CIGARRO ELETRÔNICO FAZ MAL?

Vape: o cigarro eletrônico é tão nocivo quanto o comum?

CIGARRO ELETRÔNICO FAZ MAL?

Tempo de leitura: 7 minutos

Com uma variedade ampla de sabores e modelos, o vape – como ficou conhecido nos últimos anos o cigarro eletrônico – tornou-se a preferência entre pessoas que desejam largar o cigarro comum no mundo inteiro.

Falar de tabagismo sempre é um divisor de opiniões. No entanto, essa perspectiva vem mudando quando o assunto é o vape. A razão é que o acessório eletrônico está livre das mais de 4.720 substâncias nocivas à saúde, presentes no cigarro comum. Além disso, o vaporizador não solta fumaça desagradável, não espalha bitucas e nem provoca mau hálito.

Mas será que trocar o cigarro comum pelo eletrônico é, de fato, uma boa opção para a saúde do fumante? Pesquisamos bastante sobre o tema e trouxemos algumas informações que você precisa conhecer! Confira.

Brasil é o 8º país do mundo com mais fumantes

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, o Brasil ocupava, em 2018, a oitava posição no ranking de países com mais fumantes do mundo.  

Hoje o quadro apresenta uma redução significativa de 40%. Os números foram publicados em matéria da Revista Exame.

Parte dessa redução se dá por programas de incentivo e, também, pela adesão de ex-fumantes ao vape.

Apesar de já existir desde 2003, foi apenas nos últimos 2 anos que o vape ganhou notoriedade, de fato.

A explicação está no número, cada vez mais expansivo, de ex-fumantes que atestam que largaram o vício devido o vaporizador. Já para alguns profissionais da saúde a troca não representa, na verdade, um benefício total à saúde, sendo apenas um paliativo para o vício.

Aqui no Brasil a comercialização é proibida pela ANS e pela Anvisa. No entanto, há estudos apontando a redução considerável no número de fumantes de cigarro comum no Brasil, devido o vape.

Cigarro eletrônico versus cigarro comum

Ainda existem poucas pesquisas robustas que investigaram os efeitos do cigarro eletrônico na saúde.

O site Medscape, considerado a maior revista eletrônica sobre saúde do mundo, publicou uma pesquisa mostrando que o uso do vape, em relação ao cigarro comum, pode favorecer a perda de peso.

Já a National Youth Tobacco, diz que o vaporizador aumentou o consumo de tabaco entre jovens americanos.

Será que o cigarro eletrônico é, de fato, mais seguro que o cigarro comum?

Processo de queima e vaporização

A grande primeira diferença está na forma como os dois cigarros funciona.

O cigarro comum funciona por combustão das substâncias químicas presentes em sua composição. O fumante inala a fumaça, levando os componentes do cigarro para o sangue.

Já no vape não há combustão. O aparelho funciona por vaporização. O líquido usado no cigarro é aquecido por uma pequena resistência presente no acessório e passa por um processo de evaporação. No entanto, o vapor ainda vai para o sangue, mesmo que de forma menos agressiva.

Composição

A verdade é que, como citamos anteriormente, o cigarro comum possui mais de 4.720 substâncias nocivas à saúde, onde 70 delas são cancerígenas. A nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono são os componentes mais conhecidos.

Já o cigarro eletrônico, tem seu vapor composto basicamente de propilenoglicol, glicerina vegetal e essências alimentícias, responsáveis pelos sabores dos juices – líquido usado juntamente com o acessório. Dos três, nenhum é comprovadamente prejudicial ao organismo.

A nicotina também está presente no vape, mas o seu uso é completamente opcional.

O cigarro eletrônico, tem seu vapor composto basicamente de propilenoglicol, glicerina vegetal e essências alimentícias.

O problema da dependência: faz mal ou não?

O vape não é positivo para a saúde, mas é bem menos nocivo, se compararmos com o cigarro comum. E isso tem se tornado um certo perigo para fumantes desinformados.

O que percebemos é que há muitas pessoas trocando o cigarro comum pelo eletrônico e mantendo o mesmo hábito de vaporar frequentemente. Isso é perigoso.

Na Inglaterra, por exemplo, o Sandwell General Hospital, oferece áreas de tratamento para fumantes utilizando os vaporizadores. No entanto, há toda uma orientação médica para que o fumante reduza, o máximo possível, a sua dependência. 

Há, certamente, os perigos envolvidos com o uso excessivo do cigarro eletrônico e, principalmente, nos componentes utilizados em seus líquidos. Esses precisam ser considerados.

O grande mal ainda está associado ao uso da nicotina. Ela pode causar irritação no sistema respiratório e outros males tão sérios quanto aos sofridos por fumantes comuns.

O outro problema da dependência está ligado ao uso do THC – tetraidrocanabinol, o psicoativo presente na planta da maconha, associado ao Acetato de Vitamina E, aditivo utilizado para diluir o psicoativo dentro do juice. Em 2019 foram registrados diversos casos de jovens com doenças no pulmão devido o consumo em excesso dessas substâncias associadas ao cigarro eletrônico.

O vape não deve ser considerado como um único tratamento para fumantes largarem o cigarro.

Principais riscos à saúde

Mesmo reduzindo os malefícios do cigarro comum, o uso do vape ainda traz risco para a saúde do usuário.

Perigos da nicotina

O vape pode ser usado com ou sem a nicotina. No entanto, ainda há ex-fumantes que elevam os níveis indicados dessa substância, deixando-os bem próximos dos cigarros comuns.

Isso aumenta os riscos de problemas cardiovasculares, aborto espontâneo, alterações no desenvolvimento cerebral, parto prematuro, entre outros danos à saúde.

As doses elevadas de nicotina ainda podem causar náuseas, convulsões e até depressão respiratória.

LEIA TAMBÉM: Evite hábitos perigosos para prolongar a saúde cardíaca

Substâncias cancerígenas

Os sabores artificiais das essências utilizadas nos cigarros eletrônicos, quando são de má qualidade, podem também trazer riscos para a sua saúde.

Dependendo da composição dos juices, é possível encontrar chumbo, estanho, nitrosaminas, crômio e compostos fenólicos. Todos esses com elevado potencial cancerígeno.

Pulmão de Pipoca

Pulmão de Pipoca foi o nome popular dado à bronquiolite obliterante, condição onde os bronquíolos são danificados e inflamam, devido a inalação excessiva de produtos químicos.

E os benefícios? O que considerar?

Percebemos, de fato, uma redução considerável de substâncias tóxicas entre um cigarro e outro. E foi justamente esse, um dos fatores que induziu muitos fumantes à troca.

No documentário “Desserviço ao Consumidor” da Netflix, Hon Link, inventor do vape, disse que testou diversos paliativos para eliminar o cigarro comum de sua rotina, como os famosos adesivos de nicotina. Nenhum funcionou.

Há benefícios no cigarro eletrônico, mas eles precisam ser considerados apenas como paliativos para fumantes.

Essa é também a realidade de muitos fumantes que querem, mas não conseguem eliminar o cigarro dos seus dias. É quando o vape ganha vantagem.

Hon Link disse que o vape tornou-se eficiente nesse processo por oferecer a mesma sensação de fumar o cigarro comum, mas sem os milhares de componentes químicos e nocivos que há nessa fumaça. Por isso, tornou-se uma alternativa eficiente.

De uma forma geral, o vape não pode ser considerado como um adendo positivo à saúde do fumante. No entanto, é sim uma forma subjetiva de acabar com a dependência. A informação antes da adesão ao vaporizador faz toda diferença. É preciso considerar os males ao organismo, principalmente a longo prazo!

Além do vape, há outras formas de reduzir o consumo do cigarro comum. No entanto, a melhor forma de trazer mais saúde para o seu organismo e aumentar a sua expectativa de vida é parar de fumar definitivamente. 

O Ministério da Saúde publicou recentemente que a campanha contra o tabagismo tem trazido muitos efeitos positivos para o Brasil. Nós também nos engajamos nessa causa e publicamos um Guia Prático para Parar de Fumar Definitivamente! Faça o download gratuitamente desse ebook e comece a ter mais qualidade de vida!

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Источник: http://saobernardo.com/blog/vape-o-cigarro-eletronico/

Cigarro eletrônico: porque foi proibido e quais os riscos para a saúde?

CIGARRO ELETRÔNICO FAZ MAL?

O cigarro eletrônico, também conhecido como e-cigarete, ecigar ou apenas cigarro aquecido, é um dispositivo com o formato de um cigarro convencional que não precisa arder para liberar nicotina.

Isso porque tem um depósito onde é colocado um líquido concentrado de nicotina, que é aquecido e inalado pela pessoa.

Esse líquido além da nicotina, possui ainda um produto solvente (normalmente glicerina ou propilenoglicol) e um químico de sabor.

Este tipo de cigarro foi introduzido no comércio como sendo uma boa opção para substituir o cigarro convencional, já que não necessita queimar tabaco para liberar a nicotina. Assim, esse tipo de cigarro também não libera muitas das substâncias tóxicas do cigarro convencional, que resultam da queima do tabaco.

No entanto, e embora essas fossem as promessas do cigarro eletrônico, sua venda foi proibida pela ANVISA em 2009, com a RDC 46/2009, e seu uso tem sido desaconselhado por vários especialistas na área, entre os quais a Associação Médica Brasileira.

Cigarro eletrônico faz mal?

Apesar de muitas pessoas acharem que o cigarro eletrônico tem menos riscos que o cigarro convencional, o cigarro eletrônico faz mal principalmente devido à liberação de nicotina.

A nicotina é uma das substância com maior poder de viciação conhecidas, por isso, pessoas que utilizam qualquer tipo de dispositivo que libere nicotina, seja o cigarro eletrônico ou o convencional, terão maior dificuldade em deixar de fumar, devido à dependência que essa substância provoca a nível cerebral.

Além disso, a nicotina é liberada na fumaça que é lançada no ar, tanto pelo aparelho, como pela expiração do utilizador. Isso faz com que as pessoas ao redor também inalem a substância. Isso é ainda mais grave no caso de mulheres grávidas, por exemplo, que, quando expostas à nicotina aumentam o risco de malformações neurológicas no feto.

Já quanto às substâncias liberadas pelo cigarro eletrônico, e embora, não tenha muitas das substâncias tóxicas liberadas pela queima do tabaco, o cigarro eletrônico libera outras substâncias que são cancerígenas.

Num documento oficial lançado pelo CDC, é possível ler que o aquecimento do solvente que carrega a nicotina no cigarro eletrônico, quando queimado a mais de 150ºC, libera dez vezes mais formaldeído que o cigarro convencional, uma substância com comprovada ação cancerígena.

Outros metais pesados também têm sido encontrados no vapor liberado por estes cigarros e podem ser ligados ao material utilizado para a sua construção.

Por fim, as substâncias químicas usadas para criar o sabor dos cigarros eletrônicos também não têm comprovação de que são seguras a longo prazo.

Doença “misteriosa”

Desde que o uso dos cigarros eletrônicos começou a se tornar mais popular, cresceu o número de pessoas internadas em hospitais dos Estados Unidos cuja a única relação em comum que apresentavam era o uso desse tipo de cigarro com essências. Como ainda não se sabe o que de fato é essa doença e se realmente está relacionada com o uso do cigarro eletrônico, essa doença passou a ser denominada doença misteriosa, sendo os principais sintomas associados:

  • Falta de ar;
  • Tosse;
  • Vômitos;
  • Febre;
  • Cansaço excessivo.

Esses sintomas duram vários dias e pode deixar a pessoa bastante debilitada, sendo necessário que a pessoa permaneça em unidade de terapia intensiva para que receba os cuidados necessários.

A causa da doença misteriosa ainda não é certa, no entanto acredita-se que os sintomas de insuficiência respiratória estejam relacionadas com as substâncias colocadas no cigarro, podendo ser consequência da exposição a substâncias químicas.

Porque foi proibido pela Anvisa

A proibição da Anvisa foi emitida em 2009 pela falta de dados científicos que comprovem a eficiência, eficácia e segurança dos cigarros eletrônicos, mas essa proibição é apenas sobre a venda, importação ou propaganda do aparelho.

Assim, e embora exista uma proibição, o cigarro eletrônico pode continuar a ser usado legalmente, desde que tenha sido comprado antes de 2009 ou fora do Brasil. Porém, várias entidades reguladoras da saúde, estão tentando proibir de vez esse tipo de dispositivo devido aos possíveis riscos para a saúde.

O cigarro eletrônico ajuda a deixar de fumar?

Segundo a Sociedade torácica americana, os vários estudos feitos sobre a ação dos cigarros eletrônicos para ajudar a deixar de fumar não mostraram qualquer efeito ou relação e, por isso, o cigarro eletrônico não deve ser usado da mesma forma que outros produtos comprovados para a cessação tabágica, como os adesivos ou a chicletes de nicotina.

Isso porque o adesivo vai reduzindo gradualmente a quantidade de nicotina que é liberada, ajudando o corpo a abandonar a dependência, enquanto que o cigarro libera sempre a mesma quantidade, além de não existir regulação para a dose de nicotina que cada marca coloca nos líquidos usados no cigarro. A OMS também apoia esta decisão e aconselha o uso de outras estratégias comprovadas e seguras para conseguir deixar de fumar.

Além de tudo isso, o cigarro eletrônico pode até contribuir para o aumento do vício na nicotina e no tabaco, já que os sabores de aparelho apelam para um grupo mais jovem, que pode acabar desenvolvendo o vício e iniciando o uso do tabaco.

Источник: https://www.tuasaude.com/cigarro-eletronico/

CIGARRO ELETRÔNICO FAZ MAL?

CIGARRO ELETRÔNICO FAZ MAL?

O cigarro eletrônico, também chamado de e-cigarro, é um dispositivo movido à bateria, que simula a experiência de um cigarro comum, supostamente com menos riscos à saúde por conter apenas vapores de nicotina, sem o alcatrão nem as centenas de outras substâncias nocivas do cigarro. Porém, conforme explicaremos, ter menos risco não significa estar isento de riscos.

Os cigarros eletrônicos têm ganhado popularidade nos últimos anos, principalmente entre a população mais jovem e os fumantes que desejam uma forma menos nociva de consumir a nicotina.

Mesmo no Brasil, onde o e-cigarro tem a sua comercialização proibida*, o produto tem gerado muita curiosidade e angariado adeptos, que adquirem o dispositivo através da Internet ou em viagens a países que permitem a sua venda, tais como Estados Unidos, França, Itália ou Portugal.

* No Brasil, a lei não permite a produção e a comercialização dos cigarros eletrônicos, mas o seu uso não é considerado crime.

Neste artigo vamos fornecer uma visão geral sobre o cigarro eletrônico, incluindo informações sobre os diferentes tipos de dispositivos, efeitos adversos para a saúde, uso como tratamento para parar de fumar e o seu impacto sobre a saúde pública.

Se você procura informações sobre os malefícios do cigarro comum, não deixe de ler também os seguintes artigos:

Como é o cigarro eletrônico?

Os cigarros eletrônicos entraram no mercado em 2003, na China. Em 2006, eles chegaram aos Estados Unidos e à Europa.

Na maioria dos países, os e-cigarros entram no mercado como produtos comuns, sem regulamentação do governo.

Somente nos últimos anos, com a popularização do produto, é que os órgãos estatais de controle de vários países passaram a prestar mais atenção ao cigarro eletrônico.

Inicialmente, os cigarros eletrônicos eram produzido por pequenas empresas, mas já há alguns anos, de olho no rápido crescimento desses produtos, as grandes empresas de tabaco adquiriram e passaram a desenvolver também essa forma de cigarro.

Os cigarros eletrônicos consistem em:

  • Um reservatório que contém um líquido, geralmente rico em nicotina.
  • Um atomizador, que é o dispositivo responsável por aquecer o líquido e gerar o vapor.
  • Um sensor que ativa o atomizador toda vez que o usuário faz uma inalação (alguns funcionam através de um botão).
  • Uma bateria.
  • Um recarregador de bateria.

O utilizador ativa o atomizador através da inalação ou ao apertar um botão, dependendo das características do dispositivo.

O atomizador aquece o líquido no reservatório e cria uma fumaça de vapor, que se parece, mas não é igual à fumaça dos cigarros comuns.

O cigarro eletrônico, portanto,  simula a experiência de fumar um cigarro convencional, mas sem combustão e sem a inalação de todas as substâncias tóxicas presentes no tabaco.

Os primeiros e-cigarros foram concebidos de forma a terem um design muito parecido com os cigarros convencionais, tanto em formato quanto em tamanho. Existiam até versões descartáveis, que não podiam ser recarregadas. O paciente fumava e jogava fora o e-cigarro quando o seu conteúdo acabava.

Com o passar dos anos, a tecnologia por trás dos cigarros eletrônico evoluiu. Atualmente, a maioria dos e-cigarros tem uma aparência mais parecida com a de uma grande caneta.

Eles possuem baterias de longa duração, que podem ser recarregadas, reservatórios de líquido que podem ser reabastecidos, reguladores para controlar a quantidade de vapor e a temperatura do atomizador, luz LED e uma grande variedade de opções em relação a cores e aparência do e-cigarro, como pode ser visto na imagem mais abaixo.

Quais substâncias existem no líquido do e-cigarro?

Ao contrário dos cigarros convencionais, que queimam tabaco pra gerar fumo, os cigarros eletrônicos vaporizam um líquido, que alguns chamam de e-líquido, e-suco ou e-juice. Esse e-líquido é comprado à parte em pequenos frascos (chamados de refills), já havendo no mercado mais de 7000 variações de sabores.

Muitas pessoas acreditam incorretamente que esses e-cigarros produzem vapor de água, quando, na verdade, eles criam aerossóis que contêm substâncias químicas nocivas e partículas ultra-finas que são inaladas para os pulmões.

A maior parte dos líquidos à venda são compostos por nicotina (existem também e-líquidos sem nicotina), propilenoglicol (glicerol) e aromas.

Porém, uma grande variedade de outras substâncias já foram identificadas, tais como estanho, chumbo, níquel, crômio, nitrosaminas e compostos fenólicos, alguns destes com potencial carcinogênico, conforme veremos mais à frente quando formos discutir os malefícios dos e-cigarros.

Diversas opções de cigarro eletrônico

O teor de nicotina contido no e-líquido costuma variar de zero até 36 mg/mL. As concentrações mais comuns são as de 6 mg/mL, 12 mg/mL, 18 mg/mL ou 24 mg/mL.

Porém, estudos têm mostrado que o teor de nicotina atestado pelos fabricantes nem sempre é confiável, sendo frequentemente maior do que aquele indicado nos rótulos. Há inclusive e-líquidos que dizem ser livres de nicotina, mas que ao serem analisados, apresentavam nicotina no seu conteúdo.

Quais são os malefícios do cigarro eletrônico?

Se por um lado parece ser verdade que o cigarro eletrônico é menos prejudicial que os cigarros convencionais, também é verdade que eles não são de forma alguma produtos isentos de riscos à saúde.

Por ser um produto relativamente novo e que passou a receber atenção dos órgãos governamentais somente recentemente, não há ainda grandes estudos científicos sobre as consequências do uso prolongado do e-cigarro.

Apesar de teoricamente ser mais seguro que o cigarro comum, não há evidencias científicas que confirmem essa suposta maior segurança. Esse é o motivo pelo qual países como Brasil, Áustria, Argentina, Canadá e Colômbia não permitem a sua comercialização.

Outros, como Austrália, Dinamarca, Bélgica e Austrália só permitem a venda de cigarros eletrônicos sem nicotina.

Mas as preocupações com o cigarro eletrônico não estão apenas relacionadas à falta de estudos a longo prazo. Algumas das substâncias presentes no e-líquido são sabidamente nocivas.

Nicotina

A nicotina, por exemplo, é uma substância, que além de altamente viciante, também causa danos à saúde. Pessoas que fumam cigarros eletrônicos conseguem inalar quantidades de nicotina muito parecidas com aquelas inaladas nos cigarros comuns.

A nicotina está relacionada, entre outros efeitos, a um aumento do risco de eventos cardiovasculares, a atraso no desenvolvimento fetal, maior risco de aborto espontâneo, maior risco de parto prematuro e a alterações no desenvolvimento cerebral de jovens e adolescentes.

O consumo agudo de doses elevadas de nicotina tem potencial de intoxicação, provocando sintomas que vão desde náuseas e vômitos até convulsões e depressão respiratória, nos casos mais graves. Isto é particularmente verdadeiro em crianças, cujo limiar para intoxicação por nicotina é bem mais baixo que nos adultos.

Já há casos, inclusive, de crianças que morreram por envenenamento após usarem os e-cigarros dos pais. Só para se ter uma ideia do risco, a dose de nicotina considerada potencialmente fatal para uma criança é de 10 mg.

Um refill comum de 5 mL de e-líquido na concentração de 18 mg/dL possui 90 mg de nicotina, 9 vezes mais que a dose potencialmente fatal.

Como muitos cigarros eletrônicos são ativados pela inalação, é muito fácil para uma criança, querendo imitar os pais, conseguir fumar um cigarro eletrônico. Esse é um dos motivos pelo qual alguns países estão exigindo que os e-cigarros venham com algum tipo de lacre de segurança contra o uso acidental por parte das crianças.

Substâncias carcinogênicas

Como já referido anteriormente, várias das substâncias carcinogênicas do cigarro convencional podem ser encontradas em algumas marcas de e-cigarro.

Testes laboratoriais realizadas em 2009 pelo FDA (o órgão norte-americano equivalente à ANVISA) identificaram produtos químicos cancerígenos e tóxicos, incluindo ingredientes usados como anti-congelante, em 20 marcas de e-cigarros.

Pouco se sabe sobre a segurança geral ou os efeitos carcinogênicos do propilenoglicol ou glicerol quando aquecido e aerossolizado.

Em altas temperaturas, o propilenoglicol se decompõe e pode formar óxido de propileno, um provável carcinógeno humano.

O glicerol produz a toxina acroleína, embora os níveis produzidos sejam menores que os cigarros convencionais.

Tanto o propilenoglicol como o glicerol se decompõem para formar os carcinógenos formaldeído e acetaldeído, com níveis que dependem da voltagem da bateria usada no e-cigarro. 

Um estudo de 2014 descobriu que o aerossol produzido a partir dos cigarros eletrônicos com maior potência do atomizador continha grandes quantidades de formaldeído e acetaldeído.

Outras substâncias perigosas

Os sabores artificiais dos cigarros eletrônicos são também uma fonte de preocupação, não só porque eles servem para atrair o público mais jovem, mas porque eles próprios podem ser nocivos.

 Os fabricantes dos e-cigarros dizem que os aromas artificias são seguros, pois eles são os mesmos utilizados nos alimentos industrializados. O problema, porém, é que a segurança destes aromatizantes só foi estudada em relação à ingestão.

Não sabemos se a vaporização e a inalação destes produtos é segura.

Além disso, algumas marcas de cigarro eletrônico utilizam o diacetil, que é um produto químico com sabor amanteigado, frequentemente presente nas pipocas de microondas, que estão associados a uma grave e irreversível lesão do pulmão, vulgarmente conhecida como “pulmão da pipoca” ou “doença da pipoca de microondas”.

Estudos em animais e em laboratórios sugerem que mesmo os cigarros eletrônicos sem nicotina podem fazer mal aos pulmões. Esses trabalham mostraram que o vapor inalado irrita as células e atrapalha o bom funcionamento dos tecidos e cílios do tecido da árvore respiratória.

Doença pulmonar de origem ainda obscura

A partir de Julho de 2019, centenas de caso de uma misteriosa doença pulmonar começaram a ser descritos por todos os Estados Unidos. Em comum, havia o fato dos pacientes serem usuários de cigarros eletrônicos.

Os sintomas mais frequentes desse quadro respiratório são tosse, falta de ar e cansaço. Alguns pacientes também apresentavam febre, dor no peito, perda de peso, náusea e diarreia.

A maioria dos pacientes respondeu bem ao tratamento com corticoides, mas vários casos graves foram descritos, com necessidade de ventilação mecânica e alguns óbitos.

Até o momento, nenhum produto químico específico ou agente infeccioso foi identificado como culpado, embora em muitos casos – mas não todos – a substância inalada seja um canabinoide, produto derivado do THC, substância ativa da maconha.

Explosões

Falhas da bateria do e-cigarro podem resultar em explosões e queimaduras. Um estudo publicado pelo Jornal Britânico de Medicina (BJM) mostrou que entre 2015 a 2017 os departamentos de emergência dos hospitais dos EUA atenderam a cerca 2000 casos de queimaduras resultantes de explosões de e-cigarros.

Cigarro eletrônico como tratamento para parar de fumar

Como o cigarro comum é um dos mais nocivos produtos de livre comercialização já criados, é natural que, mesmo com todos os problemas, os cigarros eletrônicos ainda consigam ser menos maléficos à saúde.

Algumas das vantagens dos cigarros eletrônicos em relação ao cigarro tradicional são:

  • Exposição a menos substâncias químicas tóxicas, ainda que haja substâncias tóxicas no e-cigarro.
  • Não deixa os dentes amarelados.
  • Não provoca mau cheiro.
  • É menos poluente.
  • É mais barato.
  • O fumo passivo parece ser menos tóxico.
  • Parece haver um menor risco de doenças pulmonares, apesar de haver riscos.

Ainda que existam algumas vantagens, por tudo o que foi exposto até aqui, a imensa maioria dos médicos e das associações médicas não recomenda o cigarro eletrônico como forma de tratamento para o tabagismo por conta de 4 problemas:

1- Os cigarros eletrônicos aparentemente não são produtos isentos de toxicidade. Há opções mais seguras e com maior embasamento científico, como fármacos e chicletes ou adesivos de nicotina.

2- As pessoas que usam o e-cigarro até diminuem o consumo de cigarros tradicionais, mas um estudo de 2013 mostrou que 77% dos usuários do cigarro eletrônico continuam a fumar cigarros comuns. Em muitos casos, o consumo de nicotina não é reduzido e o paciente continua tão viciando quanto antes.

3- Não há conhecimento científico adequado sobre esse produto. Não sabemos se a longo prazo o cigarro eletrônico é realmente mais seguro que os cigarros convencionais.

4- O estímulo ao uso do cigarro eletrônico pode, após anos de queda consistente, devido às campanhas anti-tabágicas, provocar um aumento no número de pessoas viciadas em nicotina.

A falsa impressão de segurança pode fazer com que o número de fumantes volte a crescer.

Há estudos que mostram que ex-fumantes, que tinham parado completamente de fumar cigarros comuns, voltaram a fumar, agora com cigarros eletrônicos.

Do ponto de vista de saúde pública, a popularização do cigarro eletrônico pode significar um passo atrás no controle do tabagismo. Já há, inclusive, pessoas que querem fumar o e-cigarro em locais fechados, pois acham que o fumo passivo deste tipo de cigarro é seguro.

O que sabemos até o momento

  • Usar e-cigarros é provavelmente menos prejudicial à saúde do que fumar cigarros convencionais, mas não sabemos exatamente o quão seguros eles são para os fumantes ativos e passivos.
  • O cigarro eletrônico mantém a exposição do usuário à nicotina, muitas vezes em níveis semelhantes ao do cigarro comum. A nicotina é uma substância altamente viciante, mas o seu consumo a longo prazo não parece elevar o risco cardiopulmonar nem de câncer.
  • As consequências para a saúde da exposição ao vapor do e-líquido ainda são desconhecidas, mas os estudos iniciais apontam para alterações na função respiratória. Essas alterações, porém, parecem ser menos graves que aquelas provocadas pelo cigarro comum.
  • O uso de alguns produtos derivados do THC nos e-cigarros parece estar associado a grave complicação pulmonar aguda.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/dependencia/cigarro-eletronico/

Cigarro eletrônico faz mal? Entenda os perigos dessa alternativa

CIGARRO ELETRÔNICO FAZ MAL?

Também conhecido como e-cig ou e-cigarrete, o cigarro eletrônico é um dispositivo elaborado com o intuito de ajudar as pessoas a parar de fumar, já que simula a experiência de um cigarro convencional. Porém, o cigarro eletrônico faz mal, pois contém nicotina e inúmeras substâncias tóxicas prejudiciais à saúde.

Apesar dos perigos que representa, essa novidade criou novas categorias de usuários: o não fumante que acredita que ele não faz mal, e acaba se viciando em tabaco ou passando a usar maconha. Também é usado por adolescentes que desejam esconder o vício dos pais ou por jovens e adultos que antes não fumavam.

Mediante isso, apontaremos os reais perigos do cigarro eletrônico e indicaremos alternativas de solução para reduzir os prejuízos causados por ele. Confira!

Cigarro eletrônico: o que é e como funciona

Esse modelo de cigarro é um dispositivo que funciona acoplado a uma bateria e uma resistência para aquecer o líquido no interior da cigarrilha. Esse líquido contém várias substâncias, mas a principal é a nicotina para a pessoa aspirar como se usasse um cigarro comum.

Porém, enquanto o cigarro tradicional produz fumaça, quem usa o modelo eletrônico expele uma fumaça aromatizada. Entretanto, é necessário destacar que no vapor d’água liberado também  contém substâncias tóxicas e prejudiciais à saúde.

Segundo a Reuters, esses modelos de cigarrilhas eletrônicas contêm altas concentrações de nicotina. Talvez podem ter até mais que os cigarros comuns. A agência de notícias destacou também que, apesar dos danos à saúde, a popularidade dos e-cigs nos EUA garantiu aos fabricantes um faturamento de mais de 1 bilhão de dólares no ano passado.

Logo, o cigarro eletrônico faz mal por que ele é um produto composto por substâncias cancerígenas, cuja toxicidade e efeito sobre a saúde do usuário ainda não é totalmente conhecida. Por isso, o consumo desses produtos não é recomendado, visto que os derivados do tabaco têm um grande potencial para causar dependência.

Devido à falta de controle na fabricação e a presença de inúmeras substâncias tóxicas no vapor dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF), o consumo e a propaganda dos cigarros eletrônicos é proibido no Brasil.

Ainda que seja vendido ilegalmente em lojas online, a resolução RDC 46/2009 publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), proíbe quaisquer formas de comercialização do DEF, com base no princípio da precaução. Contudo, pesquisas recentes demonstram que cerca de 3% dos brasileiros já experimentaram os e-cigarros.

JULL: o perigo disfarçado 

Bastante parecido com um pendrive, o JULL caiu nas graças dos adolescentes americanos. Porém, esse dispositivo já está atravessando fronteiras à velocidade da luz.e conquistando novos adeptos em vários países, como o Brasil.

O modo como esse produto está sendo divulgado em diversos países tornou-se uma problemática, pois as técnicas de marketing divulgam a ideia de que os e-cigs são menos nocivos que os cigarros comuns. Isso estimula o consumo do JULL por um número cada vez maior de crianças e jovens.

Enumeramos algumas características do JULL. Veja quais são:

  • Há maior prevalência de uso entre jovens brasileiros de 18 a 24 anos;
  • Esse cigarro eletrônico tem o design de um pendrive e seu conteúdo pode ser recarregado em dispositivos com saída USB;
  • Cada nova recarga de nicotina e componentes é o suficiente para 200 tragadas;
  • Mesmo com menos elementos tóxicos, o JULL contém substâncias químicas causadoras de câncer.
  • O consumo do JULL pode levar à dependência ou ao vício em outras substâncias entorpecentes;
  • Mesmo com a comercialização proibida no Brasil, o uso do produto não é considerado crime;
  • O JULL tem um aroma de flores ou de frutas e pode ter sabor adocicado. 
  • Os e-cigarros não produzem cinza. Sua discrição facilita o uso do produto escondido dos pais.

Cigarro eletrônico: faz mal e ainda pode levar ao vício em maconha

A nicotina é uma das substâncias mais conhecidas devido ao seu potencial para inibir o apetite. Ela tem uma propriedade química que induz o aumento da taxa metabólica por meio da liberação dos hormônios supressores da fome.

Com isso, muitos usuários utilizam os cigarros eletrônicos não só para substituir os convencionais, mas também para a redução de peso. Porém, não há eficácia comprovada desse efeito dos dispositivos sobre o controle de massa corporal.

O que se sabe até agora é que o uso de nicotina eleva a resistência à insulina e provoca o aumento da quantidade de gordura corporal visceral. Esse acúmulo de gordura nas vísceras atrapalha o bom funcionamento dos órgão e abre as portas para inúmeras doenças.

Estudos indicam que o risco à saúde pode está associado aos oxidantes e partículas que compõem o tabaco utilizado como combustível nos e-cigarros. Além da ligação com o descontrole hormonal que compromete o metabolismo da insulina, a nicotina está relacionada com a toxicidade cardiovascular.

Além disso, há outros agravos à saúde associados ao consumo dos cigarros eletrônicos. O vício nesses dispositivos representam diversos tipos de comprometimento. O primeiro deles é o risco individual, que é a maior probabilidade do desenvolvimento de doenças relacionadas ao consumo regular desses cigarros, além das chances de viciar drogas como a maconha.

Outro ponto que não pode passar despercebido é o risco de explosões devido ao contato de crianças e de adolescentes com o líquido tóxico presente no interior desses dispositivos.

É preciso considerar também o risco social e coletivo resultante do impacto financeiro dos gastos exigidos pelo tratamento de doenças graves — como o câncer e outras comorbidades — decorrentes do tabagismo.

Ainda que o maior número de adeptos sejam jovens, os impactos negativos resultantes do consumo das cigarrilhas eletrônicas são percebidas logo.

O consumo desses produtos têm efeitos muito semelhantes aos cigarros tradicionais e prejudicam o aparelho respiratório, circulatório e comprometem as funções cerebrais. Como vimos, o consumo de cigarro eletrônico faz mal e não deve ser visto como alternativa benéfica em nenhum aspecto.

O ideal é não se render aos atrativos ou encantos oferecidos por essas novidades que, em nome da diversão, coloca em risco a saúde mental e física dos usuários.

Se você está com dificuldade para vencer o vício em cigarro ou maconha, não deixe para procurar ajuda quando for tarde demais: entre em contato com o Hospital Santa Mônica e conheça nossas alternativas para superar esses problemas!

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Cigarro eletrônico faz mal? As pesquisas mostram que sim!

CIGARRO ELETRÔNICO FAZ MAL?

Cigarro eletrônico, vaporizador, vaper, e-cigarro, e-cigarrete. São vários nomes que o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reúne e classifica como dispositivos eletrônicos para parar de fumar (DEFs). É a própria entidade, referência no tratamento do câncer no Brasil, que alerta para dois principais problemas desses dispositivos:

  • Não há estudos que confirmam a eficácia deles no combate ao vício. Os fabricantes destacam a ausência de alcatrão e outras substâncias que os tornariam muito menos nocivos que o cigarro comum, mas a concentração de nicotina em um cigarro eletrônico pode ser equivalente a um maço inteiro de cigarros comuns;
  • A aparência tecnológica, a praticidade e os aromas agradáveis, além da maior aceitação social, estão atraindo novos praticantes, que se tornam igualmente viciados no hábito de fumar. E eles são cada vez mais jovens.

De fato, o gosto ruim dos cigarros comuns é suavizado com aromatizantes de chocolate, frutas, baunilha e outras guloseimas. O dispositivo é disfarçado em pen drives, para recarregar no computador, bem próximo das mãos. Já deu para perceber por que é uma isca fácil para os adolescentes?

Como funciona

Na sua luta contra o cigarro, Hon Lik usava adesivos de nicotina e, às vezes, esquecia-se de removê-los na hora de dormir. Para ele, essa era causa dos pesadelos horríveis que o acometiam. Certa noite, Lik sonhou que se afogava em uma nuvem vaporosa de cigarro – foi o clique que faltava para o dispositivo que estava desenvolvendo.

O cigarro eletrônico não queima a nicotina. Sua bateria recarregável a aquece em sua forma líquida, juntamente com outras substâncias nocivas, como solventes e propilenoglicol. Não há fumaça e o gosto é suavizado com essências artificiais.

Eliminadas as barreiras da fumaça e do gosto ruim, o cigarro eletrônico acabou se popularizando. Os vapers, como gostam de ser chamados os adeptos desse novo estilo de fumar, acreditam que o cigarro eletrônico é inofensivo.

A falta de estudos que confirmam essa teoria levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibir a sua venda no país, desde 2009.

Em muitos outros países, ele também é proibido, especialmente na Ásia, no Oriente Médio e na América do Sul.

Em 2018, o governo dos Estados Unidos denunciou uma epidemia de cigarros eletrônicos no país e restringiu a sua venda a pessoas maiores de idade. Na Austrália e na Índia também foi proibido seu consumo e comercialização.

Por que é tão perigoso?

Os médicos se preocupam com dois riscos: as doenças associadas ao cigarro, especialmente o infarto do miocárdio, a asma e o câncer de pulmão, boca e garganta, e o risco de explosão próxima ao rosto e às mãos.

Ilegais, esses dispositivos não são obrigados a seguir nenhuma norma de segurança.

É difícil até mesmo estudar seus efeitos porque os fabricantes adicionam substâncias como vitamina E líquida, associada a mortes e internações por intoxicação nos Estados Unidos, e até maconha.

Os primeiros estudos científicos sobre os malefícios do cigarro eletrônico foram apresentados em fevereiro deste ano, no Congresso Anual da Academia Americana de Ciências, pela neurocientista Marina Picciotto, da Universidade Yale. Ela conduziu a pesquisa em animais, uma vez que o uso dos cigarros eletrônicos em humanos é recente.

O resultado revela que, associada aos aromatizantes vaporizados, a nicotina ressalta o prazer e cria associações neurais. Essas associações acentuam a sensação de bem-estar provocada por outros estímulos.

Ouvir música, tomar café e até fazer sexo pode parecer melhor com o cigarro eletrônico, alimentando o vício.

Por outro lado, camundongos expostos aos vapores da nicotina líquida desenvolveram alterações estruturais em seus neurônios, tornando-se mais estressados.

Como parar de fumar

O programa para parar de fumar do Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos mais elogiados no mundo. O paciente recebe acompanhamento médico e psicológico, além de todos os medicamentos necessários. Assim, não substitua um vício pelo outro. Para mais informações é só clicar aqui.

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Источник: https://www.hospitalpresidente.com.br/2020/11/26/cigarro-eletronico-faz-mal-as-pesquisas-mostram-que-sim/

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