Anticoncepcional mais indicado para cada situação

Quais são as chances do seu método anticoncepcional falhar?

Anticoncepcional mais indicado para cada situação

Este artigo está disponível também em: English, español

*Tradução: Juliana Secchi

Coisas importantes a saber:

  • Contraceptivos hormonais costumam funcionar quando são usados de forma correta e consistente.
  • Gestações indesejadas estão em declínio devido ao aumento do acesso à contracepção eficaz.
  • O comportamento humano pode influenciar no que diz respeito aos contraceptivos hormonais serem menos eficientes. A eficácia de qualquer método depende da relação de uso típico x perfeito.
  • O monitoramento do seu contraceptivo hormonal no Clue pode ajudar a evitar falhas

Em grande parte das vezes, contraceptivos hormonais não falham. Quando as pessoas usam contraceptivos hormonais de maneira consistente e correta, a gravidez ocorre em apenas 0.05 a 0.3% das pessoas (dependendo do método) no período de um ano de uso (1). (Compare isso com os 85% das pessoas que engravidam dentro do período de um ano, quando não usam contraceptivos.)

Quase metade das gestações não é intencional, mas esse número está em declínio, provavelmente devido à crescente disponibilidade de métodos contraceptivos altamente eficazes (2).

Se os anticoncepcionais são tão eficazes, por que ouvimos tantas histórias de pessoas engravidando enquanto os usam? Geralmente é porque, como seres humanos, estamos mais dispostos a erros do que a tecnologia médica por trás dos métodos contraceptivos.

Quando falamos sobre contraceptivos e por que certos métodos falham, é importante fazer uma distinção entre uso perfeito (ou ideal) e uso típico (1).

  • O uso típico se refere a como as pessoas realmente usam um tipo de contraceptivo, mesmo que usem de forma inconsistente ou incorreta.
  • O uso perfeito reflete o quão eficaz é o tipo de contraceptivo se usado exatamente como prescrito (3).

Embora alguns comportamentos possam colocar uma pessoa em risco de falha de seu contraceptivo, há vezes em que o contraceptivo falha sem motivo real e sem ninguém para culpar. Contracepção é uma tecnologia moderna, e nenhuma tecnologia é perfeita (1).

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Por que contraceptivos hormonais falham?

Contraceptivos hormonais trabalham para prevenir a gravidez por meio da interrupção da ovulação e/ou do espessamento do muco cervical (1, 4). O comportamento humano é um fator comum no motivo pelo qual esses métodos falham. Abaixo abordamos com maior detalhamento os diferentes contraceptivos hormonais e os fatores que podem causar falhas.

A pílula

Taxa de falha: 9% no uso típico, 0.3% no uso ideal (1)

O comportamento humano é a razão mais comum pela qual as pílulas anticoncepcionais falham (1). A maioria das pessoas que toma pílula esquece de tomar uma ou mais por mês (5), enquanto outras têm dificuldade de completar a prescrição mensalmente (6). Algumas pessoas podem parar de tomar porque estão preocupadas com os efeitos colaterais (1).

Tomar medicamentos como certos antibióticos, alguns anticonvulsivantes e a erva de São João podem tornar a pílula menos eficaz (7, 8). Vômito por períodos prolongados ou diarréia podem impedir a absorção da pílula e levar à gravidez se um método adicional não estiver sendo usado (9).

O adesivo

Taxa de falha: 9% no uso típico, 0.3% no uso ideal (1)

O adesivo contém hormônios assim como a pílula, mas adere à pele (1). O adesivo pode falhar caso se desprenda e não for substituído, ou se não for substituído semanalmente (1).

O anel vaginal

Taxa de falha: 9% no uso típico, 0,3% no uso ideal (1)

O anel vaginal é inserido dentro da vagina para liberar hormônios (1). O anel vaginal pode falhar se for retirado acidentalmente durante o sexo, pelo uso de absorvente interno ou após evacuação e não for reinserido dentro de três horas (1). Também pode ocorrer falha na prevenção da gravidez se um mesmo anel vaginal for usado por mais de quatro semanas (1).

A injeção

Taxa de falha: 6% no uso típico, 0.2% no uso ideal (1)

A injeção contém progestina (uma forma sintética de progesterona) que dura três meses (1). Pode falhar se uma pessoa não receber sua próxima dose a tempo, ou se for administrada incorretamente (10).

O implante

Taxa de falha 0.05% no uso típico, 0.05% no uso ideal (1, 11)

Implantes hormonais são hastes finas que são inseridas sob a pele no braço (1). Embora o implante seja uma das formas mais eficazes de contracepção (1), pode falhar se não for inserido corretamente ou se uma pessoa estiver tomando medicamentos antiepilépticos (12).

DIU hormonal

Taxa de falha: 0.2% no uso típico, 0.2% no uso ideal (1)

Dispositivos intra-uterinos, ou DIUs, são pequenos implantes colocados dentro do útero. Enquanto o DIU hormonal engrossa o muco cervical e às vezes impede a ovulação, como outros métodos hormonais contraceptivos, a presença do DIU no interior do útero também causa inflamação que é tóxica tanto para o esperma quanto para os óvulos (1).

Um DIU pode falhar se não for colocado corretamente pelo profissional de saúde ou se for expelido do útero (1). Toda anatomia humana varia um pouco de pessoa para pessoa, e os útero têm uma variedade de formas, tamanhos e posições.

Alguém com um útero menor que a média, com formato ou posicionamento atípico pode estar mais propenso à falha do DIU, porque, se o dispositivo não estiver na posição adequada, poderá ser menos eficaz ou ter maior probabilidade de ser expulso (13).

Embora o DIU de cobre não contenha hormônios, incluímos aqui as taxas de falha para melhor comparação e entendimento.

DIU de cobre

Taxa de falha: 0.8% no uso típico, 0.6% no uso ideal (1)

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1. Use dois métodos contraceptivos ao mesmo tempo (1)

Não, isso não significa usar dois preservativos ao mesmo tempo. Significa combinar um método hormonal com outro método que não envolva hormônios, mas que ainda seja eficaz na prevenção da gravidez. Algumas boas opções são preservativos, espermicidas ou coito interrompido (ou método de retirada).

2. Se você faz uso da pílula e precisa de um lembrete para tomá-la, o Clue pode te enviar uma notificação de lembrete da pílula anticoncepcional. Você também pode monitorar quando você toma suas pílulas

Se você esquecer ou pular uma pílula e não sabe o que fazer, o Clue pode te orientar na diferença entre uma pílula tomada, atrasada e esquecida e te informar qual é o próximo passo.

Escolher um método contraceptivo é uma decisão importante, mas somente porque um método é o mais eficaz não significa que seja o mais eficaz para você.

Embora as pílulas tenham impedido milhões de gestações, elas não funcionarão se você souber que não é o seu forte lembrar-se de tomá-las todos os dias.

3. Explore opções que não demandam esforço diário

O adesivo é uma boa opção para muitas pessoas porque você só precisa lembrar de trocar uma vez na semana. A aplicação geralmente é muito fácil, mas se você usa muitos cremes, loções ou filtros solares, pode não aderir bem.

Você precisa ter certeza que sua pele esteja limpa e seca antes de anexar o adesivo e pressioná-lo por dez segundos. Depois, verifique se todas as bordas estão grudadas na pele—as bordas soltas podem fazer com que o adesivo seja arrancado (1).

O anel vaginal também precisa ser trocado com menor frequência. Se você não tem problemas para lembrar de trocá-lo todos os meses, você só precisa lembrar de verificar se ele ainda está inserido após o sexo, o uso de absorventes internos e após evacuar.

O DIU e o implante são os métodos menos sujeitos ao erro humano, já que você não precisa se preocupar em tomá-los ou alterá-los com frequência, mas eles podem ser inseridos incorretamente pelo profissional de saúde ou serem expulsos após a inserção. Após a inserção do seu DIU ou implante, você pode pedir ao seu profissional de saúde para te mostrar como você deve senti-lo para saber que está ali—e então verifique-o com frequência.

Se você estiver com problemas para usar seu contraceptivo de maneira correta e consistente, converse com seu profissional de saúde sobre como tentar uma nova opção.

Источник: https://helloclue.com/pt/artigos/sexo/quais-sao-as-chances-do-anticoncepcional-falhar

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Anticoncepcional mais indicado para cada situação

Data: 10 de agosto de 2018

O planejamento sexual e reprodutivo é condição importante para a saúde das mulheres e homens adolescentes, jovens e adultos. Todos os indivíduos têm o direito de decidir de forma livre e responsável se querem ou não ter filhos.

Desta forma, todos têm direito à atenção em planejamento reprodutivo, ou seja, acesso aos métodos e técnicas para a concepção e a anticoncepção, mas também a informações e acompanhamento por um profissional de saúde, num contexto de escolha livre e informada. Também têm direito de exercer a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência.

Opções ofertadas pelo SUS

É fundamental o envolvimento dos homens com relação à paternidade responsável, à prevenção de gestações não desejadas e à prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids.

Por isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece várias opções de métodos contraceptivos e ações para auxiliar o planejamento sexual e reprodutivo, tanto para ajudar quem quer ter filhos com orientações para a concepção, quanto para prevenir uma gravidez indesejada, fornecendo informações importantes e acesso a recursos para a anticoncepção, e prevenir as doenças sexualmente transmissíveis.

Os métodos contraceptivos são recursos que podem ser comportamentais, medicamentosos, ou cirúrgicos, usados pelas pessoas para evitar a gravidez indesejada. Existem métodos femininos e masculinos, reversíveis e irreversíveis.

Os métodos reversíveis são aqueles que, como diz o nome, podem ser revertidos. Ou seja, quando a pessoa deixa de utilizá-los, poderá engravidar.

Já os métodos irreversíveis, como a ligadura de trompas uterinas/ laqueadura e a vasectomia, são aqueles que, após utilizados, é muito difícil a pessoa recuperar a capacidade de engravidar.

Por isso, para optarem por esses métodos as pessoas precisam estar seguras de que não querem mais ter filhos.

Preservativos

É importante lembrar que dentre todos os métodos contraceptivos, os preservativos feminino e masculino são os únicos que oferecem proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o HIV/aids e as hepatites virais.

A escolha do método anticoncepcional deve contar com o auxílio e orientação de um profissional de saúde que oriente quais os métodos disponíveis, como utilizá-los, quais as vantagens e desvantagens de cada um e avalie junto com a mulher, o homem ou os dois qual o método mais indicado para cada situação. Estar bem informado é fundamental para se fazer a melhor escolha.

Os adolescentes também têm direito ao acesso aos métodos contraceptivos, inclusive a pílula de emergência, e à confidencialidade e sigilo sobre sua atividade sexual e prescrição de métodos contraceptivos, não sendo necessário o consentimento ou participação dos pais/responsáveis nas consultas, conforme Estatuto da Criança e do Adolescente.

Pílula anticoncepcional combinada

São pílulas que contêm dois hormônios similares produzidos pelos ovários da mulher, o estrogênio e a progesterona. Podem ser usadas por quase todas as mulheres com segurança e eficácia. A pílula deve ser tomada, sem interrupções, durante 21 dias, de preferência no mesmo horário, todos os dias.

As pílulas combinadas podem ser usadas por mulheres de qualquer idade, a partir da primeira menstruação, desde que não apresentem nenhuma contraindicação para o seu uso.Não deve ser utilizada durante a amamentação, pois interfere na qualidade e na quantidade do leite materno.

Minipílula anticoncepcional

É uma pílula que contém apenas um dos hormônios, a progesterona. Mais indicada durante a amamentação, iniciando o seu uso na 6ª semana após o parto.

Anticoncepcionais injetáveis

Os anticoncepcionais injetáveis também são feitos de hormônios similares aos das mulheres. Existem dois tipos de injetáveis: injetável mensal e injetável trimestral.

Tal qual as pílulas anticoncepcionais, as injeções mensais são compostas de estrogênio e progesterona.

Com a interrupção da injeção mensal, a fertilidade da mulher, que é a capacidade de engravidar, logo retorna, já com a trimestral, pode haver um atraso no retorno da fertilidade da mulher.

A injeção trimestral pode ser usada durante a amamentação e, nesse caso, seu uso deve ser iniciado seis semanas após o parto. Com o uso da injeção trimestral, é muito frequente a mulher ficar sem menstrua e, em média, o retorno da fertilidade pode demorar quatro meses após o término do efeito da injeção.

Diafragma

O diafragma, método anticoncepcional de barreira e não hormonal, é um anel feito de silicone ou látex, tem bordas firmes e flexíveis, praticamente não apresenta efeitos colaterais, nem contra indicações. O método é uma opção importante para mulheres que não se adaptam aos métodos hormonais e pode ser interrompido a qualquer momento.

As mulheres são diferentes, por isso existem diversos tamanhos de diafragma, sendo necessária a medição por profissional de saúde. O diafragma deve ser colocado em todas as relações sexuais antes de qualquer contato entre o pênis e a vagina e deve ser retirado oito horas após a última relação sexual.

Dispositivo intra-uterino (DIU)

O DIU é um pequeno objeto de plástico revestido de cobre, colocado no interior da cavidade uterina com fins contraceptivos, de caráter temporário e reversível. Ele não provoca aborto, porque atua antes da fecundação.

É um método altamente eficaz, que não apresenta os efeitos colaterais do uso de hormônios e pode ser utilizada para prevenir a gravidez por um período de até 10 anos. O DIU pode ser retirado no momento em que a mulher desejar, permitindo que ela volte imediatamente à sua capacidade de engravidar.

Não interfere nas relações sexuais nem na qualidade ou quantidade do leite materno. è contraindicado para mulheres que têm mais de um parceiro sexual, ou cujos parceiros têm outros parceiros/parceiras, e não usam preservativo em todas as relações sexuais

FonteBlog da Saúde / Portal Brasil

Источник: https://www.ufjf.br/ladem/2018/08/10/o-sus-oferece-varias-opcoes-de-metodos-contraceptivos-e-acoes-para-auxiliar-o-planejamento-sexual-e-reprodutivo/

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