Como é feita a retirada dos pólipos intestinais

Pólipo intestinal pode virar câncer?

Como é feita a retirada dos pólipos intestinais

Os pólipos intestinais são alterações que podem aparecer no intestino devido à proliferação excessiva de células presentes na mucosa no intestino grosso, o que na maioria das vezes não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, mas que deve ser removido para evitar complicações.

Normalmente, os pólipos intestinais são benignos, porém, em alguns casos podem evoluir para câncer do cólon, que pode ser fatal quando é diagnosticado já em estágios avançados.

Assim, pessoas com mais de 50 anos ou que possuem histórico de pólipos ou de câncer de intestino na família devem consultar o gastroenterologista e realizar exames que ajudem a identificar a presença dos pólipos ainda em sua fase inicial.

A maioria dos pólipos intestinais não gera sintomas, especialmente no início da sua formação e por isso é aconselhado fazer colonoscopia em caso de doenças inflamatórias no intestino ou a partir dos 50 anos de idade, já que é mais frequente a formação de pólipos a partir dessa idade. No entanto, quando o pólipo já se encontra mais desenvolvido pode haver o surgimento de alguns sintomas, como:

  • Mudança de hábito intestinal, que pode ser diarreia ou prisão de ventre;
  • Presença de sangue nas fezes, que pode ser visto a olho nu ou detectado num exame de sangue oculto nas fezes;
  • Dor ou desconforto abdominal, como gases e cólicas intestinais.

É importante que a pessoa consulte o gastroenterologista caso apresente algum sintoma que seja indicativo de pólipo intestinal, isso porque em alguns casos há probabilidade de virar câncer. Assim, por meio da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e do resultado de exames de imagem, o médico pode verificar a gravidade dos pólipos e indicar o tratamento mais adequado.

O pólipo intestinal pode virar câncer?

Na maioria dos casos os pólipos intestinais são benignos e têm baixa probabilidade de virar câncer, no entanto nos casos dos pólipos adenomatosos vilosos ou túbulo-vilosos há maior risco de virar câncer. Além disso, o risco de transformação é maior nos pólipos sésseis, que são planos, e que possuem mais de 1 cm de diâmetro.

Além disso, alguns fatores podem aumentar o risco de transformação do pólipo em câncer como presença de vários pólipos no intestino, idade igual ou superior a 50 anos e presença de doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e colite ulcerativa, por exemplo.

Para diminuir o risco dos pólipos intestinais virarem câncer é recomendado retirar todos os pólipos com mais de 0,5 cm através da colonoscopia, mas além disso é importante praticar exercícios regularmente, ter uma alimentação rica em fibras, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, já que estes fatores facilitam o surgimento do câncer.

Os pólipos intestinais podem acontecer devido a fatores relacionados com os hábitos alimentares e de vida, sendo mais frequente de acontecer após os 50 anos. Algumas das principais causas relacionadas com o desenvolvimento dos pólipos intestinais são:

  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Diabetes tipo 2 não controlada;
  • Alimentação rica em gordura;
  • Alimentação pobre em cálcio, vegetais e frutas;
  • Doenças inflamatórias, como colite;
  • Síndrome de Lynch;
  • Polipose adenomatosa familiar;
  • Síndrome de Gardner;
  • Síndrome de Peutz-Jeghers.

Além disso, pessoas que fumam ou consomem bebidas alcoólicas com frequência ou que possuem histórico familiar de pólipos ou câncer de intestino, têm também maior chance de desenvolver pólipos intestinais ao longo da vida.

Como é feito o tratamento

O tratamento para os pólipos intestinais é feito por meio da remoção durante o exame de colonoscopia, sendo indicado para os pólipos que possuem mais de 1 cm, sendo o procedimento de remoção do pólipo conhecido como polipectomia.

Após remoção, esses pólipos são enviados para o laboratório para que seja feita análise e seja verificado se existem sinais de malignidade. Assim, de acordo com o resultado do laboratório, o médico pode indicar a continuação do tratamento.

Após realização da retirada do pólipo é importante que a pessoa tenha alguns cuidados para evitar complicações e a formação de novos pólipos intestinais. Além disso, pode ser recomendado pelo médico a repetição do exame após alguns anos para verificar se houve formação de novos pólipos e, assim, ser indicada nova remoção. Veja quais são os cuidados após a retirada dos pólipos.

Nos casos dos pólipos com menos de 0,5 cm e que não levam ao aparecimento de sinais ou sintomas, pode não ser necessária a realização da retirada do pólipo, sendo apenas recomendado pelo médico o acompanhamento e a repetição do exame de colonoscopia.

Источник: https://www.tuasaude.com/que-tipo-de-polipo-intestinal-pode-virar-cancer/

Pólipos intestinais

Como é feita a retirada dos pólipos intestinais

O pólipo intestinal é uma alteração causada pelo crescimento anormal da mucosa do intestino grosso (cólon e reto). É uma das condições mais comuns que afeta o intestino, ocorrendo em 15 a 20% da população.

Alguns são baixos e planos, outros são altos e se assemelham a um cogumelo, podendo aparecer em qualquer parte do intestino grosso. Inicialmente são diminutos e benignos (adenoma), podendo crescer até sofrerem transformação maligna (adenocarcinoma).

Por este motivo é tão importante a remoção dos pólipos, com a finalidade de prevenir o câncer.

Como surgem os pólipos?

Pólipos intestinais surgem como resultado das alterações (mutações) dos cromossomos de algumas células da mucosa, fazendo com que modifiquem seu comportamento. As mutações podem surgir ao longo da vida.

Por esse motivo foram realizados estudos que concluíram que a idade de maior risco para o surgimento dessas alterações (mutações) se inicia após os 50 anos.

Entretanto, um maior risco de mutações pode ser transmitido dentro da família (hereditário), o que explica a importância de se pesquisar a história familiar ao analisar o risco de ter a doença.

Quais são os sintomas?

Quando provocam sintomas, podem provocar sangramento, saída de muco com as fezes, alterações no funcionamento do intestino e, em casos raros, dores abdominais. Mas, na maioria das vezes não apresentam sintomas, sendo descobertos com maior frequência através de exames como a colonoscopia ou raios-X contrastados.

Como os pólipos são diagnosticados?

Os pólipos podem ser diagnosticados através de exames endoscópicos ou radiológicos. Três exames endoscópicos podem ser utilizados com esta finalidade: a retossigmoidoscopia rígida, a retossigmoidoscopia flexível e a colonoscopia.

A retossigmoidoscopia rígida permite a avaliação de aproximadamente 20 cm finais do intestino, enquanto a retossigmoidoscopia flexível permite o exame de 30 a 60 cm. A colonoscopia permite a avaliação de todo o intestino grosso.

No exame radiológico chamado enema baritado (clister opaco) é injetado um contraste por via retal que irá mostrar as paredes intestinais no exame de raios-X. Exames mais simples também podem ser indicados para a detecção precoce. A pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser útil para selecionar pacientes candidatos aos exames completos como a colonoscopia.

Mas, é importante enfatizar que um teste negativo não exclui a presença de um pólipo. A descoberta de um pólipo intestinal em um exame de retossigmoidoscopia obriga a uma completa avaliação do intestino, uma vez que até 30% desses pacientes poderão ter outros pólipos.

Os pólipos precisam ser tratados?

Todos os pólipos encontrados no exame endoscópico devem ser totalmente removidos e enviados para análise do médico patologista (exame histopatológico). A imensa maioria dos pólipos é removida através da colonoscopia, exame que permite a utilização de instrumentos delicados e especiais.

Contudo, a localização e as características de alguns pólipos podem exigir sua remoção através de cirurgia. Há pouco mais de 20 anos a remoção dos pólipos era realizada através de cirurgia e era muito difícil o diagnóstico precoce de pólipos pequenos. Hoje, a remoção da maioria dos pólipos se faz através da colonoscopia.

Este exame teve início na década de 80 e desde então foi aperfeiçoado e já representa um procedimento seguro. Atualmente, os equipamentos empregados no exame (colonoscópios) produzem imagens de excelente qualidade havendo grande variedade de acessórios destinados à remoção dos pólipos (polipectomia).

Dessa forma, o especialista tem condições de usar o arsenal mais adequado de acordo com as características do(s) pólipo(s). As complicações são potencialmente graves (hemorragia ou perfuração intestinal), eventualmente requerendo tratamento cirúrgico para sua solução.

Apesar da possibilidade de complicações, sua baixa incidência não deixa dúvidas a respeito do benefício de se propor a colonoscopia e a polipectomia como estratégia eficaz na prevenção do câncer de intestino.

Os pólipos voltam?

Uma vez que o pólipo é removido totalmente, sua recorrência (reaparecimento) não é comum, mas pode acontecer. Também podem surgir novos pólipos em locais diferentes, o que ocorre em cerca de 30% dos indivíduos. Por esse motivo, o acompanhamento periódico deve ser realizado, com a ajuda de médicos especialistas.

O intervalo de tempo que um indivíduo deve voltar a realizar um exame depende dos achados do último exame, assim como do risco (pessoal e familiar) que cada indivíduo tem de desenvolver câncer intestinal. Algumas situações particulares caracterizam risco elevado para o câncer de intestino.

Nestes casos a investigação através da colonoscopia é formal e o intervalo de tempo entre os exames deve ser abreviado, visando conferir proteção adequada a cada situação.

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Источник: https://portaldacoloproctologia.com.br/doencas/polipos-intestinais-2/

PÓLIPOS INTESTINAIS [pode virar câncer?]

Como é feita a retirada dos pólipos intestinais

O pólipo é uma pequena protuberância que cresce em cavidades revestidas por mucosas. Podem surgir pólipos em várias regiões do nosso organismo, tais como estômago, vesícula biliar, útero, cavidade nasal, intestinos e outros. No caso dos pólipos intestinais, o local onde eles são mais comuns é no intestino grosso (cólon).

O pólipo intestinal é um tumor benigno que surge por um crescimento anormal das próprias células da mucosa do intestino. Mal comparando, podemos dizer que são uma espécie de verruga do cólon.

Essas lesões são muito comuns, estando presentes em mais de 30% da população adulta.

Apesar de serem habitualmente benignos, uma pequena parte deles tem potencial para se transformar em câncer de cólon ao longo dos anos.

Felizmente, através da colonoscopia é possível não só diagnosticar, como também remover os pólipos intestinais de forma completa e segura, impedindo-os de se transformarem em um câncer do cólon.

Fatores de risco

Não sabemos exatamente por que os pólipos surgem, mas alguns fatores de risco já são bem conhecidos:

Tipo de pólipos intestinais

Existem vários tipos de pólipos, todavia, dois deles correspondem a imensa maioria:

Pólipos hiperplásicos:

São pólipos de tamanho pequeno, normalmente localizados na porção terminal do cólon (reto e sigmoide). Os pólipos hiperplásicos apresentam baixíssimo risco de transformação maligna e não requerem tratamento na imensa maioria dos casos.

Adenomas:

Os pólipos adenomatosos são aqueles que apresentam risco de se transformar em câncer. Felizmente, menos de 5% dos adenomas acabam por se transformar em um tumor maligno. E, mesmo assim, um adenoma costuma demorar pelo menos 7 a 10 anos até se transformar em câncer.

Nem sempre é possível distinguir um pólipo hiperplásico de um pólipo adenomatoso com base na aparência durante a colonoscopia, o que significa que muitos pólipos hiperplásicas precisam ser removidos para que possam ser devidamente identificados através da histopatologia. Na dúvida, é melhor retirar o pólipo e enviá-lo para identificação pelo patologista. Em geral, qualquer pólipo com mais de 0,5 cm acaba sendo retirado para avaliação.

Sintomas

A maioria dos pólipos intestinais é de pequeno tamanho e acaba por não causar nenhum sintoma. Normalmente, só são detetados quando se realizam exames de triagem para o câncer de cólon, como a colonoscopia.

Pólipos de tamanho maior podem causar obstrução intestinal por impedir a progressão das fezes ou apresentar escoriações pela passagem de fezes endurecidas, podendo, assim, sangrar. (leia: SANGUE NAS FEZES | HEMORRAGIA DIGESTIVA | Principais causas).

Diagnóstico

O rastreio para o câncer de cólon está indicado para todas as pessoas acima de 50 anos. Pessoas que tiveram um parente de primeiro grau com câncer de cólon antes dos 60 anos devem começar a fazer o rastreio a partir dos 40 anos de idade.

Atualmente, o exame de escolha para o diagnóstico dos pólipos e para o rastreio do câncer de cólon é a colonoscopia, um exame realizado através de um endoscópio por via anal. A colonoscopia é o exame ideal, pois permite não só a visualização dos pólipos, como também a sua retirada, caso necessária (leia: EXAME COLONOSCOPIA).

Apenas a olho nu não é possível distinguir um pólipo hiperplásico de um adenoma. Por isso, indica-se a retirada de qualquer pólipo diagnosticado para avaliação histológica (microscópica).

Os adenomas são divididos em três grupos de acordo com as características das suas células:

1. Adenoma tubular.
2. Adenoma viloso.
3. Adenoma túbulo-viloso.

Pólipos com maior risco de virar câncer

Todos os pólipos adenomatosos são displásicos, ou seja, são lesões pré-malignas. Porém, como já explicado, apenas uma minoria dos adenomas evoluem para câncer.

Os pólipos vilosos e túbulo-vilosos são os que têm mais risco de malignização. Mas há outros fatores que também nos ajudam a estimar o risco de câncer:

  • Pólipos maiores que 1 cm são mais perigosos. Já pólipos com menos de 0,5 cm possuem baixo potencial de transformação maligna.
  • Presença de mais de 4 pólipos adenomatosos.
  • Existência de displasia de alto grau nos pólipos.

Portanto, um paciente com 1 ou 2 pólipos adenomatosos tubular com menos de 0,5 cm tem risco muito baixo de desenvolver câncer. Por outro lado, um paciente com mais de 4 pólipos vilosos ou túbulo-vilosos, com mais de 1 cm de tamanho e com sinais de displasia de alto grau é aquele com maior risco de desenvolver um tumor maligno.

Tratamento

A maneira mais eficaz de se evitar o câncer de cólon é identificando precocemente pólipos adenomatosos e removendo-os antes que eles se transformem em uma lesão maligna.

Como já referido, os pólipos devem ser retirados pela colonoscopia imediatamente após a sua identificação. O pólipo deve ser removido completamente.

A remoção dos pólipos, que recebe o nome de polipectomia, é um procedimento que não dói e não costuma causar sangramentos. A polipectomia é segura, havendo uma taxa de complicações menor que 1 a cada 1000 procedimentos. Os maiores riscos são a perfuração do cólon e o sangramento, porém, ambos são incomuns.

Raramente, o pólipo é grande o suficiente para a remoção não poder ser feita pelo colonoscópio. Nestes casos, é normalmente necessária cirurgia para extração da lesão.

Para minimizar os risco de complicações, o paciente não deve tomar nem dias antes, nem dias depois, medicamentos que facilitem hemorragias, como aspirina, anti-inflamatórios ou anticoagulantes.

Seguimento pós-colonoscopia

O sucesso da prevenção do câncer do cólon depende da detecção precoce dos pólipos pré-malignos. A retirada completa do pólipo elimina qualquer risco daquela lesão vir a se tornar um câncer. Porém, nada impede que o paciente ao longo do tempo forme novos pólipos. Quem já teve pólipos tem um maior risco de desenvolvê-los novamente.

Por isso, o gastroenterologia costuma agendar com o paciente novas colonoscopias de acordo com o resultado da primeira. Se na primeira polipectomia os resultados apontavam para um maior risco de desenvolvimento de câncer, o paciente precisará ser vigiado de forma mais frequente. Em geral, as recomendações são as seguintes:

  • Paciente sem pólipos ou que aprestavam apenas pólipos hiperplásicos menores que 1 cm só precisam repetir a colonoscopia em 10 anos.
  • Pacientes que apresentavam 1 ou 2 adenomas tubulares menores que 1 cm precisam repetir a colonoscopia em 5 a 10 anos.
  • Pacientes com 3 a 10 adenomas tubulares precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.
  • Pacientes com mais de 10 adenomas precisam repetir a colonoscopia com 1 ou 2 anos.
  • Pacientes com 1 ou mais adenomas tubulares maiores que 1 cm precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.
  • Pacientes com 1 ou mais adenomas vilosos ou túbulo-vilosos precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.
  • Pacientes com pelo menos 1 adenoma com sinais de displasia de alto grau precisam repetir a colonoscopia em 3 anos.

Síndromes de poliposes

Existem algumas doenças raras, de origem genética, que se manifestam com dezenas de pólipos no trato digestivo ainda na juventude, associados a outros sintomas em diversas partes do corpo. Entre essas síndromes podemos citar:

  • Gardner.
  • Turcot.
  • Cronkhite-Canada.
  • Peutz-Jeghers.
  • Cowden.

Esses pacientes apresentam elevado risco de desenvolverem câncer de cólon.

Источник: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/polipos-intestinais/

Grupo Sanfil Medicina | Pólipos no cólon

Como é feita a retirada dos pólipos intestinais

Um pólipo no cólon é um pequeno conjunto de células que se forma no revestimento do cólon. Apesar de a maioria dos pólipos no cólon serem inofensivos, com o passar do tempo alguns tornam-se cancerígenos.

Qualquer pessoa pode desenvolver pólipos no cólon. Mas se tiver um risco superior ou tiver mais de 50 anos, ter peso em excesso ou ser fumador, comer uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, ter um historial pessoal ou familiar de pólipos no cólon ou cancro no cólon.

Normalmente, os pólipos no cólon não apresentam sintomas. É por este motivo que os peritos recomendam uma análise frequente. Os pólipos no cólon que são encontrados nos estágios iniciais normalmente podem ser removidos em segurança e por completo. As análises ajudam a evitar o cancro do cólon, uma doença comum normalmente fatal quando é encontrada nos seus estágios mais avançados.

Causas

A última parte do seu tracto digestivo é um longo tubo muscular chamado de intestino grosso. O cólon constitui a maior parte do intestino grosso. O recto e o ânus constituem a ponta final do intestino grosso. A principal função do cólon é absorver água, sal e outros minerais dos conteúdos do cólon. O seu recto armazena os resíduos até serem eliminados do seu corpo em forma de fezes.

Por que se formam os pólipos
A maioria dos pólipos não são cancerígenos (malignos). Mesmo assim, como a maioria dos cancros, os pólipos são o resultado de um crescimento anómalo de células.

As células saudáveis crescem e dividem-se de forma ordeira – um processo que é controlado por dois grupos vastos de genes. As mutações em qualquer um desses genes pode fazer com que as células se continuem a dividir, mesmo quando não são necessárias novas células.

No cólon e no recto, este crescimento desregulado pode provocar a formação de pólipos. Durante um longo período de tempo, alguns desses pólipos podem tornar-se malignos.

Os pólipos podem desenvolver-se em qualquer parte do seu intestino grosso. Podem ser pequenos ou grandes, planos (séssil) ou em forma de cogumelo e presos a um caule (pedunculados). Em geral, quanto maior o pólipo, maior a probabilidade de cancro.

Existem três tipos principais de pólipos no cólon:

  • Adenomatoso. Cerca de dois terços de todos os pólipos caem nesta categoria. Apesar de apenas uma pequena percentagem destes pólipos realmente se tornarem cancerígenos, praticamente todos os pólipos malignos são adenomatosos.
  • Hiperplasia. A maioria dos restantes pólipos são hiperplasias. Esses pólipos ocorrem com mais frequência no seu cólon e recto esquerdos (descendentes). Normalmente com menos de 5 milímetros de tamanho, muito raramente são malignos.
  • Inflamatório. Esses pólipos podem seguir uma crise de colite ulcerativa ou doença de Crohn no cólon. Apesar de os próprios pólipos não serem uma ameaça significativa, ter colite ulcerativa ou doença de Crohn do cólon aumenta o seu risco geral de cancro do cólon.

Localização dos pólipos no intestino

No que se refere à localização, os pólipos do intestino são descritos de acordo com a sua posição nos diferentes segmentos do cólon (intestino grosso) e recto.

 Habitualmente, o intestino grosso é dividido em 5 partes, sendo que da parte proximal (zona mais próxima do intestino delgado) até à distal se designam por: cegoascendentetransversodescendente e sigmóide. O recto constitui o segmento mais distal, imediatamente acima do canal anal.

Tipos de pólipos

Os pólipos podem ser descritos de acordo com várias características.

 Em termos de configuração, os pólipos são habitualmente divididos em dois tipos: pediculados e sésseis.

Os pólipos pediculados possuem uma morfologia semelhante a um cogumelo, com um tronco e a cabeça. Os pólipos são descritos como sésseis quando possuem um formato aplanado (sem pedículo).

Em termos histológicos, os pólipos dividem-se genericamente em adenomatosos e hiperplásicos. O aspecto endoscópico pode sugerir qual o tipo histológico, contudo o diagnóstico definitivo depende da avaliação microscópica.

Os adenomas são os pólipos mais frequentes e têm o potencial de degenerar em cancro colorectal. A grande maioria dos cancros do cólon e recto desenvolve-se a partir de um adenoma ao longo de vários anos (geralmente 5-15 anos).

Como regra geral, conforme já referido, quanto maior o adenoma, maior o risco de conter malignidade. Os adenomas são caracterizados pelo tamanho e características específicas ao exame microscópico, nomeadamente a arquitectura que pode ser tubular ou vilosa e o grau de displasia.

Os pólipos são considerados malignos quando contêm foco(s) de carcinoma.

Os pólipos hiperplásicos são geralmente de pequeno tamanho, localizam-se na porção mais distal do intestino grosso (sigmóide e recto) e são tidas como lesões sem potencial maligno.

Pólipos intestinais – causas

Admitem-se na literatura vários factores de risco para o desenvolvimento de pólipos intestinais. Há claramente uma predisposição genética e um papel fundamental da dieta e das características do estilo de vida.

Apesar das causas exatas não serem completamente conhecidas, têm sido descritos como fatores de risco para o desenvolvimento de adenomas o consumo de gordura, o excesso de bebidas alcoólicas e a dieta pobre em fibras e vegetais.

O consumo de tabaco, a obesidade e o sedentarismo também conferem um maior risco para o desenvolvimento de pólipos.

Pelo contrário, o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides e uma dieta enriquecida em cálcio poderão ter um efeito protector.

Os pólipos intestinais são muito frequentes. De facto, cerca de uma em cada quatro pessoas com mais de 50 anos desenvolverá pelo menos um pólipo do cólon.

A presença de história familiar de pólipos, sobretudo em familiares de primeiro grau, está associada a maior risco desta patologia.

As síndromes de polipose são um conjunto de doenças hereditárias que ocorrem no indivíduo jovem, cursam com o desenvolvimento de múltiplos pólipos (tipicamente mais de 100) no tubo digestivo e resultam num risco elevado de cancro do cólon e recto.

São alguns exemplos a polipose adenomatosa familiar (PAF), a Síndrome de Gardner, a Síndrome de Turcot e a Síndrome de Peutz-Jeghers. Para além do desenvolvimento de pólipos, estas síndromes caracterizam-se pela presença de várias manifestações extra-intestinais.

A Síndrome de Lynch (cancro colorectal hereditário sem polipose), também incluída nas síndromes associadas a cancro familiar confere um risco acrescido de cancro colorectal em idades mais jovens e os tumores localizam-se sobretudo no cólon direito (cego e ascendente). A Síndrome de Lynch está ainda associada a maior risco de cancro da mama, estômago, intestino delgado, trato urinário e ovário.

Pólipos do intestino – sintomas e sinais

A maioria dos doentes com pólipos intestinais não apresenta sintomas, sobretudo quando os pólipos são de pequenas dimensões.

Ocasionalmente os pólipos resultam em perda de sangue nas fezes e raramente em alteração dos hábitos intestinais (diarreia ou obstipação).

Em casos também raros, no indivíduo com adenomas vilosos de grandes dimensões tipicamente localizados no recto ou sigmóide, pode surgir diarreia grave.

A pesquisa de sangue oculto nas fezes, frequentemente solicitada como exame de rastreio do cancro colorectal poderá ser positiva no doente com pólipos do cólon. A perda de sangue com origem nos pólipos intestinais pode resultar em anemia.

Diagnóstico dos pólipos intestinais

Habitualmente, os pólipos do cólon são detectados em indivíduos assintomáticos submetidos a programas de rastreio ou são um achado ocasional em doentes submetidos a investigação por queixas intestinais ou no decurso de estudo de anemia por défice de ferro.

diagnóstico é frequentemente realizado durante um exame designado por colonoscopia que possibilita a exploração de toda a extensão do cólon, sendo considerado o melhor exame para o diagnóstico e tratamento dos pólipos.

Saiba, aqui, o que é colonoscopia.

Complicações do pólipo do intestino

Como já eferido, alguns pólipos do cólon podem degenerar em cancro colorectal.

O cancro colorectal é prevenível se as lesões precursoras (pólipos adenomatosos) forem detectadas e removidas antes de se tornarem malignas.

Durante a colonoscopia, os pólipos observados são removidos, o que elimina o risco de se tornarem malignos.

Pólipo intestinal tem cura?

A maioria dos pólipos intestinais pode ser removido durante a realização de uma colonoscopia. A polipectomia (veja mais informação em polipectomia), na esmagadora maioria dos casos, resulta na cura.

Após a sua remoção, os pólipos são enviados para exame patológico para garantir que são benignos (não contêm cancro). Por vezes, não é exequível a remoção endoscópica do pólipo ou é detectado um foco de carcinoma durante o exame histológico. Nestes casos a cirurgia poderá ser necessária.

A importância de um pólipo não termina com a sua remoção. A existência de um pólipo permite identificar os indivíduos com maior risco de ter novos pólipos ou cancro intestinal no futuro.

Dependendo do número, tamanho e tipo histológico dos pólipos removidos, o Médico providenciará aconselhamento quanto à necessidade e timing da colonoscopia de vigilância.

Habitualmente a colonoscopia de vigilância tem lugar 3 a 5 anos após o exame inicial em que foi realizada a polipectomia, contudo este intervalo poderá, em situações específicas, ter de ser encurtado.

Saiba, de seguida, como tratar o pólipo do cólon.

Pólipo intestinal – tratamento

O tratamento dos pólipos intestinais depende do seu número, tipo, tamanho e localização.

A maioria dos pólipos poderá ser removida pelo médico gastrenterologista durante uma colonoscopia num procedimento designado polipectomia.

Durante a colonoscopia, após a identificação do pólipo, o médico decidirá se é exequível a sua exérese endoscópica e qual a melhor estratégia para que a resseção seja curativa e resulte no menor risco possível de complicações.

Um pequeno número de pólipos, pelas suas características, não é passível de remoção endoscópica. Estes doentes terão indicação para cirurgia.

A maioria dos doentes submetidos a remoção de pólipos intestinais necessitará de vigilância endoscópica cuja frequência será ditada pelo número de pólipo, pelo tamanho do pólipo de maiores dimensões e pelo tipo histológico.

Polipectomia

O termo polipectomia corresponde ao procedimento de remoção de pólipos. Após identificação de um pólipo, de acordo com seu o tamanho e localização, o Médico Gastrenterologista decidirá qual a técnica mais indicada para proceder à sua remoção.

Os pólipos mais pequenos são habitualmente removidos com recurso a pinça endoscópica.

Já os pólipos de maiores dimensões exigem a utilização de acessórios específicos como ansas com as quais os pólipos são laçados e posteriormente cortados com a passagem de corrente gerada por uma fonte de eletrocirurgia.

Em determinados tipos de lesões, a resseção endoscópica poderá exigir a utilização de técnicas mais avançadas, como por exemplo a mucosectomia ou a disseção endoscópica da submucosa.

A polipectomia não é um procedimento doloroso (não provoca dor), mesmo que realizado sem sedação.

Raramente os pólipos têm características que contra-indicam a sua remoção endoscópica e poderão exigir a realização de cirurgia.

A polipectomia é um procedimento seguro, com um risco baixo de complicações. As complicações mais frequentes são a hemorragia e a perfuração. Felizmente a ocorrência de complicações é rara e na maioria dos casos podem ser resolvidas durante a colonoscopia. A cirurgia poderá ser necessária no caso de perfuração intestinal.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/gastrenterologia/polipos-intestinais/

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