Como diferenciar os tipos de AVC

O que é o acidente vascular cerebral, quais os tipos, como prevenir e tratar

Como diferenciar os tipos de AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) é a doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo: cerca de 70% das pessoas que sofrem um derrame não retorna ao trabalho depois do acidente vascular cerebral e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia. Apesar desses números preocupantes, muita gente ainda têm dúvidas sobre o assunto e desconhece as principais causas, sintomas e maneiras de prevenir essa enfermidade.

O AVC acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando as cédulas de oxigênio e de nutrientes.

Ou, então, quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral.

Entre as causas dessas ocorrências, estão a malformação arterial cerebral (aneurisma), hipertensão arterial, cardiopatia, tromboembolia (bloqueio da artéria pulmonar).

Tipos de acidente vascular cerebral

Acidente vascular cerebral isquêmico – é causado pela obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro, o que causa a falta de circulação vascular na região. O acidente vascular isquêmico é responsável por 85% dos casos de acidente vascular cerebral.

Acidente vascular cerebral hemorrágico – acontece quando um vaso se rompe espontaneamente e há extravasamento de sangue para o interior do cérebro. Este tipo de AVC está mais ligado a quadros de hipertensão arterial.

Sinais e sintomas de acidente vascular cerebral

É importante prestar atenção aos sintomas para saber identificar um AVC e procurar ajuda médica o mais rápido possível. Quanto mais cedo forem tratados o acidente vascular cerebral isquêmico e o acidente vascular cerebral hemorrágico, melhores são os prognósticos do paciente. Então, fique atento se você ou alguém próximo apresentar algum dos seguintes sinais sintomas:

  • Fraqueza de um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar;
  • Perda de visão;
  • Perda da sensibilidade de um lado do corpo;
  • Alterações motoras;
  • Paralisia de um lado do corpo;
  • Distúrbio de linguagem;
  • Distúrbio sensitivo
  • Alteração no nível de consciência.

Como diminuir o risco de ter um acidente vascular cerebral

Em alguns casos, o AVC pode ser prevenido. Mas, para isso, é importante conhecer os fatores de risco que aumentam as chances de o paciente sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico ou um acidente vascular cerebral hemorrágico.

Estilo de vida –  sedentarismo, má alimentação, sobrepeso, obesidade, tabagismo, uso de drogas e excesso de bebidas alcoólicas.

Problemas de saúde – entre eles, é possível citar as altas taxas de colesterol no sangue, diabetes, pressão alta e doenças cardíacas.

Todos os hábitos de vida que aumentam os riscos de acontecer um acidente vascular cerebral podem ser mudados. Mas, nem todos os problemas de saúde que aumentam os riscos podem ser evitados.

Por outro lado, maus hábitos de vida também podem levar ao desenvolvimento de problemas de saúde que têm potencial de desencadear um AVC.

Então, veja o que fazer para diminuir o risco de ter um acidente vascular cerebral:

  • Controle o colesterol – é imprescindível reduzir a quantidade de alimentos ricos em gordura ruim, aquela que se deposita nos vasos sanguíneos, conhecida como LDL. Em alguns casos, a dieta não é o bastante para reduzir os níveis dessas substâncias, sendo necessário o uso de medicamentos.
  • Controle o peso – mantenha o peso saudável para a sua idade, altura e biotipo e evite o acúmulo de excesso de gordura no corpo. Procure um médico para saber qual é o seu peso ideal e o que fazer para eliminar o excesso de gordura de forma que não prejudique a sua saúde.
  • Controle a pressão arterial – além da dieta, uma boa forma de reduzir a pressão arterial é adotando a prática de exercícios físicos. Mas, antes de começar, faça uma avaliação médica. Também é importante evitar bebidas alcoólicas e o consumo exagerado de sódio.
  • Não fume – diversos estudos mostram que o tabaco aumenta consideravelmente as chances de um acidente vascular cerebral.
  • Não use drogas – drogas ilícitas, como a cocaína, alteram drasticamente o fluxo sanguíneo no organismo, o que pode provocar um AVC.

Alguns tratamentos anticoncepcionais podem favorecer o surgimento de AVC, principalmente em mulheres fumantes, com hipertensão arterial, ou que sofram de enxaqueca. Por isso, é importante consultar um médico para que ele avalie o caso e discuta com a paciente o melhor método para não engravidar.

Existe tratamento para quem sofreu um acidente vascular cerebral

Apesar das medidas para diminuir o risco de ter um acidente vascular cerebral, alguns pacientes não conseguem evitar o problema e precisam de tratamento. Veja como é o tratamento em cada um dos tipos de AVC:

Acidente vascular cerebral isquêmico – o tratamento consiste em desobstruir o vaso cerebral afetado, normalizando a circulação cerebral. Quanto mais rápido for iniciado, maiores as chances de salvar os neurônios que estão em sofrimento, o que diminui muito ou até evita as sequelas do AVC.

Acidente vascular cerebral hemorrágico – o tratamento cirúrgico pode ser necessário para conter a hemorragia. Depois de estabilizada a situação, o tratamento se concentra na prevenção de um novo derrame e na recuperação das funções afetadas.

As áreas do cérebro afetadas pelo AVC podem se reconstituir aos poucos se receberem os estímulos certos. Por isso, programas de reabilitação são muito importantes, pois ajudam o paciente a retomar atividades diárias e funções que ficaram comprometidas.

Caso apresente algum sintoma de derrame ou sinta dúvida sobre o assunto, não hesite em procurar um médico. Ele poderá pedir exames e avaliar o seu caso, além de orientar sobre como evitar um derrame.

Referências

Источник: https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/o-que-e-acidente-vascular-cerebral-AVC-tipos-prevencao-tratamento

Acidente Vascular Cerebral AVC

Como diferenciar os tipos de AVC

AVC é a sigla para Acidente Vascular Cerebral. Esse é o termo médico utilizado para o derrame, condição que afeta o suprimento de sangue, oxigênio e suprimentos que mantêm o cérebro em pleno funcionamento.

Quando o AVC ocorre, ele pode afetar uma ou mais áreas do cérebro, sendo que os neurônios, células que compõem o cérebro, podem acabar morrendo caso o AVC não seja tratado o mais rápido possível.

Como os neurônios não se multiplicam como o resto das células do corpo, a morte de um deles por conta do AVC pode gerar sequelas para o indivíduo, já que a função daquela célula não poderá ser realizada por alguma outra.

De forma geral, os primeiros três meses após o acontecimento do AVC são essenciais para avaliar a recuperação do paciente e aprimorar seu estado geral.

Existem diferentes tipos de AVC, sendo que cada um possui um tipo de tratamento e uma orientação médica a ser seguida. No geral, mais de 80% dos AVC são do tipo isquêmico, onde acontece algum tipo de obstrução ou entupimento em uma ou mais veias que suprem o cérebro.

Ter um AVC uma vez na vida não significa que isso não pode acontecer de novo, sendo que vários pacientes que já tiveram essa condição podem apresentá-la novamente.

Quais são os sinais de AVC?

Curiosamente, a pessoa que está tendo um AVC geralmente não percebe os sinais da doença. É por isso que todos devem saber identificar os sinais primários de AVC, auxiliando a pessoa que está passando por isso na hora de procurar um atendimento médico.

Os sinais de AVC são:

– Perda súbita de força;– Formigamento de um lado do corpo, atingindo rosto, braço ou perna;– Paralisia facial;– Dificuldade para falar e para caminhar;– Dor de cabeça forte;– Perda de visão repentina em um dos olhos– Vertigem;– Convulsões;– Desmaios;– Desequilíbrio e

– Náuseas e vômitos.

Como é o diagnóstico de AVC?

Assim que o paciente apresentar um ou mais dos sintomas acima, ele deve ser levado a um pronto-socorro. Lá, o médico fará exames e testes físicos para avaliar se há a possibilidade de o diagnóstico ser um AVC.

O paciente poderá realizar exames como uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética, que vão auxiliar o médico a determinar o tipo de AVC que ele sofreu.

Quais são os tipos de AVC?

Existem três tipos diferentes de AVC, sendo eles: o AVC isquêmico, o AVC hemorrágico e o AVC transitório, que também pode ser denominado de Acidente Isquêmico Transitório (AIT).

O AVC isquêmico acontece quando um dos vasos do sistema circulatório que fazem o suprimento de sangue e oxigênio do cérebro fica entupido ou obstruído de alguma forma, por meio de materiais como placas de gordura e coágulos sanguíneos.

Já o AVC hemorrágico faz com que o paciente tenha um rompimento efetivo de uma ou mais veias de seu cérebro, causando um sangramento que pode gerar uma pressão no cérebro.

Por fim, o AVC transitório ocorre quando há uma interrupção temporária do fluxo de sangue ao cérebro, que pode acontecer por diversos motivos.

Como é feito o tratamento do AVC?

O tratamento do AVC é feito de acordo com o tipo de AVC que o paciente teve. Via de regra, esse tratamento é feito o mais rápido possível, para evitar que aconteça a morte de neurônios no cérebro, que podem trazer sequelas para sempre para o paciente.

No caso do AVC isquêmico, por exemplo, podem ser aplicadas medicações que dissolvem coágulos e entupimentos nas veias do paciente. Existe a possibilidade de retirada mecânica, por meio de procedimentos que inserem um cateter no cérebro do paciente e conseguem dissolver o entupimento no local, com agilidade e rapidez.

No AVC hemorrágico podem ser feitas cirurgias que removem o sangue que ficou no local e que pode estar causando pressão no cérebro.

No geral, o tratamento do AVC depende do paciente, do tipo de AVC e da extensão do problema.

Quais as sequelas do AVC?

O AVC pode deixar algumas sequelas no paciente, como dificuldades em se movimentar, em falar e em sentir um dos lados do corpo, além de problemas para entender o que lhe é dito, de reconhecer objetos comuns e de se lembrar de fatos de sua vida.

O paciente com AVC também pode sofrer de alterações no temperamento ou no comportamento em geral, além de depressão. As sequelas do AVC dependem diretamente da região do cérebro que foi afetada pela falta de suprimento sanguíneo.

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AVC isquêmico e AVC hemorrágico: quais as diferenças?

Como diferenciar os tipos de AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como “Derrame Cerebral” ocorre quando o aporte sanguíneo para determinada área do cérebro é interrompido ou reduzido de forma severa.

Essa redução de fluxo de sangue deixa o tecido cerebral sem oxigênio e sem os nutrientes que ele precisa para realizar suas funções, e dos quais os neurônios necessitam para sobreviver. Células cerebrais morrem com apenas poucos minutos de infarto.

Um AVC é uma emergência médica, e o tratamento adequado e imediato é fundamental para a preservação de tecido cerebral, bem como para reduzir danos e prevenir complicações.

Existem basicamente dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. O que vai diferenciar um do outro é o que causa a redução de fluxo sanguíneo para o cérebro. Discutiremos mais sobre isso a seguir.

AVC Isquêmico

O AVC isquêmico é o tipo mais comum de AVC, e ocorre devido ao entupimento de uma artéria do cérebro, causado geralmente por um coágulo/trombo que se forma no interior de um vaso sanguíneo ou dentro do próprio coração e chega ao cérebro através da corrente sanguínea, impedindo o fluxo de sangue para uma área do cérebro.

Como dito anteriormente, a falta de sangue no cérebro leva a falta de oxigênio, culminando em morte cerebral na área afetada por essa obstrução do fluxo de sangue.

Mais comumente, as manifestações do AVC isquêmico incluem perda de força e/ou perda de sensibilidade em um lado do corpo, desvio da boca, dificuldade para falar, perda visual de um olho ou dos dois olhos. Alguns outros sintomas neurológicos podem estar presentes, dependendo da área acometida.

O tratamento consiste no uso de medicamentos que afinam o sangue, dissolvendo esse coágulo e assim restabelecendo o fluxo sanguíneo. Em alguns casos, o trombo pode ser retirado mecanicamente por meio de uma arteriografia cerebral, uma espécie de cateterismo de urgência.

AVC Hemorrágico

O AVC hemorrágico é causado por um sangramento na estrutura cerebral. Esse sangramento gera extravasamento de sangue, que fica acumulado no tecido cerebral, comprimindo estruturas importantes e dificultando sua função, e ainda promove desvio de fluxo das áreas importantes para as áreas de extravasamento.

Uma causa comum de sangramentos no cérebro é a hipertensão arterial, que leva ao rompimento de alguns vasos sanguíneos cerebrais pequenos que naturalmente são pouco resistentes às pressões muito elevadas.

Outra causa de sangramento é a ruptura de um aneurisma, que é de forma simplificada “uma bolha” formada na parede de um vaso sanguíneo, quando esta encontra-se enfraquecida.

Com o tempo, essa parede que já é mais fraca do que o normal, pode ser romper causando extravasamento de sangue para fora do vaso sanguíneo e para o tecido cerebral.

Os sintomas são idênticos aos do AVC isquêmico e, por tanto, a única forma de diferenciar um do outro é realizando um exame de imagem (Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética). A gravidade e o prognóstico do AVC hemorrágico depende principalmente do volume do sangramento, do local do sangramento e da rapidez do atendimento médico.

Diferenças entre o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico

É muito difícil diferenciar os dois tipos de AVC na prática, quando apenas se olha para o paciente, pois ambos podem causar sintomas bem semelhantes.

A diferenciação deve ser feita através de uma Tomografia Computadorizada (TC) de crânio nos pacientes com sintomas sugestivos de AVC.

 Como o tratamento é muito diferente para cada tipo de AVC, essa diferenciação é crucial para se determinar a conduta adequada em cada uma das circunstâncias.

Indiferente do subtipo de AVC, é fundamental que uma vez reconhecido os sinais e sintomas sugestivos do quadro, o paciente seja encaminhado o mais rapidamente para o hospital com o objetivo de avaliação médica em menor tempo possível.

Por que é tão importante pensar em prevenção contra o Acidente Vascular Cerebral?

Apesar de ser uma condição séria, o AVC pode ser tratado, e o mais importante, evitado. Cerca de 80% de todos os AVCs poderiam ter sido prevenidos. Mesmo assim, o AVC ainda é um dos acometimentos cardiovasculares mais relevantes nos dias atuais, sendo a segunda principal causa de morte no Brasil, e a primeira causa de sequelas permanentes no Brasil e no mundo.

No Brasil estima-se que anualmente mais de 100.000 pessoas morrem vítimas do AVC. De maneira prática, isso representa cerca de 1 óbito a cada 5 minutos no nosso país!

O AVC pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento e sem dar aviso. A apresentação dos sintomas vai depender da área do cérebro afetada, tanto em localização quanto em tamanho.

Por exemplo, um AVC pequeno pode levar apenas a problemas pequenos como alteração temporária da sensibilidade de um lado do corpo.

Porém, em AVCs maiores, pode aparecer paralisia completa de um lado do corpo e alteração da fala podendo gerar uma seqüela permanente.

Algumas pessoas apresentam recuperação completa após um AVC, principalmente quando são rapidamente atendidas em um serviço hospitalar especializado e submetidas a tratamento direcionado.

No entanto alguns pacientes podem manter sequelas, principalmente quando não são submetidos a tratamentos ou quando há atraso na chegada ao hospital.

Em todos os casos recomenda-se avaliação quanto a necessidade de terapias reabilitação e cuidados especiais.

Saiba porque acontece um AVC e como evitar.

Источник: https://brasilianeuroclinica.com.br/avc-isquemico-hemorragico-diferencas/

AVC – Acidente Vascular Cerebral | CUF

Como diferenciar os tipos de AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Em todo o mundo, estima-se que: uma em cada seis pessoas terá um AVC; a cada segundo uma sofre esta enfermidade; e a cada seis segundos esta doença é responsável pela morte de alguém. 

Por ano, 15 milhões sofrem um AVC e, desses, seis milhões não sobrevivem. De acordo com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Portugal é, na Europa Ocidental, o país com a mais elevada taxa de mortalidade, sobretudo na população com menos de 65 anos.

O AVC resulta da lesão das células cerebrais, que morrem ou deixam de funcionar normalmente, pela ausência de oxigénio e de nutrientes na sequência de um bloqueio do fluxo de sangue (AVC isquémico) ou porque são inundadas pelo sangue a partir de uma artéria que se rompe (AVC hemorrágico).

Os isquémicos correspondem a cerca de 4/5 do total. As células do cérebro morrem pouco tempo depois da ocorrência desta lesão. Contudo, pode durar algumas horas se o fluxo de sangue não estiver completamente interrompido.

Por essa razão, é fundamental agir rapidamente de modo a minimizar as lesões cerebrais.

Existe também uma outra forma de duração mais reduzida, inferior a 24 horas, que se designa por acidente isquémico transitório (AIT). Nestes casos, o entupimento da artéria cerebral é momentâneo e os sintomas podem durar alguns minutos ou horas.

É importante reforçar que, mesmo nos casos transitórios, é fundamental recorrer ao hospital, uma vez que um AIT pode ser o primeiro sinal de um AVC com consequências devastadoras. De facto, uma em cada cinco pessoas que apresenta um AIT irá sofrer um AVC extenso nos próximos três meses.

Nunca se deve ignorar um AIT. É ainda comum designar-se o AVC como “trombose”.

Uma vez que o cérebro controla as funções corporais, os seu sinais irão variar de acordo com a área afetada.

Por exemplo, se o AVC atingir a área que controla os movimentos do corpo do lado direito, esse lado irá ficar com a mobilidade reduzida.

Como o cérebro também controla os processos mentais mais complexos, como a comunicação, as emoções, o raciocínio e o pensamento, todas estas funções tenderão a ficar afetadas após um AVC.

Como ocorre de forma súbita, pela oclusão ou pela rotura de uma artéria, os seus efeitos no corpo são imediatos.

Os fatores de risco são numerosos e, quanto maior for o seu número, maior o risco de ocorrência de um AVC. Alguns desses indícios não são controláveis, como a idade, o género (mais frequente nos homens) e a genética.

Em relação à idade, é importante referir que cerca de 25% dos AVC ocorrem em pessoas jovens.

A diabetes, a hipertensão arterial, o colesterol, a obesidade, o sedentarismo, as arritmias, a displasia fibromuscular, o consumo de tabaco e de álcool também aumentam o seu risco.

É simples reconhecer um AVC recorrendo à regra dos cinco F’s. Estes sintomas podem surgir de forma isolada ou em combinação:

  • Face: pode ficar assimétrica de uma forma súbita com uma das pálpebras estarem descaídas. Estes sinais poderão ser melhor percebidos se a pessoa afetada tentar sorrir.
  • Força: é comum um braço ou uma perna perderem subitamente a força ou ocorrer uma súbita falta de equilíbrio.
  • Fala: pode parecer estranha ou incompreensível e o discurso não fazer sentido. Com frequência, o paciente parece não compreender o que lhe é dito.
  • Falta de visão súbita: de um ou de ambos os olhos, é um sintoma frequente, bem como a visão dupla.
  • Forte dor de cabeça: igualmente, é importante valorizar uma dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente do padrão habitual e sem causa aparente.

Os medicamentos mais úteis para o tratamento e prevenção do AVC são os anti-hipertensores, os antiagregantes plaquetários e os anticoagulantes.

No seu conjunto, estas três classes de fármacos melhoram a circulação e garantem um melhor fluxo de sangue, oxigénio e nutrientes às células cerebrais. A escolha da combinação de fármacos deverá sempre ser realizada pelo médico.

Em alguns casos, a cirurgia poderá ser fundamental para desbloquear uma artéria entupida.

Qual a recuperação após um AVC?

Cerca de um terço dos doentes recupera de um modo significativo no primeiro mês mas muitos doentes irão exibir sequelas ao longo das suas vidas.

A recuperação irá depender da localização e extensão do AVC mas também do tempo decorrido, razão pela qual é crucial o recurso imediato ao hospital quando existe suspeita do seu desenvolvimento.

A fisioterapia e a alteração no estilo de vida são aspetos importantes para a reabilitação. A manutenção de uma atitude positiva, o suporte profissional e familiar são igualmente peças fundamentais para que tudo possa correr o melhor possível.

Quais as consequências do AVC? 

Vão depender do seu tipo, da localização da artéria atingia, da área cerebral lesionada, do estado de saúde e de atividade antes do episódio. Todos os AVC são diferentes e cada pessoa afetada irá apresentar problemas e necessidades diferentes.

É importante controlar todas as componentes da saúde, verificando regularmente a pressão arterial e o colesterol, não fumando nem consumindo álcool ou sal em excesso, mantendo uma dieta saudável e praticando exercício físico.

O que fazer perante a suspeita do AVC? 

Nestes casos, é essencial ligar imediatamente para o 112, explicando tudo o que se está a passar. O paciente será atendido como prioritário num Serviço de Urgência onde o tratamento será prontamente instituído e o diagnóstico realizado.

Stroke Association

Stroke Foundation

Centers for Disease Control and Prevention

Viver após um Acidente Vascular Cerebral – Recomendado aos Prestadores de Cuidados Informais, Direcção-Geral da Saúde, Lisboa, 2000

Sociedade Portuguesa de Cardiologia

Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral

Источник: https://www.cuf.pt/saude-a-z/avc-acidente-vascular-cerebral

Acidente Vascular Cerebral – AVC

Como diferenciar os tipos de AVC

Por Maramélia Miranda ** Atualizado em Julho de 2020.  

Pra começarmos a conversa::::: Qual AVC? Qual é o tipo de AVC sobre o qual você está procurando informação?????

A primeira coisa é saber este ponto, pois cada um tem diferenças importantes em relação às suas causas e os tratamentos corretos.

+++ AVC Isquêmico

+++ AVC Hemorrágico

O que é AVC?

Um AVC do tipo isquêmico ocorre devido à parada de circulação de sangue em alguma região do cérebro, levando à morte daquela região e consequente parada de suas funções.

O AVC do tipo hemorrágico é aquele que ocorre quando um vaso rompe dentro do cérebro, causando extravasamento de sangue e inchaço naquela região onde houve o sangramento.

Um AVC por aneurisma cerebral está dentro do grupo de AVC hemorrágicos, e ocorre quando um aneurisma cerebral rompe, extravasando sangue dentro do cérebro.

Qualquer dos dois tipos principais de AVC – Isquêmico ou Hemorrágico, são considerados uma verdadeira emergência médica, porque o seu reconhecimento e tratamento imediatos são importantíssimos para deixar a pessoa que sofreu o AVC com menores sequelas. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, melhores serão as chances de menores ou nenhuma sequela no futuro!!! 

+++ AVC Isquêmico e Isquemia Transitória

+++ Aneurisma Cerebral

Sintomas

O principal: todo AVC começa DE REPENTE, de forma súbita e sem avisar. Não existe AVC que começa com sintomas lentamente aparecendo em horas ou dias, ou semanas… Todo ele começa de um minuto para o outro. Ou então a pessoa pode acordar com o sintoma, tendo ido dormir normal e tendo acordado com os problemas. Os sintomas mais frequentes são:

  • Desvio da boca (a boca fica “torta”) para um lado do rosto. Geralmente a pessoa ou o seu familiar percebe esta alteração no rosto do indivíduo, e a própria vítima do AVC percebe a fala diferente, mais enrolada, ou até mesmo saída de saliva pelo lado mais fraco. Quando alguém pede para a vítmia mostrar os dentes ou sorrir, a paralisia do rosto fica mais evidente.
  • Paralisia de um lado do corpo, ou do rosto. Pode se desenvolver subitamente, atingindo em maior ou menor grau o braço, ou perna, ou o lado todo do rosto e corpo. A pessoa percebe fraqueza, moleza nos membros afetados, com ou sem alteração da sensibilidade junto da fraqueza.
  • Dificuldade para andar. A pessoa vítima do AVC percebe tontura súbita, desequilíbrio, sensação de vertigem, e dificuldade para ficar de pé e manter o andar corretamente.
  • Alteração da fala e da compreensão da linguagem. A vítima pode perceber dificuldade para emitir ou completar frases, para nomear objetos, para sairem as palavras corretamente, e até mesmo para entender o que está sendo conversado.
  • Alteração da visão. Este sintoma pode se manifestar com a visão simplesmente embaçada, com ardência, falhas do campo da visão (hemianopsias) ou visão dupla e estrabismo na movimentação dos olhos.
  • Dor de cabeça. Quando o AVC provoca dores na cabeça, geralmente são dores diferentes das dores habituais que o indivíduo já sentiu, e se for o caso de AVC hemorrágico, a dor costuma ser súbita e muito forte, algumas vezes levando até mesmo a mal-estar e desmaio na hora da dor.
  • Sintomas de AVC (qualquer um dos acima) que aparecem, ficam por alguns minutos e depois revertem espontaneamente. Isso é bem característico de uma ameaça de AVC, o chamado AIT (Ataque Isquêmico Transitório). O AIT é igualmente uma emergência neurológica, visto que os pacientes apresentam algum problema de oclusão arterial ou risco aumentado para terem um AVC definitivo nos dias seguintes…

Causas e Fatores de Risco

Para os diferentes tipos de AVC há diferentes causas e tratamentos: para o AVC isquêmico, que corresponde à maioria (cerca de 80-85%) dos AVCs, a causa está na obstrução da circulação sanguínea para uma área do cérebro. As causas mais frequentes do AVC isquêmico são:

  • Embolia cardíaca. Este tipo é frequentemente visto em pessoas com histórico de doenças cardíacas como infarto ou miocardiopatia dilatada (coração dilatado). Também é o mecanismo relacionado a quem tem arritmias cardíacas, como a Fibrilação Atrial.
  • Placas ateroscleróticas obstruindo as artérias do cérebro. Este tipo de causa de AVCi ocorre em quem tem placas de gordura obstruindo parcial ou totalmente as artérias dentro do cérebro ou as artérias que levam sangue do coração para o cérebro (no específico caso, as artérias carótidas e vertebrais).
  • Dissecções arteriais com embolia para o cérebro. Este tipo de causa de AVC é muito mais frequente em pessoas jovens que apresentam AVC isquêmico. Leia mais sobre dissecções aqui.
  • Ataque Isquêmico Transitório – AIT. Chamamos esse a interrupção é temporária, transitória, isso é o mecanismo do AIT.

Se o AVC é hemorrágico, como falamos anteriormente, o problema foi o extravasamento de sangue dentro do cérebro. As causas mais frequentes de AVC hemorrágico são:

  • Hematoma intracerebral. Neste tipo de AVC hemorrágico, o sangramento acontece dentro do tecido cerebral, levando a condições de maior pressão dentro do cérebro e edema / inchaço das estruturas locais. Estes mecanismos levam à lesão neurológica. A causa mais comum dos hematomas intracranianos é por picos de hipertensão arterial não-controlada (pressão alta que não é controlada); outras causas menos comuns são sangramentos por uso de medicações, por malformações arteriovenosas.
  • Hemorragia subaracnoidea. Ocorre quando há vazamento de sangue intracerebral devido a ruptura de um aneurisma intracraniano. O sintoma mais frequente é a cefaleia súbita muito intensa, que costuma dar mal-estar e bastante dor, às vezes com desmaios na hora da dor. A dor súbita deste tipo de AVC é exatamente a hora em que ocorre a ruptura do aneurisma.

Entre os fatores de risco mais importantes para uma pessoa ser apontada como de risco para ter um AVC, alguns podem ser controlados e outros não… 

Fatores de risco não modificáveis (não podemos mudar…) 

  • História familiar de AVC, cardiopatia, infarto; ou o próprio indivíduo ter tido um AVC ou AIT no passado
  • Idade: maiores de 55 anos; quanto maior a idade, maior o risco de ter AVC;
  • Etnia: algumas raças em especial são mais propensas a ter AVC (orientais, hispânicos, afro-descendentes, raça negra); em brancos, maior risco de obstruções das carótidas por placas de gordura.
  • Sexo: sabe-se que os homens tem risco maior do que mulheres; entretanto, mulheres mais velhas podem ter maiores complicações decorrentes de AVC e procedimentos de stents nas carótidas.

Fatores de risco modificáveis (podemos interceder, mudando hábitos de vida ou prevenindo e tratando as doenças…)

  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Uso excessivo de álcool
  • Uso de drogas como cocaína ou metanfetaminas
  • Hipertensão arterial. Este é o principal fator de risco que modemos intervir e de maior impacto para prevenir AVCs.

    Cada redução em 5mmHg da PA sistólica (número maior do índice de PA) reduz cerca de 25% o risco de ter um AVC.

    Ou seja, se você costuma ter PA de 14/90mmHg, e seu médico ajustar os seus remédios da pressão para manter em 135mmHg de PA máxima, teoricamente está reduzindo seu risco de um AVC em 25%!!! É bastante coisa!!!!

  • Tabagismo (ativo ou passivo)
  • Colesterol alto (níveis superiores a 200mg/dL de colesterol total)
  • Diabetes
  • Síndrome da apneia do sono
  • Arritmia cardíaca, em especial a fibrilação atrial

Exames Necessários no AVC

As pessoas que tiveram AVC devem ser inicialmente atendidas em uma emergência de hospital. Isso porque lá é onde poderão ter acesso a avaliação médica de urgência e realizar o principal exame de imagem feito em um caso de AVC: a tomografia do crânio.

Na emergência, além do exame clínico na pessoa vítima de AVC, o médico deverá excluir outras causas de déficits neurológico súbitos (como, por exemplo, hipoglicemia, enxaqueca ou epilepsia), diferenciar se foi um AVC do tipo isquêmico ou hemorrágico, e avaliar, em sendo AVC isquêmico, se a pessoa com AVC poderá ou não receber o trombolítico, medicamento que, se administrado até 3-4h do início dos sintomas, é capaz de reduzir os déficits neurológicos em cerca de 40% dos casos. A seguir, os exames principais a serem feitos em todos os casos de AVC:

  • Exame físico. Feito pelo médico para avaliar os déficits neurológicos (paralisias) presentes, nível de glicemia, níveis de prassão arterial, temperatura, etc…
  • Exames de sangue. Na entrada do hospital, os principais são os exames de glicemia (açúcar) no sangue e testes de coagulação. Depois, a depender de caso a caso, outros testes são pedidos pelo neuro assistente.
  • Tomografia do crânio. Este é, sem dúvida, o principal exame na fase mais aguda (primeiras horas) do AVC. Ele é o único que pode diferenciar se estamos diante de um AVC isquêmico ou hemorrágico, e esta diferenciação nas primeiras horas é crucial e muda totalmente a abordagem médica.
  • Ressonância Nuclear Magnética do crânio. Trata-se de um exame mais sensível e apurado do que a Tomografia, que analisa e dá a extensão e locais exatos de onde ocorreu o AVC. Embora seja melhor do que a tomo, pela logística de sua realização e por não estar disponível em qualquer lugar, não é o exame de escolha para todos os casos.
  • Ultrassonografia das carótidas. Avalia se há alguma obstrução ou placa aterosclerótica, nestas artérias que passam no pescoço, e que são as responsáveis por levar sangue ao nosso cérebro.
  • Doppler transcraniano. È muito importante quando há suspeita de estenoses e não se pode fazer nem a angiotomografia, nem a angioressonância. Outra importância é para a pesquisa de shunt, alteração como se fosse um desvio do sangue no coração que está presente em Forame Oval Patente, uma causa comum de AVC isquêmico em jovens.
  • Angiografia dos vasos cerebrais e do pescoço. Este exame é muito importante para verificar a patência, se estes vasos estão livres, ou se apresentam alguma obstrução ao longo do seu trajeto do coração ao cérebro. Podem ser feitas pelos métodos de angiotomografia, angioressonância ou pelo convencional (mais invasivo), a arteriografiaa cerebral digital.
  • Ecocardiograma. Este é um ultrassom do coração, que avalia se as cavidades cardíacas estão normais ou apresentam alteração.
  • Holter de 24 horas. Este exame é importante nos pacientes mais idosos, quando há uma suspeita de AVC isquêmico por causa de alguma arritmia cardíaca, principalmente a temida fibrilação atrial.

Tratamento do AVC

A primeira coisa: não fique esperando o sintoma que parece um AVC passar.

Logo que sentir algo parecido, corra ao hospital. Quanto mais rápido for reconhecido, mais rápido pode ser tratado.

Na emergência, ou seja, nos primeiros minutos e horas de um AVC, o certo é correr ao hospital, entrar pela emergência e logo, em pelo menos 20-30 minutos da entrada do hospital, já ter feito a tomografia de crânio.

Este exame é o principal para separar, diferenciar se o AVC foi isquêmico ou hemorrágico. Isso muda frontalmente o tratamento.

Sendo um AVC Isquêmico…

A terapia correta se o paciente chegar até 4-4,5 horas do início dos sintomas é dar o medicamento alteplase, que é um tipo de trombolítico que dissolve o coágulo e restabelece o fluxo de sangue no cérebro.

Se o paciente tiver uma obstrução de uma grande artéria na região anterior da cabeça, como a cerebral média ou carótida interna, além do alteplase, e a depender do tempo, o correto é levar este paciente para a hemodinâmica, para fazer um cateterismo e desobstruir localmente o vaso.

Sendo um AVC Hemorrágico…

A terapia correta nas primeiras horas e dias é dar remédios na veia para baixar a pressão arterial, se a pressão estiver acima de 140/90mmHg.

O alvo de PA atualmente para a fase aguda, primeiras horas e dias de tratamento de um AVC hemorrágico, é manter a pressão menor de 140/90mmHg. Além disso, o paciente deve ser internado em UTI ou NeuroUTI, para melhor monitoramento, pois estes pacientes podem complicar e piorar.

Quando o hematoma, o sangramento, é muito grande, e o paciente está entrando em coma ou tem alto risco para isso, às vezes é indicada cirurgia para retirada do hematoma.

** Dra. Maramélia Miranda é neurologista com com residência e pós-graduação realizados na UNIFESP-EPM, especializada em AVC e Doppler Transcraniano, e editora do blog iNeuro.com.br.

Источник: http://www.ineuro.com.br/para-os-pacientes/acidente-vascular-cerebral-avc/

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