Como deve ser a dieta para enxaqueca

Alimentação e Dieta para Tratamento da Enxaqueca

Como deve ser a dieta para enxaqueca

Conheça a importância da alimentação e dieta no tratamento da enxaqueca. Diversos estudos da American Headache Society já demonstraram que cerca de 30% dos pacientes com enxaqueca têm crises de dor de cabeça associada a alimentação.

Alguns alimentos podem desencadear crises de enxaqueca em alguns pacientes. O início, a frequência, a duração e a gravidade dos ataques de dor de cabeça são variáveis.

Segundo a Mayo Clinic, a influência da alimentação na enxaqueca também é resultado de fatores como:

  • Genética
  • Estilo de vida
  • Depressão
  • Ansiedade
  • Sedentarismo
  • Problemas de sono

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista pela USP explica como utilizar a influência da alimentação na dor de cabeça a seu favor.

A Alimentação no Tratamento da Enxaqueca

Segundo o NHS UK, os estudos de dietas e da alimentação para tratamento de enxaqueca acompanham o esforço pela alimentação saudável com menos conservantes e agrotóxicos.

Além disso, alguns alimentos são capazes de induzir ou agravar os ataques de dor de cabeça. Propriedades pró-inflamatórias ou o efeito de dilatar ou contrair os vasos da circulação cerebral são responsáveis pelo surgimento da dor.

Ainda assim, a variabilidade entre os pacientes é considerável. Portanto, reconhecer o tipo de alimento que pode ser o gatilho para a dor de cabeça pode ser útil na prevenção dessas crises.

Cuidados com Alimentação e Dieta na Enxaqueca

  • Entre os cuidados com alimentação e dieta no tratamento da enxaqueca reconheça suas sensibilidades alimentares.
  • Os indivíduos são diferentes. Uma substância inofensiva para um pode desencadear dor em outros pacientes.
  • Pessoas com enxaqueca variam em sua sensibilidade alimentar. As reações aos alimentos podem levar de meia hora a 72 horas para se desenvolver, o que dificulta a identificação de qual alimento causou a dor.
  • Por essa razão, recomenda-se que você mantenha um diário alimentar (anotações), com colunas de tempo, alimento, quantidade ingerida e sintomas apresentados.
  • Todo indivíduo é único, mas há categorias de alimentos que são mais propensos a desencadear crise de enxaqueca do que outros.
  • Intolerância a lactose e ao glúten podem se manifestar com piora da dor de cabeça.

Nesse vídeo entenda mais a influência da alimentação na Enxaqueca:

Segundo os estudos da Cleveland Clinic, os principais alimentos que desencadeiam enxaqueca: Excesso de cafeína, álcool e frutas cítricas.  Descrevemos um pouco mais sobre cada um desses alimentos. Também deixamos uma lista com outros alimentos que desencadeiam crises.

Cafeína e Compostos Estimulantes

  • A cafeína é um estimulante que pode alterar a eficácia de muitos medicamentos para tratamento da enxaqueca.
  • Por essa razão, a ingestão de cafeína deve ser limitada a no máximo 2-3 xícaras de café por dia.
  • Parar a ingestão de cafeína abruptamente pode causar dores de cabeça por abstinência de cafeína.
  • Uma dor de cabeça matinal pode ser causada por dormir até mais tarde do que no horário habitual, melhorando com uma xícara de café.
  • Assim, atenção especial deve ser dada ao café: Seu excesso é um grande desencadeador de dor cabeça e a rápida interrupção de seu consumo também.
  • Idealmente, prefira ingerir pequena quantidade de café de manhã e evite seu uso nos demais períodos do dia, principalmente após as 17h.
  • O chocolate também contém cafeína e outras substâncias químicas que imitam os efeitos da cafeína e é um alimento conhecido por desencadear enxaqueca.

Álcool

  • Algumas pessoas têm dor de cabeça por consumir qualquer bebida alcoólica.
  • Há pessoas que reagem principalmente ao vinho tinto que contém derivados polifenólicos.
  • Embora o polifenol seja possivelmente benéfico a saúde ele tem um efeito sobre a dilatação dos vasos cerebrais o que culmina com uma resposta de dor.

Frutas cítricas

  • Alguns pacientes com enxaqueca podem apresentar sensibilidade a alimentos ácidos principalmente as frutas cítricas como laranja e limão.
  • Identifique se você apresenta dor de cabeça ou mal estar após consumo desses alimentos.

Piores alimentos para quem tem enxaqueca

Talvez de todos os fatores que desencadeiam dor de cabeça o consumo de alimentos industrializados é o grande inimigo dos pacientes com enxaqueca. Isso porque eles estão presentes em uma grande variabilidade de alimentos e podem passar despercebidos.

Os condimentos e nitratos são usados para dar o gosto salgado e preservar o alimento por mais tempo. Essas substâncias estão presentes em:

  • Bacon
  • Presunto
  • Salames
  • Salsicha
  • Enlatados
  • Temperos prontos
  • Molhos (ketchup, mostarda)
  • Biscoitos do tipo “chips”.
  • Corantes presentes nos refrigerantes e sucos industrializados
  • Adoçantes

Você está lendo: Conheça a Influência da Alimentação na Dor de Cabeça

Alimentos que ajudam pacientes com Enxaqueca

Há muitos alimentos recomendados para pacientes com enxaqueca e que devem sempre estar presentes na alimentação e dieta dos enxaquecosos. Devem fazer parte da dieta dos pacientes com enxaqueca:

  • Abacate
  • Nozes
  • Azeite
  • Folhas verdes escuras
  • Vitaminas do Complexo B
  • Peixes e ômega-3
  • Iogurtes naturais
  • Gengibre

Alimentos Anti-Inflamatórios

Uma dieta baseada em alimentos anti-inflamatórios é uma abordagem importante para tratamento da enxaqueca:

  • Aumente a ingestão de nutrientes anti-inflamatórios que contenham ômega-3 e reduza a ingestão de outras gorduras.
  • O ômega-3 pode auxiliar a reduzir a gravidade das dores de cabeça quando consumido por mais de 8-12 semanas.
  • Em escolhas alimentares significa comer abacate, nozes, azeite e peixe e reduzir a ingestão de óleos processados.
  • O consumo de alimentos com vitaminas do complexo B é um fator protetor de dor de cabeça.
  • A vitamina B2 e B6 atuam na prevenção da dor de cabeça. Frutas, castanhas e folhas verdes diariamente são alimentos benéficos.
  • Alimentos ricos em fibra evitam altos e baixos de glicose no sangue – um importante fator desencadeante de crises.
  • gengibre é um importante aliado de quem tem enxaqueca. Um chá de gengibre pode abortar uma crise leve de enxaqueca. Introduza esse alimento na sua dieta substituindo por exemplo o café da tarde ou o chá preto.
  • Atenção especial aos iogurtes naturais. Os iogurtes naturais e o leite fermentado são probióticos e contém lactobacillus e não apresentam lactose (a lactose sofreu um processo de fermentação natural). Essas bactérias produzem substâncias anti inflamatórias.
  • Outros alimentos do grupo dos probióticos como o Kefir podem ser acrescentados na sua dieta.
  • Não fique em jejum.
  • Evite cortar bruscamente os carboidratos.
  • Alimente-se regularmente.
  • Mantenha-se sempre bem hidratado (pelo menos 2L de água).
  • Aprenda a cozinhar para não comer alimentos industrializados.
  • Evite bebidas alcoólicas.
  • Cuidado com o consumo excessivo de café e chocolate.
  • Não coma queijos amarelos, prefira os queijos frescos.
  • Evite consumir embutidos, enlatados e comidas condimentadas.
  • Fuja de fast-foods, chips, refrigerantes e sucos não naturais.
  • Coma iogurtes naturais e outros probióticos (como Kefir).
  • Acrescente alimentos ricos em ômega-3 na sua dieta.
  • Lembre-se que a vitamina B2 e B6 são aliadas para prevenir o surgimento de crises de dor de cabeça.
  • Alimentos ricos em fibras ajudam a manter os níveis de glicose no sangue estáveis e por isso previnem a dor de cabeça.
  • O chá de gengibre pode te auxiliar quando você está iniciando uma crise de dor de cabeça.
  • Considere esses cuidados com alimentação para o sucesso do tratamento da Enxaqueca.
  • Os gatilhos mais importantes são: jejum, restrição excessiva de carboidratos e a desidratação.
  • Pular ou atrasar refeições acarreta queda da glicose no sangue, desencadeando a crise de enxaqueca.
  • Você pode prevenir algumas crises, ao comer regularmente.
  • Beba muita água (2 litros por dia). Inclusive, água no início de uma crise de dor de cabeça pode ajudar a abortá-la.
  • Evite dietas “da moda” com alimentos não naturais, por exemplo, zero carboidratos ou grande restrição de alimentos.
  • Não corte de sua dieta as coisas que você gosta. Aprenda a cozinhar e coma de uma maneira natural e realmente saudável.

Dr Diego de Castro é Neurologista pela USP e cuida de pessoas com enxaqueca e outras dores de cabeça.

Muitos pacientes sofrem com dores por acreditarem que apenas analgésicos resolverão o problema. Na verdade, o tratamento da cefaleia requer uma combinação de tratamentos médicos e abordagens não farmacológicas.

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Dr Diego de Castro Neurologista – Endereço: Rua Itapeva, 518 – sala 901 Bela Vista São Paulo – SP, 01332-904

Tel: (11) 3262-4745

Dr Diego de Castro Neurologista – Tratamento da Enxaqueca em Vitória ES

No Espírito Santo, Dr Diego de Castro Neurologista em Vitória ES também oferece um atendimento especializado para tratamento da Enxaqueca, na Enseada do Suá.

Esteja sempre atento a:

  • Dietas saudáveis
  • Sono adequado
  • Tratamento da depressão e ansiedade
  • Atividade física
  • Identificação dos fatores desencadeantes.

Lembre-se de cuidar do seu sono, do seu humor, realizar atividades físicas. Além do tratamento com medicamentos a enxaqueca pode ser tradada com toxina botulínica.

Dr Diego de Castro Neurologista em Vitória: Avenida Américo Buaiz, 501 – Ed. Victória Office Tower Leste, Sala 109 – Enseada do Suá, Vitória – ES, 29050-911

Tel: (27) 99707-3433

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Artigo publicado em 02 de janeiro de 2019 e atualizado em 16 de dezembro de 2020

Источник: https://drdiegodecastro.com/alimentacao-na-enxaqueca/

7 alimentos que causam enxaqueca (e outros 7 que melhoram)

Como deve ser a dieta para enxaqueca

As crises de enxaqueca podem ser desencadeada por vários fatores, como estresse, não dormir ou comer, beber pouca água durante o dia e falta de atividade física, por exemplo. Alguns alimentos, como os aditivos alimentares e as bebidas alcoólicas podem também causar o aparecimento da enxaqueca 12 a 24 horas após o seu consumo.

Os alimentos que causam enxaqueca podem variar de uma pessoa para outra e, por isso, algumas vezes pode ser difícil identificar qual o alimento que é responsável pelas crises.

Por isso, o ideal é consultar um nutricionista para que seja feita uma avaliação que permita identificar quais são esses alimentos, sendo normalmente indicado fazer um diário alimentar em que é colocado tudo o que se come durante o dia e a hora que surgiu a dor de cabeça.

Os alimentos que podem causar enxaqueca são:

1. Bebidas com cafeína

O café, o chá verde, o chá preto ou mate, bebidas energéticas e refrigerantes possuem cafeína e podem desencadear as crises de enxaqueca em algumas pessoas, enquanto que em outras podem melhorar.

No caso de estarem associadas com a piora da enxaqueca, isso pode ser devido ao fato do consumo excessivo de cafeína poder estar associado com a dependência e, nas pessoa que possuem enxaqueca, um estudo demonstrou que ao deixar de tomar café, as crises de enxaqueca melhoraram. Por outro lado, a cafeína poderia também melhorar a enxaqueca devido ao fato de causar vasoconstrição dos vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo de sangue e aliviando a dor.

Por esse motivo, nesses casos é importante identificar se é possível consumir esse tipo de bebidas ou se devem ser evitadas.

2. Glutamato monossódico

Elevadas concentrações de glutamato monossódico nos alimentos, superior a 2,5g, estão associadas com o surgimento de enxaqueca e dores de cabeça. No entanto, alguns estudos demonstraram que não há correlação quando consumido em menores quantidades.

O glutamato monossódico é um aditivo popular que é utilizado na indústria alimentar, principalmente na cozinha asiática, sendo utilizado para melhorar e realçar o sabor dos alimentos.

Esse aditivo pode ter vários nomes, como ajinomoto, ácido glutâmico, caseinato de cálcio, glutamato monopotássico, E-621 e glutamato de sódio e, por isso, é importante ler a etiqueta nutricional para identificar se o alimento possui ou não esse aditivo.

3. Bebidas alcoólicas

As bebidas alcoólicas podem também causar as crises de enxaqueca, principalmente o vinho tinto, de acordo com um estudo, seguido pelo vinho branco, champagne e cerveja, o que pode ser devido às suas propriedades vasoativas e suas propriedades neuroinflamatórias.

A dor de cabeça causada pelo consumo dessas bebidas geralmente aparecem 30 minutos a 3 horas após o seu consumo e não são necessárias grandes quantidades de bebidas para que a dor de cabeça surja.

4. Chocolate

O chocolate tem sido mencionado como um dos principais alimentos que causam enxaqueca.

Existem várias teorias que tentam explicar o motivo pelo qual poderia resultar na dor de cabeça e uma delas é a de que isso seja devido ao efeito vasodilatador nas artérias, o que aconteceria pelo fato do chocolate aumentar os níveis de serotonina, cujas concentrações normalmente já se encontram elevadas durante as crises de enxaqueca.

Apesar disso, os estudos não conseguiram comprovar que o chocolate é realmente o fator desencadeante da enxaqueca.

5. Carnes processadas

Algumas carnes processadas, como o presunto, salame, calabresa, bacon, salsicha, peito de peru ou de frango, podem causar enxaqueca.

Esse tipo de produto contém nitritos e nitratos, que são compostos que têm como finalidade preservar os alimentos, mas que foram associados com episódios de enxaqueca devido à vasodilatação e aumento da produção de óxido nítrico que desencadeiam

6. Queijos amarelos

Os queijos amarelos contém compostos vasoativos como a tiramina, um composto derivado de um aminoácido chamado tirosina, o que poderia favorecer o surgimento da enxaqueca. Alguns desses queijos são queijo azul, brie, cheddar, feta, gorgonzola, parmesão e suíço.

7. Outros alimentos

Existem alguns alimentos que são relatados por pessoas que possuem crises de enxaqueca, mas que não possuem comprovação científica, que poderiam favorecer as crises, como frutas cítricas como a laranja, abacaxi e kiwi, alimentos que contém aspartame, que é um edulcorante artificial, sopas e macarrão instantâneos, e alguns alimentos enlatados devido à quantidade de aditivos alimentares.

Caso a pessoa acredite que algum desses alimentos está causando a enxaqueca, é recomendado evitar o seu consumo por um tempo e verificar se há diminuição da frequência das crises ou diminuição da intensidade da dor.

É importante também que a pessoa seja sempre acompanhada por um profissional, pois pode haver o risco de excluir alimentos que não necessariamente estão relacionados com a enxaqueca e, assim, haver menor quantidade de nutrientes importantes para o organismo.

Alimentos que melhoram a enxaqueca

Os alimentos que melhoram a enxaqueca são aqueles com propriedades calmantes e ação anti-inflamatória e antioxidante, pois atuam no cérebro liberando substâncias que diminuem a inflamação e promovem o bem-estar, como:

  1. Peixes gordos, como salmão, atum, sardinha ou cavala, pois são ricos em ômega 3;
  2. Leite, banana e queijo, pois são ricos em triptofano, que aumenta a produção de serotonina, hormônio que dá uma sensação de bem-estar;
  3. Oleaginosas como castanhas, amêndoas e amendoim, pois são ricas em selênio, mineral que diminui o estresse;
  4. Sementes, como chia e linhaça, pois são ricas em ômega-3;
  5. Chá de gengibre, pois tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias que ajudam a aliviar a dor;
  6. Suco de couve com água de coco, porque é rico em antioxidantes que combatem inflamações;
  7. Chá de flores de lavanda, maracujá ou erva-cidreira, são calmantes e ajudam a promover o bem-estar.

O consumo de alimentos ricos em vitaminas do complexo B, como feijão, lentilha e grão de bico, também ajuda a prevenir a enxaqueca porque essa vitamina ajuda a proteger o sistema nervoso central.

Assista o vídeo seguinte e veja o que mais pode fazer para prevenir a enxaqueca:

Источник: https://www.tuasaude.com/alimentos-para-enxaqueca/

Pode a dieta alimentar causar enxaquecas?

Como deve ser a dieta para enxaqueca

A causa exata da enxaqueca ainda não é conhecida. Contudo, os médicos concordam que parecem estar envolvidas breves alterações na atividade cerebral. Estas alterações parecem ter um impacto sobre os vasos sanguíneos e também sobre os sinais nervosos.

O resultado: dor de cabeça latejante que às vezes pode durar dias.

Muitas coisas podem causar enxaquecas, tais como medicamentos, stress, alterações hormonais e a falta de sono.

A dieta alimentar tem também um papel muito importante: em 10% das pessoas que têm enxaquecas, a alimentação é o fator desencadeador.

Pessoas com cefaleias variam na sua sensibilidade a alimentos específicos. As reações aos alimentos podem levar desde meia hora até 72 horas para se desenvolverem, o que dificulta a identificação da sua relação. Por essa razão, recomenda-se que mantenha um diário alimentar, com colunas para as horas, os alimentos consumidos e a sua quantidade e qualquer sintoma de dor de cabeça.

Deverá começar com uma dieta conservadora (geralmente uma que não inclua nenhum dos alimentos referidos neste artigo como desencadeadores de enxaquecas). Poderá introduzir um novo alimento a cada três dias e determinar quaisquer padrões/alterações nos sintomas da enxaqueca. Isso pode ser muito útil e valer bem a pena o tempo e esforço.

Cada pessoa é única, mas existem categorias de alimentos que são mais propensos a desencadear enxaquecas do que outros. Eles são agrupados por semelhanças de sensibilidades (por exemplo, pessoas que reagem ao consumo de vinho tinto frequentemente com enxaqueca, muitas vezes são também sensíveis ao chocolate). 

Constatou-se que os seguintes grupos de alimentos têm fatores de desencadeamento comuns:

• Cafeína e compostos similares

A cafeína é um estimulante que pode alterar a eficácia de muitos medicamentos para o tratamento da enxaqueca. Por essa razão, a ingestão de cafeína deve ser limitada e, de preferência, consistente.

 

A tiramina é um subproduto natural da degradação de proteínas. O seu conteúdo na comida aumenta à medida que a comida envelhece, especialmente em alimentos ricos em proteínas. Assim, todos os alimentos, especialmente alimentos ricos em proteínas, devem ser preparados e ingeridos enquanto frescos. Tenha cuidado com os restos com mais de 2 ou 3 dias.

• Álcool

Algumas pessoas sofrem de enxaquecas após o consumo de qualquer bebida alcoólica.

Outros reagem principalmente ao vinho tinto, que é devido a uma sensibilidade não ao álcool mas aos produtos químicos que se encontram no vinho tinto.

As pessoas que são sensíveis ao vinho tinto são também frequentemente sensíveis ao chocolate. Em todos os casos, fale com o seu médico e/ou farmacêutico sobre a ingestão de álcool, pois muitos medicamentos interagem com este.

Esteja ciente de que os fatores que provocam uma crise de enxaqueca podem ter um efeito aditivo.

Por exemplo, estar excessivamente cansado pode ser um fator de desencadeamento de enxaqueca para muitas pessoas, assim como saltar uma refeição.

Se não tiver dormido o suficiente, e se passar a manhã a correr de um lado para o outro sem ter tomado o pequeno-almoço, certamente que estará muito mais suscetível a sofrer uma possível crise de enxaquecas.

No que diz respeito ao género feminino, muitas mulheres com enxaquecas são mais sensíveis aos fatores de desencadeamento da enxaqueca no período pré-menstrual. É necessário existir um cuidado especial com a escolha dos alimentos que inserem na rotina alimentar durante estes dias.

Benefícios de uma dieta baseada em vegetais

Um trabalho de pesquisa publicado no Journal of Headache and Pain descobriu que uma dieta alimentar à base de plantas reduz de forma eficaz as enxaquecas.

A intensidade da dor dos participantes melhorou significativamente quando consumiam refeições à base de plantas.

O alívio da dor pode ter sido devido à eliminação de fatores desencadeantes na dieta, como carne e produtos lácteos, ou pela perda de peso ou mudanças hormonais causadas pela mudança na alimentação.

THORDIS BERGER

CMO – Chief Medical Officer Holmes Place Portugal

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Referências:

MacGregor EA. Migraine. Ann Intern Med. 2017 Apr 4;166(7):ITC49-ITC64..

Finocchi C, Sivori G. Food as trigger and aggravating factor of migraine. Neurol Sci. 2012 May;33 Suppl 1:S77-80. 

Physicians Committee for Responsible Medicine: “Migraine Diet: A Natural Approach to Migraines.”

Journal of Headache and Pain – https://thejournalofheadacheandpain.biomedcentral.com/

Источник: https://www.holmesplace.com/pt/pt/blog/medical/pode-a-dieta-alimentar-causar-enxaquecas

Há como prevenir a enxaqueca?

Como deve ser a dieta para enxaqueca

O uso de medicamentos é uma forma tanto de tratar como de prevenir o aparecimento das enxaquecas.1 No entanto, a enxaqueca é uma condição complicada que varia muito entre os indivíduos.2 O que pode funcionar para uma pessoa pode não funcionar para outra.2

Mas a medicação é apenas parte da história.1 Também é importante cuidar bem de si mesmo e entender como lidar com a dor da enxaqueca quando ela surge.1 A boa notícia é que algumas escolhas de estilo de vida que promovem a boa saúde também podem reduzir a frequência e a gravidade da enxaqueca.1

Uma das coisas que você pode fazer é aprender sobre o que desencadeia as crises de enxaqueca.3 Observe o que você estava fazendo antes e quando sua dor de cabeça veio. O que você estava comendo? Você dormiu bem na noite anterior? Alguma coisa estressante ou importante aconteceu naquele dia? Essas são as principais pistas.3

Alimentação

Coma regularmente. Não pule as refeições. Mantenha-se hidratado.1,4 Se você tiver dor de cabeça, anote os alimentos e bebidas que comeu antes da enxaqueca aparecer.

1 Se você perceber um padrão ao longo do tempo para um tipo de alimento, limite a quantidade do alimento que você consome durante o dia, ou evite-o completamente se for necessário.

1 Certos alimentos e bebidas podem iniciar dores de cabeça, tais como: alimentos com cafeína, chocolate, vinho tinto, carnes processadas, adoçantes e queijo.1

Exercício físico

Preste atenção à resposta do seu corpo a determinadas atividades.5 Apesar de que todo mundo precisa de atividade física regular, elas também podem desencadear dores de cabeça para algumas pessoas.

4,5 O exercício intenso, como o levantamento de peso, pode desencadear dores de cabeça.5 Opte por atividades que promovam a redução do estresse sem sobrecarregar o corpo, como ioga, aeróbica leve ou tai chi.

5 Pergunte ao seu médico o que pode ajudá-lo a controlar as crises de enxaqueca.1,4

Estresse

Reduza seu estresse. Você pode se exercitar, meditar, orar, passar tempo com pessoas que ama ou fazer coisas de que gosta.1,4,5 Se você puder alterar algumas das coisas que o deixam tenso, estabeleça um plano para isso.1 Terapias e aulas de gerenciamento de estresse são ótimas opções para driblar o estresse.1,4,5

Sono

Estabeleça horários regulares de sono.1,4,5 Se você tirar uma soneca durante o dia, mantenha-a curta.1 Cochilos com mais de 20 a 30 minutos podem interferir no sono noturno.1 Observe o que você come e bebe antes de dormir.

1 Exercícios intensos, refeições pesadas, cafeína, nicotina e álcool podem interferir no sono.1 Não assista televisão ou leve materiais de trabalho para a cama.

1  Se você não consegue dormir, leia ou faça outra atividade silenciosa até ficar sonolento.4

Luz e ruído

Evite ruídos altos e luzes brilhantes, que são gatilhos comuns para dores de cabeça.5 Faça pausas quando estiver assistindo televisão ou no computador para descansar os olhos e ajuste os níveis de brilho das telas digitais.5

Atenção ao clima

Mudanças no clima podem afetar suas crises de enxaqueca.5 A alta umidade e as temperaturas quentes podem estimular dores de cabeça, bem como dias chuvosos.

5 Se o clima estiver desconfortável para você, talvez seja necessário não sair ao ar livre.

5 É claro que nem sempre é possível evitar sair de casa, mas você pode diminuir o tempo de exposição a determinadas condições climáticas que lhe causam dor de cabeça.5

Referências

1. Mayo Clinic. Migraines: Simple steps to head off the pain. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/migraine-headache/in-depth/migraines/art-20047242 Acesso em abril de 2018.
2. The migraine Trust. Preventive medicines. Disponível em: https://www.migrainetrust.

org/living-with-migraine/treatments/preventive-medicines/ Acesso em abril de 2018.
3. NHS Choices. Prevention. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/migraine/prevention/ Acesso em abril de 2018.
4. Migraine Prevention: What You Can Do. Disponível em: https://www.webmd.

com/migraines-headaches/guide/understanding-migraine-prevention#2 Acesso em abril de 2018.
5. Health Line. How to Avoid a Migraine Before It Happens. Disponível em: https://www.healthline.com/health/migraine/how-to-avoid-one-before-it-happens Acesso em abril de 2018.
6. The Migraine trust. Supplements and herbs.

Disponível em: https://www.migrainetrust.org/living-with-migraine/treatments/supplements-and-herbs/ Acesso em abril de 2018.

Источник: https://saude.novartis.com.br/enxaqueca/ha-como-prevenir-a-enxaqueca/

Alimentos que causam dor de cabeça

Como deve ser a dieta para enxaqueca

A cena é clássica: o indivíduo começa a se comportar de maneira diferente, a luz e o barulho parecem estar nas alturas e o incômodo é tão forte que a única solução é escapar para um lugar escuro, deitar e esperar a dor passar. Os ataques de enxaqueca, tão tristemente famosos quanto misteriosos, são causados por uma lista longa de fatores, das mudanças bruscas de temperatura ao esforço físico.

“O cérebro de quem sofre com a doença é mais sensível a estímulos e desequilíbrios que normalmente não afetam outras pessoas”, resume Fernando Kowacs, neurologista que coordena o Departamento de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia.

Com a sensibilidade aguçada, para essa turma até um simples lanchinho pode dar origem ao suplício.

“Estudos mostram que entre 12 e 60% dos enxaquecosos relatam ter episódios após consumir determinado alimento”, comenta Laís Bhering, nutricionista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para entender melhor como uma coisa está ligada a outra, pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, revisaram mais de 180 estudos sobre o impacto do menu na dor de cabeça.

Eles concluíram que a associação é forte a ponto de justificar uma mudança na abordagem do tratamento.

“Atualmente, o foco está nas medicações, mas deveria incluir mais as dietas preventivas e os hábitos alimentares de cada um”, aponta Vincent Martin, médico da instituição americana e um dos autores do trabalho.

A extensa investigação sugere dois caminhos para que as refeições passem de vilãs a coadjuvantes no combate à doença. Primeiro, evitar os ingredientes-gatilho (conheça os principais abaixo), tática que já é utilizada nos consultórios. O passo seguinte é priorizar uma alimentação que espante novas ocorrências.

O problema nessa história é que não dá apenas para dizer que aquela taça de vinho ou o sanduíche do final de semana sejam com certeza os causadores do incômodo.

“O fato de um grande número de pessoas ter enxaqueca depois de comer determinado alimento não quer dizer que isso ocorrerá com todo mundo.

Os fatores que disparam o problema são muito individuais”, destaca Norma Fleming, neurologista e membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor Crônica. Portanto, melhor é descobrir o que faz mal antes de adotar um cardápio específico.

Mesmo porque até itens saudáveis, como castanhas, frutas cítricas e banana-nanica, podem desencadear crises em sujeitos sensíveis.

Ainda não se sabe muito bem por que isso ocorre, mas a teoria mais aceita diz que algumas substâncias desses e de outros quitutes estimulariam além da conta o sistema trigeminal, conjunto de nervos que recobre parte dos vasos sanguíneos da cabeça.

“Com a sensibilização excessiva, a própria dilatação promovida pelo sangue circulando incomodaria, daí a dor pulsante”, desvenda José Geraldo Speciali, da USP de Ribeirão Preto.

Como não há suspeitos únicos para todos os casos, restrições agressivas estão fora de cogitação antes de uma confirmação sobre os motivos por trás do distúrbio. O trabalho americano analisou, por exemplo, a retirada do glúten das garfadas e viu que a proibição só evitava cefaleia em portadores de doença celíaca, que não toleram a proteína de jeito nenhum.

Já os regimes que proíbem carboidratos geram polêmica. Embora o cérebro dependa da glicose obtida dessas moléculas para trabalhar direito, há indícios de que sua limitação seja benéfica para os enxaquecosos.

“Para compensar a falta, o organismo usa gordura para produzir corpos cetônicos, uma espécie de substituto, que teria efeito preventivo”, aponta Martin. “Mas esse tipo de regime é perigoso.

Só deve ser adotado por recomendação médica e demanda monitoramento constante”, avisa.

Se por um lado o cardápio não deve ser alterado bruscamente, por outro há nutrientes que trazem, sim, alívio nesse cenário angustiante.

O ômega-3, gordura do bem presente no azeite e nos peixes, é precioso aqui em razão do seu efeito anti-inflamatório — suspeita-se que a enxaqueca seja financiada pela abundância de moléculas inflamatórias em circulação.

Na mesma linha de pensamento, perder peso e fazer atividades físicas ajudam porque o excesso de gordura financia a inflamação — e o exercício aumenta a tolerância às fontes do estorvo. Encher o prato de vegetais, ricos em antioxidantes, também tem efeito protetor nesse sentido.

Para encontrar o vilão, só mesmo ficando bem atento ao que não cai bem. “Se o incômodo ocorre três em cada quatro vezes que você ingere aquilo, é bem provável que esse seja um gatilho importante”, explica Martin. E isso não quer dizer que é comeu, doeu.

“O mal-estar se manifesta até 48 horas depois da refeição”, complementa Laís.

Uma das táticas recomendadas pelos experts é manter um diário da dor, no qual cada episódio é anotado junto com os hábitos alimentares, de sono e ansiedade — que são outros fatores intimamente ligados à cefaleia.

Aliás, é importante vigiar os demais cúmplices dessa encrenca (confira alguns abaixo), que é considerada pela Organização Mundial da Saúde a sexta doença mais incapacitante no planeta. O limite do organismo ultrassensível não é preestabelecido.

“O sistema límbico, que controla nossas emoções, está envolvido no surgimento da dor. Logo, se estivermos mais ansiosos ou cansados, há um risco maior de o alimento fazer mal”, esclarece Norma Fleming.

Seja como for, o ideal é procurar um especialista para descartar outras doenças e apurar por que enxaquecas mal resolvidas podem virar crônicas. Daí, o buraco é mais embaixo — e merece outra reportagem.

Café

Ele e o cérebro vivem uma relação quase sempre de amor. Tanto é que, na maioria das vezes, é a falta de cafeína que causa panes — aliás, ela até está presente em vários analgésicos justamente por potencializar a ação de alguns princípios ativos. “Quem toma a bebida diariamente pode sentir desconforto depois de mais de 24 horas sem nenhuma dose”, explica Vincent Martin.

Nesse contexto, se experimenta literalmente uma crise de abstinência. “Se for o caso, uma xícara no começo do episódio até alivia um pouco”, ensina José Geraldo Speciali, neurologista da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Por outro lado, o exagero faz mal especialmente aos pouco habituados, mas não só a eles.

“Beber quantidades maiores do que 400 miligramas por dia aumenta o risco de a ansiedade aparecer mesmo se a pessoa estiver acostumada, o que piora a enxaqueca”, completa o médico.

Os especialistas recomendam que o consumo fique em no máximo três xícaras por dia. Vale lembrar que há cafeína também nos refrigerantes, suplementos de academia e em outras bebidas.

Realçadores de sabor

O aditivo alimentar mais associado ao transtorno é o glutamato monossódico. A substância tem vocação natural para atuar na massa encefálica. “O que se acredita é que a presença dele excita o sistema nervoso, ocasionando a dor”, detalha Laís, da UFMG.

No entanto, o ácido glutâmico, a base desse ingrediente, está presente naturalmente em alimentos como carnes, queijos e alguns legumes. Por isso, é difícil dizer se é ele mesmo o culpado.

Parece que a encrenca se dá com a versão feita em laboratório e encontrada em congelados, no molho de soja e em outros industrializados. Ah, o estudo da Universidade de Cincinnati mostrou que há uma variante mais perigosa desse item.

“Sua absorção aumenta quando ele está diluído em preparos líquidos”, destaca Vincent Martin.

Salaminhos e companhia

Aqui o culpado é outro composto químico: o nitrito, usado para preservar a cor rosada e dar sabor curado e defumado ao bacon, à salsicha e a embutidos em geral. Em excesso, ele favorece a vasodilatação, o que não é ruim — a menos que você esteja entre os 15% dos brasileiros que têm enxaqueca.

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Nesse grupo, o relaxamento dos vasos quando o sangue passa causa dor porque as terminações nervosas que recobrem esses caminhos estão hipersensíveis. Aí qualquer onda é percebida como um tsunami.

“Mas vale esclarecer que a vasodilatação é precedida por outros fenômenos e não é a causa em si do problema”, diferencia Kowacs.

“Agora, a influência do nitrito sobre outras substâncias pode ocasionar uma crise até seis horas depois de ele ser ingerido”, completa.

Álcool

Não é preciso nenhum estudo para perceber que a bebedeira bagunça a cabeça. Por isso, vale aqui uma diferenciação.

Há a dor da ressaca, causada pela desidratação e por outros efeitos do abuso de álcool no organismo, e há a enxaqueca disparada por drinques específicos, quando basta uma dose para estragar a happy hour.

Nesse quesito, o campeão é o vinho tinto, cheio de moléculas benéficas para as artérias, mas disparadoras de dor para alguns azarados. E, diferentemente do que muita gente pensa, não é a qualidade ou a origem da bebida que fazem estrago.

“Um estudo já comparou as queixas depois de goles de rótulos nacionais e importados e viu que mais gente reclamava após tomar o vinho francês”, conta Kowacs. Também, entram no rol inglório de perturbadoras da paz cerebral a vodca, a cerveja e outras bebidas fermentadas.

“Parece haver uma ação das aminas presentes no líquido em alguns neurotransmissores envolvidos no desenvolvimento da crise”, aponta Laís. Nesse caso, não tem muita solução a não ser cortar as taças da rotina até que o problema esteja sob controle.

Já para evitar a dor de cabeça comum, a dica é tomar água entre as doses e não brindar de barriga vazia — além de beber com moderação, sempre.

Chocolate

Eis um clássico na lista. É que o cacau contém teobromina, substância com efeito estimulante e vasodilatador também encontrada no vinho tinto — e algumas pessoas são sensíveis a ela. O chocolate branco até tem essa molécula, mas em menores quantidades.

E há ainda uma associação curiosa nessa história: o desejo incontrolável pelo doce.

“Muitos dizem que o chocolate foi o estopim, mas na verdade a própria fissura já é um sinal do comportamento alterado que precede a crise de enxaqueca em 60% dos casos”, decifra Kowacs.

A fase que antecede o sofrimento é chamada de pródromo e começa até dois dias antes da dor em si.

Além da vontade intensa, durante esse tempo é normal sentir alterações de humor, como irritabilidade, euforia e picos de energia, sem contar perrengues como enjoo.

O quadro ainda está sendo investigado pela ciência, mas já se sabe que provoca alterações no hipotálamo — importante região do cérebro que comanda a resposta emocional ao metabolismo — e diminui o nível de alguns neurotransmissores.

Queijos

Embora os gordurosos levem a fama, qualquer variedade é capaz de ofender o sistema nervoso dos mais suscetíveis.

“Como são derivados lácteos, todos os queijos possuem componentes que servem de gatilho à dor, a exemplo de proteínas grandes demais para serem digeridas e potencialmente alergênicas”, diz Laís.

Nos organismos mais sensíveis, essas proteínas são confundidas com agentes agressores e atacadas pelas defesas do corpo, numa reação em cadeia que leva ao desconforto.

Mas a balança pesa mesmo para os tipos mais calóricos, caso do gorgonzola e do parmesão, e os curados e envelhecidos.

“Ainda não temos muitos estudos sobre os mecanismos desse processo, mas parece que a própria gordura, presente em maiores quantidades, favoreceria o ataque”, completa a nutricionista.

Sem contar que o queijo tem tiramina, componente encontrado em outros itens desta lista negra como o… vinho!

Outros fatores que abalam a cuca

Jejum

A fome e a sede dão dor de cabeça mesmo em quem não sofre com a enxaqueca. E pelo motivo mais óbvio: a falta de combustível para o cérebro.

Sono

As poucas horas de descanso refletem no dia seguinte, mas até o excesso de tempo na cama pode bagunçar o coreto. O ideal é manter a rotina.

Ambiente

Cheiros fortes ou mesmo bem específicos, como certo perfume, claridade, luzes coloridas e muito barulho também entram na lista.

Estresse

É batata: se a tensão está em alta, não há dieta que dê conta de aliviar a dor. Não é à toa que ele é considerado o principal desencadeante das crises.

Doenças

O médico precisa ser consultado sempre para descartar outros males que têm a cefaleia como sintoma, a exemplo de derrames, meningite e até tumores.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/alimentos-que-provocam-dor-de-cabeca/

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