Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

Contents
  1. Trombose: causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção
  2. 1 • É possível prevenir a trombose?
  3. 2 • Apenas mulheres têm a trombose?
  4. 3 • Dor é um dos sintomas da trombose?
  5. 4 • O exame de imagem é essencial para o diagnóstico da trombose?
  6. 5 • Gestantes podem desenvolver a trombose?
  7. Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia
  8. 1. Caminhar assim que possível
  9. 2. Calçar meia elástica
  10. 3. Elevar as pernas
  11. 4. Utilizar remédios anticoagulantes
  12. 5. Fazer massagem nas pernas
  13. Para saber como recuperar mais rapidamente, confira ​Cuidados gerais depois de qualquer cirurgia
  14. Trombose
  15. Quais as causas de uma trombose?
  16. O que acontece se uma trombose não é tratada?
  17. Diagnóstico de trombose venosa profunda
  18. Quem apresenta maior risco de sofrer uma trombose venosa profunda?
  19. Prevenção – Como prevenir uma trombose?
  20. O seu contato em caso de trombose venosa profunda
  21. Dicas precisosas – O que pode fazer por si
  22. Como é tratada uma trombose venosa profunda?
  23. A estratégia do tratamento inclui:
  24. Terapia de compressão – Como actuam as meias anti-trombose?
  25. Trombose: conhecer fatores de risco e agir rápido previnem complicações
  26. Por que isso acontece?
  27. Saiba reconhecer os sintomas
  28. Quem precisa ficar atento?
  29. Quando procurar ajuda?
  30. Como é feito o diagnóstico?
  31. Como a trombose é tratada?
  32. Possíveis complicações
  33. TVP x Trombose Arterial
  34. Dá para prevenir a trombose?
  35. Como evitar o risco de trombose no seu pós-cirurgico
  36. Fatores de risco para a trombose
  37. Como evitar o risco de trombose após uma cirurgia
  38. 1. Fazer caminhadas leves quando permitido
  39. 2. Utilizar meias de compressão
  40. 3. Manter as pernas elevadas
  41. 4. Seguir o tratamento medicamentoso recomendado
  42. 5. Fazer massagem nas pernas
  43. 6. Usar um compressor pneumático para membros inferiores
  44. 7. Anticoagulantes injetáveis
  45. Trombose Após Cirurgia Plástica – O Que é e Como Prevenir
  46. O que é a Trombose?
  47. Quais São os Fatores de Risco?
  48. Como Evitar a Trombose Após Cirurgia Plástica?

Trombose: causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

A trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região.

O problema maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia.

Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.

A trombose ocorre, geralmente, após cirurgia, corte ou falta de movimento por muito tempo, sendo mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos.

 Apesar de ser um problema que geralmente afeta mais mulheres, homens também podem ter trombose.

Em números, quando é avaliada apenas a faixa entre 20 a 40 anos, a incidência de trombose é um pouco maior nas mulheres pela maior exposição a fatores de risco, como anticoncepcionais e gestações.

Tipos de trombose

• Aguda – Na maioria das vezes, é solucionada naturalmente. O próprio corpo utiliza de mecanismos para dissolver os coágulos que provocam o entupimento das veias, sem deixar sequelas e sem evoluir para quadros mais graves.

• Crônica – Ocorre quando, durante o processo de dissolução do coágulo natural, ficam sequelas no interior das veias, destruindo a estrutura das válvulas.

Por conta dessas alterações nas válvulas, o retorno do sangue fica prejudicado e leva ao aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento e endurecimento da pele, além de feridas e outras complicações.

Formas da trombose

• Trombose Venosa Profunda (TVP): Condição conhecida popularmente apenas por trombose. É a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas na parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. É a forma mais comum.

• Trombose arterial: Existem trombos que se formam nas artérias, bloqueando-as totalmente. Quando existe uma obstrução total das artérias do cérebro, por exemplo, ocorre o que é conhecido como Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Nesses casos, a região até onde o sangue não chega sofre um infarto cerebral e morre.

• Trombose hemorroidária: Quando uma hemorroida tem a formação aguda de trombos, chamamos isso de uma trombose hemorroidária. Esse quadro implica no desenvolvimento de um nódulo com edema e de coloração arroxeada na margem anal. É frequentemente acompanhado de dor severa.

O que causa a trombose?

A trombose possui várias causas e fatores de risco. A maior parte delas é evitável. Então, procure sempre um médico e faça exames regularmente. Mantenha ainda um estilo de vida saudável.

As principais causas da trombose são:

• Uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal • Tabagismo • Ficar sentado ou deitado por muito tempo • Hereditariedade • Gravidez • Presença de varizes • Idade avançada • Pacientes com insuficiência cardíaca • Tumores malignos • Obesidade • Distúrbios (hereditários ou adquiridos) de hipercoagulabilidade

• História prévia de trombose venosa

A trombose e o avião

Um medo muito comum das pessoas é o de trombose em viagens aéreas.

O risco do problema aparecer é realmente maior um voo de avião, quando a pessoa fica sem mover as pernas, o que prejudica o retorno do sangue venoso para o coração.

O problema maior é em pessoas que tem alguma predisposição a ter trombose. O sintoma mais comum é inchaço de panturrilha, acompanhado ou não de dor e calor local.

Como evitar trombose no avião?

Use roupas confortáveis e um pouco mais largas • Use meias elásticas medicinais, prescritas por médico e adequadamente calçadas • Tome bastante líquido, principalmente água. Além de hidratar, o líquido também motiva a pessoa a se levantar para ir ao banheiro

• Evite ficar mais de duas horas parado na mesma posição

Sintomas da trombose

A trombose venosa profunda pode ser absolutamente assintomática. Quando presentes, os principais sintomas nesta forma da doença incluem dor, calor, vermelhidão e rigidez da musculatura na área em que o trombo de formou.

Os pacientes submetidos a cirurgias de joelho, quadril e trauma (como fraturas) são os principais grupos de risco. A trombose que pode ocorrer após uma cirurgia ortopédica é geralmente localizada nas pernas, provocando entupimento da veia, causando dor e inchaço.

Às vezes, coágulos podem se soltar, viajando pelo sangue até “encalhar” no pulmão, o que é chamado de embolia pulmonar. Essa condição, que provoca uma súbita falta de ar, pode ser bastante grave e exige atendimento imediato. Sinais claros podem indicar o desenvolvimento de coágulos sanguíneos (trombose):

• Dor diferente da dor da cirurgia • Vermelhidão ao longo da perna (que aparece de repente ou inchaço que está piorando) • Inchaço na perna (que apareceu de repente ou inchaço que está piorando) • Aumento da temperatura (calor) da perna que dolorida • Respiração curta e rápida e palpitações, podendo haver desmaio • Tosse com sangue

• Dor no peito ou nas costas (o que não é comum)

Diagnóstico

Para diagnosticar a trombose, o médico fará, inicialmente, um exame clínico com base nos sintomas que cada paciente apresentar. Para confirmar, podem ser solicitados exames como ultrassonografia, exames de sangue, venografia, Eco Color Doppler (Ultrassom Vascular), tomografia e ressonância magnética.

Tratamento

Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento da trombose deve começar imediatamente. O tratamento tem três objetivos:

• Impedir o crescimento do coágulo sanguíneo • Impedir que o coágulo sanguíneo avance para outras regiões do corpo e, assim, evitar possíveis complicações • Reduzir as chances de recorrência da trombose • Durante o tratamento, existem medicamentos e outras formas de complementar o tratamento, conforme indicação médica de acordo com cada caso.

Entre as opções estão diluidores do sangue (anticoagulantes), que diminuem as chances de haver coagulação do sangue • Uso de medicamentos para casos mais graves de tromboses e também de embolia pulmonar, conhecidos como heparina.

• Inserção de filtros na maior veia do abdômen para impedir que os coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões

• Meias de compressão para melhorar o edema causado pela trombose

Complicações

Dependendo do caso e se não for tratada correta e imediatamente, a trombose pode evoluir para algumas complicações. Dependendo do segmento de veia acometido, doença pode ser mais ou menos grave.

Quando o coágulo obstrui uma pequena veia da perna, causa um transtorno localizado naquela região. Quanto mais próximo do coração, ou maior a veia, maior será a gravidade da trombose, assim como a possibilidade de matar.

As principais complicações da trombose são:

• Insuficiência venosa crônica ou síndrome pós-trombótica.
• Inchaço crônico da perna afetada e/ou dor acompanhado de varizes. • Mudanças na pele, que pode se tornar mais escura e seca. • Eczema, coceira muito forte que pode levar a uma ferida de difícil cicatrização. • Embolia pulmonar (EP). Essa última apresenta alto índice de mortalidade. • Embolia pulmonar e trombose.

• A maior e principal complicação decorrente de trombose é a embolia pulmonar – quando um vaso sanguíneo do pulmão é obstruído por coágulo de sangue, oriundo de outras partes do corpo, especialmente as pernas. A embolia pulmonar pode ser fatal.

Mitos e verdades

1 • É possível prevenir a trombose?

VERDADE. Além do acompanhamento médico, qualquer pessoa pode tomar medidas de prevenção. Muitas delas podem ser incorporadas no cotidiano.

Algumas das dicas são: exercitar-se ou fazer pequenas caminhadas regularmente; controlar o peso; evitar o cigarro; movimentar as pernas durante longos períodos sentada; usar meias elásticas no caso de insuficiência venosa, sempre com orientação médica.

2 • Apenas mulheres têm a trombose?

MITO. A incidência de trombose é igual nos dois sexos quando não estratificado por faixa etária. Quando é avaliada apenas a faixa entre 20 a 40 anos, a incidência é um pouco maior nas mulheres exatamente pela maior exposição a fatores de risco, como os anticoncepcionais e gestações.

3 • Dor é um dos sintomas da trombose?

VERDADE. Os membros inferiores são os locais mais comuns de trombose e os principais sintomas são o edema (inchaço), a vermelhidão, a dor e o calor local, além de dor nas pernas.

4 • O exame de imagem é essencial para o diagnóstico da trombose?

VERDADE. É imprescindível a realização de um método de imagem sempre quando há suspeita clínica para confirmar e localizar o coágulo.

5 • Gestantes podem desenvolver a trombose?

VERDADE. O corpo da mulher passa por uma série de mudanças durante a gravidez. O organismo se prepara para a situação do parto, aumentando as substâncias pró coagulantes no sangue. O resultado é um risco seis vezes maior de trombose durante a gestação. No período de pós-parto, durante aproximadamente 40 dias, esse risco chega a ser 15 vezes maior.

Como prevenir?

Pequenos cuidados podem prevenir a trombose tanto pós-cirurgia como no cotidiano. Por isso, é fundamental manter-se em movimento, se possível, fazer atividades físicas rotineiramente. Além de ingerir bastante líquido.

As principais formas de prevenir a trombose são:

• Praticar exercícios físicos regularmente
• Evitar o consumo de álcool e tabagismo • Manter uma dieta equilibrada • Evitar o aumento do peso corporal • Usar meias elásticas no caso de insuficiência venosa, sempre com orientação médica • Movimentar-se ao máximo no dia, respeitando as limitações orientadas pela equipe de saúde • Realizar exercícios recomendados pela equipe de saúde • Parar de fumar

• Ingerir líquidos.

fonte: Ministério da Saúde

Источник: https://www.unimed.coop.br/web/cascavel/noticias-unimed/trombose-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-e-prevencao

Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

A trombose é a formação de coágulos ou trombos dentro dos vasos sanguíneos, impedindo o fluxo de sangue. Qualquer cirurgia pode aumentar o risco de desenvolver trombose, pois é comum ficar muito tempo parado tanto durante quanto após o procedimento, o que prejudica a circulação. 

Por isso, para evitar a trombose depois da cirurgia é recomendado começar a fazer pequenas caminhadas logo após a liberação do médico, usar meias elásticas​ por cerca de 10 dias ou até quando seja possível voltar a andar normalmente, mexer as pernas e os pés enquanto está deitado e tomar remédios anticoagulantes para impedir a formação de coágulos, como Heparina, por exemplo.

Apesar de poder surgir após qualquer cirurgia, o risco de trombose é maior no pós-operatório de uma cirurgia complexa ou que demora mais de 30 minutos, como cirurgia cirurgia do tórax, coração ou abdômen, como a bariátrica, por exemplo.

Na maioria dos casos, os trombos se formam nas primeiras 48 horas até cerca de 7 dias depois da cirurgia, causando vermelhidão na pele, calor e dor, sendo mais comum nas pernas.

Confira mais sintomas para identificar a trombose mais rápido em Trombose Venosa Profunda.

Para prevenir a trombose depois de uma cirurgia, o médico poderá indicar:

1. Caminhar assim que possível

O paciente operado deve caminhar logo que tenha pouca dor e não corra risco de a cicatriz romper, pois o movimento estimula a circulação do sangue e diminui o risco de trombos. Normalmente, o paciente pode andar ao final de 2 dias, porém depende da cirurgia e da orientação do médico.

2. Calçar meia elástica

O médico pode recomendar o uso de meias elásticas de compressão ainda antes da cirurgia, que devem ser usadas por um período de cerca de 10 a 20 dias, até que a movimentação do corpo ao longo do dia volte ao normal e já seja possível realizar atividades físicas, retiradas apenas para higiene do corpo.

A meia mais utilizada é a de média compressão, que exerce uma pressão de cerca de 18-21 mmHg, que é capaz de comprimir a pele e estimular o retorno venoso, mas o médico também poderá indicar a meia elástica de alta compressão, com pressão entre 20-30 mmHg, em certos casos de maior risco, como pessoas com varizes grossas ou avançadas, por exemplo. 

As meias elásticas também são aconselháveis para qualquer pessoa que tenha problemas de circulação venosa, pessoas acamadas, que passam por tratamentos restritas ao leito ou que têm doenças neurológicas ou ortopédicas que dificultam a movimentação. Saiba mais detalhes em para que servem e quando usar as meias de compressão.

3. Elevar as pernas

Esta técnica facilita o retorno do sangue ao coração, o que previne o acúmulo de sangue nas pernas e pés, além de diminuir o inchaço das pernas.

Quando possível, é orientado que o paciente movimente os pés e as pernas, dobrando e esticando cerca de 3 vezes ao dia. Estes exercícios podem ser orientados pelo fisioterapeuta ainda no hospital. 

4. Utilizar remédios anticoagulantes

Remédios que ajudam a prevenir a formação de coágulos ou trombos, como a Heparina injetável, que pode ser indicado pelo médico, principalmente quando se trata de uma cirurgia demorada ou que exigirá um repouso longo, como abdominal, torácica ou ortopédica.

O uso de anticoagulante pode ser indicado até quando seja possível andar e movimentar o corpo normalmente. Estes remédios também costumam ser indicados durante uma internação hospitalar ou durante um tratamento em que a pessoa necessite ficar em repouso ou deitada por muito tempo. Entenda melhor a função destes medicamento em o que são anticoagulantes e para que servem. 

5. Fazer massagem nas pernas

A realização de massagem nas pernas de 3 em 3 horas, com óleo de amêndoas ou qualquer outro gel de massagem, também é outra técnica que estimula o retorno venoso e dificulta o acúmulo de sangue e formação de coágulos.

Além disso, a fisioterapia motora e outros procedimentos que podem ser indicados pelo médico, como a estimulação elétrica de músculos da panturrilha e a compressão pneumática externa intermitente, que é feita com aparelhos que estimulam os movimentos do sangue principalmente em pessoas que não conseguem fazer movimentos das pernas, como pacientes em coma.

O risco de ocorrer uma trombose depois de uma cirurgia é maioria quando o paciente tem mais de 60 anos, principalmente idosos acamados, após acidentes ou AVC, por exemplo.

No entanto, outros fatores que podem aumentar o risco de ter uma trombose venosa profunda depois de uma cirurgia são:

  • Cirurgia feita com anestesia geral ou peridural;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Uso de anticoncepcional ou outras terapias de reposição hormonal;
  • Ter câncer ou fazendo quimioterapia;
  • Ser portador do sangue do tipo A;
  • Ter doenças no coração, como insuficiência cardíaca, varizes ou problemas no sangue como trombofilia;
  • Cirurgia feita durante a gestação ou logo após o parto;
  • Caso haja uma infecção generalizada durante a cirurgia.

Quando ocorre a formação de um trombo devido a uma cirurgia, há grandes chances de desenvolver embolia pulmonar, pois os coágulos diminuem ou obstruem a passagem de sangue alojando-se nos pulmões, situação que é grave e causa risco de morte.

Além disso, também pode ocorrer inchaço, varizes e pele acastanhada nas pernas, que em casos mais graves, e pode levar a gangrena, que é a morte das células devido à falta de sangue.

Para saber como recuperar mais rapidamente, confira ​Cuidados gerais depois de qualquer cirurgia

Источник: https://www.tuasaude.com/como-evitar-a-trombose-depois-da-cirurgia/

Trombose

Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

Esse trombo impede o refluxo do sangue para o coração, fazendo com que o sangue congestione nas veias. A consequência traduz-se por inchaços, uma sensação de tensão e dores nas pernas.

De especial importância é a chamada trombose venosa profunda das pernas, em que o coágulo de sangue se forma em veias profundas do músculo da perna ou da bacia.

Se esse coágulo se solta das paredes da veia, pode chegar aos pulmões através do fluxo sanguíneo e aí causar complicações mais graves (embolia pulmonar).

Quais as causas de uma trombose?

Vários fatores de risco favorecem a ocorrência de uma trombose. Podem ser atribuídos a três causas principais, as quais, já em 1852, foram descritas pelo patologista de Berlim Rudolf Virchow e de quem ganharam o nome de tríade de Virchow:

  • Circulação sanguínea mais lenta, p. ex., devido a acamamento, gesso ou talas, carência acentuada de líquidos ou afeção venosa já existente (insuficiência venosa crónica).
  • Danos na parede do vaso, p. ex., na sequência de uma cirurgia, lesão ou inflamação, mas também devido a alterações das veias dos membros inferiores, causadas pela idade (p. ex., varizes).
  • Tendência acentuada para coagulação sanguínea, p. ex., se os fatores coagulantes estiverem em excesso ou o equilíbrio normal entre coagulação e a dissolução de coágulos for perturbado por certos medicamentos.

De uma forma geral, o risco de trombose aumenta com a idade, em caso de peso excessivo, na gravidez e em fumadores.

O que acontece se uma trombose não é tratada?

O sistema venoso dos membros inferiores é composto por veias superficiais em tecido conjuntivo diretamente abaixo da pele, e por veias profundas na musculatura.

Se se formar um coágulo numa veia profunda, o percurso do sangue de volta ao coração é muito mais prejudicado do que por um coágulo numa veia superficial. O sangue acumula-se no membro inferior e a veia fica inflamada. Sente-se uma dor indefinida, comparável com uma cãibra.

Tipicamente, as dores diminuem se a perna for colocada para cima e o inchaço reduzir. As características típicas são uma pele supersensível, excessivamente quente e por vezes, azulada.

Além das dores da inflamação venosa, temem-se sobretudo as complicações da trombose das veias profundas: ao soltarem-se partes do coágulo de sangue, estes podem causar uma embolia pulmonar mortal. O perigo de uma embolia é maior nos primeiros três a cinco dias.

Na fase tardia da trombose, a síndrome pós-trombótica é uma complicação frequente: trata-se de uma lesão das válvulas venosas devido à trombose, a qual pode levar a danos crónicos nas veias, com todas as suas consequências, até à úlcera (Ulcus cruris).

Diagnóstico de trombose venosa profunda

É necessário um rápido diagnóstico e tratamento da trombose venosa profunda para impedir uma embolia pulmonar. O exame da região dolorosa e a medição de parâmetros especiais do sangue no laboratório confirmam o diagnóstico da trombose suspeita. O médico usa o ultrassom Doppler e Duplex para localizar uma trombose venosa profunda exatamente antes de a tratar.

Quem apresenta maior risco de sofrer uma trombose venosa profunda?

Homens e mulheres idosos apresentam quase o mesmo risco de sofrer uma trombose venosa profunda. Em pessoas mais jovens, mais mulheres que homens são afetadas por trombose venosa profunda. As causas desta situação são as seguintes:

  • doença venosa pré-existente
  • transtorno de coagulação
  • pílula
  • gravidezes
  • tabagismo e obesidade
  • cirurgias
  • confinamento na cama
  • esforço físico invulgar

Prevenção – Como prevenir uma trombose?

O objetivo de uma prevenção eficaz é combater as três principais causas de uma trombose, ou seja, estimular o refluxo venoso, evitar lesões nas veias e baixar a capacidade de coagulação do sangue.

Daí resultam duas estratégias centrais na profilaxia da trombose:

  • a profilaxia medicamentosa da trombose, p. ex., através da administração de heparina, que inibe a coagulação sanguínea.
  • a profilaxia física da trombose; aqui incluem-se várias medidas que passamos a explicar de seguida.

Tão cedo e tão frequentemente quanto possível, com a ajuda do técnico de cuidados de saúde, deverá levantar-se e caminhar ao lado ou à volta da cama, junto do seu técnico de saúde. Dessa forma, os seus músculos criam tensão e as veias são pressionadas, o que acelera o fluxo sanguíneo.

Levantar os pés acima do nível da cabeça, também estimula o refluxo do sangue nas veias das pernas. Esta medida simples é para si, certamente, a mais agradável. Se, mesmo assim, sentir dores, informe o pessoal de enfermagem ou o médico, pois esse procedimento pode não ser indicado para si.

Aqui contam-se vários exercícios que o pessoal de enfermagem e/ou o fisioterapeuta podem praticar consigo e que visam mover a musculatura ativa e passivamente. Também estas ações são indicadas para acelerar o refluxo do sangue para o coração. Paralelamente, os exercícios servem ainda para o ajudar a pôr-se de pé mais rapidamente.

Graças às meias medicinais para profilaxia da trombose, é exercida uma pressão mecânica de fora para dentro nas veias, que reduz o diâmetro das mesmas, fazendo o sangue circular mais depressa para o coração. A pressão é feita controladamente: é mais forte no tornozelo e diminui à medida que sobe pelo membro inferior.

O seu contato em caso de trombose venosa profunda

  • Médico generalista
  • Especialista em doenças venosas
  • Médico assistente e pessoal de enfermagem se você estiver hospitalizado

Dicas precisosas – O que pode fazer por si

O que mais pode fazer para evitar uma trombose? Mesmo durante o período de internamento no hospital, beba muitos líquidos. Um teor equilibrado de líquidos também se reflete na composição do seu sangue e melhora as suas características de fluidez.

Também corro risco de trombose mesmo depois de receber alta do hospital? Uma trombose pode ocorrer sempre, desde que se verifique uma ou várias das causas mencionadas. Naturalmente que isso também ocorre depois do seu internamento. Aqui ficam algumas dicas preciosas para casa:

    Prefira o frio ao calor! Passe regularmente a barriga das pernas com água fria de um chuveiro, em movimentos circulares, de manhã e à noite.
  • Alimentação: Deverá alimentar-se de forma saudável e equilibrada. Em especial, coma muitas fibras, pois impedem problemas de obstipação, aliviando a pressão sobre as veias. Por dia, beba pelo menos 2 l de líquidos.
  • Peso corporal: Quem dá atenção ao peso tem cuidado com o seu aspeto e com as suas veias. O motivo: peso mais reduzido significa menor esforço para as veias e ajuda a evitar doenças vasculares.
  • Sombra em vez de sol: Calor a mais causa, muitas vezes, inchaços e dores nas pernas. Evite, por isso, sol a mais – também pela sua pele.
  • Movimento: Através da prática regular de desporto, as suas veias ficam em forma. Em especial, andar de bicicleta e nadar. Experimente a marcha ativa com bastões.
  • Dicas para o escritório: Aproveite os telefonemas para se levantar, dar uma volta, rodar os pés em círculos, levantá-los e baixá-los, ou para trocar o apoio entre o calcanhar e a ponta dos pés.
  • Escadas em vez de elevador: O treino das veias pode ser tão fácil: de vez em quando, use as escadas em vez do elevador.
  • Mantenha-se junto ao chão: Mime as suas veias com calçado raso. Sapatos de saltos altos podem ser atraentes mas favorecem os congestionamentos nas pernas.

Como é tratada uma trombose venosa profunda?

Muitos pacientes nem sequer reparam no problema, mesmo em tromboses graves. Isto é particularmente perigoso porque o coágulo sanguíneo que precipitou a trombose venosa profunda pode ser novamente desalojado. Se chegar aos pulmões, pode causar uma embolia pulmonar com risco de vida.

O tratamento dá a máxima prioridade à:

  • parada do aumento do coágulo
  • remoção da trombose
  • prevenção de uma embolia pulmonar
  • prevenção da síndroma pós-trombótica (dano permanente nas válvulas venosas).

A estratégia do tratamento inclui:

  • Medidas básicas, como posicionamento correto ou mobilização e terapia de compressão
  • Medicação para tornar o sangue mais fluido, como heparina ou Marcumar
  • Trombólise para desmembrar o coágulo sanguíneo (trombo)
  • Possivelmente uma cirurgia para remover o coágulo

Terapia de compressão – Como actuam as meias anti-trombose?

Em caso de acamamento ou mobilidade limitada, os mecanismos que promovem o refluxo venoso ao coração são desligados. Isso inclui, em especial, a redução da actividade muscular.

Meias medicinais para profilaxia da trombose conseguem, nesse caso, um equilíbrio: exercem pressão (compressão) nas veias superficiais dos membros inferiores e fazem com que o sangue reflua mais rapidamente para o coração.

Além disso, as meias medicinais para profilaxia da trombose dispõem de um gradiente decrescente de pressão (a pressão exercida é, portanto, mais intensa no tornozelo do que na coxa), o que acelera ainda mais o refluxo venoso.

Também tenho que usar as meias para profilaxia da trombose à noite?

A resposta é, claramente, “Sim”. Uma vez que, durante a noite, nos mexemos menos, o fluxo de sangue também desacelera e o risco de se formar um coágulo aumenta consideravelmente. A mediven thrombexin 18 oferece, por isso, em especial durante o repouso nocturno, uma protecção de confiança.

Источник: https://www.medi.pt/saude/diagnostico-tratamento/trombose/

Trombose: conhecer fatores de risco e agir rápido previnem complicações

Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

Trombo é um coágulo —parcial ou total— que se forma nos vasos sanguíneos, veias ou artérias, limitando o fluxo normal do sangue. Quando isso acontece, estamos diante da trombose, que pode se manifestar de diferentes formas.

Caso ela ocorra em uma veia profunda será definida como Trombose Venosa Profunda (TVP); se o coágulo se formar em uma artéria, ele é chamado de Trombose Arterial (TA) e pode levar ao infarto ou ao AVC (acidente vascular cerebral).

A TVP acomete desde crianças até idosos, é a causa de óbito de 100 mil pessoas todos os anos nos Estados Unidos, e ainda está na lista das causas de morte mais frequentes entre gestantes, pacientes com câncer e no puerpério.

Além disso, 3 em cada 10 pessoas que tiveram o problema podem ter novo episódio em um prazo de 10 anos. Embora esses dados sejam alarmantes, o fato é que a maioria desses eventos pode ser prevenida.

A mais séria complicação da trombose é o deslocamento do trombo da veia para o pulmão. Trata-se do Tromboembolismo Pulmonar (TEP), cuja gravidade dependerá do tamanho e da quantidade de coágulos. Os médicos podem se referir à presença de TVP e TEP como Tromboembolismo Venoso (TEV).

Em 90% dos casos, a situação é controlada com medicamentos, mas em algumas situações será necessária a atuação conjunta de cardiologistas, neurologistas, angiologistas, pneumologistas e até hematologistas.

Por que isso acontece?

Muitos fatores podem estar envolvidos no aparecimento de um coágulo. As causas mais comuns são identificadas pelos especialistas por meio da chamada Tríade de Virchow, que avalia a presença das seguintes características:

  • Lesão nos vasos sanguíneos: são exemplos a lesão da parede vascular que ocorre no trauma, cirurgia ou uso de cateter venoso;
  • Hipercoagulação: desequilíbrio do processo normal da coagulação sanguínea decorrente de processos inflamatórios como a obesidade, doenças reumatológicas, tabagismo, uso de determinados fármacos como anticoncepcionais orais combinados (estrogênio e progesterona), além de gravidez e puerpério (períodos em que há redução fisiológica de fatores anticoagulantes naturais), intervenção cirúrgica e doenças hereditárias;
  • Redução da velocidade do fluxo sanguíneo ou estase: longos períodos de imobilidade, como os que acorrem após uma cirurgia, uma longa viagem, e até mesmo entre pacientes acamados podem facilitar a formação de coágulos.

Não obstante esses fatores possam desencadear a trombose, para algumas pessoas ela se manifesta sem nenhuma causa aparente, quando é chamada de trombose não provocada ou sem fator desencadeante conhecido.

Saiba reconhecer os sintomas

Os sinais e sintomas da TVP variam a depender da região do corpo na qual ela acontece. Mais comum nos membros inferiores, pode se manifestar também no braço e na pelve, ou em outra região do corpo. Variáveis em forma e intensidade, eles têm as seguintes características:

  • Edema (inchaço)
  • Dor
  • Rubor da pele (ela fica mais escura – arroxeada)
  • Sensibilidade ao toque

No TEP (embolismo pulmonar), os sintomas são os seguintes:

  • Dificuldade para respirar
  • Palpitações
  • Dor no peito ou desconforto que aumenta ao tossir ou respirar
  • Pressão baixa
  • Cansaço
  • Dor nas costas

Quem precisa ficar atento?

A TVP pode acometer homens e mulheres igualmente, inclusive idosos. Durante a idade reprodutiva é mais comum entre as mulheres. Embora seja mais raro, crianças também podem ter trombose.

Caso você se encaixe em alguma das condições a seguir, as chances de ter o problema aumentam. Confira:

  • Histórico familiar de TEV
  • Idade superior a 40 anos
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Histórico de trombose anterior
  • Uso de anticoncepcional oral combinado
  • Câncer (cérebro, pulmão, ginecológico ou gastrointestinal)
  • Varizes
  • Trauma múltiplo
  • Paralisia por lesão medular
  • Trauma de pélvis ou ossos longos
  • Trombofilia (tendência a formar trombose)

Situações temporárias que facilitam o coágulo:

  • Cirurgia geral de grande porte
  • Cirurgia ortopédica de grande porte
  • Anestesia
  • Estar acamado, imobilidade
  • Viagens (carro, trem ou avião) por mais de 8 horas
  • Gravidez e puerpério
  • Terapia hormonal
  • Desidratação

Quando procurar ajuda?

Liz Ribeiro Wallim, especialista em clínica médica e reumatologia da Escola de Medicina da PUC-PR, diz que na TVP o sinal de alerta é dor e inchaço de membro inferior, geralmente unilateral. As veias superficiais da pele também ficam mais evidentes do que o outro lado, e a extremidade pode ficar mais arroxeada.

Por isso, “ao identificar-se como integrante do grupo de risco, procure atendimento médico imediato. E o serviço de emergência será capaz de avaliar o caso e intervir”, explica a médica.

Como é feito o diagnóstico?

O médico vai levantar seu histórico de saúde e fazer o exame físico. Para confirmar a suspeita diagnóstica, é feita uma ecografia denominda Eco-Doppler, que confirmará ou não a presença da TVP, e ainda ajudará no diagnóstico diferencial, ou seja, excluirá outras possíveis causas dos sintomas apresentados.

Como a trombose é tratada?

O objetivo do tratamento é impedir a formação e o aumento do trombo, bem como evitar que ele chegue até o pulmão. A principal estratégia terapêutica é o uso de medicamentos anticoagulantes por prazo determinado pelo médico, a depender do risco de cada paciente. Esse tempo pode ser de 3 até 24 meses.

Em caso de gravidez, o tratamento é também medicamentoso e deve durar por toda a gestação e até 6 semanas após o nascimento do bebê —ou mesmo por mais tempo, conforme o quadro. Nesses casos, usa-se a heparina de baixo peso molecular (HBPM), dados os seus perfis de segurança.

Na maioria das vezes o manejo é clínico, com medicamentos anticoagulantes, mas quando há embolia pulmonar, pode ser indicado o uso de trombolítico (substância para dissolver o coágulo) ou cirurgia para remoção do mesmo (em casos específicos).

Possíveis complicações

A principal complicação de curto prazo da TVP é TEP. A de longo prazo, é a Síndrome pós-trombótica, que se caracteriza por dor crônica; sensação de peso; cãibra; inchaço, com melhora dos sintomas durante repouso e elevação dos membros inferiores, além do uso de meias elásticas. A explicação é de Ana Luiza Engelhorn, professora de angiologia da Escola de Medicina da PUC-PR.

Essa síndrome pode se manifestar em 20% a 50% dos casos, de 1 a 2 anos após o evento. E os fatores de risco associados são obesidade, nova trombose e problemas de coagulação.

Outra possível consequência é a hipertensão pulmonar (na TEP), o agravamento de doença arterial (se não houver mudanças de hábitos de vida) e hemorragia espontânea decorrente do uso de medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários, especialmente em idosos.

TVP x Trombose Arterial

Enquanto a TVP acomete uma veia profunda, a trombose arterial é aquela onde o coágulo se forma em uma artéria. Geralmente ela decorre de alguma complicação da doença aterosclerótica —que é o acúmulo de gordura na parede arterial, mas pode ter outros fatores de risco.

Em algumas situações, o primeiro “sintoma” é o infarto agudo do miocárdio ou o AVC —que podem levar à morte súbita ou a graves complicações. Quando atinge uma artéria periférica, os sintomas são diferentes da TVP, e se caracterizam pela dor súbita e progressiva, esfriamento e palidez do braço ou perna, piorando muito quando anda ou se eleva o membro.

Caso o foco seja uma artéria cerebral, confusão, alteração ou dificuldade ao falar, formigamento ou diminuição da força em um dos lados do corpo (direito ou esquerdo, nunca os dois ao mesmo tempo), perda unilateral da visão, dificuldade para engolir, andar ou segurar objetos poderão ser observados. Nesses casos, a intervenção médica deve ser imediata.

No caso de TA, o tratamento prevê o uso combinado de medicamentos —já que é comum a existência de outras doenças (comorbidades), explica o cardiologista João Vicente Silveira, da Unidade de Hipertensão do InCor-FMUSP.

Caso a trombose seja diagnosticada antes do infarto, “uma intervenção cirúrgica para a colocação de um stent (mecanismo que impede a constrição do fluxo local) também é uma das possíveis medidas, assim como eventual procedimento para retirada do coágulo e da gordura”, completa o especialista.

Dá para prevenir a trombose?

A trombose pode acontecer de repente, mesmo na ausência de algum sintoma ou fatores de risco. Contudo, você pode colaborar para prevenir sua manifestação ou o agravamento do quadro, adotando as seguintes medidas:

  • Conheça seu histórico familiar.
  • Aprenda a reconhecer os sintomas para buscar ajuda médica imediata.
  • Mantenha-se hidratado. Um dos riscos para a TVP é a desidratação.
  • Evite a obesidade.
  • Pratique atividade física. Caminhadas regulares podem ajudar.
  • Reduza o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Evite o tabagismo.
  • Mantenha as pernas em posições que permitam a circulação sanguínea.
  • Levante e caminhe um pouco após estar sentado por períodos prolongados.
  • Fale com seu médico sobre a necessidade de medidas preventivas caso tenha de se submeter a alguma cirurgia.
  • Consulte seu médico sobre a melhor forma de usar meias elásticas no seu caso. Na síndrome pós-trombótica, ela garante 50% de alívio dos sintomas.

Fontes: Ana Luiza Engelhorn, médica especialista em clínica médica e angiologia e professora adjunta da disciplina de angiologia da Escola de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná); João Vicente da Silveira, cardiologista e médico-assistente da Unidade de Hipertensão do InCor-FMUSP (Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e Liz Ribeiro Wallim, médica especialista em clínica médica e reumatologia, e professora da Escola de Medicina da PUC-PR. Revisão técnica: Ana Luiza Engelhorn.

Referências: Ministério da Saúde; SBACVSP (Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Regional São Paulo); CDC (Centers for Disease Control and Prevention); Damilola Ashorobi; Roberto Fernandez. Thrombosis. NCBI. 2019; Abdulrahman Abas Osman,Weina Ju, Dahui Sun , Baochang Qi. Review Article Deep venous thrombosis: a literature review. Int J Clin Exp Med 2018.

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/06/02/conhecer-fatores-de-risco-e-agir-rapido-previnem-complicacoes-da-trombose.htm

Como evitar o risco de trombose no seu pós-cirurgico

Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

Embora sejam procedimentos opcionais e, em geral, feitos em pessoas que têm um bom estado de saúde, as cirurgias plásticas podem apresentar complicações, assim como qualquer outro tratamento cirúrgico. Entre elas, uma das que mais se destacam é o risco de trombose.

Essa complicação se caracteriza pela formação de um coágulo de sangue dentro dos vasos, o qual pode se deslocar pelo corpo e bloquear a circulação em diversas áreas, o que causa diferentes prejuízos.

Quando o coágulo se forma em uma artéria, ele pode viajar até o cérebro e causar um AVC. Porém, em 90% dos casos, o coágulo surge dentro de uma veia, em geral localizada nas pernas.

O tipo mais famoso é a trombose venosa profunda, que acontece quando o coágulo se forma dentro de veias profundas que ficam no interior dos músculos. Quando ele interrompe a circulação local, a região atingida terá sinais como dor e inchaço.

Porém, a situação é ainda mais perigosa quando o coágulo se solta e se desloca pelo corpo, podendo bloquear a circulação em órgãos como cérebro, coração e pulmão, em um quadro conhecido como embolia e que pode levar à morte.

Embora as cirurgias representem um risco maior para a trombose, essa condição também pode acontecer em outras situações, como em viagens de avião. 

Fatores de risco para a trombose

As cirurgias aumentam o risco de trombose, especialmente quando se trata de um procedimento com mais de 30 minutos ou cirurgias complexas, como bariátricas, ortopédicas ou de tórax.

Além disso, as anestesias geral e peridural podem facilitar a formação de um coágulo, assim como a própria manipulação que se faz dos tecidos e dos vasos sanguíneos durante a operação.

Contudo, existem fatores prévios que aumentam o risco desse problema depois de uma cirurgia, como ter mais de 60 anos, excesso de peso, tabagismo, usar pílula anticoncepcional e ter predisposições genéticas.

Vale lembrar que esses riscos são cumulativos e que cada um desses fatores deverá ser avaliado pelo cirurgião antes do procedimento. Se necessário, o paciente poderá ser solicitado a emagrecer, abandonar o cigarro ou suspender o anticoncepcional antes da cirurgia.

Como evitar o risco de trombose após uma cirurgia

Antes de qualquer intervenção cirúrgica, o médico solicitará exames de sangue para verificar se o paciente tem algum problema de coagulação, como uma trombofilia (maior predisposição genética para a formação de trombos).

Contudo, mesmo que o paciente esteja apto a passar pela cirurgia, ainda assim será necessário seguir alguns cuidados para afastar o risco de trombose no pós-operatório. Conheça as principais medidas para evitar o problema:

1. Fazer caminhadas leves quando permitido

A caminhada ativa os mecanismos que favorecem a circulação sanguínea, evitando a formação de trombos. Por isso, assim que o cirurgião liberar, o paciente deve fazer pequenas caminhadas para movimentar as pernas.

Nas cirurgias mais simples, as caminhadas são incentivadas tão logo o efeito da anestesia passe e a pessoa se sinta bem para fazer essa atividade física. Contudo, nos procedimentos mais complexos, pode ser necessário aguardar cerca de 2 dias.

Veja também – 13 super dicas para uma alimentação saudável e como você deve mudar seus hábitos

2. Utilizar meias de compressão

As meias elásticas compressivas exercem uma pressão controlada na perna, que é gradualmente maior conforme se aproxima da extremidade inferior. Dessa forma, elas favorecem o retorno do sangue pelas veias, evitando o risco de trombose.

Esse acessório deve ser adquirido conforme a orientação do cirurgião, pois as meias oferecem diferentes níveis de pressão. Em alguns casos, a utilização pode começar antes da cirurgia, sendo comum dar continuidade por 10 a 20 dias depois do procedimento.

3. Manter as pernas elevadas

Outro cuidado que ajuda a afastar o risco de trombose depois de uma cirurgia plástica é manter as pernas elevadas, seja com o auxílio de travesseiros e almofadas especiais quando se está deitado ou com banquinhos quando se está sentado.

Com essa medida, é mais fácil que o sangue retorne dos membros inferiores em direção ao coração, o que evita o seu acúmulo nas pernas, tornozelos e pés, combate o inchaço e diminui o risco da formação de trombos.

4. Seguir o tratamento medicamentoso recomendado

Em caso de cirurgias muito longas ou que demandem um repouso prolongado, impedindo que o paciente faça caminhadas, o médico poderá optar pela injeção de heparina, um poderoso anticoagulante.

Além disso, o cirurgião poderá indicar um tratamento com anticoagulantes orais a ser seguido por determinado intervalo de tempo depois da cirurgia, de modo a estimular a circulação sanguínea e reduzir a chance de formação de coágulos.

5. Fazer massagem nas pernas

A massagem nos membros inferiores também é uma forma de reduzir o risco de trombose. Ao realizar essa técnica em intervalos de 3 em 3 horas, é possível estimular o retorno venoso, o que ajuda a evitar a formação de coágulos pelo acúmulo de sangue.

Antes de fazer a massagem, porém, é necessário perguntar ao cirurgião se essa é uma medida indicada para o paciente. Dependendo do caso, o médico poderá recomendar que a massagem seja feita por um fisioterapeuta.

Não deixe de ver – Pós-operatório de cirurgia plástica: confira as principais recomendações!

6. Usar um compressor pneumático para membros inferiores

Em caso de cirurgias que exijam um longo tempo de internação ou quando o paciente precisa ficar muitos dias acamado, sem poder se movimentar, pode ser indicado o uso do compressor pneumático para membros inferiores.

Esse aparelho consiste em um sistema de perneiras que inflam e promovem uma compressão gradual a partir dos tornozelos em direção à virilha, de modo a estimular o retorno do sangue pelas veias. Por ser um aparelho pouco acessível, seu uso é principalmente hospitalar.

7. Anticoagulantes injetáveis

Os coágulos podem ocorrer nos vasos sanguíneos arteriais e venosos. Eles são fundamentais para cicatrizar feridas e parar sangramentos. Mas, em alguns casos, eles podem trazer complicações por impedir a circulação normal do sangue.

Os medicamentos anticoagulantes fazem com que o sangue permaneça líquido e circule com fluidez. A dose é ajustável para a necessidade de cada pessoa. Eles devem ser usados por pacientes que têm maior chance de desenvolver um trombo ou, também, eliminar os que já se formaram. Antes de utilizar o medicamento, procure sempre orientação médica.

Você conhece alguém que sofreu com trombose depois de uma cirurgia? Quais foram as recomendações sugeridas? Compartilhe sua experiência conosco nos comentários.

Источник: https://www.lucianapepino.com.br/blog/cirurgia-plastica/risco-de-trombose/

Trombose Após Cirurgia Plástica – O Que é e Como Prevenir

Como diminuir o risco de trombose após uma cirurgia

Considerada uma condição bastante incomum, porém potencialmente grave e pouco conhecido pela população em geral.

Ocasionada por um distúrbio no sistema circulatório quando há um bloqueio do fluxo sanguíneo venoso devido à formação de coágulos nas veias dos membros inferiores, necessita de diagnóstico, inicio do tratamento de forma imediata e observação clínica, por poder evoluir, como quadro mais sério, ao surgimento da embolia pulmonar.

O distúrbio pode surgir após cirurgias, inclusive cirurgias plásticas; por conta disso, muitas equipes adotam condutas para minimizar esse risco, especialmente se a cirurgia envolve Abdominoplastia ou Lipoaspiração, que apresentam mais risco.

São algumas dessas condutas: eliminação do tabagismo, anticoncepcionais e reposições hormonais; perda de peso para pacientes em faixa de sobrepeso, uso de meias de compressão anti-trombose, compressores intermitentes das pernas, deambulação precoce após a cirurgia, e, em alguns casos, uso de anticoagulantes no pós-operatório.

O que é a Trombose?

Traduz a obstrução da circulação venosa, por fenômeno de formação de coágulos sanguíneos. Caso ocorra em veias das pernas, é classificado como Trombose Venosa Profunda, e caso ocorra na circulação venosa pulmonar, classificado como Embolia Pulmonar.

O risco de uma trombose é uma das grandes preocupações ao se realizar uma cirurgia plástica, principalmente as que envolvem descolamentos extensos como Abdominoplastia ou ainda, a Lipoaspiração.

A origem da trombose envolve o processo inflamatório que o organismo se encontra em um pós-operatório, associado à maior imobilidade e repouso dos pacientes, além de uma predisposição genética individual, não identificáveis ou identificáveis, como as Trombofilias (condição genética que eleva o risco de fenômenos tromboembólicos).

O diagnóstico se faz pelas manifestações clínicas, que seria de dor na panturrilha e perna, edema e vermelhidão local, no caso da Trombose Venosa Profunda; e dor torácica com falta de ar, no caso da Embolia Pulmonar. Associado a análise com Ultrasonografia Doppler e Tomografia Computadorizada.

A partir do momento que se faz um diagnóstico, o tratamento se inicia imediatamente, com medicações para evitar que continue a coagulação do sangue e o entupimento das veias com bloqueio da circulação.

Muitas cirurgias podem ser realizadas por etapas, no lugar de muitos procedimentos associados em uma mesma cirurgia, para evitar o real risco de trombose e embolia pulmonar, quando a paciente apresenta algum fator de risco.

Quais São os Fatores de Risco?

Idade, tabagismo, tempo cirúrgico, porte cirúrgico, procedimentos como Abdominoplastia e Lipoaspiração, peso corporal em excesso, uso de terapia de reposição hormonal ou anticoncepcional, histórico familiar ou pessoal de tromboses, são os principais fatores de risco, e exigem os protocolos de prevenção.

Nosso sistema circulatório proporciona o transporte de sangue, bombeado pelo coração, para os pulmões, para que seja oxigenado, e bombeado novamente para todo o corpo. Quando se tem a embolia pulmonar, esse processo de oxigenação do sangue nos pulmões é bastante dificultado, gerando todos os riscos.

Algumas pessoas apresentam um distúrbio sobre o mecanismo de hemostasia, com possibilidade de formação de coágulos dentro das veias. Partes desses coágulos podem se desprender e correr a circulação venosa, indo de volta até o coração e os pulmões, causando o bloqueio da circulação chamado de embolia pulmonar, ou nas próprias pernas, formando a Trombose Venosa.

A embolia pulmonar é potencialmente grave, tem seu diagnóstico por tomografia e deve ser tratada em ambiente de internação, sendo as primeiras 48h em observação em UTI e depois Enfermaria até a alta hospitalar, com a estabilização do quadro.

Como Evitar a Trombose Após Cirurgia Plástica?

Realizar uma recuperação ativa, evitando a imobilidade exagerada causada após a cirurgia. Sugere-se estar sempre movimentando as pernas e caminhar, em casa, no plano, a cada hora, por 3-5 minutos. Para quem é fumante e usa anticoncepcionais ou reposições hormonais, necessita-se de suspensão de todos estes por 45 dias antes da cirurgia, além da perda de peso para pacientes em sobrepeso.

Além disso, utilização dos protocolos de prevenção, envolvendo profilaxia mecânica com meias anti-trombose, compressor pneumático intermitente das pernas, deambulação frequente e de início precoce após a cirurgia; e profilaxia medicamentosa, com o uso dos anticoagulantes (Enoxaparina ou Xarelto), em casos com indicação, para ajudar a diminuir os riscos de trombose após cirurgia.

Tais protocolos devem ser aplicados pela equipe, após avaliação global caso a caso, de acordo com o tipo de cirurgia, idade e fatores de risco.

Em algumas situações, principalmente fatores de risco individuais atípicos, histórico pessoal ou familiar de trombose, podem exigir avaliação conjunta com médico Hematologista e Cirurgião Vascular, para montagem de protocolo de profilaxia mais específico, no pré-operatório, minimizando ao máximo esse risco.

Источник: https://rafaelmanzini.com.br/trombose-apos-cirurgia-plastica-o-que-e-e-como-prevenir/

Sobre a Medicina
Deixe uma resposta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: