Cirurgia de fimose (postectomia): como é feita, recuperação e riscos

Fimose: tudo que você precisa saber!

Cirurgia de fimose (postectomia): como é feita, recuperação e riscos

Fimose é um problema muito comum que acomete homens de todas as idades. Apesar de ser mais referida como um problema da infância (congênita), essa doença pode aparecer já na idade adulta, sendo conhecida como fimose do adulto ou adquirida.

Nesse post explico detalhes sobre a fimose, desde o conceito até seu tratamento. Confira!

O que é fimose?

O conceito de fimose vem do grego phimos, que significa “mordaça”, “acaimo” ou “bocal”, o que representa um estreitamento ou anel fibrótico da pele que recobre o pênis, o prepúcio, impedindo a exposição da cabeça do pênis, a glande.

Uma grande confusão se faz quando compara-se a fimose com o “excesso de pele” do prepúcio. A fimose é uma condição clínica com diagnóstico exato, anatômico. Ao contrário, o prepúcio redundante apresenta-se de variadas formas e não representa um problema clínico, na maioria dos pacientes.

A forma mais comum e conhecida de fimose se dá ainda na infância, quando não é possível retrair o prepúcio no bebê. Nessa idade, é muito comum apenas a aderência prepucial, que é tratada através de medidas simples, associando limpeza e tratamentos tópicos, incluindo pomadas de corticóides.

A fimose verdadeira ou fisiológica vai ser diagnosticada a partir dos 3 a 5 anos, em em mais de 70% das crianças se resolverá após os 5 anos de idade.

Quando o anel de fimose permanece, dificultando a exposição da cabeça do pênis, as chances de resolução espontânea diminuem e as medidas clínicas não serão mais efetivas. Nesse momento, uma abordagem mais invasiva deve ser considerada.

Existem algumas maneiras de graduar a fimose, dentre elas a mais comum classifica em 4 graus:

  • 1: exposição completa da glande e retração do prepúcio sem dificuldade. Apenas apresenta anel na base.
  • 2: exposição parcial da glande.
  • 3: exposição apenas do meato da uretra.
  • 4: não é possível expor a glande nem o meato.

A fimose fisiológica exige tratamento?

A conhecida fimose fisiológica não leva a maiores problemas à criança. Não há dificuldade para urinar, não predispõe infecções urinárias.

A retração do prepúcio é completa com um discreto anel fibrótico. Pelo fato de não gerar complicações, esse tipo de fimose não costuma precisar tratamento.

Já a fimose patológica, a correção se faz necessária na maioria dos casos.

Quando um paciente pergunta “porque fazer a cirurgia de fimose”, os principais argumentos apontam para as possíveis implicações desta condição: infecção de urina, balanopostites de repetição, jato espalhado e dor na hora de urinar e dor na hora da relação sexual.

Além disso, alguns fatores induzem o aparecimento da fimose adquirida, especialmente as inflamações penianas crônicas (com evolução na sua forma mais grave – a balanite xerótica obliterante).

Essas condições são predispostas em pacientes imunossuprimidos descompensados, como é o caso do paciente diabético mal controlado.

As principais formas de tratamento, são:

  • Anel alargador
  • Cirurgia (postectomia)

O anel alargador é ainda bastante utilizado em crianças, especialmente em casos mais leves e que não desejam tratamento cirúrgico. O resultado é levemente inferior e seu uso tem sido desaconselhado.

A postectomia consiste em um pequeno procedimento cirúrgico para a retirada do prepúcio. Largamente utilizada, uma das principais cirurgias realizadas em urologia. Os resultados são excelentes, tanto na questão funcional quanto na estética. Muitos pacientes que operam se perguntam “porque não fiz a cirurgia de fimose antes?”

Como é feita a postectomia?

A cirurgia é feita de maneira simples, em ambiente hospitalar. Tornou-se popular devido à cultura de alguns povos que realizam a circuncisão, que é nada mais do que a mesma cirurgia realizada em recém-nascidos e crianças.

A cirurgia é feita com anestesia local e sedativos, o que permite alta hospitalar precoce. O período de internação varia de 4 a 6h.

No canal iURO do você pode conferir o ato cirúrgico clicando AQUI.

A respeito dos cuidados pós operatórios, o curativo deve ser retirado 24 horas após o procedimento. Deve-se limpar a ferida cirúrgica diariamente e utilizar medicações conforme receita médica. Não há restrição quanto à alimentação.

Deve-se evitar maiores esforços nos primeiros dias, permitindo retorno às atividades físicas numa média de 20 dias ou até cicatrizar completamente. É importante manter repouso sexual de 40 a 60 dias.

Sobre as recomendações pós operatórias, preparamos um vídeo exclusivo. Confira aqui:

Além da fimose, as indicações da postectomia incluem:

– Balanopostites (infecções)

– Potencial de Prevenção das doenças sexuais (DST) e HIV**

– Estética

Dúvidas frequentes de pacientes submetidos a cirurgia de fimose

​A postectomia é um dos procedimentos urológicos mais realizados no mundo. Ela é feita principalmente devido a fimose, porém as outras indicações também são comuns.

Por isso, existe um grande número de dúvidas que notamos quando o paciente vai no consultório do urologista (que muitos conhecem como médico de próstata) e na internet, sendo a fimose o principal termo procurado pelos pacientes.

Confira a seguir, as principais dúvidas dos pacientes sobre a fimose:

– A cirurgia de fimose reduz o tamanho do pênis?

  • Não, a postectomia não é uma cirurgia de aumento peniano e nem de redução. Ela mexe apenas no tecido de pele. Os corpos cavernosos são os verdadeiros responsáveis pelo tamanho do pênis, e na cirurgia de fimose não mexemos neles.

– A cirurgia para correção da fimose faz perder a sensibilidade do pênis?

  • Não, a postectomia é incapaz de mexer na sensibilidade do órgão. A cirurgia é feita nos tecidos cutâneos (pele do pênis). Os nervos responsáveis pela sensação de prazer ficam em uma região mais profunda, não acessada nessa cirurgia.

– A fimose prejudica o crescimento do pênis?

  • Não. Apesar de haver a sensação de prejuízo no potencial de rigidez, a ereção peniana é satisfatória e depende do estímulo sensorial e capacidade contrátil dos corpos cavernosos.

– Quanto tempo preciso ficar sem relação sexual após a cirurgia de fimose?

  • Idealmente, não se deve realizar nenhum estímulo sexual, nem masturbação, durante a recuperação cirúrgica. No mínimo 40 dias faz-se necessário para o retorno às atividades sexuais.

– O que fazer pra evitar ereções no pós operatório?

  • As ereções penianas noturnas e matinais são involuntárias e não há como evitá-las. Os pontos realizados na postectomia são suficientemente resistentes para segurar a grande maioria das ereções sem danificar a sutura.
  • Deve-se evitar qualquer estímulo sexual voluntário. Em alguns casos, um ou outro ponto solta mas não deve ser motivo de preocupação. Procure seu médico e ele irá esclarecer.

– A pele volta a crescer depois de ter feita a cirurgia da fimose?

  • Não. Uma vez corrigida a fimose, a pele não mais existirá. Em alguns casos a fimose pode voltar, especialmente se houver episódios de inflamação por qualquer motivo ou em casos de diabéticos com controle inadequado da doença.

Agora que você já entende um pouco mais sobre a fimose, seu diagnóstico, classificação e formas de tratamento, não tenha receio de ir adiante e resolver seu problema de uma vez por todas.

Se ainda assim tiver dúvidas, nos envie por nossos canais que teremos prazer de responder. Nosso objetivo é fazer um “mundo sem fimose!”.

Источник: https://drpaulomaron.com.br/fimose/

Como é o pós operatório da cirurgia de fimose?

Cirurgia de fimose (postectomia): como é feita, recuperação e riscos

A fimose é o estreitamento de pele do prepúcio que dificulta a exposição da glande e consequentemente a sua higiene íntima. Esta dificuldade de retração do prepúcio pode existir em vários graus, desde o estreitamento prepucial mais leve até aquele grau onde há impossibilidade total de retração da pele e exposição da glande.

Tratamento da fimose

Existem dois tratamentos para a correção da fimose, um é a utilização de cremes para as crianças ou, quando esta ação clínica não reverte o resultado esperado, a operação. A postectomia é a cirurgia utilizada para a correção da fimose.

Pós operatório da fimose

Normalmente pode acontecer do paciente ter alguns sintomas no pós-operatório como dor, inchaço, uma mínima saída de sangue e leve dificuldade ao urinar. Entre 10 a 14 dias o pênis começa a desinchar e os pontos vão se soltando. É recomendado repouso, não molhar o curativo, fazer compressas frias na região e trocar o curativo somente no dia seguinte a operação.

São prescritos analgésicos para aliviar a dor. No primeiro dia após a cirurgia será necessário fazer a troca do curativo. Ele deve ser retirado com muito cuidado e caso saia uma secreção marrom ou mesmo um pouco de sangue, não é necessário alarde, é normal. Apenas lave o local corretamente com água e sabonete, seque muito bem e passe uma pomada com antibióticos receitada pelo médico.

Após este procedimento cubra os pontos com uma gaze esterilizada até que o corte seque e os pontos caiam naturalmente nos dias seguintes. O pós cirúrgico é mais difícil na idade adulta. Alguns homens podem sentir dores ou terem problemas com os pontos, por causa de ereções involuntárias.

Após 30 a 45 dias da cirurgia, caso o médico não tenha passado nenhuma restrição, o ato sexual será liberado.

Em meados de 1980, a totalidade de médicos urologistas na Capital Federal mal ultrapassava a casa dos trinta profissionais, cujas atividades se desenvolviam predominantemente no serviço público.

O Hospital de Base do Distrito Federal era a unidade hospitalar onde se concentrava a maior parte destes e que tinha por escopo prestar assistência médica urológica a população de Brasília e entorno e de fomentar a formação de novos profissionais.

A prestação de serviços no setor complementar privado, em sua maior parte, era fragmentada ou mesmo praticada de forma individualista e quase sempre orbitando em torno da força do setor público.

Testemunhando o crescimento e desenvolvimento de Brasília, em 1986, quatro profissionais oriundos do Hospital de Base juntaram esforços com o núcleo do Hospital Santa Luzia, constituindo o UROCENTRO – Centro Urológico de Brasília, com sede no Hospital Santa Luzia.

O grupo inspirou-se na missão de oferecer serviços médicos na especialidade de urologia à uma clientela que, por razões diversas, demandava atendimento no setor privado, talvez por ser mais ágil e eclético.

A equipe então nascente, tinha por valores: qualidade dos serviços prestados, responsabilidade, inovação, observância dos preceitos éticos da medicina, humanização dos serviços oferecidos, atualização contínua do conhecimento da especialidade, disponibilização de novos instrumentais e tecnologias à comunidade assistida e interação com especialidades correlatas.

Em 1989, com pequenas alterações no grupo original, o UROCENTRO mesclou-se com o núcleo do Hospital Santa Lúcia e se consolidou como o primeiro grupo de especialistas em urologia de Brasília. Essa fusão levou o UROCENTRO a fortalecer suas propostas originais e a servir de modelo para a formação de outros grupos, fortalecendo o desenvolvimento da nossa especialidade em todo o DF.

Em 1992, o UROCENTRO adquiria a sua sede própria no Centro Clínico Sul, expondo-se à maior visibilidade junto ao seu público alvo e expandindo suas atividades.

No início da década de 2010, agregaram-se dois novos profissionais ao seu quadro médico, por um lado dando mais dinamismo às suas atividades e por outro promovendo a renovação dos seus quadros.

Em maio de 2011, visando dar novo fôlego a clínica e fomentar a renovação de seu quadro funcional, o grupo promoveu o desligamento de alguns profissionais, incorporou novos jovens profissionais e também estendeu um braço de atendimento no Hospital Santa Lúcia. Atualmente a clínica conta com dez urologistas.

No bojo dessas transformações, sempre visando o avanço do UROCENTRO, transferimos a sede da clínica para um novo e amplo espaço, com arquitetura contemporânea, localizada no Edifício Advance, Quadra 915 Sul e mantivemos o braço funcional no Hospital Santa Lúcia.

Источник: https://www.urocentrobrasilia.com.br/noticias/14-especialidades/27-como-e-o-pos-operatorio-da-cirurgia-de-fimose

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