Cistite da Lua-de-Mel: Infecção urinária após sexo

Cistite de lua de mel: sintomas, tratamento e como evitar

Cistite da Lua-de-Mel: Infecção urinária após sexo

Cistite de lua de mel ou cistite pós-coito é o nome dado à infecção urinária que acontece após a prática da relação sexual. O transtorno atinge homens e mulheres, mas é mais comum entre o público feminino.

Os principais sintomas da cistite de lua de mel são: muita vontade de urinar (mesmo que não haja acúmulo de urina para ser expelido), dor e ardência ao urinar.

Geralmente, este tipo de infecção urinária surge nas primeiras 24 a 48 horas após a relação sexual ter acontecido.

Veja também: Cistite: como evitar a infecção urinária na bexiga

Vale ressaltar que, como qualquer outra infecção urinária, a cistite de lua de mel não é uma DST. O sexo facilita o contato com essas bactérias, mas não é a causa direta da cistite de lua mel. 

Causa da cistite de lua de mel: relação sexual facilita a entrada de bactérias na uretra 

Vontade constante de fazer xixi, dor e ardência ao urinar após relação sexual são indicativos de cistite de lua de mel (inflamação na bexiga favorecida pelo contato sexual).

O atrito gerado pelo sexo facilita a entrada de bactérias gastrointestinais, como a Escherichia coli, no canal da uretra.

Uma vez na uretra, essas bactérias invadem o sistema urinário e passam a se multiplicar excessivamente, gerando a inflamação, que no caso da cistite, acontece na bexiga. 

A infecção urinária também acomete os homens, mas é muito mais frequente em mulheres. Entre as justificativas para essa predisposição, estão as características anatômicas do corpo da mulher.

A uretra feminina é mais curta quando comparada à uretra do homem, tornando mais rápido o trajeto das bactérias até o sistema urinário.

Além disso, a distância entre a entrada da uretra e o ânus também é menor nas mulheres do que nos homens, o que facilita o contato com as bactérias e a consequente proliferação excessiva responsável por desencadear a cistite. 

Veja também: Vida sexual ativa aumenta os riscos de infecção urinária. Verdade ou mito?

Sintomas da cistite incluem vontade constante de fazer xixi e ardência ao urinar

Os principais sintomas da cistite de lua de mel são ardência para urinar e vontade frequente de fazer xixi (embora, muitas vezes, a urina seja escassa ou inexistente). Esses incômodos costumam aparecer entre 24 a 48 horas após a relação sexual. 

Algumas pessoas evitam beber água para não sentir dor ao urinar, no entanto, este comportamento não é indicado. O ideal é se hidratar bastante e beber ainda mais água quando perceber os sintomas da infecção urinária, ingerindo pelo menos 2 litros por dia. Desta forma, você faz ainda mais xixi e ajuda a acelerar o processo de limpeza da bexiga. 

Em quadros avançados, a cistite pode provocar febre baixa, urina com sangue e dor nas costas. Nestes casos, é preciso ser avaliado(a) por um(a) médico(a) para verificar se a infecção na bexiga avançou para outras partes do sistema urinário. Após uma consulta, o(a) profissional poderá dar início ao tratamento mais adequado.

Veja também: Infecção urinária: infográfico mostra 6 sintomas para ficar atenta

Como evitar a cistite de lua de mel: urinar após o sexo e beber bastante água   

O uso da camisinha é sempre indicado para prevenir DST’s.

No entanto, o preservativo não é garantia de proteção contra a infecção urinária, já que a bactéria causadora da cistite habita normalmente o corpo e não é transmitida pelo(a) parceiro(a).

Lembra que a relação sexual só favorece a cistite de lua de mel porque facilita a entrada das bactérias na uretra? Então! Com ou sem camisinha, isso pode acontecer. 

É importante ressaltar que o sexo anal é uma exceção a essa regra, já que, neste caso, a penetração sem preservativo incentiva o contato das bactérias do ânus com a uretra do homem. De qualquer forma, a camisinha é indispensável, ok? O preservativo ajuda a prevenir DST’s e uma gravidez indesejada.   

Para evitar a cistite, o melhor a se fazer é beber bastante água e tentar sempre fazer xixi imediatamente após as relações sexuais. Isso ajuda a limpar o canal da uretra e eliminar possíveis bactérias.

Lavar a região íntima com água e sabonete íntimo apropriado antes da relação também pode ajudar a prevenir a infecção, já que um ambiente higienizado diminui as chances de proliferação de bactérias.

 

Veja também: Higiene íntima precisa ser feita todos os dias?

Como tratar a cistite de lua de mel: antibiótico é a principal forma de tratamento

Após o diagnóstico da cistite, que costuma ser feito por meio de um exame clínico, o(a) médico(a) pode recomendar apenas a ingestão de 2 litros de água por dia ou, em casos em que isso não é o suficiente, prescrever a administração de antibióticos de uso oral. Lembre-se: a orientação do(a) especialista é primordial antes de iniciar qualquer tratamento. 

O diagnóstico da cistite geralmente é clínico, mas o médico também pode solicitar alguns exames de urina ou de imagem como raios X, ultrassonografia e cistoscopia para confirmar a infecção e o tipo de bactéria que causou a doença.

Источник: https://www.sodelas.com.br/noticia/cistite-de-lua-de-mel-sintomas-tratamento-e-como-evitar

Cistite

Cistite da Lua-de-Mel: Infecção urinária após sexo

A cistite é uma inflamação da bexiga, na maioria dos casos de causa infecciosa e, como tal, geralmente englobada no grupo das infeções urinárias ou infeções do trato urinário.

Para além da cistite infecciosa, podem ocorrer outras infeções ao longo de todo o trato urinário, nomeadamente infeções na uretra (uretrite) ou do rim (pielonefrite).

No sexo masculino podemos, ainda, englobar as infeções associadas à próstata (prostatite) ou aos testículos (orquite e orqui-epididimite).

A bexiga é o local mais comum para as infeções urinárias, sendo também a que se trata com maior facilidade. Por norma, o organismo infecioso sobe do exterior através da uretra e infeta a bexiga.

Em certas situações, a infeção pode alastrar-se até ao rim causando dor nas costas por infeção renal (pielonefrite). A infeção dos rins normalmente precisa de tratamento mais prolongado e de maior vigilância dado o enorme potencial que esta possui de se propagar para o resto do organismo (sépsis).

As infeções localizadas apenas à uretra (uretrite) possuem geralmente origem em agentes transmitidos por via sexual e são mais frequentes no sexo masculino, dado que a mulher possui a uretra muito curta e a infeção chega diretamente à bexiga.

Geralmente, a infeção da uretra cursa com um corrimento (“escorrência”) uretral, límpido ou esbranquiçado (“leitoso”) dependente do tipo de infeção.

Saiba, aqui, tudo sobre infeção urinária.

Cistite – causas

Na sua grande maioria, as cistites são de origem infecciosa e causadas por bactérias (cistite bacteriana).

Em certos casos, podem também ocorrer infeções por fungos (cistite fúngica), normalmente em doentes diabéticos ou quando o sistema imunológico (sistema de defesa) está deprimido.

As infeções do trato urinário por vírus (cistite viral ou vírica) ou parasitas (cistite parasitária) são raras.

Existem ainda descritos outros tipos de cistite não infecciosa como a cistite rádica (secundária à radioterapia), a cistite química (alguns fármacos ingeridos, endovenosos ou administrados diretamente na bexiga podem provocar inflamação da bexiga) e a cistite intersticial (também conhecida por síndrome da bexiga dolorosa), sendo muitas das vezes associada ao stress, a problemas emocionais ou patologia nervosa.

Saiba, aqui, tudo sobre cistite intersticial ou síndrome da bexiga dolorosa.

Na literatura encontramos também a descrição de cistite hemorrágica (inflamação da bexiga que cursa com perda de sangue na urina), cistite enfisematosa (subtipo grave de infeção da bexiga, que cursa com a presença de ar no interior ou na parede da bexiga) ou a cistite glandular (associada a alterações dos tecidos que revestem a bexiga que adquirem a estrutura de glândulas).

Na sua grande maioria, ou seja, cerca de 70 a 80% das infeções urinárias são causadas por Escherichia coli. Outras bactérias comuns são o Enterococcus, o Proteus e a Klebsiella. Em 10 a 15% dos doentes com sintomas não se consegue reconhecer o agente causador.

Ao longo das suas vidas, muitas pessoas podem ser afetadas por diversas infeções urinárias. O surgimento de 2 infeções urinárias num período de 6 meses ou 3 infeções urinárias num ano é considerado infeção urinária de repetição pelo que deverá realizar-se um estudo aprofundado.

Em determinados casos, o tratamento inicial pode não ser eficaz uma vez que o microorganismo pode ser resistente ou o tratamento não ter a duração ideal. Perante este quadro é frequente as pessoas apresentarem melhorias numa fase inicial, mas recidivarem em pouco tempo.

Cistite no homem

A cistite masculina (no homem) é mais rara e surge, normalmente, quando este não consegue esvaziar totalmente a bexiga (resíduo pós-miccinonal). Esta situação pode acontecer em condições como o aumento benigno da próstata ou em estenoses (apertos) da uretra.

A infeção urinária nos homens pode transmitir-se à próstata (prostatite), epidídimo (epididimite) e testículo (orquite/orquiepididimite), sendo que, nestes casos, o tratamento é mais prolongado que aquele preconizado para as infeções simples da bexiga (cistite).

Saiba, aqui, tudo sobre prostatite.

Dado o maior comprimento da uretra, o homem pode também desenvolver infeções localizadas apenas à uretra (uretrites).

Cistite na mulher

As mulheres apresentam risco acrescido de desenvolverem cistite, bem como outras infeções urinárias, pelo facto de possuírem uma uretra mais curta e próxima da vagina e do ânus. Geralmente, a cistite feminina (na mulher) ocorre por migração dos microorganismos da região vaginal ou peri-anal para a bexiga.

Esta contaminação depende, com frequência, de alterações do pH da vagina como, por exemplo, durante o período menstrual (menstruação), por utilização de produtos de limpeza vaginais ou pomada ginecológica, nas infeções fúngicas vaginais (candidíase) ou mesmo no envelhecimento (diminui a eficácia dos mecanismos protetores contra as infeções urinárias).

A atividade sexual pode potenciar, em algumas mulheres, o aparecimento de cistites de repetição.

Antigamente, esta relação entre atividade sexual e as cistites estava bem patente na conhecida “cistite da lua de mel”, ou seja, infeção urinária que surge com o início da atividade sexual.

O mecanismo inerente à relação sexual potencia a passagem de bactérias da vagina (introito vaginal) para a uretra e a subida destas bactérias pela uretra até a bexiga.

Algumas infeções urinarias, quando não tratadas devidamente, podem transmitir-se aos órgãos ginecológicos (útero, tubas uterinas e ovários) e dificultar posteriormente a capacidade de engravidar.

A infeção urinária na gravidez é relativamente comum e deve ser objeto de tratamento, mesmo que as mulheres não tenham sintomas (denominadas bacteriúrias assintomáticas). As infeções urinárias constituem riscos consideráveis para a saúde da gestante (mãe) e do feto, como tal devem ser avaliadas cuidadosamente.

Cistite na criança

A cistite infantil (cistite em crianças) é uma das infeções bacterianas mais comuns nestas idades. A existência de infeções urinárias nesta fase precoce da vida pode ser um indicador de malformações do trato urinário ou de defeitos funcionais (bexiga neurogénica, refluxo vesico-ureteral, …) e devem ser estudadas cuidadosamente.

No bebé, como eles ainda não conseguem falar ou expressar o que sentem, temos de equacionar a possibilidade de uma infeção urinária no caso de existência de febre sem causa aparente, dificuldade em alimentar, perda de peso, mau estar geral, irritabilidade, urina com mau cheiro, etc.

À semelhança do que acontece nos adultos, as infeções são mais comuns em raparigas do que em rapazes. Todavia, curiosamente, nos primeiros meses de vida, os rapazes são mais afetados por esta doença.

Cistite – sintomas

Os sinais e sintomas de infeção urinária variam consoante o órgão afetado.

 Deste modo, nos casos mais comuns de infeções da bexiga as queixas mais frequentes são dor, ardor ou desconforto ao urinar, necessidade de urinar muitas vezes e geralmente em pequenas quantidades, sensação imperativa para urinar (urgência miccional) presença de urina turva (piúria) e/ou com mau cheiro. Casualmente pode surgir sangue na urina (cistite hemorrágica), sobretudo nas pessoas que tomam medicamentos para as plaquetas ou para a coagulação do sangue.

A presença de mal-estar geral, dores musculares generalizadas, perda de apetite, náuseas e vómitos pressupõe a existência de uma infeção grave, disseminada pelo corpo e geralmente determina a necessidade de internamento hospitalar para tratamento.

Os sintomas costumam manter-se por 2 a 3 dias após o início do tratamento, sendo mais rápido no caso das cistites e mais lento nas prostatites e pielonefrites. Caso haja febre constante é necessário realizar uma pesquisa mais detalhada, pois a terapêutica estabelecida poderá não estar a ser eficiente ou ser necessário efetuar outro tipo de tratamento.

Alguns casos podem não apresentar sintomas, sendo por isso designada de infecção urinária assintomática: estes casos são mais frequentes nos doentes idosos ou em algaliados há longa data, e na maioria dos casos não necessitam de tratamento. As grávidas são um grupo de exceção, que deverá tratar todas as infeções urinárias, mesmo que não gerem sintomas.

Cistite é transmissível?

No geral, as infeções urinárias não se transmitem sexualmente. Porém, a relação sexual promove o desenvolvimento destas, ao favorecer a entrada de bactérias externas no trato urinário, em ambos os sexos. Veja mais informação em cistite no homem e cistite na mulher.

Certos tipos de uretrite são transmissíveis sexualmente, surgindo contágio para os diversos parceiros sexuais nas relações não protegidas, ou seja, a infeção “pega-se” ou “passa de uma pessoa para outra”. Perante esta situação, é essencial o tratamento do próprio e do(s) parceiro(s) sexual(ais) que podem nem apresentar sintomas.

Diagnóstico da cistite

O diagnóstico da cistite é feito pelo médico urologista (especialista em urologia) através dos sintomas do doente e pelas análises efetuados à urina (sumário de urina tipo 2 e cultura da urina). Através das análises de urina é possível detetar o microorganismo responsável. Esta informação é muito importante para definir o melhor plano terapêutico.

Em determinados casos pode ser necessário realizar outros meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT), nomeadamente realizar investigação imagiológica complementar. Podem ser realizados alguns exames, como por exemplo a Ecografia ou a Tomografia computorizada (TC ou TAC), entre outros.

Cistite tem cura?

A cistite infecciosa tem cura, se for corretamente diagnosticada e tratada de forma atempada e adequada.

Saiba, de seguida, como tratar a cistite infeciosa.

Cistite – tratamento

A cistite, geralmente, é causada por bactérias e o tratamento baseia-se na administração de antibióticos. A escolha do antibiótico a usar pode ser orientada pelas análises de urina. Veja mais informação em diagnóstico da cistite.

Outros medicamentos (ou remédios) que se aliam frequentemente aos antibióticos são os anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno) e analgésicos. Esta medicação é muito importante para aliviar a dor e reduzir o desconforto sentido pelo doente.

O melhor complemento ao tratamento medicamentoso atrás descrito é fazer uma ingestão abundante de água natural ou chã caseiro de qualquer tipo. Uma boa hidratação é muito importante não só para permitir uma rápida recuperação nas cistites agudas, como também para prevenir infeções urinárias.

É importante o doente tomar a medicação tal como lhe foi prescrita, durante o tempo indicado pelo médico, pois de outra forma existe o risco do tratamento falhar e a infeção se tornar crónica e mais difícil de tratar.

Na cistite recorrente (persistente) é essencial, para além do tratamento agudo, identificar os fatores de risco existentes e corrigi-los por forma a prevenir o reaparecimento da infeção.

A duração do tratamento vai variar com o tipo de infeção e com o tipo de antibiótico indicado para a administração. As cistites necessitam apenas de uma dose única (fosfomicina) ou até 5 dias de antibiótico (amoxicilina). O doente nunca deve automedicar-se e deve tomar os comprimidos sempre de acordo com a prescrição médica.

No caso das infeções sexualmente transmitidas, o casal deverá efetuar um tratamento conjunto e evitar relações sexuais desprotegidas durante todo o tratamento.

saiba, aqui, tudo sobre o tratamento das infeções urinárias.

Como prevenir a cistite?

A ingestão abundante de água é fundamental na prevenção e no tratamento das infeções urinárias. Alguns estudos referem-se também à utilidade do arando vermelho e de alguns chás, sendo no entanto, nestes casos, o efeito mais controverso.

Outras medidas aconselhadas na prevenção de infeções urinárias:

  • Limpar após urinar ou após a relação sexual evita a acumulação de bactérias e deve ser realizada sempre da frente para trás;
  • Usar roupa interior de algodão possibilita que a pele e as mucosas “respirem” e diminui a concentração local de microorganismos;
  • As mulheres devem trocar periodicamente e preferir os absorventes externos (pensos higiénicos) em detrimento dos internos (tampões);
  • Usar sabões neutros para higiene local.

Nas situações em que as medidas indicadas não sejam eficazes, o seu médico poderá sugerir-lhe outras opções como:

  • Estimular o sistema imunológico (responsável pela defesa do organismo) ao tomar diariamente um lisado de bactérias (sem capacidade para infectar);
  • Esquemas de antibiótico em doses muito baixas, como por exemplo 1 comprimido após as relações sexuais ou um comprimido diariamente ou 1 comprimido/saqueta de 10 em 10 dias consoante os casos.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/cistite/

Ardência ao urinar e dor na bexiga podem ser sinais de cistite

Cistite da Lua-de-Mel: Infecção urinária após sexo

A cistite corresponde à infecção e inflamação da bexiga, principalmente por Escherichia coli, que é uma bactéria naturalmente presente no intestino e no trato urinário e que pode atingir a uretra e chegar à bexiga, levando ao aparecimento de sinais e sintomas de infecção do sistema urinário, como urgência em urinar e ardência ou queimação ao urinar.

É importante que a cistite seja identificada e tratada para evitar que a bactéria chegue aos rins e resulte em complicações. Assim, é importante que a pessoa consulte o urologista ou o ginecologista, no caso das mulheres, para que seja indicado o tratamento mais adequado, que normalmente é feito com antibióticos.

Principais sintomas

Quando há infecção e inflamação da bexiga, a pessoa pode apresentar alguns sinais e sintomas, como febre baixa, vontade frequente em urinar, apesar de ser eliminada pouca urina, ardência ou queimação do urinar.

Quando há dor no fundo das costas, pode ser indicativo de que a bactéria chegou aos rins e está provocando a sua inflamação, sendo muito importante nesse caso que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível.

Apenas a avaliação dos sintomas não é suficiente para o diagnóstico da cistite, já que esses sintomas podem estar presentes em outras doenças do trato urinário. Assim, é importante que o urologista ou clínico geral indique a realização de exames para confirmar o diagnóstico e, assim, iniciar o tratamento mais adequado. Veja como é feito o diagnóstico da cistite.

Causas de cistite

As causas da cistite estão relacionadas à contaminação da bexiga com bactérias vindas do trato urinário ou do próprio intestino, podendo acontecer devido à:

  • Contato íntimo sem uso de preservativo;
  • ​​Má higiene local, limpando-se de trás para frente;
  • Baixa produção de urina causada pela pouca ingestão de água;
  • Pouco espaço entre a uretra e o ânus, no caso das mulheres, neste caso seria um defeito anatômico;
  • Conexão anormal entre a bexiga e a vagina, condição conhecida como fístula vesicovaginal;
  • Uso de alguns medicamentos que interferem na imunidade e favorece a proliferação de microrganismos;
  • Irritação por químicos, como sabonetes ou perfumes na região íntima, havendo desequilíbrio do pH e favorecendo infecções;
  • Doenças crônicas, como diabetes, já que os níveis elevados de açúcar no sangue podem aumentar o risco de infecções.

A cistite de lua de mel é aquela que geralmente é causada pela subida das bactérias da própria vagina para a bexiga devido a várias pequenas lesões na uretra, devido ao ato sexual repetitivo. Beber muita água e fazer xixi após as relações pode ser o suficiente para vencer este mal, mas se o incômodo persistir, deve-se consultar um médico.

Cistite na gravidez

A cistite na gravidez pode ser mais frequente porque nesta fase a mulher possui um comprometimento natural do sistema imune, favorecendo o desenvolvimento de microrganismos e a ocorrência de infecções urinárias. A cistite na gravidez gera os mesmos sintomas de uma infecção urinária comum e o tratamento deve ser orientado pelo ginecologista, além de ser recomendado o aumento do consumo de água.

Possíveis complicações

Como consequência de uma cistite mal tratada pode ocorrer a migração das bactérias da bexiga para os rins (pielonefrite) tornando o caso mais grave. Quando atingem os rins, surgem sintomas como febre, dor lombar intensa e vômitos. O diagnóstico é feito através do exame de urina que verifica a presença de bactérias e seu tratamento é feito com antibióticos.

O tratamento para a pielonefrite deve ser instituído rapidamente, de preferência com antibióticos por via venosa, para evitar que as bactérias cheguem à corrente sanguínea e causem sepse, um quadro clínico grave que pode levar a morte.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a cistite deve ser recomendado pelo médico de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, podendo ser indicado o uso de antibióticos como Ciprofloxacino, Amoxicilina ou Doxiciclina, que deve ser usado de acordo com a indicação do médico. Saiba mais sobre o tratamento para cistite.

O tratamento recomendado pelo médico pode ser complementado por remédios caseiros, como o banho de assento com vinagre, que possui propriedades antimicrobianas, e que é feito utilizando 2 colheres de vinagre para 3 litros de água, devendo a pessoa lavar a região genital com essa mistura por cerca de 20 minutos. Conheça outros remédios caseiros usados para tratar a cistite.

Além do tratamento medicamentoso, é importante beber no mínimo 2 litros de água por dia e consumir alimentos diuréticos, como melancia e o aipo, por exemplo. Veja outros exemplos de alimentos ricos em água assistindo o vídeo a seguir:

Источник: https://www.tuasaude.com/cistite/

Cistite: dor para urinar depois de uma noite de sexo é sinal do problema

Cistite da Lua-de-Mel: Infecção urinária após sexo

Cistite é um termo que significa “inflamação na bexiga”, órgão responsável por armazenar a urina antes que ela seja eliminada do corpo pela uretra.

O problema é muito comum e, na maior parte das vezes, é causado por bactérias —embora existam outras causas possíveis; inclusive, não infecciosas.

Assim, podemos dizer que nem toda cistite é uma infecção urinária, mas quando uma infecção ocorre na bexiga, ela recebe esse nome.

Além de causar enorme incômodo, quem suspeita de cistite deve procurar ajuda médica sempre. A maioria dos casos são fáceis de serem tratados, mas há sempre o risco de a infecção subir da bexiga para o ureter e alcançar os rins, passando a ser chamada de pielonefrite. Essa condição é grave: pode causar lesões nos rins ou evoluir para uma infecção generalizada.

As mulheres são bem mais vulneráveis às cistites que os homens por uma questão anatômica, já que a uretra delas é mais curta e sua entrada fica mais próxima à vagina e ao ânus, partes do corpo em que a presença de bactérias é normal. Estimativas indicam que metade das mulheres vai sofrer pelo menos um episódio de cistite ao longo da vida.

Sinais ou sintomas

As manifestações mais frequentes da cistite são:

  • Dor ou ardor ao fazer xixi;
  • Vontade de urinar o tempo todo (e quando a pessoa vai ao banheiro quase não há urina);
  • Dor no baixo ventre;
  • Urina escura, turva, com presença de sangue ou com cheiro estranho;
  • Fraqueza, irritabilidade ou mal-estar.

Atenção: em crianças e idosos, os sintomas podem ser diferentes ou mais difíceis de serem identificados, por isso é bom prestar atenção a mudanças de comportamento. Nos pequenos, é comum haver irritabilidade e recusa alimentar. Já entre idosos, pode não haver incômodo para urinar e, em vez disso, sonolência ou confusão mental.

Complicações da cistite

Febre, dor nas costas, náusea, vômitos, perda de apetite e calafrios podem indicar que uma infecção limitada à bexiga alcançou os rins.

Nesse caso, há risco de lesões no órgão e também de as bactérias entrarem na corrente sanguínea e o quadro evoluir para uma infecção generalizada (septicemia), com risco de morte.

Portanto, é um problema de saúde bem sério, que merece todo cuidado e atenção.

Causas

O agente infeccioso que causa cistite em mais de 80% dos casos é uma bactéria chamada Escherichia coli (E. coli). Ela vive no intestino humano e não causa nenhum problema enquanto está ali.

O problema é que, por diferentes razões, essa bactéria pode parar na uretra –parte do corpo naturalmente livre de germes.

Outros organismos também podem causar cistites, como Klebsiella spp, Pseudomonas spp, Enterococcus spp e Enterobacter spp.

O fungo Candida e certos vírus podem ser responsáveis por casos mais raros de infecção urinária, em pacientes com imunidade comprometida.

Tipos de cistite

Cistite de lua-de-melEsse nome existe porque, antigamente, era comum o casal iniciar a vida sexual durante a lua-de-mel, e muitas mulheres serem acometidas nesse período.

Em fases de atividade sexual aumentada, como em início de relacionamento, o risco é mais alto porque o atrito durante as relações pode irritar a uretra ou levar bactérias do ânus ou da vagina para o trato urinário.

Cistite de repetição

O termo é utilizado quando há pelo menos três ocorrências de cistite em um ano ou duas em apenas seis meses. Nessa situação, é preciso consultar o urologista para saber o que pode estar por trás das reinfecções e, eventualmente, fazer um tratamento preventivo.Esses quadros frequentes podem atrapalhar bastante a qualidade de vida, por isso é importante saber que existe solução para o problema.

Cistites não infecciosas

Em certos casos, a cistite pode não ter uma causa infecciosa. Ou seja, não é causada por micro-organismos. Esses quadros são mais raros e, em geral, são caracterizados apenas por ardor intenso e vontade constante de urinar. Podem ser provocados por medicamentos, produtos que causam irritação na bexiga, radioterapia, certas doenças ou lesões causadas por uso de catéteres.

Cistite intersticial

Trata-se de uma inflamação crônica da bexiga também conhecida como “síndrome da bexiga dolorosa”. Ainda não se sabe exatamente o que deflagra essa condição, que pode provocar alterações no tecido da bexiga e dores nas relações sexuais. Especialistas acreditam que ela seja provocada por uma alteração no sistema imunológico. A doença pode levar tempo para ser diagnosticada e o tratamento é bem diferente daquele adotado nas cistites comuns.

Cistite é sexualmente transmissível?

Não, a cistite não é uma DST (doença sexualmente transmissível). O sexo é apenas um comportamento que facilita a migração de germes de outras regiões para a uretra. Por outro lado, algumas DSTs podem causar sintomas urinários, como ardor ao fazer xixi, por isso é bom consultar um especialista sempre que isso ocorrer.

Fatores de risco

  • Malformações: alterações anatômicas nas vias urinárias, que fazem com que a urina não seja eliminada completamente, são causas frequentes de cistite e, em geral, diagnosticadas em crianças;
  • Vida sexual ativa: o atrito durante as relações pode causar fissuras minúsculas ou acabar levando germes da vagina ou do ânus para a uretra, risco que é maior para as mulheres;
  • Uso de espermicida: o gel, seja quando usado com o diafragma ou na camisinha, pode causar irritação ou alterar a flora vaginal;
  • Menopausa: a diminuição do estrogênio pode alterar a lubrificação (o que facilita a ocorrência de microfissuras durante o sexo) e a flora vaginal, deixando o ambiente próximo à uretra mais propício à colonização por micro-organismos;
  • Gravidez: cerca de 17% das gestantes desenvolvem o quadro, que tem a ver com mudanças hormonais, alterações no sistema imunológico e com o próprio volume do útero, que afeta a micção. Vale ressaltar que algumas mulheres podem ter a chamada bacteriúria assintomática, ou seja, ter infecção urinária sem os sintomas clássicos;
  • Maus hábitos: beber pouca água, adiar a ida ao banheiro, fazer xixi de pé e sem relaxar direito, passar muito tempo com o mesmo absorvente ou fralda são exemplos de comportamentos que podem aumentar a predisposição em adultos e crianças;
  • Intestino preso: a constipação crônica pode deixar as mulheres mais vulneráveis ao problema;
  • Incontinência urinária: estudos associam a condição ao risco mais elevado de infecções urinárias;
  • Lesões na medula: pacientes com esse tipo de lesão são mais propensos a infecções no trato urinário;
  • Imunidade baixa: pacientes imunodeprimidos (devido a doenças como diabetes ou Aids, por exemplo) e idosos têm risco mais alto de sofrer infecções urinárias;
  • Medicamentos: alguns tipos de drogas, como imunossupressores, quimioterápicos e uma classe de remédios para diabetes, podem facilitar a ocorrência;
  • Aumento da próstata: a hiperplasia benigna dificulta o ato de urinar, por isso é um fator de risco comum entre homens acima dos 50 anos;
  • Pedras nos rins: alguns tipos de cálculos renais estão relacionados a infecções do trato urinário;
  • Sondas e cateteres: pacientes internados correm um risco maior, porque esses materiais podem facilitar a entrada de bactérias e/ou lesionar os tecidos das vias urinárias.

Diagnóstico

Sempre que há suspeita de cistite é recomendável consultar o médico e passar por um exame de urina para verificar se há infecção e, em caso positivo, determinar qual o agente envolvido e o medicamento mais indicado para o caso.

Outros exames podem ser solicitados para pacientes com quadros recorrentes, como cistoscopia (que permite visualizar a bexiga), ultrassonografia ou tomografia do sistema urinário, e a uretrocistografia miccional (exame com contraste para verificar se a urina é eliminada completamente).

Tratamento

Como a maioria dos casos é provocada por bactérias, o tratamento mais comum é o uso de antibióticos.

Pela demora do resultado da cultura de urina, muitos médicos podem prescrever antibióticos de amplo espectro –ou seja, aqueles que eliminam vários tipos de bactérias ao mesmo tempo (como a norfloxacina e a ciprofloxacina).

Essa conduta, no entanto, tem sido questionada, uma vez que pode contribuir para o desenvolvimento de organismos mais resistentes.O uso de analgésicos também pode ser indicado para aliviar a dor até que o antibiótico surta efeito.

Alguns deles agem especificamente nas vias urinárias, mas é importante lembrar que eles são apenas sintomáticos e, sozinhos, não curam o problema. Compressas ou banhos de assento também podem trazer alívio.

É recomendável que, terminado o tratamento, o paciente faça um novo teste de urina para confirmar se está tudo bem. Nos casos em que a infecção se repete, o urologista deve ser consultado.

Muitas vezes a cistite de repetição pode ser resolvida com mudanças de hábitos ou com o uso prolongado de um antimicrobiano específico para as vias urinárias. Alguns médicos também podem sugerir um tratamento oral que funciona como vacina contra a E. coli, que trouxe resultados positivos em alguns estudos clínicos.

Para indivíduos com problemas funcionais, como crianças que adquiriram hábitos incorretos de micção (esvaziamento da bexiga), a fisioterapia ainda pode ser indicada. Outras causas, como aumento da próstata, malformações ou obstruções podem exigir cirurgia.

Vale lembrar que a cistite intersticial possui tratamento específico, que pode incluir diferentes classes de medicamentos, como antidepressivos e anti-inflamatórios, além de abordagem multidisciplinar, com fisioterapia e modificações dietéticas.

Como ajudar quem está com cistite?

  • Ofereça água e sucos com frequência;
  • Não deixe que a pessoa deixe de tomar os antibióticos antes do período indicado na prescrição, mesmo que já esteja se sentindo melhor;
  • Se a pessoa ainda estiver com sintomas alguns dias depois de iniciar o tratamento com antibióticos, procure o médico ou o posto de saúde;
  • Quem tem infecções urinárias de repetição deve ser encaminhado para o urologista ou ginecologista para avaliação das possíveis causas e tratamento preventivo.

Como evitar cistites

  • Não adie a ida ao banheiro, a bexiga deve ser esvaziada no mínimo a cada quatro horas. Se você esquece ou tem preguiça, coloque uma notificação no celular;
  • Tome água com frequência. A dica para saber se você consome o suficiente é verificar se a urina está sempre clara. Se estiver concentrada, é porque você precisa ingerir mais líquido;
  • Relaxe na hora de fazer xixi e não tenha pressa. Se houver a sensação de que sobrou urina na bexiga, faça um pequeno esforço antes de terminar;
  • Faça xixi logo após as relações sexuais: o jato de urina ajuda a lavar as vias urinárias;
  • Não passe muito tempo com a roupa de banho molhada e procure usar roupas íntimas de algodão para evitar calor e umidade;
  • Faça sexo anal com preservativo sempre e lembre-se de trocar a camisinha se houver penetração vaginal depois;
  • Troque fraldas e absorventes com frequência: isso evita a exposição da uretra a bactérias;
  • Ensine as meninas a fazerem a higiene íntima sempre de frente para trás.

Suco ou suplementos de cranberry ajudam a evitar o risco de cistite?

Estudos laboratoriais indicam que o cranberry (oxicoco) é rico em uma substância que inibe a aderência de bactérias como a E. coli no trato urinário.

Mas estudos maiores, com mulheres, trazem resultados contraditórios, por isso a maioria dos médicos não indica a ingestão do suco ou de suplementos como preventivo.

De qualquer forma, caprichar na ingestão de sucos pode ajudar a evitar cistites, pois deixará o indivíduo mais hidratado.

Fontes:Alexandre Danilovic, urologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Hospital Oswaldo Cruz; Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra, membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein; Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein; Flávio Trigo, urologista e presidente da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

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Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/06/04/dor-para-urinar-depois-de-uma-noite-de-sexo-pode-ser-cistite.htm

Cistite: a ITU, principais causas, tratamento e mais – Ligas – Sanar Medicina

Cistite da Lua-de-Mel: Infecção urinária após sexo

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral mais prevalente no sexo feminino.

A cistite pode ser classificada quanto à localização em mais baixa, ou seja, é uma infecção que acomete a bexiga, já pielonefrite como infecção alta, por se uma infecção das vias urinárias superiores, que envolve os rins, normalmente causada por bactérias que migram até eles, vindas da bexiga.

Principais causas da Cistite

Vários fatores podem causar a cistite dentre eles,o sexo feminino, pois,anatomicamente a vagina e a entrada da uretra feminina ficam muito próximas ao ânus, favorecendo as bactérias a alcançarem a bexiga. Dentre as causas da cistite, a higiene após a s evacuações, é apontada com a vilã dentre essa infecção.

Cistite é conhecida por inflamação da bexiga, é uma infecção do trato urinário causado por microrganismos patogênicos (bactérias) que acometem o trato urinário inferior, que em 80% dos casos tem uma bactéria a ESCHERIA COLI outras bactérias do trato intestinal como PROTEUS, MIRABILIS e KLEIBISIELLA PNEMONIAE que ao conseguir colonizar a região ao redor da vagina facilmente penetra a uretra e alcança a bexiga.

Durante a vida, 10 a 20% das mulheres adultas apresentarão pelo menos um episódio de cistite. É 10 a 20 vezes mais comum na mulher que no homem, pelo fato de a uretra feminina ser mais curta, aproximadamente de 4 cm, tornando mais fácil a “subida” das bactérias para a bexiga.

Fatores como atividade sexual podem contribuir para o aparecimento da cistite, o movimento causado pela fricção do pênis na parede anterior da vagina pode favorecer a migração de bactérias da uretra para a bexiga, levando a um quadro conhecido como “cistite de lua-de-mel”. Este quadro ocorre mais frequentemente no início da atividade sexual, em mulheres com pouca atividade, após as relações, e em algumas após toda relação sexual.

Outras causas da Cistite

Outra causa de cistite é o “refluxo uretrovesical”, situação em que a urina volta para a bexiga depois de ter percorrido uma parte da uretra (onde há bactérias).

Na gravidez, alterações na pelve, hormonais e imunológicas levam mulheres grávidas a terem maior predisposição à infecção do que uma mulher não grávida. Apesar de urinar com mais frequência, elas não conseguem esvaziar a bexiga totalmente, essa urina residual pode favorecer um crescimento de bactérias, aumentando o risco de cistite.

A cistite não tratada na gravidez, pode trazer complicações, tanto para a mãe, quanto para o feto, pode desencadear um parto prematuro se não tratar.

A mulher gravida deverá fazer uso de calcinhas de algodão, evitar uso de meias de compressão inteiras, deve ter preferência pelas de 3/4.

E ter uma boa higienização após evacuações, e ingerir no mínimo dois litros de água por dia, e a qualquer sinal de dor ao urinar procurar um profissional de saúde que atenda ao pré-natal, para fazer um exame de urina simples e se necessário uma cultura com antibiograma.

Mulheres em idade pré-menstrual e crianças

A menina antes de menstruar possui na vagina bem menos bactérias que a mulher adulta, portanto tem menos defesa para a cistite. As crianças também pela dificuldade em higienizar após as evacuações.

A mãe deve estar atenta a qualquer sinal de corrimento na calcinha, pois pode indicar uma infecção urinaria ou algum abuso em relação à criança e até mesmo a introdução de objetos na vagina, pela própria criança. O sintoma às vezes pode ser somente parecido com uma gripe até sangramento ao urinar.

Cistite na menopausa

Com a perda de hormônios pela mulher na menopausa a vagina, uretra e a bexiga perdem proteção, a acidez do PH muda facilitando a proliferação de bactérias ficando ainda mais vulnerável a cistite e outras infecções do trato urinário.

Reincidência

Aproximadamente 20 % das mulheres apresentam nova infecção após a primeira. Neste caso, deve ser feita uma consulta com um especialista para verificar o motivo.

Deve ser descartada a presença de cálculo renal, malformações do trato urinário, infecções vaginais, falha do tratamento anterior, métodos anticoncepcionais com espermicidas, menopausa, corpos estranhos na bexiga, entre outros.

A cistite é apenas questão de higiene?

A cistite não significa ter somente os maus hábitos de higiene, pode ter outras causas. O ideal é manter uma boa higiene, dando atenção a limpeza após as evacuações se possível lavar com água e sabão, se fizer uso de papel higiênico que seja sempre de frente para traz evitando contato das fezes com a vagina.

Nunca realize ducha vaginal (procedimento que empurra as bactérias em direção à bexiga). Sempre urinar e fazer uma boa higienização antes e após relação sexual, o coito favorece a entrada de bactérias na uretra e o ato de urinar ajuda à expulsa-las.

Beber bastante água, higiene adequada,manter os exames do ginecologista em dia, agendando pelo menos uma vez ao ano para um controle, o enfermeiro está autorizado a fazer o exame de prevenção, ou seja, a citologia oncoparasitária, como o autoexame das mamas. Caso necessário a mulher é encaminhada ao ginecologista para uma avaliação mais precisa.

Prevenção e tratamento da Cistite

Usar sabonetes neutros para não alterar o PH vaginal, evitar sabonetes e desodorantes íntimos perfumados. Evitar o uso de roupas intimas apertadas, e de preferência a calcinhas de tecido de algodão.

Durante as relações sexuais, veja se o órgão se encontra lubrificado, caso não esteja, use um lubrificante. Mulheres na menopausa, diminuem a lubrificação da vagina, principalmente quando não fazem reposição hormonal, pois muitas vezes é contraindicada essa reposição, principalmente nas mulheres que tem histórico de câncer na família.

A Qualidade de Vida com diminuição do estresse, exercícios físicos, como caminhada (3 vezes na semana), uma alimentação balanceada, rica em frutas e verduras, tudo isso ajudará e muito a melhorar a imunidade da mulher e evitar doenças como as infeções urinárias.

Quando a mulher se encontra com cistite, o tratamento é o uso do antibiótico que deverá ser prescrito pelo médico. No caso de gestantes, o medicamento tem que ser avaliado pelo Obstetra, para não causar malefícios ao feto.

Autoras:

Geralda Aparecida Marciel Lopategui Rique* e Edicássia Rodrigues de Morais Cardoso**

* Acadêmica de enfermagem da FESGO e integrante da LASM-FESGO

** Docente do curso de enfermagem e coordenadora da LASM

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Источник: https://www.sanarmed.com/cistite-um-mal-que-acomete-milhares-de-mulheres

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