Bacteremia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Sepse: maioria dos casos começa fora do hospital; veja sinais e como evitar

Bacteremia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Você já deve ter ouvido falar que a causa da morte de alguém foi uma infecção generalizada ou no sangue, e até mesmo uma septicemia. Esses termos ainda são popularmente usados do para definir a sepse, doença que resulta de uma reação exagerada do corpo a algum tipo de infecção causada por vírus, bactéria ou fungo.

Embora seja mais conhecida como evento adverso que ocorre dentro dos hospitais, dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) indicam que 8 em cada 10 casos de sepse começam fora desse ambiente.

Considerada uma emergência médica, seus sintomas se confundem com outras enfermidades e, por isso, a sepse nem sempre é diagnosticada em tempo de ser contida, o que pode levar à falência de órgãos e morte.

A boa notícia é que a educação das pessoas e dos profissionais de saúde são a chave para prevenir, identificar e tratar com eficácia esse problema, que é uma importante causa de morte em todo o mundo.

Toda vez que ocorre uma infecção —que pode ser uma simples gripe — o sistema de defesa de seu corpo entra em ação para combater a doença, provocando uma inflamação local. Você, então, pode ter uma febre, sentir-se cansado. Em alguns dias, porém, se sente melhor e volta à vida normal.

Entretanto, pode acontecer de essa resposta ser desregulada e, de alguma forma, ela passa a prejudicar o seu organismo. Isso é a sepse: uma resposta sistêmica à infecção.

Do ponto de vista clínico, a doença é reconhecida quando se verifica uma disfunção orgânica, ou seja, existe uma infecção urinária e ela já afetou outro órgão como o rim, pulmão, cérebro, fígado etc.

“Isso acontece, na maioria das vezes, simplesmente porque não se tratou [ou não se o fez corretamente] uma infecção”, explica Denise Medeiros, coordenadora da atenção médica do INI-Fio Cruz (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas – RJ).

As infecções mais comuns que podem levar à sepse

  • Pneumonia (35%)
  • Infecção do trato urinário (bexiga, rins) (25%);
  • Infecção intestinal (11%);
  • Infecção de pele (11%).

Quem está mais suscetível?

Qualquer pessoa pode ter sepse, mesmo as mais saudáveis. Porém, ela é mais comum nos seguintes grupos:

  • Crianças muito pequenas (recém-nascidos prematuros);
  • Idosos;
  • Pessoas com doenças crônicas descompensadas (como o diabetes);
  • Pacientes imunodeprimidos (pessoas com câncer, Aids, insuficiência cardíaca ou renal);

Quais os sintomas da sepse

A sepse sempre aparece em decorrência de uma infecção de base (pneumonia, infecção urinária ou de pele, meningite etc.). Isso significa que já existe uma doença em curso causada por vírus ou bactéria, com seus sintomas característicos, como febre, mal-estar generalizado, retenção de urina, que logo podem ser notados porque não passam ou parecem agravar-se.

Mas há outros sintomas que servem de alerta vermelho para a sepse e requerem atenção imediata, esclarece Viviane Maria de Carvalho Hessel, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia e Controle de Infecção do Hospital Marcelino Champagnat (PR). Confira:

  • Alteração da Consciência;
  • Aceleração da respiração (mais de 22 incursões respiratórias por minuto);
  • Pressão baixa.

Quando é hora de procurar ajuda

Toda febre que não passa já indica que a infecção não está evoluindo bem e deve ser avaliada por um médico. Como a sepse é uma situação de emergência, você deve procurar um pronto-socorro imediatamente.

Como é feito o diagnóstico?

Quanto mais rápido for identificado o foco da infecção, mais eficaz será o tratamento da sepse.

Contudo, Fabiano Ramos, chefe do Serviço de Infectologia e de Controle de Infecção do Hospital São Lucas (RS), conta que, geralmente, o que acontece é que o atendimento é lento e inadequado no pronto-socorro. Isso leva ao diagnóstico tardio e, por vezes, a óbito. “Tempo é célula”, diz o infectologista.

Caso você desconfie que seus sintomas ou de seus parentes batem com os da sepse, pergunte ao médico ou enfermeiro que o atender, já na entrada do pronto-atendimento, se esta poderia ser uma possibilidade.

Aliás, uma das campanhas do Ilas (Instituto Latino Americano de Sepse), dirigida aos médicos e ao público em geral, tem como slogan a frase – Pense, pode ser sepse!

Na hora da consulta, o médico deve ouvir sua história e fazer o exame físico.

A depender da causa da infecção, serão solicitados radiografia (para os casos de suspeita de pneumonia, por exemplo), exame de urina, ultrassom (para avaliar a presença de abcesso), além de um “pacote” de testes de sangue que inclui hemograma, nível de creatinina, bem como coleta de lactato, considerado um marcador importantíssimo para avaliar a gravidade do avanço da infecção.

Como é o tratamento da sepse?

“A pedra fundamental para tratar a sepse é o profissional de saúde ser capaz de identificar precocemente a doença”, afirma Luciano Azevedo, presidente do Ilas. Quando isso acontece, o tratamento é relativamente simples: indica-se o uso de antibiótico já dentro da primeira hora da definição do diagnóstico, além de soro para hidratação e normalização da pressão.

Entenda a diferença entre sepse e choque séptico

Enquanto a sepse é uma resposta desregulada do seu organismo diante de uma infecção, o choque séptico é o comprometimento do sistema cardiovascular causado por ela.

Nesse momento, o paciente já não mais consegue manter a pressão arterial adequada e necessita de medicamento (vasopressor) para normalizá-la. A esse quadro se dá o nome de choque séptico, que é considerado grave e ainda aumenta o risco de morte.

Dá para prevenir?

Sim. E a melhor forma de fazer isso é educar-se sobre o que é a doença, aprender a reconhecer seus sintomas, especialmente se você integra algum grupo de risco. Além disso, proteja-se de infecções por meio da adoção de hábitos de vida saudáveis e higiene pessoal. Para alcançar este objetivo, aposte nas práticas abaixo.

No dia a dia

– Mantenha a carteira de vacinação em dia, especialmente para combater infecções por vírus e bactérias como Influenza, meningococo, pneumococo e hemófilos —veja no link as vacinas que adultos e idosos precisam tomar.

– Certifique-se de manter sua doença sob controle, caso você tenha algum problema crônico como diabetes.

– Lave as mãos antes das refeições, ao preparar alimentos e após o uso do banheiro. A higiene das mãos não só pode como deve ser feita com álcool-gel 70%, eficaz no combate aos micro-organismos. Cultive o hábito de tê-lo sempre com você. Caso sinta a mão suja —com gordura, por exemplo, lave a mão e após use o álcool.

– Escolha bem os locais onde se alimenta na rua para reduzir o risco de consumir comida contaminada.

– Evite aglomerações.

– Use antibióticos somente quando eles forem prescritos por um médico e faça o tratamento na forma e pelo tempo por ele indicado. Nunca se automedique.

Quando a infecção já está presente

– Procure ajuda médica tão logo perceba os sinais de uma infecção.
– Evite automedicar-se com antibiótico.

No hospital

Higienize as mãos antes e depois de se aproximar de um parente ou conhecido que esteja internado. Todos os hospitais têm o dever de disponibilizar álcool-gel para esse fim.

Fontes:Denise Medeiros, médica intensivista, coordenadora da atenção médica do INI-Fio Cruz (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas-RJ); Luciano Cesar Pontes Azevedo, presidente do Ilas (Instituto Latino Americano de Sepse) e médico intensivista do Hospital Sírio Libanês (SP); Fabiano Ramos, médico infectologista, chefe do Serviço de Infectologia e de Controle de Infecção do Hospital São Lucas da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul); Viviane Maria de Carvalho Hessel Dias, médica infectologista, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia e Controle de Infecção do Hospital Marcelino Champagnat (Grupo Marista), presidente da Comissão Estadual do Controle de Infecção do Serviço de Saúde do Estado do Paraná. Revisão técnica: Luciano Cesar Pontes Azevedo.

Referências:– Flavia R Machado, Alexandre Biasi Cavalcanti, Fernando Augusto Bozza, Elaine M Ferreira, Fernanda Sousa Angotti Carrara, Juliana Lubarino Sousa, Noemi Caixeta, Reinaldo Salomao, Prof Derek C Angus, Luciano Cesar Pontes Azevedo, on behalf of the SPREAD Investigators and the Latin American Sepsis Institute Network.

The epidemiology of sepsis in Brazilian intensive care units (the Sepsis PREvalence Assessment Database, SPREAD): an observational study. The Lancet Infectious Diseases. Volume 17, Issue 11, P1180-1189, November 01, 2017;

Mervyn Singer; Clifford S. Deutschman; Christopher Warren Seymour et AL.

The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA February 23, 2016;

– Florian B Mayr, Sachin Yende, Derek C Angus. Epidemiology of severe sepsis. Virulence.

2014 Jan;
Kumar A, Roberts D, Wood KE, Light B, Parrillo JE, Sharma S, Suppes R, Feinstein D, Zanotti S, Taiberg L, Gurka D, Kumar A, Cheang M.

Duration of hypotension before initiation of effective antimicrobial therapy is the critical determinant of survival in human septic shock. Crit Care Med. 2006 Jun;

– Ministério da Saúde; ILAS – Instituto Latino Americano de Sepse; OMS (Organização Mundial da Saúde), CDC (Centers for Diseases Control and Prevention).

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/08/27/sepse-causas-tratamento-e-consequencias-da-infecao-generalizada.htm

Bacteremia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Bacteremia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Bacteremia corresponde à presença de bactérias na corrente sanguínea, o que pode acontecer devido à realização de procedimento cirúrgicos e odontológicos ou ser consequência de infecções urinárias, por exemplo.

Na maioria dos casos a bacteremia não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, no entanto como o sangue é uma das principais vias de disseminação da bactéria, o microrganismo pode se dirigir a diferentes partes do corpo e causar uma infecção generalizada, também conhecida como choque séptico, o que pode causar febre, diminuição da pressão e alteração na frequência respiratória, por exemplo.

Assim, é importante que após a realização de procedimentos invasivos, como extração de dente ou cirurgia, seja feito o uso de antibióticos de forma profilática, pois assim é possível prevenir a ocorrência de bacteremia. Além disso, é importante que as infecções sejam tratadas de acordo com a recomendação do médico, pois assim é possível também evitar a chegada do agente infeccioso para o sangue e a resistência microbiana.

Principais sintomas

A presença de bactérias na corrente sanguínea normalmente é assintomática, no entanto, quando ocorre a resposta do sistema imunológico devido à presença do organismo, há o surgimento de sintomas que podem ser característicos de sepse ou até mesmo choque séptico, como:

  • Febre;
  • Alteração na frequência respiratória;
  • Calafrios;
  • Diminuição da pressão;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Alteração na concentração de glóbulos brancos, o que pode deixar a pessoa mais suscetível a doenças.

Esses sintomas surgem devido ao alojamento da bactéria em outras regiões do corpo, como órgãos ou materiais artificiais presentes no corpo, como por exemplo cateteres ou próteses e podem variar de acordo com o tipo de bactéria e estado geral de saúde da pessoa.

Nos casos em que os sintomas são persistentes mesmo com o uso de antibióticos e reposição de fluidos e a pressão arterial continua muito baixa, é possível que a pessoa apresente choque séptico, que é uma complicação grave da bacteremia e que deve ser tratada imediatamente, isso porque a pessoa já se encontra mais debilitada e há grande quantidade de substância tóxicas no organismo produzidas pelos agentes infecciosos. Saiba mais sobre o choque séptico.

Como identificar

O diagnóstico da bacteremia é feito por meio da realização de exames de laboratório, como o hemograma, em que são observados valores diminuídos dos leucócitos e alterações que sugerem infecção, e a hemocultura, que é o exame que permite identificar a presença de microrganismos no sangue e qual o agente infeccioso.

Quando a hemocultura é positiva e o microrganismo é identificado, é realizado o isolamento da bactéria para que possa ser feito o antibiograma com o objetivo de verificar quais os antibióticos o microrganismo é sensível ou resistente, indicando, assim, o melhor medicamento para tratar a bacteremia.

Além da hemocultura, o médico poderá solicitar exame de urina, urocultura, avaliação do escarro e cultura de secreção de ferida, por exemplo, pois assim é possível também identificar o foco inicial da infecção e, dessa forma, iniciar o tratamento mais adequado.

Causas da bacteremia

A presença de bactérias na corrente sanguínea é mais frequente de acontecer quando a pessoa possui o sistema imunológico mais debilitado devido a doenças crônicas, realização de procedimentos invasivos ou idade, por exemplo. Assim, é mais fácil que os microrganismos cheguem à corrente sanguínea e se espalhe para outros órgãos. 

Algumas das principais situações que aumentam o risco de bacteremia são:

  • Cirurgias;
  • Presença de cateteres ou sondas;
  • Infecções não tratadas, principalmente infecção urinária;
  • Extração de dentes;
  • Uso de objetos não esterilizados, como agulhas e seringas, por exemplo.

Outra situação que pode favorecer o aparecimento de bactérias no sangue é o fato de escovar os dentes com muita força, o que pode fazer com que as bactérias que estão presentes na cavidade oral entrem na corrente sanguínea, no entanto na maioria dos casos essa situação não é grave e o organismo é capaz de combater de forma eficaz.

Como é feito o tratamento

O tratamento para bacteremia deve ser indicado pelo infectologista ou clínico geral de acordo com a causa da bacteremia e com a bactéria presente, assim como deve ser também levado em consideração o estado geral de saúde da pessoa e idade.

De forma geral, o tratamento é feito com antibióticos e deve ser feito de acordo com a orientação do médico, isso porque caso o tratamento seja interrompido sem indicação, é possível que a bactéria volte a se multiplicar e levar ao desenvolvimento de complicações, além de também haver maior risco de resistência bacteriana, o que torna o tratamento mais difícil. Confira mais detalhes do tratamento para infecção no sangue.

Источник: https://www.tuasaude.com/bacteremia/

O que é Sepse: sintomas e tem cura?

Bacteremia: o que é, sintomas, causas e tratamento

A sepse (CID 10 – A41), conhecida também como infecção generalizada ou septicemia, consiste em um quadro infeccioso em que o corpo inteiro reage contra o agente causador da doença.

Trata-se de uma infecção com alto potencial de morte, uma vez que pode afetar todo sistema imunológico e dificultar o funcionamento dos órgãos. Em resposta, o organismo provoca mudanças na temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.

As formas mais graves de sepse também podem causar uma disfunção de órgãos ou o chamado choque séptico.

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Atualmente a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI).

O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pelo problema – cerca de 55% dos casos, segundo dados do Instituto Latino Americano de Sepse publicado em estudo no periódico científico The Lancet.

Estima-se que aproximadamente 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e até 240 mil pessoas morrem anualmente.

É importante lembra, entretanto, que a sepse não é um quadro que se origina exclusivamente em hospitais, embora seja uma infecção muito associada a unidades de saúde.

Causas

A sepse é uma reação a infecções causadas por bactérias. Quando esses microorganismos invadem nossso corpo, as células liberam substâncias chamadas citocinas, que por um lado ajudam no processo de defesa do organismo, mas por outro podem ter efeitos nocivos.

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Os problemas das citocinas são:

  • Dilatação dos vasos sanguíneos e diminuição a pressão arterial
  • coagulação sanguínea em vasos pequenos dentro dos órgãos.

Um quadro de sepse pode se originar a partir de qualquer quadro infeccioso. “Qualquer infecção bacteriana pode vir a se complicar com uma sepse, principalmente em pessoas com baixa imunidade”, afirma Juliene Soares de Oliveira Veloso, médica especialista em medicina de família e comunidade.

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Porém, ocorre da sepse também se desenvolver em bactérias adquiridas em hospitais.

Normalmente, as bactérias que levam à sepse são as que se instalam em pulmões, abdômen ou no trato urinário.

Sintomas de Sepse

Os principais sintomas de um quadro de sepse são:

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  • Febre
  • Calafrios
  • Taquicardia
  • Frequência cardíaca aumentada
  • Dificuldade para respirar ou frequência respiratória aumentada
  • Pressão arterial baixa (hipotensão)
  • Diminuição da quantidade de urina
  • Alterações neurológicas, que podem ser desde ansiedade e desorientação até confusão mental e perda de consciência.

Em casos de choque séptico, o paciente fica com pressão arterial baixa, mesmo com tratamento em vigor.

Sepse tem cura?

Quanto mais rapidamente for realizado o diagnóstico e tratamento da sepse, melhores as expectativas para a condição geral do paciente. O inverso também é verdadeiro, fazendo com que o risco de morte aumente caso haja demora para o atendimento, sobretudo em pessoas com o sistema imunológico debilitado ou com uma doença crônica.

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Também é comum que pacientes com sepse tenham sequelas depois de finalizado o tratamento. Elas podem diminuir ou desaparecer com o tempo ou acompanhar a pessoa para o resto da vida. Tudo depende do estado geral do paciente antes do problema, da gravidade, tempo de internação e local em que ocorreu a infecção.

Dentre as possíveis sequelas estão:

  • Dificuldade de mobilidade (por perda de massa muscular)
  • Problemas de memória
  • Alterações cognitivas
  • Entre outros.

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Pacientes mais jovens tendem a se recuperar melhor destas sequelas do que pessoas com mais idade.

Fisioterapia, nutrição adequada e acompanhamento psicológico são medidas que podem ajudar a pessoa a se recuperar melhor, inclusive das sequelas.

Bebês e crianças novas e em idosos têm uma tendência maior a sofrer os efeitos mais graves da sepse. Segundo o Datasus, a infeção generalizada foi a maior causa de morte de crianças com menos de um ano entre os anos de 2011 e 2014 e a segunda maior em 2010. Em média, todos os anos, ela sozinha é responsável por 8,5% dos óbitos nesta faixa etária.

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Fatores de risco

Qualquer pessoa pode ter sepse. Entretanto, algumas condições de saúde favorecem mais o aparecimento da infecção generalizada:

  • Pneumonia
  • Infecção abdominal
  • Infecção renal
  • Infecção da corrente sanguínea (bacteremia)

O risco de sepse também é maior em paciente que se enquadram nestes casos:

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  • Faz quimioterapia
  • Está na UTI e/ou com com o estado de saúde geral comprometido
  • Tem feridas ou lesões, como queimaduras
  • Está utilizando dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios.

Alguns grupos de pessoas correm mais riscos de sofrer sepse. São eles:

  • Bebês prematuros
  • Crianças com menos de 1 ano
  • Idosos com mais de 65 anos
  • Portadores de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes
  • Usuários de álcool e/ou drogas
  • Portadores de doenças que afetam o sistema imunológico, como HIV positivo.

Buscando ajuda médica

Na maioria dos casos a sepse ocorre em quem já está hospitalizado. Pessoas internadas na UTI são especialmente vulneráveis a desenvolver infecções que podem levar à sepse.

Contudo, qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para um quadro de sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da infecção generalizada.

Caso o paciente perceba alguns dos sintomas, como febre, calafrios, alteração da frequência cardíaca e respiratória, o conselho é procurar um médico o quanto antes. O tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada.

Diagnóstico de Sepse

O primeiro passo para o diagnóstico da sepse é reconhecer os sinais clínicos, como febre, aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão arterial. Depois, o diagnóstico geralmente é confirmado com um exame se sangue.

Os exames de sangue que podem ser feitos incluem:

  • Gasometria arterial
  • Exames de função renal
  • Contagem de plaquetas
  • Contagem de leucócitos
  • Diferencial sanguíneo
  • Produtos de degradação da fibrina
  • Lactato
  • Culturas de bactérias.

Dependendo dos sintomas e medicamentos que o paciente está tomando, podem ser feitos outros exames, como:

  • Exame de urina
  • Coleta de amostras de infecções e feridas
  • Análise de secreções respiratórias
  • Raio-x
  • Tomografia computadorizada
  • Ultrassonografia
  • Ressonância magnética.

Tratamento de Sepse

Para o tratamento da sepse, é comum o uso de medicamentos (antibióticos, corticosteroides e insulina), bem como a realização de cirurgia para remover as fontes de infecção e abcessos.

Quanto mais rápido for o diagnóstico e tratamento, melhores as chances de recuperação para o paciente.

Pessoas com sepse grave e choque séptico necessitam uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem precisar de medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas.

Medicamentos para Sepse

Os medicamentos mais usados para o tratamento de sepse são:

  • Bactrim
  • Ceftriaxona Dissódica
  • Ceftriaxona Sódica
  • Ciprofloxacino
  • Clocef
  • Cloridrato de Dopamina
  • Clavulin
  • Meropeném

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Complicações possíveis

Dentre as complicações relacionadas à sepse, estão:

  • Alteração na coagulação do sangue
  • Problemas na irrigação dos órgãos vitais (cérebro, coração, rins)
  • Disfunções orgânicas graves
  • Morte.

Referências

Marcelo Maia, médico intensivista e coordenador médico do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Santa Luzia, em Brasília – CRM: 10161/DF.

Decio Diament, infectologista e coordenador do Comitê Científico de Infecções em UTI da Sociedade Brasileira de Infectologia – CRM: 39049/SP.

José Ribamar Branco, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo – CRM: 61663/SP.

Instituto Latino Americano da Sepse

Levy MM, Dellinger RP, Townsend SR, et al; Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Severe Sepsis and Septic Shock: 2012. Crit Care Med February 2013, Volume 41 , Number 2.

Manual MSD

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/sepse

Infecção generalizada (sepse): causa, sintomas, tratamento

Bacteremia: o que é, sintomas, causas e tratamento

A infecção generalizada, chamada também de sepse, pode ser definida, de acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse, como “uma condição de risco de vida que surge como resposta do corpo a uma infecção, danificando os seus próprios tecidos e órgãos”. Podemos dizer, de outra forma, que a sepse é uma síndrome causada por uma resposta inflamatória descontrolada que tem origem infecciosa e pode afetar diferentes órgãos do nosso organismo.

Leia também: Infecção, infestação e inflamação

A sepse é também conhecida como septicemia, infecção no sangue e infecção generalizada.

Vale destacar, no entanto, que a sepse não é responsável por desencadear infecção em todos os locais do organismo, como pode dar a entender o termo infecção generalizada.

A infecção, nesses casos, pode limitar-se a um único órgão, entretanto, gera uma resposta inflamatória em todo o organismo, o que pode levar ao comprometimento de outros órgãos e, em alguns casos, levá-los à falência.

A sepse é a principal causa de morte por infecção no planeta.

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Infecções que levam à sepse

Qualquer infecção pode desencadear uma sepse.

Entretanto, algumas infecções são responsáveis por mais casos dessa síndrome, sendo elas as infecções que afetam os pulmões, abdômen e sistema urinário.

De maneira geral, as bactérias são as maiores responsáveis por causar sepse. De acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse, Pneumococcos estão entre os agentes causadores mais comuns desse problema.

Leia também: Por que infecção urinária afeta mais as mulheres?

Grupos de risco

Idosos apresentam um risco maior de desenvolverem infecções mais graves.

Todas as pessoas podem ter sepse.Entretanto, alguns grupos são mais suscetíveis a desenvolverem formas mais graves de infecções.

Recém-nascidos, idosos, pacientes que passaram por quimioterapia, usuários de corticosteroides, pessoas com HIV, diabéticos e pacientes com câncer, por exemplo, são pessoas que merecem atenção redobrada em caso de infecções.

Sintomas

A sepse é uma síndrome complexa e grave que pode até mesmo desencadear a morte, se não houver o seu manejo adequado. Ela pode ser causada por diferentes tipos de infecção e, portanto, diferentes sinais e sintomas podem ser observados.

São alguns sinais e sintomas gerais da sepse:

  • febre;
  • hipotermia (perca de calor muito rápida que deixa o corpo com temperatura muito baixa);
  • taquipneia (respiração rápida e curta);
  • edema;
  • hipotensão (pressão arterial baixa);
  • taquicardia (aumento da frequência cardíaca) inexplicada;
  • dispneia (dificuldade respiratória);
  • agitação;
  • fraqueza;
  • redução da quantidade de urina;
  • confusão mental.

Vale destacar que os sinais e sintomas descritos anteriormente nem sempre indicam uma sepse e que os sintomas podem manifestar-se de diferentes formas nos pacientes. Em alguns casos, por exemplo, a febre pode nem mesmo ser observada, enquanto em outros pode ocorrer uma febre com temperatura acima de 38ºC.

Atenção: caso observe dois ou mais dos sintomas descritos, consulte imediatamente seu médico.

Sepse neonatal

A sepse neonatal é uma síndrome que causa uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção em bebês no primeiro mês de vida. Ela afeta, principalmente, os recém-nascidos prematuros que possuem um peso ao nascer inferior a 1.500 gramas.

Os recém-nascidos prematuros apresentam uma maior chance de desenvolver uma sepse.

Esse tipo de sepse pode ser classificado como precoce ou tardia:

  • Precoce: ocorre até as primeiras 48 horas de vida do bebê. Geralmente acontece devido a infecções causadas por micro-organismos encontrados no trato genital da mãe.
  • Tardia:acontece após o período de 48 horas de vida do bebê. Está relacionada com micro-organismos que entraram em contato com o bebê após o seu nascimento. Esses micro-organismos podem ser encontrados, por exemplo, em equipamentos utilizados no bebê para procedimentos na UTI e até mesmo por mãos sujas que manusearam a criança.

O recém-nascido com sepse poderá apresentar algumas manifestações clínicas, tais como febre ou hipotermia, dificuldade respiratória, letargia, icterícia, vômito e diarreia.

Saiba um pouco mais sobre: Icterícia do recém-nascido

Diagnóstico

O diagnóstico de sepse é feito por meio de análise dos sintomas do paciente e de exames complementares. Dentre os exames que podem ser solicitados pelo médico, destacam-se: hemograma completo, creatinina, coagulograma, bilirrubina, gasometria e lactato arterial.

Cura

De acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse, a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva.

A sepse, apesar de ser uma condição extremamente grave, apresenta cura.Entretanto, para que o tratamento seja eficiente, é fundamental que ele comece o mais breve possível.

A sepse é responsável por mais de 20% dos custos totais de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Tratamento

A sepse deve ser tratada assim que os sinais e sintomas da doença forem reconhecidos.

Para tratar adequadamente a sepse, é fundamental que se conheça o foco da infecção e o agente infeccioso, portanto, os médicos cuidam de, rapidamente, realizar culturas, de modo a identificar corretamente o problema.

O tratamento da sepse inclui antibióticos, medicamentos para garantir o aumento da pressão arterial e até mesmo cirurgia, caso seja necessário retirar alguma fonte de infecção. O tratamento da sepse, geralmente, é realizado em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Procure saber também sobre: As superbactérias

Prevenção

Para prevenir-se da sepse, é necessário prevenir-se contra infecções e evitar possíveis complicações. Diante disso, separamos algumas dicas simples que podem ser adotadas no dia a dia para evitar infecções e prevenir as complicações decorrentes dessa situação. Veja, a seguir:

  • seguir corretamente o calendário de vacinação;
  • utilizar antibióticos apenas quando recomendado por um médico ou dentista;
  • sempre seguir as recomendações dadas para o uso de antibióticos;
  • lavar sempre as mãos;
  • levar uma vida saudável, alimentando-se bem e praticando atividades físicas regularmente.

Curiosidade: 13 de setembro é o Dia Mundial da Sepse.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

Источник: https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/infeccao-generalizada-sepse.htm

SEPSE – Causas, Sintomas e Tratamento

Bacteremia: o que é, sintomas, causas e tratamento

A sepse, também chamada de septicemia ou sepsis, é um problema que ocorre nos pacientes com infecções graves, caracterizada por um intenso estado inflamatório em todo o organismo.

A sepse é desencadeada pela invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos, principalmente bactérias ou vírus, por isso, é habitualmente chamada pelo público leigo de infecção do sangue, bactéria no sangue ou infecção generalizada.

De modo simples, sepse é a doença que surge quando germes, principalmente bactérias, invadem a corrente sanguínea e provocam uma intensa resposta inflamatória por todo o organismo.

Vamos elaborar um pouco mais essa explicação.

Toda a vez que o nosso corpo é invadido por microrganismos, o nosso sistema imunológico é ativado para que possamos combater o agente invasor. Uma das formas usadas pelas nossas células de defesa para atacar agentes infecciosos é através da liberação de mediadores químicos que provocam uma resposta inflamatória.

A inflamação que surge em locais infectados não é provocada pela bactéria, mas sim pela resposta imunológica do corpo. Criar um processo inflamatório é uma forma de defesa do organismo. A vermelhidão, a dor, o calor e o pus característicos de feridas infectadas são o resultado da batalha entre o sistema imunológico e os germes invasores.

Para entender melhor o processo inflamatório, leia: O QUE É INFLAMAÇÃO? O QUE É UM ABSCESSO?.

Geralmente, as infecções começam em locais específicos do organismo, como pele, pulmões, vias urinárias, ouvidos, etc. Exemplos de infecções bacterianas localizadas em um ponto específico do corpo:

Em um primeiro momento, as bactérias estão alojadas em um órgão, como o pulmão, e são combatidas pelos nossos mecanismos de defesa.

Se a infecção não for controlada, essas bactérias se multiplicam e começam a migrar em massa para outros pontos, podendo chegar a um vaso e ter pleno acesso à circulação sanguínea.

Pequenas quantidades de bactérias podem cair no sangue em situações triviais, como durante a escovação dos dentes ou quando ralamos o joelho no chão. Poucas bactérias no sangue são rapidamente inativadas e controladas pelo sistema imunológico sem que isso provoque qualquer repercussão clínica relevante.

O problema surge quando grandes quantidades de bactérias chegam em massa à corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo. Como as células de defesa precisam agir em vários pontos ao mesmo tempo para combater a infecção, elas acabam desencadeando um processo inflamatório difuso.

Todo mundo já teve uma inflamação, seja no dente, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo. Imagine esse processo ocorrendo internamente e de modo simultâneo em vários vasos sanguíneos e órgãos. É como uma guerra sendo travada dentro do seu corpo.

Isso é a infecção generalizada, chamada de sepse pelos médicos.

Existem graus de gravidade da sepse. Algumas bactérias são mais virulentas que outras, e cada organismo tem uma capacidade maior ou menor de lidar com agentes invasores, provocando mais ou menos inflamação.

Pacientes saudáveis com infecções provocadas por bactérias menos agressivas costumam controlar bem suas infecções, não evoluindo para quadros de sepse mais severa.

Por outro lado, pacientes idosos, já previamente enfermos por outras doenças, costumam ter dificuldades para lidar com a presença de bactérias no sangue.

Quais são as consequências da sepse grave?

O processo inflamatório difuso da sepse grave causa uma dilatação dos vasos sanguíneos, provocando uma queda da pressão arterial, que, em casos graves, pode levar a um estado de choque circulatório (chamado choque séptico).

Os mediadores químicos inflamatórios também provocam um aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, facilitando o extravasamento de líquidos para órgãos como pele e pulmões.

O paciente séptico pode ficar todo edemaciado (inchado) e com água nos pulmões.

Essas alterações da permeabilidade dos vasos sanguíneos e da pressão arterial provocam uma redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos, levando à hipóxia (falta de oxigênio) e falência dos mesmos.

O sistema de coagulação também pode ser afetado.

Um dos eventos mais dramáticos da sepse é a coagulação intravascular disseminada (CIVD), um processo no qual o sistema da coagulação fica descontrolado, ocorrendo simultaneamente tromboses e hemorragias.

Quando a sepse é grave, os rins e o fígado param de funcionar, o coração fica mais fraco, o cérebro funciona mal e os pulmões ficam cheios de água. O paciente pode, então, apresentar a temida falência de múltiplos órgãos.

Quanto mais grave for a sepse, maior é o risco de morte. A sepse severa chega a ter uma mortalidade maior que 50%, mesmo com adequado tratamento médico.

Sintomas

Qualquer infecção pode levar à sepse. Muitos de vocês provavelmente já tiveram uma sepse em estágio inicial. Para se caracterizar uma sepse basta apresentar uma infecção e 2 dos 4 sinais e sintomas descritos a seguir:

  • Temperatura corporal maior que 38ºC ou menor que 35ºC.
  • Frequência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto.
  • Frequência respiratória maior que 20 incursões por minutos.
  • No hemograma: leucócitos acima de 12,000 ou abaixo 4000 cel/mm3  (leia: HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados).

Na verdade, até uma gripe mais forte pode fazer com que o paciente apresente critérios para sepse. Ter critérios para sepse não significa que o paciente esteja muito grave ou que vá morrer. Esses critérios são sinais de alerta para os médicos, indicando que o paciente deve ser bem tratado para que o quadro não evolua de forma desfavorável.

Você pode ter uma amigdalite e ter critérios para sepse, mas basta tratar a infecção adequadamente que a maioria das pessoas irá se recuperar. Por outro lado, se o paciente for negligente e não procurar atendimento médico, a infecção, que inicialmente estava restrita à garganta, pode se espalhar pelo sangue e ficar muito mais difícil de ser controlada.

Uma sepse branda pode virar uma sepse grave.

Um paciente com um quadro de infecção com febre alta e calafrios, que começa a ficar mais cansado, mais prostrado, perde o apetite e não consegue sair da cama, apresenta sinais de uma sepse que está se agravando.

Idosos com bactérias no sangue podem não ter febre, mas costumam apresentar grande prostração, desorientação e confusão mental.

A avaliação médica e o tratamento com antibiótico são importantes para evitar que o quadro evolua de forma catastrófica.

Considera-se sepse grave aquelas que apresentam:

  • Hipotensão ou choque circulatório.
  • Piora da função dos rins.
  • Queda do número de plaquetas.
  • Alteração do estado de consciência.
  • Dificuldade respiratória.
  • Alterações da coagulação.
  • Diminuição da função do coração.

A sepse é contagiosa?

Não. A sepse em si não é algo que possa ser transmitido de uma pessoa para outra. A sepse é o agravamento de uma infecção previamente estabelecida. É, por exemplo, uma infecção urinária ou uma pneumonia que está evoluindo de forma perigosa e se espalhando pelo corpo.

Logicamente, se a causa da sepse for uma doença contagiosa, como uma meningite bacteriana, por exemplo, ter contato com este paciente séptico pode ser perigoso, pois há risco de transmissão da meningite.

Portanto, o que é contagioso não a sepse em si, mas sim a infecção bacteriana que a está provocando. Se a bactéria que provoca a sepse não é contagiosa, não há nenhum problema em ter contato com o paciente séptico.

Tratamento da sepse e do choque séptico

O tratamento da sepse deve ser iniciado o mais rápido possível. Quanto maior e mais difusa for a inflamação sistêmica, menor é a resposta ao tratamento e maior é a mortalidade. Além da gravidade da infecção generalizada, outro fator importante no prognóstico é a capacidade do paciente de lutar contra a infecção.

São fatores de pior prognóstico na sepse e no choque séptico:

O tratamento inicial da sepse é com antibióticos para eliminar as bactérias no sangue e interromper o fator de estímulo ao processo inflamatório. Se houver sinais de queda da pressão arterial, é essencial a imediata reposição de líquidos por via intravenosa para reverter a hipotensão. Quanto mais rápido se inicia o tratamento contra a sepse, maior é a chance de sucesso.

Nos casos de choque séptico pode ser necessário uso de medicamentos para estabilizar a pressão arterial. Muitos paciente evoluem com insuficiência respiratória e/ou renal, necessitando de ventilação mecânica e/ou hemodiálise.

Quanto mais órgãos param de funcionar, maior o risco de evolução para o óbito. Portanto, pacientes que precisam de aparelhos para respirar, hemodiálise, drogas para controlar a pressão arterial, etc.

, apresentam elevado risco de morte.

Pacientes com sepse grave ou choque séptico devem ser tratados, preferencialmente, em uma unidade de tratamento intensivo (UTI).

Источник: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/sepse/

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