Como é feita a cirurgia de apendicite, recuperação e possíveis riscos

Anestesia Geral é Perigosa?

Como é feita a cirurgia de apendicite, recuperação e possíveis riscos

A anestesia geral é uma técnica anestésica que promove abolição da dor (daí o nome anestesia), paralisia muscular, abolição dos reflexos, amnésia e, principalmente, inconsciência. Essa forma de anestesia faz com que o paciente torne-se incapaz de sentir e/ou reagir a qualquer estímulo do ambiente, sendo a técnica mais indicada nas cirurgias complexas, longas e de grande porte.

A anestesia geral é muito temida pela população em geral, mas essa má fama é bastante injusta. Conforme veremos mais à frente, o risco de alguém vir a falecer por causa da anestesia é muitíssimo baixo, principalmente se o paciente for saudável e a cirurgia não for complexa.

Nesse artigo iremos focar exclusivamente na anestesia geral. Se você procura informações sobre outras formas de anestesia, acesse o seguinte artigo: Tipos de Anestesia – Geral, Local e Raquidiana e Peridural.

Informações em vídeo

Antes de seguirmos em frente, assista a esse curto vídeo sobre a anestesia geral produzido pela nosso canal do .

Como é feita a anestesia geral?

A anestesia geral possui quatro fases: pré-medicação, indução, manutenção e recuperação.

Pré-medicação

A fase de pré-medicação é feita para que o paciente chegue ao ato cirúrgico calmo e relaxado. Normalmente é administrado um ansiolítico (calmante) de curta duração, como o midazolam, deixando o paciente já com um grau leve de sedação. Deste modo, ele entra na sala de operação sob menos estresse.

Indução

A fase de indução é normalmente feita com drogas por via intravenosa, sendo o Propofol a mais usada atualmente.

Após a indução, o paciente rapidamente entra em sedação mais profunda, ou seja, perde a consciência, ficando em um estado popularmente chamado de coma induzido.

O paciente apesar de estar inconsciente, ainda pode sentir dor, sendo necessário aprofundar ainda mais a anestesia para a cirurgia poder ser realizada.

Para tal, o anestesista também costuma administrar um analgésico opioide (da família da morfina) como o Fentanil.

Neste momento o paciente já apresenta um grau importante de sedação, não sendo mais capaz de proteger suas vias aéreas das secreções da cavidade oral, como a saliva.

Além disso, na maioria das cirurgias com anestesia geral é importante haver relaxamento dos músculos, fazendo com que a musculatura respiratória fique inibida.

O paciente, então, precisa ser intubado* e acoplado à ventilação mecânica para poder receber uma oxigenação adequada e não aspirar suas secreções.

* Em algumas cirurgias mais rápidas, ou que não abordem o tórax ou o abdômen, pode não ser necessária intubação, ficando o paciente apenas com uma máscara de oxigênio.

Manutenção

No início da fase de manutenção, as drogas usadas na indução, que têm curta duração, começam a perder efeito, fazendo com que o paciente precise de mais anestésicos para continuar o procedimento. Nesta fase, a anestesia pode ser feita com anestésicos por via inalatória ou por via intravenosa.

Na maioria dos casos, a via inalatória é a preferida. Os anestésicos são administrados através do tubo orotraqueal na forma de gás (vapores) junto com o oxigênio, sendo absorvidos pelos alvéolos do pulmão, passando rapidamente para a corrente sanguínea.

Alguns exemplos de anestésicos inalatórios são o óxido nitroso e os anestésico halogenados (halotano, sevoflurano e desflurano), fármacos que são administradas continuamente durante todo o procedimento cirúrgico.

A profundidade da anestesia depende da cirurgia. O nível de anestesia para se cortar a pele é diferente do nível para se abordar os intestinos, por exemplo.

Conforme o procedimento cirúrgico avança, o anestesista procura deixar o paciente sempre com o mínimo possível de anestésicos. Uma anestesia muito profunda pode provocar hipotensão e desaceleração dos batimentos cardíacos, podendo diminuir demasiadamente a perfusão de sangue para os tecidos corporais.

Recuperação

Quando a cirurgia entra na sua fase final, o anestesista começa a reduzir a administração das drogas, já planejando uma cessação da anestesia junto com o término do procedimento cirúrgico. Se há relaxamento muscular excessivo, drogas que funcionam como antídotos são administradas.

Nesta fase de recuperação, novamente analgésicos opioides são administrados para que o paciente não acorde da anestesia com dores no local onde foi cortado.

Conforme os anestésicos inalatórios vão sendo eliminados da circulação sanguínea, o paciente começa a recuperar a consciência, passando a ser capaz de voltar a respirar por conta própria. Quando o paciente já se encontra com total controle dos reflexos das vias respiratórias, o tubo orotraqueal pode ser retirado.

Nesse momento, apesar do paciente já ter um razoável grau de consciência, ele dificilmente se recordará do que aconteceu devido aos efeitos amnésicos das drogas.

Riscos

Existe um mito de que a anestesia geral é um procedimento perigoso. Complicações exclusivas da anestesia geral são raras, principalmente em pacientes saudáveis.

Na maioria dos casos, as complicações são derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como doenças cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais.

Só como exemplo, um trabalho canadense de 1997, apenas com cirurgias odontológicas com anestesia geral, ou seja, cirurgias de baixo risco realizadas em pacientes saudáveis, detectou uma taxa de mortalidade de apenas 1,4 a cada 1 milhão de procedimentos. Esse tipo de estudo nos mostra que a anestesia em si é muito segura.

Em geral, a taxa de mortalidade da anestesia geral é de apenas 1 em cada 100.000 a 200.000 procedimentos, o que significa um risco de morte de míseros 0,0005% a 0,001%.

É importante destacar que muitas cirurgias sob anestesia geral são realizadas em pacientes com doenças graves ou em cirurgias complexas de alto risco. Porém, na imensa maioria dos casos, quando o desfecho é trágico, raramente a culpa é da anestesia geral.

Também há que se destacar que a anestesia geral é um procedimento complexo, devendo ser feita somente por profissionais qualificados e em ambientes com ampla estrutura para tal.

Fatores que aumentam o risco de complicações

Antes de qualquer cirurgia, um anestesista irá consultá-lo para avaliar o seu risco cirúrgico. Além do reconhecimento prévio de doenças graves que podem complicar o ato cirúrgico, é importante para o anestesista saber algumas informações pessoais do paciente que possam aumentar o risco da anestesia, tais como:

Efeitos colaterais possíveis

A maioria dos efeitos colaterais da anestesia geral ocorre imediatamente após a cirurgia e desaparece em questão de horas. Eventualmente, porém, podem surgir casos de efeitos adversos que demoram mais tempo para melhorar ou que se tornam permanentes.

Efeitos adversos imediatos

Os efeitos imediatos da anestesia geral costumam ser aqueles que são notados logo que o paciente acorda. Em geral, eles são de curta duração, com duração inferior a um dia. Os mais comuns são:

  • Náusea e vômitos.
  • Boca seca.
  • Calafrios.
  • Dor muscular.
  • Coceira pelo corpo.
  • Dificuldade para urinar.
  • Tontura.

Rouquidão após anestesia

Cerca de 5 a 10% podem apresentar um quadro de rouquidão no pós-operatório. Essa complicação ocorre devido à lesão das cordas vocais pela intubação orotraqueal necessária durante a cirurgia. Na imensa maioria dos casos, o quadro é brando e melhora espontaneamente após alguns dias, como qualquer rouquidão comum.

Raramente, pode haver uma lesão mais séria das cordas vocais, provocando rouquidão a longo prazo. Cirurgias prolongadas e pacientes fumantes são os fatores de risco mais comuns para rouquidão pós-anestesia geral.

O uso de corticoides ajuda a reduzir o edema das cordas vocais e reduz o risco de rouquidão a longo prazo.

Confusão mental e delirium

A confusão mental é um efeito colateral comum, mas que costuma durar muito pouco tempo, principalmente nos pacientes jovens. Nos idosos, o risco maior é o desenvolvimento de delirium.

O delirium é um quadro transitório de redução da capacidade de concentração, alterações da memória, confusão mental e alteração da percepção do ambiente, que é bastante comum nos pacientes idosos que estão hospitalizados (explicamos o delirium em detalhes no artigo: Delirium – Confusão Mental nos Idosos).

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de delirium pós-operatório são:

  • Idade avançada.
  • Tabagismo.
  • História prévia de doença psiquiátrica.
  • Uso de medicamentos psicotrópicos.
  • História prévia de AVC.
  • Demência.
  • Cirurgia de emergência.

O delirium não é provocado exclusivamente pela anestesia geral. Ele surge com frequência em pacientes idosos internados por qualquer motivo, princialmente nos casos mais graves e prolongados.

A ocorrência de delirium no pós-operatório aumenta a taxa de complicações e o tempo de internação.

Todos os idosos melhoram após alguns dias, mas cerca de 40% nunca retornam totalmente ao estado cognitivo pré-operatório.

Problemas de memória

Os pacientes idosos também apresentam maior risco de desenvolverem um quadro chamado disfunção cognitiva pós-operatória, que é um quadro de redução das capacidades cognitivas e problemas de memória. Os fatores de risco são basicamente os mesmos descritos acima para o delirium.

Assim como ocorre no delirium, a disfunção cognitiva pós-operatória não provocada diretamente pela anestesia e não costuma ocorrer em pessoas jovens e previamente saudáveis.

Hipertermia maligna

A hipertermia maligna é uma raríssima e potencialmente fatal complicação que pode ocorrer durante a cirurgia. O quadro ocorre em 1 a cada 100 mil anestesias, geralmente tem origem familiar e cursa com febre alta, alterações respiratórias e contrações musculares que se iniciam logo após a administração de anestésicos inalatórios.

Conclusões

A anestesia geral é um procedimento extremamente seguro quando realizado por uma equipe capacitada, sendo habitualmente o método anestésico mais indicado para cirurgias de médio/grande porte. A taxa de mortalidade é muito baixa e as complicações após o procedimento costumam ser brandas e de curta duração.

Referências bibliográficas:

Источник: https://www.mdsaude.com/cirurgia/anestesia-geral/

Videolaparoscopia

Como é feita a cirurgia de apendicite, recuperação e possíveis riscos

A videolaparoscopia é uma técnica minimamente invasiva que tem como objetivo diagnosticar e tratar doenças que acometem a região abdominal ou pélvica. O procedimento pode ser realizado em ambiente hospitalar ou ambulatorial, com a utilização de anestesia geral.

Prevê pequenas incisões de cerca de 0,5 cm e a utilização de um laparoscópio com uma microcâmera acoplada e outros equipamentos de alta tecnologia, como fibras óticas e monitores.

Eles permitem melhor visualização e iluminação ideal da cavidade abdominal e pélvica, possibilitando uma avaliação mais detalhada dos órgãos e tecidos internos e, consequentemente, diagnósticos mais precisos.

Também chamada popularmente de laparoscopia, a técnica é utilizada para realização de diversos procedimentos e apresenta diferentes vantagens, como menor trauma para a parede abdominal, menor risco de infecção, além de uma cicatriz praticamente invisível, menor duração quando comparada a cirurgias abertas e maior eficácia para diagnosticar e tratar diferentes condições.

Saiba mais sobre a videolaparoscopia neste texto, do funcionamento e indicações, aos possíveis riscos.

Quando a videolaparoscopia é indicada?

Além de procedimentos ginecológicos, a videolaparoscopia pode ser usada para, entre outros fins, coleta de tecidos para realização de biópsias, e retirada de órgão, como a cirurgia de apendicite, por exemplo. É frequentemente realizada quando os resultados de um exame físico, raios-X ou tomografia computadorizada não são claros.

Importante para determinar o estágio de neoplasias ou mesmo verificar outras lesões abdominais, a técnica permite, inclusive, a definição de critérios como profundidade. As principais indicações da videolaparoscopia incluem suspeita de tumores e outros crescimentos, lesões, sangramento interno, infecções, bloqueios ou quando há dores abdominais que não podem ser explicadas.

A videolaparoscopia é indicada em diagnósticos ginecológicos quando há dor pélvica crônica e suspeita de infertilidade, para detectar endometriose, cistos ovarianos, miomas uterinos e bloqueio nas tubas.

Já o procedimento cirúrgico é geralmente adotado para retirada do tecido endometrial ectópico, extração de miomas e pólipos, abertura das tubas uterinas, nos casos de gravidez ectópica, tratamento de condições como hidrossalpinge, para cirurgia de laqueadura (esterilização feminina) ou histerectomia (retirada do útero), por exemplo.

Em alguns casos, diagnóstico e tratamento podem ser realizados ao mesmo tempo.

Como é feita a preparação para videolaparoscopia?

O primeiro passo é um exame físico e avaliação do histórico da paciente para confirmar se não há problemas de saúde que possam impedir a realização do procedimento. De acordo com o caso, podem ser necessários, ainda, exames laboratoriais e outros testes diagnósticos.

A paciente deverá jejuar por pelo menos oito horas (sem consumo de comida ou bebida). O médico deverá ser informado se houver alergia a algum medicamento, anestesia ou materiais cirúrgicos, como látex ou fitas adesivas.

Além disso, o médico também precisa ter conhecimento do uso de medicamentos, como anticoagulantes e outros, com ou sem prescrição médica, incluindo vitaminas e suplementos.

De acordo com o objetivo da videolaparoscopia, pode ser necessária a administração de antibióticos antes e após o procedimento e, em alguns casos, de um laxante para limpeza intestinal.

Como a videolaparoscopia é realizada?

A videolaparoscopia costuma ser realizada em ambiente hospitalar e prevê a aplicação de anestesia geral.

Todas as joias e objetos de metal que possam interferir no procedimento devem ser retirados, incluindo piercings e próteses dentárias, por exemplo.

A paciente recebe uma veste e fica posicionada com as costas deitadas na mesa de cirurgia. Um cateter pode ser inserido na bexiga para coletar a urina. Após a limpeza e anestesia do local é feita a incisão, normalmente abaixo do umbigo, para inserção do laparoscópio.

Para dilatar o abdômen e facilitar a visualização dos órgãos, é utilizado dióxido de carbono. Quando a videolaparoscopia é cirúrgica, podem ser realizadas outras pequenas incisões para inserção de instrumentos.

Após a finalização, é feita a sutura dos cortes, com pontos, grampos cirúrgicos ou fitas adesivas.

A duração do procedimento varia de acordo com a indicação.

Orientações após a realização da videolaparoscopia

Na videolaparoscopia ambulatorial, a paciente é liberada logo após o procedimento. Na cirúrgica, deve aguardar cerca de uma hora na sala de recuperação ou ficar internada por pelo menos 24 horas, de acordo com o caso.

Até a cicatrização, o corte deve ser mantido limpo e seco. Os pontos ou grampos poderão ser retirados em visita posterior ao médico.

O efeito do dióxido de carbono pode durar alguns dias, provocando cólicas abdominais com dor estendida até os ombros. O consumo de líquidos é liberado logo após o procedimento, enquanto o de alimentos sólidos devem seguir orientação médica.

Atividades físicas, inclusive relação sexual, devem ser evitadas por pelo menos sete dias. O período de recuperação pode variar entre 7 e 14 dias.

Quais são os riscos de uma laparoscopia?

Embora sejam raras, possíveis complicações podem incluir sangramento da incisão, infecção e danos aos órgãos, veias ou artérias da região abdominal. Os principais sinais que indicam a necessidade de buscar orientação médica incluem:

  • Febre ou calafrios;
  • Vermelhidão, inchaço, sangramento ou pus no local da incisão;
  • Dor ao redor do local da incisão;
  • Vômito;
  • Dificuldade para urinar.

Em alguns casos, a videolaparoscopia não é recomendada:

  • Pacientes com câncer avançado na parede abdominal;
  • Pacientes com tuberculose crônica;
  • Problemas relacionados a baixa contagem de plaquetas no sangue (trombocitopenia);
  • Grande quantidade de tecido cicatricial provocado por outras cirurgias;
  • Fazer uso de medicação anticoagulante;

Источник: https://dratacianafontes.com.br/videolaparoscopia/

Apendicite: sintomas, causas, cirurgia e qual lado afeta

Como é feita a cirurgia de apendicite, recuperação e possíveis riscos

A apendicite é uma inflamação no apêndice – órgão que lembra uma pequena bolsa, de formato longo e fino, que fica localizado na primeira porção do intestino grosso. No processo inflamatório, ele fica cheio de pus, causando fortes dores abdominais.

Quando não tratada, a apendicite pode levar a sérias complicações. Entretanto, o problema é facilmente resolvido com uma cirurgia de remoção total do apêndice, também chamada de apendicectomia.

A grande maioria dos casos da doença é tratada como apendicite aguda, já que surge de forma repentina e é prontamente tratada para a recuperação do paciente. No entanto, há alguns casos raros de apendicite crônica, que acontecem quando o problema é recorrente e contínuo (com duração maior do que um mês).

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Sintomas de Apendicite

O principal sintoma da apendicite é a dor abdominal, que varia de acordo com a idade da pessoa e da posição do seu apêndice inflamado.

Geralmente, o primeiro sinal é uma dor na região próxima ao umbigo, que pode ser fraca no início, mas que vai se tornando cada vez mais aguda e intensa conforme as horas passam.

Minha Vida

À medida que aumenta a inflamação no apêndice, num processo que varia de 12 a 18 horas, a dor tende a se mover para baixo e à direita – local chamado de ponto de McBurney. Isso significa que uma das principais características da apendicite é a dor intensa no lado direito do abdômen.

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Outros sintomas de apendicite, que aparecem junto com a dor são:

  • Náusea
  • Vômitos
  • Apetite reduzido
  • Febre baixa

Se o apêndice se rompe, a dor pode desaparecer por um breve período e a pessoa se sente melhor repentinamente. No entanto, uma vez que o revestimento da cavidade abdominal fica inflamada e infectada (uma condição chamada de peritonite), a dor piora e os sintomas se intensificam – principalmente quando a pessoa caminha ou tosse.

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Dessa forma, sintomas posteriores da apendicite incluem:

  • Calafrios
  • Constipação
  • Diarreia
  • Febre
  • Perda de apetite
  • Náusea a vômitos
  • Tremores.

A apendicite provoca sintomas idênticos em homens e mulheres, não havendo qualquer influência de gênero no quadro da doença. O que acontece é que, nas mulheres, a apendicite pode ser confundida com uma inflamação nas tubas uterinas, no útero ou nos ovários, o que também provoca dor do lado direito do abdômen.

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Portanto, as pacientes do sexo feminino precisam realizar exames complementares para estabelecer o diagnóstico definitivo de apendicite, feito normalmente através de exames de imagem, como ultrassom e tomografia.

Causas

As causas da apendicite não são sempre claras, mas algumas situações são conhecidas por provocar a inflamação no órgão. São elas:

  • Obstrução do apêndice por partículas de gordura ou fezes
  • Infecção, como a gastrointestinal causada por vírus.

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Em ambos os casos, uma bactéria presente naturalmente dentro do apêndice começa a se multiplicar, causando a inflamação e o inchaço do apêndice, além de eventualmente estimular a produção de pus. Se não tratada prontamente, a apendicite pode causar o rompimento do apêndice.

O que é apendicite?

Fatores de risco

Qualquer pessoa pode desenvolver inflamação no apêndice, desde crianças a adultos. Entretanto, a apendicite é mais comum entre pessoas de 10 a 30 anos.

Não há, contudo, comportamentos considerados de risco e que possam contribuir para a inflamação.

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Para evitar a ocorrência de apendicite, muitas pessoas deixam de comer certas frutas e legumes que possuem caroços ou sementes, como é o caso da azeitona, da uva, da jabuticaba, do tomate e do pepino.

Porém, diferente do que prega a crença popular, não existe qualquer comprovação científica de que esses alimentos possam causar apendicite, uma vez que a origem da inflamação não se relaciona ao tipo de alimento ingerido.

Buscando ajuda médica

É importante estar atento aos sintomas da apendicite. Se eles persistirem por mais do que 12 horas, procure atendimento médico e explique o que está sentindo e o quão forte estão as dores.

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Na consulta, o médico poderá perguntar quais partes do seu abdômen doem e se a dor mudou de local com o passar das horas. Descreva também outros sintomas que estiver sentindo, como febre, náuseas e diarreia.

Especialistas que podem diagnosticar a apendicite são:

  • Clínico geral
  • Gastroenterologista
  • Cirurgião abdominal

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Diagnóstico de Apendicite

Em geral, os médicos podem diagnosticar a apendicite apenas pela descrição dos sintomas e pelo exame físico no consultório ou hospital. Porém, especialmente no caso das mulheres, outros exames de laboratório e testes adicionais podem ser necessários.

Na apendicite, o nível de dor varia de acordo com o tempo, o que dificulta o diagnóstico inicial. Além disso, apendicite não é o único problema capaz de causar dores abdominais. Então, o médico deverá realizar alguns exames complementares para ter certeza absoluta de que se trata de um quadro de inflamação no apêndice.

Exames

O diagnóstico de apendicite pode ser feito com os seguintes exames:

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  • Exame físico: o tipo mais preciso de exame feito pelo médico é o exame físico, em que o médico pressionará a área dolorida. Na apendicite, quando a área em questão for pressionada, a dor sempre aumenta, indicando que naquele local há inflamação. O médico também deverá observar se há rigidez dos músculos do abdômen.
  • Exame de sangue: o especialista também poderá optar por um exame de sangue, que mostrará o número de glóbulos brancos presentes no sangue do paciente. Se estiver mais alto do que o normal, é um sinal de infecção
  • Exame de urina: este é mais utilizado para que o médico tenha certeza de que as dores não são fruto de pedra nos rins. Na análise dos resultados, é possível determinar a causa dos sintomas por meio da observação de glóbulos vermelhos, que ficam mais visíveis em microscópio quando há um quadro de cálculo renal. Caso eles não indiquem pedra nos rins, o médico suspeita de inflamação
  • Raio X: o médico também poderá solicitar um raio X da região abdominal. Por meio da análise das imagens, que saem após poucos minutos, ele poderá fazer o diagnóstico correto.

Tratamento de Apendicite

O tratamento da apendicite é cirúrgico, ou seja, o apêndice inflamado precisa ser retirado durante uma cirurgia, em que a pessoa está anestesiada, no hospital. O procedimento é conhecido como apendicectomia.

O apêndice não é substituído durante a cirurgia, apenas é feita a sua remoção. Isso porque a retirada do apêndice não traz nenhum risco ou prejuízo para a vida do paciente, uma vez que ele não tem nenhuma atividade específica no corpo humano.

Se o caso estiver sem complicações, ou seja, se for feito o diagnóstico com o apêndice ainda inteiro, o cirurgião provavelmente optará por remover o órgão logo após a inflamação ser constatada.

Cirurgias para Apendicite

A cirurgia de apendicite pode ser realizada de duas formas: a primeira é feita com uma pequena incisão de cerca de cinco centímetros no lado direito do abdômen, logo acima do apêndice, para a sua remoção. Normalmente, nesse tipo, o paciente pode ficar com uma cicatriz na barriga.

Já a segunda é feita através de laparoscopia, ou seja, o cirurgião faz três pequenos orifícios no abdômen, insere uma câmera para a visualização do procedimento e remove o apêndice. Esse método é menos invasivo que o tradicional e normalmente tem um tempo de recuperação menor.

Have a nice day Photo (Shutterstock)

Apenas o médico responsável poderá dizer qual o melhor tipo de cirurgia para cada caso e paciente.

Complicações possíveis

A grande complicação da apendicite, quando não diagnosticada e tratada rapidamente, é o rompimento do apêndice – o que geraria o acúmulo de pus dentro do abdômen, atingindo outros órgãos.

Nestes casos, o médico indicará a melhor forma de tratar o problema e que representa menos riscos para o paciente.

Normalmente, o abcesso e pus (apendicite supurada) precisam ser drenados, o que pode ser feito com o auxílio de um tubo sob a pele e com medicamentos. A apendicectomia poderá ser realizada, nestes casos, depois que a infecção for controlada.

Entretanto, se o paciente com apendicite não for tratado imediatamente, ele poderá sofrer algumas complicações mais graves, como:

  • Peritonite, causada por rompimento do apêndice, em que há inflamação na cavidade abdominal
  • Acúmulo de pus no abdômen, causado por abscesso de um apêndice rompido
  • Conexões anormais entre órgãos abdominais ou entre esses órgãos e a superfície da pele (fístula).

Convivendo/ Prognóstico

Em geral, se o apêndice inflamado for removido antes de se romper, o paciente provavelmente ficará bem logo após a cirurgia. Por outro lado, se o apêndice romper antes da cirurgia, o paciente se recuperará mais lentamente e terá uma probabilidade maior de desenvolver um abscesso ou outras complicações. Nesses casos, será necessário ficar no hospital por mais tempo, em observação.

Referências

Ministério da Saúde

Mayo Clinic

Источник: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/apendicite

Tratamento Cirúrgico da Apendicite Aguda

Como é feita a cirurgia de apendicite, recuperação e possíveis riscos

O apêndice cecal (anteriormente denominado apêndice ileocecal, apêndice vermicular ou apêndice vermiforme) é uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego, parecido com o dedo de uma luva, localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso ou cólon (figura abaixo), com comprimento variável, na maioria das pessoas, entre 7 e 11 cm. Estudos indicam que o apêndice faz parte do sistema imunológico, produzindo glóbulos brancos no período da infância.

A apendicite é a inflamação do apêndice que pode ser aguda ou crônica. A apendicite aguda é a causa mais comum de dor abdominal com indicação cirúrgica de urgência (abdome agudo).

Ela afeta indivíduos de ambos os sexos e de todas as faixas etárias, porém é mais frequente entre os 20 e os 30 anos e muito incomum antes dos 2 anos de idade. Ao longo da vida, 12 a 25% da população será submetida à apendicectomia.

A apendicite aguda é também a causa mais comum de abdome agudo em gestantes, ocorrendo em uma a cada 700 a 1.500 gestações.

Por possuir o óstio no ceco, pode entrar e ficar retido um fecalito ou coprolito (pequena pedra de fezes), ou mais raramente um fragmento alimentar, sementes, tumores e neoplasias do apêndice, ou até mesmo um pequeno parasita intestinal, dificultando o seu esvaziamento.

Outra causa muito comum é o aumento de volume dos gânglios linfáticos locais. As bactérias que permaneceram na luz do apêndice produzem gases que ficam retidos na cavidade, causando distensão da parede do apêndice e dor. Este aumento da pressão dentro do lúmen do órgão gera isquemia (falta de oxigênio).

Após várias horas de deficiência de oxigénio, a isquemia transforma-se em necrose e gangrena (morte das células), que estimula uma maior multiplicação das bactérias.

Se não removido a tempo, a maior complicação é a perfuração da parede com extravazamento do pus do seu interior e de conteúdo fecal do intestino grosso, com risco de infecção intra-abdominal, sepse e até mesmo óbito.

Apêndice cecal com aspecto normal

Apêndice cecal inflamado em fase tardia já com sinais de gangrena

 A apendicite crônica ou recorrente é, na verdade, composta por apendicites subagudas repetidas, que levam à inflamação contínua do apêndice. Normalmente, há uma hipertrofia da mucosa (membrana que reveste internamente) do apêndice, levando ao acúmulo de secreções no seu interior.

Ao contrário do que ocorre na apendicite aguda, na forma crônica ou recorrente, o aumento da pressão dentro do lúmen é suficiente para vencer a obstrução, provocando alívio temporário da inflamação e dos sintomas.

Os pacientes que têm apendicite recorrente ou crônica podem apresentar quadros cíclicos de dor abdominal do quadrante inferior direito, que só desaparecem após a retirada cirúrgica do apêndice por acabarem por evoluiur um dia para um quadro de apendicite aguda.

O diagnóstico de apendicite é difícil devido ao grande número de casos que apresentam apenas alguns, ou até nenhum sintoma específico até muito tarde na progressão da doença.

As apendicites com poucos sintomas são mais frequentes em idosos ou crianças pequenas.

Outro problema é que o apêndice pode ter localizações raras, o que dificulta a atribuição de uma dor num local onde ele não seja comum (como no lado esquerdo).

Quadro clínico

Os sintomas clássicos (não presentes em muitos casos) são:

  • Dor no abdome inicialmente acima do umbigo na região epigástrica (área do estômago), movendo-se para o quadrante inferior direito (fossa íliaca direita) após algumas horas (no ponto de MacBurney), tornando-se progressiva. Em certos casos, a dor pode ser de forte intensidade.

  • Falta de apetite é um dos principais sintomas. No entanto, como aparece em qualquer quadro infeccioso, torna-se um sinal inespecífico. Costuma ser o primeiro sinal

  • Náuseas e vômitos, principalmente no início do quadro.

  • Parada do funcionamento do intestino

  • Febre baixa, em geral abaixo de 38°C

  • Queda do estado geral

  • Estes sintomas geralmente se agravam com a progressão da doença.

Na avaliação clínica do paciente, alguns sinais podem ser observados. Com o processo inflamatório próximo à parede abdominal anterior, a liberação brusca de uma compressão manual na fossa ilíaca direita causa dor forte, o denominado sinal de Blumberg.

Caso o apêndice seja retrocecal (atrás do ceco), não há rigidez da parede abdominal anterior, mas o comprometimento do músculo psoas causa dor ao flexionar a coxa sobre a pelve. O sinal de Lapinsky corresponde à dor quando se realiza compressão do ceco enquanto a coxa direita é flexionada sobre a pelve.

  Se o quadro progride para inflamação de todo o peritônio, a contratura da parede abdominal é progressiva, bem como há agravamento do comprometimento sistêmico. Em casos de peritonite difusa, a dor, o rebote doloroso e a contratura involuntária tornam-se generalizados no abdome.

Há distensão abdominal em quadros de peritonite difusa ou quando o flegmão (processo inflamatório) englobar o íleo distal (porção terminal do intestino delgado que chega no ceco), pode ocorrer um quadro de obstrução intestinal.

O diagnóstico de apendicite aguda tem como base a história e o exame físico do paciente, e estes são, muitas vezes, suficientes para a indicação do tratamento cirúrgico. Nos casos considerados típicos, principalmente em homens jovens, pode ser desnecessária a realização de exames complementares.

Porém, na maioria dos casos, o diagnóstico diferencial com doenças de tratamento não operatório deve ser investigado com exames. No hemograma, a alteração mais comum é a elevação dos leucócitos, chamada leucocitose, até 18.000/mm. Se a taxa de leucocitose estiver acima de 20.000/mm³, frequentemente associa-se esta à ruptura do apêndice.

No início do quadro, o hemograma pode estar dentro dos padrões normais, o que não afasta a suspeita. O exame comum de urina deve ser realizado para auxiliar no diagnóstico diferencial com infecção urinária ou eliminação de cálculo renal (ureterolitíase).

Nos casos em que o apêndice inflamado está em contato com o ureter ou com a bexiga, pode ocorrer eliminação de leucócitos (piúria) ou hemácias (hematúria) na urina.

A radiografia de abdome rotineiramente agudo não faz parte da investigação usual de apendicite.

A ultrassonografia abdominal pode ser muito útil para confirmação diagnóstica. Os achados serão de dor à compressão com o aparelho, estrutura tubular de fundo cego, sem peristalse, com diâmetro maior ou igual a 6 mm à compressão com o aparelho, com líquido ao seu redor.

A visualização do fecalito e os outros sinais ecográficos praticamente diagnosticam a condição.

  Muitas vezes a identificação do apêndice pode ser difícil na ultrassonografia, como em pacientes obesos e quando o apêndice é retrocecal, devendo-se realizar outros exames nos casos duvidosos.

A tomografia computadorizada de abdome apresenta valores iguais ou superiores aos da ultrassonografia. O uso desse exame é limitado devido a custo, exposição à radiação e alergia ao contraste.

Apresenta boa sensibilidade, pois o apêndice é mais facilmente localizado e características como aumento do seu calibre, inflamação dos tecidos a volta e presença de fecalito na base do apêndice e líquido são altamente sugestivos de apendicite aguda.

Figura 1: imagem de tomografia mostrando apêndce cecal distendido. Figua 2: imagem de tomografia mostrando fecalito na base do apêndice ceal.

Gestantes representam o grupo de pacientes que maior desafio impõe para a realização do diagnóstico de apendicite aguda. O crescimento do útero desloca o apêndice progressivamente para posições mais superiores no abdome. A dor, na maioria das gestantes, permanece no quadrante inferior direito. O quadro clínico tende a ser mais brando devido às alterações imunológicas normais da gestante.

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