Como deve ser a alimentação para pedra nos rins

Como a alimentação influencia no combate às pedras nos rins?

Como deve ser a alimentação para pedra nos rins
Postado em 18 de março de 2020 | Autor: Maurício Verotti

Uma das funções dos rins é fazer o que chamamos de depuração sanguínea, que é excretar substâncias como a ureia e os ácidos orgânicos do corpo.

Para isso, é necessário se manter hidratado corretamente (por meio da ingestão de líquidos saudáveis como água e sucos naturais), buscando a regra prática de tentar manter a urina clara.

A melhor maneira de tratar bem os rins é cuidar bem da saúde como um todo.

Dentre as principais doenças renais correlacionadas com alimentação, destacam-se a litíase urinária (pedra nos rins), a disfunção renal crônica e as infecções urinárias. E os hábitos de vida saudáveis, que obrigatoriamente incluem boa alimentação, irão desempenhar um papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento dessas condições.

Como lidar com a litíase urinária (“pedra nos rins”)?

A litíase urinária possui uma ampla prevalência mundial, havendo aumento da prevalência em crianças em decorrência de maus hábitos de vida e alimentação. A litíase é causa de sofrimento e dano renal.

Essa condição pode ser prevenida por meio de hábitos adequados e correção de fatores metabólicos por vezes presentes. Nesse contexto, a alimentação exerce fator preponderante.

Dentre os fatores de risco, destaca-se a obesidade, que dificulta muitas vezes o diagnóstico e o tratamento dos cálculos, devendo ser tratada.

Como recomendações gerais, é importante destacar a hidratação adequada, mantendo a urina límpida, a restrição de sódio e de proteína de origem animal, além da atividade física, que melhora a drenagem dos rins e a eliminação dos cálculos enquanto pequenos.

Várias plantas e chás também são alvos de estudos. O chá de quebra-pedra apresenta altos teores de citrato, sendo a recomendação popular mais respaldada pela ciência. Veja mais dicas:

O que beber?

Água, além de sucos naturais de frutas cítricas como laranja e limão, ricos em citrato, um composto que diminui a formação e crescimento das pedras. O melão é mais uma opção e duas fatias diárias são suficientes para ter os benefícios.

O que evitar?

Refrescos em pó, refrigerantes (especialmente os de cola) e chás escuros ricos em oxalato (preto, mate).

Doutor, e o leite?

Não há restrição alguma e esse mito decorre do desconhecimento. O problema vem do sódio, não do cálcio. Aliás, o consumo diário de cálcio pode inibir a formação de pedras, sendo a quantidade ideal de 1.000 a 1.

200 mg/dia, o que equivale de três a quatro porções de lácteos (entende-se por uma porção 200 ml de leite, uma fatia de queijo, 200 g de iogurte por exemplo).

O cuidado deve ser tomado em relação ao excesso de queijos, por vezes salgados e quase sempre gordurosos.

Ouvi dizer que beber cerveja é ótimo para evitar cálculos renais. Confere?

Infelizmente, não: embora haja algum efeito benéfico do álcool em baixas quantidades, frequentemente o consumo se associa a desidratação, consumo excessivo de sódio, elevação do ácido úrico, risco para abuso ou dependência e hábitos não saudáveis como sedentarismo. Ao beber, utilize moderação tanto na quantidade quanto na frequência, e capriche na hidratação conjuntamente.

E o sódio?

Já o sódio favorece a formação e aumento dos cálculos, além de contribuir para o aumento da pressão arterial, condição que juntamente com o diabetes são as principais responsáveis pela geração da insuficiência renal.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) preconiza ingestão de até 5 g/dia de sódio, quantidade frequentemente ultrapassada por grande parte das pessoas.

Controlar a ingestão, adequando o paladar desde a infância para baixos teores de sódio, presentes grandemente em alimentos industrializados, processados, frios, embutidos, temperos prontos e sopa em pó faz parte de uma estratégia importante em termos de saúde pública.

Outro fator que joga contra os formadores de cálculos urinários compreende o excesso de proteína animal, especialmente carnes, sobretudo a carne vermelha. Tais compostos promovem queda do pH urinário, um aumento do ácido úrico e da estimulação da produção de uma substância chamada oxalato no corpo, o que pode causar a formação ou crescimento dos cálculos.

Referências bibliográficas:

Pediatric Stone Disease. Bowen DK, Tasian GE. Urol Clin North Am. 2018 Nov;45(4):539-550.

Obesity and stones. Sarica K. Curr Opin Urol. 2019 Jan;29(1):27-32.

Medical and dietary therapy for kidney stone prevention. Gul Z1, Monga M2. Korean J Urol. 2014 Dec;55(12):775-9.

Dietary Plants for the Prevention and Management of Kidney Stones: Preclinical and Clinical Evidence and Molecular Mechanisms. Nirumand MC et al. Int J Mol Sci. (2018)

Источник: https://nutritotal.com.br/publico-geral/colunas/como-a-alimentacao-influencia-no-combate-as-pedras-nos-rins/

A alimentação na prevenção de cálculos renais

Como deve ser a alimentação para pedra nos rins

O cálculo renal ou urolitíase é conhecido popularmente como pedra nos rins por conta da formação de pequenas pedras que bloqueiam o fluxo de líquido do sistema urinário.

A famosa pedra nos rins, que nada mais é do que uma formação endurecida de cálcio, ácido úrico, oxalato ou ainda outros elementos mais raros, geralmente se forma nos rins, mas pode ser transportada e acabar atingindo outras partes do canal urinário, como o ureter – canal que leva a urina até a bexiga.

A obstrução de qualquer parte do canal urinário faz com que o organismo provoque uma série de contrações a fim de expulsar a partícula, causando intensa dor nos rins.

Os rins são como filtros do sangue no nosso organismo. Além de serem responsáveis por formar a urina, são eles também que lidam com uma série de substâncias importantes como, os já citados, cálcio, ácido úrico e oxalato.

O problema acontece quando as moléculas dessas substâncias aparecem em uma quantidade muito maior do que o líquido, não conseguindo ser dissolvidas e fazendo surgir cristais que, juntos, se transformam nas pedras nos rins.

O tamanho dessas pedras pode variar bastante, chegando até 2,5 centímetros.

Existe uma série de motivos que podem provocar o desequilíbrio de substâncias que são responsáveis pela formação das pedras nos rins. Os cálculos podem ser formados por problemas genéticos, hábitos alimentares, infecção, ou até mesmo retenção urinária.

Apesar da alimentação estar relacionada à formação de pedras nos rins quando existem maus hábitos alimentares (alto consumo de refrigerantes, carne vermelha e sal, por exemplo), ela também pode ser uma das principais responsáveis pela prevenção da doença e, até mesmo, uma parte importante do tratamento de pacientes diagnosticados.

No caso de pacientes que já possuem histórico familiar de pedra nos rins, por exemplo, ou que já tiveram quadros de cálculo renal, uma dieta adaptada pode diminuir drasticamente o risco de desenvolvimento, ou de novos casos de cálculo renal.

Em caso de suspeita ou de intensa dor nos rins, é importante que o paciente procure imediatamente por um médico urologista ou nefrologista – ele será o responsável por fazer o diagnóstico, dar início ao tratamento e indicar um nutricionista para a adaptação da dieta.

Quais os sintomas?

A dor nos rins é o principal sintoma do cálculo renal, geralmente surgindo de forma repentina e muito intensa. Quando há o deslocamento da pedra pelas vias urinárias, ela pode causar até mesmo dor nas costas.

É possível que o paciente também se queixe de queimação e dificuldade ao urinar. Além disso, entre outros sintomas associados ao cálculo renal estão:

  • Alteração na cor da urina, que pode ficar rosa por conta da presença de gotas de sangue;
  • Febre e calafrios;
  • Suor excessivo;
  • Enjoo e vômito.

É possível prevenir? Como a alimentação pode auxiliar na prevenção?

A alimentação, como já vimos, é uma das maneiras mais eficazes de se controlar o surgimento de pedras nos rins. Por isso, seguir algumas pequenas dicas e realizar certas mudanças nos hábitos alimentares pode ajudar a prevenir episódios futuros, especialmente no caso de pacientes que possuem histórico familiar ou já tiveram cálculo renal anteriormente, mas não somente nessas situações.

A principal orientação é tomar cuidado com o consumo excessivo de sal e alimentos ricos em proteínas, como carnes no geral, derivados de animais e laticínios, e alguns alimentos com vitamina C (que são o caso de alimentos como morango, kiwi, acerola, laranja, espinafre, entre outros vegetais de folhas verdes). São esses alimentos, afinal, que sobrecarregam os rins.

No caso dos vegetais, uma dica é cozinhá-los duas vezes, jogando fora a água do primeiro cozimento. Outros alimentos que devem ser evitados são refrigerantes, chás (principalmente chá preto  e chá verde), amendoim, café, chocolate, nozes, mariscos e outros frutos do mar.

Em vez destes alimentos, são recomendados aqueles que possuem bastante água, a fim de aumentar a quantidade de líquido e diluir melhor as substâncias presentes na urina. Vale incluir sopas e suco de frutas naturais na dieta, além de aumentar a quantidade de água ingerida ao longo do dia – que deve ser de, no mínimo, 2 litros.

Na dúvida, a orientação é que o paciente fique atento à urina para verificar se está sendo ingerida a quantidade suficiente de água para o bom funcionamento do organismo: ela deve estar sempre clara, límpida e sem cheiro forte.

Além dessas dicas, é importante procurar também por um nutricionista que possa auxiliar no processo, fazendo as manutenções e substituições de alimentos mais apropriadas para o organismo, sem prejudicá-lo de maneira alguma.

Ao perceber qualquer alteração na urina, dor, ou dificuldade para urinar, não hesite em procurar um médico especialista. Evite qualquer tipo de automedicação.  

Источник: https://centromedicoberrini.com.br/artigos/a-alimentacao-na-prevencao-de-calculos-renais

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: