Cálculo Renal (pedra no rim): causas e tratamento

Cálculo renal (pedra no rim)

Cálculo Renal (pedra no rim): causas e tratamento

O cálculo renal ou pedra nos rins forma-se através da cristalização e nucleação de algumas substâncias da urina como o cálcio e o ácido úrico.

A litíase renal ou urolitíase pode afetar apenas um rim (litíase renal à esquerda ou litíase renal à direita) ou então afetar os dois rins (litíase renal bilateral ou nefrolitíase bilateral).

Esta patologia é uma das doenças mais frequentes do trato urinário, sendo mais comum nos homens e em idades entre os 30 e os 50 anos. Nos países desenvolvidos a litíase urinária pode estar presente em 20% da população.

Apesar dos cálculos renais (“pedras” no rim) serem os mais frequentes, também podemos encontrar cálculos no uréter, na bexiga ou mesmo na uretra.

Cálculo renal – sintomas

Os sinais e sintomas mais comuns do cálculo renal são:

  • desconforto ou dor lombar (“dor ao fundo das costas”) unilateral: frequente;
  • presença de sangue na urina (também conhecido por hematúria), visível a olho nu (hematúria macroscópica) ou apenas identificado em exame à urina (hematúria microscópica): frequente;
  • saída de “areia litiásica” durante a micção: pouco comum;
  • infeções urinárias recorrentes (ou de repetição): variável consoante o tipo de cálculo.

Saiba, aqui, o que é infeção urinária.

Nos casos de litíase milimétrica ou microlitíase, os sintomas iniciais são muitas das vezes imperceptíveis, e o diagnóstico em exames realizados durante o estudo de outras patologias.

A cólica renal é um quadro clínico específico que surge quando um dos cálculos que se encontrava no rim provoca obstrução do trajeto da urina, provocando dilatação do sistema excretor renal.

Esta dilatação e os mecanismos que o organismo utiliza para vencer essa obstrução provocam uma dor característica, localizada na região lombar (nas costas, na zona das últimas costelas), de grande intensidade, oscilante (vai e vem) e que não alivia com o repouso nem é provocada pelo movimento.

Algumas mulheres referem ser uma dor tão ou mais intensa que a dor do parto.

Nalguns casos podem também surgir náuseas, vómitos e sangue na urina.

À medida que a pedra vai descendo do rim para a bexiga (ao longo do uréter) a dor tem tendência a “vir para a frente” e começar a ser referida mais ao fundo do abdómen (hipogastro e fossa ilíaca) ou mesmo a irradiar para a região genital. Os primeiros episódios de cólica renal normalmente necessitam de avaliação e tratamento no serviço de urgência.

Saiba, de seguida, como se formam as pedras nos rins.

Cálculo renal – causas

As causas para a formação do cálculo renal podem ser divididas em vários grupos, a saber:

  • Excesso de solutos (substâncias que precipitam na urina) como o cálcio, oxalato, fosfato, ácido úrico, cistina, etc.;
  • Diminuição da ingestão de água e subsequente diminuição da quantidade de urina produzida (diurese);
  • Escassez das substâncias da urina que previnem a formação da litíase como seja o magnésio e o citrato;

As alterações anatómicas ou funcionais que condicionem estase urinária (acúmulo de urina em alguma das partes do trato urinário), a dieta, a quantidade de líquidos ingeridos, algumas doenças metabólicas e a existência de história familiar de litíase podem predispor um individuo ao desenvolvimento de cálculos urinários;

Nalguns casos é possível descobrir os fatores predisponentes, como sejam as alterações metabólicas ou anatómicas, permitindo assim uma terapia específica para estas.

Cálculo renal – diagnóstico

O diagnóstico de cálculo renal é efetuado pelo médico urologista com base na história clínica e recorrendo a exames, nomeadamente a ecografia renal e raios-x.

Nalguns casos pode haver necessidade de recurso à tomografia computorizada (TC ou TAC) para melhor caracterização do tamanho dos cálculos renais e sua localização ou para o planeamento da intervenção cirúrgica.

Complicações do cálculo renal

Existem várias complicações associadas ao cálculo renal sendo que as mais frequentes são:

  • Cólica renal – quando ocorre obstrução do trajeto de saída da urina;
  • Lesão renal – quando um rim fica obstruído durante muito tempo este começa a perder a sua função progressivamente. Nalguns casos, não tratados atempadamente, pode ocorrer mesmo a perda completa da função desse rim;
  • Infeções urinárias recorrentes – alguns cálculos funcionam como nidus (“abrigo”) às bactérias, sendo assim uma fonte de infeções urinárias de repetição. A presença de uma infeção urinária associada a um rim que está obstruído constituiu uma urgência hospitalar e deverá ser avaliado por um Urologista;
  • Hematúria – presença de sangue na urina;
  • Cálculo coraliforme e infeção crónica do rim (pielonefrite xantogranulomatosa) – por vezes os cálculos renais podem ter grandes dimensões e envolver quase todo o sistema excretor do rim. Em alguns casos pode desenvolver-se uma infeção crónica e destruição progressiva do parênquima do rim, levando em último grau à perda da função do rim (insuficiência renal).

Saiba, aqui, tudo sobre insuficiência renal.

Cálculo renal tem cura?

O cálculo renal tem cura na maioria dos casos e pode ser prevenida a sua recorrência em grande parte deles.

A cura pode ser tão simples como a expulsão espontânea do cálculo ou a dissolução medicamentosa (mais frequente em casos de microlitiase renal) até tratamentos mais complexos como a fragmentação extracorpórea, fragmentação intracorpórea por acesso através da uretra (fragmentação por laser, ultrassons, mecanismos pneumáticos, etc.), cirurgia percutânea, aberta ou laparoscópica.

Saiba, de seguida, como tratar o cálculo renal.

Cálculo renal – tratamento

O tratamento dos cálculos no rim está indicado caso existam sintomas associados aos cálculos, presença de cálculos de infeção, litíase volumosa (10-15mm), aumento progressivo do tamanho do cálculo, acesso limitado a cuidados de saúde de urgência ou consoante a escolha do doente.

Nalguns casos específicos pode ser feita medicação (ou remédios) oral para tentar dissolver o cálculo (mais frequente em cálculos de ácido úrico).

Os medicamentos, por um lado, promovem um aumento do pH da urina, aumentando assim a solubilidade do ácido úrico na urina. Por outro lado, promovem a excreção de citrato, substância que dificulta a agregação dos cristais de cálcio.

Infelizmente nem todos os cálculos da urina resolvem com a medicação oral, sendo necessário, por vezes, outro tipo de atitude terapêutica mais invasiva.

A litotrícia é uma técnica que consiste na fragmentação das pedras (“partir as pedras em pedaços mais pequenos”). Desta forma, são criados fragmentos mais pequenos, sendo possível expelir a pedra nos rins através da urina.

A litotrícia extra-corpórea tem recomendação nos cálculos renais de dimensões pequenas/médias (

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/pedra-nos-rins/

Pedra nos Rins: causas, sintomas e como eliminar

Cálculo Renal (pedra no rim): causas e tratamento

A pedra nos rins, também chamada de cálculo renal, é uma massa semelhante a pedras que podem-se formar em qualquer local do sistema urinário. Geralmente, a pedra nos rins é eliminada através da urina, sem causar sintomas, mas em alguns casos pode ficar presa nos canais da urina, gerando dor intensa e sangue na urina.

O tratamento é feito, geralmente, com ingestão de líquidos e ingestão de remédios, podendo nos casos mais graves ser necessária a realização de cirurgia.

Caso tenha suspeita de que pode estar com pedra nos rins, selecione os sintomas:

Em alguns casos, os indivíduos podem, ainda, apresentar falta de urina, se a pedra obstruir o seu canal de passagem. Para saber mais sobre os sintomas de pedra nos rins veja: Sintomas de pedra nos rins.

Tratamento para pedra nos rins

O tratamento para pedra nos rins é, geralmente, feito em casa e inclui repouso, ingestão de líquidos e uso de remédios indicados pelo médico, como analgésicos ou antiespasmódicos, como Paracetamol ou Buscopan.

Além disso, quem tem pedra nos rins deve também ter cuidados com a alimentação, evitando o sal e bebendo um copo de suco de laranja todos os dias, por exemplo. Para saber mais sobre os cuidados alimentares para quem tem pedra nos rins veja: Alimentação para pedra nos rins.

Em alguns casos, os pacientes podem optar pela cirurgia a laser para pedra nos rins, que consegue eliminar pedras até 5 mm, prevenindo que fiquem presas e provoquem dor. Porém, nos casos mais graves, pode ser indicado o internamento do paciente para fazer injeções de remédios analgésicos, como Tramadol, ou realizar cirurgia para pedra nos rins.

Um bom tratamento natural para pedra nos rins é o chá de quebra-pedra porque tem ação diurética e facilita a eliminação das pedras. Saiba como preparar esse chá em: Remédio natural para pedra nos rins.

Em grande parte dos casos a pedra nos rins é eliminada naturalmente através da urina sem que a pessoa se aperceba, porém em alguns casos as pedras podem obstruir as vias urinárias causando grande dor e desconforto, sendo necessário nesses casos ir no hospital logo que possível. Aprenda a identificar se está com pedra nos rins em Como saber se tenho pedra no rim.

Causas das pedras nos rins

As causas das pedras nos rins, também conhecidas como cálculos renais, podem estar relacionadas a pouca ingestão de líquidos, alimentação, fator genético e pode ser agravada devido algumas doenças. Assim, algumas das causas das pedras nos rins incluem: 

  • Cálculo renal de cálcio: de origem hereditária e deve ser tratado com uma alimentação com baixo teor de sódio e de proteínas, e recomenda-se tomar diuréticos. O tratamento pode ser feito através da diminuição do consumo de alimentos ricos em oxalato e em gorduras, toma de um suplemento de cálcio para facilitar a fixação do oxalato no intestino.
  • Cálculo renal de ácido úrico: pode ser causado pelo consumo excessivo de alimentos ricos em proteínas que geram aumento do ácido úrico na corrente sanguínea. Neste caso o tratamento pode ser feito com a toma de alopurinol e com uma dieta com baixo teor de purina.
  • Cálculo renal de cistina: de origem hereditária, pode ser tratado com quantidades macicas de líquidos, álcalis e D-penicilamina, quando necessário.
  • Cálculo renal de estruvita: pode ser causado devido a uma complicação de uma infecção no sistema urinário. Seu tratamento pode ser feito através da toma de antibióticos e cirurgia para retirada dos cálculos, pois tendem a ser grandes.

Ao realizar os exames que diagnosticam o cálculo renal o médico poderá identificar qual tipo de cálculo que o indivíduo possui, fazendo uma análise à sua composição, e assim indicar o melhor tratamento.

Para todos os tipos de pedra nos rins, o principal tratamento recomendado é a ingestão de aproximadamente 3 litros de água por dia e muito repouso, pois nem sempre é necessário o internamento hospitalar, pois as pedras podem ser naturalmente expelidas pelo organismo. 

Além disso, as pedras nos rins também podem ser causadas por doenças raras como a Hiperoxalúria primária ou secundária, por exemplo.

 Estas doenças promovem um acumulo de Oxalato no corpo devido a deficiências em algumas enzimas que iriam digerir este composto, acabando assim por sobrecarregar os rins, o que conduz ao surgimento de pedras.

Estas doenças podem ser tratadas com suplementos probióticos contendo a bactéria viva Oxalobacter formigenes, que produz energia através do consumo de Oxalato, sendo por isso muito eficaz na sua eliminação. 

Источник: https://www.tuasaude.com/pedra-nos-rins/

Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE

Cálculo Renal (pedra no rim): causas e tratamento

Litíase do aparelho urinário é a designação médica para um problema conhecido como cálculos renais ou pedras nos rins.

Os cálculos renais são, na realidade, cristais duros que são gerados a partir de resíduos químicos presentes na urina e que se juntam, ao longo do tempo, formando conglomerados de proporções progressivamente maiores. O tamanho pode variar entre um grão de areia e uma bola de golfe.

A litíase renal é uma doença muito comum. Estima-se uma incidência global de 2 a 3%. É a terceira doença mais frequente do aparelho genitourinário, sendo apenas ultrapassada pelas infeções urinárias e pelas doenças da próstata.

Os homens apresentam o dobro da tendência para desenvolvimento de cálculos em relação às mulheres. O primeiro episódio ocorre por volta dos 30 anos de idade. No caso das mulheres, existem dois picos de incidência, aos 35 e aos 55 anos.

Sintomas

As pedras podem ficar alojadas nos rins durante muitos anos sem apresentar qualquer sintomatologia. O problema é quando os cálculos se deslocam para a bexiga através das vias urinárias.

O primeiro sinal do problema, geralmente, é a dor. Esta passagem pode provocar cólicas renais, que provocam dor aguda e intensa nas costas, imediatamente abaixo do nível das costelas, e pode alastrar para a parte da frente do abdómen e, por vezes, atingir as virilhas. A dor da cólica renal gera uma grande agitação e não tem nenhuma posição de alívio.

Outro dos sinais é a presença de sangue na urina, que pode ser visível ou identificada através de análise.

Podem ainda ocorrer náuseas e vómitos. Há quem sinta arrepios, suores e febre, acompanhados de urina turva ou com um cheiro desagradável, sugerindo a existência de infeção.

A cólica renal associa-se ainda a uma urgência urinária e a um desconforto na região da bexiga, ambos causados pela passagem do cálculo do uretra para a bexiga. Estes sintomas são idênticos aos encontrados na infeção urinária.

Mais raramente, pode ocorrer febre, sobretudo se ocorrer obstrução com paragem de progressão do cálculo.

A infeção generalizada, embora rara, pode ocorrer, pelo que um adequado acompanhamento destes casos é essencial.

Causas

As principais causas são malformações congénitas ou adquiridas, má alimentação e a deficiente hidratação.

De acordo com urologistas, as pessoas tendem a beber pouca água de acordo com as suas necessidades e comem muita comida processada, em detrimento da dieta mediterrânica.

Diagnóstico e tratamento

Se o tamanho do cálculo renal for muito diminuto, pode não haver necessidade de intervenção já que pode sair por si. Os cálculos inferiores a 5mm são eliminados espontaneamente em 90% dos casos.

A prevenção tem, no entanto, de ser reforçada para não aumentar o número de cálculos e as suas dimensões.

Caso se venha a provar necessária a intervenção cirúrgica, existem dois tipos de operação possíveis. A abordagem de tratamento tem em conta a composição e localização dos cálculos.

A litotrícia extracorporal por ondas de choque (LEOC) é um método não invasivo dos cálculos do aparelho urinário. A ureterorrenoscopia é uma exploração endoscópica do ureter.

O cálculo é fragmentado e depois retirado.

Prevenção

  • Aumentar a ingestão de líquidos

É necessário beber muitos líquidos, nomeadamente, bebidas à base de água (chá e sumos). Mas é também aconselhável a ingestão de sopas e frutas.

A quantidade de líquidos aconselhada pode ser medida através da cor da urina. O objetivo é atingir uma tonalidade clara o que implica, pelo menos, a ingestão recomendada de 1,5 a 2 litros por dia.

Mas a temperatura ambiente, a humidade relativa, o tipo de alimentação e a atividade física pode levar a uma necessidade maior de ingestão de mais líquidos.

  • Reduzir o consumo de sal e de certos alimentos

Os alimentos que consumimos também têm um papel fundamental para a saúde dos rins durante o Verão. O número de pessoas que sofre com pedras nos rins é maior em países desenvolvidos, onde a alimentação é mais rica em proteínas e sal.

Pessoas de risco, por exemplo, com antecedentes pessoais ou familiares de cálculos, devem reduzir a ingestão de carne e peixe e alimentos ricos em oxalato, como espinafres, chocolate, chá preto, frutos secos e figos.

Deve ser evitado o consumo de sal e vitamina D. Por outro lado, a ingestão de lacticínios (com pouca gordura) pode ajudar a previne a formação de cálculos renais.

  • Evitar o álcool e o tabaco

Há cada vez mais casos de mulheres que desenvolvem pedras nos rins, um problema tradicionalmente mais masculino.

 A explicação, defendem urologistas britânicos citados pelo site Medical News Today, está na adoção crescente de maus hábitos por um cada vez maior número de elementos do sexo feminino, como o tabagismo, que promove o depósito de toxinas nos rins, a par da ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

*Os conteúdos são informativos e não pretendem substituir pareceres de cariz profissional e científico.

Источник: https://hff.min-saude.pt/calculos-renais-causas-sintomas-e-tratamentos/

Pedras nos rins: causas, sintomas e tratamentos

Cálculo Renal (pedra no rim): causas e tratamento
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O cálculo renal é uma das piores dores que alguém pode sentir Ilustração: Erika Onodera/

Estamos falando de uma condição dolorosa marcada pela formação de pedrinhas que obstruem o sistema urinário.

Popularmente conhecida como pedra nos rins, essa formação endurecida pode surgir nos rins e atravancar outro ponto do canal urinário. Como o ureter, canal que transporta a urina até a bexiga, é muito estreito, a partícula acaba emperrada.

Em decorrência da tentativa de expulsão, surge a dor intensa.

Os rins funcionam como dois grande filtros do sangue. Além de água para formar a urina, eles retêm diversos elementos, como cálcio, ácido úrico e oxalato. Quando essas moléculas aparecem em grande quantidade e há pouco líquido para dissolvê-las, surgem cristais ou agregados que se avolumam e viram os cálculos. O tamanho deles varia bastante.

Existe ainda um quarto tipo de pedra, mais raro, a estruvita. Diferentemente das outras, essa acomete principalmente mulheres. Sua origem está associada a uma infecção causada pela bactéria Proteus mirabillis, que altera o pH da urina, facilitando a agregação de partículas de magnésio, fosfato e amônia.

A formação pode chegar a 11 centímetros, ocupando todo o espaço do rim. Como é mais mole, o xixi consegue passar por ela e assim não há dor. Um perigo, porque o problema não é notado e se prolonga — e o rim pode acabar seriamente afetado.

Sinais e sintomas

– Cólica que começa na região lombar e migra para outras áreas– Dor no baixo ventre– Sangue na urina– Náuseas e vômito

– Vontade e fazer xixi a toda hora

Fatores de risco

– Abuso de sal na alimentação – Ingestão em excesso de alimentos ricos em cálcio e proteínas– Pouco líquido na dieta– Altas temperaturas (muita transpiração e falta de hidratação adequada deixam a urina mais concentrada, aumentando a aglomeração das partículas)

– Obesidade

– Hipertensão

– Predisposição genética

A prevenção

A dieta é um fator preponderante no controle do problema. Para evitar a cristalização dos sais, o organismo precisa de água, portanto uma das primeiras regras é tomar bastante líquido. Uma maneira de checar se a quantidade é suficiente é atentar para a cor do xixi, que deve ser clarinho – se estiver amarelado, significa que está muito concentrado e pode propiciar a formação das pedras.

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Maneirar no sal, nos embutidos (como linguiça, salsicha e salame), enlatados e macarrões instantâneos é outra medida aconselhada.

Alimentos com alto teor de oxalato (espinafre, nozes, pimenta e chá preto, por exemplo) também exigem moderação, quando já existe propensão a pedras desse tipo.

Pessoas com alta concentração de ácido úrico no sangue devem ainda reduzir a ingestão de cerveja, carne vermelha e frutos do mar, uma vez que eles elevam ainda mais as taxas.

Alguns especialistas recomendam ainda cuidado com os suplementos de cálcio. O mineral é importante para o organismo, mas a suplementação só pode ser feita com recomendação médica. Do contrário, a sobrecarga pode resultar no problema renal.

O diagnóstico

As intensas dores provocadas pelos cálculos em geral são o ponto de partida para a detecção do problema. Urina muito densa e escura ou com pontos de sangue é outro sinal de alerta. Exames laboratoriais do xixi analisam a acidez e a presença de cristais ou infecção.

Para investigar o tipo de cálculo e o local em que está estacionado, o médico solicita um exame de tomografia. Raio x e ultrassom são outras opções. Por serem transparentes, as pedras formadas por ácido úrico não aparecem nesses exames.

A tomografia helicoidal é um recurso para flagrar esse tipo de massa.

Procedimentos mais invasivos, a urografia excretora e a intravenosa são feitos com injeção de corante para mapear a área e detectar pedras menores e outras alterações importantes do trato urinário.

O tratamento

Quando é pequena, a pedra costuma ser expelida naturalmente. Basta aumentar a quantidade de líquido ingerido ou, caso o médico ache necessário, injetado na veia.

Dependendo do tamanho, procedimentos entram em ação para fragmentar o cálculo e viabilizar sua eliminação. Uma das opções é a litotripsia extracorpórea, a menos agressiva para o organismo. Nela, ondas eletromagnéticas destroem o material sólido.

Na tradicional técnica percutânea, é feita uma incisão nas costas do paciente e um aparelho penetra na pele até atingir o rim para retirar o cálculo. O procedimento exige internação de até cinco dias para recuperação.

Hoje uma técnica mais simples, batizada de uretero-nefrolitotripsia flexível, detona as formações duras com o laser de um aparelho introduzido pela uretra. Nesse método, porém, às vezes uma tentativa é insuficiente. Então, é preciso repetir a cada duas semanas, por até quatro sessões, sempre com anestesia geral. O pós-operatório compensa, porque a pessoa recebe alta no mesmo dia

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Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/pedras-nos-rins-causas-sintomas-e-tratamentos/

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