Colite Pseudomembranosa: sintomas e tratamento

Colite: sintomas, tratamentos e causas

Colite Pseudomembranosa: sintomas e tratamento

A colite ocorre quando há inflamação do intestino grosso (cólon). A doença pode ser tanto aguda quanto crônica, dependendo de sua gravidade.

Tipos

Existem diversos tipos de colite, sendo que algumas levam outros nomes. Confira os principais:

Este tipo de colite afeta a parte mais superficial do cólon e é caracterizada pela diarreia constante, geralmente acompanhada de sangue.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A colite isquêmica é mais comum do lado esquerdo do cólon. Sintomas comuns são diarreia, dor abdominal e sangramento intestinal.

A colite por citomegalovírus é uma forma da doença causada por infecção viral na região do cólon. Este tipo de colite também pode ser contraído via relação sexual desprotegida, além de transfusões de sangue, saliva, urina e gotículas respiratórias.

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória séria do trato gastrointestinal, que afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado e o intestino grosso (cólon). Este é um tipo crônico da doença e é provocado por uma desregulação do sistema imunológico.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A Enterocolite é um tipo de colite que pode ser provocado tanto por infecção bacteriana ou viral quanto por medicamentos e intoxicação alimentar.

A colite pseudomembranosa é uma inflamação do cólon que acontece quando, em determinadas circunstâncias, uma bactéria chamada Clostridium difficile lesiona o intestino grosso por meio de sua toxina, levando à diarreia e ao surgimento de placas esbranquiçadas no interior do cólon.

Causas

Múltiplas razões podem levar uma pessoa a desenvolver um quadro de colite. Veja alguns exemplos:

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

  • Infecções agudas e crônicas, incluindo intoxicação alimentar
  • Distúrbios inflamatórios (principalmente nos casos de colite ulcerativa, Doença de Crohn, colite linfocítica e colagenosa)
  • Síndrome do intestino irritável
  • Ausência de fluxo sanguíneo (no caso da colite isquêmica)
  • Radiação passada para o intestino grosso.

Sintomas de Colite

Os sintomas de colite também costumam variar de acordo com o tipo da doença. No geral, porém, eles podem apresentar sinais e sintomas em comum, como:

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Buscando ajuda médica

Entre em contato com um médico você apresentar sintomas relacionados a uma possível colite. Fique atento aos seguintes:

  • Dor abdominal que não desaparece
  • Fezes com sangue ou fezes escurecidas
  • Diarreia e vômito que não param
  • Abdômen dilatado (distendido).

Se apresentar os sintomas acima, consulte um gastroenterologista, que é especialista no trato gastrointestinal.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Na consulta médica

No consultório médico, descreva detalhadamente todos os seus sintomas e procure tirar todas as suas dúvidas. O médico também deverá lhe fazer algumas perguntas. Veja alguns exemplos do que ele ou ela poderá lhe perguntar e esteja preparado para responder:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Os sintomas são ocasionais, frequentes ou recorrentes?
  • Você comeu alguma coisa que pudesse estar estragada ou contaminada?
  • Você já foi diagnosticado com alguma inflamação no intestino grosso ou em qualquer outro órgão de seu trato gastrointestinal?
  • Você sente necessidade constante de evacuar?
  • Em que partes do corpo você sente as dores?
  • Qual a intensidade das dores?
  • Você fuma ou bebe com frequência?
  • Como é sua alimentação? Você fez algum tipo de dieta para emagrecer?

Diagnóstico de Colite

O diagnóstico de colite geralmente começa com um exame físico e o questionamento sobre o histórico médico do paciente.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Em seguida, o médico poderá solicitar exames de sangue, de urina e de fezes para checar quaisquer anormalidades.

Depois, o paciente talvez também tenha de realizar exames de imagem, como colonoscopia e tomografia computadorizada, que ajudarão o especialista a identificar possíveis inflamações no cólon.

Tratamento de Colite

O tratamento de colite depende muito da causa subjacente.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A terapia inicial, independentemente da causa, tem como objetivo estabilizar os sinais vitais do paciente e ajudar a controlar a dor, se necessário.

A reidratação costuma ser por via oral, mas pode ser intravenosa, se for preciso. Em geral, o tratamento costuma se dar por meio de medicamentos, mas alguns casos podem requerer procedimentos cirúrgicos também.

Consulte um especialista de confiança para saber qual a melhor opção de tratamento para você.

Medicamentos para Colite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de colite são:

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Da mesma forma que acontece em relação aos fatores de risco, aos sintomas e às formas de tratamento, o prognóstico para colite também depende muito da causa e do tipo de colite. Quanto mais grave for a causa subjacente, mais tempo o paciente demorará para sarar completamente.

Algumas medidas caseiras, no entanto, podem ser adotadas para ajudar no tratamento e na recuperação. Essas medidas consistem, basicamente, na adoção de uma vida saudável, regida por uma boa alimentação e hidratação. Se você fuma, pare de fumar e evite bebidas alcóolicas em excesso. Procure manter um peso saudável também. Manter a saúde do restante do corpo é essencial para a recuperação.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Complicações possíveis

Se não for tratada, colite pode evoluir para complicações de saúde mais graves, sempre dependendo, é claro, de sua causa subjacente. Algumas complicações decorrentes de colite incluem:

  • Sangramento
  • Perfuração no cólon
  • Megacólon tóxico
  • Lesão (ulceração)

Colite pseudomembranosa

Colite Pseudomembranosa: sintomas e tratamento

Colite pseudomembranosa é uma inflamação no intestino grosso que provoca diarreia e dor, causada pela bactéria C. difficile.

Colite pseudomembranosa é uma inflamação do cólon, região central do intestino grosso, situada entre o ceco e o reto, que provoca crises de diarreia. Entre suas múltiplas funções, destacam-se a absorção de água e nutrientes e o armazenamento e descarte dos resíduos da digestão, que formam as fezes.

O agente da infecção é o Clostridium difficile – atualmente conhecido por Clostridioides difficile (C. difficile), bactéria anaeróbia gram-positiva, que integra a microbiota natural dos intestinos dos mamíferos.

Entretanto, quando esse equilíbrio é rompido, em geral pelo uso de antibióticos, as toxinas produzidas pela bactéria se ligam a receptores existentes nas células do revestimento interno da parede intestinal, provocando lesões nos tecidos, dores abdominais, número maior de evacuações diárias e diarreia com sinais de sangue, pus ou muco.

Veja também: Como se alimentar em caso de diarreia

Outra característica da enfermidade é o aparecimento de pseudomembranas na mucosa do cólon.

Embora essas falsas membranas possuam estrutura e aparência semelhantes às das membranas propriamente ditas, ou seja, ficam parecidas com as finas películas formadas por lipídios e proteínas, que revestem as células e definem seus limites, a composição das pseudomembranas é diferente. Em outras palavras: pseudomembranas são placas esbranquiçadas formadas por secreção constituída especialmente por bactérias e leucócitos mortos.

Em 20% dos casos, a colite pseudomembranosa está associada à administração de antibióticos de largo espectro para tratamento de vários tipos diferentes de infecções bacterianas.

Essa estratégia terapêutica, embora muitas vezes necessária, pode trazer consigo o inconveniente de alterar o equilíbrio da flora intestinal própria dos intestinos. Tal descontrole favorece a colonização de bactérias oportunistas que agridem a mucosa intestinal. É o que acontece com o C.

difficile, bacilo formador de esporos resistentes e altamente infectantes, que sobrevivem fora dos intestinos sob a forma de esporos.

Causas da colite pseudomembranosa

A causa mais comum da doença, portanto, é a liberação de toxinas produzidas pela bactéria C. difficile, que agridem as células epiteliais do intestino grosso, provocando inflamação, dor e diarreia, quando a microbiota normal da região é alterada pelo uso de antibióticos.

Em grande parte dos casos, o distúrbio ocorre durante ou algum tempo depois de terminado o tratamento com qualquer classe de antibiótico.

No entanto, ao que parece, são os antibióticos de largo espectro que atuam sobre número mais expressivo de micro-organismos infectantes.

De igual modo, são esses que oferecem risco maior de complicações, entre elas, a colite pseudomembranosa, o megacólon tóxico e a sepse, também conhecida por infecção generalizada ou septicemia.

Observação importante: Tem sido reconhecida com mais frequência uma forma da infecção, chamada “C. difficile adquirido na comunidade”, cujos portadores não possuem registro de contato direto com a bactéria e seus esporos nem fizeram uso de antibióticos.

Fatores de risco da colite pseudomembranosa

Além do uso impróprio de antibióticos, são considerados fatores de risco para desenvolver a colite pseudomembranosa:

  • Idade igual ou superior a 60 anos;
  • Ocorrência simultânea de outra enfermidade grave;
  • Períodos longos de internação hospitalar ou de permanência em casas de repouso;
  • Descuido com as medidas de higiene, especialmente com a lavagem das mãos;
  • Cirurgia abdominal e uso de sonda nasogástrica (tubo introduzido pelas narinas que alcança o estômago e é utilizado para drenagem do conteúdo estomacal ou alimentação do paciente);
  • Sistema imunológico debilitado;
  • Quimioterápicos para tratamento do câncer.

Transmissão

A transmissão se dá por via fecal-oral e é facilitada pelo contato direto com os esporos do micro-organismo. O fato é que os portadores do C.

difficile funcionam como reservatórios naturais da bactéria, que eliminam nas fezes.

Sob a forma de esporos, elas sobrevivem por muito tempo no ambiente e podem continuar espalhando a infecção pelo contato direto com objetos contaminados ou por simples apertos de mãos.

Especialmente os idosos com o sistema imune enfraquecido e as crianças pequenas são mais vulneráveis a essas formas de transmissão da doença.

Sintomas da colite pseudomembranosa

Nos quadros de colite pseudomembranosa, as manifestações clínicas podem variar muito de tipo e intensidade. Elas incluem a colonização assintomática da bactéria, o que transforma os portadores do C. difficile em transmissores naturais da doença.

Quando os sintomas aparecem, o mais comum é surgirem crises de diarreia aguda, leve e autolimitada, associadas ou não a cólicas abdominais, febre, náuseas e perda de apetite.

Nas formas mais graves, como a colite membranosa e a colite fulminante, febre alta, dor forte, distensão abdominal, desidratação, diarreia aquosa e abundante são sintomas que requerem atendimento médico imediato, porque podem evoluir para sepse e falência total dos órgãos.

Diagnóstico

O diagnóstico da colite pseudomembranosa baseia-se na avaliação clínica, nos resultados obtidos nos testes laboratoriais (sangue e fezes) e em exames de imagem, como a sigmoidoscopia, a colonoscopia e a tomografia computadorizada.

A visualização de pseudomembranas na mucosa intestinal e o resultado da biopsia realizada em material coletado, assim como a contagem elevada de leucócitos (glóbulos brancos) e o achado nos exames de cultura bacteriana são elementos fundamentais para concluir o diagnóstico.

Complicações da colite pseudomembranosa

Reinfecções por C. difficile costumam ocorrer com certa frequência.  Nesses casos, é preciso redobrar os cuidados para evitar a desidratação (perda de líquidos e eletrólitos) associada às crises frequentes de diarreia.

Por paradoxal que possa parecer, prisão de ventre é outra complicação possível, uma vez que o acúmulo de fezes endurecidas nos intestinos pode bloquear o trânsito intestinal.

Embora rara, a complicação mais grave correlacionada com a colite membranosa é o megacólon tóxico, que se caracteriza pela dilatação anormal do intestino grosso, fato que interfere na eliminação das fezes e de gases e provoca inchaço e desconforto abdominal.

Sintomas como distensão abdominal grave, dor e taquicardia indicam evolução grave da doença e exigem atendimento médico imediato.

Tratamento da colite pseudomembranosa

A escolha do tratamento para a colite pseudomembranosa está diretamente correlacionada com a gravidade dos sinais e sintomas da doença. A constatação de que, ao longo do tempo, foram identificadas cepas mais agressivas do bacilo e mais resistentes à ação dos antibióticos tornou a doença mais difícil de ser tratada.

De qualquer modo, a primeira medida terapêutica consiste em suspender prontamente o antibiótico utilizado para combater a infecção em curso e, quando necessário, substituí-lo por outro com mecanismo de ação específico contra a infecção pelo C. difficile, a fim de obter melhores condições para o desenvolvimento das bactérias saudáveis que irão recompor a microbiota intestinal.

No que se refere à medicação, de maneira geral, é desaconselhado o uso de antiácidos estomacais e de antidiarreicos. Quando absolutamente necessários, porém, a prescrição deve ser bastante clara e obedecida com rigor.

A cirurgia para retirada parcial ou total do intestino grosso (colectomia total ou subtotal) pode ser indicada em algumas situações especiais. No caso específico da colite pseudomembranosa, o procedimento pode ser realizado por via aberta ou laparoscópica e visa à remoção da área infectada do intestino.

Por estranho que possa parecer, o transplante da microbiota fecal (FMT) de um doador saudável para uma pessoa que apresenta infecções recorrentes causadas pelo C. difficile, que prolifera no intestino e não responde ao tratamento convencional com antibióticos, pode ser o recurso terapêutico adequado para restaurar o equilíbrio da flora intestinal.

O procedimento consiste em transferir a flora intestinal que contém micro-organismos saudáveis para o paciente portador de flora danificada pela C. difficile.

Depois de passar por rígido preparo, as fezes doadas são transplantadas através de um tubo nasogástrico inserido diretamente no cólon ou ministradas por via oral sob a forma de cápsulas.

Sua função é recolonizar a região afetada pela bactéria invasora, a fim de impedir que a proliferação de bacilos patógenos prejudique o funcionamento do trato gastrointestinal.

Importante registrar que essa estratégia terapêutica tem obtido resultados satisfatórios no tratamento das recidivas da colite pseudomembranosa.

Algumas pesquisas apontam que os alimentos probióticos – leites fermentados, iogurtes naturais, queijos, chucrute – contêm micro-organismos vivos que contribuem para garantir o equilíbrio da flora intestinal normal e para prevenir a infecção pelo C.difficile. No entanto, para obter esses benefícios, tais produtos têm de ser consumidos regularmente, porque os efeitos que proporcionam são de curta duração.

Recomendações

  • Lave as mãos com frequência utilizando água e sabão, qualquer sabão. Sempre vale repetir que o cuidado com a higiene das mãos representa conduta mais eficaz contra os esporos eliminados pelo C. difficile do que a aplicação de álcool gel utilizada para a prevenção e tratamento das recorrências da colite pseudomembranosa;
  • Beba bastante líquido, especialmente água. Evite as bebidas alcoólicas e os refrigerantes. Pessoas com risco de desidratação podem valer-se dos isotônicos e das soluções para reidratação oral (Pedialyte, por exemplo) para recompor o líquido perdido nas crises de diarreia;
  • Evite o consumo de alimentos condimentados que irritam a mucosa do trato gastrointestinal;
  • Mantenha roupas e utensílios que entraram em contato com o doente, rigorosamente limpos e desinfetados;
  • Fuja da automedicação. Entre em contato com o médico sempre que apresentar problemas intestinais, mesmo que os sintomas sejam leves;
  • Procure assistência médica, antes de suspender a medicação por conta própria.

Perguntas frequentes sobre colite pseudomembranosa

É indicada alguma dieta específica para quem tem colite pseudomembranosa?

Durante as crises de diarreia, deve-se evitar alimentos condimentados e apimentados, cafeína, leite e derivados, bebidas alcoólicas, alimentos ricos em fibras, gordurosos ou industrializados e doces. Como a interferência da alimentação varia de pessoas para pessoa, consulte o médico para mais informações a respeito da dieta.

Antibiótico pode causar colite pseudomembranosa?

Sim. A causa mais comum da doença é a liberação de toxinas produzidas pela bactéria C. difficile, que agridem as células epiteliais do intestino grosso, quando a microbiota normal da região é alterada pelo uso de antibióticos.

Em grande parte dos casos, o distúrbio ocorre durante ou algum tempo depois de terminado o tratamento com qualquer classe de antibiótico.

No entanto, ao que parece, são os antibióticos de largo espectro que atuam sobre número mais expressivo de micro-organismos infectantes que podem causar a doença.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/colite-pseudomembranosa/

Colite Pseudomembranosa: sintomas e tratamento

Colite Pseudomembranosa: sintomas e tratamento

O sistema digestivo humano abriga mais de 1000 espécies de microrganismos. A nossa flora gastrointestinal natural é inofensiva e, muitas vezes, benéfica em condições normais, pois auxilia na digestão de alimentos e dificulta a proliferação de bactérias virulentas vindas do exterior.

Entretanto, quando o equilíbrio entre esses milhares de microrganismos naturais é rompido, eleva-se o risco de crescimento descontrolado de micróbios patogênicos, capazes de provocar infecção intestinal.

Um dos germes com maior potencial de provocar infecções, em caso de proliferação acima do normal, é a bactéria Clostridium difficile, um organismo capaz de provocar quadros de intensa colite (inflamação da parede do cólon) e diarreia.

Neste artigo vamos falar sobre a infecção pela bactéria Clostridium difficile e a colite pseudomembranosa, uma forma grave de infecção intestinal.

Se você quiser ler sobre outras causas de diarreia infecciosa, acesse os links abaixo:

– VÔMITO E DIARREIA | Gastroenterite viral.
– DIARREIA | Causas e tratamento.
– EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES | Pesquisa de vermes.

O que é o Clostridium difficile?

O Clostridium difficile é uma bactéria produtora de toxinas, que costuma estar presente em cerca de 3% dos adultos saudáveis e em até 20% dos pacientes hospitalizados, principalmente naqueles sob tratamento com antibióticos. Nos idosos internados em centros de cuidados prolongados, a taxa de contaminação chega a ser de 50%.

O Clostridium difficile costuma ser inofensivo em pessoas saudáveis, pois a sua proliferação é controlada pelas centenas de outras espécies de bactérias, fungos e protozoários que habitam nosso trato intestinal. Porém, em pessoas que fazem uso repetido ou prolongado de antibióticos, a flora intestinal natural pode sofrer uma grave alteração, favorecendo a proliferação de cepas causadoras de doenças.

O Clostridium difficile não é uma bactéria que ataca diretamente o cólon. O seu problema reside no fato dela ser uma produtora de toxinas irritantes à parede do intestino. Quando a bactéria consegue se multiplicar descontroladamente, uma grande quantidade de toxinas são produzidas, levando à colite (inflamação do cólon) e diarreia profusa.

Pacientes portadores da bactéria C. difficile  eliminam a mesma nas fezes sob a forma de esporos, podendo contaminar o ambiente (roupas, objetos, roupa de cama, toalhas…) e pessoas ao redor.

Para indivíduos saudáveis, como os familiares, essa contaminação é pouco relevante, pois o sistema imunológico e a flora intestinal são capazes de controlar a infecção. Porém, em um ambiente hospitalar, onde existem muitos idosos debilitados e pessoas com sistema imunológico comprometido, isso pode gerar surtos de colite em vários pacientes internados.

Por isso, qualquer paciente identificado como portador  de Clostridium difficile deve ser colocado em isolamento de contato até que a bactéria seja erradicada.

Sintomas

A infecção pelo C. difficile pode provocar 4 apresentações clínicas distintas:

Portador assintomático

Pacientes hospitalizados frequentemente sofrem mudanças na sua flora intestinal e podem passar a ser portadores da bactéria Clostridium difficile.

São chamados de carreadores assintomáticos aqueles que possuem a bactéria, eliminam a mesma nas fezes, podendo contaminar o ambiente e outros pacientes, mas não apresentam quaisquer sintomas.

Esses pacientes são habitualmente pessoas com sistema imunológico forte, que se curam sozinhos semanas depois de terem retornado para a sua casa.

Diarreia por Clostridium difficile

Nos pacientes que desenvolvem sintomas, a diarreia é a manifestação clínica mais comum. A colite provocada pelo C.

difficile costuma causar uma diarreia aquosa intensa, que pode levar o paciente a ter várias evacuações por dia.

Cólicas abdominais, febre baixa e leucocitose (aumento do número de leucócitos no hemograma) são outras manifestações comuns. Febre acima de 38,5ºC é um sinal de gravidade.

A colite por C. difficile costuma estar relacionada à administração recente de antibióticos. O quadro pode iniciar-se ainda durante o tratamento ou até 5 a 10 dias após o fim do(s) antibiótico(s). Em casos raros, a colite por Clostridium difficile pode aparecer somente semanas depois do fim do tratamento.

Os antibióticos mais frequentemente implicados com a proliferação do C.

difficile são as fluoroquinolonas (ex: ciprofloxacino, levofloxacino e norfloxacino), clindamicina, cefalosporinas e penicilinas.

Porém, praticamente todos os antibióticos, incluindo metronidazol e a vancomicina, que são habitualmente usados no tratamento da Clostridium difficile, podem facilitar o aparecimento desta colite.

Colite pseudomembranosa

É um quadro de colite um pouco mais grave que o anterior, com diarreia que pode chegar a 15 evacuações diárias, dores abdominais mais intensas e presença de sangue e pus nas fezes. A sua principal característica é a presença de uma pseudomembrana ao redor da parede do cólon, achado que costuma ser identificado através da colonoscopia (leia: EXAME COLONOSCOPIA).

Colite fulminante

É uma forma mais grave e, felizmente, mais rara, é a colite fulminante, um quadro de intensa inflamação, com dilatação do cólon e grande risco de perfuração do mesmo.

Fatores de risco

O uso recente de antibióticos é o mais importante fator de risco para a multiplicação do C. difficile.

 Quanto maior for o espectro de ação, ou seja, quanto maior for a capacidade do antibiótico de atingir diferentes tipos de bactérias, e quanto mais prolongado for o tempo de tratamento, maior será o risco de colite por C. difficile.

Pacientes idosos, hospitalizados ou institucionalizados também apresentam elevado risco de infecção por esta bactéria. Uso crônico de medicamentos que suprimem a acidez gástrica, como omeprazol, pantoprazol e similares, também parece aumentar o risco de contaminação pela bactéria.

É importante destacar que existem outras causas de diarreia causada por antibiótico que não têm relação com o C. difficile. Na verdade, a maioria das pessoas jovens e não hospitalizadas que desenvolvem diarreia após o uso de um determinado antibiótico não tem colite por Clostridium difficile.

Diagnóstico

O diagnóstico da colite por C. difficile deve ser investigado em todo paciente hospitalizado, ou que tenha recebido alta hospitalar recentemente, que desenvolva quadro de diarreia intensa. O uso recente de antibióticos é uma dica importante. Pacientes não hospitalizados que tenham feito uso recente de múltiplos antibióticos também podem desenvolver a infecção.

O diagnóstico é habitualmente feito através da pesquisa de toxinas do C. difficile nas fezes. A presença de toxinas em um paciente com diarreia persistente é suficiente para o diagnóstico.

Nos casos em que a pesquisa de toxinas do C. difficile é negativa, mas a suspeita clínica é muito alta, uma colonoscopia pode ser realizada para investigar a presença de pseudomembranas, achado típico na colite pseudomembranosa.

Tratamento

Ironicamente, o tratamento da infecção pelo Clostridium difficile é feito com antibióticos. Para casos leves a moderados, o metronidazol é o antibiótico de escolha. Nos casos mais graves, a vancomicina, por via oral, deve ser a escolha.

No casos de colite fulminante, com rompimento iminente ou já estabelecido do cólon, o tratamento deve ser cirúrgico, com ressecção da região afetada.

Nos pacientes com infecção recorrente por C. difficile, apesar do tratamento adequado com metronidazol ou vancomicina, algumas alternativas podem ser tentadas.

O transplante de fezes (transplante de microbiota fecal) é uma técnica nova que consiste na administração de fezes de um doador diretamente para o trato gastrointestinal do paciente, através do colonoscopia ou por uma sonda gastrointestinal.

O objetivo desse tratamento é restabelecer a flora intestinal natural, impedindo que o C. difficile volte a se multiplicar.

Seguindo o mesmo raciocínio, uma outra opção é a administração de probióticos, que é um medicamento que contém bactéria se fungos naturais da flora intestinal. Apesar de ser mais simples, os probióticos têm resultados inferiores ao transplante de fezes, principalmente nos casos de colite moderada a grave.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/colite-pseudomembranosa/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: