Cirurgia de tireoide: como é feita, principais tipos e recuperação

Contents
  1. Cirurgia da Tireoide: cuidados pré e pós-operatórios – NICAP
  2. O que são cuidados pré-operatórios?
  3. Para que servem os cuidados pré-operatórios na cirurgia da tireoide?
  4. Quais cuidados pré-operatórios são necessários para a cirurgia da tireoide?
  5. Como é e quanto tempo dura o pós-operatório da cirurgia da tireoide?
  6. Como é a vida sem a Tireoide?
  7. A cirurgia da tireoide deixa alguma cicatriz visível? Quais os cuidados?
  8. Como é o retorno às atividades físicas e de rotina?
  9. Como é feita a cirurgia para remoção de nódulo na tireoide
  10. Nódulo na tireoide nem sempre é câncer
  11. Nódulo indeterminado: precisa operar?
  12. Como é a cirurgia que remove a tireoide
  13. Toda cirurgia envolve riscos
  14. Cirurgia de tireoide: como Ajudar na Boa Recuperação e Evitar complicações no Pós-operatório
  15. Pergunte sempre e siga as orientações do seu cirurgião e equipe cirúrgica. Cada profissional tem sua rotina no pós-operatório.
  16. 1. Imediatamente após a cirurgia de tireoide
  17. 2. Chegando no quarto
  18. 3. Cuidados com a posição
  19. 4. Para ir ao banheiro
  20. 5. Para dormir no primeiro dia
  21. 6. Manhã do dia seguinte à cirurgia: hora de aprender a fazer os curativos na prática
  22. É fundamental que os familiares e o próprio paciente observem a realização dos curativos enquanto estiverem no hospital porque são de realização muito simples. Se bem aprendidos, podem ser feitos em casa mesmo, após a alta hospitalar do paciente
  23. 7. Medicações de uso rotineiro para controle da pressão arterial
  24. 8. Começando a se movimentar, mas com cuidado
  25. 10. Cuidados com a alimentação após a alta
  26. Também pedimos que a dieta seja de preferência rica em cálcio, pois ajuda a manter o cálcio em bons níveis no sangue após a cirurgia de tireoide
  27. 11. Tenho que retirar os pontos?
  28. A proteção da luz, seja natural solar ou artificial, é um cuidado que pode ter forte repercussão na boa qualidade estética na cicatrização
  29. 13. Quais sintomas podem ocorrer após a cirurgia de tireoide?
  30. Isso pode refletir queda do cálcio no corpo e deve ser comunicado ao seu médico assim que possível. A queda transitória dos níveis sanguíneos do cálcio pode ocorrer e é alteração específica da cirurgia de tireoide.
  31. 14. Como iniciar a reposição hormonal após a cirurgia de tireoide?
  32. 15. Quando retornar ao cirurgião após a alta da cirurgia de tireoide?
  33. Todas as dúvidas devem sempre ser esclarecidas com seu cirurgião e equipe
  34. Tireoidectomia (Cirurgia da Tireóide)
  35. Principais indicações da Tireoidectomia
  36. Nódulos Tireoidianos
  37. Como é feita a avaliação do Nódulo Tireoidiano?
  38. Ultrassonografia da Tireoide
  39. Punção Biópsia Aspirativa de Nódulo de Tireoide (PAAF)
  40. Interpretação dos resultados da PAAF
  41. Câncer da Tireoide
  42. A Cirurgia da Tireoide
  43. Complicações

Cirurgia da Tireoide: cuidados pré e pós-operatórios – NICAP

Cirurgia de tireoide: como é feita, principais tipos e recuperação

Vimos no texto “Cirurgia da Tireoide – como é e indicações” que esta glândula produz hormônios importantes para a regulação do metabolismo e na função de órgãos como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. 

No entanto, assim como em qualquer tecido do corpo humano, as células da tireoide também podem sofrer disfunções e dar origem a nódulos benignos e até mesmo de câncer. Os nódulos são relativamente comuns, e podem atingir até 40% das mulheres, segundo alguns estudos (com cerca de 5% deles sendo cancerosos). Já os homens, por sua vez, têm três vezes menos chances de desenvolver nódulos. 

“Dentre todos os tipos de câncer de cabeça e pescoço, o câncer da tireoide é o mais comum. O tratamento inicial para essa doença é cirúrgico. A cirurgia da tireoide visa garantir que todas as células doentes sejam removidas.

Para isso, pode ser necessário retirar toda a glândula tireóide (tireoidectomia total) ou uma parte dela (tireoidectomia parcial)” – Dr. Acklei Viana, Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço (CRM 11656 / RQE 11538).

Abaixo, o Dr. Acklei Viana, Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço (CRM 11656 / RQE 11538), responde algumas das principais dúvidas dos pacientes do Núcleo Integrado de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (NICAP) sobre o pré e o pós-operatório da Cirurgia da Tireoide.

O que são cuidados pré-operatórios?

Dr. Acklei Viana: Os cuidados pré-operatórios são o conjunto de exames e de consultas realizados antes da cirurgia. A partir deles, as equipes cirúrgica e de anestesia poderão conhecer e avaliar o estado de saúde do paciente e lhe orientar sobre a necessidade de algum preparo adicional para o procedimento. 

Para que servem os cuidados pré-operatórios na cirurgia da tireoide?

Dr. Acklei Viana: Todo procedimento cirúrgico, por mais simples que seja, pode oferecer riscos. Os cuidados pré-operatórios são realizados para dar ainda mais segurança ao paciente durante a cirurgia da tireoide e para acelerar a sua recuperação no pós-operatório.

Quais cuidados pré-operatórios são necessários para a cirurgia da tireoide?

Dr. Acklei Viana: Antes da cirurgia da tireoide, pedimos exames de sangue para avaliarmos os níveis de hemoglobina, a coagulação e, em alguns casos, os níveis de Vitamina D. É comum recebermos pacientes que precisam repor vitamina D antes da cirurgia e até mesmo realizar a suplementação de cálcio, para evitar formigamentos e cãibras na recuperação pós-cirúrgica.

Tais desconfortos musculares são provocados por conta da manipulação de outras glândulas, as paratireóides (que ficam anexas à Tireoide). As paratireoides controlam as quantidades de cálcio circulantes no organismo. Uma vez que elas também são manipuladas na cirurgia, é possível que a função dessas glândulas torne-se irregular por um período.

Também faz parte dos cuidados pré-operatórios conhecer quais medicações os pacientes estão utilizando. Algumas precisam ser interrompidas dias antes da cirurgia da tireoide. Além disso, a equipe de anestesia precisa avaliar junto ao paciente a possibilidade de reações alérgicas a determinadas medicações utilizadas.

Como é e quanto tempo dura o pós-operatório da cirurgia da tireoide?

Dr. Acklei Viana: O pós-operatório da cirurgia da tireóide costuma ser bastante tranquilo. No geral, os pacientes voltam para casa no dia seguinte. No momento da alta, ou até mesmo antes da cirurgia, os pacientes recebem todas as informações sobre o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, assim como sobre a reposição de hormônios, se necessária.

Como é a vida sem a Tireoide?

Dr. Acklei Viana: Geralmente, a qualidade de vida é normal, mas isso também depende da disciplina do paciente.

Hoje, quando necessário, é possível realizar a reposição hormonal. Basta tomar um comprimido por dia. No entanto, esse cuidado deve ser realizado por toda a vida.

A dose é ajustada de acordo com cada paciente e precisa ser revista no acompanhamento com o médico.

A cirurgia da tireoide deixa alguma cicatriz visível? Quais os cuidados?

Dr. Acklei: Isso depende da técnica cirúrgica utilizada.Na cirurgia convencional, nós usamos métodos avançados de sutura, para que a cicatriz seja a mais discreta o possível.

Nesses casos, os pacientes saem do procedimento com um curativo no pescoço, no local da incisão. O curativo protege contra infecções e exposição solar. Recomenda-se não molhar o curativo por alguns dias.

Ele será retirado pelo cirurgião no momento do retorno ao consultório.

Já na técnica de cirurgia por vídeo, a incisão é feita por dentro do lábio. Assim, a cicatriz fica na parte de dentro da boca e não é visível, proporcionando benefícios estéticos importantes. Recomenda-se, nesses casos, uma dieta alimentar mais pastosa, por 2 a 3 dias. 

Como é o retorno às atividades físicas e de rotina?

Dr. Acklei Viana: Na primeira semana de pós-operatório da cirurgia da tireoide, nós recomendamos que os pacientes evitem esforços físicos e movimentações intensas do pescoço, para evitar possíveis inchaços e sangramentos no local da incisão.

Evitar dirigir nessa primeira semana é importante para garantir uma boa recuperação e não correr riscos no trânsito. O retorno ao trabalho e aos estudos costuma acontecer já na segunda semana de pós-operatório.

Já os esforços físicos intensos são liberados entre 15 e 30 dias após a cirurgia da tireoide, sempre de acordo com avaliação médica.

Cuide da sua saúde! Faça a cirurgia da tireóide com uma equipe experiente e atualizada com o que há de mais moderno na medicina. Os profissionais do Núcleo Integrado de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (NICAP) podem lhe ajudar. Conte conosco!

Источник: https://www.nicap.com.br/cirurgia-da-tireoide-cuidados-pre-e-pos-operatorios/

Como é feita a cirurgia para remoção de nódulo na tireoide

Cirurgia de tireoide: como é feita, principais tipos e recuperação

Um nódulo na tireoide é uma massa de tecido da própria tireoide que cresceu ou um cisto cheio de líquido que se formou no local. Diante do problema, a maior preocupação é definir o risco de ele ser maligno. Mas sabe-se que apenas uma pequena porcentagem de casos de nódulo na tireoide representa câncer ¹ . Vamos entender essa estatística.

Veja mais: Principais sinais de que algo está errado com a tireoide

Nódulo na tireoide nem sempre é câncer

De acordo com o departamento de tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o câncer de tireoide é raro e ocorre em aproximadamente 1% da população.

Embora seja três vezes mais frequente em mulheres, a doença afeta também os homens. A faixa etária de maior risco é entre 25 e 65 anos.

Aproximadamente 10% da população adulta tem problema com nódulo na tireoide, mas cerca de 90-95% são benignos.

Geralmente, os nódulos benignos não precisam ser removidos cirurgicamente, a menos que causem sintomas como asfixia ou dificuldade de engolir ² .

Já um nódulo na tireoide que tenha sido apontado como maligno requer o procedimento (que é orientado em consulta ao endocrinologista e/ou cirurgião de cabeça e pescoço).

Mas e quando o diagnóstico dos exames solicitados pelo médico indica nódulo indeterminado?

Veja as possíveis alternativas para o caso.

Veja mais: Nódulo na tireoide: o que pode ser e quando é preciso removê-lo?

Nódulo indeterminado: precisa operar?

Até pouco tempo atrás, a única opção disponível para realizar o diagnóstico diferencial entre maligno e benigno de um nódulo indeterminado era submeter a pessoa à cirurgia de remoção da tireoide. Porém, hoje existem testes que fazem uma análise genética e classificam o nódulo com precisão sem a necessidade de medidas extremas como passar por um procedimento cirúrgico.

O exame mir-THYpe é indicado apenas para pacientes com nódulos na tireoide indeterminados (Bethesda III ou IV).

Disponível em todo o Brasil, é um teste molecular com sólida evidência científica ³ e que não exige que sejam feitos procedimentos além daqueles que foram solicitados pelo médico na primeira avaliação.

Como é o caso da Pulsão Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). Isso evita desconforto, não gera custos extras e, o mais importante, pode evitar os riscos de uma cirurgia desnecessária.

Vamos saber mais sobre o procedimento.

Como é a cirurgia que remove a tireoide

De acordo com o Instituto Oncoguia, a cirurgia é o principal tratamento quando o nódulo na tireoide é diagnosticado como câncer por uma biópsia por agulha fina (PAAF). Ainda é também a conduta mais assumida no caso de diagnóstico de nódulos indeterminados.

Os principais tipos de cirurgia para remoção de nódulo na tireoide são:

  • Lobectomia: essa cirurgia é algumas vezes utilizada para o câncer diferenciado de tireoide (papilífero ou folicular). O lobo contendo o câncer é geralmente removido junto com o istmo (parte que une os lobos da tireoide). Uma das consequências é que o que sobra do tecido tireoidiano pode interferir em exames posteriores, como exames de sangue para tireoglobulina, cintilografia da tireoide e exames para diagnosticar possíveis recidivas.
  • Tireoidectomia: é o tipo mais comum para a remoção da tireoide, inclusive no caso de diagnóstico de nódulo de tireoide indeterminado. Se toda a glândula é removida, o procedimento recebe o nome de tireoidectomia total e pede que o paciente faça reposição hormonal diariamente por toda a vida. Se apenas parte da glândula é removida, dá-se o nome de tireoidectomia parcial. Nesse tipo de cirurgia também é necessário um acompanhamento regular com endocrinologista para checar possíveis recidivas do câncer.

A seguir, veja algumas possíveis complicações da cirurgia para a remoção total ou parcial de tireoide.

Toda cirurgia envolve riscos

Os especialistas do Hospital do Câncer de Barretos explicam que, de forma geral, a cirurgia para remoção de nódulo na tireoide evolui bem, com raras complicações. No entanto, é importante esclarecer que todo procedimento cirúrgico envolve risco de complicações.

As mais importantes, no caso de remoção total ou parcial da tireoide, segundo os médicos, são:

  • Hematoma: apesar de todo o cuidado para que não haja sangramento no pós-operatório, pode ocorrer um acúmulo de sangue no local operado. Essa condição pode causar dor e dificuldade de respirar. Em alguns casos, pode ser necessário fazer uma nova cirurgia em caráter de urgência.
  • Alterações da voz: um em cada 10 pacientes que são operados para a remoção da tireoide apresenta alguma alteração temporária na voz. Em um a cada 250 pacientes, esse efeito pode evoluir com alterações definitivas, trazendo rouquidão, dificuldade em alcançar notas agudas e cansaço ao falar(2). Isso acontece por conta da proximidade da tireoide com os nervos responsáveis pelos movimentos das cordas vocais.
  • Hipocalcemia: junto à tireoide existem as glândulas paratireoides. Elas são responsáveis pela produção do hormônio PTH, que regula o nível de cálcio no sangue. Após uma tireoidectomia, pode haver uma diminuição temporária ou definitiva da função dessas glândulas, levando à queda dos níveis de cálcio no sangue (hipocalcemia). Os principais sintomas dessa condição são: formigamentos nas mãos, nos pés, ao redor dos lábios e nas orelhas que podem evoluir para câimbras.

Assim, pode-se afirmar que evitar procedimentos cirúrgicos desnecessários é sempre recomendado. Em se tratando de nódulo na tireoide de diagnóstico indeterminado, já é possível contar com inteligência artificial aplicada a testes genéticos para isso. Converse com o seu médico sobre essa possibilidade.

Quer saber mais sobre o mir-THYpe e assuntos relacionados com tireoide? Veja mais posts no nosso blog!

Referências:

1. Mayo Clinic

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/thyroid-nodules/symptoms-causes/syc-20355262

2. Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

http://www.tireoide.org.br/cancer-de-tireoide/

3. Santos MT, Buzolin AL, Gama RR, et al. 2018. Thyroid 28(12): 1618-1626.

4. Instituto Oncoguia

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cirurgia-para-cancer-de-tireoide/1886/236/

5. Hospital do Câncer de Barretos

https://www.hcancerbarretos.com.br/home-paciente/139-paciente/tipos-de-cancer/cancer-de-tireoide/228-orientacoes-para-cirurgia-de-tireoide

Источник: https://www.onkos.com.br/post/como-e-feita-a-cirurgia-para-remocao-de-nodulo-na-tireoide

Cirurgia de tireoide: como Ajudar na Boa Recuperação e Evitar complicações no Pós-operatório

Cirurgia de tireoide: como é feita, principais tipos e recuperação

As alterações esperadas do período pós-operatório devem ser conhecidas pelo paciente idealmente antes da cirurgia.

A cirurgia de tireoide tem algumas particularidades que devem ser sabidas por todos que se submeterão ao procedimento, para diminuir a ansiedade e resolver prontamente eventuais intercorrências.

Continue sua leitura para aumentar seu conhecimento.

É importante conhecer as etapas esperadas para saber quando se comunicar com seu médico se algo fugir do habitual.

Pergunte sempre e siga as orientações do seu cirurgião e equipe cirúrgica. Cada profissional tem sua rotina no pós-operatório.

Vamos falar um pouco de pontos específicos que muitas vezes são comuns à maioria das equipes.

1. Imediatamente após a cirurgia de tireoide

Após acordar da anestesia ainda em sala de cirurgia, o paciente deve manter um despertar tranquilo.

A pessoa passa para uma maca de transporte e, dependendo da estrutura do hospital, já pode ver os familiares rapidamente.

Segue então para a chamada sala de recuperação pós-anestésica.

Ali outro médico ficará ao lado do paciente junto com a equipe de enfermagem, geralmente por cerca de 2 horas.

Mantém-se uma monitorização semelhante à usada durante a anestesia, até que o paciente esteja bem acordado e em condições de seguir para o quarto.

Nesse período inicial ainda existe um risco de sangramento baixo, mas inerente ao procedimento, por isso esse cuidado obrigatório de ficar em observação num local anexo ao centro cirúrgico. É a segurança em primeiro lugar.

2. Chegando no quarto

Neste momento, de fato o paciente passa a ficar com a família e acompanhantes.

Após algumas horas, conforme a rotina do cirurgião, pode ser liberada a alimentação do paciente.

No início, pode ocorrer uma sensação de incômodo local pela recente manipulação, que vai aos poucos melhorando com o passar do tempo.

Em relação à alimentação, na maioria dos casos não há restrição sobre a consistência sólida dos alimentos, podendo ser liberados logo no início na dieta (a cirurgia da tireoide não afeta a mastigação, por isso, basta mastigar bem os alimentos!).

Durante a cirurgia, na região operada, a equipe cirúrgica realiza o chamado “descolamento” cirúrgico das estruturas. Isso produz uma pequena quantidade de secreção levemente sanguinolenta por porejamento e exsudação, de forma natural e esperada.

Dependendo do tipo do dreno utilizado, o curativo pode ficar tinto horas após a cirurgia. Se isso acontecer, basta avisar a enfermagem para efetuarem a troca do mesmo.

3. Cuidados com a posição

Recomenda-se de forma geral que o paciente evite movimentos bruscos, esforço físico e baixar a cabeça.

A cabeceira da cama deve ficar sempre mais elevada (pelo menos a 30 graus de inclinação), para evitar inchaço no pescoço. Peça ajuda às auxiliares de enfermagem para que seja mantido o posicionamento correto.

A cabeça do paciente também deve ficar mais na posição neutra, evitando esticar a pele da região operada.

Ao inclinar a cabeça para cima, ocorre uma tendência de esticar a região do pontos, aumentando a tensão local. Por isso o paciente deve evitar esse movimento também.

4. Para ir ao banheiro

Geralmente, conforme liberação médica, o paciente pode se levantar da cama após ter se alimentado. Nunca sair da cama enquanto ainda estiver em jejum.

O paciente deve sempre primeiro se sentar devagarinho. Ficar sentado por um tempo e, só então, acompanhado e com ajuda, se levantar.Tudo isso para se evitar tonturas.

5. Para dormir no primeiro dia

Vamos falar a verdade, nada como dormir em casa, não é mesmo?

Mas a internação hospitalar geralmente é de apenas 1 dia.

Na primeira noite, o paciente costuma ficar um pouco receoso pela posição.

Mas isso não pode se tornar uma neurose. Procure relaxar sempre, desligue suas preocupações, que o sono virá nesse momento.

6. Manhã do dia seguinte à cirurgia: hora de aprender a fazer os curativos na prática

Na maioria das vezes é o dia da alta hospitalar.

Em cirurgias de maior porte ou quando há uma drenagem maior pode ser necessário uma maior permanência às vezes.

Enquanto o paciente ainda estiver internado no hospital, os curativos serão realizados pela equipe de enfermagem ou mesmo pelo médico. Em geral, este ajuda a fazer um curativo na ocasião da retirada do dreno.

É fundamental que os familiares e o próprio paciente observem a realização dos curativos enquanto estiverem no hospital porque são de realização muito simples. Se bem aprendidos, podem ser feitos em casa mesmo, após a alta hospitalar do paciente

A recomendação geral é de não se molhar o curativo nas primeiras 24 horas. A função do curativo é proteger o local operado e mantê-lo limpo e seco.

Portanto, toda vez que o curativo da cirurgia de tireoide estiver sujo com secreção da cirurgia, o mesmo deverá ser trocado.

Após a retirada do dreno, a realização do curativo deve ser feita 1 vez ao dia, ou mais se necessário, para manter a limpeza local.

Existem alguns cirurgiões que usam mais o dreno à vácuo (com um coletor sanfonado) podem fazer uma esparadrapagem e ter outra rotina sobre os curativos.

O material utilizado é variável, pergunte ao seu médico os detalhes para realizar um curativo confortável e eficiente.

Cada equipe cirúrgica pode ter rotinas bem diferentes no manejo dos curativos.

7. Medicações de uso rotineiro para controle da pressão arterial

Alguns fatores influenciam e são fundamentais no período pós-operatório.

Se o paciente é hipertenso (isto é, tem pressão alta) ele deve tomar suas medicações de uso habitual no período logo após a cirurgia. Isso diminui o “porejamento” de sangue arterial e evita inchaço local.

8. Começando a se movimentar, mas com cuidado

Temos que evitar também o aumento da pressão venosa do pescoço.

Para isso, recomenda-se que o paciente evite realizar esforço físico e pegar peso.

Também não se deve abaixar para pegar objetos no chão. Ao inclinarmos nosso corpo em direção ao chão, provoca-se a turgidez das veias dos pescoço, e por consequência, um porejamento de sangue venoso, que pode levar a sangramento e inchaço.

Falar após a cirurgia da tireoide é permitido.

O problema é que alguns pacientes exageram e abusam do uso da voz, o que também é considerado esforço no pescoço e pode levar ao inchaço.

A ocorrência de um pequeno edema é esperado, mas se o paciente ficar na dúvida sobre sua evolução, deve procurar seu cirurgião.

Inchaço súbito e associado a falta de ar deve ser prontamente avisado ao médico e o paciente deve imediatamente pedir ajuda.

10. Cuidados com a alimentação após a alta

Pede-se para que o paciente evite alimentos de potencial alergênico, como frutos do mar e carne de porco (a tão famosa “comida reimosa”).

A alimentação deve ser saudável, equilibrada, rica em proteínas e vitaminas, para uma boa cicatrização.

Também pedimos que a dieta seja de preferência rica em cálcio, pois ajuda a manter o cálcio em bons níveis no sangue após a cirurgia de tireoide

Nesse período abuse se possível de leite e derivados, como queijo, iogurte, requeijão, coalhada, etc.

Os pacientes com intolerância à lactose devem ter seus cuidados específicos mantidos.

Mantenha também as recomendações da sua dieta caso seja diabético, hipertenso ou tenha níveis altos de colesterol.

11. Tenho que retirar os pontos?

A retirada de pontos é realizada por alguns cirurgiões, conforme a técnica empregada.

Hoje em dia, com a tecnologia dos fios absorvíveis, pode-se realizar uma sutura com técnica intradérmica (escondida embaixo da pele), em que não é necessário a retirada de pontos.

O uso de pomadas é variado e controverso. Alguns cirurgiões orientam seu uso. Elas podem auxiliar na remoção da crosta que pode se formar e também em pacientes com tendência a formar queloides.

A proteção da luz, seja natural solar ou artificial, é um cuidado que pode ter forte repercussão na boa qualidade estética na cicatrização

Nos primeiros dias, a proteção em geral é feita pelo próprio curativo.

A partir do quinto a sétimo dia, pode-se usar tecidos bem leves para proteção da luz direta. Quando a ferida estiver seca e vedada, aí está indicado o uso de bons protetores solares.

Peça orientação ao seu cirurgião ou mesmo ao seu dermatologista.

13. Quais sintomas podem ocorrer após a cirurgia de tireoide?

Existem alterações que são esperadas aós a tireoidectomia, como incômodo na região cervical.

Pode ocorrer dor leve, por isso o médico prescreve analgésicos para evitá-la e devem ser usados nos primeiros dias, conforme necessidade.

Isso pode refletir queda do cálcio no corpo e deve ser comunicado ao seu médico assim que possível. A queda transitória dos níveis sanguíneos do cálcio pode ocorrer e é alteração específica da cirurgia de tireoide.

O cálcio pode ser prescrito de rotina no pós-operatório, o que pode ajudar a prevenir sintomas em alguns pacientes.

Pode ser necessária a dosagem dos níveis no sangue e aumento da suplementação do cálcio, algumas vezes pode ser feita até pela veia, nos casos mais acentuados e urgentes.

14. Como iniciar a reposição hormonal após a cirurgia de tireoide?

Mais uma vez, cada cirurgião tem sua rotina.

A reposição, quando indicada (nas tireoidectomias totais), pode ser iniciada no primeiro dia após a cirurgia.

A medicação chama-se levotiroxina. Este é o nome genérico e existem algumas marcas consagradas no mercado.

Hoje em dia é muito fácil e simples fazer a reposição hormonal.

O hormônio é tomado em jejum todos os dias, pelo menos 30 minutos antes do café da manhã.

Isso porque o comprimido é bem pequeno, e ele deve ser dissolvido sozinho no estômago para que tenha uma excelente absorção.

15. Quando retornar ao cirurgião após a alta da cirurgia de tireoide?

Se não for preciso retirar os pontos nem ocorrer nenhuma intercorrência, normalmente o paciente é solicitado que retorne ao médico para reavaliação em 7 a 14 dias.

Nessa ocasião é comum já termos em mãos o resultado final do chamado exame “anatomopatológico” ou parafina, que nada mais é que o resultado final da biópsia. Nosso verdadeiro “gabarito”.

Aí dá-se então prosseguimento no tratamento conforme o diagnóstico.

Todas as dúvidas devem sempre ser esclarecidas com seu cirurgião e equipe

Quando houver alguma intercorrência, seu médico deve ser avisado.

Lembre-se que para as situações de emergência, deve-se procurar diretamente o hospital mais próximo.

Seguindo as recomendações médicas, sua cirurgia e recuperação têm tudo para terem uma boa evolução.

Respeite sempre com carinho seu período após a cirurgia de tireoide para uma boa recuperação!

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Источник: http://cabecaepescocofortaleza.com.br/cirurgia-de-tireoide/

Tireoidectomia (Cirurgia da Tireóide)

Cirurgia de tireoide: como é feita, principais tipos e recuperação

A tireoide é uma glândula com um formato que lembra uma “borboleta”, e se localiza na região anterior e inferior do pescoço, sendo responsável pela secreção de dois hormônios: a triiodotironina (T3) e tireoxina (T4) que regulam basicamente como o corpo usa e armazena energia, ou seja, regulam o funcionamento do nosso metabolismo.

 

Principais indicações da Tireoidectomia

Está indicada para casos de alterações fisiológicas ou anatômicas da glândula tireoide.

As indicações absolutas são por câncer de tireoide ou suspeita de malignidade, tireoide de tamanho aumentado comprometendo a respiração ou deglutição, excesso de funcionamento da glândula acarretando outros distúrbios (hipertireoidismo).

A indicação estética devido ao aumento da glândula é relativa.

 

Nódulos Tireoidianos

O surgimento de nódulos nesta região é bastante frequente e podem ser classificados como benignos ou malignos. Uma das principais formas de identificação destes nódulos é através do autoexame, que é feito através da observação e palpação do pescoço.

Hoje é cada vez mais comum a descoberta de nódulos tireoidianos em ultrassonografias cervicais de rotina solicitadas principalmente por endocrinologistas, ginecologistas e cardiologistas. Todo nódulo tireoidiano deve ser avaliado por um especialista, no entanto, é importante saber que nódulos na glândula tireoide são muito comuns, aproximadamente 95% dos nódulos são benignos.

 

Como é feita a avaliação do Nódulo Tireoidiano?

O diagnóstico é feito essencialmente pela palpação do pescoço associada à ultrassonografia, além de biópsia do nódulo, realizada através de punção aspirativa com agulha fina, ou PAAF, que retira células ou fluidos para análise laboratorial nos casos indicados:

 

Ultrassonografia da Tireoide

Uma ultrassonografia da tireoide com doppler colorido avaliará as características do nódulo como tamanho, se é sólido, cístico ou misto, seu aspecto em relação ao tecido da glândula, se suas bordas são bem delimitadas ou não, seu padrão de vascularização e se possui microcalcificações.

Esses achados à ultrassonografia nos norteiam no pedido da punção biópsia por agulha fina (PAAF), visto que nem todo nódulo necessita ser biopsiado, e em geral estes podem ser observados com consultas e USG periódicos.

 

Punção Biópsia Aspirativa de Nódulo de Tireoide (PAAF)

Na Punção Biópsia Aspirativa com Agulha Fina (PAAF), uma agulha fina é inserida dentro da glândula tireoidiana, sendo guiada pela ultrassonografia, aspirando ou succionando células e/ou liquido de nódulos tireoidianos. A amostra obtida é então avaliada para excluir ou afirmar a presença de células cancerosas.

Apesar de ser um procedimento seguro e simples, pode ocorrer desconforto e dor discretos, em alguns casos pode ser utilizada anestesia local.

 

Interpretação dos resultados da PAAF

Atualmente a PAAF segue a classificação de Bethesda:

  • Bethesda I: material insuficiente;
  • Bethesda II: benigno;
  • Bethesda III: atipia de significado indeterminado (pode ser benigno ou maligno, em geral risco de malignidade de até 15%);
  • Bethesda IV: suspeito para neoplasia folicular (pode ser benigno ou maligno, em geral risco de malignidade de até 30%);
  • Bethesda V: suspeito para carcinoma (chance de ser realmente maligno excede 90%);
  • Bethesda VI: compatível com carcinoma (chance de ser realmente maligno praticamente 100%).

 

Câncer da Tireoide

No Brasil, o câncer da tireoide é considerado o 5º tipo mais comum.

A doença afeta predominantemente indivíduos na faixa etária de 25 a 65 anos, e, em sua maioria, as mulheres, principalmente acima de 35 anos.

Os tipos mais comuns de câncer de tireoide são os carcinomas papilares (50% a 80% dos casos) e os carcinomas foliculares (10% a 40% dos casos).

Na maioria dos países, as taxas de incidência vêm mostrando um padrão de crescimento lento, porém contínuo durante as últimas décadas.

Tanto o carcinoma papilífero quanto o folicular costumam ser assintomáticos nas fases iniciais. É comum, entretanto, o aparecimento de nódulo palpável ou visível.

Constatado o câncer de tireoide, o tratamento é basicamente cirúrgico e consiste na retirada da glândula tireoide, chamado de tireoidectomia.

Após a cirurgia pode ser necessário a iodoterapia dependendo do estágio do tumor e idade do paciente. As taxas de mortalidade apresentam queda continuada na maioria das populações, tal fato deve-se, provavelmente, à melhoria do tratamento.

 

A Cirurgia da Tireoide

A tireoidectomia é realizada sob anestesia geral. A depender de cada caso, a cirurgia pode ser parcial (remoção de um dos lobos com o istmo da glândula) ou total. O paciente permanece internado por 24 a 48h.

Nas tireoidectomias totais, exames sanguíneos são obtidos no pós-operatório para avaliar a necessidade reposição de cálcio após a alta hospitalar.

Em relação à complicações, que serão descritas abaixo, alterações da voz e hipocalcemia (baixos níveis de cálcio no sangue) são as mais temidas.

Atualmente, existe a possibilidade de realizar a Monitoração Intra-Operatória dos nervos laríngeos, com a finalidade auxiliar na localização e avaliar a integridade do nervo por meio do estudo da contração da prega vocal.

As alterações relacionadas com o nível de cálcio no sangue no pós-operatório se devem à manipulação das glândulas paratireoides, produtoras do paratormônio, um dos hormônios relacionados ao metabolismo do cálcio.

 

Complicações

Após a cirurgia poderão ocorrer:

Febre e Dor – Podem surgir febre e dor reflexa ou na área operada e devem ceder em poucos dias.

Infecção e Abscessos – Raramente ocorrem e devem ser controlados com curativos e antibióticos, por vezes realizar drenagem é necessário. Podem ocorrer infecções à distância, por exemplo, respiratória, urinária ou digestiva.

Hemorragia – É rara, podendo ocorrer nas primeiras horas ou dias após a cirurgia, e nos casos de maior volume, indica-se reintervenção cirúrgica, podendo ser necessária reposição de líquidos ou sangue e outros hemoderivados para seu controle. A morte por hemorragia é uma complicação extremamente rara.

Dificuldade Respiratória – Pode ocorrer no pós-operatório imediato, decorrente da paralisia do nervo laríngeo recorrente que, mesmo quando cuidadosamente manipulado, pode apresentar disfunções temporárias ou definitivas e em casos graves, pode exigir a realização de traqueostomia de emergência (abertura de um orifício na traqueia para colocação de uma cânula).

Alterações Hormonais – Podem ocorrer no pós­operatório, na dependência da possibilidade de preservação e da vitalidade do tecido produtor do hormônio (tireóide ou paratireóide).

Tais consequências podem ser simples ou graves, de fácil, moderada ou difícil compensação com medicamentos. Na tireoidectomia total será necessária a tomada de medicação hormonal continuamente e indefinidamente.

Pode ser necessária medicação para reposição de cálcio, uma vez que, em alguns pacientes, pode haver uma queda do cálcio no sangue devido a alterações nas glândulas paratireoides, por mais criteriosa que seja a cirurgia.

Paresias, Paralisias, Alterações da Voz, da Fala ou Deglutição – Podem ocorrer devido a alterações nos nervos tais como o laríngeo superior ou recorrente, mesmo quando cuidadosamente manipulados podem apresentar disfunções temporárias ou definitivas.

Quelóides – São processos cicatriciais intrínsecos do paciente que deixam uma cicatriz grosseira similar há um cordão fibroso. Costumam ocorrer mais frequentemente em pacientes da raça negra, porém, podem acometer a qualquer paciente.

Источник: http://dralexandrecesar.com.br/cirurgias/cabeca-e-pescoco/tireoidectomia-cirurgia-da-tireoide/

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