pele fica roxa em áreas mesmo sem sofrer trauma), além do aumento da frequência e da gravidade de infecções.

A anemia aplástica ocorre quando houve danos às células-tronco na medula óssea. Estes danos podem ser causados por: exposição a substâncias tóxicas (arsênico, benzeno e pesticidas), radioterapia, quimioterapia, distúrbios autoimunes (como lúpus eritematoso sistêmico ou artrite reumatoide) e infecções virais como hepatites, vírus de Epstein-Barr, HIV, citomegalovírus ou parvovírus B19.

Os exames solicitados nestes casos envolvem: contagem de reticulócitos, eritropoietina, aspirado da medula óssea, exames para as infecções virais já citadas, exames para arsênico e outros venenos e exames para doenças autoimunes. Em alguns casos o médico pode solicitar exames de vitamina B12 ou de ácido fólico para excluir outras causas.

Anemias hemolíticas

Nas anemias hemolíticas as hemácias morrem ou são destruídas antes do seu ciclo normal de vida, que é de 120 dias. Desta forma a medula óssea não consegue repor todas as hemácias destruídas, causado a redução da presença destas células no sangue.

As causas das anemias hemolíticas se dividem em dois grupos:

Hereditárias: é o caso da anemia falciforme, da talassemia, além de outros subtipos específicos menos comuns. Tratam-se de anormalidades passadas de pai/mãe para filho.

Para aprofundar a investigação de anemias hereditárias podem ser solicitados os seguintes exames: pesquisa de variantes de hemoglobina, análise de DNA, dosagem de glicose-6-fosfato desidrogenase e exame de fragilidade osmótica.

Adquiridas: este tipo de anemia pode ser causado por distúrbios autoimunes, reações de transfusões de sangue, incompatibilidade maternofetal, medicamentos, destruição física das hemácias ou alterações genéticas. Se houver suspeita de anemia hemolítica adquirida o médico pode solicitar pesquisa de autoanticorpos, teste direto de antiglobulina (Coombs), exame de haptoglobinas ou contagem de reticulócitos.

Anemia das doenças crônicas

Algumas doenças crônicas de longa duração também podem causar anemia. É o caso das doenças renais, de processos inflamatórios ou ainda doenças como HIV, tuberculose, câncer ou cirrose hepática.

Na maioria dos casos este tipo de anemia só é percebido na realização de um hemograma de rotina. Se houver suspeita de anemia causada por doenças crônicas os exames que ajudam no diagnóstico são: contagem de reticulócitos, testes de inflamação, eritropoietina e exames para infecções como HIV e tuberculose.

Fonte: Lab Tests Online

Leia também: Tire suas dúvidas sobre exames laboratoriais

Источник: https://hemos.com.br/blog/conheca-os-diferentes-tipos-de-anemia/

Anemia

Anemia sideroblástica: o que é, sintomas, causas e tratamento

A anemia é uma patologia que se caracteriza por uma deficiência no tamanho ou número de glóbulos vermelhos (também chamados de hemácias ou eritrócitos) no sangue ou na quantidade de hemoglobina que estes contêm.

A anemia é um problema de saúde pública que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que afete cerca de 42% das crianças com menos de 5 anos de idade e 40% das mulheres grávidas, no entanto para Portugal não existem ainda números concretos.

Os glóbulos vermelhos possuem na sua constituição hemoglobina, que é uma proteína responsável pelo transporte de oxigénio no sangue. Na anemia esta deficiência provoca uma limitação na troca do oxigénio e do dióxido de carbono entre o sangue e as células.

A concentração de hemoglobina necessária para as necessidades fisiológicas do organismo depende de vários fatores e varia com a idade, sexo, hábitos tabágicos e gravidez.

Para que ocorra a produção de glóbulos vermelhos e hemoglobina pelo corpo são necessários alguns nutrientes obtidos através da dieta, tais como: o ferro, vitamina B12 e ácido fólico, sendo que a maioria das anemias é causada pela falta destes nutrientes.

Tipos de anemia

Existe vários tipos de anemia, sendo que a classificação é baseada no tamanho da célula.

1. Macrocítica (grande) – esta é caracterizada por hemácias maiores do que o normal e um aumento do volume corpuscular médio:

  • Magalobástica;
  • Perniciosa;
  • Anemia de Fanconi.

2. Normocítica (normal) – esta pode ter na sua origem uma perda de sangue aguda, doença crónica ou numa falha na produção:

  • Aplástica;
  • Falciforme;
  • Hemolítica.

3. Microcítica (pequena) – esta é caracterizada por hemácias menores do que o normal e menos hemoglobina circulante, como em casos de deficiência de fero e na talassemia

  • Ferropriva;
  • Sideroblástica;
  • Talassemia.

Causas da anemia

A anemia pode ter na sua origem diferentes causas, existindo diversos fatores que podem promover ou facilitar o seu aparecimento.

Para a produção de glóbulos vermelhos e da hemoglobina é necessário que existam disponíveis alguns nutrientes, sendo que uma das causas mais comuns de anemia são as carências nutricionais, em especial a carência de ferro, mas também a de vitamina B12.

A anemia pode surgir devido a uma baixa produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea, uma destruição elevada dos glóbulos vermelhos pelo corpo ou devido a uma perda de glóbulos vermelhos através de hemorragias (sangramento).

Entre os principais fatores que podem levar ao surgimento da anemia temos:

  • Carência de ferro;
  • Doenças crónicas (como por exemplo cancro, infeção por VIH / SIDA, artrite reumatóide, insuficiência renal);
  • Doenças intestinais (em especial quando existe comprometimento da absorção de nutrientes);
  • Hereditariedade (componente genética);
  • Atividade física intensa;
  • Outros fatores (como por exemplo menstruação, gravidez, alcoolismo ou alguns tipos de medicamentos).

Diagnóstico da anemia

O diagnóstico de anemia é efetuado com recurso a análises ao sangue, através da realização de um hemograma.

Uma vez identificada a presença de anemia poderá ser necessário recorrer a exames adicionais de forma a identificar a causa da mesma e, desta forma direcionar o tratamento.

Sinais e sintomas da anemia

Os sintomas da anemia podem passar despercebidos durante a fase inicial ou, até ser inicialmente confundida com cansaço ou fadiga.

À medida que a anemia vai avançando começam a surgir cada vez mais sintomas. Numa fase mais avançada os principais sintomas que se podem manifestar são:

  • Falta de força generalizada;
  • Palidez;
  • Dores de cabeça;
  • Alterações do sono;
  • Tonturas;
  • Dificuldade de concentração;
  • Depressão;
  • Tensão arterial baixa;
  • Ritmo cardíaco acelerado;
  • Respiração acelerada com sensação de opressão;
  • Desmaios;
  • Unhas quebradiças;
  • Perda de apetite;
  • Extremidades frias.

Tratamento da anemia

O tratamento da anemia deve ser orientado conforme o tipo de anemia e a sua causa, mas passa pela reposição dos níveis normais de glóbulos vermelhos e de hemoglobina.

No caso da anemia originada pela carência de ferro ou de vitamina B12, o tratamento baseia-se na administração de suplementos de ferro ou de vitamina B12, respetivamente.

Paralelamente, é necessário a adoção de uma dieta equilibrada e que permita suprimir as necessidades nutricionais do indivíduo, nomeadamente as necessidades diárias de ferro.

Abordagem nutricional

Para além da suplementação de ferro, a adoção de uma dieta equilibrada e que suprima as necessidades nutricionais do indivíduo é essencial e, pode ajudar a reverter a anemia, dependendo da sua causa, ou a prevenir o seu desenvolvimento.

A abordagem nutricional passa pela inclusão de alimentos fornecedores de ferro na alimentação, potenciar a sua absorção pelo organismo, como por exemplo, através da inclusão de mais vitamina C na dieta e através da redução dos alimentos que interferem na absorção do ferro.

Dieta rica em ferro

Sendo que uma grande maioria das anemias tem na sua origem uma carência de ferro, a adoção de uma dieta rica neste nutriente e que suprima as necessidades diárias do indivíduo é essencial.

As recomendações de ferro por dia variam de homem para mulher e são de 8mg de ferro por dia para homem e 18mg de ferro por dia para mulheres. No caso dos indivíduos vegetarianos os valores recomendados são maiores, sendo recomendada uma ingestão de 14mg de ferro por dia para homem e 32mg de ferro por dia para mulheres.

Os alimentos com um maior teor de ferro e os quais deverão ser incluídos em maior quantidade na alimentação diária são:

De origem animal:

  • Carne, em especial as carnes vermelhas;
  • Vísceras, como fígado, rim e coração;
  • Ovos.

De origem vegetal:

  • Cereais integrais (trigo, milho, centeio, aveia, cevada);
  • Leguminosas (feijão, grão, lentilhas, ervilhas, favas, tremoços);
  • Legumes verde escuros (como por exemplo, salsa, espinafres, agrião, brócolos, couve);
  • Frutos oleaginosos (como por exemplo amêndoa, avelã, noz);
  • Sementes (sésamo, cânhamo, abóbora);
  • Tofu.

Aumentar o consumo de vitamina C

A vitamina C não contribui para a produção de hemoglobina, mas promove a absorção de ferro pelo organismo. A absorção de ferro é assim maior quando os alimentos ricos em ferro são acompanhados por fontes alimentares de vitamina C.

Como tal, é essencial a conjugação de alimentos ricos de vitamina C com os alimentos ricos em ferro.

A grande maioria dos legumes e frutas são excelentes fontes de vitamina C, no entanto podemos destacar os seguintes:

  • Frutas: kiwi, frutas cítricas, morangos, abacaxi, melão, papaia, goiaba e uvas;
  • Legumes: brócolos, couve portuguesa, couve de Bruxelas, couve flor, pimento, tomate e legumes verde escuro, como por exemplo espinafres, rúcula, agrião.

Reduzir o consumo de alimentos que prejudicam a absorção de ferro

Existem determinados alimentos que promovem a diminuição da absorção de ferro pelo organismo, tais como: chá, café e cacau. Estes alimentos são ricos em compostos como os taninos e polifenóis que interferem com a absorção de ferro pelo organismo.

Para evitar a diminuição da absorção de ferro é assim recomendado:

  • Evitar ingerir chá ou café com a refeição ou pelo menos 1 a 2 horas após o término da mesma;
  • Evitar tomar suplementos de cálcio ou leite e derivados com ou após a refeição, uma vez que estes são fontes de cálcio que diminui a absorção de ferro.

Correção dos níveis de Vitamina B12

Para a produção de glóbulos vermelhos pelo organismo também é necessária a existência de níveis adequados de vitamina B12, podendo também surgir anemia no seguimento de baixos níveis de vitamina B12, como a anemia megaloblástica.

Caso a anemia tenha origem numa baixa ingestão de vitamina B12, paralelamente à suplementação recomendada, também é necessário o reforço desta vitamina na alimentação.

Os principais alimentos fornecedores de vitamina B12 são:

  • Fígado;
  • Ostras;
  • Marisco;
  • Ovos;
  • Levedura nutricional.

Caso suspeite que tenha anemia deverá informar o seu médico. O seu diagnóstico é feito através de análises ao sangue e o tratamento adaptado à causa da mesma.

Paralelemente, a consulta de nutrição com um nutricionista pode ajudar a ajustar a sua alimentação às suas necessidades nutricionais e garantir que suprime as necessidades de vitaminas e minerais, como o ferro e a vitamina B12, potenciando o tratamento efetuado com o seu médico.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/blog/nutricao/anemia/

Anemia hemolítica: sintomas, tratamentos e causas

Anemia sideroblástica: o que é, sintomas, causas e tratamento

Anemia é a condição na qual o organismo não possui glóbulos vermelhos em quantidade suficiente. Os glóbulos vermelhos são responsáveis por fornecer oxigênio para os tecidos do corpo.

Em pessoas saudáveis, os glóbulos vermelhos duram por cerca de 120 dias antes de serem descartados pelo organismo. Na anemia hemolítica, os glóbulos vermelhos no sangue são destruídos antes do tempo normal, sem dar tempo de serem repostos pela medula óssea.

Causas

A anemia hemolítica ocorre quando a medula óssea não é capaz de repor os glóbulos vermelhos que estão sendo destruídos.

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O que é anemia?

A anemia hemolítica também tem sua forma autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico identifica erroneamente seus próprios glóbulos vermelhos como corpos estranhos, desenvolvendo anticorpos que atacam as hemácias, destruindo-as muito prematuramente.

O organismo também pode destruir os glóbulos vermelhos devido a certos defeitos genéticos que fazem com que os glóbulos vermelhos assumam formas anormais (como a anemia de células falciformes e anemia hemolítica devido à deficiência de G6PD).

Outras possíveis causas são:

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  • Coágulos em pequenos vasos sanguíneos
  • Transfusão de sangue de um doador com um tipo sanguíneo que não corresponde ao seu.

Fatores de risco

Os fatores de risco para anemia hemolítica são, em termos gerais:

  • Exposição a determinados produtos químicos, drogas e toxinas
  • Infecções.

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Sintomas de Anemia hemolítica

É possível que uma pessoa não apresente sintomas se a anemia hemolítica for branda. Se o problema se desenvolver lentamente, os primeiros sintomas podem ser:

  • Mau humor
  • Fraqueza ou cansaço mais frequente que o normal
  • Dor de cabeça
  • Problemas de concentração ou raciocínio.

Se a anemia piorar, outros sintomas podem surgir, como:

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar anemia hemolítica são:

  • Clínico geral
  • Endocrinologista
  • Cardiologista
  • Hematologista
  • Imunologista
  • Infectologista.

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Quando os sintomas surgiram?
  • Você já foi diagnosticado anteriormente com anemia? De qual tipo?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Os sintomas apresentados são ocasionais ou frequentes?
  • Você tem tido problemas para concentrar-se?

Diagnóstico de Anemia hemolítica

Um hemograma completo pode ajudar a diagnosticar a anemia e oferecer algumas dicas do tipo e da causa do problema. As partes importantes de um hemograma completo incluem contagem de glóbulos vermelhos (RBC), hemoglobina e hematócrito (HCT).

Os seguintes exames podem identificar o tipo de anemia hemolítica:

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  • Contagem absoluta de reticulócitos
  • Teste de Coombs direto
  • Teste de Coombs indireto
  • Teste de Donath-Landsteiner
  • Aglutinina febril ou fria
  • Hemoglobina livre no soro ou na urina
  • Hemossiderina na urina
  • Contagem plaquetária
  • Eletroforese protéica sérica
  • Haptoglobina sérica
  • LDH sérica
  • Urina e urobilinogênio fecal.

Um exame que mede a longevidade dos glóbulos vermelhos utilizando técnicas de rádio marcação também pode ajudar a diagnosticar a anemia hemolítica.

Tratamento de Anemia hemolítica

O tratamento depende do tipo e da causa da anemia hemolítica.

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  • Em casos de emergência, pode ser necessária transfusão sanguínea
  • Para anemia hemolítica causada por doença autoimune, podem ser utilizadas drogas que reprimem o sistema imunológico
  • Quando os glóbulos vermelhos estão sendo destruídos em ritmo acelerado, o organismo pode precisar de ácido fólico extra e suplementos de ferro para repor o que está sendo perdido.

Medicamentos para Anemia hemolítica

Os medicamentos mais usados para o tratamento de anemia hemolítica são:

  • Acetato de Dexametasona
  • Afopic
  • Androcortil
  • Azatioprina
  • Betametasona
  • Celestone
  • Decadron
  • Prednisolona
  • Predsim
  • Noripurum EV
  • Noripurum fólico.

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Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

O tratamento da causa subjacente à anemia hemolítica é essencial para que o paciente possa conviver bem com a doença. Seguir uma dieta rica em ferro e vitaminas também pode ajudar.

Complicações possíveis

O resultado do tratamento depende do tipo e da causa da anemia hemolítica. Anemia hemolítica grave pode levar a uma doença cardíaca, doença pulmonar ou doença cerebrovascular, colocando a vida do paciente em risco.

Referências

Ministério da Saúde

Mayo Clinic

Manual Merck

American Family Physician

National Heart, Lung ang Blood Institute

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/anemia-hemolitica

Sobre a Medicina
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