Asma infantil: como cuidar do bebê com asma

Asma em crianças: 3 coisas que você precisa saber

Asma infantil: como cuidar do bebê com asma

Dificuldades para respirar, tosse, chiado no peito, respiração encurtada, entre outros sintomas, podem ser indicativos de asma em crianças. Embora esses problemas sejam comuns a outras doenças respiratórias, no caso da asma eles são desencadeados por fatores como alergias ou mudanças bruscas de temperatura.

Normalmente, a doença também apresenta um fator genético — ou seja, se os pais ou outros irmãos são portadores de asma, a chance de a criança desenvolvê-la é grande. Por isso, é importante ter atenção aos sinais e consultar o pediatra ou pneumologista, que poderá orientar sobre os procedimentos para controle e prevenção de crises.

Continue a leitura de nosso post para entender melhor a doença e saber como identificar os sinais de asma em crianças!

O que é asma?

A asma é uma doença crônica, que causa a inflamação das vias aéreas, fazendo com que elas sofram um estreitamento que causa dificuldades respiratórias. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, estima-se que 20 milhões de brasileiros sejam portadores.

Apesar de ser possível que a doença apareça em qualquer idade, seu surgimento é mais comum na infância, sendo que 30% a 80% dos portadores desenvolvem a asma até os 3 anos. Entre eles, de 50% a 65% manifestam os sintomas no primeiro ano de vida.

A doença não tem cura, embora os sintomas possam ser mantidos sob controle com a ajuda de medicamentos prescritos pelo médico e com o afastamento de possíveis agentes causadores das crises.

Com o tratamento correto, a pessoa asmática consegue ter a mesma qualidade de vida de qualquer outro indivíduo. A maioria das crianças portadoras da doença tem uma vida normal na maior parte do tempo, com exceção dos períodos de crise.

É possível conviver com a asma de forma segura?

Para garantir a qualidade de vida da criança asmática, confira alguns detalhes fundamentais para a identificação de crises e controle dos sintomas.

1. Entenda os sintomas

Vários sintomas da asma são semelhantes aos de outras doenças respiratórias, como bronquite, sinusite ou rinite. Por isso, é importante que seja feito o diagnóstico adequado, para que a família possa afastar os agentes que desencadeiam as crises, o que contribui para manter a qualidade de vida da criança.

Os sintomas mais comuns da asma são:

  • dificuldades para respirar;
  • tosse persistente;
  • chiado no peito e sibilos (ruído agudo durante a expiração);
  • respiração curta;
  • sensação de fadiga;
  • dor no peito.

2. Fique de olho no agravamento de uma crise asmática

Durante uma crise, alguns sinais podem indicar uma emergência, que necessita de atendimento médico:

  • lábios com coloração arroxeada;
  • extrema dificuldade de respirar;
  • confusão mental ou sonolência;
  • pulsação rápida;
  • sudorese.

3. Saiba o que desencadeia a crise de asma em crianças

Como explicamos, a asma é uma doença crônica e sem cura, que pode ser controlada com algumas estratégias para afastar os chamados gatilhos, ou seja, agentes que desencadeiam as crises. Conheça, a seguir, os principais, e descubra como afastá-los.

Ácaros

Encontrados normalmente em colchões, travesseiros, cortinas, tapetes, carpetes e até nos bichinhos de pelúcia que costumam estar presentes nos quartos infantis, esses micro-organismos se alimentam de descamação da pele, de pelos de animais domésticos e de mofo.

Assim, a melhor maneira de controlar a sua proliferação é investir na troca frequente de roupa de cama, bem como na limpeza de carpetes, tapetes e cortinas. Se possível, evite o uso dessas peças no quarto da criança asmática. Além disso, a casa deve ser arejada, para evitar mofo, e os brinquedos armazenados em local fechado, para não acumularem poeira.

Fungos

Esse tipo de micro-organismo se desenvolve, especialmente, em ambientes quentes e úmidos. Sistemas de ar-condicionado e sanitários são locais típicos para o surgimento de fungos. Assim, é fundamental investir na boa ventilação, limpeza dos equipamentos e de filtros de ar e nunca deixar toalhas molhadas penduradas do banheiro.

Pólen

Flores, grama e árvores costumam piorar a asma em função da liberação de pólen, que acontece com mais intensidade na primavera.

Fumaça de cigarro

Um paciente asmático, seja criança ou não, nunca deve ficar exposto à fumaça de cigarro. A substância agrava os sintomas da asma e pode aumentar a inflamação nos brônquios.

Se alguém da família fuma, é importante adotar estratégias para que a criança não se exponha ao cigarro, como trocar de roupa após fumar e nunca fazer isso dentro de casa. A alternativa ideal é buscar um tratamento para combater o tabagismo.

Poluição

A poluição ambiental também é um dos agentes desencadeadores de asma. Evite sempre que possível a exposição.

Infecções virais

Uma gripe ou um simples resfriado podem levar a uma crise de asma. Assim, pacientes asmáticos devem ter cuidados extras, como vacinação em dia e limpeza frequente das vias aéreas.

Mudança brusca de temperatura

O ar frio e seco irrita os brônquios e pode ser um gatilho para desencadear uma crise de asma.

Como controlar a asma em crianças?

É fundamental compreender que a asma não deve ser tratada somente nas situações de crise. O tratamento precisa ser contínuo, mesmo que a criança não apresente sintomas.

Normalmente, a terapia consiste no uso de medicamentos inalatórios prescritos pelo médico e medidas de higiene para afastar os agentes causadores de crises. Vale destacar que a limpeza da casa deve ser feita com pano úmido, evitando que a poeira entre em suspensão e seja inalada. Produtos de limpeza com cheiro forte precisam ser evitados.

No quarto da criança, as roupas de cama devem ser substituídas com frequência e os tapetes devem ser retirados. Se não for possível evitar bichinhos de pelúcia, lave-os periodicamente e exponha ao sol. Caso tenha animais em casa, não se preocupe: a convivência com a pessoa asmática é possível, desde que sejam adotadas medidas adequadas de higiene.

Outro cuidado importante é manter as vias respiratórias da criança sempre limpas, evitando o acúmulo de secreções. A limpeza pode ser feita por meio da instilação de soro fisiológico, que também contribui para umidificar as vias aéreas — afinal, o ressecamento das mucosas agrava os sintomas.

Um nebulizador contribui significativamente para evitar as crises, seja facilitando a administração dos medicamentos, seja para umidificar as vias respiratórias e facilitar a respiração. No entanto, no caso de uso de remédios, é fundamental seguir as orientações médicas relativas à dose e uso do aparelho.

Com os cuidados adequados, os sintomas da asma em crianças são totalmente controláveis. Assim, além de adotar as medidas preventivas adequadas, invista em um bom nebulizador e garanta mais qualidade de vida ao seu filho.

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Источник: https://conteudo.omronbrasil.com/asma-em-criancas/

Asma infantil

Asma infantil: como cuidar do bebê com asma

A asma é uma doença dos brônquios, que causa o seu estreitamento (chamado broncoespasmo) e por causa disso resulta em dificuldade em respirar. Pode ser um processo de inflamação crónica, que não tem cura, pelo que quando se diagnostica asma nas crianças gera intensa preocupação por parte dos pais. Porém, veremos que este nem sempre é o que ocorre na asma infantil .

Nos primeiros anos de idade, uma elevada proporção de crianças sofre de sintomas respiratórios, que muitas vezes são incorretamente rotuladas como “asma”.

A definição de asma infantil, geralmente aceite pela comunidade médica, é a de ocorrência de episódios repetidos de sibilância recorrente e /ou tosse persistente, numa situação em que a asma é provável e em que se descartaram outras doenças respiratórias menos comuns. Mas é frequente assistirmos a múltiplas outras designações que acabam por se perpetuar por meses e geram muita perplexidade nos pais, como é o caso das sibilâncias víricas, sibilâncias recorrentes, bronquites, bronquiolites, hiperreatividade brônquica, etc..

Em resumo, o bebé que apresenta 3 ou mais episódios de tosse por ano, sem infeção associada, e sobretudo se esta se acompanha de pieira e/ou dificuldade respiratória, e que melhora com a medicação broncodilatadora, é provável ter asma infantil. Mas, como iremos ver, isso não é o mesmo que ter asma atópica (ou alérgica).

Causas da asma infantil

As causas da asma nem sempre são bem conhecidas. Existem vários fatores que influenciam a origem da asma, mas nenhum é transversal a todos os casos. A hereditariedade, como veremos, é um deles.

As infeções víricas do aparelho respiratório parecem desempenhar, também, um papel muito importante na asma.

Alguns vírus parecem provocar a ocorrência de asma, enquanto outros funcionam como desencadeantes de crises nas crianças com propensão a doenças alérgicas e que por esse motivo têm as suas mucosas inflamadas.

As alergias são o principal fator que ocasiona a evolução da asma infantil para um formato de asma crónica e persistente.

Cerca de 80% das crianças com mais de 5 anos de idade que continuam a sofrer de sintomas de asma apresenta alergias aos ácaros ou alergias ao pólen, por exemplo.

A ocorrência de alergias alimentares (alergia ao leite ou alergia ao ovo) ou dermatite atópica nos primeiros meses de vida são também importantes marcadores para este prognóstico.

A predisposição para asma também está relacionada com outros fatores ambientais, como é o caso da exposição ao fumo de tabaco, poluição, idade, sexo, etc…

Hereditariedade na asma

A asma alérgica possui uma componente genética e familiar considerável. A criança possui uma probabilidade acrescida (entre 25 a 50%) de padecer de asma se um dos progenitores for asmático. A probabilidade é mais alta se a mãe for asmática, sendo mais baixa se for o pai asmático. Por sua vez, se ambos os progenitores forem asmáticos essa probabilidade sobe para 75%.

Sintomas na asma infantil

Nas crianças pequenas, uma crise de asma habitualmente é precedida por uma infeção respiratória das vias aéreas superiores (nariz), com sintomas de rinofaringite aguda, tosse ligeira, espirros e febre baixa.

Em poucas horas/dias, começam a surgir os sinais e sintomas de dificuldade respiratória, tosse persistente, e pieira.

A dificuldade respiratória manifesta-se por um aumento da frequência, uma respiração mais rápida e ofegante, e mais superficial; com a evolução, a criança pode precisar de usar os músculos intercostais para auxiliar à respiração e é quando se começam a notar as zonas entre as costelas e acima do esterno mais aprofundadas.

Com o evoluir da doença, os episódios de asma infantil começam a ocorrer de forma mais frequente e sem infeção prévia a desencadeá-las. Começam a ser mais frequentes as situações de pieira noturna e é típico a criança tossir de noite sem qualquer motivo aparente.

Diagnóstico da asma infantil

O diagnóstico de asma infantil é clínico e raramente necessita de exames para o comprovar. Nas crianças maiores, a espirometria é útil para classificar a gravidade da asma e a eficácia da terapêutica.

Mas como já falamos, a presença de alergia é o principal fator determinante para que a asma infantil se prolongue para o resto da vida.

Isso significa, que se a criança com asma infantil apresenta positividade nos testes de alergia, é muito mais provável que vá manter a sua asma ativa do que a criança que tem testes negativos.

Nesse sentido, é importante a certo ponto perceber se a criança sofre de alergias, e para isso proceder a um estudo alergológico. É importante ressalvar que este estudo não serve para o diagnóstico de asma infantil, mas sim para perceber qual o prognóstico, ou seja, como será a sua evolução.

É fundamental uma avaliação por um Alergologista a certa altura. Mas como saber qual é essa altura? Em que idade se podem fazer os testes, é uma pergunta frequente que ouvimos dos pais.

É importante frisar que os testes de alergia são positivos em qualquer idade, desde que a criança já expresse alergia.

No entanto, a maior parte dos casos de asma antes dos 3 anos de idade não são alérgicos, mas sim induzidas por vírus e por esse motivo habitualmente antes dessa idade pode não ser necessário fazer estudo alergológico.

A asma infantil e o desporto

O principal objetivo dos médicos quando tratam uma criança com asma é poder proporcionar-lhe uma vida normal, sem limitações, igual a qualquer outra criança da mesma idade.

E isso inclui naturalmente a possibilidade de praticar desporto.

Mas é importante ressalvar que o exercício físico é com muita frequência um dos estímulos que induz sintomas respiratórios na criança asmática.

É verdade que algumas crianças com asma apresentam alguma dificuldade em alguns desportos, como os que requerem esforços intensos e prolongados. Um dos problemas com que os médicos são frequentemente confrontados é com a decisão do aconselhamento do tipo de exercício ou desporto a um doente asmático.

Como regra, se a criança tem um desporto que de facto gosta, a sua prática deverá ser encorajada, pois desde que adequadamente controlada, poderá fazer qualquer exercício ao mesmo nível do não-asmático.

No entanto, se o pedido de aconselhamento coincidir com o iniciar da sua vida desportiva, deve-se encorajar a prática de certos desportos mais compatíveis, por serem mais bem tolerados e por isso proporcionarem melhor oportunidade de participação com sucesso, como é o caso da natação ou desportos de equipa.

Os desportos mais críticos para os asmáticos são as disciplinas de longa distância, com treinos contínuos e ao ar-livre ou frio, como o ciclismo e os desportos de Inverno, sendo a corrida de atletismo classicamente considerada a disciplina de maior risco. Mas de forma geral consegue-se um bom controlo. A prova é que existem numerosos atletas de elite, incluindo atletas olímpicos, que são asmáticos desde a infância (veja-se o exemplo da Rosa Mota no atletismo).

Deve estimular-se a prática de exercício físico em todas as crianças com asma porque está comprovado que isso melhora a sua função respiratória.

Não devem menosprezar-se as manifestações de asma que possam surgir nesse contexto, como por exemplo a tosse, mas sim advertir o médico para a sua ocorrência, de forma a que possam ser tratadas de forma a permitir à criança que possa praticar todo o exercício que deseja.

Existem algumas situações de asma em que o único desencadeante é o esforço físico. Essas situações são conhecidas como asma de esforço.

A asma infantil é contagiosa?

A asma infantil não é contagiosa, ou seja, a doença não se “pega” ou não se transmite como ocorre, por exemplo, em algumas infeções respiratórias por vírus, bactérias, etc.

Existe uma componente genética na doença, ou seja, se o pai ou a mãe forem asmáticos. Veja mais informação em “hereditariedade na asma”.

Complicações na asma infantil

Nos países desenvolvidos como o nosso a mortalidade por asma infantil é muitíssimo baixa. Isso não quer dizer que não existam casos graves, que precisem mesmo de internamento hospitalar.

É importante perceber que as principais complicações da asma resultam de um controlo inadequado da doença, devido a falta de diagnóstico ou devido a tratamento inapropriado.

Quando não é instituído (ou quando os pais não cumprem) o tratamento preventivo que evita as crises de asma, as consequências para o aparelho respiratório podem ser irreversíveis, por alteração da arquitetura dos brônquios e com isso a criança perder para sempre parte da sua capacidade respiratória.

A asma infantil tem cura?

A asma infantil não tem cura, Porém, é muito importante ressalvar que enquanto está ativa é fundamental tratar eficazmente para evitar as complicações que falamos.

Evolução da asma infantil

Durante a infância, resumidamente, existem fundamentalmente dois tipos de asma:

  • A asma infantil (também designada sibilância ou broncoespasmo recorrente da primeira infância), que surge muito cedo, habitualmente nos primeiros 12 meses de vida; associa-se com tabagismo materno, prematuridade, convívio com irmãos mais velhos ou frequência de infantário, e habitualmente os sintomas iniciais são precedidos de uma infeção respiratória. É mais frequente no sexo masculino e, na maioria dos casos simplesmente desaparece com o avançar da idade.
  • A asma alérgica, habitualmente, apresenta-se em crianças um pouco maiores, associa-se a antecedentes de alergia (rinite, dermatite atópica, alergia alimentar) ou familiares com alergia. Na maior parte casos evolui para uma situação crónica nos anos seguintes. Pode “adormecer” na adolescência, mas tendencialmente voltarão a manifestar-se os sintomas em adulto.

Saiba, aqui, tudo sobre asma alérgica.

Tratamento da asma infantil

O tratamento da asma infantil é feito com base em 3 pilares fundamentais: controlo de exposições ambientais nocivas (tabaco, poluição, odores fortes), medicação e educação.

O tratamento medicamentoso (medicamento ou remédio) anti-asmático é atualmente muito eficaz, com várias opções disponíveis no mercado, e de grande segurança. O seu objetivo é preservar a normal função respiratória e evitar sintomas e limitações.

Utiliza-se sobretudo a formulação em inaladores (“bombas”) de dois tipos: terapêutica de manutenção (à base de anti-inflamatórios) para prevenir a ocorrência de sintomas e terapêutica de alívio (à base de broncodilatadores) para as situações de “crise asmática”.

É importante pedir ao médico assistente para fazer um plano de ação escrito para saber como proceder perante um “ataque de asma”.

Existem também os anti-leucotrienos de toma oral (em saquetas de granulado ou comprimidos mastigáveis) que em algumas crianças são muito eficazes.

Para a asma alérgica devem considerar-se também as vacinas para alergias como opção de modificar o curso da doença e ter eficácia sustentada a longo prazo sem necessidade de medicamentos.

Saiba, aqui, tudo sobre vacinas para alergias.

Medidas gerais e preventivas

Não existe nenhuma medida 100% eficaz para controlar as infeções por vírus. Há quem sugira atrasar a entrada de crianças com asma infantil no infantário, mas não se provou que esta medida impeça as infeções. A vacina da gripe demonstrou-se ser pouco eficaz neste contexto. Em algumas crianças, a administração de imuno-estimulantes pode ter interesse.

Se houver evidência de alergia, as medidas de evicção ambientais dos alergénios identificados (ácaros, fungos, pólen, epitélios de animais…) devem ser implementadas para prevenir exacerbações.

As medidas preventivas na maior parte dos casos não são suficientemente eficazes, por haver alguns desencadeantes ambientais muito difíceis de controlar, pelo que frequentemente é necessário iniciar medicação para evitar a progressão da doença, como já explicado.

Sabia, aqui, como prevenir as principais alergias:

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/medicina/alergologia/asma-infantil/

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