Como combater a Dor de Cabeça na Menopausa

Contents
  1. 10 opções naturais de remédio para menopausa
  2. Remédios naturais para menopausa
  3. 1. Soja
  4. 2. Erva-de-são-cristóvão (black cohosh)
  5. 3. Sementes de linhaça
  6. 4. Raiz de alcaçuz
  7. 5. Ginseng vermelho coreano
  8. 6. Erva-de-são-joão
  9. 7. Óleo de coco
  10. 8. Nozes
  11. 9. Chá verde
  12. 10. Folhas verde-escuras
  13. Veja também:
  14. 25 SINTOMAS DA MENOPAUSA E CLIMATÉRIO
  15. Ondas de calor (fogacho)
  16. Suores noturnos
  17. Distúrbios do sono
  18. Menstruação irregular
  19. Depressão
  20. Ansiedade
  21. Variações súbitas do humor
  22. Secura vaginal
  23. Redução da libido
  24. Memória fraca
  25. Dificuldade de concentração
  26. Dor nas articulações
  27. Pele seca
  28. Queda de cabelo
  29. Unhas fracas
  30. Cansaço
  31. Ganho de peso
  32. Dor nas mamas
  33. Dor de cabeça
  34. Palpitações
  35. Infecção urinária
  36. Pelos faciais
  37. Ossos fracos
  38. Desequilíbrio e tonturas
  39. Sensação de barriga inchada
  40. Referências
  41. Pós-menopausa: saiba aliviar sintomas sem reposição hormonal
  42. Entenda o termo menopausa
  43. Como reconhecer os sintomas
  44. O antes e o depois da menopausa
  45. Ter menopausa antes dos 40 anos é normal?
  46. Como é feito o diagnóstico do climatério?
  47. Dá para controlar os sintomas
  48. Quais são os riscos que você corre?
  49. A terapia hormonal é para todas?
  50. Quanto tempo dura a terapia hormonal?
  51. Soluções para quem não pode (ou não quer) fazer reposição hormonal
  52. Vale a pena investir em terapias alternativas?
  53. O que você pode fazer para driblar os sintomas
  54. Menopausa: 10 dicas médicas para aliviar os sintomas
  55. 1. Menos café, por favor
  56. 2. Coma mais vegetais
  57. 3. Vitamina C nunca é demais
  58. 4. Cuide do intestino
  59. 5. Terapia de reposição hormonal
  60. 6. Mais hormônios
  61. 7. Mantenha-se hidratada
  62. 8. Xô, ansiedade
  63. 9. Invista em terapias alternativas
  64. 10. Ame-se!

10 opções naturais de remédio para menopausa

Como combater a Dor de Cabeça na Menopausa
 
Imagem: Ava Sol on Unsplash

Usar produtos naturais como remédio para menopausa pode parecer utopia, mas existem opções e eles funcionam.

A menopausa é uma mudança natural no ciclo reprodutivo da mulher, marcada pelo fim da menstruação e da fertilidade. Ela costuma aparecer quando a mulher chega aos seus 40 ou 50 anos, mas em alguns casos pode apresentar seus primeiros sintomas logo aos 30 anos. O principal sintoma da menopausa é a ausência de menstruação durante um ano inteiro.

Apesar de ser um processo biológico, e não uma doença ou desordem que precise necessariamente de tratamento, os sintomas da menopausa podem ser bastante desconfortáveis.

Muitas mulheres experimentam ondas de calor, mudanças no humor, distúrbios do sono, secura vaginal, diminuição da libido e suores noturnos logo antes do início da menopausa (perimenopausa) até a menopausa propriamente dita, e, em alguns casos, até mesmo durante a pós-menopausa. Em média, pode levar de um a três anos para concluir as três etapas.

A terapia de substituição hormonal (TRH) é um tratamento popular para evitar esses sintomas incômodos e tem sido utilizada para compensar a perda de hormônios que acontece na menopausa.

Embora seja eficaz para essa função, um estudo da Women's Health Initiative de 2002 mostrou que esse tipo de tratamento também aumenta o risco de câncer de mama, doença cardíaca, acidente vascular cerebral e câncer de ovário.

Entretanto, há remédios naturais para menopausa que funcionam ajudando a passar pelo processo com saúde e bem-estar.

Remédios naturais para menopausa

Antes de seguir a lista de remédios naturais para menopausa, lembre-se: nem tudo que funciona para outras pessoas vai funcionar para você, pois cada organismo é dotado de suas particularidades. Então o ideal é verificar, a partir de orientação médica, qual opção é a mais adequada no seu caso.

1. Soja

Imagem disponível em Wikimedia sob licença CC BY 2.0

Na lista dos remédios naturais para menopausa que funcionam está a soja. Ela possui substâncias chamadas isoflavonas, capazes de aumentar o nível de hormônios (estrogênio) que decaem durante a menopausa, aliviando os sintomas indesejados, que podem persistir por até 11 anos.

Um estudo mostrou que as isoflavonas da soja podem ajudar a diminuir a frequência e a intensidade das ondas de calor da menopausa. De acordo com o mesmo estudo, consumir cerca de 54 mg de soja por dia pode reduzir significativamente a duração e intensidade de ondas de calor.

Mas antes de consumir soja, lembre-se: é preferível que seja orgânica, pois a transgênica é modificada geneticamente para ser capaz de receber mais agrotóxicos, os mesmos que estão relacionados à problemas de saúde femininos, como câncer de mama, fibromialgia, fadiga crônica, síndrome de hipersensibilidade química múltipla, entre outras.

Os alimentos derivados de soja como tofu, tempeh, missô e leite de soja colaboram com a proteção contra câncer de mama e uterino, ajudam a aumentar a massa óssea para prevenir a osteoporose, reduzem o risco de acidente vascular cerebral e o declínio cognitivo, entre outras doenças cardiovasculares. Não se esqueça de priorizar as opções orgânicas!

2. Erva-de-são-cristóvão (black cohosh)

Imagem de Pitsch por Pixabay

A erva-de-são-cristóvão é mais uma das opções de remédios naturais para menopausa. Ela é uma planta nativa da América do Norte, utilizada pelos nativos americanos para tratar dor, inflamação, depressão, distúrbios do sono, cólicas menstruais, dor pós-parto e sintomas da menopausa.

Estudos mostraram que a erva-de-são-cristóvão é eficaz no alívio de sintomas da menopausa como ondas de calor, distúrbios do sono, depressão, irritabilidade e secura vaginal.

Diferente da terapia hormonal, as mulheres que tomaram cerca de 40 mg de raiz de erva-de-são-cristóvão por dia não apresentaram espessamento do revestimento do útero, uma complicação que ocorre normalmente em quem faz uso de hormônios sintéticos e que aumenta o risco de câncer de endométrio.

Ao contrário das isoflavonas da soja, a erva-de-são-cristóvão não é um fitoestrógeno; portanto, não aumenta os níveis de estrogênio no corpo, sendo um tratamento seguro para quem possui câncer de mama.

3. Sementes de linhaça

As sementes de linhaça estão na lista de remédios naturais para menopausa por serem fonte de fibra, proteínas, gorduras ômega 3, manganês, fósforo, cobre, selênio e vitamina B1. Semelhante à soja, a semente de linhaça contém propriedades estrogênicas que podem ajudar a aliviar os sintomas da menopausa.

Um estudo que comparou os efeitos da linhaça com a terapia de reposição hormonal mostrou que mulheres menopáusicas que tomaram cinco gramas de linhaça diariamente durante 3 meses tiveram uma redução nos sintomas da menopausa semelhante às que fizeram terapia de reposição hormonal.

4. Raiz de alcaçuz

Imagem de gate74 por Pixabay

O alcaçuz é um adoçante natural que é de 30 a 50 vezes mais doce que o açúcar. Mas os usos da raiz de alcaçuz vão além das propriedades adoçantes.

Um estudo mostrou que mulheres menopáusicas que tomaram 330 mg de raiz de alcaçuz por dia durante oito semanas tiveram redução significativa na frequência e intensidade das ondas de calor da menopausa.

Outro benefício da raiz de alcaçuz é o seu potencial para ajudar a equilibrar o humor. Um estudo com animais mostrou que a raiz de alcaçuz possui efeitos antidepressivos que funcionam tão bem quanto os remédios Prozac e Tofranil. A raiz de alcaçuz aumenta os neurotransmissores dopamina e norepinefrina, substâncias químicas sensíveis ao cérebro.

5. Ginseng vermelho coreano

Imagem disponível em Wikimedia, em Domínio Público

O panax ginsen — também conhecido como ginseng asiático, chinês ou coreano — é uma planta perene cujo nome homenageia as cadeias de montanhas asiáticas de onde provém. O ginseng é conhecido na medicina tradicional chinesa por tratar diabetes, melhorar o sistema imunológico, reduzir o estresse, aumentar a disposição, melhorar a saúde do coração e tratar a disfunção erétil.

Um estudo mostrou que mulheres que tomaram seis gramas de ginseng vermelho por dia durante 30 dias tiveram uma melhoria nos níveis de ansiedade, cansaço, insonia e depressão.

Outro estudo constatou melhora no desejo sexual, excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação sexual de mulheres que tomaram três gramas de ginseng vermelho por dia.

6. Erva-de-são-joão

Imagem de Manfred Antranias Zimmer por Pixabay

A erva-de-são-joão é conhecida por tratar a depressão e a inflamação, mas também pode ser usada como um dos remédios naturais para menopausa.

Um estudo mostrou que mulheres menopáusicas que receberam 900 mg de extrato de erva-de-são-joão três vezes ao dia durante 12 semanas melhoraram os sintomas de irritabilidade, fadiga, ansiedade, depressão, falta de concentração, distúrbios do sono, baixa libido e outras queixas psicossomáticas. Quase 80% dos sintomas melhoraram ou desapareceram após o uso da erva-de-são-joão.

7. Óleo de coco

Imagem de DanaTentis por Pixabay

Um dos sintomas desagradáveis da menopausa é a secura vaginal. Para remediar de forma natural esse sintoma é interessante utilizar óleo de coco orgânico (livre de agrotóxicos).

O óleo de coco é natural e não tem contraindicação se utilizado na parte externa da vulva. Além disso, ele tem uma textura muito agradável e, com o calor do corpo, acaba derretendo, podendo ser um ótimo lubrificante vaginal.

Para saber mais sobre o óleo de coco dê uma olhada na matéria: “Óleo de coco: benefícios, para que serve e como usar”.

8. Nozes

 Foto de Tom Hermans no Unsplash

A menopausa pode fazer com que haja queda nos níveis de serotonina, por isso, algumas mulheres sentem alterações no humor, sono de má qualidade e pouca energia. Assim, uma boa opção é inserir as nozes na alimentação, pois são ricas em triptofano, um aminoácido importante para a produção de serotonina.

9. Chá verde

 Foto de Matcha & CO no Unsplash

Um estudo revelou que o chá verde pode ser eficaz para fortalecer o metabolismo ósseo e diminuir o risco de fraturas, especialmente em mulheres que estão na menopausa.

10. Folhas verde-escuras

Foto de Leigh Skomal no Unsplash

As folhas verdes possuem muitos nutrientes, como vitamina K, ferro e cálcio. Com isso, elas podem melhorar a saúde digestiva e reduzir o risco de osteoporose. O magnésio, também presente nas folhas, pode ajudar a equilibrar os níveis hormonais do corpo. Algumas opções são: couve, espinafre, agrião, rúcula e mostarda.

Fontes: Just Naturally Healthy e Natural Living Ideas.

Veja também:

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Источник: https://www.ecycle.com.br/6308-remedio-para-menopausa.html

25 SINTOMAS DA MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

Como combater a Dor de Cabeça na Menopausa

A menopausa é um momento marcante na vida das mulheres. Ela é um evento inevitável, que ocorre devido ao esgotamento dos óvulos e o consequente fim dos ciclos ovulatórios, caracterizando a transição entre a idade fértil e o climatério.

Para que não haja confusão com os termos, é bom lembrar que menopausa é o nome dado à última menstruação da vida da mulher, enquanto climatério é período pré e pós-menopausa no qual a mulher apresenta sintomas devido a progressiva redução na produção de estrogênio. O climatério começa na transição entre a fase reprodutiva e não-reprodutiva da mulher. Portanto, não é tecnicamente correto dizer que uma mulher está na menopausa. O certo é dizer que a mulher teve a sua menopausa e encontra-se no climatério.

Neste artigo vamos abordar os 25 principais sinais e sintomas da menopausa, incluindo aqueles que ocorrem nos períodos pré-menopausa e pós-menopausa.

Aqui iremos focar apenas nos sintomas. Para mais informações sobre a menopausa, como causas, diagnóstico e tratamento, leia: O QUE É MENOPAUSA E CLIMATÉRIO?

Caso você tenha alguma dúvida em relação aos termos que serão usados neste texto, use a figura abaixo para se orientar.

  • Menarca é a primeira menstruação da vida da mulher.
  • Pré-menopausa é o período de 3 a 7 anos antes da menopausa, ou seja, os últimos 3 a 7 anos de idade fértil (fase que começa o climatério).
  • Menopausa é a última menstruação da vida da mulher.
  • Pós-menopausa é o período que inicia-se após a última menstruação, ou seja, após a menopausa.
  • Climatério é o período que engloba a pré-menopausa e os primeiros anos de pós-menopausa.

Fases do ciclo reprodutivo

Em geral, quando as pessoas dizem “sintomas da menopausa”, elas estão, na verdade, se referindo ao grupo de sinais e sintomas físicos e emocionais que caracterizam a fase de climatério.

O climatério é uma fase na qual o corpo da mulher passa por uma série de alterações fisiológicas que podem afetar a sua qualidade de vida. O principal é a redução nos níveis de estrogênio que ocorrem porque os ovários começam a entrar em falência.

Este período é caracterizado por ciclos menstruais irregulares e marcantes flutuações hormonais, muitas vezes acompanhados por ondas de calor, distúrbios do sono, alterações do humor e secura vaginal.

Além disso, as mudanças na gordura corporal e a perda de massa óssea típicas do climatério causam grande impacto para a saúde a longo prazo.

Ondas de calor (fogacho)

O fogacho, também chamado de afrontamento, são as famosas ondas de calor que ocorrem na perimenopausa. O fogacho é o sintoma mais comum da menopausa, ocorrendo em mais de 80% das mulheres.

Os calores são causados pela redução da produção de estrogênio, o que provoca uma desregulação do termostato normal do corpo.

Os afrontamentos iniciam-se no período pré-menopausa e costumam durar até 2 anos após a menopausa.

Durante o restante do climatério, eles costumam desaparecer, mas cerca de 10% das mulheres permanecem tendo-os por muito tempo, algumas até os 70 anos. A pior fase dos calores costuma ser no ano anterior à menopausa.

O fogacho geralmente começa como uma súbita sensação de calor centralizado na parte superior do tórax e rosto, mas que rapidamente torna-se generalizada. A sensação de calor dura de dois a quatro minutos, é freqüentemente associada a uma transpiração abundante e, ocasionalmente, palpitações. Também são comuns a ocorrência de calafrios, tremores e um sentimento de ansiedade.

A frequência dos afrontamentos varia muito, desde apenas 1 ou 2 episódios por dia até dezenas de episódios ao longo das 24 horas. As ondas de calor são particularmente comuns à noite.

Nós temos um texto que fala especificamente sobre o fogacho, que pode ser acessado através do seguinte link: FOGACHO | Calor da menopausa.

Suores noturnos

A sudorese noturna é uma variante dos fogachos. Em algumas mulheres, os afrontamentos ocorrem predominantemente à noite, provocando uma intensa sudorese durante o período do sono. Em muitos casos, esses afrontamentos noturnos atrapalham o sono e agravam os sintomas de cansaço e irritação da perimenopausa.

O consumo de bebidas alcoólicas durante o dia e um quarto mal ventilado colaboraram para o agravamento dos afrontamentos noturnos.

Distúrbios do sono

Os afrontamentos noturnos, como já referido, são importante causa de pertubação do sono no período perimenopausa. Eles, porém, não são os únicos. Muitas mulheres na pré-menopausa têm dificuldades para dormir mesmo na ausência dos fogachos.

A insônia pode surgir até 7 anos antes da menopausa e costuma se agravar no último ano da pré-menopausa. Mulheres ansiosas ou deprimidas costumam ser aquelas com maior dificuldade para dormir.

Menstruação irregular

Alterações do período menstrual já podem ocorrer antes mesmo da mulher entrar no período pré-menopausa. Inicialmente as alterações são sutis e incluem mudanças na intensidade do sangramento e encurtamento do ciclo.

Conforme a menopausa vai se aproximando, as alterações menstruais se tornam mais óbvias. O ciclo agora passa a ser irregular e torna-se mais longo, podendo durar 40 a 50 dias. O volume menstrual se altera (para mais ou para menos) e escapes podem ocorrer no meio do ciclo.

A menstruação vai se tornando cada vez mais irregular, até desaparecer. A mulher na pré-menopausa não tem como saber quando será sua última menstruação. O diagnostico da menopausa só pode ser estabelecido retrospectivamente, quando a mulher completar 1 ano sem menstruar novamente.

Depressão

Mulheres na pré-menopausa têm 2,5 vezes mais chances de entrar em depressão do que em outras fases da vida. O risco é ainda maior naquelas que têm severos sintomas da pré-menopausa, principalmente fogachos e distúrbios do sono. A depressão também pode ocorrer em mulheres que se veem aproximando-se da menopausa e ainda desejam engravidar.

Acredita-se que a redução dos níveis de estrogênio, associada aos sintomas incômodos da pré-menopausa e ao fato da mulher reconhecer que está ultrapassando a fronteira entre a juventude e a velhice, colaborem para uma maior incidência de depressão neste período. Após o primeiro ano de climatério, o risco de depressão começa a cair.

Ansiedade

A ansiedade durante a perimenopausa é provavelmente causada pela queda nos níveis de estrogênio circulantes no corpo, o que reduz a produção de neurotransmissores responsáveis pela regulação do humor, como a serotonina e a dopamina.

Variações súbitas do humor

Pelos mesmos motivos expostos no tópico anterior, a flutuação dos níveis de estrogênio é responsável pela grande variedade do humor das mulheres no período pré-menopausa. Durante um único dia, a mulher pode alternar entre euforia, raiva e tristeza, sem haver um motivo real para tal.

Quando os sintomas físicos da menopausa são importantes, os sintomas emocionais também costumam ser.

Secura vaginal

O revestimento da vagina  é composto por tecidos dependentes de estrogênio. A deficiência de estrogênio que ocorre na menopausa leva ao adelgaçamento do epitélio vaginal, resultando em atrofia da vagina (vaginite atrófica) e sintomas de secura vaginal, coceira e dor durante o ato sexual (chamada de dispareunia).

A secura vaginal inicia-se na pré-menopausa, mas torna-se realmente evidente no climatério.

Redução da libido

As alterações hormonais típicas da menopausa são as responsáveis pela redução da libido na mulher. Além disso, a própria secura vaginal pode tornar o ato sexual doloroso, o que, aliado a uma redução do aporte de sangue para a região vaginal e vulvar pela deficiência de estrogênio, pode reduzir a capacidade da mulher de ter prazer com o sexo.

Memória fraca

O estrogênio também parece ter importante papel no funcionamento normal do cérebro feminino.

Na perimenopausa, as mulheres podem começar a ter lapsos de memória de curto prazo, tornando-se mais comuns esquecimentos triviais, tais como onde guardou a chaves, aniversários de amigos e datas de reuniões.

Em geral, não é nada muito grave, mas em pessoas muito metódicas, pode ser algo que gere grande incômodo.

Os lapsos de memória são mais comuns em mulheres deprimidas, estressadas ou muito cansadas.

Dificuldade de concentração

Seguindo a mesma lógica do tópico anterior, as alterações dos níveis de estrogênio causam alterações na capacidade de concentração das mulheres na perimenopausa. Além disso, os outros sintomas da menopausa, como insônia, cansaço, ansiedade, fogachos, etc, também colaboram para uma menor capacidade de se focar nos estudos ou no trabalho.

Dor nas articulações

A saúde das articulações, tendões, ligamentos e músculos também sofre com a queda dos níveis de estrogênio. Cerca de 60% das mulheres na pré-menopausa queixam-se de dores articulares. Mulheres obesas ou com sobrepeso são as que mais têm problemas.

Ao contrário de vários sintomas da menopausa que desaparecem no climatério, as dores nas articulações costumam permanecer.

Pele seca

A redução dos níveis de estrogênios está relacionada a uma queda na produção de colágeno, que é a substância que mantem nossa pele firme e com boa aparência.

Portanto, quando a produção de colágeno é alterada, a pele fica mais fina, mais seca, mais descamativa e menos jovem. O ressecamento da pele pode provocar coceira, que em alguns casos pode ser bastante incômoda.

Queda de cabelo

A saúde do cabelo das mulheres também está intimamente ligada aos níveis de estrogênio e colágeno. Na perimenopausa, a mulher começa a notar que a qualidade do seu cabelo se altera, tornando-se mais seco, quebradiço e caindo com mais facilidade. Essa situação tende a ser agravar no climatério.

Unhas fracas

Assim como a pele e o cabelo, a saúde das unhas também sofre com a redução dos níveis de estrogênio. Na perimenopausa, as unhas começam a ficar mais ressecadas e fracas, podendo quebrar com facilidade.

Cansaço

O cansaço, a falta de energia e a pouca disposição para eventos do dia-a-dia também são extremamente comuns antes da menopausa. Eles ocorrem não só pelos desequilíbrios hormonais, mas também pelas alterações de humor e pela falta de sono. Em geral, o cansaço melhora na fase do climatério.

Ganho de peso

O metabolismo e a forma como o corpo armazena gordura se alteram com a redução dos níveis de estrogênio. O gasto calórico basal do corpo diminui, fazendo com que seja mais fácil engordar com menos calorias. Além disso, o corpo passa a ter um padrão de acúmulo de gordura mais parecido com os homens, com mais deposição de gordura na barriga e ao redor da cintura.

Dor nas mamas

Mastodinia é o termo usado para dor nas mamas. Esse sintoma é muito comum nos primeiros anos da pré-menopausa, mas vai ficando mais brando conforme a menopausa se aproxima. Em geral, ele desaparece no climatério.

Dor de cabeça

Existe um tipo de enxaqueca que está relacionada ao período menstrual, ocorrendo de forma cíclica todo o mês, logo antes da menstruação descer. As mulheres que têm esse tipo de dor de cabeça podem notar um agravamento da mesma quando entram na pré-menopausa.

Mesmo mulheres que nunca tiveram dor de cabeça relacionada à menstruação podem passar a tê-la na perimenopausa. Em geral, a enxaqueca começa até 7 anos antes da menopausa e vai se intensificando conforme o ciclo menstrual vai ficando cada vez mais irregular.

Palpitações

Conforme a menopausa se aproxima, palpitações e sensação de batimentos cardíacos alterados vão se tornando comuns. Habitualmente, não há motivos para preocupação e as palpitações somem no climatério.

Pacientes ansiosas e com fogachos intensos podem ter palpitações com mais frequência.

Infecção urinária

Assim como ocorre com a vagina, a uretra, canal que transporta a urina vinda da bexiga, é revestida por um tecido muito sensível ao estrogênio. Durante a pré-menopausa ela torna-se mais fina, ressecada, menos elástica e mais irritável, facilitando a invasão por bactérias.

Algumas mulheres podem passar a ter infecção urinária de repetição a partir da menopausa, situação que pode ser contornada com a aplicação de estrogênio vaginal.

Pelos faciais

Na perimenopausa as relação entre os níveis de estrogênio (hormônio feminino) e androgênios (hormônio masculino) se alteram.

Toda mulher  produz pequenas quantidades de androgênios durante a vida, cujo os efeitos são bloqueados pelo estrogênio.  Conforme a menopausa se aproxima, os níveis de estrogênios caem e os de androgênios sobem.

 Esse aumento dos hormônios masculinos podem provocar o aparecimento de pelos na face da mulher, principalmente no queixo.

Além do queixo, novos pelos também podem surgir na região do bigode, nas bochechas e até no peito e no abdômen.

Ossos fracos

Conforme envelhecemos, nossos ossos vão se tornando mais fracos. Esse processo é bastante acelerado pela falta de estrogênios da menopausa, fazendo com que mulheres estejam muito mais sujeitas à osteoporose e fraturas, como a do colo do fêmur, do que os homens.

Conforme o climatério avança, mais comum torna-se a ocorrência de osteoporose.

Desequilíbrio e tonturas

Episódios súbitos de tonturas e perda do equilíbrio costumam se tornar mais frequentes na perimenopausa. As causas ainda não estão bem esclarecidas, mas, como todos os sintomas da menopausa, há um importante componente da falta de estrogênios.

Sensação de barriga inchada

Uma sensação de barriga inchada ou distendida é comum no período perimenopausa. Mulheres que já apresentavam esse sintoma durante a sua menstruação costumam ser as que mais sofrem nesta fase.

Acredita-se que a redução do estrogênio altere a forma com o corpo digere as gorduras da alimentação, fazendo com que haja maior produção de gases, o que seria o responsável pela sensação de barriga inchada.

Referências

Источник: https://www.mdsaude.com/ginecologia/menstruacao/sintomas-menopausa/

Pós-menopausa: saiba aliviar sintomas sem reposição hormonal

Como combater a Dor de Cabeça na Menopausa

A menopausa não é uma doença. Contudo, para algumas mulheres, é como se fosse. Isso porque os efeitos da natural redução de produção de estrógeno, hormônio produzido pelo ovário, são sentidos com grande intensidade. Entre elas, as queixas são tantas que voltar a ter qualidade de vida parece ser um sonho impossível.

Ondas de calor, acompanhadas de disfunções sexuais estão entre os sintomas mais comuns nesse grupo em toda a América Latina. A depressão também se destaca, especialmente entre as mulheres que vivem em áreas urbanas e têm baixos níveis de salário e educação. Os dados são de uma pesquisa publicada no periódico médico Menopause Review Przeglad Menopauzalny.

Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que as mulheres terão de conviver com alguns desses sintomas por cerca de 1/3 de suas vidas, independentemente de suas origens étnicas, cor de pele, fatores sociais e demográficos. A boa notícia é que, quanto maior for o acesso às informações sobre prevenção em saúde feminina, maiores são as chances de enfrentar esse período da vida de uma forma mais serena.

Entenda o termo menopausa

A partir dos 40 anos e até os 65 anos as mulheres terão uma redução fisiológica da produção de hormônios pelos ovários. Esse período é definido como climatério.

A menopausa, ou seja, a data em que ocorre a última menstruação, é um evento que pode acontecer em qualquer momento nessa fase do climatério. Contudo, é mais frequente entre os 48 e os 52 anos.

“Quando a mulher diz que deseja tratar os sintomas da menopausa, na verdade, ela se refere aos sintomas do climatério”, explica Maria Célia Mendes, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP-USP.

Como reconhecer os sintomas

O sinal mais frequente do climatério é a irregularidade menstrual até que, finalmente, a menopausa acontece. A partir daí, podem ser observados os seguintes grupos de sintomas:

Vasomotores

  • Ondas de calor (fogachos) – que acometem cerca de 75% das mulheres – nos primeiros 3, 5 anos após a menopausa e vai diminuindo com o passar do tempo;
  • Suores intensos (sudorese).
  • Psicológicos
  • Irritabilidade;
  • Alteração de sono (insônia);
  • Alteração de memória.
  • Vaginais
  • Ardência;
  • Prurido (coceira ou comichão);
  • Secura vaginal;
  • Dor na relação sexual (dispaurenia);
  • Sintomas semelhantes ao de uma infecção urinária – como o aumento da frequência ao urinar e dor ao urinar.
  • Com o passar dos anos, esses são os sintomas que mais se agravam.
  • Associados
  • Perda de massa óssea (osteoporose), o que aumenta o risco para fraturas;
  • Desânimo;
  • Cansaço;
  • Palpitação;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça (cefaleia);
  • Dores articulares e musculares (menos frequentes).

O antes e o depois da menopausa

O climatério pode ser dividido em duas fases – o antes e o depois da menopausa.

O período anterior a ela é definido como pré-menopausa ou transição menopausal; já a pós-menopausa é o tempo posterior à cessação dos ciclos menstruais.

Quanto à perimenopausa, ela compreende toda a fase de transição e vai até um ano após a data da última menstruação.

Ter menopausa antes dos 40 anos é normal?

Algumas mulheres podem apresentar um quadro denominado menopausa precoce, consequência da prematura insuficiência ovariana (os ovários cessam de produzir hormônios). Nesses casos, a interrupção dos ciclos menstruais acontece antes do período do climatério, o que significa que ela se manifestará em algum momento anterior aos 40 anos.

A origem desse quadro pode relacionar-se a fatores genéticos, doenças prévias que levaram à retirada do ovário, tratamentos como a radioterapia e a quimioterapia, ou mesmo enfermidades autoimunes, como o lúpus e a artrite reumatóide, por exemplo.
“Na maioria das vezes, entretanto, não encontramos uma explicação para a cessação dos ciclos menstruais. É isso o que chamamos de causa idiopática”, afirma.

Lucia Helena Simões da Costa Paiva, professora de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
A menopausa precoce tem alto impacto na qualidade de vida da mulher, uma vez que apresenta sintomas de curto e longo prazo. Para estas, o acompanhamento médico é essencial.

Como é feito o diagnóstico do climatério?

Em geral, o diagnóstico é clínico. Ao ouvir sua história e identificar todas as características da síndrome do climatério, definir a menopausa é simples. Não há necessidade de exame laboratorial.

Caso você tenha menos de 40 anos, testes complementares podem ser solicitados. O objetivo do médico é investigar a atividade de seus ovários e, para esse fim, ele pedirá um teste chamado FSH (Hormônio Folículo Estimulante).

Dá para controlar os sintomas

A Terapia Hormonal é reconhecida como a abordagem mais eficiente para tratar os sintomas da síndrome do climatério, e ainda previne os efeitos da falta do estrógeno – especialmente para a redução das ondas de calor e suores, além de fraturas, câncer colorretal, doença cardíaca coroniana, diabetes, bem como manter equilibrados os níveis de colesterol.

O mais indicado é que se utilize uma terapia combinada, que alia estrogênio e progesterona com o fim de reduzir o mal-estar geral e prevenir o câncer de endométrio.

Para mulheres que têm o útero, essa é melhor opção. As formulações disponíveis são várias, com dosagens diferentes e para uso oral ou transdérmico.

A depender das suas necessidades e do seu perfil, o médico escolherá a melhor opção.

A testosterona também tem sido usada para compor o tratamento, especialmente para melhorar a resposta sexual, especialmente a libido. Contudo, ainda não existe no Brasil e nem em outros países, formulações indicadas para mulheres.

Importante ressaltar que o médico deve fazer uma análise detalhada das suas condições gerais para decidir se você é uma boa candidata para beneficiar-se desse tipo de terapia.

Quais são os riscos que você corre?

Como todo medicamento, o uso de hormônios também pode ter efeitos colaterais. Apesar de a terapia ser considerada segura, pode ocorrer aumento de risco para o câncer de mama, tromboembolismo e Acidente Vascular Cerebral (AVC), colecistite (infecção na vesícula), cálculo biliar, além de aumento do triglicérides.

A terapia hormonal é para todas?

Não. As contraindicações são precisas. Mulheres que tiveram ou têm pelo menos uma das condições abaixo não podem se submeter à terapia hormonal. Confira:

  • Câncer de mama;
  • Câncer de endométrio;
  • Sangramento vaginal de causa desconhecida;
  • Doença cardíaca coronariana e infarto agudo do miocárdio;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Histórico de tromboembolismo;
  • Histórico de doença hepática grave.

Caso haja histórico de câncer de mama na sua família, seu médico deve avaliá-la de forma individualizada, para acessar os riscos e benefícios da terapia, inclusive com a eventual ajuda de um oncologista.

Quanto tempo dura a terapia hormonal?

O momento ideal para iniciar a terapia é antes dos 60 anos de idade e nos primeiros 10 anos após a data da última menstruação.
Contudo, o tempo de uso da terapia hormonal ainda é controverso e, por isso, essa avaliação deve ser personalizada e ter como base a meta de prevenir problemas e garantir a qualidade de vida.

“Em geral, o tratamento deve ser mantido pelo menor tempo possível, e enquanto houver benefícios para a mulher, sempre comparados aos eventuais riscos”, adverte Luiz Felipe Dziedricki, ginecologista, obstetra e professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR.

Soluções para quem não pode (ou não quer) fazer reposição hormonal

A depender da gravidade dos sintomas, o médico pode valer-se do uso de antidepressivos específicos, que reduzem as ondas de calor, e até alguns tipos de anticonvulsionantes.

Já para os sintomas vaginais, que por vezes, são as únicas queixas da mulher, sugerem-se cremes vaginais contendo hormônios, hidratantes e lubrificantes, todos eles eficazes.

Vale a pena investir em terapias alternativas?

Fitoestrogênios são produtos à base de plantas que são capazes de produzir efeitos semelhantes aos estrógenos. Um exemplo desses vegetais é a soja. Contudo, de acordo com a orientação do ACOG (Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia), até agora, poucos desses produtos têm estudos que confirmem sua segurança e efetividade.

Vanderli Marchiori, nutricionista e fundadora da APFit (Associação Paulista de Fitoterapia), observa que, no Brasil, já existem pesquisas que indicam que os fitoestrógenos da soja, ou seja a genisteína e dadzeína são úteis para amenizar os sintomas do climatério, desde que usados na forma de isoflavona bioativa.

“Outra opção que tem sido muito utilizada é a Cimicifuga racemosa, que hoje é de prescrição médica exclusiva. Para a secura vaginal, a tintura de sálvia pode ser uma opção”, informa. Quanto à Morus nigra (amora negra) e a linhaça, de fato, para elas, ainda há poucas evidências de eficácia, confirma a especialista.

Por outro lado, um estudo que analisou estratégias para a melhora da qualidade de vida de mulheres menopausadas concluiu que esses fitoterápicos podem ajudar no manejo dos sintomas, desde que a prática de exercício físico seja concomitante e bem orientada pelo médico. A pesquisa foi publicada no Journal of Education and Health Promotion.

O que você pode fazer para driblar os sintomas

Cada mulher viverá essa fase da vida a seu modo, mas os especialistas são unânimes: mudar hábitos de vida é o primeiro passo, o que sempre é um desafio.

O conselho médico é que você adote algumas práticas que comprovadamente aliviam os sintomas desagradáveis, ou mesmo potencializam os efeitos da terapia hormonal. Considere incorporar à sua rotina as seguintes providências, e observe o que funciona para você:

  • Agende uma visita ao ginecologista pelo menos 1 vez por ano;
  • Dê preferência a uma alimentação saudável, rica em cálcio (leite e seus derivados);
  • Aumente a ingestão de líquidos – frescos ou gelados;
  • Evite a ingestão de condimentos e alimentos picantes;
  • Reduza o consumo de café e álcool;
  • Invista em exercícios físicos aeróbicos. Dê preferência àqueles que propiciam impacto no osso (coluna, fêmur, quadril) como caminhar;
  • Reduza o estresse por meio de práticas como meditação ou ioga;
  • Mantenha a temperatura corporal baixa, usando roupas leves ou em camadas
  • Adote o hábito de tomar banhos mornos;
  • Prefira ambientes com temperaturas mais baixas. Use um ventilador ou ar-condicionado, se for possível;
  • Exponha-se ao sol ao menos 3 vezes a cada semana, por 10 a 15 minutos, e no horário das 10h às 16h. Caso isso não seja possível, converse com seu médico sobre a necessidade da suplementação da vitamina D;
  • Aposte em técnicas como a Hipnose clínica e a Terapia Cognitivo Comportamental;
  • Evite o isolamento social, que colabora para manter o equilíbrio psícológico.

Fontes: Lucia Helena Simões da Costa Paiva, professora titular de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Maria Célia Mendes, mestre e doutora em Ginecologia e Obstetrícia, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo) e coordenadora do Ambulatório de Climatério do Hospital das Clínicas da mesma instituição; Luiz Felipe Dziedricki, ginecologista e obstetra, professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná); Vanderli Marchiori, nutricionista com especialização em Nutrição Clínica, Funcional e Fitoterapia Integrativa, e fundadora da APFit (Associação Paulista de Fitoterapia). Revisão técnica: Maria Célia Mendes.

Referências: Ministério da Saúde. Acog (American College of Obstetricians and Gynecologists); Kimberly Peacock; Kari M. Ketvertis. Menopause. Stat Pearls NCBI, 2019; Makara-Studzi??ka MT, Kry?-Noszczyk KM, Jakiel G. Epidemiology of the symptoms of menopause – an intercontinental review. Prz Menopauzalny.

2014; Mahboubeh Taebi, Somayeh Abdolahian, Gity Ozgoli, Abas Ebadi, and Nourossadat Kariman. Strategies to improve menopausal quality of life: A systematic review. J Educ Health Promot. 2018; Tomas Fait, Menopause hormone therapy: latest developments and clinical practice. Drugs Context. 2019; Sonia Maria Rolim Rosa Lima.

Fitomedicamentos na prática ginecológica e Obstétrica. 2ª Ed., Atheneu, São Paulo.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/10/29/menopausa-e-data-nao-doenca-saiba-por-que-e-aprenda-aliviar-sintomas.htm

Menopausa: 10 dicas médicas para aliviar os sintomas

Como combater a Dor de Cabeça na Menopausa

A menopausa é caracterizada pelo declínio natural dos níveis de hormônios sexuais produzidos pelo organismo feminino. Segundo especialistas, a idade média para o surgimento da menopausa é de 51 anos, mas em algumas mulheres pode começar ainda mais cedo (40 anos), sendo, portanto, denominada menopausa precoce.

Os sintomas mais comuns são ondas de calor, secura vaginal, distúrbios do sono e dores nas articulações. Devido à combinação de manifestações, algumas mulheres ainda desenvolvem ansiedade ou depressão.

Essas ocorrências são tão debilitantes que 25% das mulheres na menopausa consideram reduzir as horas de trabalho, segundo pesquisa britânica recente.

Essa necessidade de redução também pode refletir na vida pessoal.

No entanto, especialistas indicam que é possível lidar com os efeitos colaterais de maneira simples, incluindo mudanças alimentares e práticas terapêuticas, como ioga. Aliás, o site especializado Daily Mail preparou uma lista com 10 dicas para reduzir os sintomas da menopausa. Confira.

1. Menos café, por favor

O café é uma das bebidas favoritas do mundo. Entretanto, para mulheres na menopausa, ele pode ser prejudicial. Isso porque o café promove a dilatação dos vasos sanguíneos, piorando os sintomas.

Além disso, a cafeína presente na bebida interfere na atuação da adenosina – hormônio calmante que ajuda a reduzir o stress. Esse efeito negativo pode aumentar os níveis de ansiedade.

Portanto, o recomendado é reduzir a ingestão de café (e sempre que possível optar pela versão descafeinada) e substituí-lo por chá de ervas como camomila e menta.

Especialistas ainda recomendam que a redução se estenda também ao consumo de bebidas alcoólicas já que apresentam efeito vasodilatador da mesma forma que o café.

2. Coma mais vegetais

Quando o assunto é menopausa, especialistas advertem para a necessidade de mudanças na dieta e no estilo de vida, pois ajudam a controlar muitos sintomas.

Entre as mudanças sugeridas está o acréscimo de maiores porções de vegetais, especialmente aqueles que contêm isoflavonas e lignanas.

Também conhecidos como fitoestrogênios, esses hormônios vegetais apresentam ação semelhante ao estrogênio – um dos principais hormônios reprodutivos da mulher, cujas taxas caem drasticamente ao longo da menopausa.

Essas substâncias são encontradas na batata doce, grão de bico, lentilha, repolho, nabo, brócolis e couve-rábano. Produtos derivados da soja também são excelentes opções, incluindo tofu e edamame. Outras boas fontes são semente de linhaça e de abóbora. Também é possível adquirir esses fitoestrogênios em forma de suplementos. 

3. Vitamina C nunca é demais

De acordo com especialistas, a vitamina C possui antioxidantes, substância que combate os radicais livres – moléculas que aceleram o envelhecimento. Ela também estimula a produção de colágeno na pele, reduzindo rugas e linhas de expressão.

Ou seja, temos aí uma excelente fonte de substâncias com efeito anti-idade. Além disso, ela ajuda na produção de energia e reduz o cansaço e a fadiga. Portanto, a dica é investir em frutas ricas em vitamina C, como frutas vermelhas (morango, cereja, amora, framboesa), frutas cítricas (laranja, limão, pêssego, caju), goiaba, kiwi, mirtilo e manga.

Na família das verduras, ela pode ser encontrada nos vegetais de folhas verdes.

Vale lembrar que frutas e verduras ainda fornecem polifenóis antioxidantes, que promovem efeito protetor contra hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2, câncer, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).

4. Cuide do intestino

Cada vez mais saem estudos ressaltando a importância das bactérias intestinais e os efeitos negativos que o desequilíbrio delas pode causar.

Isso acontece porque elas são extremamente importantes para a saúde geral, incluindo para os níveis hormonais.

Especialistas indicam que manter um equilíbrio saudável das bactérias intestinais ajuda a aumentar a produção de hormônios vegetais (fitoestrogênios) obtidos através da alimentação.

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Esse equilíbrio não só tem efeitos positivos no equilíbrio hormonal, ajudando a minimizar a gravidade de alguns sintomas da menopausa (ondas de calor e suores noturnos), como auxilia na melhora do humor e redução da ansiedade, além de estimular a produção da serotonina – conhecida como hormônio do bem estar.

A melhor forma de garantir esses efeitos é cuidar a dieta. Isso significa:

  • Optar por dietas que contenham muitas frutas, vegetais, legumes e alguns peixes, os oleosos (salmão, sardinha, cavala e atum); 
  • Ingerir alimentos fermentados, como bebidas lácteas fermentadas, chucrute, kefir, tempeh (comum na culinária da Indonésia) e kimchi (famoso na culinária coreana). Se não forem do seu gosto, a dica é optar por probióticos;
  • Limitar o consumo de alimentos com açúcar e sal adicionados, como alimentos industrializados;
  • Comer refeições caseiras, evitando processados;
  • No caso de vegetarianos e veganos, que preferem iogurte e leite à base de soja, é preciso ingerir cálcio de outras fontes, como grãos integrais e folhas verde-escuras, como couve.

5. Terapia de reposição hormonal

Segundo especialistas, a terapia de reposição hormonal é a maneira mais rápida de resolver os sintomas da menopausa. Apesar disso, dados indicam que esse tratamento pode aumentar o risco de câncer e problemas cardíacos.

No entanto, o Instituto Nacional de Saúde e Cuidado do Reino Unido esclarece que para cada 1.000 mulheres que realizam a terapia combinada (estrogênio e progesterona) por 7,5 anos após os 50 anos de idade, há cerca de cinco casos extras de câncer de mama.

Para a entidade, esse número não interfere no risco de morte uma vez que há diversas formas de rastrear e tratar precocemente a doença, caso ela apareça. 

Ainda assim, a decisão de recorrer à terapia de reposição hormonal deve ser feita com auxílio de um especialista, principalmente porque, para algumas mulheres, essa intervenção pode não ser recomendada.

6. Mais hormônios

Na menopausa, o sexo pode deixar de ser satisfatório e se tornar apenas doloroso. Entre os motivos da dor está a secura vaginal ou a baixa elasticidade da pele devido à queda nos níveis de estrogênio. Esses problemas podem ser resolvidos através da terapia de reposição hormonal.

Caso essa opção não seja viável, a recomendação é utilizar estrogênio vaginal – que pode ser necessário mesmo com a reposição hormonal. O produto, que pode ser prescrito pelo médico, está disponível nos formatos de creme, anel vaginal e pessário (dispositivo inserido na vagina para administração de medicamentos).

Essas são boas opções para as mulheres com receio de que os tratamentos hormonais possam aumentar os riscos de câncer de mama.

Ainda há outras opções, como hidratantes à base de hialuronato e aloe e vera, e o óleo de espinheiro marinho. De acordo com especialistas, este último é rico em ômega-7 – importante elemento de reconstrução da pele e das membranas mucosas. 

7. Mantenha-se hidratada

Na menopausa, a secura não se manifesta apenas na vagina; outras partes do corpo, como pele e cabelos, podem ficar ressecadas com o declínio hormonal. Esse ressecamento causa coceira e deixar a pele escamosa.

Para contornar este sintoma, é preciso investir em hidratação. E não basta apenas beber água.

Além dos hidratantes corporais (item obrigatório), as mulheres podem optar por suplementos como óleo de prímula, que ajuda a melhorar a elasticidade, firmeza e suavidade da pele.

8. Xô, ansiedade

A ansiedade costuma ser um dos primeiros sintomas da menopausa. Para mantê-la sob controle existem opções que incluem terapia de reposição hormonal, medicamentos à base de magnésio, óleo de canabidiol e erva de São João.

Mas há também opções não medicamentosas. Estudos indicam que o ioga ajuda a melhorar sintomas psicológicos, como depressão e ansiedade.

Outros atividades físicas são recomendadas já que liberam endorfinas, que ajudam a melhorar o humor.

Outra alternativa é o aconselhamento psicológico, especialmente aqueles com base na terapia cognitivo-comportamental (TCC). Durante estudo, pesquisadores perceberam que 65% das mulheres que fizeram apenas quatro sessões dessa terapia experimentaram uma redução significativa em sintomas como ondas de calor e suores noturnos. 

9. Invista em terapias alternativas

Algumas terapias alternativas podem ser uma excelente opção para mulheres que desejam controlar os sintomas da menopausa sem precisar de muita medicação. Uma das opções aqui é o sal de Epsom no banho.

Esse produto é rico em magnésio, elemento que ajuda a evitar o cansaço e fadiga, reduzir cãibras musculares e promover melhor função intestinal.

  Ou seja, essa é uma maneira simples de se livrar da constipação, insônia e ansiedade. 

10. Ame-se!

Pesquisa recente descobriu que 46% das mulheres na menopausa tem níveis de confiança mais baixos. Os resultados ainda mostraram que mulheres mais satisfeitas com a própria aparência relatam menos sintomas. Portanto, invista em você: compre roupas novas, viaje, cerque-se de pessoas que te admirem e não perca a auto-confiança.

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Источник: https://veja.abril.com.br/saude/menopausa-10-dicas-medicas-para-aliviar-os-sintomas/

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