CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

Sofre de Dispepsia ? Entenda o que é e como prevenir

CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

A síndrome dispéptica, é um problema atual comum e universal, caracterizada por sintomas relacionados ao aparelho digestório alto. embora comum só uma pequena

parte dos pacientes que sofrem com ela procure atenção médica.

São vários sintomas, incluindo dor, eructação (arrotos), empachamento (estômago cheio), peso, pirose (queimação), náusea ou saciedade precoce. Freqüentemente, as pessoas confundem os sintomas acima com gastrite, porém na verdade gastrite é uma inflamação no estômago, que pode ou não causar esses sintomas.

Para o diagnóstico de dispepsia, sejam considerados como sintomas apenas a dor epigástrica, sensação subjetiva e desagradável que os pacientes sentem quando está havendo lesão tecidual, restrita a região do epigástrio,:

Pirose epigástrica

  • sensação desagradável de queimação, limitada à região do epigástrio.

Plenitude pós- prandial

  • sensação desagradável que a comida permanece prolongadamente no estômago.

Saciedade precoce

  • sensação que o estômago fica cheio logo depois de iniciar a comer, desproporcional

ao volume ingerido, tanto que não se consegue terminar a refeição.

Este assunto caiu de bandeja pra você?

Comer é uma coisa muito gostosa e não é preciso sofrer com uma digestão difícil, náuseas, saciedade precoce, empachamento (estômago cheio.), desconforto ou dor de estômago.

Você sabe onde começa a primeira etapa da digestão? Antes mesmo de colocarmos um alimento na boca, a primeira etapa da digestão já está acontecendo em nossa cabeça. Basta perceber que estamos com fome ou com vontade de comer e pronto: órgãos da digestão já estão começando a trabalhar.

Como isso acontece? Quando nosso organismo é estimulado pelo cheiro, ou pela vontade de comer ocorre um aumento da salivação e do suco gástrico (rico em substâncias ácidas), responsável pelo trabalho de digerir os alimentos. Antes de engolir, mastigamos os alimentos que misturam-se com a saliva.

E depois que a gente engole o alimento? O alimento começa a percorrer o esôfago, um tubo muscular localizado no meio do peito, que conduz o alimento até o estômago por intermédio de movimento de contração (peristáltico). Conhecendo o estômago.

O estômago também tem camadas musculares que realizam contrações para finalizar a trituração dos alimentos e misturá-los ao s sucos digestivos, diminuindo o tamanho das partículas dos alimentos. Aos poucos os alimentos vão chegando até o intes- tino.

Por que às vezes, temos problemas com a digestão dos alimentos? No tubo digestivo podem ocorrer algumas perturbações, que na maioria dos casos, são apenas no modo de funcionamento. Em outros casos, as perturbações são causadas por lesões, com úlceras, inflamações ou tumores.

Você têm dispepsia funcional? Os sintomas da dispepsia são náuseas, vômitos, saciedade precoce, empachamento, desconforto ou dor de estômago. Na maioria dos casos, ocorrem pela alteração no movimento das contrações do estômago e do início do intestino (duodeno), ou simplesmente porque algumas pessoas tem estômago mais sensível.

Quando estes sintomas são decorrentes de lesões são chamados de Dispepsia Orgânica. O exame mais indicado para um diagnóstico seguro é a endoscopia. Mas existe tratamento para a Dispepsia Funcional! Comece por rever seus hábitos alimentares e compor- tamentais.

Existem alguns alimentos que são naturalmente mais difíceis para a digestão: frituras, alimentos gordurosos, doces concentrados, condimentos fortes. Além disso, devemos perceber aquele alimento que não cai bem (de difícil digestão). E tomar cuidado para não sobrecarregarmos o nosso estômago, seja pelo tipo ou quantidade de alimento ou bebida. OBSERVE:

  • Experimente fazer refeições menores, mais vezes ao dia e mastigando bem. Evite líquidos durante a refeição.
  • As tensões não são bem digeridas, por seu organismo e isso pode provocar dor de estômago. Por isso, observe o que vai colocar para dentro, o que não vai, como vai mastigar e digerir o que ingeriu.
  • Se mesmo seguindo estas dicas você continuar com os sintomas descritos, procure um médico. Seu médico e somente ele, poderá prescrever a medicação correta.

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Источник: https://www.ipo.med.br/single-post/2017/06/05/sofre-de-gastrite-e-dispepsia

Dispepsia (má digestão): o que é, sintomas, tratamentos e tipos

CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

Dispepsia, popularmente conhecida como indigestão, é o nome dado à sensação de desconforto na parte superior do abdômen durante ou logo após uma refeição.

Os alimentos para serem absorvidos pelo intestino delgado, tem que ser digeridos, isto é, tem que passar pela ação do suco gástrico, suco pancreático, bile e só suco entérico, para transformar o alimento em partículas muito pequenas.

A dispepsia pode estar relacionada a diversas doenças subjacentes, mas inclui uma série de outros sintomas, como dor, arrotos, empachamento, sensação de peso, queimação, náusea e saciedade precoce.

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Os sintomas de dispepsia são comumente confundidos com os de azia e gastrite, mas nem sempre a indigestão é sinal de um problema mais grave.

Embora a indigestão seja comum, cada pessoa pode sentir indigestão de uma maneira ligeiramente diferente. Os sintomas de indigestão podem ser sentidos ocasionalmente ou com a frequência diária. (1,2)

Sinônimos

má digestão e indigestão.

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Causas

A dispepsia está mais relacionada a certos hábitos. Veja:

  • Consumo excessivo de bebidas alcóolicas
  • Ingestão de alimentos
  • Comer em excesso
  • Ingerir grandes quantidades de alimentos ricos em fibras, como alguns vegetais, pão integral e algumas frutas e verduras
  • Consumo excessivo de cafeína
  • Tabagismo.

Diversas causas subjacentes também podem levar à dispepsia. Confira exemplos:

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  • Anti-inflamatórios
  • Teofilina
  • Suplementos de ferro e potássio
  • Antibióticos
  • Niacina
  • Quinidina
  • Cálculos biliares
  • Colecistite aguda
  • Disfunção do esfíncter de Oddi
  • Câncer hepatobiliar
  • Vesícula biliar

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  • Pancreatite aguda
  • Pancreatite crônica
  • Câncer no pâncreas
  • Gravidez
  • Estresse físico e emocional
  • HIV/Aids

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Fatores de risco

Os principais fatores de risco da dispepsia são (3)

  • Consumir bebidas alcoólicas em grande quantidade
  • Beber muito café ou bebidas que contenham cafeína
  • Comer muito rápido ou em grande quantidade durante uma refeição
  • Consumir alimentos condimentados ou gordurosos
  • Comer em quantidades exageradas alimentos que contenham muito ácido, como tomates e laranjas
  • Sofrer de estresse
  • Ter problemas de saúde ou doenças do aparelho digestivo
  • Fumar
  • Tomar certos medicamentos.

Saiba mais: Conheça os alimentos que mais causam má digestão

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Sintomas de Dispepsia

Pessoas com dispepsia podem ter um ou mais dos seguintes sintomas: (4)

  • Plenitude rápida durante uma refeição: Você não comeu muito da sua refeição, mas já se sente satisfeito e pode não conseguir terminar de comer
  • Plenitude desconfortável depois de uma refeição: A plenitude dura mais do que deveria
  • Desconforto no abdômen superior: Você sente uma dor leve a intensa na área entre a parte inferior do esterno e o umbigo
  • Queimação na parte superior do abdômen: Você sente um calor desconfortável ou sensação de queimação entre a parte inferior do seu esterno e seu umbigo
  • Inchaço na parte superior do abdômen: Você sente uma sensação desconfortável de aperto
  • Náusea: Você sente como se quisesse vomitar.

Sintomas menos frequentes incluem vômito e arroto. Às vezes, pessoas com dispepsia também experimentam azia, mas a azia e a indigestão são duas condições distintas. Azia é uma dor ou sensação de queimação no centro do peito que pode irradiar para o pescoço ou para trás durante ou após comer.

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Minha Vida

Buscando ajuda médica

Dispepsia geralmente não é sinal de um problema de saúde mais grave, a menos que outros sintomas também ocorram, como:

Pessoas acima dos 45 anos também estão sob maior risco de contrair essa condição.

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar dispepsia são: (3)

  • Clínico geral
  • Gastroenterologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Além da indigestão, você apresentou outros sintomas? Quais?
  • Com que frequência você apresentou esses sintomas?
  • Qual a intensidade desses outros sintomas?
  • Você já foi diagnosticado com algum outro problema gastrointestinal antes? Qual? Está fazendo tratamento?
  • Você faz uso de algum tipo de tratamento? Qual? Qual a dosagem?
  • Você consome bebidas alcóolicas? Com que frequência?
  • Você fuma? Com que frequência?
  • Você consome bebidas ricas em cafeína? Com que frequência?
  • Como é sua dieta diária? Você segue algum plano nutricional?
  • Você costuma comer rápido demais?
  • Você costuma comer em excesso?
  • Você costuma ingerir bebidas gaseificadas, como refrigerantes?
  • Quando você costuma sentir mais desconforto? Antes, durante ou após as refeições?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para dispepsia, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável dos meus sintomas?
  • Você acha que minha condição é temporária ou crônica?
  • Que tipos de testes eu preciso fazer?
  • Quais tratamentos podem ajudar?
  • Há alguma restrição alimentar que eu precise seguir?
  • Algum dos meus medicamentos poderia estar causando os sintomas?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Dispepsia

O diagnóstico da dispepsia irá depender do histórico de saúde e um exame físico completo. Essas avaliações podem ser suficientes se a sua indigestão for leve e você não estiver experimentando certos sintomas, como perda de peso e vômitos repetidos. (3,4)

Exames

Alguns exames podem ser realizados para ajudar o diagnóstico da dispepsia:

  • Exames laboratoriais: para verificar se há problemas de tireóide ou outros distúrbios metabólicos
  • Testes de respiração e fezes: para verificar a presença de Helicobacter pylori (H. pylori), a bactéria associada a úlceras pépticas, que podem causar indigestão. O teste de H. pylori é controverso porque os estudos sugerem benefício limitado do tratamento da bactéria
  • Endoscopia: para verificar anormalidades no trato digestivo superior. Uma amostra de tecido (biópsia) pode ser retirada para análise
  • Exames de imagem (raios-X ou tomografia computadorizada): para verificar se há obstrução intestinal.

Tratamento de Dispepsia

Mudanças no estilo de vida podem ajudar a aliviar a dispepsia. Seu médico pode recomendar: (4)

  • Evitar alimentos que provocam indigestão
  • Comer cinco ou seis pequenas refeições por dia, em vez de três grandes refeições
  • Reduzir ou eliminar o uso de álcool e cafeína
  • Evitar certos analgésicos
  • Encontrar alternativas para medicamentos que provocam indigestão
  • Buscar alternativas para evitar o estresse e a ansiedade

Saiba mais: Abandone 10 hábitos que favorecem a má digestão

Medicamentos para Dispepsia

A dispepsia pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Os medicamentos mais comuns no tratamento de dispepsia são:

  • Antidin
  • Cimetidina
  • Digedrat
  • Digeplus
  • Domperidona
  • Motilium
  • Omeprazol
  • Pantoprazol
  • Cloridrato de ranitidina.

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Dispepsia tem cura?

Quando o paciente segue o tratamento indicado pelo médico gastroenterologista tem uma completa resolução do quadro. Contudo, é possível que a dispepsia volte a acontecer caso não exista uma mudança nos hábitos alimentares e estilo de vida. (1)

Complicações possíveis

Embora a dispepsia geralmente não tenha complicações sérias, ela pode afetar sua qualidade de vida fazendo com que você se sinta desconfortável e fazendo com que você coma menos. Você pode perder o trabalho ou a escola por causa de seus sintomas. Quando a indigestão é causada por uma condição subjacente, essa condição também pode ter suas próprias complicações. (3)

Convivendo/ Prognóstico

A mudança de hábitos alimentares pode aliviar a dispepsia, como:

  • Comer mais devagar
  • Mastigar bem a comida antes de engoli-la
  • Evitar conversar enquanto come
  • Evitar a prática de exercícios físicos logo após comer
  • Seguir uma dieta balanceada, rica em nutrientes e com menores quantidades de fibra e teor de gordura

Você também pode fazer uso de antiácidos e outros medicamentos vendidos sem necessidade de prescrição médica em farmácias para aliviar os sintomas de dispepsia.

Saiba mais: Nove alimentos que ajudam na digestão

Referências

(1) Paulo Olzon Monteiro da Silva, clínico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), CREMESP 19.035

(3) Federação Brasileira de Gastroenterologia. Conteúdo disponível em: http://www.g.org.br/Publicacoes/Doencas/detalhe/11

(3) Mayo Clinic. Conteúdo disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/indigestion/symptoms-causes/syc-20352211

(4) National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Conteúdo disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/indigestion-dyspepsia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/dispepsia

Como saber que é uma Dispepsia Funcional? – Sanar Medicina

CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

A Dispepsia Funcional é uma desordem gástrica caracterizada pela presença de um ou mais sintomas (dor epigástrica, plenitude pós-prandial, saciedade precoce, queimação estomacal) durante os últimos 3 meses e que se iniciaram, no mínimo, 6 meses antes.

O aparecimento da dispepsia ou sintomas dispépticos pode estar associado a vários distúrbios do trato gastrointestinal superior, como doença ulcerosa péptica, doença do refluxo gastroesofágico, gastrites, neoplasias do trato gastrointestinal superior, doença do trato biliar e a dispepsia funcional.

No caso da dispepsia funcional, o diagnóstico se dá a partir de uma avaliação completa em um paciente que apresenta dispepsia e não se consegue identificar uma causa orgânica para os seus sintomas.

Ao exame endoscópico, não há evidências de lesões estruturais e os sintomas de refluxo gastroesofágico (pirose e regurgitação) não são os mais proeminentes.

Estudos recentes apontaram que, aproximadamente, de 20 a 40% da população geral apresenta alguma queixa dispéptica.

A dispepsia representa a causa de 3 a 5% dos atendimentos ambulatoriais de clínica geral e de 30%, em média, das visitas ao gastroenterologista. Os sintomas dispépticos podem surgir em qualquer faixa etária e possuem uma maior prevalência em mulheres.

Após a adoção dos critérios de Roma IV, a incidência da dispepsia funcional caiu significativamente, devido a melhor distinção entre os sintomas dispépticos e os sintomas da DRGE.

Fisiopatologia

A fisiopatologia da dispepsia funcional ainda é pouco conhecida.

Alterações das funções motoras e/ou sensoriais gastroduodenais podem estar presentes, além de fatores psicossociais como estresse (está associado a maior secreção de conteúdo gástrico), depressão e ansiedade e infecção por H. pilory (pode desencadear a dispepsia mesmo sem sinais de gastrite ou úlcera).

As principais alterações motoras/sensoriais envolvidas no processo da dispepsia funcional são: esvaziamento gástrico lento (devido à gastroparesia primária idiopática – causa de aproximadamente 30% das DF), distúrbios na acomodação gástrica e hipersensibilidade visceral (principalmente à distensão e a lipídeos/ácidos).

A lentificação do esvaziamento gástrico e os distúrbios na acomodação gástrica estão relacionados principalmente com a saciedade precoce e plenitude pós-prandial. Já a hipersensibilidade visceral é a principal causa de dor epigástrica

Manifestações Clínicas

Segundo o critério de Roma IV, a dispepsia funcional engloba duas síndromes clínicas diferentes: a síndrome da dor epigástrica e a síndrome do desconforto pós-prandial.

Os sintomas da dispepsia normalmente variam de acordo com a síndrome, no entanto, pode haver sobreposição das síndromes com manifestações de ambas.

Síndrome da dor epigástrica

Caracterizada comumente por dor em região epigástrica, intermitente, com ausência de irradiação ou generalização, pelo menos uma vez na semana e que não melhora após a defecação ou eliminação de flatos.

Síndrome do desconforto pós-prandial

Decorrente de alteração na motilidade e/ou na acomodação gástrica; caracterizada por saciedade precoce, sensação de plenitude pós-prandial e aumento da eructação.

Diagnóstico

O diagnóstico da DF é um diagnóstico de exclusão, ou seja, só pode ser estabelecido após as etiologias mais comuns de dispepsia terem sido descartadas.

  • Clínico: Presença de pelo menos um dos sintomas definido pelo critério de Roma IV (dor epigástrica, plenitude pós-prandial, saciedade precoce, queimação estomacal) nos últimos 3 meses, com início há 6 meses, no mínimo.
  • Exames complementares
  • Endoscopia digestiva alta: ausência de lesões no estômago ou duodeno que possam ser responsáveis pelos sintomas.
  • Descartar outras causas que justifiquem os sintomas, como problemas no pâncreas ou na vesícula biliar.

Não medicamentoso

  • Dieta: apesar de não haver referências que correlacionem diretamente a dispepsia funcional com algumas dietas, é recomendado que o paciente limite ou evite alguns alimentos, como leite, álcool, cafeína, refrigerantes, alimentos gordurosos, entre outros. Além disso, outras recomendações são importantes: Fracionamento das refeições, não se deitar nas primeiras 2 horas após a refeição, perda de peso, parar de fumar, entre outros.
  • Apoio psicológico/psicoterapia: apoio de profissionais como psicólogo ou psiquiatra podem ajudar o paciente a lidar com questões emocionais e a se sentir melhor, tanto física como mentalmente.

Medicamentoso

Visa principalmente aliviar o sintoma predominante. A estratégia terapêutica vai depender da natureza e intensidade dos sintomas, do grau de comprometimento funcional e dos fatores psicossociais envolvidos.

  • Inibidores da bomba de prótons: controlam a acidez estomacal.

Posologia: Omeprazol 10 a 20mg, 1x/dia, via oral; Pantoprazol 20 a 40mg, 1x/dia, via oral.

  • Bloqueadores H2: inibem a secreção ácida.

Posologia: Ranitidina 150 a 300mg, 1x/dia, via oral;

  • Procinéticos: melhoram a motilidade gastroduodenal ao aumentar o tônus gástrico, a motilidade antral e a coordenação antroduodenal; alguns também podem promover o relaxamento do fundo gástrico.

Posologia: Domperidona 10mg, 3x/dia, via oral, 15-30min antes das refeições; Metoclopramida 10mg, 3x/dia, via oral, 10min antes das refeições;

Posologia: Amoxicilina 1g, 2x/dia (ao acordar e antes da refeição da noite), via oral + Claritromicina 500mg, 2x/dia, via oral + IBP na dose padrão; realizar o esquema durante 7 a 14 dias.

  • Antidepressivos: indicados para casos em que o paciente não responde a nenhuma das outras medidas terapêuticas.

Posologia: Amitriplina 12,5 a 50mg/dia, via oral; fluoxetina 10 a 20mg/dia, via oral; Sertralina 25 a 50mg/dia, via oral.

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Referências bibliográficas

  1. Stanghellini V, Chan FKL, Hasler WL, Malagelada JR, Suzuki H. Gastroduodenal disorders. Gastroenterology, 2016.
  2. Schmulson MJ, Drossman DA. What is new in Rome IV. J Neurogastroenterol Motil, 2017.
  3. Passos MCF. Como diagnosticar e tratar dispepsia funcional. Moreira Jr, 2012. Disponível em: . Acesso em: 04 de junho de 2018.
  4. Barbuti RC. Como diagnosticar e tratar dispepsia funcional. Moreira Jr. Disponível em:

Источник: https://www.sanarmed.com/como-saber-que-e-uma-dispepsia-funcional

CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

CAUSAS DE DOR DE ESTÔMAGO (dispepsia)

Dispepsia é o nome usado para descrever uma variedade de sintomas originados no estômago, que incluem queimação, dor, indigestão, indisposição gástrica, plenitude, enfartamento, estômago distendido, etc.

Estima-se que anualmente pelo menos 1/4 da população apresente sintomas relacionados ao estômago, mas menos de 10% destes pacientes procuram ajuda médica.

Neste artigo abordaremos apenas os sintomas relacionados a doenças do estômago. Para saber sobre outras causas de dor abdominal, leia: DOR NA BARRIGA | DOR ABDOMINAL | Principais causas.

O que é o estômago?

Para entender algumas das doenças e dos sintomas do estômago é necessário conhecer um pouquinho da anatomia e do funcionamento deste órgão. Serei breve nesta descrição para o texto não ficar maçante.

O estômago é um órgão muscular, oco e elástico, capaz de se dilatar para receber os alimentos, localizado no quadrante superior esquerdo do abdômen.

Quando engolimos um alimento, este desce pelo esôfago e chega ao estômago. Entre o estômago e o esôfago existe um esfincter, uma espécie de válvula que impede o retorno do alimento de volta para o esôfago, mesmo que o paciente fique de cabeça para baixo.

O estômago secreta ácido clorídrico e enzimas que digerem, especialmente, as proteínas contidas nos alimentos.

Ao contrário do que se imagina, quase não há absorção de alimentos no estômago, apenas um pouco de carboidratos simples e aminoácidos.

O papel do estômago é digerir, ou seja, quebrar moléculas grandes em moléculas pequenas, para que estas possam ser absorvidas mais à frente nos intestinos.

O estômago é um órgão musculoso, capaz de se contrair, auxiliando na digestão e na passagem dos alimentos para o resto do trato digestivo.

O que é dispepsia?

Dispepsia é um termo que compreende uma série de sintomas relacionados ao estômago. A dispepsia está geralmente associada ao que os pacientes costumam referir como indigestão ou dor de estômago.

Entre os sintomas que estão incluídos no termo dispepsia, podemos citar: queimação ou dor na região do estômago, sensação de plenitude após refeições, sensação de estômago distendido, excesso de arrotos, azia, saciação precoce (não conseguir comer um prato sem sentir-se cheio antes de terminá-lo), náuseas e sensação de má digestão.

Doenças do estômago que provocam dispepsia

A dispepsia está habitualmente associada a quadros de gastrite ou úlcera gástrica, porém, mesmo doenças fora do estômago podem causá-la, como síndrome do intestino irritável, cólica biliar e esofagite. A dispepsia também pode ser causada por medicamentos, como anti-inflamatórios e alguns antibióticos. Vamos falar um pouco das principais doenças que provocam sintomas estomacais.

Gastrite

Gastrite significa inflamação do estômago. A gastrite pode ser aguda, quando se desenvolve rapidamente, ou crônica, quando a inflamação se instala lentamente e persiste por vários meses.

A gastrite aguda é normalmente causada por álcool, anti-inflamatórios e intoxicações alimentares. A gastrite crônica costuma ter como causa a infecção pela bactéria H.pylori (leia: H.

PYLORI (Helicobacter pylori) | Sintomas e tratamento).

O sintoma mais comum da gastrite é a queimação na “boca do estômago”. A gastrite pode piorar ou melhorar após alimentação. Cada paciente reage de um jeito diferente às refeições. A queimação no estômago é o sintoma mais comum, mas qualquer um dos sintomas englobados no termo dispepsia pode surgir em um paciente com gastrite (leia: SINTOMAS DE GASTRITE).

As gastrites se não tratadas podem evoluir com erosões da mucosa do estômago, levando à formação das úlceras.

Úlcera péptica

As úlceras pépticas são aquelas causadas pela ação do ácido clorídrico na parede do duodeno, estômago ou esôfago. As duas principais causas de úlceras são abuso de anti-inflamatórios e a infecção pela bactéria H.pylori.

Os sintomas da úlcera péptica ocorrem habitualmente quando o estômago está vazio. Após uma refeição, os alimentos permanecem no estômago por duas a três horas. Porém, o estimulo à secreção do ácido persiste durante até cinco horas, ou seja, em períodos no qual o estômago já encontra-se vazio.

Este é o momento em que a úlcera começa a causar sintomas. Os sintomas da úlcera péptica também podem ocorrer durante a noite, habitualmente entre às 23h e 2h, quando ocorre uma estimulação natural da secreção de ácido pelo estômago.

É característico das úlceras a melhora dos sintomas após o paciente comer algum alimento.

Assim como nos casos de gastrite, as úlceras costumam causar um queimação ou dor na região do estômago, porém, qualquer sintoma de dispepsia é possível. Períodos de dispepsia, que duram algumas semanas, alternando com períodos livres de dor, por semanas ou meses, é uma característica das úlceras pépticas.

A intensidade da dor estomacal não é suficiente para distinguir uma gastrite de uma úlcera. A úlcera não necessariamente é mais sintomática que a gastrite.

Para saber mais sobre úlceras e gastrite, leia: GASTRITE | ÚLCERA GÁSTRICA.

Refluxo gastroesofágico

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre sempre que o esfíncter que separa o estômago do esôfago encontra-se incompetente, permitindo o refluxo de suco gástrico, extremamente ácido, em direção ao esôfago.

Os sintomas mais comuns da DRGE são azia e regurgitação. Deve-se suspeitar de refluxo em todo paciente com dispepsia que apresentar azia ou regurgitação como principais queixas.

Para saber mais sobre a doença do refluxo gastroesofágico, leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico.

Câncer do estômago

O câncer do estômago é uma causa incomum de dispepsia. No entanto, nos pacientes com mais de 45 anos de idade, principalmente se forem fumantes e portadores da bactéria H.pylori, esta possibilidade de diagnóstico deve ser levada em conta.

Existem alguns “sintomas de alarme” que levantam a suspeita de malignidade gástrica quando associados à dispepsia, são eles:

Medicamentos

Alguns medicamentos podem provocar dispepsia ou piorar os sintomas de uma dispepsia já existente.

Fármacos, como Aspirina (AAS) e outros anti-inflamatórios, podem causar lesão diretamente na parede do estômago, levando à dispepsia por gastrite aguda.

Várias outras drogas têm sido implicados como causa de dispepsia, como digoxina, ferro, bloqueadores dos canais de cálcio (ex: Adalat e amilodipina), teofilina, corticoides, metformina, alendronato, orlistat, suplementos de potássio, acarbose e certos antibióticos, incluindo a eritromicina e metronidazol.

Muitos medicamento à base de “ervas naturais” também podem provocar sintomas estomacais, entre os mais famosos está o Ginkgo biloba. Bebidas alcoólicas e cigarro também são causas de dispepsia.

Parasitose

Algumas parasitoses podem provocar sintomas muito parecidos com os de uma gastrite.

 O exemplo mais comum é a estrongiloidíase, causada pelo helminto Strongyloides stercolaris, que pode provocar dor abdominal na região do estômago, mal estar e enjoos.

A diarreia, sinal que costuma ajudar no diagnóstico das parasitoses, nem sempre está presente (leia: ESTRONGILOIDÍASE | Strongyloides stercoralis).

Dispepsia funcional

Dispepsia funcional é o nome dado ao quadro de dispepsia crônica sem causa identificada. É o caso dos pacientes que apresentam dor de estômago, sem que a investigação médica seja capaz de identificar qualquer problema que a justifique. O paciente tem dor de estômago mas não é possível descobrir a causa mesmo após extensa investigação.

Em geral, há 4 fatores normalmente relacionados à presença da dispepsia funcional:

  • Problemas motores nos músculos gástricos, que lentificam o esvaziamento do estômago.
  • Alterações psicológicas, principalmente depressão e ansiedade.
  • Aumento da sensibilidade do estômago. O estômago normalmente se distende quando comemos. No entanto, algumas pessoas são sensíveis a esse estiramento e sentem dor ou desconforto estomacal após as refeições.
  • Presença do H.pylori. Alguns pacientes podem apresentar dispepsia pelo H.pylori, mesmo não havendo sinais de gastrite ou úlcera gástrica.

Tratamento dos sintomas do estômago

O tratamento da dispepsia deve ser focado na sua causa. A endoscopia digestiva alta geralmente distingue as diversas doenças gástricas que provocam sintomas.

Os inibidores da bomba de prótons são fármacos que agem diminuindo a secreção de ácido pelo estômago. As mais conhecidas são o omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol. Estes medicamentoso estão indicados tanto na gastrite, quanto nas úlceras, no refluxo e até na dispepsia funcional. Antiácidos também podem ser úteis.

Nos pacientes com H.pylori, o tratamento da bactéria pode melhorar os sintomas, mesmo nos pacientes com dispepsia funcional, sem sinais de gastrite. Porém, nem sempre a bactéria é a responsável pela dispepsia e muitos paciente mantêm os sintomas mesmo após a eliminação da mesma.

Deve-se evitar uso de anti-inflamatórios ou qualquer outro medicamento que provoque sintomas no estômago. Quem fuma deve parar.

No paciente com histórico de depressão ou ansiedade, o tratamento destas doenças ajuda a melhorar a dispepsia.

Em relação à dieta, deve-se evitar alimento gordurosos, café, refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Perder peso para quem está com sobrepeso ou obeso também é importante. Evite refeições muito grandes. O ideal é comer menos, porém com mais frequência (5 ou 6 vezes por dia) para evitar de deixar o estômago vazio por muitas horas. Se você tem azia, evite deitar-se logo depois de comer. Pelo menos uma hora de intervalo é desejável.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/dor-estomago/

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