Como aumentar o Ferro do Feijão para curar anemia

Anemia por Carência de Ferro (anemia ferropriva)

Como aumentar o Ferro do Feijão para curar anemia

Existem três grupos de células circulando em nosso sangue: glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.

Anemia é nome dado quando há diminuição do número de glóbulos vermelhos circulantes no sangue.

A anemia ferropriva, chamada em Portugal de anemia ferropénica, é a anemia provocada pela carência de ferro. Essa forma de anemia é a mais comum em todo mundo.

O ferro é um mineral essencial para a produção da hemoglobina, proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio pelo nosso organismo. Quando há carência de ferro, a medula não consegue produzir hemácias em quantidades adequadas.

Vamos explicar essa relação com mais detalhes.

Relação entre ferro e anemia

Os glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias ou eritrócitos, são as células do sangue responsáveis pelo transporte de oxigênio. São as hemácias que captam o oxigênio inspirado pelos pulmões e o leva até todas as células do nosso corpo.

Chamamos de anemia quando a concentração de hemácias do sangue está reduzida. Para um melhor entendimento do que é uma anemia, sugiro a leitura do nosso texto: ANEMIA – Sintomas e Causas.

O principal componente da hemácia é a hemoglobina, uma proteína que necessita de ferro para ser formada. Quando ocorre uma deficiência de ferro no organismo, há falta de matéria-prima para a formação da hemoglobina e, consequentemente, para a formação das hemácias. A incapacidade de produzir hemácias provoca a anemia.

Portanto, toda vez que os estoques de ferro do organismo estão baixos, nós desenvolvemos uma anemia ferropriva ou anemia por carência de ferro.

O corpo controla seus estoques de ferro de modo preciso, mantendo-o sempre estável. Quando estamos com o estoque completo, o intestino para de absorver o ferro dos alimentos, deixando-o ser excretado nas fezes. Se os níveis de ferro baixam, o intestino delgado volta a absorver o ferro dos alimentos, repondo nossos estoques.

O ferro absorvido no intestino é estocado no fígado, “empacotado” em uma proteína chamada ferritina. Quando temos níveis baixos de ferritina, significa que os nossos estoques de ferro estão baixos (leia: EXAMES DE SANGUE | VHS, PCR, LDH, Ferritina e CK).

Geralmente, da quantidade total de ferro existente no nosso corpo, metade fica dentro das hemácias e metade estocada em forma de ferritina.

Ainda há uma pequena fração ligada à transferrina, uma proteína que transporta o ferro dos estoques em direção à medula óssea, onde são produzidas as novas hemácias.

Geralmente, adultos saudáveis não precisam de muito ferro na dieta, pois o ferro já presente no organismo é constantemente reciclado.

Quando uma hemácia torna-se velha e é destruída (mais ou menos com 120 dias de vida), o seu ferro é captado pela transferrina e levado de volta à medula óssea, sendo reaproveitado na formação de uma nova hemácia.

Portanto, são precisos muitos anos com uma baixa absorção de ferro para que haja uma deficiência nos estoques corporais.

O grande risco de uma alimentação pobre em ferro se dá naqueles indivíduos que estão precisando de mais ferro do que o existente nos estoques.

Dois exemplos fáceis de se entender são as crianças e as grávidas. O primeiro grupo está constantemente em crescimento e, portanto, necessitando de quantidades cada vez maiores de ferro. As crianças de 6 meses a 3 anos são as mais propensas a desenvolverem carência de ferro, pois apresentam grande demanda e ainda não tiveram tempo para criarem seus estoques.

As grávidas geralmente apresentam bons estoques de ferro, todavia, passam a gastá-lo de forma rápida na formação de um novo ser. Nestes dois grupos, uma dieta rica em ferro é essencial para se manter os estoques em níveis adequados.

Dieta

Como já explicado, uma deficiência simples de ferro na dieta é atualmente uma causa rara de anemia ferropriva em adultos saudáveis. A dieta da maioria das pessoas contém quantidades suficientes de ferro para compensar as pequenas perdas que ocorrem ao longo do tempo.

A não ser em pessoas com desnutrição por falta de alimentação, não é preciso haver muita preocupação com a dieta, pois a maioria das carnes têm quantidades suficientes de ferro. Mesmo os vegetarianos são capazes de ingerir boas quantidade de ferro, já que alimentos como espinafre, ovos, creme de trigo, feijão e cereais contêm bastante ferro.

Má absorção

A deficiência de ferro e a anemia ferropriva podem surgir em pacientes com doenças do trato gastrointestinal que impeçam a absorção de ferro cronicamente, como nos casos de gastrite atrófica ou doença celíaca (leia: DOENÇA CELÍACA | Enteropatia por glúten). Esse pacientes podem ingerir até bastante ferro, mas não conseguem absorvê-lo, impedindo-os de repor seus estoques quando necessário.

Perdas de sangue

A principal causa de anemia ferropriva é perda de sangue. Quando perdemos sangue, perdemos junto o ferro que estava dentro das hemoglobinas, obrigando o organismo a lançar mão dos seus estoques na produção de novas hemácias.

Quando o sangramento é visível, como nos casos de vômitos com sangue, sangue nas fezes (leia: SANGUE NAS FEZES | Principais causas de hemorragia digestiva) ou traumatismos com sangramentos, por exemplo, a causa da anemia torna-se óbvia, pois há perdas agudas de grande volume de hemácias.

Nestes casos, até há uma grande perda de ferro, mas a causa da anemia é uma perda imediata de sangue, sem que haja tempo hábil para o organismo produzir mais hemácias. Mulheres com períodos menstruais muito fortes também podem desenvolver anemia ferropriva.

A anemia ferropriva é mais difícil de ser identificada quando há pequenos sangramentos, mas de forma constante. Esses quadros são comuns em úlceras de estômago, tumores do intestino e hemorroidas (leia: HEMORROIDAS | SINTOMAS E TRATAMENTO).

Muitas vezes o paciente nem sequer nota a presença de sangue nas fezes.

A quantidade de sangue perdida é pequena para causar uma anemia imediata, mas a longo prazo faz com que o organismo tenha que estar sempre usando seus estoques de ferro para compensar as hemácias perdidas nos sangramento.

Nestes casos, a quantidade de ferro na dieta pode ser menor do que a necessária para repor os estoques, fazendo com que o paciente esgote suas reservas e desenvolva anemia ferropriva ao longo do tempo.

Portanto, atualmente, qualquer anemia ferropriva, a não ser que haja uma causa óbvia, deve indicar a investigação de uma fonte de sangramento oculta.

Sintomas

Os sintomas da anemia ferropriva são os mesmos dos de qualquer anemia: cansaço, palidez da pele, falta de ar, intolerância ao exercício, taquicardia (coração acelerado).

Todavia, a anemia ferropriva pode causar alguns sintomas que não são comuns em outras anemias, como perversão do apetite (também chamado de pica), que é o desejo de comer não-alimentos, como gelo, terra, papel, concreto, etc.

A síndrome das pernas inquietas é também um achado comum. Um outro sinal típico da anemia ferropriva é a presença de uma urina muito avermelhada após a ingestão de beterraba.

Diagnóstico

O diagnóstico de anemia é feito através do hemograma, que é o exame de sangue que nos mostra os valores da hemoglobina e do hematócrito (percentual de hemácias no sangue).

Em geral, dizemos que há anemia quando o hemograma mostra:

  • Hematócrito menor que 41% nos homens ou 35% nas mulheres.
  • Hemoglobina menor que 13 g/dL nos homens ou 12 g/dL nas mulheres.

O hemograma estabelece o diagnóstico da anemia, mas não é capaz de nos dizer a sua causa. Os valores do VCM (volume corpuscular médio) e HCM (hemoglobina corpuscular média), que também são avaliados no hemograma, costumam estar reduzidos na anemia ferropriva, mas a confirmação da carência de ferro precisa ser feita com outras análises.

Explicamos os resultados do hemograma com mais detalhes no artigo: HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados.

Avaliação dos estoques de ferro corporal

No seguimento da investigação da anemia devemos dosar a quantidade de ferro no sangue, a ferritina e a saturação de transferrina, que são exames que basicamente nos dizem como estão os estoques de ferro no organismo.

Estando estes valores baixos na presença de anemia, pode-se dizer que há uma anemia por carência de ferro.

Se não houver causas óbvias para a anemia ferropriva, tipo gravidez ou hemorragias visíveis, o indicado é investigar perdas sanguíneas ocultas do trato digestivo. Os dois exames mais utilizados para esse fim são a endoscopia digestiva e a colonoscopia.

Tratamento

O tratamento da anemia ferropriva é feito com reposição de ferro. Os comprimidos de sulfato ferroso geralmente têm até 6x mais ferro do que obtemos em uma dieta normal. Se a anemia ferropriva for causada por gravidez ou por um fluxo menstrual mais forte, geralmente a reposição de ferro é suficiente.

O ferro é melhor absorvido se tomado em jejum e junto com vitamina C ou suco de laranja. A reposição de ferro pode causar alguns efeitos colaterais, sendo os mais comuns, náuseas e azia. Fezes com uma coloração bem escura também são comuns, mas isso é só uma questão estética, sem maior relevância clínica.

Se a causa da anemia ferropriva não estiver clara, não se deve apenas repor ferro, é preciso também investigar a causa.

Prescrever ferro sem realizar uma investigação de sangramentos ocultos pode até corrigir temporariamente a anemia, mas não irá tratar a doença de base. Se a causa for um tumor do intestino, por exemplo, apenas repor ferro, sem ir à procura da origem da perda sanguínea, irá atrasar o diagnóstico, diminuindo as chances de tratamento curativo da lesão.

Alimentos ricos em ferro

Apesar da dieta ser importante, as pessoas com deficiência de ferro costumam precisar de mais ferro do que podem consumir através da sua alimentação.

Em uma dieta normal de 2000 calorias, existe, em média, cerca de 10 mg de ferro elementar. Já um único comprimido de sulfato ferroso 325 mg contém 65 mg de ferro elementar.

Portanto, o aumento do consumo de ferro na dieta não é normalmente recomendada como único tratamento para uma anemia por deficiência de ferro. Isso não significa, porém, que uma dieta rica em ferro não possa ajudar. Quanto mais ferro o paciente conseguir consumir em sua dieta, menor será a necessidade de repor ferro com suplementos.

Em geral, os alimentos mais ricos em ferro são:

  • Carne vermelha.
  • Gema de ovo.
  • Farinha de peixe (farinha de pescado).
  • Folhas verde escuras, como espinafre e couve.
  • Frutas secas, como ameixa e passas.
  • Cereais e grãos enriquecidos com ferro (verifique os rótulos).
  • Moluscos (ostras, mariscos e vieiras).
  • Miúdos de peru ou frango.
  • Feijão, lentilha, grão ervilhas e soja.
  • Fígado.
  • Alcachofras.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/hematologia/anemia-ferropriva/

Anemia não é só deficiência de ferro | Alimente-se com Ciência

Como aumentar o Ferro do Feijão para curar anemia

A anemia é definida como a redução, abaixo dos valores de referência, na concentração de hemoglobina, a proteína que transporta o oxigênio pelo sangue. Esse fenômeno pode estar associado ou não à diminuição no número de hemácias (as células vermelhas) circulantes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os limites mínimos de hemoglobina para pessoas que vivem ao nível do mar são 13 gramas por decilitro (g/dL) para homens adultos, 11 g/dL para mulheres e 12 g/dL para gestantes.

A anemia, na verdade, é uma síndrome, que pode acompanhar várias doenças.

O processo de oxigenação depende da hemoglobina, que fica na hemácia, além da respiração e da circulação em si, podendo haver algum tipo de compensação entre esses componentes em situações de um problema mais discreto.

O fato é que uma quantidade de hemoglobina abaixo do normal reduz a capacidade de o sangue carrear oxigênio, o que ativa uma série de mecanismos de correção.

As manifestações da anemia refletem justamente esses ajustes do organismo, assim como os efeitos da falta de oxigênio às células. Falamos de taquicardia (aceleramento dos batimentos do coração), hiperpneia (respiração curta e rápida), aceleração do fluxo sanguíneo…

A quantidade de oxigênio liberada em um tecido por um determinado volume de sangue depende da concentração de hemoglobina, do grau de saturação de oxigênio da hemoglobina, da afinidade da molécula da hemoglobina pelo oxigênio e da tensão de oxigênio no tecido. E o número de hemácias presentes na circulação decorre de um equilíbrio dinâmico entre a produção, distribuição na circulação e sua remoção mais tarde.

Assim, a anemia pode ser decorrente de alterações na produção de hemácias, da destruição precoce dessas células, de perda de sangue ou de um misto desses fatores.

Dentre as anemias relacionadas a problemas de produção, merecem destaque as anemias nutricionais, sobretudo as causadas por deficiência de ferro e aquelas provocadas pela falta de vitamina B12 e (ou) ácido fólico. Elas são conhecidas, respectivamente, por anemia ferropriva e anemia megaloblástica.

A deficiência de ferro

O ferro é um mineral vital para quase todos os organismos. É essencial, entre outras coisas, à produção das células do sangue e pelo transporte do oxigênio.

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O corpo de um ser humano possui entre 3 e 4 gramas de ferro. Destes, cerca de 2 gramas estão no sangue, justamente nas moléculas de hemoglobina. A deficiência de ferro pode ocorrer como resultado de uma ingestão inadequada do nutriente, má absorção, perda crônica ou aumento da demanda pelo organismo.

De fato, há um aumento na necessidade de ferro durante alguns períodos da vida: na fase da amamentação, na adolescência, na gravidez, na menstruação…

Diante da suspeita de um quadro de anemia, a investigação se inicia com exames clínicos e laboratoriais. É por meio deles que se apura a concentração de hemoglobina e a situação das hemácias. Outros testes verificam como andam os compartimentos de ferro no corpo (seu estoque, transporte, função…).

As principais fontes de ferro na dieta vêm de alimentos de origem animal, tais como a carne bovina e os ovos. Mas o elemento também é encontrado em vegetais, com destaque para as folhas verde-escuras (agrião, espinafre…), brócolis, ervilhas, feijões e certas sementes, como gergelim e girassol.

A deficiência de vitamina B12 e ácido fólico

A anemia também pode estar associada à carência de duas vitaminas: a B12 e o ácido fólico (ou folato). A deficiência de tais nutrientes é capaz de acarretar uma síntese inadequada do DNA, prejudicando o processo de multiplicação das células, a divisão celular.

Para suprir os níveis dessa vitamina, os seres humanos dependem da dieta. As principais fontes são produtos de origem animal, como carnes, peixes, lácteos e ovos. A B12 é estável e resiste ao processo de cozimento em altas temperaturas. Mas pode ficar inativa em contato com a vitamina C e destruída em meios bastante alcalinos.

Já o folato é encontrado praticamente em todos os tipos de alimentos: hortaliças, lácteos, aves, carne bovina, frutos-do-mar, frutas, grãos, cereais e oleaginosas (noz, avelã…).

No entanto, aparece em alta concentração mesmo em espinafre, lima, fígado, feijão, brócolis, amendoim e couve-de-bruxelas.

O déficit da vitamina está relacionado geralmente a uma dieta pobre e pouco diversificada — idosos e alcoólatras, por exemplo, estão mais sujeitos.

A exemplo da anemia por ferro, a condição causada pela falta de B12 ou folato é diagnosticada por meio de uma avaliação clínica do paciente e confirmada por testes laboratoriais, como exame de sangue e dosagem das respectivas vitaminas.

* Ricardo Fock é farmacêutico, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), diretor do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Universitário da USP e membro da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN)

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Источник: https://saude.abril.com.br/blog/alimente-se-com-ciencia/anemia-nao-e-so-deficiencia-de-ferro/

Conheça os 12 melhores alimentos para anemia

Como aumentar o Ferro do Feijão para curar anemia

A anemia é causada pela redução no sangue do número de glóbulos vermelhos (hemácias) que funcionam corretamente.

Essas células são responsáveis por levar o oxigênio a todos os órgãos do corpo e, quando diminuem em número ou não funcionam bem, há problemas de oxigenação em todos o organismo.

 Na maioria dos casos, o problema pode ser resultado de uma grande perda de sangue, da presença de parasitas intestinas ou da deficiência de ferro no organismo. A falta desse mineral pode ser suprida com a inclusão de boas opções de alimentos para anemia na dieta.

Para prevenir casos de anemia, ou mesmo durante o seu tratamento, é muito comum a recomendação de ingestão de alimentos ricos em ferro. E esse nutriente pode ser facilmente encontrado na natureza em diferentes concentrações. Por isso, é possível variar bem o cardápio e, ainda assim, garantir o suprimento necessário desse mineral.

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De acordo com recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma dieta equilibrada prevê um consumo de  9 miligramas por dia desse mineral para crianças de sete meses a dez anos, 14 miligramas para adultos e 27 miligramas para grávidas.

Um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que 40% das gestantes do mundo sofrem com anemia.

A boa notícia é que combater essa doença pode até pedir alguma dedicação, mas isso pode ser feito de maneira bastante simples e saborosa. Consumir a quantidade necessária de alimentos ricos em ferro diariamente é o primeiro passo para uma vida mais saudável.

Os melhores alimentos para anemia

O ferro é um dos principais itens que precisam ser repostos quando a anemia é causada por problemas nutricionais. Mas ele não é o único que precisa de atenção. Incluir fontes de vitamina C e proteínas ajuda a melhorar a absorção desse mineral pelo organismo, o que garante um melhor aproveitamento alimentar.

Quinoa

Esse alimento contém 4,2 miligramas de ferro em uma porção de 45 gramas e pode substituir outros cereais nas refeições.

Amaranto

Alguns estudos apontam que, entre os cereais, é o que apresenta teores mais altos de ferro.

Cereais integrais

Aveia e versões integrais de arroz e farinha de trigo apresentam teores mais altos de ferro do que os cereais refinados. É sempre a melhor escolha para receitas e refeições.

Feijão

Preto, carioca, rosa ou rajado, entre tantos outros, o feijão é uma fonte bem conhecida do nutriente e fornece 3,7 mg de ferro a cada 100 g.

Grão-de-bico

Esse grão é outra uma ótima opção rica nesse nutriente, já que possui cerca de 6 mg de ferro a cada 100 gramas.

Soja

Assim como as outras leguminosas, a soja é excelente fonte de ferro. Cada 100 g do grão oferecem 9,4 mg do mineral.

Frutas secas

Uva-passa, damasco e ameixa seca podem compor lanches e sobremesas para aumentar o consumo de ferro no dia a dia.

Nozes e sementes

Ótimas para variar o cardápio e incluir na preparação de saladas. Entre as opções estão a castanha-de-caju, o pistache e a semente de abóbora.

Folhas verde-escuras

As verduras com folhas escuras são uma boa fonte de ferro. Alguns exemplos são o espinafre e a couve.

Carnes

As carnes vermelhas magras estão entre as melhores fontes de ferro entre as proteínas animais. Inclua um vegetal, como espinafre ou couve, para ampliar sua absorção. Tente variar o cardápio com carne magra bovina, cordeiro, frango e peru.

Miúdos

Quase todas as mães recorrem ao fígado de boi para aumentar a ingestão de ferro da família. E todas sempre estiveram certas: é uma ótima fonte do mineral, embora não agrade ao paladar de muita gente.

Frutos do mar

Crustáceos e alguns peixes também são boa fonte de ferro. Entre as boas opções estão o atum (fresco ou em lata), salmão, ostra e camarão.

Como aumentar a absorção do ferro

Segundo o Ministério da Saúde, a presença de vitamina C, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção do ferro presente nos vegetais. Por isso, você pode temperar sua salada de folhas com limão, tomar um suco de laranja para acompanhar a refeição ou escolher uma fruta cítrica para a sobremesa.

Atenção: evite alimentos ricos em fosfatos, polifenóis, taninos e cálcio, elementos que podem inibir a absorção do ferro. Ao consumir alimentos ricos no mineral, deixe de lado café, chás, mate, leite e derivados.

Quais os principais sintomas da anemia?

Entre os sinais mais comuns da doença estão cansaço, mal-estar, falta de ar, palpitações, sensibilidade ao frio e palidez. Se a anemia estiver em estágios mais avançados e for mais grave, pode haver ainda alterações na pele e nas mucosas. As unhas e os cabelos também tendem a ficar mais frágeis e a se quebrarem com bastante facilidade.

Se você desconfiar que esse pode ser o caso, procure um médico antes de fazer qualquer alteração na sua dieta. E lembre-se: manter uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável é a melhor forma de cuidar da saúde e de melhorar sua qualidade de vida.

Sugestão Jasmine

O portfólio da Jasmine inclui produtos que ajudam a aumentar a ingestão de ferro e dos nutrientes que ajudam na sua absorção. Você encontra os grãos Arroz Integral e a Aveia em Flocos Finos, além do Extrato de Soja, do Mix Sementes Tradicional e o Mix Sementes e Nuts. Não deixe ainda de garantir a ingestão de vitamina C com Goji Berries, Red Berries e o Mix Fruits.

Источник: https://www.jasminealimentos.com/alimentacao/alimentos-para-anemia/

ALIMENTOS QUE TRATAM ANEMIA

Como aumentar o Ferro do Feijão para curar anemia

Trata-se de uma doença ocasionada pela falta do próprio sangue   ou mesmo de alguns componentes que contém no sangue, geralmente é tratada com medicamentos ou melhora na alimentação.

Comumente os alimentos ricos em ferro auxiliam na cura da anemia, tais como: fígado, carne vermelha ou feijão, mas ao ingerirmos alimentos com alto teor de vitamina C, como laranja, limão ou morango, junto com outros alimentos durante a refeição, ajuda a absorver o ferro no organismo, facilitando a digestão.

Alimentos que contém ferro em sua composição

Vejamos alguns alimentos bem conhecidos que têm ferro:

  • Carnes em geral, mas especialmente as vermelhas
  • Rins, fígado, coração de galinha
  • Carne seca
  • Pão de cevada
  • Feijão
  • Açúcar mascavo
  • Beterraba
  • Chocolate meio amargo
  • Vegetais escuros como salsa, espinafre e rúcula

Para que o corpo possa absorver bem o ferro que consta nesses alimentos, é aconselhável fazer a ingestão junto com os alimentos que contenham fonte de vitamina C.

Onde encontramos vitamina C

A vitamina C pode ser localizada nas frutas:

  • Laranja, limão, tangerina, toranja
  • Morango, abacaxi, acerola, caju, abacaxi
  • Maracujá, romã, mamão

Se você quer mais uma opção para fazer tratamento da anemia, depois de consumir uma refeição plenamente rica em ferro, você pode ingerir uma fruta que tenha vitamina C ou mesmo tomar um suco de fruta cítrica com salsa para refrescar e ajudar a digestão.

Tais mudanças em sua dieta irão te garantir o necessário de ferro para que você possa ficar curado, fazendo aumentar a quantidade de hemoglobina que existe no sangue.

A cura da anemia pode estar em alimentos com alto teor de ferro

Quem precisa da cura da anemia, deve fazer uma dieta com alimentos que tenham uma quantia alta de ferro, em que há a necessidade de ingerir alimentos como: carne, fígado e legumes ricos nesse mineral.

Se há deficiência de ferro a anemia é denominada de anemia ferropriva, e sendo assim em pessoas mais frágeis isso é bem comum, em crianças e mulheres grávidas, a probabilidade de surgir uma anemia é ainda maior, isso se a pessoa também não faz uma alimentação balanceada pode se agravar.

O ferro que mais pode auxiliar o organismo, é o famoso ferro de origem animal, este é absorvido em maior quantia pelo intestino. Porém, esses alimentos que são fonte de vitamina C como laranja, kiwi e abacaxi, têm a função de absorver o ferro do organismo.

Outros alimentos que são fonte de ferro

Além dos citados acima, nunca é demais lembrar que o ferro é encontrado em:

  • Origem animal: fígado, coração, carnes e mariscos.
  • Origem vegetal: aveia, farinha de centeio integral, pão, coentro, feijão, lentilha, soja, gergelim, linhaça.

Caso você precise criar uma dieta balanceada apropriada ao seu tratamento, vá a um especialista e peça que ele monte um cardápio para você.

COMO DEVEMOS TRATAR A ANEMIA SEGUNDO O ESPECIALISTA

Segundo o médico Dr. Adriano de Moraes Arantes, é necessário primeiro tratar a causa que fez com que ocorresse   a diminuição ou eliminação das hemácias, fazendo com que o tratamento possa ficar mais direcionado. Pode-se fazer a uso do ferro a cada três ou seis meses.

Com isso fica mais fácil do organismo absorver o ferro, caso você tome o medicamento junto de alguma fruta cítrica em forma de suco, ajuda ainda mais, pois é fonte de ácido ascórbico. Alimentos que vêm de animais e plantas têm alto teor de ferro, os mais aproveitados são os de origem animal.

Falando de carnes vermelhas, inclusive o fígado não importando o animal, e outros miúdos que contém em seu corpo, como rim e coração; carnes de aves e de peixes, mariscos crus. Leites que tem altas taxas de ferro auxiliam na cura da anemia.

Os alimentos mais conhecidos por terem alto teor de ferro em sua composição são: os folhosos verde-escuros, como: agrião, couve, cheiro-verde (exceto espinafre); os leguminosos: feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha; os grãos integrais ou enriquecidos; as nozes e as castanhas; o melado de cana, a rapadura, o açúcar mascavo.

Vale lembrar que as frutas cítricas e as proteínas ajudam na digestão durante as refeições, têm a função de absorver melhor o ferro. O leite materno é famoso pela função de proteger contra anemia, minimizando a falta de ferro. A anemia fica mais visível em crianças não consumiram a quantidade necessária de leite materno.

Após essa etapa, há a necessidade de fazer uma correção na alimentação para suprir a falta de ferro no organismo, evitando assim consequências neuropsicomotoras, fazendo com que o sistema nervoso central fique com problemas, sendo desenvolvido em crianças de até dois anos de idade. Quando há casos muito graves, a equipe de hematologia permite realizar a transfusão sanguínea.

LEMBRANDO OS TIPOS DE ANEMIA

Anemia Falciforme: tendo origem na genética, ou seja, sendo possível a transmissão de pai para filho, as células vermelhas do sangue apresentam deformação e não transmitem oxigênio de modo correto;

• Anemia de Fanconi: Semelhante a Falciforme na sua transmissão. A medula óssea apresenta defeitos quando produz células precursoras, trazendo a própria falência da mesma;

• Anemia Ferropriva: é deficiente na produção de ferro, trazendo dificuldades de absorção do mineral ou perdas mais crônicas;

• Anemia Perniciosa: há a dificuldade de produção de vitamina B12, secundária a doença autoimune, faz com que ocorra a destruição das células aprietais do estômago, atrapalhando a absorção da vitamina B12 pelo organismo;

• Anemia Hemolítica: Trata-se de uma destruição causada pelo próprio organismo, que elimina suas células vermelhas;

• Anemia Aplástica: A própria medula não consegue produzir a quantidade certa de células da série vermelhas, leucócitos e plaquetas;

• Anemia Megaloblástica: Devido as células possuírem tamanhos bem maiores, acaba prejudicando a formação de plaquetas e de glóbulos brancos fazendo com que seja produzida em quantidades menores. Está ligada a baixa produção de Vitamina B12 ou ácido fólico.

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Источник: http://www.laboratoriosace.com.br/alimentos-que-tratam-anemia/

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