Câncer na vagina: 8 principais sintomas, causas e tratamento

Câncer de endométrio: sintomas, tratamentos e causas

Câncer na vagina: 8 principais sintomas, causas e tratamento

Endométrio é o tecido (membrana) que reveste a parede interna do útero. O Câncer de endométrio é o que se inicia neste local e é bastante comum, principalmente em mulheres com mais de 60 anos.

Normalmente o câncer de endométrio é detectado rapidamente pois causa um sangramento vaginal anormal, fazendo com que as mulheres procurem os seus médicos para verificar a origem do problema.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de endométrio é o sexto tipo mais comum de câncer em mulheres no mundo. Antes dele, os cânceres mais comuns em mulheres são: câncer de mama (25,2%), câncer de intestino (9,2%), câncer de pulmão (8,7%), câncer de colo do útero (7,9%) e câncer de estômago (4,8%)

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Tipos

Há diversos subtipos de câncer de endométrio, sendo que o mais comum é o carcinoma endometrioide. Ele apresenta um resultado de tratamento mais favorável por ser diagnosticado normalmente em estágio inicial, isso porque ele causa sangramento uterino anormal.

Causas

Em mulheres que menstruam, o endométrio engrossa a cada mês, em preparação para a gravidez. Se a mulher não engravida, o revestimento endometrial é derramado durante o período menstrual.

Após a menopausa, quando os períodos menstruais param, o revestimento endometrial normalmente deixa de crescer, mas em mulheres com câncer de endométrio, o revestimento do útero se desenvolve com células anormais.

A exata causa e origem do problema ainda é desconhecida. O que se sabe é que há uma mutação genética no interior das células no endométrio que transforma as células saudáveis normais em células anormais.

Essas células anormais se multiplicam descontroladamente formando uma massa (tumor).

As células cancerosas invadem os tecidos adjacentes, o que pode fazer com que elas se espalhem para outras partes do corpo (metástase).

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Fatores de risco

O principal fator de risco para o câncer de endométrio é a exposição a longo prazo ao estrogênio, produzido pelo próprio organismo ou recebido em forma de terapia hormonal. Outros fatores incluem:

  • Menstruação precoce
  • Menopausa tardia
  • Nunca ter engravidado
  • Idade avançada
  • Diabetes
  • Sedentarismo
  • Alcoolismo
  • Hipertensão
  • Estar fazendo ou ter feito terapia hormonal para câncer de mama
  • Histórico de câncer na região do útero na família.

Mulheres com obesidade também são mais propensas a desenvolver carcinoma endometrial. Uma explicação para esse fator é que elas apresentam elevados níveis de estrogênio endógeno, devido à produção hormonal acontecer no tecido gorduroso.

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Sintomas de Câncer de endométrio

Muitas mulheres não apresentam nenhum sintoma e acabam descobrindo o câncer em um exame de rotina. Quando apresenta-se algum sintoma, este é o sangramento anormal. Em mulheres na menopausa, qualquer tipo de sangramento, por menor que seja, é considerado anormal. Além destes, outros possíveis sintomas são:

  • Sangramento vaginal entre as menstruações
  • Secreção aquosa ou com sangue muito claro
  • Dor pélvica
  • Dor durante a relação sexual.

Buscando ajuda médica

Ao aparecimento dos sintomas, principalmente se a mulher estiver no grupo de risco para o desenvolvimento do câncer de endométrio, ela deve procurar um médico para investigar a causa.

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar câncer de endométrio são:

  • Ginecologista
  • Oncologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que tenha e medicamentos, vitaminas ou suplementos que tome com regularidade
  • Se possível, leve um acompanhante.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Como é o seu sangramento vaginal (ou corrimento) anormal?
  • Com qual frequência este sintoma acontece?
  • Você já teve algum tipo de câncer?
  • Fez uso de algum medicamento para tratar os sintomas da menopausa?
  • Algum membro da família já teve câncer? Quem? Qual tipo?.

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Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes de sair do consultório.

Diagnóstico de Câncer de endométrio

Os procedimentos para diagnosticar o câncer de endométrio incluem:

  • Exame pélvico, em que o médico verifica o interior da vagina
  • Ultrassom transvaginal
  • Histeroscopia, que é quando o médico insere um aparelho através da vagina, que permite que ele visualize o seu interior e faça uma biópsia da área alterada.

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Depois que o câncer endometrial é diagnosticado, o próximo passo é determinar o seu estágio, que é baseado em quão profundamente o câncer invadiu a parede muscular do útero. Também se há sinais de que ele se espalhou para outros órgãos do corpo, para isso são realizados:

  • Exame físico
  • Ressonância magnética do abdômen e da pelve
  • Radiografia do tórax
  • Outros exames de imagem.

Os estágios do câncer de endométrio variam de fase I, quando o câncer invadiu apenas o revestimento do útero, até o estágio IV, que significa que ele se espalhou para órgãos distantes, como o fígado. Em geral, os cânceres em estágio mais baixo são menos complicados e exigem um tratamento menos agressivo que um câncer em estágio mais elevado.

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Tratamento de Câncer de endométrio

O tratamento dependerá das características do câncer de endométrio e da saúde da mulher, assim como das suas preferências.

Faz parte do tratamento a cirurgia com remoção do útero (histerectomia) e retirada dos ovários e trompas. Um oncologista deve trabalhar em conjunto com o oncoginecologista para, a depender do estágio da doença, indicar os devidos tratamentos quimioterápicos.

Complicações possíveis

Assim como na maioria dos casos de câncer, a maior complicação é ele se espalhar por grande parte do corpo do paciente, ocasionando a sua morte.

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Câncer de endométrio tem cura?

As expectativas para o câncer de endométrio descoberto em estágio inicial são muito boas, chegando a 90% de chance de neutralizar o problema.

Referências

Revisado por: Carlos Ortiz, ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (CRM/SP 45692)

Bárbara Murayama, ginecologista e especialista Minha Vida (CRM/SP 112527)

Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Instituto Nacional Americano do Câncer

Clínica Mayo – organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros.

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-endometrio

Câncer de ovário é o mais letal e silencioso dos tumores ginecológicos

Câncer na vagina: 8 principais sintomas, causas e tratamento

Silencioso. É assim que os médicos se referem ao câncer de ovário, cujos sintomas só aparecem quando a doença já está instalada, e ainda podem ser confundidos com os de outras enfermidades.

Considerado o terceiro tumor ginecológico mais comum entre as mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama e colo do útero, ele geralmente se manifesta no período posterior à menopausa, mas também pode acometer jovens em idade reprodutiva.

Até o momento não se conhece exatamente a origem dessa doença, mas sabe-se que alguns fatores de risco aumentam as chances de ela se desenvolver: além da idade superior aos 50 anos, obesidade, sobrepeso e histórico familiar de câncer ovariano ou de mama estão relacionados, entre outras condições.

Como não existe um exame preventivo —o Papanicolau é específico para detectar apenas o câncer de colo de útero— a recomendação dos médicos é que você não falte às visitas anuais ao ginecologista, bem como fique de olho no seu histórico de saúde familiar e nas situações que facilitam o aparecimento dessa doença.

Como ele é considerado o mais letal dos tumores ginecológicos, quanto mais cedo for detectado, maiores serão as opções de tratamento.

Entenda a sua anatomia

Os ovários são estruturas que compõem os órgãos genitais internos femininos. Em geral eles têm cor perolada, forma alongada e são menores que um ovo de galinha.

Conectados ao útero, são encarregados da produção de hormônios sexuais femininos (estrógenos e progesterona) e masculinos (pequenas quantidades de testosterona), e de células reprodutoras —os óvulos, que por eles também são liberados.

Por que esse tumor aparece?

William Augusto Casteleins, cirurgião oncológico do HMC (Hospital Marcelino Champagnat – PR) explica que existem mais de dez tipos diferentes de câncer de ovário, e eles se desenvolvem a partir do crescimento e da multiplicação desordenada de diferentes células encontradas nesse órgão.

Dadas as suas características, eles são classificados em dois grande grupos —os epiteliais e os não epiteliais. “O mais frequente deles começa nas células do tecido que reveste o ovário, chamadas de epiteliais. Os cânceres, ou carcinomas epiteliais, representam 95% das neoplasias (tumores) ovarianas”, diz.

Embora até o momento não se saiba exatamente por que isso acontece, os cientistas já identificaram fatores que se relacionam e aumentam as chances de ter um câncer ovariano Confira:

  • Genética (herança materna ou paterna das mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2)
  • Histórico familiar de câncer de ovário ou mama
  • Ter idade superior a 50 anos
  • Endometriose
  • Terapia de Reposição Hormonal
  • Menopausa tardia ou primeira menstruação precoce
  • Nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos)
  • Sobrepeso e obesidade
  • Tabaco
  • Falta de exercícios

Conheça os outros tipos

Os tumores não epiteliais são os germinativos, cuja origem são as células germinativas —as mesmas que produzem os óvulos, e os de células do estroma (ou cordões sexuais e estroma), contidas no tecido conjuntivo.

Os primeiros são mais comuns entre mulheres de 30 anos. Há ainda os tumores mistos, que combinam os epiteliais e não epiteliais.

Essas células tumorais, por vezes, podem se espalhar para as áreas que circundam os ovários e até mesmo escapar pelo sistema linfático e pelo sangue, alcançando outras partes do corpo.

Como reconhecer os sintomas

No início da doença, o câncer de ovário é silencioso, ou seja, não apresenta sintomas. E mesmo quando ele já está mais avançado, seus sinais podem se confundir com manifestações comuns a outras enfermidades, como a sensação de indigestão.

Fique atenta aos sintomas a seguir, comuns a esse tipo de tumor:

  • Dor ou inchaço no abdome
  • Sensação de inchaço constante
  • Dor abdominal ou na pelve
  • Compressão do estômago após comer
  • Perda do apetite
  • Problemas gastrointestinais como gases, inchaço, constipação ou diarreia
  • Urgência para urinar ou mudança nos hábitos urinários

Outros possíveis sintomas

Além das manifestações acima descritas, algumas mulheres poderão observar as seguintes condições:

  • Mal-estar estomacal e enjoo constantes
  • Dor durante as relações sexuais
  • Mudança nos hábitos intestinais
  • Cansaço constante
  • Dor nas costas
  • Perda de peso não desejada
  • Ascite (acúmulo de líquido na região da barriga)

Quando é a hora de procurar ajuda médica?

Os sintomas do câncer de ovário não são específicos. E você pode notar apenas um desconforto abdominal ou mudanças nos hábitos intestinal e urinário, o que já poderia indicar que a doença está instalada. A explicação é de Glauco Baiocchi Neto, diretor do Departamento de Ginecologia Oncológica do A.C. Camargo Cancer Center.

“Quando se percebe um sintoma que não existia, apareceu e persiste, é preciso estar ciente de que não se trata apenas de uma mudança na alimentação. Assim, o quadro merece cuidado e deve ser investigado. A chance de ser algo mais grave, como um câncer de ovário, é baixa, mas esta dúvida precisa ser esclarecida”, observa o especialista.

Como os sintomas são comuns a outras doenças, muitas pessoas poderão se consultar com um médico de família, um clínico geral, e até mesmo um gastroenterologista.

Todos esses especialistas são treinados para avaliar inicialmente esse tipo de queixa.

Contudo, o ginecologista possui maiores condições para, rapidamente, identificar o problema, especialmente porque, muitas vezes, é ele o médico de referência da mulher, dadas as visitas anuais.

Como é feito o diagnóstico?

Na hora da consulta o médico vai ouvir sua queixa, levantar seu histórico de saúde familiar e pessoal e ainda fará o exame físico.

Os ginecologistas farão o exame ginecológico completo, que inclui a palpação do abdome que ajuda a identificar alguma área endurecida, tumor na pelve, inchaço local e a típica ascite, ou seja, o acúmulo de líquido no abdome.

Além disso, ele solicitará exames laboratoriais e de imagem, como o ultrassom pélvico (transvaginal) e de abdome total. Caso esses testes apresentem alguma anormalidade, outros exames poderão ser requisitados, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

Entenda os diferentes estágios desse tumor

Quando os exames confirmam a presença do tumor, o especialista deverá esclarecer a você em qual estágio ele se encontra, a depender de seu tamanho e do quanto ele se expandiu. Confira:

  • Estágio I – tumor restrito a apenas um ovário ou os dois;
  • Estágio II – o câncer avançou para a pélvis ou útero;
  • Estágio III – o tumor superou o limite do abdome, alcançou o intestino, as glândulas linfáticas da barriga ou da pélvis;
  • Estágio IV – o câncer se espalhou para outras partes do corpo (pulmões, fígado).

O médico também poderá se referir a graus (histológicos), que vão de I a III. Isso classifica a velocidade do crescimento ou do avanço para outras partes do corpo.

O que esperar do tratamento?

Com dados sobre o estágio da doença e seu grau (estadiamento), as condições gerais de saúde da paciente e sua idade, o médico decidirá qual será a melhor estratégia de tratamento. Quando possível, o objetivo do tratamento é livrar a paciente da doença. Nos quadros graves, a meta será aliviar sintomas e controlar o câncer.

De acordo com dados da Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia), mais de 7 em cada 10 casos são avançados. Assim, na maioria das vezes, a terapia combinará cirurgia e quimioterapia. Esta poderá ser utilizada antes ou depois da intervenção cirúrgica.

A cirurgia é, geralmente, de grande porte, pode durar de 6 a 8 horas e consiste na retirada do útero, ovário, trompas, cadeias de drenagem linfática, e todas as estruturas que estiverem comprometidas pelo tumor, como o intestino, o peritônio etc. Todas as superfícies suspeitas também serão analisadas. Esta cirurgia é chamada de citorredução.

Há casos em que a quimioterapia vem antes da intervenção cirúrgica, porque há risco de doença residual. De todo modo, ela é inicialmente realizada à base de platina (carboplatina e cisplatina), com ou sem o uso de outros fármacos, como os taxanos . A cirurgia só acontecerá entre a terceira e quarta etapa dessa terapia, ou no final do sexto ciclo dela.

Cânceres de ovário em estágio inicial são tratados por meio de cirurgia combinada com radioterapia ou quimioterapia, a depender das condições clínicas gerais de cada paciente, e quando houve mudança no estágio após a cirurgia, isto é, descobriu-se na cirurgia que o tumor estava mais avançado do que os exames mostravam.

Mesmo após tratada, a doença pode voltar?

Após o tratamento, as pacientes devem ser monitoradas a cada 3 meses, e mesmo depois desse período o acompanhamento prossegue.

A razão para isso é que boa parte delas pode ter recaídas ou persistência da doença. A sugestão dos especialistas é que você nunca falte aos retornos médicos e se mantenha ativa.

E se não houver tratamento?

Quando o tumor não pode ser tratado, dada as suas gravidade e extensão, as práticas médicas se voltarão para aliviar, o quanto possível, os sintomas da doença, o que inclui suporte psicológico, que pode se estender à família. Essas estratégias são chamadas de cuidados paliativos.

Entenda a diferença entre cisto e tumor ovariano

Paulo Cesar Zimmermann Felchner, ginecologista e obstetra, professor adjunto da Escola de Medicina da PUC-PR explica que tumor é todo aumento anormal de tecido, enquanto os cistos são sacos que têm líquido dentro.

“Tumores podem ser benignos ou malignos, formam-se em qualquer parte do corpo e geralmente são uma massa sólida (mas também podem ser mistos), apresentam irregularidade em seus contornos e vascularização”, esclarece o médico.

Já os cistos podem aparecer em diferentes áreas do organismo, como os ovários, ossos, mamas, tireoide e até no fígado. Nos ovários, a maioria é benigno, desaparece espontaneamente, e é facilmente identificado e tratável.

Fontes: Glauco Baiocchi Neto, doutor em oncologia pela USP (Universidade de São Paulo) e diretor do Departamento de Ginecologia Oncológica do A.C.

Camargo Cancer Center; Paulo Cesar Zimmermann Felchner, ginecologista e obstetra, professor adjunto da Escola de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) das disciplinas de ginecologia e obstetrícia; William Augusto Casteleins, cirurgião oncológico integrante da equipe Malignidades Peritoneais do Hospital Marcelino Champagnat (PR), cancerologista do HUC (Hospital Universitário Cajuru) e mestre em ciências da saúde pela PUC-PR. Revisão técnica: William Augusto Casteleins.

Referências: Inca (Instituto Nacional de Câncer) do Ministério da Saúde; Manual de Orientação Ginecologia Oncológica da Febrasgo; Dana-Farber Cancer Institute; Desai A, Xu J, Aysola K, et al. Epithelial ovarian cancer: An overview. World J Transl Med. 2014;3(1):1-8. doi:10.5528/wjtm.v3.i1.1.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/doencas-de-a-z/cancer-de-ovario-e-o-mais-letal-e-silencioso-dos-tumores-ginecologicos.htm

HPV: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

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O que é HPV

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

Sinais e Sintomas

A infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu).

A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões. A maioria das infecções em mulheres (sobretudo em adolescentes) tem resolução espontânea, pelo próprio organismo,  em um período aproximado de até 24 meses.

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem entre, aproximadamente, 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.

  • Lesões clínicas: se apresentam como verrugas na região genital e no ânus (denominadas tecnicamente de condilomas acuminados e popularmente conhecidas como “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”). Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e solidas). Em geral, são assintomáticas, mas podem causar coceira no local. Essas verrugas, geralmente, são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.
  • Lesões subclínicas (não visíveis ao olho nu): podem ser encontradas nos mesmos locais das lesões clínicas e não apresentam sinal/sintoma. As lesões subclinas podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para desenvolver câncer.

Podem acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis (geralmente na glande), bolsa escrotal e/ou região pubiana. Menos frequentemente, podem estar presentes em áreas extragenitais, como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea.

Mais raramente, crianças que foram infectadas no momento do parto podem desenvolver lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe (Papilomatose Respiratória Recorrente).

Tratamento

O tratamento das verrugas anogenitais (região genital e no ânus) consiste na destruição das lesões. Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume. Sobre o tratamento:

  1. Deve ser individualizado, considerando características (extensão, quantidade e localização) das lesões, disponibilidade de recursos e efeitos adversos.
  2. São químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade.
  3. Podem ser domiciliares (autoaplicados: imiquimode, podofilotoxina) ou ambulatoriais (aplicado no serviço de saúde: ácido tricloroacético – ATA, podofilina, eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterapia), conforme indicação profissional para cada caso.
  4. Podofilina e imiquimode não deve ser usada na gestação.

Pessoas com imunodeficiência – as recomendações de tratamento do HPV são as mesmas para pessoas comimunodeficiência, como pessoas vivendo com HIV e transplantadas.

Porém, nesse caso, o paciente requer acompahamento mais atento, já que pessoas com imunodeficiência tendem a apresentar pior resposta ao tratamento. O tratamento das verrugas anogenitais não eliminam o vírus, por isso as lesões podem reaparecer.

As pessoas infectadas e suas parcerias devem retornar ao serviço, caso identifique novas lesões.

Diagnóstico

O diagnóstico do HPV é atualmente realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, se clínica ou subclínica.

  • Lesões clínicas: podem ser diagnosticadas, por meio do exame clínico urológico (pênis), ginecológico (vulva/vagina/colo uterino) e dermatológico (pele).
  • Lesões subclínicas: podem ser diagnosticadas por exames laboratoriais, como: o exame preventivo Papanicolaou (citopatologia), colposcopia, peniscopia e anuscopia, e também por meio de biopsias e histopatologia para distinguir as lesões benignas das malignas.

Prevenção

Vacina contra o HPV: é a medida mais eficaz para prevenção contra a infeção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para:

  • Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos;
  • Pessoas que vivem HIV;
  • Pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos;

Mas, ressalta-se que a vacina não é um tratamento, não sendo eficaz contra infecções ou lesões por HPV já existentes.

Exame preventivo contra o HPV: o papanicolau é um exame ginecológico preventivo mais comum para identificar de lesões precursoras do câncer do colo do útero.

Esse exame ajuda a detectar células anormais no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas antes de se tornarem câncer.

O exame não é capaz de diagnosticar a presença do vírus, no entanto, é considerado o melhor método para detectar câncer de colo do útero e suas lesões precursoras.

Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir 100% dos casos, por isso é muito importante que as mulheres façam o exame de Papanicolaou regularmente.

Preservativo: o uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV.

Contudo, seu uso, apesar de prevenir a maioria das IST, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal).

A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

Faz-se necessária a realização de consulta para o casal.

Pergunta e respostas

registrado em: Saúde de A a Z

Coronavírus (COVID-19)

Aedes Aegypti

Diabetes

Zika Vírus

Tuberculose

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Источник: https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/hpv

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