CISTO DE BAKER (cisto poplíteo)

Quisto de Baker

CISTO DE BAKER (cisto poplíteo)

Um quisto de Baker ou cisto de Baker é uma acumulação de liquido articular na região posterior do joelho. Pode ser uni ou bilateral e habitualmente condiciona desconforto em especial durante o movimento de flexão da articulação.

Em termos de anatomia o quisto de Baker é constituído por membrana de sinovial preenchida por líquido que se insinua junto à inserção do gastrocnémio / gémeo medial na fossa poplítea. Veja fotos superiores.

Embora a sua localização seja constante, o tamanho do quisto pode variar muito desde pequeno (incipiente) ou tornando-se grande, atingindo dimensões, por vezes, de 10 a 12 cms e mantendo-se mesmo assim integro.

Causas do quisto de Baker

As causas mais frequentes de quisto de Baker são a osteoartrose do joelho, em idades mais avançadas ou a lesão do menisco nos mais jovens.

Saiba, aqui, o que é osteoartrose do joelho.

Saiba, aqui, o que é a lesão do menisco.

São também fator de risco a prática de atividade física excessiva ou determinados desportos que originem sobrecarga do joelho.

Certas patologias, como a artrite reumatoide, podem também desencadear um processo de sinovite e derrame articular, que se vai acumulando, levando à formação de um quisto.

Sinais e sintomas no quisto de Baker

O quisto de Baker produz habitualmente dor e desconforto na face posterior da articulação. Esta pode ser leve, moderada a forte e acompanha-se de sensação de “água ou líquido no joelho” ou de joelho “inchado”.

Por vezes, o quadro clinico pode tornar-se mais complicado, se há rotura do quisto com extravasamento de conteúdo hemorrágico para as partes moles adjacentes, levando a exacerbação do quadro álgico.

Diagnóstico do quisto de Baker

diagnóstico de quisto de Baker é, habitualmente, feito pelo médico ortopedista (especialista em joelho), através da realização de um cuidado exame clinico, acompanhado de um exame imagiológico, normalmente a Ecografia (ou ultrassonografia) do joelho ou a Ressonância magnética (RMN) do joelho, que permitem uma boa visualização dos tecidos moles. 

Veja imagem de uma RM do joelho, onde é visível um quisto de Baker (“parte branca da imagem”).

Especialmente quando existem sinais de rotura, torna-se fundamental a sua realização para exclusão de outros diagnósticos.

De uma forma geral, se pretendermos determinar a sua etiologia, podemos também efetuar um Raio X (radiografia) do joelho ou associar uma Tomografia computorizada (TC ou TAC) do joelho.

O quisto de Baker tem cura?

O prognóstico do quisto de Baker está habitualmente dependente da sua etiologia (causas) e, por isso, a tomada de decisão no tratamento está condicionada pela mesma. Geralmente, o médico especialista do joelho leva em consideração que é frequente que o quisto desapareça espontaneamente, pelo que não precisa operar.

Saiba, de seguida, como tratar o quisto de Baker.

Tratamento do quisto de Baker

O tratamento médico conservador (não cirúrgico) com repouso, a aplicação de gelo (frio) e a toma de medicamentos (ou remédios) anti-inflamatórios podem ser suficientes para aliviar a dor.

A fisioterapia, quando corretamente prescrita, pode ser extremamente útil. A diminuição da inflamação, a manutenção da amplitude articular e o reforço muscular são os principais objetivos do tratamento fisioterapêutico.

O quadro clinico pode também melhorar com a drenagem do líquido, que pode ser efetuado através de punção do quisto com agulha fina sob controle ecográfico, a fim de reduzir o seu volume.

A utilização de determinadas ortóteses ou métodos compressivos também tem o seu papel na recuperação do paciente.

Cirurgia no quisto de Baker

A cirurgia (ou operação) para remoção do quisto, raramente é necessária de uma forma isolada exceto em situações de grande volume com compressão de estruturas vasculares adjacentes.

A cirurgia artroscópica, ou artroplástica (nos casos de artrose avançada), são geralmente a forma definitiva de resolver a patologia que está na origem do derrame articular e subsequente resolução do quisto de Baker.

Riscos e complicações da cirurgia

As complicações do tratamento cirúrgico do quisto de Baker são comuns a outras cirurgias do joelho, nomeadamente as lesões vasculo-nervosas, complicações tromboembólicas ou infeciosas.

Um especial cuidado é, no entanto, necessário devido à proximidade de estruturas anatómicas como os vasos e nervos da região poplítea.

Reabilitação após a cirurgia

No pós-operatório a mobilização precoce e a carga imediata são importantes no sentido de ambulatorizar o paciente o mais rapidamente possível.

Um programa de reabilitação deve ser instituído de uma forma individualizada em função da idade, nível de atividade e patologia associada.

Especialmente em atletas, os protocolos devem ser cuidadosamente preparados e instituídos de forma a reduzir o tempo de recuperação e proporcionar uma rápida retoma da atividade desportiva.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ortopedia/quisto-de-baker/

Cisto de Baker: sintomas, tratamentos e causas

CISTO DE BAKER (cisto poplíteo)

O cisto de Baker é uma condição em que ocorre acúmulo de líquido articular (chamado também de líquido sinovial) atrás do joelho, formando um cisto. Essa doença está comumente relacionada a algum outro problema nas articulações.

Causas

O cisto de Baker é causado por um inchaço no joelho. Esse inchaço ocorre devido a um aumento na quantidade de líquido sinovial – o fluído que lubrifica as articulações. Quando esse líquido se acumula na parte de trás do joelho, num local chamado de bursa poplítea, ele forma um cisto.

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O cisto de Baker ocorre, geralmente, devido à inflamação da articulação do joelho, um problema comum a vários tipos de artrite, e também a algum tipo de lesão que tenha ocorrido no joelho e que tenha causado danos e desgaste à cartilagem.

Fatores de risco

O cisto de Baker está geralmente ligado a outro problema no joelho, como a artrite rematoide.

Qualquer pessoa pode desenvolver um quadro de artrite, embora indivíduos mais velhos, geralmente acima dos 60 anos, tenham mais propensão ao surgimento dessa doença.

Isso acontece porque, com o tempo, a articulação do joelho vai ficando cada vez mais gasta, possibilitando a ocorrência de inflamações que levam à artrite.

Sintomas de Cisto de Baker

Em alguns casos, um cisto de Baker pode ser assintomático. Muitas pessoas têm esse problema e nem se quer notam. No entanto, outros pacientes apresentam alguns sinais e sintomas, como:

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  • Inchaço atrás do joelho
  • Dor no joelho
  • Rigidez muscular

Os sintomas podem piorar depois da prática de exercícios físicos ou depois de ter ficado muito tempo de pé, com o músculo do joelho estendido ou, ainda, após muito tempo parado em uma mesma posição.

Buscando ajuda médica

Se você sentir dor ou sensação de inchaço atrás do joelho, marque uma consulta para que ele possa determinar a causa exata. Embora improvável, uma protuberância atrás do joelho pode ser um sinal de uma doença mais grave em vez de um cisto de Baker.

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Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar cisto de Baker são:

  • Clínico geral
  • Reumatologia
  • Dermatologia
  • Ortopedia

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

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  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Você sente dor no joelho?
  • Você sofreu alguma lesão na região do joelho recentemente?
  • Você foi diagnosticado com artrite?

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Diagnóstico de Cisto de Baker

Um cisto de Baker pode muitas vezes ser diagnosticado por meio de um simples exame físico. No entanto, alguns sintomas de cisto de Baker são muito similares a sinais de doenças mais graves, como trombose, aneurisma e ou tumor. Por isso, o médico pode solicitar alguns exames de imagem não invasivos, incluindo ultrassonografias e exame de ressonância magnética.

Tratamento de Cisto de Baker

Muitas vezes, o tratamento não é necessário e o cisto de Baker desaparece por conta própria. Agora, se o cisto for muito grande e causar muita dor, o médico pode utilizar os seguintes tratamentos:

O médico pode injetar um medicamento corticosteroide, como a cortisona, no joelho, a fim de reduzir a inflamação. Isso pode aliviar a dor, mas nem sempre evitar a recorrência do cisto.

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Ele também pode optar por drenar o líquido acumulado na articulação do joelho, utilizando uma agulha. Esse método, também chamado de aspiração, muitas vezes é realizado com a ajuda de ultrassom.

Exercícios de fortalecimento do joelho e de amplitude dos movimentos podem ajudar a reduzir os sintomas e preservar a articulação do joelho também.

Normalmente, porém, os médicos também procuram tratar a causa subjacente ao cisto da Baker, já que muitas vezes ele está relacionado a um quadro de artrite, por exemplo – que exige tratamento.

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Por isso, se o médico determinar que um problema de cartilagem é que está causando o excesso de líquido sinovial acumulado atrás do joelho, então ele pode optar por realizar uma cirurgia para reparar o problema.

Agora, se o cisto de Baker estiver relacionado à osteoartrite, a remoção do cisto pode ser uma opção viável também.

Convivendo/ Prognóstico

Se o médico determinar que a causa subjacente ao cisto de Baker é artrite, ele poderá recomendar os seguintes passos a serem realizados durante o tratamento, com o intuito de acelerar a recuperação:

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  • Aplique gelo e descanse a perna. Procure dormir com as pernas em posição elevada
  • Faça uso de medicamentos de venda livre para aliviar os sintomas, como analgésicos, em caso de dor
  • Pratique exercícios físicos condizentes com seu estado de saúde. Converse com fisioterapeutas ou personal trainer para saber qual a melhor opção de exercícios em caso de artrite no joelho

Complicações possíveis

Raramente, o cisto de Baker pode levar ao vazamento de fluidos sinoviais na região da panturrilha, causando dor, inchaço maior e vermelhidão. Esses sinais se assemelham aos de um coágulo de sangue em uma veia na perna. Se você manifestar esses sintomas, busque ajuda médica para descartar outras possíveis causas.

Cisto de Baker tem cura?

O cisto de Baker não costuma causar prejuízos no longo prazo, mas pode ser irritante e doloroso. Os sintomas geralmente aparecem e desaparecem com o tempo.

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Invalidez causada pelo cisto é rara. A maioria dos pacientes melhora com o passar do tempo ou com a cirurgia, se o médico achar que ela é realmente necessária.

Cisto poplíteo cisto de Baker

CISTO DE BAKER (cisto poplíteo)

Especialidades: Medicina de Emergência / Reumatologia / Ortopedia

 

Introdução

Os cistos sinoviais de região poplítea, também conhecidos como cistos de Baker, são comuns tanto em adultos quanto em crianças. Apresenta-se como um inchaço na fossa poplítea decorrente do aumento na bursa do músculo gastrocnêmio, que fica no lado medial da fossa, discretamente distal ao centro da parte posterior do joelho.

Em adultos, os cistos poplíteos normalmente são secundários a um processo degenerativo ou inflamatório articular e comunicam-se com o espaço sinovial do joelho, principalmente em pacientes mais idosos.

A maioria dos cistos é assintomática e acaba sendo detectada de forma incidental em exames de imagem feitos por outros motivos. Em geral, eles são detectados em adultos entre 35 e 70 anos.

A prevalência varia de 5 a 40% com base em estudos de ressonância em pacientes adultos. Com base em artrografia, essa prevalência é de 23 a 32%. Com a idade, a prevalência tende a aumentar, mas não há diferença significativa entre os sexos.

Fisiopatologia

A fisiopatologia dos cistos sinoviais é multifatorial. Alguns fatores estão envolvidos tanto com o surgimento quanto com a persistência desses cistos:

      comunicação entre cistos e articulação;

      efeito do tipo válvula entre o espaço articular do joelho e os cistos, que é controlado pela flexão e extensão do joelho, de forma a sequestrar líquido sinovial na fossa poplítea;

      pressão negativa intra-articular durante a flexão parcial do joelho comparada com a pressão positiva durante a extensão que também facilitam o fluxo de líquido;

      aumento da bursa do gastrocnêmio decorrente de repetidos e pequenos traumas que ocorrem durante a contração de músculos;

      herniação da cápsula articular na fossa poplítea.

Alguns fatores de risco são importantes no desenvolvimento dos cistos poplíteos, o que inclui história de trauma (presente em cerca de 1/3 dos pacientes), ou doença articular do joelho (ocorre em 2/3 dos pacientes). Entre as doenças articulares, as mais comuns são a osteoartrite, seguida da artrite reumatoide e das lesões de menisco.

Quadro clínico

A maioria dos cistos é completamente assintomática. Eles são pequenos, muitas vezes indetectáveis ao exame físico e descobertos apenas com exames de imagem que acabam sendo feitos por outros motivos que não uma investigação articular, sendo o exemplo mais comum a realização de ultrassonografia na pesquisa de trombose venosa profunda.

O quadro clínico mais comum é de dor na parte posterior do joelho, edema em joelho e edema ou massa palpável na fossa posterior do joelho, sobretudo quando a articulação está estendida.

A dor tende a ser pior quando o paciente fica muito tempo em pé ou com o joelho hiperflexionado. O padrão de dor é mais mecânico, sendo pior com atividade.

Alguns sintomas são associados à presença de doença articular, como a dor de caráter inflamatório em uma artrite reumatoide, por exemplo.

As complicações do cisto poplíteo são basicamente duas: aumento/dissecção e rotura.

Em ambos os casos, raras complicações podem ser vistas, como a compressão do nervo tibial posterior (resultando em dor na panturrilha e dormência plantar posterior), síndrome de compartimento anterior (causando queda do pé e edema anterolateral na perna), síndrome de compartimento posterior (resultando em edema com dor agravada pela extensão dos dedos passiva com disestesia plantar e fraqueza dos dedos do pé) e oclusão de artéria poplítea (causando isquemia da perna).

Aumento/dissecção

Um cisto que aumenta e disseca os tecidos tende a causar eritema local, edema distal e sinal de Homans positivo, muitas vezes fazendo diagnóstico diferencial com TVP.

Rotura

Normalmente cursa com dor aguda que parece até mesmo uma trombose aguda ou uma rotura muscular, levando a eritema, aumento de temperatura e da sensibilidade da panturrilha.

Podem surgir equimoses e há um sinal característico chamado de “sinal do crescente”, que ocorre quando uma área equimótica se forma em volta do maléolo medial. Em casos menos frequentes, a rotura pode ser mais indolente em sua apresentação, não causando tanta dor.

Muitas vezes, a rotura é desencadeada por exercício extenuante, sem necessariamente haver uma doença articular de base.

Diagnóstico

Caso haja uma massa na fossa posterior do joelho associada a sintomas, o diagnóstico torna-se basicamente clínico. O diagnóstico de cisto de Baker se dá pelo achado de uma massa poplítea medial que é mais proeminente com o paciente em pé e com o joelho estendido.

Essa massa diminui ou até mesmo desaparece quando o joelho se flexiona a 45° (sinal de Foucher), uma vez que, nessa situação, a tensão no cisto diminui.

Os mesmos achados podem ser identificados com o paciente deitado e fazendo o exame do joelho, indo da extensão completa até 90° de flexão.

Quando há incerteza diagnóstica, deve-se lançar mão de exames de imagem para complementar a investigação. Imagem também deve ser feita se houver algo que leve a suspeita de comprometimento vascular ou neurológico, ou na vigência de uma possível tromboflebite ou TVP.

O melhor exame nessas situações é a ultrassonografia, que pode identificar a presença do cisto (massa anecoica que pode ter debris ecogênicos ou septações), bem como sua extensão e relação com estruturas adjacentes. Alguns diferenciais que a ultrassonografia pode detectar são aneurisma de poplítea, cistos ganglionares ou outras massas poplíteas.

A ultrassonografia pode não conseguir distinguir rotura de dissecção de cisto. Raramente é necessário complementar a investigação com uso de ressonância magnética. Outro motivo para se usar a ressonância é diante de uma possibilidade de planejamento cirúrgico, em virtude da riqueza de informações que ela pode trazer do ponto de vista anatômico.

Os principais diagnósticos diferenciais do cisto de Baker são TVP, cistos ganglionares, sarcomas, linfomas e aneurismas de artéria poplítea.

Tratamento

A base do manejo do cisto de Baker é o tratamento da condição articular de base (osteoartrite, artrite reumatoide, doença de menisco etc.), artrocentese e injeção intrarticular com corticoide. Se o cisto for um achado incidental em um paciente assintomático, não é necessário um tratamento específico.

Para cistos sintomáticos diagnosticados, deve-se proceder à artrocentese do joelho com infusão intra-articular de corticoide, normalmente 40 mg de triancinolona, em uma abordagem semelhante à feita em infusões articulares em artrite reumatoide e osteoartrite.

Normalmente após 2 a 7 dias, 2/3 dos casos referem melhora do desconforto e diminuição do tamanho do cisto. A injeção de corticoide também tem a propriedade de diminuir o risco de recorrência.

Infelizmente não existem estudos randomizados que validem totalmente esta conduta ou apontem uma conduta alternativa.

Casos de compressão de nervo também respondem bem à injeção de corticoide.

O mesmo vale para situações em que há uma pseudotromboflebite associada à rotura do cisto (quando há dor e edema do joelho associado à ausência de cordão venoso identificável ao exame físico).

Pacientes com diagnóstico de TVP sobreposto devem receber tratamento apropriado conforme o quadro clínico e a confirmação diagnóstica. Em casos de síndrome de compartimento agudas, deve ser considerada avaliação cirúrgica urgente.

Em pacientes que não respondem à terapia intra-articular com corticoide, aspiração do cisto guiada por ultrassonografia pode ser realizada. Entretanto, este procedimento está associado a grande recorrência, bem como a acidentes de abordagem, uma vez que há uma proximidade muito grande com estruturas nervosas e vasculares no local.

Excisão cirúrgica pode ser considerada se for possível descartar a comunicação entre cisto e articulação. Contudo, esta é uma abordagem reservada para casos refratários ou com múltiplas tentativas de tratamento prévias, uma vez que também há recorrência com a cirurgia, além de haver grande dificuldade de cicatrização neste local anatômico.

Do ponto de vista prognóstico, deve-se lembrar que a maioria dos cistos poplíteos é assintomática e não causa complicações. Muitos respondem muito bem ao tratamento da doença de base ou à injeção de corticoide.

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Источник: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5416/cisto_popliteo_cisto_de_baker.htm

CISTO DE BAKER (cisto poplíteo)

CISTO DE BAKER (cisto poplíteo)

O cisto de Baker, também conhecido como cisto poplíteo, é uma pequena bolsa de líquido que surge na região atrás do joelho, chamada fossa poplítea.

O cisto de Baker é uma lesão benigna, que apresenta-se como um nódulo visível e palpável sob a pele, podendo provocar dor no joelho e dificuldade de movimentação desta articulação. Quando o cisto é pequeno, ele pode ser assintomático, passando despercebido pelo paciente.

Em medicina chamamos de cisto toda coleção líquida ou semi-liquida que fica envolta por uma membrana, formando uma espécie de bolsa ou saco.

O cisto de Baker (cisto poplíteo) surge quando há um extravasamento do líquido sinovial da articulação do joelho. O líquido sinovial é uma espécie de lubrificante, cuja principal função é reduzir o atrito durante a movimentação de articulações, como a do joelho.

Quando há uma lesão na articulação do joelho ou quando a quantidade de líquido sinovial torna-se excessiva,  o mesmo pode ser comprimido e empurrado para a região posterior da articulação, formando uma herniação, como exemplificado na figura ao lado.

Causas

Como acabamos de dizer, o cisto poplíteo surge quando há uma lesão do joelho e/ou quando o volume de líquido dentro da articulação torna-se muito grande.

Em geral, traumas do joelhos e doenças inflamatórias da articulação, como as diversas formas de artrite, são os principais fatores de risco.

Como exemplos de situações habitualmente relacionadas à formação do cisto de Baker, podemos citar a osteoartrose, artrite reumatoide, artrite infecciosa, artrite juvenil e diversos tipos de traumatismos do joelho, principalmente se houver lesão dos meniscos.

Sintomas

A maioria dos cistos poplíteos são assintomáticos e invisíveis ao exame físico e acabam, portanto, sendo descobertos por acaso durante a realização de um exame de imagem do joelho, como a ressonância magnética, solicitada por qualquer outro motivo.

Em geral, o cisto de Baker é uma alteração de adultos, ocorrendo com maior frequência a partir dos 35 anos de idade. Conforme o individuo envelhece, mais desgastada torna-se a articulação dos seus  joelhos e maior é a incidência do cisto poplíteo.

A ocorrência de sintomas do cisto de Baker depende de alguns fatores, tais como o seu tamanho ou a existência de complicações, como crescimento exagerado ou rotura do cisto.

Quando há sintomas, os mais comuns são dor na fossa poplítea (parte posterior do joelho), enrijecimento da articulação do joelho, inchaço e aparecimento de um nódulo palpável por trás do joelho, principalmente quando o mesmo se encontra-se em extensão, ou seja, com a perna totalmente esticada. Esses sinais e sintomas podem se agravar com atividade física.

Complicações

O cisto poplíteo pode crescer muito ou se romper, provocando uma quadro que pode ser confundido com trombose venosa profunda dos membros inferiores (leia também: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP)).

Um cisto que cresce muito pode provocar dor e edema da perna, principalmente se houver compressão das veias adjacentes, atrapalhando o escoamento de sangue dos membros inferiores.

Quando cisto se rompe, o líquido presente escorre pelos músculos, provocando uma reação inflamatória. O quadro é dor, vermelhidão e inchaço na região da panturrilha.

O cisto de Baker é um tipo e câncer?

Não, cisto de Baker não tem nada a ver com câncer. Este cisto é uma tumoração benigna, composta basicamente de líquido. O cisto poplíteo não é câncer e não tem nenhum risco de virar um câncer.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ortopedia/cisto-de-baker/

O que é o cisto de Baker e como ele pode afetar o atleta

CISTO DE BAKER (cisto poplíteo)

O cisto de Baker é caracterizado pela formação de um caroço situado atrás do joelho e geralmente ocorre como resultado de lesões comuns no joelho, como uma ruptura meniscal, condropatia ou artrose. Tipicamente, a lesão ocorre em pessoas mais velhas e, com o envelhecimento da população, cada vez mais tem sido encontrado em atletas com mais de 40 anos.

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O cisto de baker geralmente apresenta um inchaço firme e irregular localizado na parte de trás e externa do joelho — Foto: Divulgação

O cisto de baker geralmente apresenta um inchaço firme e irregular localizado na parte de trás e externa do joelho — Foto: Divulgação

A articulação do joelho compreende a união de dois ossos: o osso longo da coxa (fêmur) e o osso da canela (tíbia). Entre as extremidades ósseas há dois discos redondos feitos de fibrocartilagem, chamados meniscos medial (interno) e lateral (externo).

Cada menisco atua como um amortecedor do impacto do fêmur na tíbia durante a atividade de sustentação de peso.

Ao redor de toda a articulação do joelho, temos um forte tecido conjuntivo conhecido como cápsula articular, responsável pela formação do fluido que lubrifica a articulação, chamado de liquido sinovial.

Atrás do joelho, encontram-se vários pequenos sacos cheios de líquido, conhecidos como Bursa, cuja função está em reduzir o atrito entre as camadas ósseas ou de tecidos moles adjacentes e geralmente se comunica com a articulação do joelho.

Mas por que o cisto aparece?

Estruturas dentro da articulação do joelho, como o menisco medial e lateral, podem ser danificadas repentinamente devido a um trauma específico, como uma contusão ou entorse, ou gradualmente ao longo do tempo devido a atividades repetitivas ou prolongadas que pressionam o tecido.

Quando qualquer tipo de lesão ocorre em estruturas dentro da articulação do joelho, como os meniscos ou cartilagem, ocorre grande reação inflamatória, levando ao chamado derrame articular ou inchaço, que normalmente se acumula na cápsula da articulação do joelho e algumas vezes na bursa (geralmente na parte de trás do joelho) que se comunica com a articulação do joelho. Essa condição é conhecida como cisto de Baker.

Como dito antes, o cisto de Baker ocorre mais comumente secundário a alterações degenerativas do joelho (artrose do joelho) ou lesões meniscais (aguda ou devido ao uso excessivo gradual).

As lesões de meniscos geralmente ocorrem de maneira traumática em esportes que exigem mudanças repentinas de direção e movimentos de torção. Esses esportes podem incluir futebol, basquete, tênis e esqui na neve.

As lesões meniscais ocorrem frequentemente quando o pé é fixo no chão e uma força de torção é aplicada ao joelho (por exemplo, quando o corpo de outro jogador cai sobre a perna) ou após um salto ou aterrissagem forçada.

As lesões meniscais também podem ocorrer ao longo do tempo através do desgaste gradual associado ao uso excessivo (por exemplo, muito treino com agachamento na academia). Isso pode estar associado ou levar a alterações degenerativas típicas de nosso envelhecimento na articulação do joelho ao longo do tempo (artrose), principalmente em pacientes com mais de 40 anos.

Sinais e sintomas do cisto de Baker

O cisto de Baker geralmente apresenta um inchaço firme e irregular localizado na parte de trás e externa do joelho. Quando é pequeno, pouco ou nenhum sintoma pode estar presente.

À medida que a condição piora, os pacientes podem sentir dor ou uma dor localizada na parte de trás do joelho e, muitas vezes, uma sensação de aperto, principalmente ao tentar dobrar ou esticar o joelho completamente. Às vezes, esse aperto pode se estender para a panturrilha.

A sensibilidade também pode ser sentida ao tocar firmemente o cisto de Baker na parte de trás do joelho.

Pessoas com cisto de Baker também podem apresentar outros sintomas como estalidos, crepitação, travamento, um som audível no local da lesão, dor durante certas atividades (como atividade de sustentação de peso, ajoelhar, torção ou agachamento), fraqueza, dor noturna ou matinal ou dor e incapacidade colocar o peso sobre o membro afetado.

A ruptura do cisto de Baker, denominada de cisto de Baker roto, causa muita dor e inchaço, que pode descer pela panturrilha e causar dificuldade de locomoção. O quadro clínico é semelhante ao da trombose venosa profunda (TVP) e a mesma deve ser descartada através de exames auxiliares como o ultrassom doppler.

Um exame físico completo de um médico geralmente é suficiente para diagnosticar o cisto de Baker e a causa subjacente da doença. Uma investigação por ultrassom ou na ressonância magnética geralmente é suficiente para confirmar a presença de um cisto de Baker.

O tratamento do cisto de joelho de Baker envolve principalmente o tratamento da causa subjacente da doença, incluindo:

  1. Infiltração com acido hialurônico;
  2. Fisioterapia;
  3. Artroscopia para tratar a condropatia ou a lesão do menisco.

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Tratamento de cisto de Baker em atleta — Foto: Divulgação

Tratamento de cisto de Baker em atleta — Foto: Divulgação

Para atletas e esportistas, é muito importante que o sintomas sejam eliminados o mais rapidamente possível, pois o tempo de afastamento pode comprometer muito o rendimento.

Nestes indivíduos, costumamos também realizar a punção do cisto guiada por ultrassom. Logo após a drenagem, infundimos medicações que reduzem ou inibem a produção de liquido sinovial do joelho, como a betametasona ou a triancinolona.

Após a punção, idealmente o líquido deve ser enviado para analise bioquímica.

Após a punção e tratamento da causa subjacente do cisto de Baker, o retorno ao esporte deve ser planejado e realizado o mais rapidamente possível por uma equipe de transição.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

Источник: https://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/post/2020/05/10/o-que-e-o-cisto-de-baker-e-como-ele-pode-afetar-o-atleta.ghtml

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