Carcinoma Basocelular de Pele: sinais e tratamento

Câncer de pele: sintomas, como identificar e qual o tratamento

Carcinoma Basocelular de Pele: sinais e tratamento

Câncer de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo, causado principalmente pela exposição excessiva ao sol. Só no país, cerca 180 mil brasileiros são diagnosticados por ano com a doença.

Este tipo de câncer ocorre pelo crescimento anormal das células que compõem a pele e são classificados em dois tipos: câncer de pele melanoma e câncer de pele não melanoma.

Melanoma

O câncer de pele melanoma tem origem nas células produtoras da melanina, substância que determina a cor da pele, e é mais frequente em adultos brancos.

Crédito: IStock/@CasarsaGuruO câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos e é considerado raro em crianças e pessoas negras

Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Em pessoas de pele negra, é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 3% desse total.

Mas é bom ficar de olho! Esse é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase, ou seja, quando o câncer vai para outros órgãos.

Nos últimos anos, houve grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos imunoterápicos.

Não Melanoma

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil, responsável por 30% de todos os casos de tumores malignos registrados no País.

Apesar de ser muito frequente, ele tem alta chance de cura, desde que seja detectado e tratado precocemente.

Entre os tumores de pele, o não melanoma é o mais frequente e de menor mortalidade, mas pode deixar mutilações bastante expressivas se não for tratado adequadamente.

O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são:

  • O carcinoma basocelular, o mais comum e também o menos agressivo: se caracteriza por uma lesão (ferida ou nódulo), e apresenta evolução lenta;
  • O carcinoma epidermoide: também surge por meio de uma ferida ou sobre uma cicatriz, principalmente aquelas decorrentes de queimadura. A maior gravidade do carcinoma epidermoide se deve à possibilidade de apresentar metástase.

Ambos os tipos são tratados, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Crédito: IStock/@jamesbenetO câncer de pele pode ser classificado como melanoma ou não melanoma

Há ainda outros tipos de câncer de pele mais raros que atingem outras células, como:

  • Tumor de células de Merkel
  • Sarcoma de Kaposi
  • Linfoma de cutâneo de células T (câncer do sistema linfático que pode atacar a pele)
  • Carcinoma sebáceo (surge nas glândulas sebáceas)
  • Carcinoma anexial microcístico (tumor das glândulas sudoríparas).

Fatores de risco

Qualquer pessoa pode desenvolver câncer de pele, mas ele é muito mais comum em quem tem a pele muito clara, albinas, com vitiligo ou em tratamento com imunossupressores. Isso porque são mais sensíveis ao sol. Também vale lembrar que o câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos.

É considerado raro em crianças e pessoas negras, exceto pessoas com essas características que tenham algum outro tipo de problema cutâneo.

Apesar desse índice, a média da idade vem diminuindo com o passar dos anos, tendo em vista que pessoas jovens têm se exposto constantemente aos raios solares sem a proteção necessária.

Dito isso, um dos fatores principais de risco para se desenvolver câncer de  pele é a exposição prolongada ao sol. Entretanto, outras condiçõe de risco para o câncer de pele não melanoma são:

  • Pessoas com história pessoal ou familiar deste câncer;
  • Pessoas com doenças cutâneas;
  • Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol;
  • Exposição a câmeras de bronzeamento artificial.

Crédito: IStock/@RuslanDashinskyÉ muito importante se proteger do sol, principalmente entre 10h e 16h

Sintomas

O câncer de pele ocorre principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. Os principais sintomas são:

  • Manchas que coçam, descamativas ou que sangram.
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor.
  • Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas.

Mas fique atento: o câncer de pele varia muito na aparência. Alguns podem mostrar todas as alterações, enquanto outros podem ter apenas uma ou duas características incomuns.

Então, se você observar qualquer novo sinal na pele ou mudança em uma pinta ou mancha que já existia deve servir de alerta para procurar um dermatologista.

Uma técnica didática também ajuda no reconhecimento de possíveis sintomas. Ela se chama ABCDE:

Crédito: Reprodução/MinSA técnica ABCDE é didática e ajuda no reconhecimento de possíveis sintomas do câncer de pele

  • Assimetria: verifique se os dois lados de uma pinta são iguais. Se apresentarem diferenças deve ser investigado;
  • Bordas irregulares: verifique se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme;
  • Cor: verifique se há várias cores misturadas em uma mesma pinta ou mancha;
  • Diâmetro: veja se a pinta ou mancha está crescendo progressivamente;
  • Evolução: se a mancha tiver mudanças de cor, tamanho ou forma.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo dermatologista por meio de exame clínico. Em determinadas situações, é possível que o profissional de saúde utilize o exame conhecido como dermatoscopia. 

Esse exame consiste em usar um aparelho que permite visualizar camadas da pele não vistas a olho nu. Em situações mais específicas ainda é necessário fazer a biópsia.

A biópsia é o exame indicado para a confirmação diagnóstica do câncer de pele. O material coletado deve ser encaminhado para o laboratório de anatomia patológica que emitirá o laudo. Outros exames podem ser necessários para determinar o tratamento mais adequado.

Por esses exames é possível identificar se o câncer de pele é melanoma ou não melanoma e seus tipos.

Tratamento

A cirurgia para retirada do tumor é o tratamento mais indicado nos casos de câncer de pele, mas dependendo do nível da doença, ela pode ser acompanhada de radioterapia e a quimioterapia.

Além disso, existe também a terapia fotodinâmica, que consiste no uso de um creme fotossensível e depois uma aplicação de uma fonte de luz.

Esse tratamento é mais uma opção de tratamento é mais usado em carcinoma basocelular superficial, carcinoma epidermoide “in situ” (Doença de Bowen) e em ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele).

A criocirurgia e a imunoterapia tópica são também opções para o tratamento desses cânceres. No entanto, exigem indicação precisa feita por um especialista experiente.

Quando há metástase, o melanoma é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter como objetivo postergar a evolução da doença, oferecendo chance de sobrevida mais longa aos pacientes.

Crédito: IStock/@kali9É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele, além de se consultar com um dermatologista sempre que possível

Prevenção

A principal recomendação para a prevenção do câncer de pele é evitar a exposição ao sol, principalmente nos horários em que os raios solares são mais intensos (entre 10h e 16h), bem como utilizar óculos de sol com proteção UV, roupas que protegem o corpo, chapéus de abas largas, sombrinhas e guarda-sol.

Em caso de exposição solar necessária, principalmente em torno do meio-dia, recomenda-se a procura por áreas cobertas que forneçam sombra, como embaixo de árvores, marquises e toldos, com o objetivo de minimizar os efeitos da radiação solar.

O uso de filtro solar com fator de proteção solar (FPS) 30 ou mais é fundamental, principalmente quando a exposição ao sol é inevitável. O filtro solar deve ser aplicado corretamente, de duas a três vezes ao dia, inclusive nos lábios e em dias nublados.

Examinar sua pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele. Com a ajuda de um espelho, você pode enxergar áreas que raramente consegue visualizar.

É importante observar se há manchas que coçam, descamam ou sangram e que não conseguem cicatrizar, além de perceber se há pintas que mudaram de tamanho, forma ou cor. O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresenta bons índices de cura.

Ir ao dermatologista é importante também.

Источник: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/cancer-de-pele/

Tumores de Pele em Cabeça e Pescoço

Carcinoma Basocelular de Pele: sinais e tratamento

          Os tumores de pele são as neoplasias mais frequentes entre os brancos. A região de cabeça e pescoço, mais exposta aos raios solares, é a parte do corpo em que essas lesões são mais comuns. A incidência no Brasil é estimada em 116.

500 casos novos em 2006, com aumento gradual no sexo feminino. O risco estimado é de 61 casos novos a cada 100.000 mulheres.

Com maior população branca e sistema de notificação mais confiável, são diagnosticados nos Estados Unidos cerca de 1 milhão de casos por ano.

Carcinoma Basocelular (CBC)

Presentes quase que somente em locais da pele com a presença de pelo, os carcinomas basocelulares são neoplasias derivadas da camada basal do epitélio, com baixíssimo potencial de metástase. Sua agressividade é local e sua principal morbidade está relacionada à invasão de outras estruturas.

Subtipos Histológicos

As características clínicas do subtipo mais frequente, o nodular (cerca de 70% dos CBC) são lesões sobrelevadas, róseas, com telangiectasias nas bordas, que são bem definidas (Figura 1).

Figura 1: Carcinoma basocelular nodular.

O tipo nodular pode ser pigmentado, apresentando, por vezes, diagnóstico diferencial difícil com melanoma (Figura 2).

Figura 2: Carcinoma basocelular nodular pigmentado.

O carcinoma basocelular pode ainda apresentar-se ulcerado, como mostra a Figura 3.

Figura 3: Carcinoma basocelular ulcerado.

Os dois tipos menos frequentes e mais agressivos de carcinoma basocelular são o metatípico e o esclerodermiforme. O metatípico reúne características comuns aos carcinomas basocelular e espinocelular.

O tipo esclerodermiforme aparece como uma placa branco-amarelada, escleroatrófica, de aspecto duro, liso, sem definição clara de bordas, podendo apresentar telangiectasias, lembrando esclerodermia (Figura 4).

Os locais mais comuns no segmento cervicofacial são nariz, pavilhão auricular e órbita.

Figura 4: Carcinoma basocelular tipo esclerodermiforme.

O diagnóstico é clínico e histopatológico. Em regiões onde a alteração cosmética decorrente da excisão da lesão for inaceitável, pode-se realizar biópsia incisional para confirmação diagnóstica antes da conduta definitiva. O tratamento de escolha deve ser a excisão com margem de segurança de 0,5 cm.

Outros tipos de tratamento, como crioterapia, terapia fotodinâmica, laser, eletrocoagulação e curetagem, podem ser utilizados em casos selecionados, especialmente em tumores superficiais de pequena dimensão.

Esses tumores, porém, não constituem a rotina dos serviços de cirurgia de cabeça e pescoço, para onde são encaminhados pacientes com grandes lesões, muitas vezes recidivadas.

Nesses serviços, a frequência de tipos histológicos mais agressivos, como esclerodermiforme e metatípico é mais elevada (52% no HC-FMUSP, contra 2% da frequência geral de carcinomas basocelulares), assim como de invasão perineural – dado anatomopatológico presente em tumores agressivos (21% dos casos, contra 0,5% da casuística geral).

Os tumores mais avançados que necessitam de reconstrução cervicofacial elaborada são encaminhados ao Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. As lesões que necessitam de abordagem neurocirúrgica combinada constituem, no Brasil, a maior indicação para cirurgias de base de crânio, diferente dos relatos internacionais.

As características que conferem maior agressividade ao carcinoma basocelular são:

      idade de aparecimento abaixo de 40 anos;

      subtipos histológicos como esclerodermiforme e metatípico;

      localização sobre sítios de fusão embrionária como sulco nasogeniano;

      recidiva local.

Não se indica rotineiramente esvaziamento cervical eletivo para carcinoma basocelular. As metástases são relatadas e estiveram presentes em 1,3% de nossa casuística de tumores agressivos.

Tratamento radioterápico não é rotina, principalmente se as margens de ressecção forem livres. A radioterapia pode ser indicada primariamente em situações em que a cirurgia não pode ser indicada, como em um paciente idoso com risco cirúrgico proibitivo.

Carcinoma Espinocelular (CEC)

Menos frequente que o basocelular, o carcinoma espinocelular representa cerca de 15% dos tumores malignos de pele e é a neoplasia de pele derivada da camada espinhosa do epitélio. Diferentemente do carcinoma basocelular, tem potencial metastático, sobretudo para linfonodos parotídeos e cervicais.

Clinicamente, trata-se de um nódulo que evolui para uma úlcera, com aspecto inflamatório ao seu redor. Seus limites são menos precisos que os do basocelular (Figura 5).

Figura 5: Carcinoma espinocelular.

O diagnóstico clínico deve ser seguido por biópsia.

Em casos de carcinomas espinocelulares extensos, a biópsia incisional deve ser realizada para o planejamento terapêutico, tendo em vista as possibilidades multidisciplinares de tratamento.

Além do cirurgião de cabeça e pescoço, o cirurgião plástico, o psicólogo e o protetista maxilofacial devem trabalhar juntos na indicação do tratamento, principalmente se a neoplasia invadir planos profundos.

         Muitas vezes o diagnóstico é feito tardiamente, com prejuízo importante para o tratamento, quase sempre mutilante. O exame anatomopatológico de congelação deve ser executado como rotina, na tentativa de se obter margens livres, e realizando ampliações sempre que necessário.

Nem sempre, porém, isso é possível, e deve-se usar o bom senso em casos em que as mutilações são inaceitáveis – como os casos de invasão de duas órbitas.

A reconstrução deve também fazer parte do planejamento pré-tratamento e há que se levar em conta as condições clínicas, já que os retalhos microcirúrgicos, muito versáteis e capazes de reconstruir virtualmente qualquer defeito, necessitam normalmente de longo tempo cirúrgico para sua execução.

Assim como no basocelular, o esvaziamento eletivo também não é indicação de rotina no carcinoma espinocelular, nem radioterapia pós-operatória, exceto na presença de metástase cervical ou margens comprometidas no exame anatomopatológico final.

BIBLIOGRAFIA

1.    Barton RM. Malignant tumors of the skin. In: Mathes SJ. Plastic surgery. Philadelphia: Saunders Elseviers; 2006.

2.    Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer (Inca). Estimativas da incidência e mortalidade por câncer. Rio de Janeiro: Inca; 2003.

3.    Santos ABO, Loureiro V, Araújo-Filho VJF, Ferraz AR. Estudo epidemiológico de 230 casos de carcinoma basocelular agressivos em cabeça e pescoço. Rev Bras Cir Cabeça Pescoço. 36(4):230-3.

4.    Oliveira IDA, Brunstein F, Minami E, Yojo LM, Andrade Filho EF, Ferreira LM. Neoplasias malignas de pele: análise epidemiológica de 1.242 pacientes operados. J Bras Med. 1996;71(2):61-3, 66.

5.    Cernea CR, Dias FL, Lima RA, et al. Atypical facial access. An unusually high prevalence of use among patients with skull base tumors treated at 2 centers. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2007;133(8):816-9.

6.    Santos ABO, Santos IDAO. Melanoma em cabeça e pescoço. In: LP Kowalski, Parise Jr. O, Lehn C. Câncer de cabeça e pescoço. p.269-71.

Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2363/tumores_de_pele_em_cabeca_e_pescoco.htm

Câncer de pele: o que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção

Carcinoma Basocelular de Pele: sinais e tratamento

Câncer de pele é um tumor que atinge a pele, sendo o câncer mais frequente no Brasil e no mundo. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos e é considerado raro em crianças e pessoas negras. Causado principalmente pela exposição excessiva ao sol.

Tipos de câncer de pele?

O cancêr de pele ocorre quando as células se multiplicam sem controle e pode ser classificado de duas formas:

  • câncer de pele melanoma: tem origem nas células produtoras da melanina, substância que determina a cor da pele, e é mais frequente em adultos brancos;
  • câncer de pele não melanoma: mais frequente no Brasil, responsável por 30% de todos os casos de tumores malignos registrados no País.

 Procure sempre um médico especializado se perceber qualquer sintoma.

Sobre o câncer de pele melanoma

O câncer de pele melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Em pessoas de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão.

É o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom se detectado em sua fase inicial.

Nos últimos anos, houve grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos imunoterápicos.

Estimativa de novos casos de câncer de pele melanoma no Brasil: 6.260, sendo 2.920 homens e 3.340 mulheres (2018 – INCA).

Número de mortes por câncer de pele melanoma no Brasil: 1.794, sendo 1.012 homens e 782 mulheres (2015 – SIM)

Câncer de pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma, mais comum no Brasil, tem alta chance de cura, desde que seja detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, o não melanoma é o mais frequente e de menor mortalidade, mas pode deixar mutilações bastante expressivas se não for tratado adequadamente.

O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são:

  • o carcinoma basocelular, o mais comum e também o menos agressivo: se caracteriza por uma lesão (ferida ou nódulo), e apresenta evolução lenta;
  • carcinoma epidermoide: também surge por meio de uma ferida ou sobre uma cicatriz, principalmente aquelas decorrentes de queimadura. A maior gravidade do carcinoma epidermoide se deve à possibilidade de apresentar metástase (espalhar-se para outros órgãos).

Ambos os tipos são tratados, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estimativa de novos casos de câncer de pele não melanoma no Brasil: 165.580, sendo 85.170 homens e 80.140 mulheres (2018 – INCA).

Número de mortes por câncer de pele não melanoma no Brasil: 1.958, sendo 1.137 homens e 821 mulheres (2015 – SIM).

Deve-se suspeitar de qualquer mudança persistente na pele. Ao identificar lesões suspeitas, um especialista deve ser procurado para confirmação do diagnóstico e tratamento. Quanto mais precoce for sua identificação, melhores serão os resultados do tratamento. 

Quais são os fatores de risco do câncer de pele?

Qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, mas aquelas com pele muito clara, albinas, com vitiligo ou em tratamento com imunossupressores, são mais sensíveis ao sol. O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos.

É considerado raro em crianças e pessoas negras, exceto pessoas com essas características que tenham algum outro tipo de problema cutâneo. 

Apesar desse índice, a média da idade vem diminuindo com o passar dos anos, tendo em vista que pessoas jovens têm se exposto constantemente aos raios solares.

Os principais fatores de risco para o câncer de pele não melanoma são:

  • pessoas de pele clara, olhos claros, albinos ou sensíveis à ação dos raios solares;
  • pessoas com história pessoal ou familiar deste câncer;
  • pessoas com doenças cutâneas préviPessoaas;
  • pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol;
  • exposição prolongada e repetida ao sol;
  • exposição a câmeras de bronzeamento artificial.

Como identificar o câncer de pele?

Os principais sintomas do câncer de pele são:

  • Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram.
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor.
  • Feridas que não cicatrizam em 4 semanas.

O câncer de pele ocorre principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. Se não tratado adequadamente, pode destruir essas estruturas.

Assim que perceber qualquer sintoma ou sinal, procure o mais rapidamente o profissional de saúde especialista para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento. 

Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?

O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo dermatologista por meio de exame clínico. Em determinadas situações, é possível que o profissional de saúde utilize o exame conhecido como “Dermatoscopia”, que consiste em usar um aparelho que permite visualizar camadas da pele não vistas a olho nu. Em situações mais específicas ainda é necessário fazer a biópsia.

A biópsia é o exame indicado para a confirmação diagnóstica do câncer de pele. O material coletado deve ser encaminhado para o laboratório de anatomia patológica que emitirá o laudo. Outros exames podem ser necessários para determinar o estadiamento da doença e decidir o tratamento mais adequado. 

Por esses exames é possível identificar se o câncer de pele é melanoma ou não melanoma e seus tipos.

Como detectar precocemente o câncer de pele?

Para a detecção precoce do câncer de pele, existem as estratégias de diagnóstico precoce e de rastreamento, consistindo este último na aplicação de exames em indivíduos saudáveis, sem sinais ou sintomas da doença, com o objetivo de detectar a doença em fase pré-clínica.

Para o câncer de pele não melanoma, sua identificação em fase bem inicial ou ainda de lesões pré-malignas possibilita melhores resultados em seu tratamento, com maiores chances de cura e menores sequelas cirúrgicas. 

Para pessoas com alto risco para melanoma, como as que têm história pessoal ou familiar desse câncer, é indicado que sejam periodicamente examinadas por um médico.

 Apesar de não haver evidências de redução da morbimortalidade pelo uso de uma técnica específica de autoexame de pele, estudos indicam que grande parte dos melanomas é descoberta acidentalmente pelos próprios pacientes ou seus familiares, mostrando a importância de conhecerem sua pele e estarem atentos a algumas mudanças.

A sensibilização de pessoas de maior risco possibilita que, com a identificação de lesões suspeitas, o diagnóstico desse câncer possa ser realizado precocemente por um médico. Com esse fim, várias sociedades de especialistas como a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a American Cancer Society defendem a regra do ABCDE, um guia para a identificação de sinais sugestivos do melanoma.

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC/OMS), entretanto, em uma publicação de 2006, chamou a atenção para as limitações dessa regra quando aplicada em lesões pequenas, pois pequenos melanomas podem não apresentar características tão claras.

Como usar teste ABCDE para detecção do câncer de pele?

  • Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra.
  • Bordas irregulares: contorno mal definido.
  • Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul).
  • Diâmetro: maior que 6 milímetros.
  • Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor).

Na identificação dos cânceres de pele basocelulares e espinocelulares, seriam buscadas, nas regiões do corpo mais expostas ao sol, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram e feridas que custam a cicatrizar.

Como tratar o câncer de pele?

A cirurgia oncológica é o tratamento mais indicado para tratar o câncer de pele para a retirada da lesão, que, em estágios iniciais, pode ser realizada em nível ambulatorial (sem internação).

 Já para casos mais avançados e para o câncer de pele melanoma, o tratamento vai variar de acordo com tamanho e estadiamento do tumor, podendo ser indicadas, além de cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia, conforme cada caso.

Além disso, existe também a terapia fotodinâmica (uso de um creme fotossensível e posterior aplicação de uma fonte de luz), que é mais uma opção de tratamento para a ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele), carcinoma basocelular superficial e carcinoma epidermoide “in situ” (Doença de Bowen). A criocirurgia e a imunoterapia tópica são também opções para o tratamento desses cânceres. No entanto, exigem indicação precisa feita por um especialista experiente.

Quando há metástase (o câncer já se espalhou para outros órgãos), o melanoma, hoje, é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter como objetivo postergar a evolução da doença, oferecendo chance de sobrevida mais longa aos pacientes.

Como prevenir o câncer de pele?

A principal recomendação para a prevenção do câncer de pele é evitar a exposição ao sol, principalmente nos horários em que os raios solares são mais intensos (entre 10h e 16h), bem como utilizar óculos de sol com proteção UV, roupas que protegem o corpo, chapéus de abas largas, sombrinhas e guarda-sol.

Atualmente, estão disponíveis no mercado roupas e acessórios com proteção UV, que dão maior proteção contra os raios solares. Em caso de exposição solar necessária, principalmente em torno do meio-dia, recomenda-se a procura por áreas cobertas que forneçam sombra, como embaixo de árvores, marquises e toldos, com o objetivo de minimizar os efeitos da radiação solar.

O uso de filtro solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais é fundamental, principalmente quando a exposição ao sol é inevitável.

O filtro solar deve ser aplicado corretamente, uma vez que o real fator de proteção desses produtos varia com a espessura da camada de creme aplicada, a frequência da aplicação, a perspiração e a exposição à água. De mesmo modo, deve ser utilizado também o protetor labial.

Recomendações especiais devem ser direcionadas aos bebês e às crianças, por ser, a infância, o período da vida mais suscetível aos efeitos danosos da radiação UV que se manifestam mais tardiamente na fase adulta.

Nas atividades ocupacionais, pode ser necessário reformular as jornadas de trabalho ou a organização das tarefas desenvolvidas ao longo do dia.

Источник: https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/cancer-de-pele

Carcinoma Basocelular – The Skin Cancer Foundation

Carcinoma Basocelular de Pele: sinais e tratamento

Após o exame realizado pelo médico, o diagnóstico de CBC é confirmado por meio de uma biópsia. Nesse procedimento, primeiramente, a pele é submetida à anestesia local. Um pedaço de tecido é então removido e enviado para exame microscópico em um laboratório, para diagnóstico definitivo.

Se houver a presença de células tumorais, é necessário fazer tratamento. Felizmente, existem diversos métodos eficazes para eliminar o CBC.

A escolha do tratamento depende do tipo, tamanho, localização e profundidade de penetração do tumor, da idade do paciente e suas condições de saúde, e do provável resultado cosmético do tratamento.

Na maioria das vezes, o tratamento pode ser realizado no próprio consultório médico ou em uma clínica, sem necessidade de hospitalização. Normalmente utiliza-se a anestesia local para os procedimentos cirúrgicos. Dor e desconforto são mínimos nesses tipos de tratamento, e é rara a ocorrência de dor após os procedimentos.

Curetagem e eletrodissecção

Esta técnica é normalmente empregada nas lesões pequenas. Utilizando anestesia local, o médico raspa o tumor com uma cureta (um instrumento cortante, com a cabeça em forma de anel). O calor é produzido por uma caneta de eletrocauterização, que destrói as áreas de tumor residual e controla o sangramento.

O procedimento, com taxa de cura de aproximadamente 95%, pode ser repetido duas ou mais vezes, para assegurar a eliminação de todas as células cancerosas. A técnica pode não ser tão útil para CBCs agressivos ou de difícil localização, em áreas nas quais pode haver resultados cosméticos indesejáveis.

Geralmente, forma-se uma cicatriz redonda e esbranquiçada no local do procedimento.

CIRUGIA MICROGRÁFICA DE MOHS

Um médico treinado em Cirurgia Micrográfica de Mohs remove uma fina camada do tecido tumoral. Enquanto o paciente espera, o tecido é imediatamente encaminhado para um exame laboratorial in loco, no qual seções de tecido removido congeladas serão examinadas  ao microscópio pelo cirurgião.

Se ainda houver presença de células tumorais em qualquer área do tecido exerisado, o procedimento é repetido até que a última camada examinada no microscópio esteja totalmente sem resquícios do tumor. Essa técnica preserva a maior quantidade de tecido saudável, e tem a maior taxa de cura, geralmente 98% ou mais.

É frequentemente utilizada em recidivas tumorais, tumores mal demarcados ou localizados em áreas críticas como olhos, nariz, lábios e orelhas.

Excisão Cirúrgica

Depois de anestesiar a pele localmente, o médico utiliza um bisturi para remover o tumor inteiro, juntamente com uma borda de pele normal adjacente como margem de segurança.

Em seguida, a região é fechada com pontos e o tecido removido é enviado ao laboratório, para ser examinado ao microscópio, verificando se todas as células malignas foram eliminadas. As taxas de cura em geral são de 95%, comparáveis às da curetagem e eletrodissecção.

Em uma consulta médica posterior, caso a análise do tecido mostre células cancerosas nas margens do tumor, pode ser necessário repetir a excisão.

Radiação

São aplicados raios-X diretamente no tumor, sem necessidade de cortes ou anestesia. A destruição total normalmente requer diversas aplicações semanais, durante algumas semanas.

A radiação pode ser usada em tumores de difícil manejo cirúrgico, e pode também ser benéfica para os pacientes de idade mais avançada ou cujo estado de saúde seja delicado. As taxas de cura são de 90%, pois a técnica não permite um controle preciso da identificação e remoção das células tumorais remanescentes nas margens do tumor.

Embora os danos decorrentes da radiação sejam circunscritos ao tecido adjacente, podem resultar em problemas cosméticos de longo prazo e risco de radiação.

Criocirurgia

A criocirurgia consiste na aplicação de nitrogênio líquido sobre a lesão, com um dispositivo de aerossol ou uma ponta de algodão.

Isso leva ao congelamento das lesões, sem a necessidade de remover tecido, sem necessidade de cortes ou anestesia (no entanto, pode ocorrer a aplicação de uma anestésico local, pois o procedimento às vezes provoca ligeira dor).

A lesão torna-se crostosa e coberta de tecido de granulação, que costuma cair em algumas semanas. O procedimento pode ser repetido durante a mesma sessão, para assegurar a total destruição das células malignas.

A criocirurgia é efetiva na maior parte dos tumores, especialmente os CBCs superficiais, e é o tratamento de escolha para pacientes com problemas de hemorragia ou intolerância à anestesia. Atualmente, esse método é menos utilizado, e tem uma taxa de cura menor do que as técnicas cirúrgicas – entre 85% e 90%, conforme a experiência do médico.

Medicamentos Tópicos

Certos cremes tópicos, géis e soluções podem ser usados para tratar alguns CBCs específicos. O Imiquimod é aprovado pelo FDA apenas para os CBCs superficiais, com taxas de cura entre 80% e 90%, em geral.

 O creme é aplicado suavemente sobre a pele lesada cinco vezes por semana, durante um período de seis semanas ou mais.

Esse é o primeiro de uma classe de medicamentos que funcionam mediante estímulo do sistema imunológico, levando o corpo a produzir interferon, um agente químico que ataca as células cancerígenas

O 5–Fluoracil (5-FU), uma droga quimioterápica aprovada pelo FDA para tratar cânceres internos, também foi aprovada para os CBCs superficiais, com taxas de cura semelhantes ao Imiquimod. O líquido ou pomada é aplicado suavemente sobre o tumor duas vezes ao dia, durante três a seis semanas.

Está em experiência o uso do Imiquimod e do 5-FU para o tratamento de CBCs mais agressivos. Os efeitos colaterais são variáveis. Há pacientes que não experimentam qualquer desconforto, mas com frequência ocorrem vermelhidão, irritação e inflamação.

É importante observar que, diferentemente da Cirurgia Micrográfica de Mohs e da cirurgia excisional, a curetagem, a eletrodissecção, a radiação, a criocirurgia e os medicamentos tópicos têm uma desvantagem em comum: com esses métodos, não é possível determinar quão completa foi a remoção do tumor.

Novos tratamentos experimentais

Na busca por opções adicionais de tratamento, novos medicamentos estão sempre sendo testados. Há uma droga em estudo que se mostra especialmente promissora: o GDC-0449 (também conhecida como Vismodegib), uma droga que pode inibir o funcionamento anormal da via de sinalização Hedgehog, que provoca a superprodução de proteínas que levam ao CBC.

Administrado oralmente, o GDC-0449 interrompe a atividade anormal dessa via de sinalização, e evita o crescimento do tumor. Inicialmente, o medicamento teve sucesso entre os pacientes com CBC localmente avançado ou metastático (ambos são raros), para os quais a cirurgia não é considerada uma opção apropriada.

Ainda não aprovado pela FDA, o GDC-0449 pode, um dia, provar ser uma opção revolucionária no tratamento de CBC.

Recomendações para prevenir o câncer de pele

Apesar de o CBC e outros cânceres de pele serem quase sempre curáveis quando detectados e tratados precocemente, a prevenção é a melhor alternativa. Tenha em mente os seguintes hábitos de exposição segura ao Sol em sua rotina de cuidados com a saúde:

  • Procure pela sombra, especialmente entre 10 da manhã e 4 da tarde.
  • Não se queime.
  • Evite bronzear-se ou utilizar câmaras de bronzeamento artificial.
  • Para proteger-se do Sol, vista-se com roupas adequadas e utilize chapéu de abas largas e óculos de Sol com filtros para radiação UV.
  • Use um filtro solar de amplo espectro (UVA/UVB) FPS 15 ou superior todos os dias. Para atividades prolongadas ao ar livre, use um filtro solar resistente à água, de amplo espectro (UVA/UVB) com FPS 30 ou superior.
  • Aplique 30 gramas (ou duas colheres) no corpo inteiro 30 minutos antes de sair ao ar livre. Reaplique a cada 2 horas ou depois de nadar ou suar em excesso.
  • Mantenha os recém-nascidos longe do Sol. Filtros solares só podem ser utilizados em bebês maiores de 6 meses.
  • Realize um autoexame da pele, da cabeça aos pés, a cada 6 meses.
  • Consulte seu dermatologista todos os anos para que ele faça um exame completo da pele.

Revisores Médicos:

Perry Robins, MD

Deborah S. Sarnoff, MD

David J. Leffell, MD

Tradução:

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)

Revisão Médica da Tradução

Luciana Maluf Azevedo, MD (SBCD)

Uma publicação de The Skin Cancer Foundation

Para mais informações ou folhetos adicionais, contatar:

The Skin Cancer Foundation205 Lexington Avenue, 11th Floor

New York, NY 10016

www.SkinCancer.org

Copyright ©1986. Revisado em 1999, 2003, 2006, 2007, 2010. Impresso nos EUA

Источник: https://www.skincancer.org/international/carcinoma-basocelular/

Carcinoma basocelular: o que é, sintomas e tratamento

Carcinoma Basocelular de Pele: sinais e tratamento

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum, representando cerca de 95% de todos os casos de câncer de pele. Este tipo de câncer geralmente surge como pequenas manchas que vão crescendo lentamente ao longo do tempo, mas que não afetam outros órgãos além da pele.

Dessa forma, o carcinoma basocelular tem ótimas chances de cura porque, na maioria dos casos, é possível remover todas as células cancerosas apenas com cirurgia, desde que diagnosticado nas primeiras fases de desenvolvimento.

Este tipo de câncer é mais comum após os 40 anos, especialmente em pessoas de pele clara, cabelos loiros e olhos claros, que se expõem excessivamente ao sol. No entanto, o carcinoma basocelular pode aparecer em qualquer idade e, por isso, é importante saber como identificar os primeiros sinais de câncer de pele, para ficar atento em qualquer alteração.

Principais sintomas

Este tipo de câncer desenvolve-se principalmente em partes do corpo mais expostos à luz solar, como rosto ou pescoço, apresentando sinais como:

  • Pequena ferida que não cicatriza ou que sangra repetidamente;
  • Pequena elevação na pele de cor esbranquiçada, onde pode ser possível observar vasos sanguíneos;
  • Pequena mancha marrom ou vermelha que vai aumentando ao longo do tempo;

Estes sinais devem ser observados por um dermatologista e, caso exista suspeita de câncer, pode ser necessário fazer uma biópsia para retirar algum tecido da lesão e avaliar se existem células malignas.

Caso a mancha na pele apresente características como bordas muito irregulares, assimetria ou um tamanho que vai crescendo muito rápido ao longo do tempo, também pode indicar um caso de melanoma, por exemplo, que é o tipo mais grave de câncer na pele. Veja tudo o que precisa saber para identificar um melanoma.

Possíveis causas

O carcinoma basocelular acontece quando as células da parte externa da pele sofrem uma alteração genética e se reproduzem de forma desordenada levando ao aparecimento de lesões no corpo, principalmente no rosto.

Este crescimento de células anormais são provocadas pela exposição excessiva ao raios ultravioletas que são emitidos pela luz solar ou lâmpadas de bronzeamento artificial. Entretanto, pessoas que não foram expostas ao sol podem ter carcinoma basocelular e, nestes casos, não existe uma causa bem definida.

Tipos de carcinoma basocelular

Existem vários tipos de carcinoma basocelular, que podem incluir:

  • Carcinoma basocelular nodular: tipo mais comum, afeta principalmente a pele do rosto e normalmente surge como uma ferida no centro de uma mancha vermelha;
  • Carcinoma basocelular superficial: afeta, principalmente, regiões do corpo como costas e tronco, podendo ser confundido com um eritema na pele, ou vermelhidão;
  • Carcinoma basocelular infiltrativo: é o carcinoma mais agressivo, podendo atingir outras partes do corpo;
  • Carcinoma pigmentado: caracteriza-se por apresentar manchas mais escuras, sendo mais difícil de diferenciar do melanoma.

Os tipos de carcinoma basocelular são diferenciados de acordo com as características que apresentam e, por isso, podem ser difíceis de identificar. Assim, sempre que se desconfia de câncer na pele, pela presença de uma mancha duvidosa na pele, por exemplo, deve-se sempre consultar um dermatologista.

Como é feito o tratamento

O tratamento é feito, na maioria dos casos, através de cirurgia a laser ou com aplicação de frio, no local da lesão, para eliminar e remover todas as células malignas, impedindo que continuem se desenvolvendo.

Depois disso, é importante fazer várias consultas de revisão, para fazer novos exames e avaliar se o câncer continua crescendo ou se ficou completamente curado. Caso tenha ficado curado, só é necessário voltar ao médico 1 vez por ano, para garantir que não surgiu mais nenhum sinal.

Porém, quando a cirurgia não é suficiente para tratar o câncer e o carcinoma continua crescendo, pode ser necessário fazer algumas sessões de radioterapia ou quimioterapia para conseguir atrasar a evolução e eliminar as células malignas que continuam se multiplicando.

Saiba mais sobre as outras técnicas que podem ser utilizadas no tratamento do câncer de pele.

O que fazer para prevenir

Para evitar que o carcinoma basocelular se desenvolva, é recomendando usar protetor solar com fator de proteção maior que 30, assim como, evitar a exposição solar em horários onde os raios ultravioletas são muito intensos, usar chapéus e roupas com proteção UV, aplicar protetor labial com filtro solar e não fazer bronzeamento artificial.

Além disso, é preciso ter cuidados com crianças e bebês como aplicar filtro solar próprios para idade, pois estão mais suscetíveis aos efeitos negativos da radiação ultravioleta. Veja outras formas de se proteger da radiação solar.

Источник: https://www.tuasaude.com/carcinoma-basocelular/

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