Causas de urina espumosa e proteinúria

Por que Minha Urina é Espumosa?

Causas de urina espumosa e proteinúria

Urina espumosa é frequentemente o resultado de um fluxo de urina rápido. No entanto, uma série de condições médicas também pode ter esse efeito.

Se uma pessoa notar frequentemente urina espumosa, ou se acompanha outros sintomas, deve falar com um médico.

Neste artigo, analisamos as causas da urina espumosa e as opções de tratamento para cada condição.

Causas

Se uma pessoa tiver liberado muita urina de uma só vez, ou se tiver urinado de forma especialmente rápida ou forçada, a urina pode parecer espumosa. A velocidade pode causar bolhas temporárias.

O sabão na água do vaso sanitário também pode fazer com que a urina pareça borbulhante.

Várias condições médicas também podem resultar em urina espumante ou espumada. Eles incluem:

Desidratação

Se a urina estiver muito escura e altamente concentrada, pode parecer espumosa. Isso ocorre porque uma pessoa não está bebendo bastante líquidos claros, como água, para diluir as outras substâncias na urina.

Doença renal

Uma função vital dos rins é filtrar proteínas no sangue. Essas proteínas desempenham funções essenciais no organismo, como manter um equilíbrio de fluidos.

Se uma pessoa tem danos nos rins ou doença, as proteínas podem vazar dos rins para a urina.

O resultado é conhecido como proteinúria, que significa “proteína na urina”.

Proteínas extras reduzem a tensão superficial da urina, causando espuma. Isso é semelhante ao efeito que o sabão tem na água.

A proteinúria pode ser um sinal precoce de doença renal. Outros sintomas podem incluir:

  • comichão na pele
  • náusea
  • falta de ar
  • inchaço
  • fadiga inexplicada
  • micção frequente
  • vômito

Se uma pessoa tiver esses sintomas e um histórico familiar de doença renal, hipertensão ou diabetes , deve consultar um médico para fazer o teste.

Diabetes

Diabetes e outras causas de açúcar elevado no sangue também geralmente resultam em urina espumosa.

Uma pessoa com diabetes descontrolada terá mais moléculas de glicose no sangue em seu corpo. A glicose é uma molécula grande, como a proteína.

Se os níveis de glicose no sangue estiverem muito altos, os rins podem ter problemas para filtrar as moléculas corretamente. Como resultado, os rins podem permitir que o excesso de glicose e proteínas escape na urina.

Além da urina espumosa, as pessoas com diabetes descontrolado podem apresentar sintomas como:

  • visão embaçada
  • boca seca
  • uma sensação constante de sede
  • uma necessidade freqüente de ir ao banheiro
  • fome inexplicável
  • comichão na pele
  • fadiga inexplicada

Um médico pode diagnosticar a causa da urina espumosa, testando uma amostra de urina para determinar se os níveis de proteínas são altos.

Se a urina tiver altos níveis de proteínas, o médico pode querer confirmar que esse efeito é consistente e recomendar um exame de urina de 24 horas. Este teste requer que uma pessoa colete toda a urina que produz durante o dia.

Um laboratório então toma a urina e compara a quantidade de albumina, que é uma proteína primária no sangue, com a quantidade de creatinina, outro produto residual.

Se a proporção de albumina para creatinina de uma pessoa for maior que a média, ela pode ter doença renal. Ou, eles podem ter uma lesão nos rins que está afetando o processo de filtração.

Um médico pode recomendar outros testes para avaliar os níveis de glicose no sangue ou outras indicações da função renal.

Eles também podem solicitar imagens, como uma ressonância magnética , para garantir que não haja problemas com a estrutura dos rins.

Tratamento

Beber líquidos claros e tomar medicação oral pode tratar as causas da urina espumosa.

Os tratamentos para urina espumosa dependem da causa subjacente.

Se uma pessoa estiver desidratada, deve beber líquidos mais claros, até que a urina esteja amarela pálida ou quase transparente.

Se o diabetes for a causa subjacente, o médico pode prescrever medicações orais ou injeções de insulina para reduzir os níveis de glicose no sangue. Uma pessoa pode precisar verificar seus níveis regularmente para garantir que eles estejam dentro de um intervalo aceitável.

Um médico pode prescrever medicamentos para pessoas com doença renal precoce. O médico também pode recomendar mudanças positivas no estilo de vida, como:

  • comer uma dieta saudável e com baixo teor de sódio
  • controle de pressão alta
  • gerenciando os níveis de açúcar no sangue
  • exercício regularmente
  • não fume

Pessoas com doença renal grave ou rins que funcionam mal podem precisar de diálise, que é um procedimento que limpa o sangue do excesso de resíduos.

Fonte: Medical News Today, de 19/06/2018 ,por Rachel Nall, RN, BSN, CCRN.

Источник: https://www.anad.org.br/por-que-minha-urina-e-espumosa/

Espuma no xixi? Conheça 8 motivos para isso acontecer

Causas de urina espumosa e proteinúria
Foto Shutterstock

É muito fácil ignorar completamente seu xixi se tudo está rolando conforme o previsto (urina clarinha e cheiro característico).

Mas quando algo foge da normalidade, como um odor muito forte, espuma no xixi ou se você olha para o vaso sanitário e o líquido está extremamente amarelo, aquela pulga corre para atrás da orelha.

E isso é bom porque o seu xixi pode falar muito sobre a sua saúde geral.

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Se a sua urina tem a cor de uma cerveja pilsen, por exemplo, significa que você, definitivamente, precisa beber mais água. Porém, se ela está turva, pode ser sinal de alguma infecção por bactéria. Mas e se o xixi está com espuma? Alguma coisa está acontecendo, certo? Eis o que você precisa saber se esse for seu caso.

1. Você pode ter um jato urinário muito potente

É sério. Apresentar algumas bolhas na urina é normal e isso pode acontecer dependendo de quão rápido é o seu jato urinário e se está longe do vaso sanitário. Por curiosidade, um sistema urinário normal despeja cerca de 15 mililitros por segundo. Ou seja, se o seu xixi parece apresentar mais bolhas que o comum, ele pode simplesmente ter saído em um jato mais potente.

2. Seus rins não estão funcionando como deveriam

O trabalho dos seus rins é filtrar o sangue e substâncias na proteína da urina. Especificamente, quando seu xixi parece muito espumoso, pode ser devido ao excesso de proteína, que sinaliza que algo não vai muito bem.

Em circunstâncias normais, os filtros do rim não permitem que as moléculas de proteína do sangue acabem na urina. Quando acontece um aumento na proteína da urina é geralmente sinal de algum problema nos filtros renais.

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Com frequência, a urina com espuma é apenas um dos sintomas de um rim com problemas – outros sinais incluem inchaço por retenção de líquidos e ganho de peso. Se você está com algum desses sintomas, é hora de marcar uma consulta.

3. Espuma no xixi: você está desidratada

Água é uma das substâncias encontradas na urina (dã!), então, quando você não bebe o suficiente, o resultado pode ser um xixi com espuma porque ele fica mais concentrado.  Isso resulta em espuma porque mais substâncias são excretadas em um menor volume de água. Se observar urina espumosa, experimente aumentar a ingestão de água para ver se há melhora.

4. Espuma no xixi: diabetes ou hipertensão

A proteína na urina também está envolvida nesses casos. Ambas as condições – diabetes, que afeta os níveis de insulina do corpo, e a hipertensão (pressão alta) – podem interferir na irrigação sanguínea para os rins, ocasiando problemas no seu funcionamento. Essa pressão aumentada leva a danos ao rim e, como consequência, proteína na urina.

É importante dizer que tanto o diabetes quando a hipertensão também possuem outros sintomas. Diabetes geralmente vem acompanhada de aumento da frequência de micção e muita sede. Já a hipertensão pode se manifestar com dores no peito e falta de ar. Se você está vivenciando estes sintomas junto com urina espumosa, marque uma consulta com seu médico.

5. Espuma no xixi: infecção crônica

Infecções crônicas, como a hepatite ou o HIV também podem causar excesso de proteína na urina. Algumas delas podem atacar diretamente os filtros renais, outras causam inflamações que afetam o funcionamento dos rins. Se você possui alguma desses doenças e tem visto sua urina com espuma, vale bater um papo com o médico para ele pedir exames e checar se há excesso de proteína na urina.

6. Você tem o hábito de tomar remédios para dor

Se tem tomado analgésicos por algum tempo e sua urina parece mais espumosa que o normal, esses comprimidos podem levar a culpa, porque, de novo, alguns deles têm como efeito níveis altos de proteína na urina. Para piorar: às vezes essas pílulas podem resultar em reações alérgicas que causam inflamação nos seus rins.

Não é uma boa ideia se automedicar para a dor por um longo período. Então, se você está tomando comprimidos para tal fim, é importante checar com seu médico se está tudo bem.

7. Você tem uma doença autoimune

Condições autoimunes também colocam pressão nos rins, causando danos no sistema de filtragem. Similares a infecções virais crônicas, doenças automunes pode fazer com que a proteína acabe na urina por meio do próprio sistema imunológico do paciente, que, erroneamente, acaba atacando os filtros renais. Essas condições podem ser exclusivas nos rins ou sistêmicas, como o lúpus.

Sintomas de condições autoimunes variam, mas apresentam muitas coisas em comum entre elas: fadiga, dores nas articulações e uma febrícula que vai e volta, por exemplo. Então, se você apresenta urina espumosa e não tem se sentido muito bem nos últimos tempos, vale consultar um médico.

8. Você tem um tipo de câncer no sangue

Mieloma múltiplo, especificamente um câncer que se forma nas células plasmáticas no seu sangue – pode acarretar em mais proteína na urina (e fazer com que ela fique espumosa). Anticorpos produzidos como resultado da doença podem ser muito tóxicos para os filtros renais.

Mas, honestamente, isso é bem raro: Segundo a American Cancer Society (EUA), o mieloma múltiplo é um tipo incomum de câncer – e que prevalece em pessoas com mais de 65 anos.

Источник: https://gooutside.com.br/espuma-no-xixi/

Perda de proteína na urina – o que devemos saber?

Causas de urina espumosa e proteinúria

A albumina2 é uma proteína produzida pelo fígado3 como resultado do metabolismo4 de carnes, ovos, leites e queijos, dentre outros alimentos proteicos. Uma taxa normal dessa proteína é fundamental para conservar o estado nutricional normal e manter os líquidos circulando dentro dos vasos.

Proteinúria1 é a eliminação excessiva de proteínas5 (principalmente albumina2) através da urina6, podendo ser referida como discreta, quando ocorre perda de apenas alguns miligramas de proteínas5 por dia, ou intensa, quando existe perda de vários gramas de proteínas5 por dia. Ela pode ocorrer também fisiologicamente após esforço físico intenso ou quadros febris.

Quais são as causas da proteinúria1?

As proteinúrias são causadas por um excesso de filtração ou déficit de reabsorção das proteínas5 nos glomérulos7 e túbulos renais. A causa mais comum é a diabetes mellitus8.

Doenças renais como nefrite9 ou nefrose10 são causas frequentes de proteinúria1. O excesso de proteínas5 no soro11 (como no mieloma12 múltiplo, por exemplo) também pode conduzir à proteinúria1.

As principais doenças que podem provocar lesão13 dos glomérulos7 e levar à proteinúria1 são diabetes mellitus8, lúpus14, doenças primárias do glomérulo15, hepatite16, sífilis17, AIDS, reação a anti-inflamatórios, câncer18, eclâmpsia19, obesidade20, hipertensão arterial21 e mieloma12 múltiplo.

Conheça mais sobre “Diabetes Mellitus8”, “Lúpus14”, “Mieloma12 múltiplo”, “Hepatites22” e “Nefrite9”.

Qual é o mecanismo fisiológico23 da proteinúria1?

Há três condições possíveis para causar proteinúria1: (1) doenças glomerulares, (2) excesso de proteínas5 no sangue24 e (3) incapacidade de reabsorção apropriada ao nível do túbulo proximal25 do néfron26.

A proteinúria1 pode ser um sinal27 de lesão13 renal28. As proteínas5 do soro11 filtradas no glomérulo renal29 são quase todas reabsorvidas. A perda excessiva de proteínas5 está geralmente relacionada a uma perturbação da filtração ou da reabsorção.

Quais são as principais características clínicas da proteinúria1?

A proteinúria1 em si não causa sintomas30, mas pode ser o primeiro sinal27 de doença renal28 em pacientes sofrendo de doenças como o diabetes31, por exemplo.

Quando a perda de proteínas5 pela urina6 é maior que 3,5 gramas por dia, dizemos que se trata de proteinúria1 nefrótica.

Uma proteinúria1 intensa pode desenvolver hipoproteinemia, em virtude da diminuição da pressão oncótica32 vascular33, motivando edema34, ascite35 ou mesmo hidrotórax (acúmulo de líquidos na cavidade pleural36).

Como o médico diagnostica a proteinúria1?

O diagnóstico37 deve começar por uma detida história clínica focada sobretudo em problemas renais e em exames físicos que busquem sinais38 de edema34, anemia39, hipertensão arterial21, hematúria40, piúria (presença de pus41 na urina6), glicosúria42 (presença de açúcar43 na urina6), etc.

Do ponto de vista laboratorial, as proteínas5 não deveriam ser excretadas na urina6. Um dos sinais38 cruciais da presença de albumina2 na urina6 é o fato dela tornar-se espumosa.

A taxa normal de albumina2 no plasma44 é de 3,5 a 4,5g/dl, mas a quantificação correta da proteinúria1 é feita sempre na urina6 de 24 horas e medida em gramas por esse período.

Normalmente, diz-se que há proteinúria1 quando a presença da taxa laboratorial de proteínas5 na urina6 de 24 horas é maior do que 150 mg.

Leia mais sobre “Edema34”, “Ascite35”, “Anemia39”, “Hipertensão arterial21” e “Hematúria40”.

Uma proteinúria1 é considerada persistente quando é observada em pelo menos duas amostras de urina6 dentro de um período de 30 dias e geralmente está associada a uma patologia45 renal28 subjacente.

As proteinúrias funcionais podem ser transitórias ou ortostáticas, sendo detectadas em amostras urinárias ocasionais ou quando o paciente encontra-se na posição ortostática (em pé).

Os tipos de proteinúrias presentes na urina6 podem ser identificados por meio da eletroforese das proteínas5.

Como o médico trata a proteinúria1?

O tratamento da proteinúria1 consiste na reposição do valor proteico e na investigação da causa da perda de proteínas5. O tratamento depende da causa e, por isso, os tratamentos são muito variados.

Mas, independente da causa, todo paciente com proteinúria1 deve procurar manter sua pressão arterial46 em 135/85 mmHg e evitar ao máximo o consumo de sal.

A melhora desse quadro só é obtida quando a perda de proteínas5 é interrompida e a taxa plasmática da albumina2 é recomposta.

Como costuma evoluir a proteinúria1?

Pacientes com proteinúria1 apresentam elevado risco de evoluírem para uma insuficiência renal47, mas o controle do grau de proteinúria1 ajuda a retardar a progressão da lesão13 nos rins48, diminuindo o risco de perda renal28 e de precisar fazer hemodiálise49 no futuro.

Veja também sobre “Eletroforese das proteínas5”, “Insuficiência renal47 crônica” e “Hemodiálise49”.

Источник: https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1286513/perda+de+proteina+na+urina+o+que+devemos+saber.htm

Proteinúria – causas, sintomas, tratamento – Doenças

Causas de urina espumosa e proteinúria

A proteinúria é o excesso de proteína encontrada na urina. Normalmente uma quantidade mínima é eliminada, mas quando há excesso o motivo deve ser investigado pois a sobrecarrega de proteína nos rins podem afetar o seu funcionamento e causar danos ao órgão. Esse sintoma pode ser causado por outro problema que o organismo esteja sofrendo.

Como ocorre

Na porção menor do rim existem compartimentos nominados de cápsula de Bowman, que envolve vasos sanguíneos de calibres menores (os capilares), de forma embaraçada formando o glomérulo de Malpighi.

O conjunto de três membranas que compõe a cápsula de Bowman é chamado de membrana basal glomerular, o qual serve com filtro devolvendo partículas maiores para o organismo e enviando partículas menores para o túbulo renal.

Algumas proteínas são enviadas para o túbulo por ter um tamanho menor, em especial a albumina, mas o túbulo renal tem contato com outros túbulos chamados de túbulos proximais, que realizam a absorção de água, sal e outros componentes que o organismo possa precisar. Mesmo assim, uma pequena quantidade de albumina passa para a urina.

A quantidade considerada dentro dos parâmetros de normalidade são de 150 mg a cada 24 horas. Quando essa quantidade for eliminada em excesso não exorbitantes é nominado microalbuminúria, quando essa quantidade for alarmante, macroalbuminúria.

Diagnóstico

Para ter certeza que há proteína na urina é recomendado exame laboratorial EAS, no qual uma fita que possui vários quadradinhos com reagentes químicos que ao ser molhada com a urina muda de cor dependendo da reação.

Esse exame não consegue especificar qual a proteína está sendo excretada, para isso é necessário o exame de eletroforese, que faz a separação a nível de molecular dos componentes analisados distinguindo-os por tamanho.

As orientações médicas são importantes antes da coleta da amostra, pois alguns medicamentos como anti-inflamatórios podem causar interferência no diagnóstico, assim como fatores emocionais e hídricos no organismo.

Causas de urina espumosa e proteinúria

Causas de urina espumosa e proteinúria

É comum que a urina forme alguma quantidade de espuma ao entrar em contato com água do vaso sanitário. Porém, se você notar que a sua urina tem se tornado mais espumosa que o habitual, isso pode ser um sinal de doença nos rins.

O excesso de espuma costuma indicar perda excessiva de proteínas na urina, que é um sinal importante de lesão dos glomérulos renais.

Proteínas na urina – proteinúria

Uma das funções básicas dos rins é excretar na urina as substâncias do sangue que estão em excesso, que são tóxicas ou que não nos tenham utilidade. Obviamente, as proteínas não se enquadram nesta definição, não devendo, portanto, serem excretadas na urina (se você não entende bem o que é uma proteína,  leia: O QUE SÃO PROTEÍNAS E AMINOÁCIDOS?).

A presença de proteínas na urina costuma ser um sinal de que os glomérulos, unidades funcionais do rins responsáveis pela filtração do sangue, estão danificados. Quando os glomérulos estão sadios, eles são capazes de separar as substâncias do sangue que devem ser filtradas, eliminando o que não é útil na urina e mantendo o que é importante no sangue.

Quando os rins estão doentes e perdem proteínas na urina, damos o nome de proteinúria.

Como identificar a proteinúria

A presença de uma urina espumosa é um sinal clássico de proteinúria. Porém, não se assuste se você notar apenas uma pequena quantidade de espuma ao urinar. Essa pequena espumação é provocada pelo turbilhonamento da urina ao bater na água do vaso sanitário.

Se a água estiver com algum produto químico, a formação de espuma pode até ser maior do que você está habituado. Em geral, quando há proteinúria relevante, a formação de espuma é intensa, parecendo colarinho de chope, e demora vários minutos para desaparecer.

Na maioria das vezes, o paciente que perde proteínas na urina não tem dúvidas que o padrão de espumação da sua urina se alterou recentemente.

De qualquer modo, para se evitar confusões, sempre que você suspeitar que a sua urina está espumando demais, o ideal é fazer um exame de urina para tentar identificar a presença de proteínas na mesma.

O exame mais simples é o EAS (também chamado, em algumas regiões, de urina tipo 1 ou urina tipo 2), que pode ser feito com apenas alguns mililitros de urina (leia: EXAME DE URINA | Leucócitos, nitritos, hemoglobina…).

Uma vez identificada a existência de proteinúria, o próximo passo é quantificá-la. Quanto maior a perda de proteínas, mais grave é a lesão dos rins.

Como quantificar a proteinúria

Saber ao certo o grau de proteinúria é importante para avaliar o grau da lesão renal e para formular as primeiras hipóteses diagnósticas, já que doenças diferentes causam graus distintos de proteinúria.

A excreção de até 150 mg por dia de proteínas  é considerada normal. Destas 150 mg,  no máximo 30 mg podem ser de albumina, que é o tipo de proteína mais comum no nosso sangue. As outras 120 mg de proteínas são basicamente imunoglobulinas (anticorpos) e aminoácidos. A perda de albumina na urina é chamada de albuminúria.

Portanto, estaremos diante de perdas anormais de proteínas na urina toda vez que identificarmos uma proteinúria total maior que 150 mg por dia e/ou uma albuminúria maior que 30 mg por dia (mesmo que a proteinúria total seja inferior a 150 mg por dia).

Existem dois exames de urina que podem quantificar a proteinúria e a albuminúria:

Excetuando-se os Nefrologistas, que são os médicos especialistas em rins, a maioria dos outros médicos só está acostumada a trabalhar com a urina de 24 horas, por isso, este acaba sendo o exame mais solicitado quando se pretende quantificar uma proteinúria  (leia: MÉDICO NEFROLOGISTA | O que é nefrologia?).

É importante frisar que, para o diagnóstico de proteinúria ser estabelecido, é preciso mais de um exame positivo em dias diferentes. Proteinúrias transitórias podem ocorrer após esforço físico intenso ou quadros febris. A proteinúria clinicamente relevante é aquela que é persistente e pode ser identificada em vários exames de urina realizados em diferentes momentos.

Graus de proteinúria

De acordo com o resultado da urina de 24 horas, podemos graduar a proteinúria da seguinte forma:

  • Proteinúria total menor que 150 mg/dia e albuminúria menor que 30 mg/dia: urina normal.
  • Albuminúria entre 30 mg e 300 mg por dia: albuminúria moderadamente aumentada (antigamente chamada de microalbuminúria).
  • Proteinúria total entre 300 mg e 500 mg por dia: proteinúria discreta.
  • Proteinúria total entre 500 mg e 1000 mg por dia: proteinúria leve.
  • Proteinúria entre 1000 e 3500 mg por dia: proteinúria moderada (subnefrótica).
  • Proteinúria acima de 3500 mg por dia: proteinúria grave (proteinúria nefrótica).

Sintomas da proteinúria

Microalbuminúria ou proteinúrias discretas não costumam causar sintomas, nem mesmo aumento da espumação da urina. Ambas são sinais precoces de lesão renal e só podem ser identificadas através de exames laboratoriais.

Proteinúrias mais intensas, principalmente aquelas com mais de 1000 mg por dia, costumam provocar sinais e sintomas, como urina espumosa e edemas nas pernas.

Quanto maior for o grau de proteinúria, maiores serão os edemas, podendo o paciente apresentar anasarca, um quadro de retenção de líquidos grave, com edemas generalizados, acometendo pernas, barriga, braços, face e até pulmões. Este quadro recebe o nome de síndrome nefrótica.

Pacientes com proteinúria apresentam elevado risco de evoluírem para insuficiência renal a médio/longo prazo.

Causas de proteinúria

Diversas doenças podem provocar lesão dos glomérulos e levar à proteinuria, entre elas, podemos citar:

A principal causa de proteinúria é o diabetes mellitus, motivo pelo qual todo paciente diabético deve fazer exames de urina rotineiramente. O aparecimento de uma microalbuminúria é o primeiro sinal da nefropatia diabética, importante doença renal provocada pelo excesso de glicose no organismo.

O que fazer quando se nota uma urina espumosa

O primeiro passo é procurar orientação médica para a realização de análises laboratoriais da urina. Uma vez confirmada a existência de proteinúria, o passo seguinte é identificar a causa, caso esta já não seja óbvia, como no caso de pacientes já sabidamente diabéticos.

O médico indicado para investigar uma proteinúria é o Nefrologista. Em muitos casos, o diagnóstico da origem da proteinúria só é estabelecido após uma biópsia do rim.

Como tratar uma urina espumosa

O tratamento definitivo da proteinúria depende da sua causa. Há casos que podem ser curados, outros não.

 Por exemplo, se a proteinúria estiver sendo causada por uma lesão renal provocada por uma nefropatia diabética, como ainda não existe cura para o diabetes, o máximo que podemos fazer é controlar os níveis sanguíneos de glicose para tentar retardar a progressão da doença renal. Mas, curar o rim não é possível.

Por outro lado, se a proteinúria estiver sendo causada por uma glomerulonefrite, como Nefropatia por IgA, glomerulosclerose segmentar e focal (GESF) ou nefropatia membranosa, existe a possibilidade de cura e reversão total da proteinúria. Alguns casos de nefropatia por lúpus também podem ser revertidos com tratamento.

De modo geral, independente da causa, todo o paciente com proteinúria deve tentar controlar a pressão arterial de forma rigorosa, mantendo-a abaixo de 135/85 mmHg, e evitar ao máximo o consumo de sal. Se possível, medicamentos que reduzem parcialmente a proteinúria devem ser prescritos, entre eles: enalapril, ramipril, lisinopril,  losartan, candesartana ou valsartana.

O controle do grau de proteinúria ajuda a retardar a progressão da lesão renal, diminuindo o risco do paciente vir a perder os rins e precisar fazer hemodiálise no futuro.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/urina-espumosa/

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