Como aliviar a enxaqueca menstrual

Enxaqueca Menstrual, Dor de Cabeça e Menstruação

Como aliviar a enxaqueca menstrual

Enxaqueca menstrual é aquela que surge, ou piora, regularmente, em torno da menstruação. Ela pode ocorrer não apenas durante a menstruação, mas também alguns dias antes.

Menos comumente, pode surgir até alguns dias após. A causa não é a menstruação propriamente dita, mas um desequilíbrio químico cerebral desencadeado pela menstruação.

Sinônimos utilizados popularmente: enxaqueca da TPM, enxaqueca da menstruação.

Enxaqueca menstrual é uma dor de cabeça para muitas mulheres

Em todo mundo, um grande número de mulheres em idade reprodutiva (até 90% segundo alguns autores), são acometidas mensalmente por um grupo de manifestações que se iniciam na fase final de cada ciclo menstrual, e se prolongam até os primeiros dias da menstruação.

Estas manifestações podem ser, por exemplo, de ordem emocional, popularmente chamadas de TPM (tensão pré menstrual). Pode também surgir dor de cabeça, retenção de líquido, espinhas e outros sintomas. Na falta de melhor denominação, tais sintomas são, por muitos, conjuntamente referidos como síndrome pré-menstrual.

A enxaqueca menstrual está justamente associada a esse período correspondente à menstruação.

Enxaqueca menstrual = Sofrimento Mensal

A dor de cabeça, enquanto manifestação pré menstrual, pode ocorrer em até 20 de todas as mulheres em idade fértil. Já para aquelas que já sofrem de enxaqueca, até 60% relatam desencadeamento ou piora das crises durante a menstruação.

As crises podem ser acompanhadas de enjôo, vômitos, hipersensibilidade à luz, barulho e cheiros, além de vários outros sintomas.

Não sabe direito o que é enxaqueca? Então leia agora meu artigo sobre o que é enxaqueca, e depois volte para cá.

Pré-Menstrual, Intra-Menstrual e Pós-Menstrual

A dor de cabeça e enxaqueca menstrual não precisa ocorrer exclusivamente antes da menstruação, podendo também ocorrer durante ou depois dela.

Quanto tempo antes e depois?

Às vezes não é fácil definir se a enxaqueca ou dor de cabeça possui realmente um padrão menstrual previsível. Pense da seguinte forma: se suas crises normalmente ocorrem mais de 7 dias antes ou depois da menstruação, então com certeza não se pode chamá-las de crises de enxaqueca menstrual.

Já se a crise aparece, e/ou se a piora de uma dor de cabeça pré-existente ocorre, previsivelmente, num período de no máximo 2 dias antes ou depois da menstruação, todos os meses ou quase, então sim, podemos nos referir a esse quadro como sendo realmente de padrão menstrual. Seja ele pré, intra ou pós, não importa.

Enxaqueca na menstruação desde a adolescência

O fato que importa é que existe forte ligação entre crises de enxaqueca e menstruação em boa parte das mulheres.

Muitas começam a ter suas primeiras crises de enxaqueca na adolescência, ao redor da primeira menstruação.

Assim, a primeira menstruação também marca, para muitas, o inicio de um período mensal de desconforto menstrual.

Para algumas mulheres, é um verdadeiro suplício – devido a problemas que podem acompanhar a menstruação. Entre eles, o surgimento e/ou agravamento da dor de cabeça e enxaqueca.

Às vezes, a enxaqueca aparece já na primeira menstruação.

Outras vezes, a enxaqueca vem um pouco mais tarde, meses a poucos anos após a primeira menstruação.

Mais que uma dor de cabeça

Quando a enxaqueca menstrual surge, pode acompanhar-se de outros sintomas menstruais, por exemplo, dor nas mamas, irritabilidade e nervosismo, sensação de inchaço no corpo, cólicas abdominais localizadas na região do baixo ventre, conhecidas pelo nome de cólica menstrual.

Outras mulheres apresentam quadro alternante, isto é: num mês apresentam cólicas e no outro, enxaqueca e/ou dor de cabeça.

Existem mulheres em quem a enxaqueca menstrual vem fraca, de modo que algumas acabam se conformando com este pequeno mal. Vão administrando a dor de cabeça e demais sintomas por conta própria, com ou sem analgésicos.

Porém, outras mulheres apresentam agravamento muito importante da enxaqueca na menstruação. Sofrem com dor de cabeça muito forte nesse período, que chega a impedi-las de realizar qualquer atividade. Algumas são obrigadas a permanecer literalmente de cama, incapacitadas.

Até quantos dias antes ou depois da menstruação?

A enxaqueca menstrual pode ter início alguns dias antes da menstruação e persistir até a chegada da mesma, quando simplesmente desaparece.

Ou então, pode ter início bem no dia em que desce a menstruação e perdurar ao longo de vários dias. Pode terminar, usualmente, até o último dia da menstruação.

Ou ainda, a enxaqueca menstrual pode continuar por alguns dias após o fim da menstruação.

A dor de cabeça pode ameaçar surgir exatamente no primeiro dia da menstruação e durar só esse dia.

O normal é não ter sintomas nesse período

Eu ás vezes converso informalmente, fora do consultório, com as pessoas sobre dor de cabeça, e várias me dizem: “Eu sofro apenas daquela dor de cabeça normal, da menstruação”. Minha cara leitora, fique sabendo que dor de cabeça não é normal. Nem dentro do período menstrual, nem fora desse período.

O normal seria não ter dor de cabeça, muito menos enxaqueca.

O que causa a enxaqueca menstrual?

A enxaqueca menstrual assim como outros sintomas do tipo cólicas, TPM, sangramentos excessivos e/ou prolongados, flutuações de humor, irritabilidade, agressividade, atrasos ou adiantamentos da menstruação, são forte sinal de um desequilíbrio hormonal sobre o qual você precisa saber para entender de uma vez por todas o caminho da saída. Assista o vídeo abaixo.

Leia também este outro artigo que fala sobre pílula mas descreve em detalhe, de uma vez por todas, o desequilíbrio hormonal por trás desses sintomas. Aliás,

Pílula Anticoncepcional não é bom tratamento de enxaqueca menstrual

Você não precisa conviver com dor de cabeça e/ou enxaqueca menstrual, uma vez que para isso há tratamento. A propósito, ao contrário do que muita gente pensa, tomar pílula anticoncepcional não é um bom tratamento para enxaqueca menstrual.

O vídeo que se encontra acima explica direitinho o porquê. Se não assistiu, assista agora. Mas se você quiser uma explicação bem detalhada sobre a influência da pílula anticoncepcional na enxaqueca, então pare tudo e leia agora mesmo este artigo detalhado.

Vai ter muitas respostas.

Aliás, as dores de cabeça, se não tratadas, ou se mal tratadas, como é o caso da pílula anticoncepcional, possuem a desagradável tendência de evoluir para pior, com o passar do tempo, em boa porcentagem dos casos.

Você pode ver uma lista de diversos artigos sobre o tratamento da enxaqueca, neste link. Já adiantando que todo bom tratamento da enxaqueca deveria compreender uma ação conjunta que compreende, além das intervenções médicas, mudanças de hábitos e estilo de vida por parte da paciente.

 E você também pode ler o livro que mostra o caminho da saída para quem sofre de enxaqueca, enumerando e explicando detalhadamente as referidas mudanças de hábito e estilo de vida.

Este livro já ajudou muita gente (leia os depoimentos na página do link e procure outros depoimentos na internet) e espero que possa ajudar você também!

Consultas – Informações

Источник: https://www.enxaqueca.com.br/enxaqueca-menstrual/

Enxaqueca

Como aliviar a enxaqueca menstrual

Com tantas pessoas a padecer desta condição, a investigação nas últimas décadas sobre enxaquecas e as suas causas tem-se intensificado.

As causas exatas da enxaqueca continuam sem estar conclusivamente esclarecidas – a doença é demasiado complexa. No decorrer dos anos os cientistas desenvolveram novas teorias relativas à origem da enxaqueca. No entanto, com o estado atual da ciência, muitas destas abordagens não resistiram a um novo exame.

Atualmente, os cientistas partem do princípio que as causas deste tipo de dor de cabeça residem em transtornos recorrentes da regulação da dor no cérebro.

O que acontece então na cabeça quando se sofre de uma enxaqueca? Fatores como uma predisposição hereditária afetam certas células do chamado tronco cerebral.

No âmbito de uma crise de enxaqueca, estas células desenvolvem uma hipersensibilidade, que não fica obrigatoriamente circunscrita localmente, podendo irradiar até ao nervo trigémeo. Este nervo apanha amplas partes do crânio e localiza-se na proximidade direta de todos os vasos sanguíneos no cérebro.

Se o nervo trigémeo se encontra irritado durante a enxaqueca, isso dá origem, por um lado, a falsos sinais de dor, por outro lado, a uma distribuição de neurotransmissores que são responsáveis por reações inflamatórias, principalmente nos vasos sanguíneos. Como consequência aparecem os sintomas típicos da enxaqueca. A causa da enxaqueca é, portanto, segundo teoria atual, uma particularidade congénita dos afetados no processamento de estímulos no cérebro.

Sensibilidade a ruídos, luz e cheiros

Dores de cabeça fortes a muito fortes

Quem sofre de enxaquecas tem pelo menos uma crise por mês, mas muitos têm crises de enxaquecas com mais frequência.

Existem muitas causas: stress, alterações climáticas, alterações no equilíbrio hormonal e inúmeros outros fatores poderão contribuir para o início de uma enxaqueca. Para os que sofrem de enxaqueca, este é um grande fardo.

Durante uma crise aguda de enxaqueca é quase impossível viver uma vida normal. Nestes casos, os sintomas são demasiado fortes

A maioria das pessoas sofre de enxaqueca sem aura (enxaqueca sem manifestações visuais). Entre os sintomas da enxaqueca encontram-se:

  • Dores de cabeça fortes a muito fortes, maioritariamente pulsantes ou latejantes e só num lado da cabeça
  • Enjoo e/ou vómito
  • Sensibilidade a ruídos, luz e cheiros
  • Agravamento dos sintomas com o exercício físico

Cerca de 10 a 15 por cento das pessoas que sofrem de enxaquecas sofrem de enxaquecas de uma aura específica (as chamadas enxaquecas com aura), que se desenvolvem durante cinco a 20 minutos e duram no máximo uma hora. Os sinais deste tipo de enxaqueca podem ser:

  • Perturbações de visão, como visão turva, flashes ou linhas em ziguezague
  • Tremores, que vão desde as pontas dos dedos até à cabeça
  • Paralisia
  • Perturbações na fala
  • Fraqueza e/ou tonturas

Em associação com a aura segue-se uma fase de dor de cabeça com os sintomas normais.

Os sintomas de uma enxaqueca com aura assemelham-se por vezes aos sintomas de um AVC.

Caso não tenha a certeza ou caso os sinais sejam diferentes ou muito mais prolongados do que o habitual numa enxaqueca, aconselha-se que procure imediatamente um médico.

Apesar de muito limitante, quando a enxaqueca passa, a sua vida volta ao normal. Porém, um AVC pode ter consequências irreversíveis, por isso não corra riscos desnecessários.

A maioria das pessoas que sofre de enxaquecas começa normalmente a sentir os sinais típicos um a dois dias antes, gradualmente mais intensos. Os indicadores de enxaqueca podem ser:

  • Irritabilidade
  • Fadiga
  • Problemas de concentração
  • Vontade de comer um determinado alimento (que frequentemente não é saciada)
  • Perturbações depressivas
  • Euforia
  • Sede
  • Problemas digestivos, por exemplo, obstipação 

Nas enxaquecas com aura a fase posterior na qual o doente sente dores de cabeça pode não ocorrer.

Nesta situação, o doente sofre apenas com os sintomas normais de uma enxaqueca com aura (descritos nos parágrafos acima). Caso esta situação seja frequente, deverá consultar um médico.

Este não só poderá esclarecer o que representam os sinais, bem como poderá recomendar métodos adequados para prevenção e tratamento das enxaquecas.

As causas das enxaquecas não estão ainda conclusivamente esclarecidas, mas os possíveis desencadeadores de uma crise de enxaqueca são, todavia, bem conhecidos. Estes, assim chamados triggers (desencadeadores), podem dar origem a uma reação em cadeia, no fim da qual estão dores de cabeça latejantes, náuseas e outros sintomas da enxaqueca.

Nem todos os triggers têm o mesmo efeito para todos os doentes de enxaquecas, sendo a reação individual a um desencadeador por parte de um doente, podendo ainda modificar-se na evolução da doença. São elegíveis para desencadeadores das enxaquecas fatores como:

  • Mudanças no ritmo diário (por exemplo, alteração das horas de se levantar e de se deitar ou também refeições que não foram tomadas)
  • Alterações no equilíbrio hormonal (que aparecem no decurso do ciclo fértil feminino)
  • Ruído
  • Alterações de temperatura ou outras influências climáticas
  • Ingestão de determinados alimentos, como vinho tinto, certos tipos de queijo ou chocolate
  • Stress ou descanso logo a seguir ao stress (por exemplo, no início das férias)

As enxaquecas são unilaterais

Fatores desencadeadores das enxaquecas

Reconhecer e evitar os fatores desencadeadores

Enquanto algumas pessoas são afetadas apenas uma ou duas vezes por mês, outras sofrem de dores de cabeça ou enxaquecas com muito mais frequência. Algumas até têm enxaquecas crónicas, e são afetadas pelas dores de cabeça durante 15 ou mais dias por mês.

Como a frequência dos episódios de enxaqueca varia individualmente, podem durar apenas algumas horas ou mesmo três dias.

Caso a dor continue além desses 3 dias é chamado de estado de enxaqueca (condição permanente semelhante à enxaqueca).

Se o episódio de enxaqueca não terminar sozinho, deve consultar sempre um médico que possa determinar o tratamento necessário.

A duração de uma enxaqueca é um fator distintivo da dor de cabeça tensional – se os sintomas durarem mais de três dias. Nas enxaquecas podem ocorrer crises de dor que poderão ter uma duração de 4 a 72 horas, limitando significativamente a capacidade funcional das pessoas afetadas.

 No entanto, as dores de cabeça tensionais podem durar de 30 minutos a até sete dias. Se a dor não diminuir após três dias, possivelmente poderá estar a sofrer as dores de cabeça tensionais.

Além da duração, deve-se também tentar diferenciar as dores de cabeça pelos sintomas que as acompanham.

Quando a fase da dor de cabeça numa enxaqueca aparece, a dor nem sempre se concentra apenas num local podendo mover-se. Deste modo, poderá aparecer primeiro como uma dor difusa na região do pescoço, ou umas vezes no lado esquerdo da cabeça e outras vezes no direito.

A intensidade da enxaqueca também pode variar, podendo começar semelhante a uma dor de cabeça de tensão, ou seja, pode ser pulsante, de pressão ou passageira.

No entanto, o paciente com enxaqueca poderá sentir uma dor latejante perto do pico da sua enxaqueca, que é muito mais intensa do que seria na dor de cabeça tensional.

Os sintomas de enxaqueca diminuem gradualmente após a fase de dor de cabeça. Nesta altura em que os sintomas vão desaparecendo, os pacientes entram na última fase do processo de evolução da enxaqueca. Normalmente, nesta fase os pacientes sentem-se cansados e exaustos devido aos sintomas anteriores, fazendo com que recuperação total leve algum tempo.

A duração e o desenvolvimento de uma enxaqueca exigem um grande esforço por parte dos pacientes. Mesmo durante os períodos sem sintomas, o paciente continua a preocupar-se com o aparecimento e possível duração do próximo episódio.

O medo de ter um novo episódio de enxaqueca é uma preocupação constante, afetando a qualidade de vida do paciente. Muitos pacientes com enxaqueca planeiam o seu tempo livre em torno da possibilidade de ter ou não um episódio. Outros pacientes apenas desistem de fazer planos para evitar o stress adicional.

Esta preocupação, medo e ansiedade pode provocar angústia e stress, o que afeta negativamente a frequência e a duração das enxaquecas.

As pessoas que sofrem de enxaqueca devem procurar ajuda para poderem terminar esse círculo vicioso. Com o tratamento adequado, todos os que sofrem de enxaqueca podem melhorar a sua qualidade de vida.

Por exemplo, a Migraspirina®  provou ser uma boa solução para aliviar as dores de cabeça relacionadas com a enxaqueca, inibindo a acumulação excessiva de neurotransmissores da dor (as chamadas prostaglandinas) e reduzindo a sensibilidade à dor.

Simultaneamente, os sintomas associados à enxaqueca, como sensibilidade à luz ou os enjoos, também melhoram.

O que ajuda nas crises agudas da enxaqueca? O tratamento da enxaqueca requer diferentes medidas, e depende do ambiente em que o paciente se encontra quando a dor de cabeça agonizante começa.

  • Descanso e relaxamento. O repouso ajuda bastante em crises de enxaqueca e, portanto, deverá ser algo prioritário, além do tratamento com medicamentos como Migraspirina®. Vá para uma divisão com pouca luz e barulho e descanse.
  • Analgésicos. Com os comprimidos para a dor de cabeça pode aliviar os sintomas em caso de crises agudas. Se forem tomados numa fase inicial haverá um grande alívio e, por outro lado, um impacto positivo para minimizar a intensidade da crise de enxaqueca.
  • A melhor escolha é uma combinação de analgésicos e outras medidas, como os remédios caseiros, por exemplo, o café. No entanto, a opção do café não deverá ser considerada por todos os que sofrem de enxaquecas, pois o café também pode piorar os enjoos na enxaqueca.
  • Alternar duches quentes e frios estimula a circulação e também pode ser usada como terapia de suporte.
  • Combinar um banho de pés de água fria, com uma massagem de reflexologia para pés. A massagem nos pontos nevrálgicos dos dedos dos pés e a água fria ajuda positivamente a circulação do sangue na cabeça.

O segundo passo para o tratamento de enxaquecas são os Analgésicos. Com os comprimidos para a dor de cabeça, como Migraspirina®, pode aliviar os sintomas em caso de crises agudas, o que significa que, se tomar o comprimido numa fase inicial haverá um grande alívio e, por outro lado, um impacto positivo para minimizar a intensidade da crise de enxaqueca.

Tenha em atenção de que não deverá tomar analgésicos para as enxaquecas durante mais de dez dias por mês e no máximo 3 dias seguidos – caso contrário correrá o risco de desenvolver dores de cabeça associadas ao consumo excessivo de medicamentos.

Para os doentes com enxaquecas especialmente intensas, os médicos prescrevem normalmente medicamentos com triptano. Estes medicamentos foram especialmente desenvolvidos para a enxaqueca. O triptano existe não só sob a forma de comprimidos, como também sob a forma de spray nasal ou supositórios.

Evitar e reduzir os fatores desencadeadores de enxaquecas:

O básico de uma prevenção de enxaquecas bem-sucedida é conhecer os desencadeadores individuais das enxaquecas e evitá-los. Em alguns fatores, a prevenção é o mais fácil, noutros mais difícil. Comece por identificar os desencadeadores.

Para facilitar as suas tarefas, oferecemos-lhe um diário de enxaquecas, no qual poderá registar as circunstâncias de cada crise e verificar gradualmente quais os fatores e padrões comuns. Na tabela pré-preenchida poderá registar os pontos temporais das crises de enxaqueca e os sintomas.

Desta forma, não terá dificuldades em descrever os seus problemas relacionados com as dores de cabeça ao seu médico numa data posterior: este pode retirar conclusões importantes com as circunstâncias das dores para tratamento adicional e para fazer recomendações que possam ajudar a prevenir as enxaquecas.

Stress, sono, medicamentos: mais formas de prevenção de enxaquecas:

Um fator essencial na prevenção de enxaquecas é evitar o stress. O stress mental, seja relacionado com a vida familiar ou profissional, aumenta a sensação de sobrecarga. Em muitos casos, o stress revela-se sob a forma de dores de cabeça tensionais ou enxaquecas.

Se for este o seu problema, faça uma pausa para que possa relaxar e descontrair. Existem várias técnicas que poderão ajudar, como o relaxamento muscular progressivo de Jacobson ou yoga.

Uma prática regular de desporto relaxa o corpo e a mente; os desportos de resistência como corrida ou bicicleta são especialmente adequados.

A rotina acalma as enxaquecas:

Com as enxaquecas a sua cabeça exige rotina: as alterações na sua rotina podem ser uma sobrecarga para si e poderão desencadear enxaquecas. Como medida de prevenção, é muito importante comer regularmente e, sempre que possível, à mesma hora. Permita que o seu sistema nervoso faça uma pausa, com um ritmo regular de sono, também durante os fins de semana e nas férias.

Medicamentos para a prevenção da enxaqueca:

As pessoas que sofrem de enxaquecas fortes e regulares deverão consultar o médico para a prescrição de medicamentos para a prevenção. Na maioria dos casos, tanto a ocorrência como a gravidade da enxaqueca podem ser significativamente reduzidas.

Источник: https://aspirina.pt/dores/enxaquecas/tratamento/

Dante Senra – Conheça melhor primeiro remédio específico para enxaqueca, aprovado nos EUA

Como aliviar a enxaqueca menstrual

Com frequência amigos e familiares acham exagerados os relatos de sofrimento e angustia descritos pelo portador de enxaqueca.

Mas quem sofre com ela sabe que passar por uma crise de enxaqueca definitivamente não é para fracos. Pode muitas vezes ser pressentida, o que geralmente muda o humor antes do desconforto e a dor começarem.

Um amigo diz que sua maior felicidade é acordar e ver que a enxaqueca já passou.

Assim, a enxaqueca não é considerada uma simples dor de cabeça. Ela é uma doença neurológica incapacitante que atinge trinta milhões de brasileiros e 50 milhões de pessoas na Europa. E quem mais sofre são as mulheres.

Chega a afetar até 20% da população feminina e 10% dos homens. É possível ocorrer também em crianças, afetando igualmente ambos os gêneros antes da puberdade, mas com predomínio no sexo feminino após essa fase.

Mais de metade das pessoas que sofrem de enxaquecas tem familiares com o mesmo diagnóstico.

Existe como aliviar esse sofrimento?

Como infelizmente a doença ainda não tem cura, a prevenção e o tratamento dos sintomas permanecem como grandes desafios da medicina.

Assim, por anos vem-se utilizando inúmeros medicamentos com resultados variados e efeitos colaterais já esperados, que suavizam os sintomas, mas que foram desenvolvidos para outras patologias (antidepressivos, medicamentos para epilepsia e até para o coração).

Mas a boa notícia é que já foi aprovada em maio de 2018 FDA (departamento norte-americano que funciona como a Anvisa no Brasil), um novo medicamento para enxaqueca produzido em forma de injeção, o Erenumab que promete revolucionar o tratamento de quem sofre com essa doença. Esse tratamento deve chegar no Brasil em breve, talvez ainda este ano.

Esta é a primeira vez que uma droga é desenvolvida especificamente para tratar enxaqueca. O medicamento, que pode ser aplicada mensalmente pelo próprio paciente, é considerado uma revolução por ser capaz de reconhecer a proteína que causa a enxaqueca e destruí-la.

O primeiro estudo foi publicado na revista cientifica The New England Journal of Medicine, o resultado obtido pelos pesquisadores do King's College de Londres (na Inglaterra, 8,5 milhões de pessoas convivem com a enxaqueca), em que foram analisados 955 pessoas. Os resultados foram bastante animadores, com considerável redução da ocorrência e do tempo de dor. Além disso, o impacto dessas ocorrências na qualidade de vida diminuiu significativamente, o que sugere uma menor intensidade dos sintomas.

A prescrição deverá ser de uso contínuo, mensal ou trimestral (adaptado ao quadro clinico) de maneira que não apenas trate a dor quando ela apareça, mas previna seu surgimento.

Obviamente, os efeitos colaterais têm peso importante em qualquer prescrição mas, identifica-se até o momento apenas reações no local da injeção e constipação intestinal leve.

A conferir estes resultados (precisamos aguardar inclusive o custo), a medicina da mais um importante passo na busca pela qualidade de vida oferecendo a esses pacientes mais oportunidades para definir seu próprio destino.

Por que a enxaqueca ocorre?

Parece que algumas pessoas tem o sistema nervoso mais sensível do que outras e, portanto, as células nervosas no cérebro são mais facilmente estimuladas.

Estas células reagem a algum gatilho frequentemente externo, enviando impulsos para os vasos sanguíneos, causando sua constrição seguida de uma dilatação e libertação substâncias inflamatórias que causam a dor. Esse gatilho para as crises de enxaqueca varia de indivíduo para indivíduo, mas em algumas pessoas ele pode não existir.

Podem ser certos alimentos ou bebidas alcoólicas (vinho tinto é comum), privação de sono, estresse, ou estimulação excessiva dos sentidos (por exemplo, por luzes intermitentes, barulhos intensos ou odores fortes).

Existe uma clara ligação da enxaqueca com os níveis de estrogênio. Parece que são desencadeadas quando os níveis desse hormônio aumentam ou flutuam.

Durante a puberdade (quando os níveis desse hormônio aumentam), a enxaqueca é muito mais frequente entre as jovens mulheres do que entre os rapazes da mesma idade.

E aos 50 anos nas mulheres, quando se aproximam da menopausa, os valores desse hormônio ficam instáveis, tornando a enxaqueca particularmente difícil de controlar.

Sintomas

Embora os sintomas da enxaqueca possam variar de pessoa para pessoa, são sempre limitantes, atrapalhando invariavelmente a vida produtiva.

O quadro típico é a dor de forte a moderada intensidade, latejante que incide mais sobre um lado da cabeça.
Essa dor tem duração média de 3 horas mas pode persistir por até 72 horas.

Náuseas e vômitos, sensibilidade à luz e a ruídos e alterações visuais podem estar presentes.

Ainda é frequente a chamada enxaqueca com aura (10% a 15% dos pacientes com enxaqueca), cujas manifestações mais comuns são os distúrbios visuais, como flashes de luz, manchas escuras ou imagens visuais brilhantes, visão duplicada ou visão desfocada.

Esses sintomas podem durar de 15 a 60 minutos, seguidos de dor de cabeça.

Além da dor de cabeça e das sensações visuais, a enxaqueca com aura pode manifestar-se com as chamadas alterações sensitivas, que são basicamente a transpiração excessiva, náuseas e dificuldades para falar.

Ainda para piorar, existem alguns subtipos como:

  • Enxaqueca crônica, em que a dor permanece por mais de 15 dias por mês, durante um período de três meses.
  • Enxaqueca menstrual, associada à queda dos níveis de estrogênio, pode começar um pouco antes da menstruação, podendo durar até a finalização dela.
  • Enxaqueca hemiplégica, que se manifesta com fraqueza temporária de um dos lados do corpo associado a dores de cabeça (muito confundida com acidente vascular cerebral, até por médicos).
  • Enxaqueca da gravidez, onde as variações hormonais fazem com que as gestantes apresentem crises mais frequentes de enxaqueca.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/danta-senrra/2019/09/14/conheca-melhor-primeiro-remedio-especifico-para-enxaqueca-aprovado-nos-eua.htm

Enxaqueca pré-menstrual: como aliviar essa dor?

Como aliviar a enxaqueca menstrual

A enxaqueca é uma das grandes queixas das mulheres durante o período menstrual, especialmente nos dias que antecedem o fluxo¹'². Quem sofre com enxaqueca pré-menstrual sabe como ela pode ser incômoda e atrapalhar muito o nosso desempenho nas atividades do dia a dia¹. Por isso é tão importante estar atenta e saber como lidar com a essa dor quando ela aparece!

Quer saber mais sobre a enxaqueca pré-menstrual e entender como é possível aliviar essa dor? Então veja as dicas que separamos para você!

Você também pode gostar de: Como aliviar dores menstruais

O que é enxaqueca pré-menstrual

Enxaqueca pré-menstrual é o nome que se dá para um tipo de dor de cabeça intensa e de longa duração, muitas vezes até incapacitante, que afeta pessoas de todos os sexos, mas predominantemente as mulheres jovens¹'³.

Em geral, para ser chamada de enxaqueca, a dor de cabeça deve atacar mais de cinco vezes e durar entre 4 a 72 horas. E também deve apresentar pelo menos duas das seguintes características¹:

  • localização unilateral;
  • dor pulsante;
  • intensidade moderada a forte;
  • ser agravada pela prática de atividades.

Além disso, as enxaquecas também podem estar acompanhadas de outros sintomas, como¹:

  • náuseas;
  • vômito;
  • fotofobia (piora da dor com luzes);
  • sonofobia (piora da dor com sons).

A enxaqueca pré-menstrual, como o nome já indica, costuma ocorrer nos dois dias que antecedem o fluxo menstrual² – período em que há grandes alterações nos níveis hormonais das mulheres; especialmente um hormônio chamado estrogênio, que se encontra em baixa dose antes da menstruação¹'².

Muitas vezes a dor pode permanecer por até três dias após a chegada do fluxo, quando os níveis hormonais, enfim, normalizam².

Saiba mais em: Enxaqueca menstrual: sintomas e como tratar!

Como lidar com a enxaqueca pré-menstrual

O tratamento para as dores causadas pela enxaqueca pré-menstrual costuma variar muito de mulher para mulher, levando em consideração aspectos como regularidade do ciclo e intensidade da dor².

Por isso, uma boa forma de lidar com a enxaqueca pré-menstrual é manter um diário das suas crises de dor. Nele, você pode anotar quando elas ocorrem (e qual a relação com o seu ciclo menstrual); além de outras informações importantes, como intensidade e duração².

Com essas informações em mãos, o mais indicado é procurar um especialista, que irá avaliar os dados que você anotou e receitar o melhor tratamento para o seu caso – que pode ser desde o uso de medicamentos para o alívio da dor até anticoncepcionais e suplementações hormonais¹'².

Agora que você já sabe melhor o que é a enxaqueca pré-menstrual e como lidar com ela, que tal aprender um pouco mais sobre o universo da menstruação e as dores que a acompanham? Tanto na seção de dicas do site de Buscofem quanto no nosso app Sai Cólica você encontra tudo o que precisa para tirar a menstruação de letra! ;)

NÃO USE ESTE MEDICAMENTO EM CASO DE ÚLCERA, GASTRITE, DOENÇA DOS RINS OU SE VOCÊ JÁ TEVE REAÇÃO ALÉRGICA A ANTI-INFLAMATÓRIOS. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.

Buscofem é indicado para o alívio das cólicas e outras dores menstruais. LIQUI-GELS® é marca registrada da Catalent Brasil LTDA*.

Contraindicações: alergia ou intolerância aos componentes da fórmula, asma, pólipo nasal, inchaço ou urticária provocada por medicamentos, úlcera gastrintestinal, doenças graves do coração, fígado ou rins, desidratação, últimos 3 meses de gravidez e em gestantes sem orientação médica e crianças menores de 12 anos. MS – 1.0367.0159 – SAC 0800 701 66 33.

Referências:

1 – Pahim, LS; Menezes, AMB; Lima, R. Prevalência e fatores associados à enxaqueca na população adulta de Pelotas, RS. Rev Saúde Pública. 2006 [Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v40n4/20.pdf]

2 – American Headache Society. Enxaqueca (Migrânea) Menstrual. Headache: The Journal of Head and Face Pain. 2014 [Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/head.12281/pdf]

3 – Ribeiro, RL; Carvalho, DS. Cefaléia Associada aos Ciclos Hormonais da Mulher. Rev. Neurociências. 2008 [Disponível em: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2000/RN%2008%2003/Pages%20from%20RN%2008%2003-3.pdf]

Источник: https://www.buscofem.com.br/dicas/enxaqueca-pre-menstrual-como-aliviar-essa-dor

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