Como baixar o potássio dos alimentos

Dieta adequada para pacientes em hemodiálise

Como baixar o potássio dos alimentos

Insuficiência renal é o termo usado para definir a doença na qual os rins já não conseguem mais desempenhar suas funções de forma satisfatória. A insuficiência renal pode ser aguda, quando ocorre subitamente e dura menos de 3 meses, ou crônica quando a perda de função renal é persistente e progressiva. Para mais detalhes, leia:

  • INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
  • INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA

Neste texto vamos abordar a dieta dos pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise (leia: O QUE É HEMODIÁLISE?). Posteriormente escreverei um texto para pacientes com insuficiência renal em tratamento conservador, ou seja, que ainda não necessitam de diálise.

Dieta para pacientes com insuficiência renal em hemodiálise

Os rins são órgãos vitais, ou seja, sem eles não conseguimos sobreviver. Os dois rins juntos normalmente são capazes de filtrar 90 a 125 ml de sangue por minuto, o que significa algo entre 130 e 180 litros por dia.

Quando esta função cai para menos de 60 ml/min, estamos diante de um quadro de insuficiência renal.

Quando a filtração cai abaixo dos 10-15 ml/min, os rins já não são capazes de desempenhar suas funções mínimas e o paciente precisa entrar em hemodiálise sob o risco de falecer por complicações deste mau funcionamento.

O cálculo da função renal é normalmente feito através da dosagem da creatinina (leia: VOCÊ SABE O QUE É CREATININA?).

Quando os rins não funcionam, todas as toxinas, todo o lixo metabólico produzido pelo funcionamento normal das nossas células e todo o excesso das substâncias que ingerimos, sejam elas sais minerais como fósforo e potássio, ou a própria quantidade de líquidos consumida ao longo do dia, não podem ser eliminadas na urina, acumulando-se inapropriadamente no corpo.

Cinco temas são de elevada importância na dieta do paciente com insuficiência renal em hemodiálise: líquidos, potássio, sal, fósforo e proteínas.

Consumo de líquidos

Um dos principais sinais da insuficiência renal terminal é o acúmulo de líquidos, manifestando-se como aumento da pressão arterial e edemas (inchaços) pelo corpo.

A imensa maioria dos pacientes que entra em hemodiálise ainda urina, pois a capacidade de excretar água é a última função que o rim perde.

Porém, essa excreção é progressivamente menor e em fases terminais não é mais suficiente para eliminar todo o excesso de água consumido ao longo do dia.

Vamos imaginar a seguinte situação: um paciente com insuficiência renal em fase muito avançada consome diariamente 2 litros de água entre líquidos e alimentos (quanto mais pastoso for o alimento, mais água ele contém).

Como qualquer pessoa, ele perde naturalmente uma média de 500-600 ml/dia na pele (através da transpiração) e nas fezes.  Devido a doença renal, ele urina apenas 1 litro por dia. Isto pode parecer bastante, mas significa que diariamente ele irá acumular algo próximo de 500 ml de líquidos.

Em uma semana serão 3500 ml. Em um mês são 15000 ml ou 15 litros de água.

Por falta de controle no consumo de água, é extremamente comum os doentes entrarem em diálise cheios de edema e com mais de 15 quilos de excesso de líquido (1 litro de água pesa 1 kg).

Conforme passam-se os meses, a tendência é que o paciente em hemodiálise urine cada vez menos, até chegar ao ponto em que mais nenhuma urina é produzida. Neste momento, praticamente todo o líquido consumido permanecerá no corpo até que o mesmo seja retirado pela hemodiálise. Ultrafiltração é o nome que damos a retirada de líquidos durante uma sessão de hemodiálise.

Então como deve ser feito o consumo de água nos pacientes em hemodiálise?

Se o paciente ainda urina, o cálculo do consumo diário deve ser:

– Volume de urina em 24 horas + 500 ml.

Ou seja, o paciente pode consumir a mesma quantidade de líquidos que urina, mais 500 ml, equivalentes as perdas naturais ao longo do dia. Consideramos líquidos: água, chá, refrigerantes, bebidas alcoólicas, sucos, sorvetes, sopa, café, leite, iogurtes etc…

Como todo alimento possui água, ao final do dia ainda haverá sempre um balanço positivo, porém, como a diálise é feita a cada 2 dias, este não é suficiente para causar maiores problemas.

Se o paciente nada urina, o seu consumo ideal deveria ser algo em torno dos 500-600 ml. Na prática isto é muito difícil  porque a dieta ocidental é muito rica em sal, o que desencadeia a sensação de sede e faz com que o paciente procure por água com mais frequência.

No paciente que não urina ou urina muito pouco (menos de 200 ml/dia), todo o líquido que entra, permanece no corpo. Lembre-se: 1 litro de água = 1 kg. Portanto, se o paciente consome 2 litros de água, ele ganhará 2 quilos de peso.

Em geral, indica-se que o paciente não perca mais do que 4% do seu peso em uma sessão de 4 horas de hemodiálise. Isto significa que um paciente de 70 kg não deve ultrafiltrar mais do que 2800 ml. Logo, este é o limite de ganho de peso entre uma sessão e outra.

Sempre sugerimos aos pacientes que tenham um balança em casa para controlar o peso e, consequentemente, o consumo de líquidos.

O excesso de peso e a incapacidade de se atingir o peso seco ao final as sessões de diálise está relacionado a uma maior mortalidade. 90% dos casos de hipertensão em pacientes em hemodiálise estão ligados ao excesso de líquidos (leia: CAUSAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL).

A água que entra no corpo e não sai, precisa ir para algum lugar. No começo ela fica dentro dos vasos sanguíneos causando hipertensão. Depois, começa a extravasar e vai para as pernas. Por fim, o excesso de líquidos começa a acometer os pulmões levando a congestão pulmonar e, posteriormente, edema agudo do pulmão.

Como então restringir o consumo de líquidos?

O passo mais importante é limitar o consumo de sal, uma vez que este causa sede e leva o paciente a procurar mais água. Vou falar especificamente do sal mais abaixo.

Algumas dicas:

  • Use sempre copos pequenos.
  • Evite sopas ou outros alimentos líquidos que levem sal.
  • Evite refrigerantes ou outras bebidas ricas em açúcar, pois o excesso deste também causa sede.
  • Se houver sede, molhe a boca com frequência, mas sem beber a água
  • Chupe pequenas pedras de gelo para aliviar a sede.
  • Calcule o líquido permitido em 24 horas e coloque-o em uma única garrafa. Beba esse volume ao longo do dia.
  • Pese-se sempre depois de comer e controle o ganho de peso evitando consumo de líquidos fora das refeições

Potássio

O potássio é um sal mineral essencial para o funcionamento das células. Porém, quando em excesso, pode levar a complicações graves, principalmente arritmias cardíacas fatais.

O excesso de potássio no sangue é chamado de hipercalemia (ou hipercaliemia em Portugal)

O potássio está presente em uma grande variedade de alimentos e todo o excesso ingerido é rapidamente  eliminado na urina.

Deste modo, os rins mantêm os níveis sanguíneos de potássio dentro de uma faixa restrita
que se situa entre 3,5 a 5 mEq/L. Níveis de potássio acima de 6 mEq/L já são considerados perigosos.

Valores acima de 7,5 – 8 mEq/L, se não tratados imediatamente, são incompatíveis com a vida.

Nas pessoas com rins funcionantes esse controle do potássio é feito 24 horas por dia, todos os dias. Nos insuficientes renais crônicos terminais, o único modo de se retirar o excesso é durante as 4 horas de hemodiálise realizadas 3 vezes por semana. Como já se pode imaginar, o risco de hipercalemia é muito grande se não houver um controle na dieta.

Nas clínicas de hemodiálise, uma vez por mês se colhem analises antes do início das sessões. Não é incomum encontrar entre doentes que não fazem controle algum do potássio na dieta, níveis de potássio acima de 6 meq/L. Às vezes, encontramos potássio acima de 7 mEq/L. São pacientes que podem a qualquer momento entrar em parada cardíaca e morrerem subitamente.

Os valores do potássio são a explicação do porquê é perigoso faltar às sessões de hemodiálise.

O grande vilão do potássio são normalmente as frutas, porém, vários outros alimentos contêm potássio em grandes quantidades.

Exemplos de alimentos ricos em potássio:

  • Abóbora
  • Amêndoa
  • Ameixa
  • Avelã
  • Bacalhau
  • Banana
  • Batata (principalmente frita)
  • Beterraba
  • Cacau
  • Café
  • Castanha
  • Cenoura
  • Cerveja
  • Chocolate
  • Coco
  • Cogumelo
  • Damasco
  • Espinafre
  • Ervilhas
  • Farinha de soja
  • Feijão
  • Figo
  • Frutos secos
  • Grão de bico
  • Iogurte
  • Kiwi
  • Laranja
  • Leite
  • Lentinha
  • Mamão
  • Manga
  • Melado
  • Melão
  • Repolho
  • Sal light
  • Soja
  • Sorvete
  • Tâmara
  • Tomate
  • Uva passa
  • Vagem
  • Verduras
  • Vinho.

A lista acima não está completa. Existem outros alimentos ricos em potássio, como mate e chá preto, por exemplo. Carnes, sejam aves, mamíferos ou peixes, também costumam ter bastante potássio.

O ideal é sempre conversar com uma nutricionista experiente em hemodiálise (a maioria das clínicas possui este profissional) para saber a quantidade e a frequência permitida para cada um desses alimentos.

Dicas para se evitar excesso de potássio na dieta:

  • Evite comer mais de 2 peças de frutas por dia. Dê preferência àquelas que possuem baixo teor de potássio, como maçã, uva, pêssego, abacaxi, tangerina e morango.
  • Como carboidratos, prefira arroz e massas, porque são pobres em potássio.
  • Evite batatas fritas, pois estas são riquíssimas em potássio.
  • Descasque e corte os legumes em pedaços. Deixe-os de molho por no mínimo 2 horas em água morna. Use bastante água. Depois, despreze a água e lave-os por alguns segundos em água corrente. Agora pode-se cozinhar os vegetais normalmente. Use novamente bastante água. Este processo ajuda a retirar o potássio dos alimentos.
  • Não frite e não coza legumes em panela de pressão, a vapor, ou em micro-ondas. Estes processos aumentam a concentração de potássio nos alimentos.
  • Frutas cozidas em água perdem aproximadamente metade do seu potássio.

Sódio (sal)

O nosso sal de cozinha comum é composto por cloro e sódio, formando o cloreto de sódio. Toda vez que consumimos muito sal, estamos obrigatoriamente consumindo muito sódio.

A dieta ocidental é riquíssima em sódio. Chegamos a consumir quase 3 vezes a quantidade de sal necessária. O nosso paladar está tão adaptado a comidas salgadas que muitas vezes nem damos conta da quantidade de sódio que ingerimos.

O excesso de sódio na nossa dieta normal é principal fator para o surgimento de doenças cardiovasculares, principalmente a hipertensão. para saber mais sobre as doenças relacionadas ao sal, leia: EFEITOS DO SAL NA PRESSÃO ARTERIAL.

Uma das maneiras do corpo controlar a concentração de sódio no sangue é através dos rins, eliminando o excesso na urina. Mais uma vez o doente com insuficiência renal crônica encontra-se em desvantagem. Se o sal é maléfico para pessoas saudáveis, imaginem para os doentes renais.

Uma pessoa saudável mantém seu sódio sanguíneo ao redor dos 140 mEq/L (136 a 145 mEq/L). O rim através da eliminação de sal e água consegue manter esses níveis sempre estáveis.

O paciente com insuficiência renal crônica não consegue eliminar o excesso de sal pela urina, e a única maneira que o corpo encontra para diminuir o sódio sanguíneo é através do estimulo da sede.

Bebendo bastante água, o corpo consegue diluir o sódio no sangue, trazendo sua concentração de volta para  níveis normais.

Portanto, além de todas as doenças relacionadas ao sal (hipertensão, infartos, insuficiência cardíaca, AVC, etc.), o paciente insuficiente renal crônico que não controla a ingestão de sódio, ainda apresenta extrema dificuldade de controlar seu peso seco, permanecendo sempre com excesso de água e contribuindo ainda mais para as doenças citadas acima.

Quanto menos o paciente urina, menor deve ser seu consumo de sal. A dieta ideal deve ter 2 g de sódio ou 5 g de sal (1 g de sal = 400 mg de sódio) por dia.

Alguns alimentos ricos em sódio:

  • Azeitonas
  • Bacalhau
  • Batata frita
  • Beterraba
  • Caldos de carne, peixe e legumes
  • Comida enlatada
  • Enlatados
  • Feijão
  • Manteigas
  • Molhos comerciais (mostarda, ketchup, maionese, molho de tomate, molho shoyo)
  • Queijos
  • Presuntos
  • Salsichas
  • Sopas em pacote ou latas.

Praticamente toda comida industrializada é rica em sal, assim como alimentos tipo fast-food.

A alimentação do insuficiente renal deve ser preparada sem sal algum, uma vez que a maioria dos alimentos já possuem sódio naturalmente. Se necessário, depois de pronto, pode-se usar 1 pacotinho de sal (daqueles quadradinhos) que contém 1 grama de sal por cima da comida.

Existem vários tipos de temperos que podem ser usados para melhorar o gosto dos alimentos sem adição de sal, entre eles, alho, cebolinha, hortelã, orégano, salsa, suco de limão, vinagre, noz-moscada, louro, aipo e outros.

Mais uma vez é importante a orientação da nutricionista para um melhor controle do consumo de sal.

Fósforo

A importância do fósforo e do PTH na insuficiência renal crônica é discutida à parte neste texto: INSUFICIÊNCIA RENAL – FÓSFORO, PTH E DOENÇA ÓSSEA

Proteínas

Nos pacientes com insuficiência renal crônica em tratamento conservador, ou seja, ainda sem necessidade de diálise, uma dieta rica em proteínas parece estar associado a uma aceleração na perda de função renal. Por isso, indica-se uma restrição no consumo de proteínas por parte deste pacientes.

Naqueles pacientes que já estão em hemodiálise, porém, essa preocupação não faz mais sentido, uma vez que já não há mais função renal para ser perdida. Além disso, este grupo de pacientes é mais propenso a desenvolver desnutrição, o que contra-indica a restrição de proteínas na dieta.

O ideal é dar preferência as proteínas de alto valor biológicos, que são as de origem animal. Proteínas de origem vegetal são de baixo valor biológico, significando que são menos eficazmente utilizadas pelo corpo.

A grande dificuldade em se oferecer as proteínas necessárias para insuficientes renais crônicos está no fato de que, na grande maioria dos casos, alimentos ricos em proteínas também o são em fósforo, cujo consumo deve ser restringido neste grupo.

Mais uma vez, a orientação de um nutricionista é indispensável para um melhor controle do consumo de proteínas.

Источник: https://www.mdsaude.com/nefrologia/dieta-hemodialise/

Hipercalemia: sintomas, tratamentos e causas

Como baixar o potássio dos alimentos

A hipercalemia é uma condição caracterizada por níveis muito altos de potássio no sangue – geralmente acima de 5,5 mmol/L (mEq/L). Quando a concentração está cima de 6,5 mmol/L (mEq/L) o estado do paciente é considerado crítico.

Causas

A hipercalemia ocorre quando o nível de potássio na corrente sanguínea está acima do normal. Esse problema pode estar relacionado tanto a um aumento no nível de potássio no corpo do paciente quanto ao excesso de liberação de potássio das células para a corrente sanguínea.

O potássio é uma importante substância para a regulação dos tecidos musculares e atua principalmente na digestão e no metabolismo, além de realizar a manutenção da homeostase – o equilíbrio existente entre os muitos processos elétricos e químicos do corpo.

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O acúmulo de potássio no corpo pode se dar, também, devido a um problema nos rins, responsável pela remoção do excesso de potássio do corpo. Na maioria dos casos, pacientes que sofrem com hipercalemia também sofrem com distúrbios que reduzem a capacidade dos rins de eliminar a substância do organismo, como:

Outra possível causa da hipercalemia é a falta do hormônio aldosterona no corpo. Esse hormônio, produzido pelas glândulas suprarrenais, é responsável por regular a remoção de sódio e potássio pelo rim.

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Além disso, alguns medicamentos também podem causar hipercalemia, principalmente os que afetam o funcionamento dos rins, como diuréticos poupadores de potássio, e os suplementos de potássio.

O potássio pode se acumular na corrente sanguínea sempre que for liberado pelas células. Neste sentido, a acidose contribui e acelera ainda mais para esse processo, pois causa danos ao revestimentos dos tecidos internos do corpo. Além de acidose, outros tipos de lesão podem fazer com que as células liberem mais potássio para a corrente sanguínea. Confira:

  • Queimaduras
  • Condições hemolíticas (que causam o rompimento dos glóbulos do sangue)
  • Sangramento gastrointestinal
  • Rabdomiólise causada por drogas, alcoolismo, coma ou algumas infecções
  • Cirurgia
  • Lesões traumáticas
  • Tumor.

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Além disso, se os rins não estiverem funcionando corretamente, a ingestão elevada de potássio também pode levar à hipercalemia.

Sintomas de Hipercalemia

Pessoas com hipercalemia geralmente não apresentam sintomas muito perceptíveis, de modo que muitos só ficam sabendo que têm a doença quando realizam um exame de sangue. Contudo, quando manifestam os sinais e sintomas clássicos da hipercalemia, os pacientes geralmente têm:

  • Batimentos cardíacos irregulares
  • Náuseas e vômito
  • Pulsação lenta ou fraca

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Buscando ajuda médica

Marque uma consulta médica se você suspeita que está com algum problema de rim, principalmente se essa suspeita vier acompanhada de sintomas que não passam espontaneamente ou mesmo com a ajuda de medicamentos de venda livre. Mantenha sempre seus exames em dia, para monitorar possíveis novos problemas de saúde.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar hipercalemia são:

  • Clínico geral
  • Nefrologista
  • Nutricionista
  • Gastroenterologista
  • Hematologista
  • Angiologista

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Quando os sintomas surgiram?
  • O que você está sentindo?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Você foi diagnosticado recentemente com alguma condição médica? Qual?
  • Você faz uso de algum tipo de medicamento? Qual?
  • Você tomou alguma medida para aliviar seus sintomas? E funcionou?
  • Como é sua alimentação?
  • Você ingere alimentos ricos em potássio em grandes quantidades?
  • Você tem histórico familiar de problemas renais?
  • Você sente dor ou algum tipo de desconforto?

Diagnóstico de Hipercalemia

O diagnóstico positivo de hipercalemia geralmente pode ser feito somente com base em um exame de sangue. Eventualmente, o médico poderá pedir, também, a realização de um eletrocardiograma para mostrar possíveis outras alterações que estejam relacionadas à doença, como:

  • Bradicardia, que são batimentos cardíacos mais lentos que o normal
  • Fibrilação ventricular
  • Pulsações lentas ou irregulares
  • Alto nível de potássio sérico

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Tratamento de Hipercalemia

O principal objetivo do tratamento para hipercalemia é proteger o corpo dos efeitos provocados pelo excesso de potássio no sangue. Para isso, há duas opções de abordagens possível para tratar a doença: o tratamento no longo prazo e o tratamento intensivo.

O objetivo aqui não é só gerenciar os sintomas vinculados à hipercalemia, mas também a causa em si, além de distúrbios relacionados. Para isso, a equipe médica orienta os pacientes a limitar o potássio na dieta, reduzindo ou abolindo os suplementos, e fazer uso de medicamentos para reduzir os níveis de potássio no organismo.

O tratamento intensivo é bastante recomendado para casos emergenciais, para quando os níveis de potássio no sangue estiverem ainda mais elevados e houver sintomas intensos.

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Neste caso, serão ministrados medicamentos que visam remover o potássio do trato gastrointestinal, bem como diuréticos. Além disso, o paciente será submetido a exames e tratamentos mais intensivos também, como hemodiálise.

Convivendo/ Prognóstico

Durante o tratamento, é essencial que o paciente altere alguns hábitos que tem dentro de casa para que as terapias utilizadas façam efeito. A principal delas é a mudança na dieta. Para controlar os sintomas de hipercalemia e ajudar no tratamento da doença, é preciso limitar muito a quantidade de potássio ingerida durante o dia.

Além disso, siga à risca as orientações médicas e tome seus medicamentos conforme o indicado.

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Complicações possíveis

Se não for tratada corretamente, a hipercalemia pode evoluir para problemas mais graves de saúde, como arritmia cardíaca, alterações no controle neuromuscular e pode levar o paciente a sofrer de paradas cardíacas – quanto maior o nível de potássio no sangue, maiores são as chances de paradas cardíacas.

Referências

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Nefrologia

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/hipercalemia

Alimentação & Receitas

Como baixar o potássio dos alimentos

A maioria dos doentes em diálise gostam de comer frutas e legumes, como a maioria das pessoas. Mas ao contrário de pessoas saudáveis​​, os doentes em diálise tem que ter cuidado com os tipos de fruta e legumes que comem, é perigoso consumir muito potássio.

Para evitar elevadas concentrações de potássio no sangue, o doente deve conhecer os alimentos com maior teor de potássio, assim como algumas técnicas de redução do teor de potássio nos alimentos, como a técnica dupla cozedura.

Enquanto frutas e legumes apresentam níveis de fósforo reduzido (contêm menos de 110 mg por porção), o excesso de potássio é visto como um efeito colateral perigoso que pode levar a batimento cardíaco irregular, ou mesmo um ataque cardíaco em doentes com DRC.

Frutas e legumes que contem níveis de potássio elevado incluem: alcachofra, batata, bróculos, curgete, couve-portuguesa, tomate, couve, alho-francês, espinafres, beterraba, couve-lombarda, couve de bruxelas, damascos, abacaxi, melão, tâmaras, bananas, laranjas, ameixas, passas, melancia, batata-doce e espinafre.

Deve comer uma porção de fruta crua (sem casca) por dia, mas a outra deve ser cozida.

Portanto, pode ser necessário fazer ajustes na gestão da sua dieta com a ajuda do seu enfemeiro/a / nutricionista, escolhendo frutas e verduras que contenham menos de 150mg de potássio por porção. Estes seriam as pêras, ameixa branca, maça, morangos, manga, melancia (por cada 100gr tem 93,6ml de agua), pepino, ervilhas, cebola cozida, couve branca cozida.

Uma alimentação correta é fundamental para a saúde. Para o doente que faz Hemodiálise (HD), uma alimentação equilibrada irá melhorar a sua qualidade de vida. Uma dieta especial é parte integrante do seu tratamento, limitando os líquidos, restringindo o sal, fósforo e o potássio.

Legumes devem ser consumidos máximo uma vez por dia. 

Opções com menor quantidade de potássio

Não deve ultrapassar 1/3 do prato raso. 

A ingestão destes alimentos deverá ser adaptada e individualizada a cada situação clínica. Não deverá ingerir sopa nem salada à refeição.

Legumes desaconselhados por serem muito ricos em potássio

A ingestão destes alimentos deverá ser adaptada e individualizada a cada situação clínica.

TABELA – COMPOSIÇÃO DE FRUTOS

NOME (100g parte edível) POTÁSSIO (mg) FÓSFORO (mg) SÓDIO (mg) ÁGUA (ml)
Castanha seca930117179,9
Coco ralado/Seco660160282,3
Castanha crua50063948,5
Banana42525672,1
Abacate326361582,4
Kiwi30210982,9
Damasco26015185,8
Tangerina24116588,2
Dióspiro22813582,6
Melão227121291,8
Uva Tinta21511278,9
Uva Branca21514280,6
Cereja21015182,6
Papaia210162288,2
Ameixa Vermelha19013288
Figo16829379,1
Pêssego16020387,5
Ananás1607287,6
Laranja15919486,3
Pêra15010885,1
Ameixa Branca141125289
Maçã com casca1398682,9
Morangos13826290,1
Maçã sem casca1166683,8
Manga115101483,5
Melancia1005493,6

Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge

TABELA – COMPOSIÇÃO DE VERDURA E LEGUMES CRÚS

NOME (100g parte edível)POTÁSSIO (mg)FÓSFORO (mg)SÓDIO (mg)ÁGUA (ml)
Espinafes4714517391.8
Batata45242976
Couve bruxelas45077684,3
Couve flor380341489.9
Bróculos37050891.1
Alcachofra354908483.7
Batata doce350322167.2
Alho346861079.8
Cogmelos32080592.6
Alface31346395.9
Cenoura312335892
Aipo2993210194.4
Couve Portuguesa270651590.6
Espargos25768293.4
Tomate253171393.5
Couve lombarda25264991.1
Feijão verde25235290
Couve roxa250281190.3
Courgette24833394
Alho francês24444491
Agrião230564991.2
Cebola210301093,8
Abóbora1995196.6
Pepino14018395.1

Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge

Источник: https://www.portaldadialise.com/articles/frutas-e-legumes-que-sao-aceitaveis-para-doentes-com-doenca-renal-cronica

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