CISTITE (INFECÇÃO DA BEXIGA)

Cistite: sintomas, remédios e prevenção dessa infecção urinária

CISTITE (INFECÇÃO DA BEXIGA)

As infecções urinárias são muito frequentes — elas, por exemplo, foram responsáveis pela internação da atriz Rogéria, que acabou morrendo posteriormente. Entre as variações desse problema, destaca-se a cistite, que é deflagrada por bactérias e causa dor e ardência ao urinar.

Na maioria dos casos, os micro-organismos responsáveis pelo problema são do grupo dos coliformes fecais que habitam o intestino, sobretudo a bactéria Escherichia coli. Um descuido na higiene é suficiente para promover a migração desses germes para os órgãos genitais e, de lá, para a uretra e a bexiga. Uma vez ali, encontram um ambiente perfeito para se multiplicar, desencadeando a infecção.

Além da limpeza inadequada após a evacuação, a contaminação pode ocorrer durante o sexo, quando os micróbios presentes na área perianal conseguem chegar até a uretra. O desconforto aparece também quando a mulher segura a urina por muito tempo: a bexiga cheia se torna um lugar propício para as bactérias se propagarem.

Entre os homens, a cistite é bastante incomum. Em geral, só aparece na maturidade, quando um eventual aumento da próstata dificulta o esvaziamento da bexiga, gerando acúmulo de urina.

Propensão genética, baixa imunidade ou bactérias mais agressivas podem fazer com que a infecção se estenda até a pelve do rim. Um quadro assim é capaz de desencadear uma insuficiência renal ou até uma septicemia, complicação em que o processo infeccioso se espalha pelo corpo, levando a vítima ao risco de morte.

Sinais e sintomas

– Dor e ardor ao urinar

– Dor no baixo ventre

– Sensação persistente de bexiga cheia, mesmo depois de esvaziá-la

– Presença de sangue no xixi

– Febre

– Dor nas costas

Fatores de risco

– Sexo feminino

– Idade avançada

– Segurar o xixi

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– Higiene malfeita

– Diabetes

– Prisão de ventre

– Pedra nos rins

– Uso de espermicidas quando se usa o diafragma para evitar gravidez

A prevenção

Tomar muita água é um hábito que ajuda tanto na prevenção quanto na eliminação das bactérias quando elas já se instalaram na bexiga.

Como na maioria das vezes a contaminação acontece quando micro-organismos que saem pelas fezes entram no trato urinário pela uretra, canal por onde sai a urina, a higiene íntima precisa ser caprichada – e sempre utilizando o papel higiênico no sentido da frente para trás.

Outra recomendação às mulheres é urinar após as relações sexuais, já que a ação mecânica da penetração facilita a invasão das bactérias. Aliás, segurar o xixi é uma ameaça a ser evitada. Quanto mais tempo os micróbios permanecem na bexiga, maior a probabilidade de se alojarem por ali.

O diagnóstico

O relato dos sintomas em geral é suficiente para distinguir a cistite de outras doenças do trato urinário. O urologista (ou ginecologista) em geral também solicita um exame de urocultura – uma amostra do xixi é analisada em laboratório para detectar a presença do micróbio e descobrir o tipo responsável pela infecção.

A urina coletada servirá para a realização de outro teste, chamado antibiograma. Ele mostra como as bactérias reagem a diversos tipos de antibiótico, o que vai determinar a prescrição do medicamento mais eficaz para debelar a infecção.

O resultado desses exames ajuda a descartar outro tipo de cistite, a intersticial, de origem desconhecida. A principal teoria é de que essa forma da doença ocorra em razão de falhas na mucosa que protege a bexiga, propiciando a entrada de substâncias capazes de irritar a parede do órgão. Em casos assim, tomar antibiótico é ineficaz e ainda colabora para aumentar a resistência das bactérias.

O tratamento

Antes de tudo: beba bastante água. O tratamento da cistite em geral também prevê o uso antibiótico por pelo menos três dias, podendo se estender em casos de infecções mais severas e persistentes.

Se nas primeiras 48 horas não há melhora do quadro, o médico poderá indicar a substituição do remédio. Ah! E analgésicos entram em cena para atenuar a dor típica da cistite.

Vale lembrar que a automedicação, sempre desaconselhada, é ainda mais perigosa quando se trata de debelar bactérias. O uso de fármacos inadequados leva a uma resistência desses micro-organismos, tornando cada vez mais difícil seu controle.

Pelo mesmo motivo, a medicação nunca deve ser interrompida antes do tempo determinado pelo especialista. Isso porque, ainda que os sintomas tenham desaparecido logo depois de tomar as primeiras doses, a bactéria continua viva e agindo na bexiga. Suspender o remédio antes da hora aumenta o risco de tornar a infecção ainda mais séria e resistente.

Para mulheres que sofrem com repetidos episódios de cistite, o médico pode usar a estratégia de receitar o antibiótico de forma preventiva, ou seja, em doses menores e por um período prolongado. Se a doença insistir em voltar ao término do tratamento, a saída pode ser o uso de uma vacina via oral que fortalece o sistema imunológico contra a bactéria Escherichia coli.

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  • Infecção Urinária
  • Saúde da Mulher

Источник: https://saude.abril.com.br/medicina/cistite-sintomas-remedios-e-prevencao-dessa-infeccao-urinaria/

Ardência ao urinar e dor na bexiga podem ser sinais de cistite

CISTITE (INFECÇÃO DA BEXIGA)

A cistite corresponde à infecção e inflamação da bexiga, principalmente por Escherichia coli, que é uma bactéria naturalmente presente no intestino e no trato urinário e que pode atingir a uretra e chegar à bexiga, levando ao aparecimento de sinais e sintomas de infecção do sistema urinário, como urgência em urinar e ardência ou queimação ao urinar.

É importante que a cistite seja identificada e tratada para evitar que a bactéria chegue aos rins e resulte em complicações. Assim, é importante que a pessoa consulte o urologista ou o ginecologista, no caso das mulheres, para que seja indicado o tratamento mais adequado, que normalmente é feito com antibióticos.

Principais sintomas

Quando há infecção e inflamação da bexiga, a pessoa pode apresentar alguns sinais e sintomas, como febre baixa, vontade frequente em urinar, apesar de ser eliminada pouca urina, ardência ou queimação do urinar.

Quando há dor no fundo das costas, pode ser indicativo de que a bactéria chegou aos rins e está provocando a sua inflamação, sendo muito importante nesse caso que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível.

Apenas a avaliação dos sintomas não é suficiente para o diagnóstico da cistite, já que esses sintomas podem estar presentes em outras doenças do trato urinário. Assim, é importante que o urologista ou clínico geral indique a realização de exames para confirmar o diagnóstico e, assim, iniciar o tratamento mais adequado. Veja como é feito o diagnóstico da cistite.

Causas de cistite

As causas da cistite estão relacionadas à contaminação da bexiga com bactérias vindas do trato urinário ou do próprio intestino, podendo acontecer devido à:

  • Contato íntimo sem uso de preservativo;
  • ​​Má higiene local, limpando-se de trás para frente;
  • Baixa produção de urina causada pela pouca ingestão de água;
  • Pouco espaço entre a uretra e o ânus, no caso das mulheres, neste caso seria um defeito anatômico;
  • Conexão anormal entre a bexiga e a vagina, condição conhecida como fístula vesicovaginal;
  • Uso de alguns medicamentos que interferem na imunidade e favorece a proliferação de microrganismos;
  • Irritação por químicos, como sabonetes ou perfumes na região íntima, havendo desequilíbrio do pH e favorecendo infecções;
  • Doenças crônicas, como diabetes, já que os níveis elevados de açúcar no sangue podem aumentar o risco de infecções.

A cistite de lua de mel é aquela que geralmente é causada pela subida das bactérias da própria vagina para a bexiga devido a várias pequenas lesões na uretra, devido ao ato sexual repetitivo. Beber muita água e fazer xixi após as relações pode ser o suficiente para vencer este mal, mas se o incômodo persistir, deve-se consultar um médico.

Cistite na gravidez

A cistite na gravidez pode ser mais frequente porque nesta fase a mulher possui um comprometimento natural do sistema imune, favorecendo o desenvolvimento de microrganismos e a ocorrência de infecções urinárias. A cistite na gravidez gera os mesmos sintomas de uma infecção urinária comum e o tratamento deve ser orientado pelo ginecologista, além de ser recomendado o aumento do consumo de água.

Possíveis complicações

Como consequência de uma cistite mal tratada pode ocorrer a migração das bactérias da bexiga para os rins (pielonefrite) tornando o caso mais grave. Quando atingem os rins, surgem sintomas como febre, dor lombar intensa e vômitos. O diagnóstico é feito através do exame de urina que verifica a presença de bactérias e seu tratamento é feito com antibióticos.

O tratamento para a pielonefrite deve ser instituído rapidamente, de preferência com antibióticos por via venosa, para evitar que as bactérias cheguem à corrente sanguínea e causem sepse, um quadro clínico grave que pode levar a morte.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a cistite deve ser recomendado pelo médico de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, podendo ser indicado o uso de antibióticos como Ciprofloxacino, Amoxicilina ou Doxiciclina, que deve ser usado de acordo com a indicação do médico. Saiba mais sobre o tratamento para cistite.

O tratamento recomendado pelo médico pode ser complementado por remédios caseiros, como o banho de assento com vinagre, que possui propriedades antimicrobianas, e que é feito utilizando 2 colheres de vinagre para 3 litros de água, devendo a pessoa lavar a região genital com essa mistura por cerca de 20 minutos. Conheça outros remédios caseiros usados para tratar a cistite.

Além do tratamento medicamentoso, é importante beber no mínimo 2 litros de água por dia e consumir alimentos diuréticos, como melancia e o aipo, por exemplo. Veja outros exemplos de alimentos ricos em água assistindo o vídeo a seguir:

Источник: https://www.tuasaude.com/cistite/

TRATAMENTO DA CISTITE – Infecção da bexiga

CISTITE (INFECÇÃO DA BEXIGA)

Infecção urinária é o nome dado à infecção de qualquer estrutura do trato urinário, incluindo uretra, bexiga, ureteres ou rins. Em mais de 95% dos pacientes a infecção é de origem bacteriana, sendo a bactéria Escherichia coli responsável por mais de 3/4 destes casos.

Não existe um tratamento único que sirva para todas as formas de infecção urinária. O medicamento mais indicado vai depender do agente causador, do sexo do paciente, do local do trato urinário acometido, da gravidade da doença e do estado clínico do paciente.

Neste artigo vamos abordar tratamento da cistite, incluindo as seguintes nas situações clínicas:

  • Tratamento da cistite em mulheres.
  • Tratamento da cistite em homens.
  • Tratamento da cistite em grávidas.

Para ler sobre a pielonefrite, infecção urinária que acomete os rins, acesse o link: INFECÇÃO URINÁRIA | Pielonefrite.

Informações em vídeo

Antes de prosseguir, assista a esse curto vídeo sobre os cinco sintomas mais comuns da infecção do trato urinário (ao clicar na imagem, o vídeo será carregado em outra janela).

Tratamento

Cistite é o nome dado à infecção da bexiga, sendo a forma mais simples e mais comum de infecção urinária. A cistite ocorre preferencialmente em mulheres, sendo incomum em homens saudáveis.

Vamos dividir a explicação do tratamento da cistite em 5 grupos:

  • Cistite não complicada em mulheres.
  • Cistite complicada em mulheres.
  • Cistite em grávidas.
  • Cistite em homens.
  • Urocultura positiva em pacientes sem sintomas.

Se você quiser saber mais informações sobre cistite, além do tratamento, leia: CISTITE | Sintomas e tratamento.

Cistite não complicada

A infecção da bexiga que ocorre em mulheres sem problemas de saúde é chamada de cistite não complicada. Este é o tipo mais comum de infecção urinária.

A imensa maioria dos casos de cistite não complicada é causada pela bactéria E.coli (leia: BACTÉRIA Escherichia coli | E.

coli), mas outras bactérias, como o Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae e Staphylococcus saprophyticus também podem ser as causadoras.

Portanto, o tratamento da cistite não complicada em mulheres deve sempre incluir um antibiótico que tenha ação contra estas bactérias, principalmente sobre a E.coli, responsável por mais de 80% dos casos.

A escolha do antibiótico é feita mais corretamente quando baseada nos resultados da urocultura, exame de urina usado para identificar qual é a bactéria que está causando a infecção.

No resultado da urocultura, além da identificação da bactéria, o laboratório também fornece uma lista com os antibióticos que invitro se mostraram mais eficazes para combatê-la. Esta lista é chamada antibiograma.

Portanto, quando o médico tem acesso ao resultado da urocultura, a escolha do antibiótico deve sempre se basear no antibiograma (leia: EXAME UROCULTURA | Indicações e como colher).

Cabe ressaltar que na maioria das vezes a cistite é uma infecção simples e de fácil tratamento, não havendo necessidade de solicitar urocultura para todos os casos.

O resultado da urocultura demora de 2 a 4 dias para ficar pronto, o que atrasaria em vários dias o início do tratamento e o alívio dos sintomas.

Em geral, como os sintomas são muito típicos, na suspeita de cistite não complicada em mulheres, o médico está autorizado a começar antibióticos empiricamente, sem pedir qualquer exame.

Remédios para cistite não complicada

Os medicamentos mais utilizados contra a cistite são os antibióticos que agem sobre as bactérias que habitualmente provocam infecção urinária, principalmente contra a bactéria E.coli. As melhores opções de tratamento empírico (sem orientação do antibiograma) incluem:

  • Nitrofurantoína 100 mg de 12/12 por 5 a 7 dias.
  • Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim) 160/800 mg de 12/12 horas por 3 dias.
  • Fosfomicina 3 g em dose única.
  • Levofloxacino 250 mg a 500 mg 1 vez por dia por 3 dias.
  • Ciprofloxacino 250 a 500 mg de 12/12 horas por 3 dias.
  • Norfloxacino 400 mg de 12/12 horas por 3 dias.
  • Amoxicilina + clavulanato 500 mg de 12/12 horas por 5 a 7 dias (amoxicilina pura, sem ácido clavulânico não é muito eficaz para tratar cistite).

A escolha do melhor tratamento cabe ao médico, baseado no conhecimento do perfil de sensibilidade da E.coli em cada comunidade. Há locais, por exemplo, onde a taxa de resistência da E.coli ao Bactrim é sabidamente elevada, não sendo esta uma boa opção para tratamento empírico.

O Pyridium (Fenazopiridina) ou o Cystex não são antibióticos efetivos e, portanto, não servem para tratar infecção urinária. Estas drogas são somente analgésicos, servindo apenas para aliviar temporariamente os sintomas de ardência urinária, sem ter ação efetiva sobre as bactérias (leia: Principais Causas de Dor para Urinar).

ATENÇÃO: não use este texto para se automedicar. Indicar antibióticos é tarefa do médico. A escolha equivocada pode causar graves efeitos colaterais e criar bactérias resistentes.

Cistite complicada

Cistite complicada é a infecção da bexiga que ocorre em mulheres com algum problema de saúde que aumente o risco de falha no tratamento. São geralmente consideradas cistites complicadas aquelas que ocorrem em pacientes com:

  • Diabetes mellitus.
  • História de pielonefrite aguda nos últimos 12 meses.
  • Sintomas prolongados de infecção urinária.
  • Infecção urinária por bactéria multirresistente.
  • Infecção urinária adquirida em ambiente hospitalar.
  • Insuficiência renal.
  • Obstrução do trato urinário.
  • Presença de cálculo renal.
  • Presença de um cateter vesical, stent ureteral ou nefrostomia.
  • Instrumentação ou cirurgias recentes do trato urinário.
  • Anormalidade anatômica do trato urinário.
  • Incontinência urinária.
  • História de infecção do trato urinário na infância.
  • Transplante renal ou outras causas de imunossupressão.

Pacientes com cistite complicada devem sempre colher exames de urina, principalmente urocultura.

Não é preciso esperar o resultado dos exames para começar o tratamento com antibióticos, mas ter um antibiograma e a bactéria causadora da infecção urinária identificada dentro de 2 ou 3 dias ajuda muito a decidir o próximo passo, caso o paciente não tenha melhorado nas primeiras 72 horas de tratamento empírico. Em geral, sugerimos ao paciente que ele vá ao laboratório fazer um exame de urina e logo depois inicie o tratamento com antibióticos.

Remédios para cistite complicada

As melhores opções de tratamento empírico (sem orientação do antibiograma) da cistite complicada incluem:

  • Levofloxacina 500 a 750 mg 1 vez por dia por 5 a 14 dias, dependendo da gravidade do caso.
  • Ciprofloxacina 500 mg de 12/12 horas por 5 a 14 dias, dependendo da gravidade do caso.

Se o paciente não apresentar sinais de melhora em 2 ou 3 dias, o antibiótico deve ser trocado de acordo com o antibiograma, que já deverá estar disponível nesta altura.

Nos casos de pacientes com cálculos renais ou obstruções do trato urinário, a remoção cirúrgica destes pode ser necessária para que o tratamento tenha sucesso.

Do mesmo modo, pacientes com sonda vesical ou stent no ureter podem ter que trocá-los para conseguir se livrar da infecção urinária.

A bactéria pode se alojar em qualquer uma destas estruturas e conseguir “se esconder ” do antibiótico, sendo muito difícil sua eliminação apenas com remédios.

Cistite em grávidas

Aproximadamente 2% das mulheres grávidas apresentam pelo menos um episódio de cistite durante a gestação.

O risco de ascensão das bactérias da bexiga em direção aos rins é maior nas mulheres grávidas, fazendo com que toda cistite neste grupo seja considerada uma cistite complicada.

Além disso, a presença de bactérias na urina está associada a problemas na gravidez, como parto prematuro, baixo peso do feto e morte fetal.

Devido ao risco de má formações fetais, nem todos os antibióticos podem ser usados nas mulheres grávidas. Por isso, as gestantes merecem uma abordagem distinta das outras pacientes com cistite complicada.

Remédios para cistite em grávidas

Todas as gestantes com sintomas sugestivos de cistite devem colher urocultura e iniciar tratamento antibiótico empírico. As melhores opções são:

  • Nitrofurantoína 100 mg de 12/12 horas por 5 a 7 dias.
  • Cefpodoxima 100 mg de 12/12 horas por 3 a 7 dias.
  • Amoxicilina-clavulanato 500 mg de 12/12 horas por 3 a 7 dias.
  • Fosfomicina 3 g em dose única.
  • Cefalexina 500 mg de 12/12 horas durante 3-7 dias.

O Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim) 160/800 mg de 12/12 horas por 3 dias é uma opção, mas apenas a partir do segundo trimestre, devendo este ser evitado nas primeiras 12 semanas de gravidez. Os antibióticos da família das quinolonas, como ciprofloxacino, norfloxacino e levofloxacino são contraindicados na gravidez.

Uma semana após o fim do tratamento, a urocultura deve ser repetida para se confirmar a eliminação da bactéria. Se a urocultura for novamente positiva para a mesma bactéria, o tratamento deve ser repetido, desta vez por mais tempo.

Por outro lado, se a urocultura confirmar a eliminação da bactéria, ela deve ser repetida todo mês até o final da gestação, para termos certeza de que não haverá novas infecções.

Para saber mais detalhes sobre infecção urinária na gravidez, leia: INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ.

Cistite em homens

A cistite é um quadro muito menos comum em homens do que em mulheres, devido ao maior comprimento da uretra, ao ambiente periuretral menos úmido, à menor colonização de bactérias na região ao redor da uretra e à presença de substâncias antibacterianas no líquido prostático.

Habitualmente, as cistites em homens ocorrem naqueles com anormalidades do trato urinário, sejam más-formações em crianças pequenas ou doenças urológicas em pacientes idosos, como problemas da próstata. No entanto, cistites não complicadas podem ocorrer em um pequeno número de homens entre os 15 e os 50 anos de idade, sem nenhum problema de saúde.

Remédios para cistite em homens

Todos os homens com sintomas sugestivos de cistite devem colher urocultura e iniciar tratamento antibiótico empírico. As melhores opções são:

  • Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim) 160/800 mg de 12/12 horas por no mínimo 7 dias.
  • Levofloxacino 500 mg 1 vez por dia por no mínimo 7 dias.
  • Ciprofloxacino 500 mg de 12/12 horas por no mínimo 7 dias.

Se após 48-72 horas não houver melhora, o tratamento deve ser ajustado de acordo com o resultado da urocultura e do antibiograma. Nestes casos, uma investigação para alterações na anatomia urológica deve ser avaliada

É preciso ter sempre em mente que sintomas de infecção urinária em homens não necessariamente indicam uma cistite, já que prostatite  e uretrite (como no caso da gonorreia) podem ter sintomas muito parecidos.

Bacteriúria assintomática

Cistite é a inflamação da bexiga causada por bactérias. A simples presença de bactérias na urina, sem sinais de inflamação da bexiga não é considerada uma infecção, mas sim uma colonização.

Uma analogia fácil de entender é com a pele. Ter bactérias presentes na pele é completamente diferente de ter uma infecção de pele.

Portanto, a simples presença de bactérias na urina não é suficiente para o diagnóstico de uma infecção.

Para ser cistite é preciso que o paciente tenha sintomas de uma bexiga inflamada, como dor para urinar, sangue na urina, vontade constante de urinar, mesmo com a bexiga vazia, etc.

Mesmo no caso da bactéria E.coli, há cepas menos virulentas, capazes de se proliferar na urina, mas sem força para causar inflamação da bexiga. Uma urocultura positiva, mesmo para E.coli, em um paciente sem nenhuma queixa, não deve ser valorizada na maioria dos casos. Na verdade, se o paciente não tem queixas urinárias, não faz sentido solicitar uma urocultura.

A presença de bactérias na urina sem sintomas é chamada bacteriúria assintomática e não deve ser tratada com antibióticos na grande maioria dos casos. As únicas exceções são as grávidas e os pacientes que irão ser submetidos a cirurgias urológicas.

Nestes casos está indicada a realização de urocultura, mesmo sem sintomas, e o tratamento de acordo com o resultado do antibiograma.

Em todos os outros casos, o tratamento da bacteriúria assintomática não apresenta benefícios e pode ainda estimular o desenvolvimento de bactérias resistentes.

Explicamos a bacteriúria assintomática com detalhes no artigo: O que é bacteriúria assintomática?

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/infeccao-urinaria/tratamento-infeccao-urinaria/

Cistite

CISTITE (INFECÇÃO DA BEXIGA)

A cistite é uma inflamação da bexiga, na maioria dos casos de causa infecciosa e, como tal, geralmente englobada no grupo das infeções urinárias ou infeções do trato urinário.

Para além da cistite infecciosa, podem ocorrer outras infeções ao longo de todo o trato urinário, nomeadamente infeções na uretra (uretrite) ou do rim (pielonefrite).

No sexo masculino podemos, ainda, englobar as infeções associadas à próstata (prostatite) ou aos testículos (orquite e orqui-epididimite).

A bexiga é o local mais comum para as infeções urinárias, sendo também a que se trata com maior facilidade. Por norma, o organismo infecioso sobe do exterior através da uretra e infeta a bexiga.

Em certas situações, a infeção pode alastrar-se até ao rim causando dor nas costas por infeção renal (pielonefrite). A infeção dos rins normalmente precisa de tratamento mais prolongado e de maior vigilância dado o enorme potencial que esta possui de se propagar para o resto do organismo (sépsis).

As infeções localizadas apenas à uretra (uretrite) possuem geralmente origem em agentes transmitidos por via sexual e são mais frequentes no sexo masculino, dado que a mulher possui a uretra muito curta e a infeção chega diretamente à bexiga.

Geralmente, a infeção da uretra cursa com um corrimento (“escorrência”) uretral, límpido ou esbranquiçado (“leitoso”) dependente do tipo de infeção.

Saiba, aqui, tudo sobre infeção urinária.

Cistite – causas

Na sua grande maioria, as cistites são de origem infecciosa e causadas por bactérias (cistite bacteriana).

Em certos casos, podem também ocorrer infeções por fungos (cistite fúngica), normalmente em doentes diabéticos ou quando o sistema imunológico (sistema de defesa) está deprimido.

As infeções do trato urinário por vírus (cistite viral ou vírica) ou parasitas (cistite parasitária) são raras.

Existem ainda descritos outros tipos de cistite não infecciosa como a cistite rádica (secundária à radioterapia), a cistite química (alguns fármacos ingeridos, endovenosos ou administrados diretamente na bexiga podem provocar inflamação da bexiga) e a cistite intersticial (também conhecida por síndrome da bexiga dolorosa), sendo muitas das vezes associada ao stress, a problemas emocionais ou patologia nervosa.

Saiba, aqui, tudo sobre cistite intersticial ou síndrome da bexiga dolorosa.

Na literatura encontramos também a descrição de cistite hemorrágica (inflamação da bexiga que cursa com perda de sangue na urina), cistite enfisematosa (subtipo grave de infeção da bexiga, que cursa com a presença de ar no interior ou na parede da bexiga) ou a cistite glandular (associada a alterações dos tecidos que revestem a bexiga que adquirem a estrutura de glândulas).

Na sua grande maioria, ou seja, cerca de 70 a 80% das infeções urinárias são causadas por Escherichia coli. Outras bactérias comuns são o Enterococcus, o Proteus e a Klebsiella. Em 10 a 15% dos doentes com sintomas não se consegue reconhecer o agente causador.

Ao longo das suas vidas, muitas pessoas podem ser afetadas por diversas infeções urinárias. O surgimento de 2 infeções urinárias num período de 6 meses ou 3 infeções urinárias num ano é considerado infeção urinária de repetição pelo que deverá realizar-se um estudo aprofundado.

Em determinados casos, o tratamento inicial pode não ser eficaz uma vez que o microorganismo pode ser resistente ou o tratamento não ter a duração ideal. Perante este quadro é frequente as pessoas apresentarem melhorias numa fase inicial, mas recidivarem em pouco tempo.

Cistite no homem

A cistite masculina (no homem) é mais rara e surge, normalmente, quando este não consegue esvaziar totalmente a bexiga (resíduo pós-miccinonal). Esta situação pode acontecer em condições como o aumento benigno da próstata ou em estenoses (apertos) da uretra.

A infeção urinária nos homens pode transmitir-se à próstata (prostatite), epidídimo (epididimite) e testículo (orquite/orquiepididimite), sendo que, nestes casos, o tratamento é mais prolongado que aquele preconizado para as infeções simples da bexiga (cistite).

Saiba, aqui, tudo sobre prostatite.

Dado o maior comprimento da uretra, o homem pode também desenvolver infeções localizadas apenas à uretra (uretrites).

Cistite na mulher

As mulheres apresentam risco acrescido de desenvolverem cistite, bem como outras infeções urinárias, pelo facto de possuírem uma uretra mais curta e próxima da vagina e do ânus. Geralmente, a cistite feminina (na mulher) ocorre por migração dos microorganismos da região vaginal ou peri-anal para a bexiga.

Esta contaminação depende, com frequência, de alterações do pH da vagina como, por exemplo, durante o período menstrual (menstruação), por utilização de produtos de limpeza vaginais ou pomada ginecológica, nas infeções fúngicas vaginais (candidíase) ou mesmo no envelhecimento (diminui a eficácia dos mecanismos protetores contra as infeções urinárias).

A atividade sexual pode potenciar, em algumas mulheres, o aparecimento de cistites de repetição.

Antigamente, esta relação entre atividade sexual e as cistites estava bem patente na conhecida “cistite da lua de mel”, ou seja, infeção urinária que surge com o início da atividade sexual.

O mecanismo inerente à relação sexual potencia a passagem de bactérias da vagina (introito vaginal) para a uretra e a subida destas bactérias pela uretra até a bexiga.

Algumas infeções urinarias, quando não tratadas devidamente, podem transmitir-se aos órgãos ginecológicos (útero, tubas uterinas e ovários) e dificultar posteriormente a capacidade de engravidar.

A infeção urinária na gravidez é relativamente comum e deve ser objeto de tratamento, mesmo que as mulheres não tenham sintomas (denominadas bacteriúrias assintomáticas). As infeções urinárias constituem riscos consideráveis para a saúde da gestante (mãe) e do feto, como tal devem ser avaliadas cuidadosamente.

Cistite na criança

A cistite infantil (cistite em crianças) é uma das infeções bacterianas mais comuns nestas idades. A existência de infeções urinárias nesta fase precoce da vida pode ser um indicador de malformações do trato urinário ou de defeitos funcionais (bexiga neurogénica, refluxo vesico-ureteral, …) e devem ser estudadas cuidadosamente.

No bebé, como eles ainda não conseguem falar ou expressar o que sentem, temos de equacionar a possibilidade de uma infeção urinária no caso de existência de febre sem causa aparente, dificuldade em alimentar, perda de peso, mau estar geral, irritabilidade, urina com mau cheiro, etc.

À semelhança do que acontece nos adultos, as infeções são mais comuns em raparigas do que em rapazes. Todavia, curiosamente, nos primeiros meses de vida, os rapazes são mais afetados por esta doença.

Cistite – sintomas

Os sinais e sintomas de infeção urinária variam consoante o órgão afetado.

 Deste modo, nos casos mais comuns de infeções da bexiga as queixas mais frequentes são dor, ardor ou desconforto ao urinar, necessidade de urinar muitas vezes e geralmente em pequenas quantidades, sensação imperativa para urinar (urgência miccional) presença de urina turva (piúria) e/ou com mau cheiro. Casualmente pode surgir sangue na urina (cistite hemorrágica), sobretudo nas pessoas que tomam medicamentos para as plaquetas ou para a coagulação do sangue.

A presença de mal-estar geral, dores musculares generalizadas, perda de apetite, náuseas e vómitos pressupõe a existência de uma infeção grave, disseminada pelo corpo e geralmente determina a necessidade de internamento hospitalar para tratamento.

Os sintomas costumam manter-se por 2 a 3 dias após o início do tratamento, sendo mais rápido no caso das cistites e mais lento nas prostatites e pielonefrites. Caso haja febre constante é necessário realizar uma pesquisa mais detalhada, pois a terapêutica estabelecida poderá não estar a ser eficiente ou ser necessário efetuar outro tipo de tratamento.

Alguns casos podem não apresentar sintomas, sendo por isso designada de infecção urinária assintomática: estes casos são mais frequentes nos doentes idosos ou em algaliados há longa data, e na maioria dos casos não necessitam de tratamento. As grávidas são um grupo de exceção, que deverá tratar todas as infeções urinárias, mesmo que não gerem sintomas.

Cistite é transmissível?

No geral, as infeções urinárias não se transmitem sexualmente. Porém, a relação sexual promove o desenvolvimento destas, ao favorecer a entrada de bactérias externas no trato urinário, em ambos os sexos. Veja mais informação em cistite no homem e cistite na mulher.

Certos tipos de uretrite são transmissíveis sexualmente, surgindo contágio para os diversos parceiros sexuais nas relações não protegidas, ou seja, a infeção “pega-se” ou “passa de uma pessoa para outra”. Perante esta situação, é essencial o tratamento do próprio e do(s) parceiro(s) sexual(ais) que podem nem apresentar sintomas.

Diagnóstico da cistite

O diagnóstico da cistite é feito pelo médico urologista (especialista em urologia) através dos sintomas do doente e pelas análises efetuados à urina (sumário de urina tipo 2 e cultura da urina). Através das análises de urina é possível detetar o microorganismo responsável. Esta informação é muito importante para definir o melhor plano terapêutico.

Em determinados casos pode ser necessário realizar outros meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT), nomeadamente realizar investigação imagiológica complementar. Podem ser realizados alguns exames, como por exemplo a Ecografia ou a Tomografia computorizada (TC ou TAC), entre outros.

Cistite tem cura?

A cistite infecciosa tem cura, se for corretamente diagnosticada e tratada de forma atempada e adequada.

Saiba, de seguida, como tratar a cistite infeciosa.

Cistite – tratamento

A cistite, geralmente, é causada por bactérias e o tratamento baseia-se na administração de antibióticos. A escolha do antibiótico a usar pode ser orientada pelas análises de urina. Veja mais informação em diagnóstico da cistite.

Outros medicamentos (ou remédios) que se aliam frequentemente aos antibióticos são os anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno) e analgésicos. Esta medicação é muito importante para aliviar a dor e reduzir o desconforto sentido pelo doente.

O melhor complemento ao tratamento medicamentoso atrás descrito é fazer uma ingestão abundante de água natural ou chã caseiro de qualquer tipo. Uma boa hidratação é muito importante não só para permitir uma rápida recuperação nas cistites agudas, como também para prevenir infeções urinárias.

É importante o doente tomar a medicação tal como lhe foi prescrita, durante o tempo indicado pelo médico, pois de outra forma existe o risco do tratamento falhar e a infeção se tornar crónica e mais difícil de tratar.

Na cistite recorrente (persistente) é essencial, para além do tratamento agudo, identificar os fatores de risco existentes e corrigi-los por forma a prevenir o reaparecimento da infeção.

A duração do tratamento vai variar com o tipo de infeção e com o tipo de antibiótico indicado para a administração. As cistites necessitam apenas de uma dose única (fosfomicina) ou até 5 dias de antibiótico (amoxicilina). O doente nunca deve automedicar-se e deve tomar os comprimidos sempre de acordo com a prescrição médica.

No caso das infeções sexualmente transmitidas, o casal deverá efetuar um tratamento conjunto e evitar relações sexuais desprotegidas durante todo o tratamento.

saiba, aqui, tudo sobre o tratamento das infeções urinárias.

Como prevenir a cistite?

A ingestão abundante de água é fundamental na prevenção e no tratamento das infeções urinárias. Alguns estudos referem-se também à utilidade do arando vermelho e de alguns chás, sendo no entanto, nestes casos, o efeito mais controverso.

Outras medidas aconselhadas na prevenção de infeções urinárias:

  • Limpar após urinar ou após a relação sexual evita a acumulação de bactérias e deve ser realizada sempre da frente para trás;
  • Usar roupa interior de algodão possibilita que a pele e as mucosas “respirem” e diminui a concentração local de microorganismos;
  • As mulheres devem trocar periodicamente e preferir os absorventes externos (pensos higiénicos) em detrimento dos internos (tampões);
  • Usar sabões neutros para higiene local.

Nas situações em que as medidas indicadas não sejam eficazes, o seu médico poderá sugerir-lhe outras opções como:

  • Estimular o sistema imunológico (responsável pela defesa do organismo) ao tomar diariamente um lisado de bactérias (sem capacidade para infectar);
  • Esquemas de antibiótico em doses muito baixas, como por exemplo 1 comprimido após as relações sexuais ou um comprimido diariamente ou 1 comprimido/saqueta de 10 em 10 dias consoante os casos.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/cistite/

Sintomas da cistite

  • Necessidade urgente de urinar com frequência;
  • Escassa eliminação de urina em cada micção;
  • Ardor ao urinar;
  • Dores na bexiga, nas costas e no baixo ventre;
  • Febre;
  • Sangue na urina nos casos mais graves.

Diagnóstico de cistite

  • Levantamento da história clínica do paciente e de seus sintomas;
  • Exame de urina tipo I;
  • Urocultura com antibiograma (para identificar o agente infeccioso e orientar o tratamento).

Tratamento da cistite

Às vezes, o próprio organismo dá conta de eliminar as bactérias. Caso haja persistência de sintomas, o tratamento das cistites infecciosas requer o uso de antibióticos ou quimioterápicos que serão escolhidos de acordo com o tipo de bactéria encontrada no exame laboratorial de urina.

Especialmente nas mulheres, as recidivas podem ser frequentes e mais graves, mas, se o tratamento for seguido à risca, a probabilidade de cura é grande. Por isso, é preciso tomar os medicamentos respeitando o tempo recomendado pelo médico mesmo que os sintomas tenham desaparecido com as primeiras doses.

Veja também: Ouça o comentário do dr. Drauzio no podcast sobre cistite

Recomendações para evitar a cistite

  • Beba muita água. O líquido ajuda a expelir as bactérias da bexiga;
  • Urine com frequência. Reter a urina na bexiga por longos períodos é uma contraindicação importante.
  • Urinar depois das relações sexuais favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário;
  • Redobre os cuidados com a higiene pessoal. Mantenha limpas a região da vagina e do ânus.

    Depois de evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás e, sempre que possível, lave-se com água e sabão;

  • Evite roupas íntimas muito justas ou que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias;
  • Suspenda o consumo de fumo, álcool, temperos fortes e cafeína. Essas substâncias irritam o trato urinário;
  • Troque os absorventes higiênicos com frequência para evitar o proliferação bacteriana.

Perguntas frequentes sobre cistite

Cistite é o mesmo que infecção urinária?

Não. Infecção urinária é um termo genérico para infecções que atacam o trato urinário. Além da bexiga, existem outras regiões que podem ser atingidas, como a uretra e os rins. Todas elas recebem a designação de infecção urinária.

Suco de cranberry previne cistite?

Estudos indicam que o cranberry pode diminuir a adesividade bacteriana, ou seja, sua tendência a proliferar no trato urinário. Ainda assim, embora a ingestão de muito líquido seja recomendada, prefira sempre água ou água de coco, pois sucos contêm açúcar.

O que fazer quando a doença não apresenta sintomas?

Na maioria dos casos, é fácil diagnosticar a cistite porque ela causa dor e dificuldade de micção. Mas podem existir casos em que não há sintomas e a mulher é surpreendida com um resultado positivo em exames de urina.

Exceto em ocasiões muito específicas que serão indicadas pelo médico, nesses casos não há necessidade de tratamento. Incluir antibióticos desnecessariamente contribui para o problema da resistência bacteriana.

Pacientes sem sintomas apenas devem ser monitorados e orientados.

A cistite é uma infecção sexualmente transmissível (IST)?

Não. Diferente de muitas uretrites, como a gonorreia e a clamídia, a cistite não pode ser transmitida durante o ato sexual. Ainda assim, recomenda-se sempre urinar após a relação para eliminar bactérias do trato urinário.

Cistite tem causa emocional?

Não há evidências que apontem para causas emocionais.

Contudo existe um tipo da doença, chamada síndrome da bexiga dolorosa ou cistite intersticial crônica, que é mais difícil de ser diagnosticada porque a inflamação da bexiga não é causada por bactérias.

Ainda assim, as hipóteses mais aceitas para sua causa são sensibilidade da bexiga a substâncias da urina, problemas autoimunes ou de permeabilidade da parede do órgão.

Cistites podem evoluir para pielonefrites?

Sim. Uma infeção da bexiga tratada inadequadamente pode “subir” e afetar os rins.

Tenho cistite toda hora. Pode ser crônico?

Sim. A cistite intersticial crônica é uma das formas da doença que pode durar anos ou a vida inteira. Como não se trata de uma infecção, antibióticos são inúteis. O tratamento é complexo e pode incluir inclusive fisioterapia como forma de entender e exercitar a musculatura da região pélvica para aliviar sintomas de dor.

A cistite é muito frequente?

Uma em cada quatro mulheres provavelmente terá cistite ao longo da vida. Isso acontece porque a uretra da mulher é mais curta que a do homem, além de estar mais perto das regiões vaginal e anal, favorecendo a entrada de bactérias e o surgimento da infecção.

Mulheres grávidas também podem ter cistite?

Sim. Na verdade, as gestantes têm maior predisposição para contraírem infecções urinárias em geral. É importante que o acompanhamento pré-natal inclua exame de cultura de urina. Quanto mais cedo iniciado o tratamento, melhor.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cistite/

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