ANEURISMA CEREBRAL: sintomas e tratamento

Aneurisma cerebral: o que é, sintomas e tratamentos

ANEURISMA CEREBRAL: sintomas e tratamento

Um aneurisma cerebral (CID 10 – I67.1) é a dilatação da parede de um vaso sanguíneo (artéria) no cérebro. O aneurisma pode gerar sequelas graves – como um acidente vascular cerebral (AVC).

Cerca de 1 a 6% da população têm algum tipo de aneurisma cerebral. Porém, de acordo com a Sociedade Brasileira de Neurologia, a mortalidade causada pelo aneurisma cerebral é pequena (cerca de 2%), quando o quadro é descoberto precocemente.

Apenas um pequeno número desses aneurismas causam sintomas, normalmente decorrentes de seu crescimento e/ou ruptura.

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Sintomas de Aneurisma cerebral

A maioria dos pacientes com aneurisma cerebral não apresentam sintomas. Nesses casos, a doença só é identificada quando a pessoa passa por uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada por um outro motivo.

Os sintomas também podem ocorrer se o aneurisma no cérebro empurrar estruturas próximas ou se romper e causar sangramento interno.

Os sintomas do aneurisma cerebral dependem da localização onde ocorreu a ruptura do vaso, se ele se rompeu e da parte do cérebro que está sendo comprimida. De forma geral, os sintomas incluem:

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Uma dor de cabeça forte e súbita pode ser um sintoma de que um aneurisma se rompeu. Outros sintomas de rompimento de um aneurisma são:

Ilustração mostra parede da artéria dilatada (figura abaixo) e rompimento dessa artéria (acima) – Imagem: Shutterstock

  • Confusão mental, letargia, sonolência ou estupor
  • Queda da pálpebra
  • Dor de cabeça acompanhada de náusea e vômito
  • Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo
  • Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo
  • Convulsões
  • Fala prejudicada
  • Rigidez no pescoço (ocasionalmente)

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Causas

O aneurisma cerebral surge quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.

Tipos

Existem diversos tipos possíveis de aneurismas cerebrais. Os principais são:

  • Aneurismas saculares: dilatação de até 2 centímetros
  • Aneurismas saculares gigantes: costumam ter mais de 2 centímetros
  • Aneurismas saculares múltiplos: herdados com mais frequência do que os outros tipos

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Outro tipo de classificação de aneurismas cerebrais consiste em:

  • Aneurisma fusiforme: alargamento de um vaso sanguíneo inteiro
  • Aneurisma balão: parece como um “balão” na parte externa de um vaso sanguíneo

Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Podem ser causados por várias razões, entre elas hipertensão arterial (aterosclerose), traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso.

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Exame de imagem aponta paredes de artérias dilatadas no cérebro, indicando aneurisma cerebral – Foto: Shutterstock

O AVC é a perda de circulação e oxigenação no cérebro, que pode ser uma consequência de um aneurisma cerebral. Portanto, são doenças que podem estar interligadas, mas não são sinônimas.

Como no aneurisma cerebral ocorre um alargamento anormal na parede de uma artéria, é possível que haja um rompimento desse vaso sanguíneo e, então, ocorra um AVC.

Fatores de risco

Vários fatores podem contribuir para o enfraquecimento de uma parede arterial e, assim, aumentar o risco de aneurisma cerebral. Confira:

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  • Idade: adultos são mais propensos a ter um aneurisma cerebral do que uma criança
  • Sexo: mulheres são mais propensas a adquirir a doença do que homens
  • Tabagismo
  • Hipertensão
  • Aterosclerose
  • Uso de drogas, especialmente cocaína
  • Ferimento na cabeça
  • Consumo excessivo de álcool
  • Infecções sanguíneas específicas
  • Em mulheres, níveis inferiores de estrogênio após a menopausa

Buscando ajuda médica

Vá para o pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência local (como 192, no caso de São Paulo) caso ocorra uma dor de cabeça muito forte ou súbita, principalmente se vier acompanhada de náusea, vômito, convulsões ou qualquer outro sintoma neurológico.

Busque também a emergência se a dor de cabeça não for comum, principalmente se for grave.

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Atenção: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda imediatamente.

Na consulta médica

Aneurismas cerebrais são geralmente identificados quando já houve ruptura e quando se tornam um caso de emergência médica.

Por isso, é importante que o paciente anote todos os seus sintomas e descreva-os ao médico, bem como estar preparado para responder às perguntas que ele deverá fazer. Caso esteja com confusão mental, é importante ter um acompanhante que saiba descrever seus sintomas.

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Para aneurisma cerebral, algumas perguntas que o médico poderá fazer são:

  • Você fuma?
  • Você consome bebidas alcoólicas? Com que frequência e em quais quantidades?
  • Você faz uso de alguma droga?
  • Você está tomando medicamentos para hipertensão, colesterol alto ou outra condição cardiovascular?

Diagnóstico de Aneurisma cerebral

Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina. Um exame neurológico pode revelar movimento anormal dos olhos, problemas na fala, na força e na sensibilidade.

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Os seguintes exames podem ser usados para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro:

  • Tomografia computadorizada da cabeça
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada espiral da cabeça para revelar a localização e o tamanho do aneurisma

Tomografia diagnóstica de aneurisma cerebral – Foto: Shutterstock

Tratamento de Aneurisma cerebral

Um aneurisma que se rompe é uma emergência que precisa de tratamento médico e muitas vezes requer cirurgia.

Um tratamento possível é a cirurgia de clipagem, uma forma de reparar um aneurisma. O procedimento consiste na realização de um pequeno corte no crânio (craniotomia) e colocação de um clipe metálico para fechar o aneurismo depois que é identificada a artéria dilatada e rompida.

Mesmo que não ocorram sintomas, seu médico poderá recomendar um tratamento para evitar uma futura ruptura fatal. Mas nem todos os aneurismas precisam ser tratados imediatamente. Os aneurismas muito pequenos têm menos probabilidade de se romper.

Em caso de o paciente estar muito doente para se submeter a uma cirurgia ou se a localização do aneurisma colocar grande risco à realização de uma cirurgia, o médico poderá optar, então, por outros meios de tratamento, como:

  • Repouso total e restrições a atividades físicas
  • Medicamentos específicos para evitar convulsões
  • Medicamentos para controlar dores de cabeça e a pressão arterial

Convivendo/ Prognóstico

Se não tiver acontecido o rompimento do aneurisma cerebral, o paciente deverá tomar algumas medidas para evitar que isso aconteça. Veja:

  • Não fume e não faça uso recreativo de drogas
  • Alimente-se corretamente e siga uma dieta saudável acompanhada de exercícios físicos regulares
  • Limite o seu consumo de cafeína: essa substância é um estimulante que pode contribuir para o aumento da pressão arterial

Complicações possíveis

Quando ocorre o rompimento de um aneurisma cerebral, o sangramento causado geralmente não dura mais que alguns segundos. No entanto, o sangue pode provocar danos irreversíveis às células do cérebro que estão localizados ao redor do aneurisma, incluindo a morte celular.

O rompimento do aneurisma pode, também, aumentar a pressão dentro do crânio. Nesse caso, se a pressão tornar-se muito elevada, o fluxo de sangue e de oxigenação no cérebro pode ser interrompido, causando perda de consciência e podendo levar a pessoa até mesmo a óbito.

Após o rompimento do aneurisma, outras complicações mais sérias podem ocorrer também, entre elas:

Um aneurisma que se rompeu e provocou sangramento pode voltar a sangrar novamente, o que pode causar ainda mais danos às células do cérebro.

Após a ruptura, os vasos sanguíneos do cérebro podem se contrair involuntariamente, num movimento conhecido como vasoespasmo. Isso pode interromper o fluxo sanguíneo para as células do cérebro e provocar um derrame, além de causar outros danos e morte celular.

Quando um aneurisma cerebral se rompe, geralmente ocorre uma hemorragia subaracnóidea, que é justamente o vazamento de sangue para o tecido cerebral ao redor do aneurisma. Nesses casos, pode ocorrer hidrocefalia, quando o sangue interrompe a circulação do líquido cefalorraquidiano.

Ainda, uma hemorragia subaracnóidea pode desregular a quantidade de sódio no sangue (hiponatremia) e causar danos irreversíveis às células do cérebro.

Após a ruptura do aneurisma cerebral, o paciente pode vir a entrar em coma e pode, muitas vezes, sofrer danos irreversíveis, como perda permanente de sensibilidade de qualquer parte da face ou do corpo e do movimento de uma ou mais partes do corpo.

Aneurisma cerebral tem cura?

O resultado do tratamento costuma variar de paciente para paciente. Aqueles que entram em coma profundo após o rompimento de um aneurisma geralmente não se recuperam tão bem, quando comparados a pacientes com sintomas menos graves.

Normalmente, a ruptura dos aneurismas cerebrais são fatais. Cerca de 25% das pessoas morrem em 24 horas, e outras 25% morrem em cerca de três meses. Além disso, dos sobreviventes, mais de 25% apresenta algum tipo de incapacidade permanente.

Referências

Revisado por: André Felício, neurologista- CRM: 109665

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Neuropsicologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/aneurisma-cerebral

Aneurisma cerebral: o que é, sintomas e tratamento

ANEURISMA CEREBRAL: sintomas e tratamento

O aneurisma cerebral surge quando se forma um aneurisma em alguma artéria intracraniana. Os aneurismas são dilatações em artérias e podem ocorrer em diferentes partes do corpo. Os aneurismas cerebrais são potencialmente perigosos, uma vez que podem romper-se e desencadear, por exemplo, uma Acidente Vascular Cerebral (AVC) do tipo hemorrágico.

Leia também: Diferença entre veia, artéria e capilar

O que é aneurisma cerebral?

Aneurismas cerebrais caracterizam-se como uma dilatação anormal de alguma artéria intracraniana. Eles podem apresentar morfologias diversas, sendo os mais comuns os saculares e os fusiformes, sendo que os primeiros são observados com maior frequência.

Nos aneurismas saculares, verifica-se a formação de uma uma espécie de saco, e a presença de um colo neles facilita técnicas cirúrgicas, como a clipagem e embolização.

Nos fusiformes, o tratamento torna-se mais complicado, uma vez que eles apresentam uma dilatação circunferencial e não possuem colo.

O aneurisma cerebral ocorre mais na forma de aneurisma sacular.

As causas de um aneurisma cerebral são variadas e podem ocorrer, por exemplo, como consequência de traumatismos, doença aterosclerótica e infecções. Ele ocorre com maior frequência em indivíduos com idade entre 35 anos e 60 anos, sendo raro em crianças.

Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento do problema, podemos destacar: idade avançada, histórico familiar de aneurisma cerebral, pressão alta, uso de cigarro, uso excessivo de álcool, consumo de drogas ilícitas, doença renal policística e dislipidemia (níveis elevados de lipídios no sangue).

Muitas pessoas apresentam aneurismas cerebrais durante a vida, porém nem sempre ocorre o seu rompimento. O rompimento de um aneurisma cerebral é grave e deve ser tratado de maneira rápida.

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Sintomas de um aneurisma cerebral

O aneurisma cerebral não costuma provocar sintomas, entretanto, ele pode crescer e comprimir alguma região do cérebro, o que pode provocar algum sintoma, como dificuldade da fala ou tonturas. Na maioria das vezes, no entanto, os sintomas surgem em decorrência do rompimento do aneurisma, sendo um sinal de alerta e de necessidade de ajuda médica imediata.

O principal sintoma de uma ruptura de aneurisma é a dor de cabeça muito forte e que começa de maneira súbita.

Essa dor de cabeça, descrita por muitos como a pior possível, pode vir acompanhada de outros sintomas, como náusea, vômito, perda de consciência, desmaio e até mesmo o coma.

Convulsões, paralisia de um lado do corpo, mudanças na capacidade visual também são sintomas que podem ser observados.

É importante destacar que, na presença dos sintomas que sugerem o rompimento de um aneurisma, deve-se procurar atendimento médico rapidamente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, 15% dos pacientes vão a óbito antes mesmo de receber cuidados médicos e cerca de quatro em cada sete pacientes desenvolverão algum tipo de disfunção neurológica.

Saiba mais: Aneurisma aórtico – dilatação anormal da artéria

Diferença entre aneurisma e AVC

O aneurisma e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), também chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE), são duas condições distintas e muito confundidas.

O AVC acontece quando uma área do encéfalo apresenta o suprimento de sangue interrompido.

Ele pode ser isquêmico, quando uma artéria é obstruída, ou hemorrágico, quando um vaso sanguíneo rompe-se e provoca hemorragia intracraniana.

Uma das principais causas do AVC hemorrágico são os aneurismas cerebrais, que são dilatações anormais de artérias intracranianas que podem romper-se e causar hemorragias. Caso queira saber mais sobre esse tipo de interrupção do fluxo sanguíneo, leia: AVC.

Diagnóstico do aneurisma cerebral

Para a realização do diagnóstico de um aneurisma cerebral, é necessário que o paciente seja submetido a exames. Os principais exames realizados para descobrir-se esse problema são a angiorressonância e a angiotomografia, que permitem verificar os vasos sanguíneos no cérebro.

O rompimento de um aneurisma pode provocar consequências graves.

Após a descoberta de um aneurisma cerebral, o médico avaliará o melhor tratamento a ser seguido. Quando o aneurisma é pequeno, recomenda-se apenas o acompanhamento do caso.

Hábitos de vida mais saudáveis devem ser adotados por esse paciente.

Quando o aneurisma é maior e, consequentemente, apresenta maiores chances de rompimento, deve-se realizar uma intervenção cirúrgica.

Duas técnicas podem ser realizadas no tratamento de um aneurisma cerebral: a embolização do aneurisma ou a clipagem. Veja, a seguir, mais sobre cada técnica:

  • Embolização do aneurisma cerebral ou tratamento endovascular: um microcateter é introduzido no paciente até atingir a região do aneurisma. Esse microcateter, geralmente, é introduzido através da artéria femoral. Ao chegar ao aneurisma, insere-se um material (normalmente molas de platina) que obstrui o local e impede o fluxo de sangue na região do aneurisma, reduzindo assim a chance de rompimento.
  • Clipagem do aneurisma cerebral: realiza-se a abertura de uma pequena região do crânio. Identifica-se então a artéria com aneurisma e coloca-se um clipe que fecha a região e impede o fluxo sanguíneo no local.

Como prevenir um aneurisma cerebral

Os aneurismas cerebrais apresentam alguns fatores de risco que podem ser evitados, controlados ou tratados. Desse modo, para prevenirmo-nos, devemos tentar afastá-los. Veja algumas dicas:

  • Parar de fumar;
  • Não fazer uso de drogas ilícitas;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Controlar o colesterol e a glicemia;
  • Controlar a pressão arterial;
  • Praticar atividades físicas;
  • Controlar a alimentação, adicionando alimentos saudáveis à dieta.

Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia

Источник: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/aneurisma-cerebral.htm

Aneurisma cerebral

ANEURISMA CEREBRAL: sintomas e tratamento

Aneurisma cerebral é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. Conheça os riscos associados e as formas de tratamento.

Aneurisma cerebral, ou aneurisma sacular, é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro.

A pressão normal do sangue dentro da artéria força essa região menos resistente e dá origem a uma espécie de bexiga que pode ir crescendo lenta e progressivamente.

Os maiores riscos desse afrouxamento do tecido vascular são ruptura da artéria e hemorragia ou compressão de outras áreas do cérebro.

Veja também: Leia uma entrevista sobre aneurismas

Uma pessoa pode nascer com tendência à fragilidade dos vasos e à formação de aneurisma cerebral, mas são raros os aneurismas congênitos. A maior parte deles ocorre por conta da pressão alta sem tratamento.

Problemas que afetam as fibras elásticas do organismo, como as síndromes de Marfan e de Ehlers-Danlos (relacionadas também à dissecção de aorta), também predispõem à formação de aneurismas cerebrais.

Em geral, os episódios de ruptura e sangramento ocorrem a partir dos 50 anos, afetam mais as mulheres e tornam-se mais comuns à medida que a pessoa envelhece.

Aneurisma cerebral é uma doença grave. Apenas 2/3 dos pacientes sobrevivem, e cerca de metade dos que sobrevivem permanece com sequelas importantes que comprometem a qualidade de vida.

Fatores de risco para aneurisma cerebral

  • Predisposição familiar (15% dos portadores de aneurisma pertencem a uma família em que a incidência da enfermidade é maior);
  • Hipertensão (pressão alta facilita tanto o desenvolvimento como a ruptura dos aneurismas);
  • Dislipidemia (aumento dos níveis de colesterol e triglicérides);
  • Diabetes;
  • Cigarro;
  • Excesso de álcool;
  • Mulheres têm prevalência um pouco maior desse problema.

Sintomas de aneurisma cerebral

Um aneurisma cerebral pequeno costuma ser assintomático. Quando cresce, pode comprimir uma estrutura cerebral e provocar sintomas que variam conforme a área do cérebro afetada.

A manifestação mais evidente dos aneurismas ocorre quando há ruptura seguida de hemorragia. O principal fator que leva ao rompimento é a hipertensão descontrolada. Quando o sangramento é abundante, ele pode ser fatal.

A intensidade dos sintomas está diretamente relacionada ao tamanho e a extensão do sangramento. Os mais comuns são:

  • Dor de cabeça súbita (aparecer de repente é mais característico que uma intensidade forte);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Perda de consciência.

Diagnóstico de aneurisma cerebral

A angiotomografia e a angiorressonância magnética são exames fundamentais para o diagnóstico de aneurisma cerebral. O ideal seria que fossem detectados precocemente, antes de sangrarem, mas isso raramente acontece porque tal avaliação não está incluída na rotina dos check-up.

Tratamento do aneurisma cerebral

Diagnosticado o aneurisma cerebral, a indicação cirúrgica precisa levar em conta seu tamanho (geralmente indica-se cirurgia para aneurisma iguais ou maiores que 5 milímetros) e as condições clínicas do paciente, uma vez que o risco da cirurgia deve ser menor do que o oferecido pela história natural da evolução da doença.

Em geral, a cirurgia é uma possibilidade em casos de aneurismas Caso se opte pela cirurgia, o objetivo é fechar o aneurisma para excluí-lo, preservando a artéria que o nutre, porque todas as áreas do cérebro são nobres e morrem se não forem irrigadas.

O procedimento pode ser realizado de forma aberta ou por via endovascular.

Na primeira alternativa, é aberta uma janelinha no crânio para que se possa ter acesso ao cérebro e, com o uso de instrumentos específicos, a porção mais estreita do aneurisma é fechada por um clipe metálico.

Pela via endovascular, um cateter é introduzido pela virilha e guiado até a região do aneurisma. O cateter conduz pequenas molas delicadas, que se enrolam no interior do aneurisma e formam um coágulo que impede o sangramento.

A pessoa que não deve, não pode ou não quer ser operada precisa manter controle rigoroso da pressão arterial, não fumar e evitar esforços físicos.

No tratamento dos aneurismas cerebrais, a embolização por via endovascular é hoje uma importante forma terapêutica. Em geral, as equipes atuam de forma multidisciplinar na decisão de qual metodologia será a melhor e mais confortável abordagem para cada tipo de aneurisma e cada condição física do paciente.

Recomendações para lidar com aneurismas cerebrais

  • Mantenha em níveis adequados a pressão arterial;
  • Exerça controle efetivo sobre as taxas de colesterol e triglicérides;
  • Não fume;
  • Caso você tenha um aneurisma e não tenha indicação de cirurgia, evite esforço físico exagerado;
  • Esteja atento: dor forte de cabeça, que surge repentinamente, como se você tivesse levado uma pancada, seguida de enjoos e vômitos, indica a necessidade urgente de atendimento médico-hospitalar;
  • Informe seu médico sobre a ocorrência de casos de aneurisma em sua família, principalmente se for um irmão gêmeo ou houver dois ou mais familiares com o problema. Isso ajuda a organizar um planejamento preventivo de exames.

Perguntas frequentes sobre aneurisma cerebral

Qual a diferença entre aneurisma cerebral e AVC?

O acidente vascular cerebral (AVC) designa um evento que provoca problemas de vascularização do cérebro. Pode ser do tipo isquêmico (quando um vaso é obstruído) ou hemorrágico (quando um vaso se rompe). O aneurisma cerebral é uma das principais causas de AVC hemorrágico.

O que é aneurisma cerebral roto?

Esse é o termo usado para designar o aneurisma que se rompeu e casou um sangramento.

Estresse pode levar ao rompimento de um aneurisma?

O estresse em si, não. Contudo, como ele pode levar a alterações na pressão, é um fator de risco para o rompimento. O mesmo vale para esforço físico muito intenso.

Existem medicamentos para tratar aneurisma?

Não, o tratamento é cirúrgico.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/aneurisma-cerebral/

Aneurisma Cerebral tem sintomas discretos antes de romper

ANEURISMA CEREBRAL: sintomas e tratamento

Aneurisma é a dilatação sofrida pelo enfraquecimento de alguma artéria do cérebro que pode romper causando hemorragia cerebral. O aneurisma pode ser causado por hipertensão, traumas ou infecção.

Como a maioria das complicações neurológicas, o aneurisma é uma doença silenciosa, que só apresenta sintomas quando alcança estágios mais avançados, por isso o ideal é que pacientes com histórico familiar da doença realizem exames preventivos regularmente.

Quando descoberto precocemente o aneurisma com diâmetro reduzido de dilatação pode ser tratado sem cirurgia. Se o acompanhamento revelar evolução do problema ou se o aneurisma for descoberto com 8 mm ou mais de diâmetro, deve ser avaliada a hipótese de cirurgia para evitar rompimento.

Cirurgia de aneurisma cerebral pode ser realizada por clipagem ou com método minimamente invasivo via endovascular. A necessidade e viabilidade da cirurgia são avaliadas pelo neurocirurgião com a ajuda de exames de imagem e dos profissionais de sua equipe. Caso o aneurisma seja operável cabe ao paciente a decisão de realizar ou não a cirurgia.

Sintomas do Aneurisma Cerebral

Na maioria das vezes um aneurisma cerebral só apresenta sintomas quando se rompe, causando uma dor de cabeça fortíssima frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, desmaios, crise convulsiva e rigidez na nuca.

Mesmo sem ocorrer uma ruptura, os sintomas do aneurisma cerebral podem surgir por conta da compressão das estruturas vizinhas, podendo haver perda de visão por compressão do nervo óptico ou paralisia de algum outro nervo, também causando dores de cabeça.

Outras vezes pode provocar a chamada cefaleia sentinela, dores de cabeça súbitas que se repetem várias vezes ao dia durante alguns dias. Quando isso acontece o aneurisma geralmente está prestes a romper e a cirurgia é considerada de urgência.

Muitas pessoas podem conviver com um aneurisma estável, que não aumenta sua dilatação, e nunca saberem disso. Em outras casos, aneurismas diagnosticados com menos de 8mm de diâmetro precisam ser acompanhados, no entanto, se não apresentarem evolução, podem ser controlados apenas com medicamentos para pressão, redução do esforço físico e procedimentos para evitar um rompimento futuro.

O aneurisma dificilmente apresenta sintomas, no entanto, é indicado procurar um médico caso o paciente apresente um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Dor de cabeça súbita acentuada (“pior dor de cabeça de sua vida”);
  • Perda ou alteração no nível de consciência súbita;
  • Rigidez no pescoço;
  • Súbita presença de visão dupla ou borrada;
  • Súbita dor acima ou atrás dos olhos ou dificuldade para enxergar;
  • Súbita dificuldade para andar ou tontura;
  • Súbita fraqueza e alteração de sensibilidade;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Convulsões ou
  • Queda da pálpebra.

Diagnóstico de Aneurisma Cerebral

A falta de sintomas do aneurisma dificulta seu diagnóstico. Na maioria das vezes ele é descoberto apenas quando se rompe ou durante investigações sobre alteração de memória, sinusite, enxaqueca, trauma ou infecções ao serem realizados exames de imagem do crânio, como tomografia ou ressonância magnética.

O acompanhamento do neurologista e a realização de exames periódicos por pacientes com histórico familiar mesmo que não apresentem sintomas é fundamental para o diagnóstico precoce da doença e redução dos riscos. A minoria dos paciente passa incólume ao rompimento de aneurisma, que apresenta elevado risco de óbito ou deixa sequelas importantes como:

  • alterações cognitivas: dificuldade de atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e/ou linguagem (dificuldade para falar e compreender);
  • déficits motores: dificuldade para movimentar um membro ou a metade completa do corpo;
  • alterações comportamentais: depressão, ansiedade, dificuldade de se relacionar, agressividade;
  • diplopia: visão dupla;
  • tontura;
  • cegueira;
  • dificuldade no controle da eliminação de urina e fezes;
  • dificuldade para engolir e tossir.

Pacientes com quadro clínico suspeito devem realizar tomografia de crânio. Nos casos de ruptura é comum identificar nesse exame a hemorragia subaracnóide.

Caso a tomografia de crânio seja normal e a suspeita é elevada, realiza-se punção lombar. Se essa for positiva, ou seja, com sangramento na punção, precisa-se de outro exame complementar, a angiografia cerebral.

No exame de angiografia cerebral realiza-se uma punção da artéria femoral, onde é introduzido um cateter que irá injetar contraste para uma melhor visualização das artérias cerebrais. Esse exame é o padrão ouro para diagnóstico de aneurisma cerebral.

Familiares de 1º grau de pacientes com histórico de aneurisma cerebral possuem maior chance de desenvolver a doença. Recomenda-se realizar ressonância magnética do encéfalo e angioressonância dos vasos cerebrais. Na suspeita de aneurisma, realizar angiografia cerebral.

Cirurgia para Tratamento de Aneurisma Cerebral

Cirurgia de aneurisma cerebral pode ser realizada por clipagem a céu aberto ou de forma minimamente invasiva por via endovascular. A escolha do método para o tratamento do aneurisma cerebral vai depender de diversos fatores como condições clínicas do paciente, idade e localização do aneurisma, além de seu tamanho.

Por isso é fundamental a consulta médica presencial onde o neurocirurgião de posse dos exames irá avaliar as condições físicas e o histórico clínico do paciente para, junto com sua equipe, decidir sobre a necessidade e viabilidade da cirurgia.

Se indicada, a palavra final é do paciente, que decide se deseja ou não passar pelo procedimento invasivo.

Como qualquer procedimento médico a cirurgia implica em riscos relacionados ao tamanho, à localização, às chances de rompimento de artérias adjacentes e à fragilidade das estruturas próximas a ele.

Por outro lado, apesar de apresentar poucas chances de rompimento quando descoberto precocemente em pacientes na faixa do 40-50 anos, um aneurisma tem risco cumulativo, pois a artéria vai fragilizando-se ao longo do tempo e não é possível reverter esse processo.

Quando indicada, os riscos da cirurgia geralmente são menores do que o simples acompanhamento da doença.

Quando o aneurisma é inoperável ou quando o paciente não quer ou apresenta condições clínicas que contra indicam a cirurgia é preciso controle rigoroso da pressão arterial, não fumar, evitar esforço físico e situações de estresse. Caso se opte pela cirurgia, o objetivo é impedir a irrigação do aneurisma para reduzir a pressão que o sangue faz em suas paredes e reduzir o risco de rompimento.

Clipagem do Aneurisma

A cirurgia de clipagem do aneurisma é realizada a céu aberto, ou seja, o neurocirurgião abre um ponto de entrada no crânio e com ajuda de um microscópio identifica o aneurisma, o afasta das artérias mais próximas e encaixa um clipe metálico em sua porção mais estreita para impedir a circulação dentro do aneurisma, o que tenderia para o aumento da dilatação e das chances de rompimento. Sem irrigação o aneurisma murcha e desaparece, no caso de ter rompido ele cicatriza e desaparece.

Cirurgia Minimamente Invasiva 

O método minimamente invasivo é chamado de técnica endovascular, pois o ponto de entrada é a artéria femoral, por onde passará um cateter bem fino que levará uma pequena mola metálica chamada de mola descartável de Guglielmi até o aneurisma, criando um coágulo que impede o sangramento ou sua recidiva.

O método cirúrgico, a microcirurgia vascular intracraniana, apresenta menor risco de retorno da doença e melhor resultado a longo prazo. O método endovascular realizado com micro cateteres inseridos através da artéria femoral é o preferido nos casos em que o paciente não apresenta condições clínicas para uma cirurgia e o aneurisma é de difícil abordagem cirúrgica.

Infelizmente o aneurisma só é descoberto quando rompe e nesses casos a cirurgia deve ser imediata. Caso seja descoberto precocemente, o neurocirurgião avaliará com sua equipe a possibilidade de cirurgia.

O paciente então é esclarecido quanto aos riscos da operação e da convivência com o aneurisma e decide se deseja operar ou não. Não existe tratamento medicamentoso, é possível controlar a pressão, mas não ha como impedir o avanço da dilatação.

Contudo, quando indicada, na maioria das vezes, a cirurgia apresenta riscos menores do que a convivência com o problema, uma vez que o aneurisma apresenta riscos cumulativos de rompimento.

IMPORTANTE: As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional e de nenhuma forma devem ser utilizados para autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

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Источник: http://neurocirurgiao.net.br/aneurisma-cerebral/

ANEURISMA CEREBRAL: sintomas e tratamento

ANEURISMA CEREBRAL: sintomas e tratamento

O aneurisma cerebral é uma saliência em forma de balão que surge em uma ou mais artérias cerebrais por conta de um enfraquecimento da parede do vaso. O aneurisma tem uma parede muito mais fraca que a artéria saudável e, por isso, apresenta grande risco de rotura, podendo causar hemorragias cerebrais graves.

Para informações sobre os aneurismas da aorta abdominal, leia: ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL.

O que é um aneurisma cerebral?

As artérias do nosso corpo são vasos sanguíneos com uma parede muscular bem resistente, capazes de suportar a pressão com que sangue passa por dentro elas.

Se por algum motivo um ponto da artéria se tornar mais fraco, ela deixará de ser capaz de suportar a pressão sanguínea, cedendo lentamente, formando uma área dilatada, como se fosse um saco ou um balão. Daí o nome aneurisma sacular.

Prevalência

Estima-se que até 5% da população tenha pelo menos um aneurisma cerebral. 20% destes possuem dois ou mais aneurismas ao mesmo tempo. Os aneurismas são mais comuns nas mulheres e em pessoas acima dos 50 anos.

A taxa de hemorragia intracraniana por rotura de um aneurisma cerebral, porém, é de apenas 10 para cada 100.000 pessoas. Portanto, pode-se concluir que, apesar do aneurisma cerebral não ser uma situação rara, a maioria deles não se rompe.

Na verdade, a maioria dos aneurismas não causa sintomas e o paciente nem sequer desconfia que o tem.

O problema é que a rotura de uma aneurisma, apesar de incomum, é um evento dramático. 15% dos pacientes falecem antes de conseguirem chegar ao hospital e 50% morrem mesmo após serem socorridos. E mesmo quando o paciente sobrevive a uma hemorragia cerebral, 50% ficam com sequelas neurológicas.

Fatores de risco

Os aneurismas surgem por uma fraqueza na parede das artérias. O paciente não costuma nascer com um aneurisma, ele o desenvolve ao longo da vida. Geralmente são precisos mais de um fator agindo concomitantemente para que um aneurisma seja formado. Entre os fatores de risco mais comuns estão:

  • Tabagismo.
  • Hipertensão.
  • Anormalidades congênitas da parede da artéria.
  • Endocardite infecciosa.
  • História familiar de aneurismas cerebrais.
  • Idade acima de 40 anos.
  • Presença de uma malformação arteriovenosa (MAV).
  • Uso de drogas, especialmente cocaína.
  • Excesso de álcool.
  • Tumores cerebrais.
  • Trauma cranioencefálico.

Algumas doenças genéticas estão associadas a um maior risco de formação de aneurismas cerebrais. Os pacientes que possuem qualquer uma das doenças abaixo apresentam uma chance bem maior de terem aneurismas do que a população geral:

Algumas das doenças acima são raras, outras são relativamente comuns. Devemos dar atenção especial à doença policística renal, que é uma desordem comum, que acomete 1 a cada 400 pessoas e aumenta o risco de aneurismas cerebrais em até 7 vezes.

Sintomas

A maioria dos aneurismas cerebrais são pequenos e não provoca nenhum sinal ou sintoma. Muitos são descobertos acidentalmente durante exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnéticas do crânio, solicitados por outro motivo qualquer.

Apesar de ser habitualmente assintomático, dependendo da localização e do tamanho, o aneurisma pode comprimir algumas áreas cerebrais importantes, provocando sintomas. Os mais comuns são dores de cabeça, visão borrada, alterações da pupila, formigamento, dormência ou paralisia em um lado da face.

Porém, a situação mais comum é o aneurisma permanecer silencioso, causando sintomas apenas no momento em que ocorre a ruptura.

A rotura de um aneurisma cerebral provoca um AVE hemorrágico, que é uma emergência médica gravíssima, com elevada mortalidade (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL).

Quando um aneurisma se rompe ele geralmente provoca a chamada hemorragia subaracnoide, que é causada pelo sangramento para o espaço subaracnoide, local das meninges onde circula o liquor.

Este tipo de hemorragia é tipica de aneurismas rotos.

Quando o sangue escapa para o espaço subaracnoide, o paciente apresenta sintomas súbitos. Ajuda médica deve ser procurada imediatamente se o paciente apresentar subitamente um ou mais dos sintomas abaixo:

  • A pior dor de cabeça da sua vida (leia: DOR DE CABEÇA | Enxaqueca e sinais de gravidade).
  • Perda da consciência.
  • Crise convulsiva (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA).
  • Rigidez da nuca.
  • Vômitos em jato.
  • Visão turva ou dupla.
  • Dor súbita acima ou atrás do olho, com dificuldade para enxergar.
  • Dificuldade para caminhar ou forte tontura repentina.
  • Fraqueza e dormência em um lado do corpo.

Risco de rotura de um aneurisma

O risco de um aneurisma cerebral se romper está diretamente relacionado com o seu tamanho e à velocidade de crescimento. Aneurismas de baixo risco são aqueles com menos de 5 a 7 milímetros (0,5 a 0,7 centímetros) de diâmetro e sem crescimento ao longo de vários meses. Quanto maior é o aneurisma, mais fraca é sua parede e maior é a chance deste continuar crescendo até se romper.

Além do tamanho e da velocidade de crescimento, outro fator importante no risco de rotura é a localização do aneurisma dentro do cérebro. Aneurismas da circulação posterior, envolvendo as artérias do sistema vértebro-basilar ou comunicantes posteriores, apresentaram as maiores taxas de ruptura.

Estudos mostram que aneurismas maiores que 2,5 cm, localizados nas artérias posteriores do cérebro, apresentam um risco de sangramento acima de 50% em um período de 5 anos.

Os dois exames mais usados para se diagnosticar e acompanhar um aneurisma cerebral são a angiorressonância magnética nuclear e a angiotomografia computadorizada do crânio

Tratamento

A decisão de se tratar um aneurisma cerebral não roto depende do risco de rotura que o mesmo apresenta a curto/médio prazo. Aneurismas pequenos em locais com baixo índice de sangramento podem ser apenas observados.

Estes aneurismas de baixo risco podem ser monitorados anualmente com exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada por três anos seguidos. Se o aneurisma se mantiver estável, pode-se espaçar o exames para a cada 2 ou 5 anos.

Se for possível detectar que o aneurisma surgiu recentemente (como no caso do paciente ter uma tomografia recente sem evidências de aneurismas), os primeiros exames devem ser feitos com intervalos de 6 meses, pois aneurismas novos são aqueles com maior risco de crescimento.

Os pacientes em tratamento conservador devem ser instruídos a evitar o tabagismo, consumo excessivo de álcool, medicamentos estimulantes, drogas ilícitas e esforço físico excessivo.

No caso de aneurismas grandes, com elevado risco de rompimento, ou nos aneurismas que já se romperam, o tratamento é cirúrgico, visando a  interrupção do fluxo sanguíneo para o local do aneurisma, preservando a passagem do sangue pela artéria. No caso de um aneurisma roto, a cirurgia é obviamente urgente.

A embolização do aneurisma é um método menos invasivo que a cirurgia e tem ganhado popularidade nos últimos anos. O processo é semelhante a um cateterismo.

O cirurgião insere um cateter em uma artéria, geralmente na virilha, que é empurrado através de seu corpo até o aneurisma.

Ao chegar no aneurisma, um fio de platina maleável é implantado dentro do mesmo, interrompendo o fluxo sanguíneo e provocando uma trombose do aneurisma.

Источник: https://www.mdsaude.com/neurologia/aneurisma-cerebral/

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