BROMIDROSE AXILAR (mau cheiro das axilas)

Bromidrose – O que é, causas e tratamentos (mau odor suor)

BROMIDROSE AXILAR (mau cheiro das axilas)

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Источник: https://www.allureclinic.pt/tratamentos/problemas-e-tratamentos-de-hiperidrose/bromidrose/

Hiperidrose tem tratamento: saiba o que é e como tratar

BROMIDROSE AXILAR (mau cheiro das axilas)

Publicado em 6 de agosto de 2019

A Hiperidrose não é uma doença. É uma condição de saúde comum, caracterizada por uma quantidade excessiva de suor, que atrapalha as atividades diárias de um indivíduo. Quando há mau cheiro, o distúrbio tem o nome de Bromidrose e, apesar de não estarem diretamente associados, podem acontecer simultaneamente.

Os primeiros sintomas de ambos os distúrbios costumam surgir na adolescência. Incomodam principalmente pacientes jovens, do sexo feminino e, em geral, com menos de 40 anos. Não existe uma doença ou condições causadoras da Hiperidrose ou da Bromidrose. No entanto, em boa parte dos pacientes, esses distúrbios costumam vir associados com um grau elevado de ansiedade. 

Uma pessoa ansiosa possui um aumento significativo da frequência cardíaca em diversos períodos do dia. A consequência é a elevação da temperatura do organismo. Há basicamente duas formas fisiológicas de refrigerar o corpo: suando ou hiperventilando. O suor excessivo e a hiperventilação, por sua vez, fecham o ciclo que estimula ainda mais a ansiedade e o aumento das batidas do coração.      

Hiperidrose sempre tem mau cheiro?

Não. Como já mencionamos, Hiperidrose e bromidrose nem sempre estão juntas. Isso quer dizer que é possível que uma pessoa que sue muito não tenha mau cheiro.

O odor é uma consequência da ação de bactérias que se alimentam da secreção gerada pela glândula apócrina. Essa ação varia de pessoa para pessoa.

Na prática, vemos pacientes somente com Hiperidrose, somente com bromidrose, e com as duas condições associadas. Não há uma regra. 

No que consiste o tratamento da Hiperidrose? 

Há muitas técnicas que têm como objetivo eliminar tanto a Hiperidrose quanto a bromidrose. Porém, nem todas com resultados considerados excelentes. O uso de antibióticos, desodorantes fortes, toxina botulínica e cirurgia de Simpatectomia são os mais comuns.

A toxina, por exemplo, possui um resultado curto (4-5 meses), porém satisfatório para Hiperidrose, mas não para bromidrose.

Já a Simpatectomia consiste na cirurgia de remoção do nervo simpático principal e gera um efeito adverso de suor compensatório, ou seja, o paciente deixa de suar nas axilas e passa a ter suor em outras partes do corpo.

Qual a melhor técnica?

A técnica que eu uso em meus pacientes consiste em resolver o problema em sua raiz, ou seja: nas glândulas apócrinas. A Adenectomia, como é chamado o procedimento, baseia-se na retirada, uma a uma, de cerca de 90% das glândulas que estão na região da axila. 

É importante ressaltar que existem dois tipos de glândulas: as écrinas e as apócrinas. Agimos somente sobre as apócrinas, pois são as que, junto com a água, também liberam as proteínas e gorduras que são alvo das bactérias que geram mau cheiro. 

Durante o procedimento, são retiradas centenas dessas glândulas, do tamanho de uma cabeça de alfinete. Ao mexer no local, também fica à critério do médico e do paciente fazer a retirada definitiva dos pelos da região. 

Como funciona a cirurgia de Adenectomia?

A Adenectomia é um procedimento ambulatorial, com anestesia local. O paciente faz a cirurgia, que dura em torno de uma hora, e vai embora em seguida. A recuperação costuma ser bastante rápida e dificilmente há necessidade de uso de analgésicos. 

O único incômodo e impeditivo é que, nos 4 a 5 dias seguintes à cirurgia o paciente precisa ficar com os braços elevados. Como o corte é na axila, o pós-operatório é feito com braços erguidos a maior parte do tempo. No entanto, é possível se alimentar, tomar banho, pentear os cabelos e todas as tarefas normais do dia a dia. 

Tratamento da Hiperidrose e Bromidrose: dúvidas comuns

A seguir, o cirurgião plástico do Hospital SOS Cárdio, Aristóteles Scipioni (CRM-SC 14083 / RQE-SC 10341), esclarece algumas dúvidas comuns sobre o tratamento da Hiperidrose e da Bromidrose. Confira:

Existe risco de risco de lesão de gânglio ou nervo na Adenectomia?

Não é preciso se preocupar com o risco de lesão de gânglio ou nervo, porque o corte é muito superficial. Tanto que a maior parte dos pacientes relata uma dor tão pequena após a cirurgia que o analgésico é receitado somente para o último caso. Quando não há dor, não é preciso nenhuma medicação. 

Há alguma contraindicação à cirurgia de tratamento da Hiperidrose?

O procedimento só é contra indicado se houver alguma infecção, micose, alergia ou ferida na axila. Também são vetados os pacientes que possuem restrição para qualquer tipo de procedimento, como contraindicações cardiológicas ou clínicas.

A glândula apócrina pode voltar com o passar do tempo?

Não. Como não faz nenhuma falta para o organismo, uma vez retirada ela não retorna, ou seja, é uma cirurgia definitiva. 

O mau cheiro do suor vai embora 100% no tratamento da Hiperidrose ?

Alguns pacientes reclamam que ainda resta odor após a cirurgia de tratamento da Bromidrose.

No entanto, o que percebemos na prática é que a pessoa que sofre com o problema decora muito fácil aquele odor e é capaz de senti-lo com mais facilidade que outras pessoas.

Portanto, se for reduzido 90% do cheiro, para o paciente que tem o nariz bem apurado, os 10% que ainda restaram serão sentidos. O ideal é que outra pessoa acompanhe e sinta por ele.

No pós operatório, recomenda-se que o paciente fique 3 a 4 meses sem usar desodorante pra testar bem. Se antes, 5 minutos após o banho, já havia mau cheiro, após a cirurgia ele irá aparecer após 6 a 7 horas. É claro que alguém que fica 24 horas sem usar desodorante terá um pouco de odor normal, mas nada comparado à condição anterior.

Sobre o Autor:

Dr. Aristóteles Scipioni, Cirurgião Plástico (CRM-SC 14083 / RQE-SC 10341) é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. É especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com especialização pelo Hospital Brigadeiro, em São Paulo.

É membro titular da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e membro da ISAPS, The International Society of Aesthetic Plastic Surgery. Fellow em Cirurgia Plástica Videoendoscópica de Face com Dr. Renato Saltz, em Salt Lake City, Utah – Estados Unidos.

Faz parte do corpo clínico do Hospital SOS Cárdio, na especialidade de Cirurgia Plástica.

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Источник: https://soscardio.com.br/hiperidrose-bromidrose/

Cecê: tecnicamente bromidrose axilar

BROMIDROSE AXILAR (mau cheiro das axilas)
Imagem: Morgan Sarkissian em Unsplash

O cecê, tecnicamente chamado de bromidrose axilar, é uma condição muito comum em adolescentes e adultos e acontece quando o suor corporal, que é normal, vem acompanhado por um mau cheiro.

A palavra cecê ou CC vem de “cheiro de corpo” e sua origem é incerta.

O odor característico é resultado da ação de bactérias que se proliferam nas regiões mais quentes do corpo, como axila e virilha, e na maior parte dos casos pode ser combatido com medidas de higiene e remédios naturais.

História

Atualmente, a palavra cecê faz parte dos dicionários brasileiros, que apontam a década de 1940 como a origem da palavra. Segundo essa versão, o termo foi criado em uma propaganda de sabonete que chegou ao Brasil naquela época, importado dos Estados Unidos.

Em um período de forte industrialização, com o surgimento de diversos novos produtos, entre eles itens de higiene, os publicitários foram importantes para o estabelecimentos de “diferentes discursos em torno da substituição do natural pelo artificial, segundo apontam os pesquisadores Elizabete Kobayashi (UFSCar) e Gilberto Hochman (Fiocruz) no artigo “O “CC” e a patologização do natural: higiene, publicidade e modernização no Brasil do pós-Segunda Guerra Mundial”.

Naquele contexto, segundo o artigo, o publicitário Rodolfo Lima Martensen foi responsável por fazer uma versão do comercial norte-americano para o Brasil.

Martensen, então, teria traduzido a expressão body odor – “B.O.” – literalmente para “cheiro de corpo”, criando a sigla “C.C.” para imitar o modelo de sigla usado pelos americanos.

O próprio publicitário reivindica em um livro a autoria do termo, que depois se popularizou.

Segundo os pesquisadores, “a incorporação do verbete “Cê-cê – s. m. – cheiro de corpo, fedor de suor; cê-cê” ao Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, pode ser considerada um indicador de que a preocupação com os odores naturais ainda se faz presente e de que a campanha conseguira ganhar a atenção dos potenciais consumidores.”

Existe, porém, outra versão para a palavra, relatada pela pesquisadora Lélia Gonzales na palestra “Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira”.

A autora traz relatos de que, no Brasil escravista, os homens brancos cheiravam roupas usadas por mulheres negras para se excitarem durante as noites de núpcias com mulheres brancas.

Ela relata que era comum a “utilização desse santo remédio chamado catinga de crioula (depois deslocado para o cheiro de corpo ou simplesmente cc).”

Bromidrose

Se as duas origens possíveis para o termo cecê apontam para discriminações, a bromidrose não se trata simplesmente do cheiro – ela tem como sintoma característico o odor intenso, que é aquele que chega a ser desagradável tanto para a pessoa quanto para quem está em volta. O cheiro ruim é resultado do encontro entre o suor produzido pelas glândulas apócrinas e as bactérias que se alojam nas partes do corpo em que essas glândulas se localizam.

Existem glândulas sudoríparas espalhadas por toda a extensão da pele e elas são as responsáveis pela produção do suor, uma secreção natural cuja principal função é regular e manter estável (na casa dos 36,5 ºC) a temperatura do corpo – o que explica o suor em pessoas com febre, por exemplo. Existem no corpo humano dois tipos de glândulas sudoríparas: as écrinas e as apócrinas.

O primeiro grupo têm função termorreguladora e está distribuído ao longo de toda a superfície do corpo desde o nascimento do bebê, permanecendo ativo até a velhice. O suor que essas glândulas eliminam pelos poros é constituído basicamente por água e alguns sais que não se decompõem, de modo que elas praticamente não exalam nenhum cheiro.

Já as glândulas apócrinas se desenvolvem em no início da adolescência e apenas em algumas regiões do corpo, como axilas, área genital, couro cabeludo e ao redor dos mamilos.

O suor que secretam é eliminado através dos folículos pilosos e, além de água e alguns sais, contém restos celulares e do metabolismo que podem produzir odores desagradáveis quando expostos à ação de bactérias e fungos, em ambientes em que calor, umidade e falta de luz sejam predominantes.

  • Dez dicas de como acabar com chulé

São esses odores que recebem o nome de bromidrose, que é definida pelo Manual Merck como uma “condição de odor fétido devido à ação de bactérias e leveduras que decompõem o suor e restos celulares”.

Quando o cheiro se concentra na região da axila, a condição é chamada de bromidrose axilar, popularmente conhecida como cecê, o “cheiro do corpo”, e há também a bromidrose plantar, ou chulé, que é quando os sintomas se manifestam nos pés.

Bromidrose axilar

A bromidrose axilar só se manifesta em adolescentes e adultos, já que é apenas nessas fases da vida que as glândulas apócrinas estão ativas. Na infância elas ainda não se desenvolveram e na velhice os níveis hormonais inibem seu funcionamento. Uma boa higiene cotidiana e o uso de medidas paliativas é a única forma de evitar o aparecimento do desagradável cecê.

Se o cheiro de cecê for muito forte, pode ser necessário procurar um médico dermatologista, que é o profissional indicado para avaliar caso a caso. O tratamento é baseado na interferência sobre as bactérias que habitam a pele nas regiões mais quentes.

Os casos mais sérios podem exigir o uso de antibiótico tópico, para modificar o tipo e a quantidade das bactérias presentes nessas regiões, ou ainda um tratamento de longo prazo.

Podem ser necessários medicamento com ação bactericida, fungicida e antimicótica para acabar com o cecê.

Além da ação de micróbios, diabetes, alcoolismo, alimentos como cebola, alho e pimentas, alguns antibióticos e certos hormônios podem ser os responsáveis pela alteração no cheiro do suor, deixando-o com características desagradáveis.

Se o cecê for algo mais cotidiano do que clínico, como acontece na maior parte dos casos, alterar os hábitos de higiene deve ser suficiente para acabar com o cecê nas axilas.

Se o maior problema for o cheiro, opte por desodorantes ao invés de usar antitranspirantes (também chamados de antiperspirante), que são os indicados para casos de sudorese intensa.

Entenda a diferença entre os dois produtos na matéria: “Desodorantes e antitranspirantes são a mesma coisa?”

Os tratamentos a serem indicados não têm o objetivo de curar a bromidrose, mas irão atuar para controlar a transpiração excessiva nas áreas de maior risco.

Dicas de como acabar com o cecê

  • Esteja sempre atento à higiene pessoal;
  • Seque bem a pele depois do banho, especialmente a pele das axilas e entre os dedos dos pés;
  • Prefira sabonetes antissépticos e desodorantes antiperspirantes;
  • Troque de roupas todos os dias;
  • Use produtos para eliminar os odores durante a lavagem das roupas;
  • Evite roupas de tecido sintético, especialmente as meias. Prefira peças de puro algodão;
  • Deixe os sapatos ventilarem após o uso;
  • Prefira calçados abertos e fabricados com matérias-primas naturais.

Existem alternativas caseiras que ajudam a aliviar o suor na região das axilas, como aplicar leite de magnésia após o banho ou usar um talco caseiro de bicarbonato de sódio com amido de milho (misturados em proporções iguais). Você também pode fazer o seu próprio desodorante caseiro. Mas fuja da automedicação! Se o cheiro de cecê se tornou um transtorno recorrente, consulte um dermatologista para orientar o tratamento adequado.

Fontes: Sociedade Brasileira de Dermatologia e Drauzio Varella (site)

Veja também:

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Источник: https://www.ecycle.com.br/6247-cece-bromidrose.html

Bromidrose, suor com odor excessivo, pode ter tratada com lipo e cirurgia

BROMIDROSE AXILAR (mau cheiro das axilas)

O odor nas axilas, pés (famoso chulé), na virilha e em outras regiões do corpo é normal. Mas quando esse mau cheiro se torna excessivo e começa a causar constrangimento, é sinal de que pode ser a bromidrose —uma condição na qual o suor vem acompanhado de um odor mais forte e desagradável.

O suor que causa o mau cheiro é produzido pelas glândulas sudoríparas apócrinas, que estão localizadas nas axilas, mamilos, regiões genitais, couro cabeludo e planta dos pés. Além de água e sais minerais, o suor vem acompanhado de restos celulares e outras substâncias que, ao entrar em contato com fungos e bactérias na pele, causam o odor fétido.

Mas como sei que estou com bromidrose? O diagnóstico não é tão simples, pois depende da queixa e história do paciente, segundo os especialistas consultados por VivaBem.

“Podemos considerar patológico quando começa a incomodar a pessoa e atrapalha a atividade social dela, causando um constrangimento”, explica Priscila Valadares, dermatologista especializada em cirurgia dermatológica pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Imagem: iStock

Em primeiro lugar, é importante entender que os tratamentos dependem um pouco de cada região que a pessoa apresenta o odor excessivo, mas alguns cuidados e medidas podem ajudar a amenizar os sintomas da bromidrose:

  • Utilizar sabonete e desodorante antisséptico;
  • Em alguns casos, o dermatologista pode indicar um desodorante feito em uma farmácia de manipulação para que se adeque melhor ao seu corpo;
  • Depois de terminar o banho, secar bem a pele;
  • Optar por roupas feitas de algodão que permitem que a pele respire melhor (o mesmo se aplica para sutiãs e meias);
  • Lavar as roupas com desinfetantes que ajudam a eliminar os odores;
  • Para a região dos pés, optar por calçados abertos, quando possível, reduzindo a probabilidade de ter umidade nos membros;
  • Tentar higienizar a região que está com o mau cheiro forte mais vezes ao dia, utilizando sabonete antisséptico;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e alguns alimentos, como o alho.

Imagem: iStock

Se após todas essas medidas o odor persistir, o dermatologista também pode indicar o uso de sabonetes, cremes ou loções com antibiótico. “A ideia é diminuir aquela população de bactéria que está 'morando' na região e causando o mau cheiro. São antibióticos de uso local, indicados apenas quando as medidas de higiene não conseguem resolver o problema”, explica a dermatologista.

E ainda, se depois disso tudo, o cheiro persistir, é possível partir para os tratamentos cirúrgicos, que podem ser a lipoaspiração, a exérese (retirada/ressecção de pele) ou um combinado dos dois —a escolha do tratamento vai depender do nível da doença. O local também pode ser um impeditivo. Só é possível fazer os procedimentos nas axilas, virilhas e, de forma superficial, no órgão genital (a lipoaspiração, no caso).

O procedimento pode ser feito nas axilas, na virilha e nos órgãos genitais (de forma mais superficial). O médico delimita a área de maior concentração das glândulas apócrinas e, depois, faz o processo de raspagem na parte profunda da derme —região onde ficam os pelos e as glândulas— e aspira as glândulas que causam o odor.

Menos invasiva, a lipoaspiração, sozinha, não é considerada tão eficaz para tratar a bromidrose. “É uma técnica que não consegue dizer o quanto de glândula foi retirada.

Quando você faz a cirurgia de retirada [exérese], a gente sabe que toda aquela região de glândulas está indo embora com a pele”, explica Fernanda Martins, cirurgiã plástica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

“Na lipo, fazemos 'às cegas' porque não estamos vendo e também não podemos tirar toda a pele senão pode causar a necrose [morte das células ou tecido].”

Um ponto também importante é que, no caso da bromidrose, o foco da lipoaspiração não é retirar gordura da pessoa, que é quando tem um risco maior de vida. É algo superficial na qual o risco de lesar um vaso grande ou algum nervo que passa pela região é bem menor.

A recuperação da lipoaspiração é rápida, entre 4 e 5 dias, mas evitando grandes esforços na região, e a cicatriz é pequena, de apenas 1 centímetro, no máximo. Os cuidados devem ser reforçados caso apareça algum hematoma na região para não haver risco de ocorrer a necrose do tecido.

Neste procedimento, considerado mais invasivo, o médico realiza a demarcação da área que é possível realizar a retirada da pele —onde tem o maior acúmulo das glândulas apócrinas— sem comprometer os movimentos da pessoa. Após a retirada, é feita uma cauterização e a aproximação da pele.

Imagem: Getty Images

“Os locais que aceitam a cirurgia são a axila e a virilha. A virilha, por exemplo, tem uma certa frouxidão na pele que é até possível fazer a ressecção, mas não toda a pele até para não comprometer a abertura pélvica”, diz a cirurgiã plástica da BP.

A cirurgia leva, em média, duas horas e o paciente já é liberado no mesmo dia. Dependendo do local, pode ser necessário ficar mais tempo para esperar os efeitos da anestesia. Também por ser mais invasiva, a pessoa tem a chance de ficar com uma cicatriz grande na região em que fizer o procedimento, mas a recuperação é rápida.

“A recuperação é de, pelo menos, 15 dias longe dos afazeres. Não dá para fazer muito esforço, principalmente se for nas axilas.

Passado esse tempo, a pessoa pode ir voltando às atividades normais, tomando alguns cuidados”, diz Alexandre Kataoka, diretor da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e médico perito pelo Imesc (Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo).

De acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, do autor Alexandre Kataoka, há uma recidiva (reaparecimento da doença) em aproximadamente 40% dos casos quando a lipoaspiração é aplicada individualmente, mas chega a uma taxa de mais de 90% de sucesso quando é complemento da técnica mais agressiva, que é a exérese dos tecidos.

Isso porque só a retirada da pele não consegue contemplar toda a região afetada e, neste local, é feita a lipoaspiração —que consegue raspar o que ficou “faltando”.

Imagem: iStock

Ainda no estudo com 32 pacientes que fizeram os dois procedimentos combinados, 31,3% desenvolveram alguma complicação pós-operatória, algo que também pode ocorrer, dentre elas: equimose, que são as manchas roxas (60%), cicatrização tipo queloide (30%) e deiscência cirúrgica ou uma ferida operatória, ou seja, abertura dos pontos (10%). Contudo, nenhum dos pacientes acompanhados evoluiu com recidiva da sudorese e do odor presenciado anteriormente.

“O tratamento cirúrgico da bromidrose é um procedimento viável, com baixa taxa de complicações, alto grau de satisfação por parte dos pacientes e tecnicamente exequível, obtendo bons resultados para cirurgiões plásticos treinados”, escreveu Kataoka no estudo.

Mas como todo procedimento cirúrgico, algumas medidas têm que ser adotadas, com a finalidade de um procedimento seguro, como exames pré-operatórios e realização do procedimento em local adequado.

Para a cirurgia, as contraindicações valem mais caso a pessoa não esteja apta clinicamente ou caso tenha alguma doença que esteja descompensada, como diabetes, doenças renais ou cardiovasculares.

E o botox?

Atriz Chrissy Teigen posta vídeo de aplicação de botox nas axilas Imagem: Reprodução/Instagram/@chrissyteigen

A toxina botulínica, ou botox, é visto ainda como um possível tratamento, já que diminui a transpiração da região, conforme explica a dermatologista da UFMG.

“O botox diminui a transpiração que vai causar o odor, mas não são todos que apresentam melhora. É uma possibilidade que existe, que também é caro para a maior parte da população.

Além disso, tem que ser recorrente porque o efeito dura de 4 meses a 1 ano”, explica.

Até por isso, o procedimento com uso de botox é mais indicado para casos de hiperidrose, ou o excesso de transpiração, e não do odor.

Quais são as causas da bromidrose?

Embora ainda não se saiba ao certo o que de fato causa a bromidrose, existem algumas condições que podem favorecer o surgimento.

Em grande parte, ela é determinada pela secreção de glândulas apócrinas em contato com as bactérias presentes no tecido, mas também podem surgir de outras causas como doenças metabólicas, alimentos, medicamentos ou materiais tóxicos e também secundária à hiperidrose —excesso de suor.

Além disso, é uma doença mais comum em homens e pode surgir por conta do estresse e ansiedade, segundo a cirurgiã plástica da BP. O diretor da SBCP acrescenta que, em alguns casos, pode ser um fator genético: “Na verdade, a pessoa nasce com uma genética de ter mais glândulas apócrinas, que produzem esse suor que é mais oleoso”.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/02/12/tratamentos-para-bromidrose-ou-odor-excessivo.htm

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